50 ANOS DO GOLPE DE 1964: Eu vi JK votar no marechal Castello, para depois ser cassado (capítulo 1)

Parlamentares aplaudem depois de elegerem o marechal Castello Branco como primeiro presidente do regime militar  (Foto: Reprodução revista “Manchete”)

Publicado originalmente a 11 de outubro de 2010. Continua às 14 horas

Meu primeiro presidente foram dois: Juscelino Kubitschek (1956-1961) e o marechal Humberto de Alencar Castello Branco (1964-1967), primeiro do ciclo da ditadura de 1964. Só que eu ainda não era jornalista – mas, meninos, eu vi.

Entre os 70,1 milhões de brasileiros de então, eu fui, aos 18 anos, e ao lado de meu pai, de um grