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O marechal Castello Branco, primeiro presidente do regime militar

Como escrevi no post anterior sobre o assunto, à semelhança de meu colega de site e grande amigo Augusto Nunes, também adquiri uma pequena coleção de presidentes ao longo da carreira. Não se trata de um grande baú, como o dele, mas, tal qual figura no título acima, uma gaveta.

E contava no post anterior como, ainda antes de me tornar jornalista – começava o primeiro ano de curso de Direito na Universidade de Brasília (UnB) –, apenas acompanhando meu pai, Arnaldo Setti,  e um grande amigo dele, o advogado Léo Lynce de Araújo, meu irmão Arnaldo Augusto e eu acabamos sendo duas entre as apenas duas mil testemunhas, entre os 70,1 milhões de brasileiros de então, a presenciar, das tribunas do Congresso Nacional, a eleição indireta do primeiro presidente da ditadura militar, marechal Humberto de Alencar Castello Branco, no dia 11 de abril de 1964.

E com o voto a favor do ex-presidente Juscelino Kubitschek, então principal líder do PSD, senador por Goiás, pré-candidato a voltar ao Palácio do Planalto no ano seguinte, e a quem o regime militar viria a cassar o mandato, suspender os direitos políticos, perseguir e humilhar.

A “vacância” da Presidência

João Goulart fora derrubado por um golpe militar, mas tecnicamente, a eleição se daria para preencher a vacância do cargo.

Para quem não se lembra ou não sabe, recordo ou explico.

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João Goulart e Leonel Brizola

Deflagrado o golpe pelo comandante de uma unidade militar em Minas Gerais, general Olympio Mourão Filho, com o apoio do então governador mineiro Magalhães Pinto, da extinta UDN, o presidente decidiu viajar de Brasília para Porto Alegre, onde a opinião pública e os militares já haviam se levantado em 1961 contra a perspectiva de um golpe de Estado para evitar sua posse, após a renúncia de Jânio, sob a liderança do então governador Leonel Brizola (do velho PTB de Getúlio Vargas, não o atual), cunhado de Jango, casado com Neusa Goulart, irmã do presidente.

O chefe da Casa Civil de Jango, professor Darcy Ribeiro, informou o Congresso por ofício, lido em plenário pelo 1º secretário, senador Adalberto Senna (PTB-AC), que o presidente seguira de Brasília para o Rio Grande do Sul.

Mesmo assim, o presidente do Congresso, senador Auro de Moura Andrade (PSD-SP), enfrentando a fúria de deputados e senadores governistas e um grande tumulto no plenário, declarou vago o cargo de presidente, uma vez que João Goulart, disse, encontrava-se “em lugar incerto e não sabido”.

Confira abaixo o clima desse momento histórico, inclusive os gritos e protestos de deputados e senadores:

A importância do PSD de JK

Os militares estavam com a faca, o queijo, a caneta e os canhões nas mãos, mas, em sua preocupação de dar tinturas supostamente democráticas ao golpe, queriam manter algumas formalidades. A eleição indireta de Castello pelo que sobrou do Congresso após cassações de mandatos e suspensões de direitos políticos era uma delas.

E, por uma questão de segurança, havia que se ter o apoio da maior bancada, a do PSD, até porque muitos parlamentares inclinavam-se a votar no general Amaury Kruel, comandante do poderoso II Exército (hoje Comando Militar do Sudeste, sediado em São Paulo). O gaúcho Kruel, amigo e compadre de Jango, havia aderido ao golpe na última hora.

JK, naturalmente, era figura-chave do PSD. Mantivera postura escorregadia no curso do golpe contra Jango, que fora seu vice (e em seguida de Jânio, até ele próprio assumir, em 1961), proferindo a célebre frase: “Estou onde sempre estive, ao lado da liberdade e da democracia”.

Conhecia Castello Branco. Mais que isso: por indicação e insistência de um amigo de Castello, Augusto Frederico Schmidt, poeta, intelectual e assessor pessoal de Juscelino quando presidente, fora exatamente JK quem havia promovido, em 1958, o agora marechal a general-de-divisão.

Como JK virou senador

Para isso, precisou contrariar seu homem forte nas Forças Armadas, o ministro da Guerra, general Henrique Duffles Baptista Teixeira Lott (que posteriormente, em 1960, seria o candidato de JK à Presidência, derrotado por Jânio).  Castello chegou a visitar o presidente no Palácio Laranjeiras em sinal de agradecimento.

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JK e e seu ministro da Guerra, general Henrique Duffles Batista Teixeira Lott: o presidente promoveu Castello a general-de-divisão contra seu parecer

O ex-presidente chegara ao Senado graças a uma manobra pouco edificante. Queria um mandato, mas em 1961, quando deixou o poder, não haveria eleições para o Congresso. Elas só ocorreriam no ano seguinte. O PSD providenciou, então, a renúncia do senador Taciano de Melo, de Goiás, eleito em 1958 e que tinha mandato até 1967, de forma a abrir uma vaga que tornasse necessária uma eleição “solteira”, como determinava a Constituição de 1946. Em troca, Taciano ganhou de presente o posto de ministro (hoje denominado conselheiro) do Tribunal de Contas do Distrito Federal.

Com 84,4% dos votos

JK, de qualquer forma, dispunha da desculpa de estar em curso em Goiás, como efetivamente estava, um grande movimento popular em favor de sua candidatura, do qual participava até a adversária UDN estadual. E a eleição também seria para valer – nada parecida com a que o magnata da imprensa Assis Chateaubriand providenciara no passado, quando deu um jeito de disputar o Senado pelo Maranhão, em 1955, sem adversários.

O ex-presidente concorreu com uma figura carimbada em Goiás, o ex-delegado-geral de polícia e ex-deputado federal Wagner Estelita Campos, um dos estruturadores da Fundação Getúlio Vargas e do que é hoje o BNDES, no Rio.

Mesmo sendo favorito absoluto, Juscelino partiu para uma campanha alucinante para os recursos da época – nada de jatinhos, com estradas precárias nos fundões de Goiás, acomodações péssimas e dificuldades de comunicação –, na qual percorreu 80 cidades. Foi um massacre: obteve 145.366 votos contra 26.800 atribuídos a Estelita, ou 84,4% dos votos válidos contra 15,6%.

Dois encontros com Castello no Rio

Voltemos, então, à eleição de Castello. Em abril de 1964, com a eleição marcada para o dia 11, o marechal Castello faria no dia 6 uma peregrinação aos cardeais do PSD, em conversa intermediada por um deputado da UDN, adversária tradicional do PSD, mas seu conterrâneo do Ceará e amigo, Paulo Sarasate.

O encontro aconteceu no apartamento em Copacabana do deputado Joaquim Ramos (PSD-SC). Cabelos branco-prata e vastos bigodes da mesma cor, discretíssimo, pouco conhecido fora de seu estado, o deputado não obstante era um articulador hábil, que carregava a política no DNA.

Eu o conheci quando jovem repórter em Brasília. Pertencia à dinastia Ramos de Santa Catarina: irmão de Nereu Ramos, respeitado ex-presidente do Senado e interino da República (de 11 de novembro de 1955 a 31 de janeiro de 1956), e de Celso Ramos, governador e senador por Santa Catarina e atualmente nome de não uma, mas duas cidades do Estado – Celso Ramos e Governador Celso Ramos.

No apartamento aguardavam-no, além do anfitrião, o senador Amaral Peixoto (RJ), genro do presidente Getúlio Vargas e eterno presidente do PSD, o deputado Martins Rodrigues, pessedista do Ceará, e o deputado Sarasate. Mediante garantias genéricas sobre democracia fornecidas por Castello, garantiu-se o apoio do PSD a sua eleição.

Faltava, porém, o encontro pessoal Castello-JK. Programou-se nova reunião para o dia seguinte, 7 de abril, no mesmo apartamento. Castello chegou à casa de Joaquim Ramos acompanhado de dois coronéis.

Lá estavam Amaral Peixoto, José Maria Alckmin, deputado mineiro e ex-ministro da Fazenda de JK – legendário por sua esperteza política, e que acabaria sendo o vice-presidente figurativo de Castello –, Martins Rodrigues e o embaixador Negrão de Lima, também figura de proa do PSD, futuro governador (eleito) do extinto Estado da Guanabara. JK chegou pouco depois.

Frequentes consultas ao relógio

A conversa seria cordial, mas as frequentes consultas do ex-presidente ao relógio irritaram Castello, que comentaria depois, abismado, que JK chegou a tirar do bolso um pente e ajeitar os cabelos.

O marechal sempre negou que tivesse ido à reunião para pedir o apoio ou qualquer coisa a JK, mas um dos coronéis que o acompanharam, Affonso Heliodoro, chegou a contar anos depois, em carta ao jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, amigo de Juscelino, que, ao se despedirem, o marechal perguntou a Juscelino, a quem chamou de “presidente”:

– Então, presidente, estou aprovado para a Presidência?

JK respondeu:

– Perfeitamente, general, e com o nosso apoio.

Juscelino cumpriu o compromisso. Os militares, temerosos de sua popularidade, não. Seu mandato de senador seria cassado dois meses depois, a 8 de junho daquele 1964, e os direitos políticos suspensos por 10 anos.

Vendo aproximar-se a degola, o ex-presidente proferiu seu último e enérgico discurso no Senado cinco dias antes, a 3 de junho de 1964.

Alertando que a nação vivia “sob os efeitos do terror” e declarando-se “vítima preferida da sanha liberticida” do regime, disse JK:  “Sinto uma perfeita correlação entre minha ação presidencial e a iníqua perseguição que me estão movendo”.

Ouça um trecho desse discurso histórico e veja imagens de JK abaixo:

Cara feia dos seguranças e gabinetes vazios

A história termina aqui. Até hoje não consigo saber direito como é que meu pai, seu amigo Léo Lynce de Araújo, meu irmão e eu fomos parar nas superlotadas galerias da Câmara. Meu pai partiu em 2003, o dr. Léo também se foi. Meu irmão, mais novo do que eu, nos deixou precocemente, em 2012. Não tenho mais a quem perguntar.

Meu irmão se recordava de que o dr. Léo, conceituado advogado de Goiás que trabalhara com nosso pai no extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC), no Rio, e muito tempo depois seria diretor da Caixa Econômica Federal, recomendou que fôssemos todos de terno e gravata, inclusive seu interlocutor, que apesar de não haver completado 16 anos já media perto de 1,90m.

Por algum sortilégio, o dr. Léo conseguiu estacionar o carro com que nos levou em uma das garagens do Congresso. E, mesmo diante de eventuais caras feias e tentativas de pedir credenciais de parte dos seguranças da Câmara e do Senado enquanto íamos em busca das galerias, recomendava:

— Façam de conta que não viram, vamos em frente, vamos em frente!

Revendo mentalmente aqueles momentos, imagino que talvez ele tivesse recebido algum tipo de salvo-conduto do senador de Goiás José Feliciano, também amigo de nosso pai. Recordo-me vagamente de que cortamos caminhos por gabinetes vazios até nos acomodarmos, os quatro, sabe Deus como, nos pequenos assentos das galerias. O plenário, lá embaixo, regurgitava.

Dá para esquecer?

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42 Comentários

jorge wanderley em 31 de março de 2014

Mais um grande documento histórico sobre essa importante fase do Brasil. Parabéns, Ricardo. Muito obrigado, caro Jorge. Um abração!

Pedro Luiz Moreira Lima em 31 de março de 2014

A Comissão da Verdade chamada de restrita – É MENTIRA – a Verdade nunca não se afina com restrição ela é explosiva e incontrolável. A hora de tremer de medo e de terror é a vez dos dos civis e militares que indiretamente e diretamente implantaram o terror no Brasil por longos 25 anos. Serão julgados! Pedro Luiz Moreira Lima

carlos silva em 31 de março de 2014

Não publico comentários que justifiquem ou elogiem a ditadura militar.

alphonso em 31 de março de 2014

Triste saber que muita gente, empresas e grupos empresarias se beneficiaram do golpe militar de 1964 e triste saber que os mesmos ainda hoje aprovam tudo de ruim que ocorreu naquele período e desejam seu retorno.

tiao em 31 de março de 2014

Pois é,ainda tem pessoas que defendem a volta dessa loucura.Credo...

Reynaldo-BH em 31 de março de 2014

Cinquenta anos. Em 1964 não se pensava em 1914 (cinquenta anos a menos) como tema nacional. O que faz que ainda nos lembremos de 1964? Que se promova debates e atos contra o golpe? O próprio golpe. Sangrento. Sanguinário. Uma ditadura cruel e devastadora de nossa cidadania. São 50 anos de um passado que se faz presente. A população brasileira (80%) quer uma releitura acerca dos atores ainda vivos deste fato histórico. Uma revisão da anistia. E exige que seja (segundo o Datafolha) de ambos os lados. Da barbárie das FFAA e dos grupos da luta aramada. Valerá a pena condenar um general e ao mesmo tempo, encarcerar Franklin Martins pelo sequestro do embaixador? OU colocar Fernando Gabeira no banco dos réus? Será que em 1964 discutíamos 1914? A mim interessa o futuro. Sei – não duvido nunca – que jamais haverá uma quartelada no Brasil. Assusta-me mais milícias e patrulhamentos que envolvam a tentativa de demonização de opositores e da implantação do pensamento único. Que era o objetivo dos militares – e muitos civis que ainda hoje usufruem o poder como novos aliados, como José Sarney – que pretendiam prender Sófocles assim como hoje, na América Latina, um chefe de estado acreditava em um raio maligno que provocaria câncer nos novos líderes. A ignorância (ipsis litteris) é a mesma. O governo pode tudo. Ou quase. Tenta poder tudo. Mas não tem coragem cívica – sempre tiveram medo de militares - para obrigar que as FFAA (especialmente o Exército) se manifeste. Este permanece em silêncio, como se o assunto não valesse sequer uma resposta. Ou reflexão. São novos oficiais, frutos de um estado democrático. Que tem o golpe de 64 como tabu. Não é. São funcionários públicos pagos com o dinheiro de nossos impostos. Devem satisfações ao que fizeram no passado. Que assumam suas responsabilidades. Não são todos Brilhante Ulstra nem Newton Cruz. São profissionais. Não se espere o mesmo comportamento da esquerda. Esta já contou, expos, alterou e glorificou a própria história. E derrota. Afinal, quem ganhou fomos nós. Nas ruas. Nas universidades, Nas redações. Nas empresas. Na vida... Pouco importa que os grupos armados da guerrilha insistam em esconder os cadáveres que produziu. A tática que falhou. A megalomania que desprezava (e executava) mesmo quem sendo contra a ditadura, não aderiu à fórmula das armas. Que nunca tenha tido a LIBERDADE e DEMOCRACIA como meta, em nenhum texto conhecido. Ou que tenha como exemplo o comunismo de Stalin e Lenin. Tiveram oportunidade para tanto. Mas nunca fizeram. Nem farão. Resta esperar que o Estado brasileiro (na sua totalidade e aí, incluído as FFAA) enterre este passado. Hoje utilizado (e usurpado) pelos que sobreviveram e são os novos donos do poder. E pensam do mesmo modo ditatorial que impede a discussão democrática sem ofensas ou ameaças. Eles – os que se julgam heróis – precisam (por decência) enxergar que uma nação se revoltou. Talvez tenha sido a mesma que facilitou o golpe ditatorial. Mas, se redimiu expulsando do poder os que roubaram, mataram e encarceraram a democracia. Insisto: FOMOS NÓS! Milhões anônimos. Milhares perseguidos. Centenas assassinados. Eles são sobreviventes. E tiveram o pesadelo interrompido pela NOSSA luta. São anos de chumbo, como se denomina. De erros, confrontos, desrespeito ao Estado de Direito, análises cretinamente equivocadas, desejos de vinganças, uso e abuso da força, imoralidades, barbarismo, atitudes de oposição sem levar o POVO em consideração, sem respeito à história do Brasil e sem perspectiva de futuro, que parecia inalcançável. Que venha 2014. Temos mais um momento de turning point. Outro momento histórico. Que não se use a tragédia de 50 anos passados para tentar perpetuar o despotismo de hoje. Não voltarei a viver os 50 anos passados. Poucos de nós viverá. Mas minha filha viverá os próximos 50. Por ela, em nome de quem eu perdi e do que vivi, só posso desejar ao Brasil que siga em frente. O futuro já nos pertenceu por alguns anos. Que volte a pertencer. Mesmo que seja somente como um legado a quem veio depois de mim.

Pedro Luiz Moreira Lima em 31 de março de 2014

Jornalista Setti: Hoje às 23 ou 23:30 hs na antiga TV Educativa,canal 18 na NET, o cineasta Silvio Tendler, em minha opinião o melhor documentarista político brasileiro, apresentará a série Os Militares Democratas,os militares que disseram Não! A primeira série foram os Advogados da Democracia - uma série histórica imperdível. Os militares da Democracia começa hoje 31/03 até sexta feira. Aqueles que moram no Rio de Janeiro, amanhã data 01/04, o documentário completo será apresentado no Museu da República,rua do Catete e com mesa redonda debatendo 1964. Obrigado Pedro Luiz

ANTHONY KUDSI RODRIGUES em 23 de agosto de 2011

Mas caro Jornalista Ricardo Setti,Castelo Branco embora não fosse filiado à UDN era simpatizante deste partido que já nasceu reacionário e profundamente golpista(Lacerda:Getúlio não pode ser eleito, se eleito não pode tomar posse, se empossado temos que destituí-lo),assim, JK como político esperto e tarimbado que era, não tinha o direito de "cair nessa" e levar o Brasil junto, mas o seu verdadeiro problema era o seu grande ego, aliás,ele era o "superman do ego".

Alcides em 22 de agosto de 2011

Caro Setti, uma correção:Nereu Ramos nunca foi ministro do STF, não poderia, portanto, presidi-lo. Um Abraço Muitíssimo obrigado pelo alerta, caro Alcides. Não sei como me escapou essa, porque estou cansado de saber do senador Nereu, e não por todas razões, até porque seu sobrinho-neto Abelardo foi meu colega de classe na UnB e amigo. Presidente do Supremo que assumiu a Presidência (no caso, após a queda de Vargas em 1945) foi José Linhares. O post já está devidamente corrigido e renovo meu agradecimento ao leitor atento e bem informado que você é. Abraços

ANTHONY KUDSI RODRIGUES em 22 de agosto de 2011

Carlos Heitor Cony, amigo e admirador de JK, em seu livro "JK Memorial do Exílio", nas páginas 80 e 81, e apesar desta férrea amizade, relata detalhadamente a "barganha da Presidência da República" para o colégio eleitoral de 11/04/1964 entre JK e Castelo Branco, "acertada" préviamente na casa do deputado Joaquim Ramos, mas que a competência jornalistica do sr. Ricardo Setti consegue muito bem sintetizar; entretanto,na página 82 do mesmo livro fiquei surpreendido com o "desempenho" de JK na cabala de votos (indiretos) para o Mal.Castelo Branco, pois não teve o menor escrúpulo em pedir votos para o militar até do que sobrou do PTB( o mais perseguido pelo golpe) , como vemos à seguir:"...Naquela manhã mesmo, JK conversava com líderes do PTB dizendo que o melhor caminho para a democracia "seria a votação em Castelo Branco,nome que poderia pacificar a família brasileira". Neste momento , entra por acaso no gabinete de Martins Rodrigues o próprio JK, a quem Paulo Sarasate passa o telefone, e JK reafirma a Castelo o seu apoio e o seu trabalho, tal como ficara compromissado na reunião havida entre os dois." Neste dia começou a tenebrosa noite de 21 anos sem palavras Apesar de sua experiência, parece assentado que JK se fiou efetivamente nas solenes promessas do marechal Castello Branco sobre a manutenção da democracia e a garantia de eleições presidenciais diretas. Deu no que deu.

Mari Labbate em 22 de agosto de 2011

Querido SETTI, estar presente a algum acontecimento significa interagir, energeticamente, com ele. É óbvio que vocês não participaram do golpe militar, propriamente, pois sentaram-se, na galeria! Referi-me ao fato de você ter presenciado um golpe de direita e, hoje, luta para livrar o Brasil de uma ditadura de esquerda. Achei fantástica essa sua experimentação! Você conheceu os dois extremos da reta. Os seus textos são extremamente maravilhosos e inteligíveis. Muito obrigado, prezada Mari. Entendi perfeitamente o sentido de seu comentário, e respondi pensando em leitores que eventualmente não o tivessem compreedido corretamente. Um grande abraço

SergioD em 22 de agosto de 2011

Ricardo, você já publicou algum post sobre a noite em você, no gabinete do Deputado Mário Covas, em dezembro de 1968, assistiu pela TV a decretação do AI-5? Se já publicou, me desculpe perguntar pois não é sempre que consigo entrar no BLOG. Um abraço Ainda não publiquei, caro SergioD. Não quero recorrer apenas à memória, e estou tentando localizar anotações do dia em meu arquivo. Pretendo, sim, escrever. Abraços

Mari Labbate em 22 de agosto de 2011

SETTI, que experiência fantástica! Você participou da instalação da ditadura de direita, no Brasil, para posteriormente lutar pela sua libertação. Atualmente, experimentamos a esdrúxula situação de estarmos cativos dos "Senhores das Trevas", que um dia defenderam o País da ditadura militar e, no outro, desenvolveram uma ditadura de esquerda tão perniciosa, quanto a anterior. Após a degustação de ambas, auxiliemos na construção da DEMOCRACIA! Cara Mari, obrigado por mais este comentário. Só gostaria de esclarecer que não "participei" de forma nenhuma do golpe militar, muito menos o meu pai, que cito no texto. O que ocorreu foi que testemunhamos os fatos que narrei. Um abraço

cacalo em 21 de agosto de 2011

setti, é aí onde mora o perigo, não se abre mão da democracia impunemente. em um primeiro momento, jb, correio da manhã, jb também apoiaram o golpe, pra, logo depois, perceberem a bobagem que fizeram. havia, antes da quartelada, meios legítimos pra controlar o tal do "perigo vermelho" de quatro ou cinco gatos pingados - um deles, cabo anselmo, um belo de um picareta infiltrado. o que houve durante a ditadura, na verdade, foi uma reação de gente corajosa - não que concorde com o que fizeram -, mas não se lhe pode negar o valor.

Mauro Pereira em 21 de agosto de 2011

Caro Ricardo Setti, boa tarde. O mar de lama que sufoca o Executivo federal, agravado pelo explícito desrespeito aos brasileiros por parte do Legislativo, me levaram a escrever este texto que talvez seja alvo das críticas dos democratas de plantão. Sintam-se à vontade, afinal, é na prática do contraditório que se estabelece, e se aprimora, o exercício do raciocínio. Como já afirmei, eu não vivenciei o conturbado governo de Jânio Quadros, portanto, não tenho elementos para compará-lo ao dos militares. Seria covardia de minha parte emitir qualquer opinião sobre o que eu não vi, baseado apenas em fotos amareladas pela ação inexorável do tempo e em manchetes - que ao lado do som frenético do tecladiar das Remingtons que inundavam as Redações, das calandras que envolviam os cilindros das rotativas ensurdecedoras e da elegância inovadora das *linotipos* -, vagueiam pela imensidão da história como guardiãs eternas de uma das fases mais auspiciosas da imprensa brasileira. Na realidade, toda essa arenga saudosista serve apenas de preâmbulo para tentar justificar uma pequena comparação que me atrevo a fazer entre o governo da ditadura - período em que vivi minha adolescência e boa parte da minha juventude -, e os dos “democratas redimidos”, a partir de 1986. A sensação que eu tenho hoje, decorridos esses anos todos, é que apesar de conviver com os efeitos nocivos inerentes a qualquer ditadura, a população era mais feliz, as pessoas se respeitavam mais, expressavam um sentimento de brasilidade mais autêntico, o talento era natural e, portanto, dispensava os serviços de um professional tranning para esculpi-lo e a justiça distinguia com mais clarividência quem era cidadão honesto ou não. Ainda que eivado de vícios, o exercício da política era menos indecente, a falsidade intelectual era mais contida e, indo na contramão da verdade explícitamente escancarada nos dias atuais, não sobravam escolas, mas, como contrapartida, não faltavam cadeias. O Congresso Nacional era aquilo que os generais permitiam que ele fosse: um recanto de ovelhas pacificadas. Porém, apesar das dificuldades, vez ou outra vislumbrava-se algum lampejo de dignidade. Hoje o que constatamos é um Legislativo desmoralizado, diminuído à patética condição de Casa do Espanto e reduzido a um ajuntamento de sanguessugas desprovidos de caráter, prontos para se venderem ao presidente que o melhor lance lhes oferecer. Quanto ao Executivo, infelizmente, não temos o que comemorar. Tirando-se desse lodaçal apenas o mineiro Itamar Franco, que terminou um mandato que originariamente não era seu, e só por isso, o que assistimos, desde José Sarney até Lula da Silva, foi uma sucessão de governos marcados, uns pela incompetência, outros pela egolatria, alguns por ambas, mas todos, presumindo-se a exceção, intimamente ligados pelo estigma da corrupção, traço predominante de todas as administrações que vêm solapando os cofres públicos do Brasil redemocratizado. Nenhum ex-presidente conseguiu angariar o respeito unânime da população, jamais. Quem mais se aproximou desse feito foi Fernando Henrique Cardoso. No máximo, o que conseguiram foi estabelecer a submissão sumária de uma multidão composta por milhões de brasileiros e brasileiras flagelados pela miséria, alquebrados pela desesperança e subjugados pela ignorância. Juntos, Legislativo e Executivo patrocinaram ao longo desses anos todos a institucionalização da fraude e da mentira e remeteram toda a nação brasileira a uma das páginas mais medíocres e corruptas de sua história republicana. É óbvio que abomino qualquer manifestação de louvor a um regime fundamentado na exceção. Seja ele canhoto ou destro. Porém, o cenário político atual adquire o mesmo contorno sombrio daquele que vivenciamos por mais de vinte anos. O que os diferencia é que um tinha no fuzil e no coturno a sua referência de diálogo, enquanto o outro tem na cooptação abjeta e no populismo vulgar sua capacidade de convencimento. No entanto, cada um de seu lado usando como escudo a falsidade democrática, sempre foram corsos na mesma aspiração: tanto o militarismo de 64 como a praga do lulopetismo do novo milênio jamais deixaram de almejar a hegemonia política, plena, irrevogável e irreversível. Herdeira do lulalato, como não poderia deixar de ser, as perspectivas para o governo da presidente Dilma Rousseff, empossada há pouco menos de oito meses, não são das mais alvissareiras. Sem conseguir cortar o cordão que a une ao cérebro de Lula da Silva, patina no atoleiro econômico que ajudou a elamear e mantém a abominável prática do paternalismo político e eleitoreiro como programa de governo. Ofuscada pela sombra do seu criador, é incapaz de fazer brilhar o seu próprio sol e mantém-se, submissa, refém da base de sustentação que empenhou-se em alugar. A velocidade com que caem os ministros da presidente Dilma Rousseff, deixando pelo caminho um rastro de corrupção inimaginável, como também deixaram os inúmeros (ministros) que caíram no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, ressalte-se, e a fidelidade remunerada de deputados e senadores, nos dá a dimensão exata do tamanho da incerteza que cerca o futuro do Brasil. Os militares criaram os anos de chumbo. O lulopetismo instituiu a era do metal. *A Linotipo foi uma máquina de composição tipográfica inventada por Ottmar Mergenthaler no final do século 19 e sepultada pelo advento do computador. Muitos a consideraram a oitava maravilha do mundo.

ANTHONY KUDSI RODRIGUES em 08 de julho de 2011

GOSTARIA DE FAZER DUAS OBSERVAÇÕES AOS COMENTÁRIOS DO SR. GUSTAVO E TAMBÉM AO DO SR.RICARDO SETTI: 1) O SR. MILTON CAMPOS,PRÓCER DA UDN,SIGNATÁRIO DO MANIFESTO DOS MINEIROS DE 1943 CONTRA O ESTADO NOVO DE VARGAS, ADERIU SEM ESCRÚPULOS AO GOLPE CONTRA AS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS EM 1964, E SE NÃO ME FALHA A MEMÓRIA FOI REDATOR DO AI 2,DANDO CONTINUIDADE AO QUE PODEMOS CHAMAR DE "ESTADO NOVO DA UDN". 2)EM SE TRATANDO DE JK, O INSUSPEITÍSSIMO JORNALISTA SAMUEL WAINER( POR SER SEU GRANDE AMIGO) NO SEU LIVRO "MINHA RAZÃO DE VIVER", EM SUAS PÁGINAS 347 E 348 DISSE TEXTUALMENTE "...NO COMEÇO DOS ANOS 70, QUANDO EU SEGUIA BUSCANDO OXIGÊNIO PARA TORNAR MENOS PENOSA A SOBREVIDA DA ÚLTIMA HORA,TORNEI A ENCONTRAR-ME COM JUSCELINO, ENTÃO UM HOMEM RIQUÍSSIMO.??????.....". FINALIZANDO, HOJE MORREU O COMPOSITOR BILLY BLANCO QUE EM 1957 PROFETIZOU O DESASTRE QUE FOI A CONSTRUÇÃO DE BRASÍLIA,A CAPITAL QUE NÃO DEU CERTO,(CRÉDITOS PARA O JORNALISTA POLÍTICO VILLAS-BÔAS CORRÊA), COM A MÚSICA "NÃO VOU PRÁ BRASÍLIA", E O CONJUNTO VOCAL QUE A CANTAVA,"OS CARIOCAS", FOI SUSPENSO DA RÁDIO NACIONAL NO GOVERNO JK POR ESTE MOTIVO; BELO EXEMPLO DE TOLERÂNCIA E DEMOCRACIA.

Gustavo em 06 de junho de 2011

Pois é, se tivesse tido a oportunidade de ser candidato novamente em 1965, seriam grandes as chances de termos uma história mais bonita pra contar. Veja como o destino nos prega algumas peças. Na eleição de 1960, dentro da esdrúxula legislação eleitoral vigente à época em que podia se votar em candidatos a presidente e vice separadamente, havia 4 possibilidades de formação de um novo governo. Jânio-Milton Campos, Jânio-Jango, Lott-Campos e Lott-Jango. Ganhou a única dupla que não poderia ganhar, um populista caricato sem a menor condição de governar o país e um esquerdista fraco que se deixou levar pelas más influências. É interessante imaginar que qualquer outro resultado da eleição que não o dessa dupla, dificilmente um golpe militar teria sucesso. Com Lott, por questões óbvias, com Milton, por ser um homem sereno conservador que, até onde eu sei, também teve uma carreira política sem máculas. Mas quis o destino que o país passasse pelo que passou e privou a todos da capacidade de um JK por um período que poderia ser muito maior do que o foi, e melhor ainda, dentro de uma democracia. Grande abraço e obrigado pelas réplicas. Caro Gustavo, quem agradece sou eu, por sua presença no blog e por seus comentários. Você tem absoluta razão: a legislação da época era maluca e prejudicial aos interesses do país. Se o marechal Henrique Teixeira Lott tivesse ganho aquela eleição, não teria havido o golpe de 1964 de jeito nenhum. Por razões políticas profundas, e também porque a milicada golpista tremia diante dele. Não houve nenhum líder militar desde lá com a mesma autoridade do então general Lott, homem corretíssimo e patriota destemido. Meu pai era absolutamente siderado por JK, e isso naturalmente me influenciou no plano afetivo, embora no plano racional haja razões para criticar vários aspectos de seu governo. O saldo, porém, a meu ver, foi extremamente positivo. Um abração

Gustavo em 05 de junho de 2011

Caro Setti, Não vivi essa época, tenho 36 anos, mas considero fascinante a história política do Brasil dessa época, mesmo tendo um desfecho lamentável. Mesmo com todas as justificativas em cima da perseguição a JK após o golpe, ainda assim me choca imaginar as angústias e humilhações pelas quais ele passou, mesmo sendo um ex-presidente da república que sempre primou por estender as mãos a quem quer que fosse. Já li muita coisa positiva sobre Castello Branco, sua carreira exemplar, sua educação, sua preocupação com o país, sua capacidade administrativa na condução do PAEG. O próprio marechal Lott, seu adversário de toda uma vida, o admirava, pelo menos foi essa a minha percepção na leitura da sua biografia "O soldado absoluto". Como pode um homem com esse predicados ter deixado JK passar por IPMs absurdos conduzidos por subalternos? Não há justificativa política que sustente uma barbaridade dessas. Na excelente biografia de JK feita por Cláudio Bojunga, há uma passagem em que Sobral Pinto, advogado de JK nos IPMs, cobra uma posição do governo a respeito daquela situação absurda e recebe uma resposta do ministro Luís Vianna Filho insinuando que JK era um ladrão. Eu não posso imaginar o que deve ter sido para um homem que fez o que fez JK passar pelo que ele passou. Pena que ele morreu em plena ditadura. Se vivo ele fosse hoje ou mesmo há dez ou quinze anos atrás, o que seria possível se houvesse puxado a longevidade de sua mãe, perceberia que seu maior feito não foi Brasília ou as obras pelo Brasil afora, mas sim ter conseguido governar o Brasil na mais plena democracia numa época em que os homens não davam valor a isso. O Brasil é um país diferente mesmo. Enquanto na Argentina os ditadores são julgados e condenados, os presidentes da ditadura militar dão hoje nomes a cidades pelo país a fora. Caro Gustavo, compartilho de suas impressões. Depois de deixar a Presidência, JK suportou as acusações de ser ladrão que lhe foi pespegada pela oposição conservadora da extinta UDN, mas os absurdos inquéritos que devassaram sua vida durante o regime militar não encontraram nada. Se houvesse algo, JK teria sido mais massacrado do que foi pela ditadura. Finalmente, quando morreu, deixou um patrimônio modestíssimo. Não me lembro de memória, mas acho que só tinha um apartamento no Rio e uma fazendinha que nunca deu qualquer lucro no Distrito Federal. Foi um modelo de tolerância numa época de enormes ódios e radicalismos. Propiciou um inédito orgulho de ser brasileiro, foi uma época de otimismo, de confiança no país e no futuro. Um abração

ANTHONY KUDSI RODRIGUES em 15 de abril de 2011

EU FICO PASMO COM A BLINDAGEM DA MÍDIA AO SR. JK, POIS ELE NÃO TEVE ESCRÚPULOS COM A LEGALIDADE QUANDO MANTEVE CONTATOS, NOS IDOS DE MARÇO DE 1964, COM O SR. LINCOLN GORDON, EMBAIXADOR AMERICANO E GOLPISTA MOR, COMO PODEMOS VER NO LIVRO DE PHYLLIS R. PARKER "1964:O PAPEL DOS EUA NO GOLPE DE ESTADO DE 31 DE MARÇO",PÁGINAS 104 E 105 E QUE DESCREVO A SEGUIR:"... A 31 DE MARÇO,O EX-PRESIDENTE JK DISTRIBUIU UMA DECLARAÇÃO AMBÍGUA À IMPRENSA E AO RÁDIO,DURANTE O DIA,NA QUAL DIZIA"AINDA É TEMPO DE SALVAR A PAZ E A LEGALIDADE,RESTABELECENDO A DISCIPLINA E A HIERARQUIA MILITAR POR AMOR AO PAÍS,AOS BRASILEIROS E À DEUS".GORDON CONSIDEROU ISSO UM SINAL OTIMISTA E COMUNICOU A WASHINGTON QUE, SE CONSEGUISSE VER JUSCELINO NAQUELA NOITE, PROCURARIA"NATURALMENTE SONDÁ-LO SOBRE AS RAZÕES DE SEU OTIMISMO".GORDON, DE FATO, ENCONTROU-SE COM JUSCELINO NA RESIDÊNCIA DO EX-PRESIDENTE POR VOLTA DE 9 HORAS DA NOITE.GORDON QUERIA QUE JUSCELINO ASSUMISSE POSIÇÃO MAIS FORTE CONTRA GOULART E QUE USASSE SUA ENORME INFLUÊNCIA PARA"REUNIR UM GRANDE GRUPO PARLAMENTAR E ASSIM INFLUIR NA QUESTÃO DA LEGITIMIDADE".JUSCELINO ACHAVA QUE O PROBLEMA DA LEGITIMIDADE QUE TANTO PREOCUPAVA GORDON SERIA PRONTAMENTE RESOLVIDO PELO CONGRESSO, SE HOUVESSE LASTRO MILITAR FAVORÁVEL.O EX-PRESIDENTE ESTAVA FURIOSO COM A FALTA DE NOTÍCIAS DE SÃO PAULO(O GENERAL KRUEL AINDA NÃO INICIARA A SUA MARCHA) E CONTINUAVA A MUDAR DE ESTAÇÕES NO RÁDIO.JUSCELINO EXPLICOU QUE O APOIO DE SÃO PAULO ERA MUITO IMPORTANTE PORQUE, SE A REVOLTA DE MOURÃO FOSSE SUFOCADA,"GOULART ESTARIA NO CAMINHO DA DITADURA".QUANDO GORDON SAIU DA CASA DE JUSCELINO, KRUEL AINDA NÃO SE MANIFESTARA..." COMO VEMOS ACIMA ESTA É A VERDADEIRA FACE DO EX-PRESIDENTE TÃO BADALADO PELA MÍDIA COMO UM DEMOCRATA E QUE NÃO TITUBEOU EM ABRAÇAR O GOLPE CONTRA A LEGALIDADE AINDA INCERTO NO SEU DESFECHO; E MAIS, A ESCOLHA QUE ELE FEZ PELO MAL. CASTELLO BRANCO FOI EM FUNÇÃO DA SUA ESPERTEZA DE RAPOSA FELPUDA , POIS CASTELLO BRANCO ERA UM NEÓFITO EM POLÍTICA, SENDO NO SEU RACIOCÍNIO DE ESPERTALHÃO,FACILMENTE MALEÁVEL COMO FOI O MARECHAL LOTT, AO CONTRÁRIO DO EX-PRESIDENTE GASPAR DUTRA QUE TAMBÉM ERA UMA LIDERANÇA NO PSD E PODERIA FAZER SOMBRA À ELE, E MUITO MENOS O GEN.JUAREZ TÁVORA QUE TAMBÉM MILITAVA NA POLÍTICA,MAS SÓ QUE NA OPOSICIONISTA UDN. PORTANTO,ACHAR QUE JK NÃO TINHA MOTIVOS PARA APOIAR O GOLPE, POIS O MESMO SERIA CONTRA ELE, É A MESMA COISA,FAZENDO UMA COMPARAÇÃO TOSCA,QUE IMAGINAR UM DELEGADO DE POLÍCIA CAINDO NO CONTO DO VIGÁRIO.

Kitty em 24 de fevereiro de 2011

Obrigado por seu comentário, que pediu para que fosse deletado, e aproveite a viagem, cara Kitty. Você sempre terá um lugar aqui no blog. Abraço

Kitty em 20 de fevereiro de 2011

Caro Ricardo, continuo usurpando este espaço,se VC me permitir. PRIMERO DE TUDO,a palavra Obrigada é pouco de demais,para lhe agradecer o tempo que lhe fiz perder em postar os links.Se puder um día,gostaría de ter o post em que resumiu em curtos tópicos alguma parte da entrevista como:Estou prestes a rever um amigo que ganhou um prêmio nobel M. V. Llosa...em ele tinha uns comentários da Kitty e as respostas do Sr.Ricardo Setti. Sentí muito orgulho de ter sido prestigiada com as informações que V C tão gentilmente,me forneceu naquela oportunidade. Inclusive, há um comment a respeito de um programa sobre Llosa no History Channel, e Voçê, com luxo de detalhes me contou,que a pessoa que relatou partes da vida do escritor aquí mencionado,tirou as informações do seu livro, que por circunstâncias alheias á sua vontade,não foi editado.Como V.C pôde deduzir,este seu post resumido,mas não por isso menos importante,é muito interessante porque deixa entrever as duas facetas da sua personalidade,a do excelente jornalista,e a do ser humano quando fala da sua esposa Marcia, seu filho e, daquele danado torcicolo que o incomodou muito.Dentre seus posts, todos magníficos,mas este é o que eu gostei mais. Por esta razão,eu guardei-o nos meus favoritos, que infelizmente,quando clico no tema,ele não existe mais. Pecó-lhe desculpas por estar tomando tanto o seu tempo.De qualquer maneira os links são muito bem vindos !!! Por favor Ricardo após ler,me delete!!!! Abraços daKitty Prezada Kitty, não há porque deletar seu comentário, sempre tão gentil. Acho o post que você está procurando está em um dos dois links abaixo: http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tema-livre/vargas-llosa-fala-aqui-na-abril-sobre-o-nobel-sobre-politica-sobre-lula-leia-antes-de-ver-o-video/ http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/bytes-de-memoria/a-fabulosa-historia-pessoal-de-vargas-llosa-e-estavamos-ainda-em-1986/ Abraços

Kitty em 20 de fevereiro de 2011

Cara Kitty, estes são os links para as três partes da entrevista que fiz com Vargas Llosa em vídeo. São mais completas do que o post em que resumi em curtos tópicos alguns dos assuntos da entrevista. Um abraço, e seguem os links: http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tema-livre/assista-a-primeira-parte-da-entrevista-com-o-premio-nobel-de-literatura-mario-vargas-llosa-na-editora-abril/ http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tema-livre/nunca-me-faltou-inspiracao-afirma-vargas-llosa-na-segunda-parte-da-entrevista-a-ricardo-setti/ http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tema-livre/o-ideal-e-viver-como-se-a-gente-fosse-imortal-recomenda-vargas-llosa-na-terceira-e-ultima-parte-da-entrevista-concedida-na-editora-abril/

Kitty em 20 de fevereiro de 2011

Caro Ricardo, Muito interessante este texto.Concordo com VC, são recordações inesquecíveis,porque fazem parte de um passado,não tão longínquo,já que VC e membros da sua familia participaram desses acontecimentos. É gratificante ter tantos fatos e anedotas tão interessantes para contar a seus leitores. Para mim,em particular,são verdadeiras aulas de História contemporânea da política brasileira. Esse período é uma lacuna para mim.Eu não morava no Brasil nessa época. Por esta razão gosto do seu blog e do seus posts, porque são uma fonte de aprendizado do português, inclusive escrever melhor,com menos "portunhol". Assim, posso unir o útil ao agradável.Não é bom? Abraços da Kitty. Obrigado por sua gentileza de sempre, Kitty. Um abração

arnaldo blò em 01 de janeiro de 2011

setti gostaria de saber se o senhor lèo lynce ainda è vivo? Caro Arnaldo, como escrevi em um dos dois posts sobre a eleição do marechal Castello, infelizmente não mais. Abração

Pedro Nolasco de Araujo em 25 de outubro de 2010

Caro Ricardo Setti, Respondendo à sua pergunta: sou filho do Dr. Cruciano. E valho-me do ensejo a fim de agradecer as calorosas referências a meu tio, meu pai. No mais, não só assisti à entrevista que o blogueiro concedeu ao jornalista Arnaldo Nunes, bem como a de Mario Vargas Llosa. Merecidamente Nobel 2010. Cujas obras, notadamente Dicionário Amoroso da América Latina, aprecio muito. Goiânia, 25 de outubro de 2010. Pedro Nolasco de Araujo Caro Pedro, fico feliz com esse encontro via web. Obrigado por sua visita e por suas palavras. Um grande abraço e volte sempre.

Pedro Nolasco de Araujo em 21 de outubro de 2010

Caro jornalista Ricardo Setti, Tem a presente a finalidade de lhe pedir desculpas pelo lapso, "Sérgio". Goiânia, 21.10.2010 Pedro Nolasco de Araujo Sem problema, caro Pedro.

Pedro Nolasco de Araujo em 21 de outubro de 2010

Caro jornalista Sérgio Setti, Quem lhe escreve é o advogado Pedro Nolasco de Araujo, sobrinho do doutor Leo Lynce de Araujo, que nutria grande afeição por seu saudoso pai. Há muito acompanho o seu trabalho de jornalista e intelectual nas páginas de Veja e outros periódicos. Li, com prazer, o seu depoimento sobre ter presenciado JK votar no Marechal Castello Branco. Desconhecia o fato. Daí estar eu aqui para lhe mandar o meu abraço. Goiânia, 21.10.2010. Caro Pedro, É um grande prazer receber mensagem sua sob a forma de comentário. Agradeço muito suas palavras generosas sobre acompanhar meu trabalho. É uma grande satisfação para mim. O dr. Leo era um amigo querido de meu Pai e todos nós -- minha mãe e meus quatro irmãos -- tínhamos grande afeição e carinho por ele, como também por dona Miriam. Considerávamos o dr. Leo e dona Miriam como pessoas da família. Meus pais foram padrinhos de batismo da Miriam Rosana. Meu Pai também gostava muito do dr. Cruciano. Você é filho dele? Um abraço a você e a toda a família. Ricardo Setti

Karla em 20 de outubro de 2010

Estimado Setti, É isso, mesmo. Almino Afonso declarou com todas as letras que viu e ouviu Tancredo Neves dirigir-se "aos gritos" e repetindo por 3 vezes: "Canalha! Canalha! Canalha!". Na mesma entrevista, Almino também registrou que o deputado Rogê Ferreira, descrito como um parlamentar "de porte atlético" ter-se-ia metido entre os seguranças e cuspido no rosto de Moura Andrade. Essa foi a tal "cusparada cívica" segundo Almino Afonso. Aliás, uma entrevista e tanto! Imagino esse velho parlamentar na jovialidade lá dos anos 60! Vê-se durante a entrevista um dote retórico incomum, que jamais havia visto. Se não me engano Almino Afonso era o líder do PTB (ou do governo) na Câmara dos Deputados, àquela época. Obrigado, mais uma vez, pela delicadeza dos comentários. E parabéns pela sua coluna que trouxe um novo frescor e viço ao eclético colunismo da VEJA. Muito obrigado pelas belas palavras, prezada Karla. O deputado Almino Affonso era líder do PTB na Câmara dos Deputados. E o deputado Rogê Ferreira, pelo que me lembro, era magrinho, não tinha "porte atlético". Bem, talvez tivesse em 1961. Eu o conheci uns dez anos depois. Um abração

clecio paulo pretto em 20 de outubro de 2010

Prezado Setti! Estou acompanhando seu blog a poucos dias,e ja me viciei.Continue tendo esta postura sem paixoes e sim de explicaçoes.Saude e fraternidade. Muito obrigado, caro amigo. É uma honra pra mim que você tenha se "viciado" no blog. Uma honra e uma responsabilidade. Desejo o mesmo pra você. E volte sempre. Abraços

warley em 20 de outubro de 2010

Caro Setti, pra mim que não vivi nessa epoca tão peculiar de nossa história é fascinante descobrir um pouco das nuances de episódios tão interessantes. prestei meu serviço militar obrigatório no Estado Maior do Exército - EME, lá tinha um salão de eventos, com fotos de todos chefes do EME, um dia passando por lá observei que quase todos os chefes do EME viraram presidentes, inclusive Castelo Branco, acho que a exceção foi Figueredo. Caro Warley, Fico muito feliz por ter contribuído em algum grau para sua informação sobre a história recente do país. Não estou seguro de que todos os chefes do EME após o golpe de 1964 se tornaram presidentes biônicos. Mas todos eles exerceram altos cargos no Exército. Costa e Silva (1967-1969) foi ministro do Exército, Emílio Garrastazu Médici (1969-1974) foi comandante do III Exército, hoje Comando Militar do Sul, e assim por diante. Obrigado por sua visita e seu comentário. Volte sempre. Abraços do Ricardo Setti

Karla em 19 de outubro de 2010

Estimado Setti, Mais uma vez, agradeço-lhe a delicadeza da explicação a respeito daquele período histórico. Preciso fazer uma correção. Não foi Ronaldo Costa Couto quem fez a observação sobre a ira de Tancredo, mas Almino Afonso, em entrevista da TV Câmara. Portanto, a tríplice expressão "canalha, canalha, canalha" foi testemunhada por Almino Afonso, que também teria visto um deputado - Rogê Ferreira do Partido Socialista - cuspir no rosto de Moura Andrade, o que denominou de "cusparada cívica". Obrigada pelos esclarecimentos. Sou eu de novo quem agradece, prezada Karla, sua visita, sua atenção, seu comentário. Então, para meu esclarecimento, já que você teve a oportunidade de assistir à entrevista do ex-vice-governador Almino Afonso: o dr. Tancredo gritou "canalha!" três vezes para o senador Moura Andrade? Agora, uma curiosidade: o deputado Rogê Ferreira foi colega de classe de minha mãe na antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP. E, para mim, a história da "cusparada cívica" é novidade. Não sabia! Um abração do Ricardo Setti

Claudio Versiani em 18 de outubro de 2010

Caríssimo Ricardo Setti, vai abrindo esse baú, por favor. Histórias sensacionais, conta mais! Ainda bem que vc resolveu entrar na rede. Gde ab. Querido amigo Claudio Versiani, Vou continuar abrindo o baú, sim. Mas também quero contar histórias de grandes fotos, e você é um dos meus convidados pra isso, como já sabe. Deixe eu me organizar melhor que quero ter os grandes fotógrafos brasileiros sendo entrevistados para contar a história de suas melhores fotos. Obrigado pelo comentário, saudades aí de Barcelona! Beijos na Dona Maú.

Marcia em 18 de outubro de 2010

Está ótimo este post!Como sempre...... Parabéns! bjs Marcia Obrigado, querida. Beijos

arnaldo augusto setti em 18 de outubro de 2010

Muito bom assim as pessoas conhecem o trabalho duro.JK faltou o senta levanta e Dr Leo foi no peito sem ajuda do Senador Feliciano,pai do TOTOTO.a mordomia do palacio do governo em goiania merec um relato,a meu ver.parabens Caro irmão, o senta-levanta está no primeiro post. Coloquei depois que você já tinha lido. O dr. Leo foi no peito, sim, mas tenho para mim que tinha dicas do senador Feliciano, porque, como você se lembra, a gente passou por gabinetes vazios! Como passar por gabinetes sem algum macete? A idéia do Palácio é boa, vou tentar lembrar de tudo. Você precisa me ajudar, né? Abração e bom te ver por aqui.

Carlão em 18 de outubro de 2010

Ricardo, Eu novamente. Pela amostra que você nos deu com este texto, vale a pena transformar a seção em livro. O momento pede isso, tanto pela qualidade do texto quanto pela ideia reinante em certos círculos de "reescrever" a História recente como nunca antes nestepaiz. Aguardo novos capítulos. Abração! Muito obrigado, caro Carlão. Tenho ainda muita coisa para contar, inclusive coisas mais "light", dos cinco anos em que dirigi a revista Playboy. Aguarde. Abraços.

Elisa Toneto em 17 de outubro de 2010

Agí como agente multiplicadora de idéias, já copiei e colei no meu FB! Sou apenas um pequenino elo da corrente....espero que cresça! Vamo que vamos! elisa

Ana Carol em 17 de outubro de 2010

OLHA O ABSURDO DO BISPO EDIR MACEDO NO BLOG DELE. TEM DESTAQUE NO R7 http://bispomacedo.com.br/2010/10/16/cuidado-com-o-profeta-velho/ E esse industrial da religião sempre falando em nome de Deus, não é mesmo? E cada vez mais rico. São coisas do nosso país, cara Ana Carol. Abraços.

Karla em 17 de outubro de 2010

Parabéns. Impressionantes, os depoimentos. Não sabia, por exemplo, que JK apoiara o golpe. Isso é para mim, uma novidade. E descobri que o artífice da concretização do golpe foi Moura Andrade. Aí entendi, porque Costa Couto, em entrevista, declarou que Tancredo Neves, o calmo e sua mineiro, teria gritado, aos berros, naquela histórica sessão: "Canalha! Canalha! Canalha!". Prezada Karla, JK não apoiou o golpe. Ele só tinha a perder coom o golpe, que era inclusive contra ele mesmo -- os militares golpistas queriam ver o demônio pela frente, e não a volta de JK em 1965. Ele foi escorregadio, não condenou o golpe nem o defendeu, dizendo a célebre frase que, de certa forma, era contrária ao movimento militar: "Estou onde sempre estive, ao lado da democracia" etc etc. Ele VOTOU em Castello -- o que é diferente de apoiar o golpe, que já ocorrera -- porque o PSD, seu partido, obteve garantias dos militares, inclusive de que o calendário eleitoral para 1965 seria mantido. Como vimos, nada disso aconteceu. Quanto aos gritos de Tancredo, acredito terem sido dirigidos ao senador Moura Andrade durante a sessão em que este declarou a vacância da Presidência. Tancredo, do PSD e muito próximo a JK, foi o primeiro político a assumir o posto de primeiro-ministro durante a breve experiência parlamentarista que o país experimentou, entre 1961 e 1963. O parlamentarismo, que retirava consideráveis poderes do presidente da República, acabou sendo aprovado a toque de caixa pelo Congresso, em emenda à Constituição, para vencer a resistência dos chefes militares golpistas e permitir a posse -- legal, obrigatória segundo a Carta Magna -- do então vice João Goulart. A própria emenda previa um plebiscito para que o povo decidisse sobre o tema, que foi realizado em 1963 e decretou a volta do presidencialismo. Obrigado por sua leitura e por seu comentário, viu? Abraços

Ana Carol em 17 de outubro de 2010

PT vira milícia chavista e constrange dono de gráfica. É a venezuelização do Brasil http://www.youtube.com/watch?v=THvAV30BQp8&feature=player_embedded É inacreditável! PT vira milícia chavista e constrange empresário que está exercendo o seu trabalho, produzindo material para a Igreja Católica. O que o PT tem a ver com isso? É o fim da democracia, senhores e senhoras. Vamos varrer esta corja do Brasil Blog do Coronel

luiz fernando em 17 de outubro de 2010

Não, realmente, não dá para esquecer. Espero que você continue a compartilhar conosco todo o material que sua gaveta contém. Além, é claro, de toda sua experiência jornalística. Muito obrigado, caro Luiz Fernando. Pretendo, sim, compartilhar muitas outras experiências, inclusive coisas mais "light", ligadas aos cinco anos -- dos mais de 40 que passei em jornalismo "hard" -- em que dirigi a revista Playboy. Abraço, volte sempre.

Guilherme Outeiro em 17 de outubro de 2010

No Futuro... "A presidente Dilma Rousseff, deixou a sede do governo, deixou a nação acéfala. Numa hora gravíssima da vida brasileira em que é mister que o chefe de estado, permaneça a frente do seu Governo, abandonou o governo. Não podemos permitir que a nação fique sem governo abandonado, assim sendo declaro vaga a presidência da república! E nos termos do artigo 79 da constituição, declaro presidente da república, o presidente da câmara dos deputados Tiririca." Pano rápido!

RitaZ em 17 de outubro de 2010

Setti, obrigada! pelo maravilhoso e educativo relato, obrigada também, a seu falecido pai por ter te colocado no meio da história, talvez já intuindo em você, um jornalista nato. Vida longa a você para que continue nos presenteando com o relato de tão importantes partes de nossa história... e também com as não tão importantes mas sempre escritas com muito sabor; por favor nos avise quando for a noite de autógrafos de seu livro de memórias... agora obrigatório! abs, Rita Valeu, Rita, muito obrigado por mais um comentário extremamente gentil. Continuarei, sim, postando material no "Bytes de Memória". Há muita coisa, felizmente. E muita coisa "light" também. Um abração

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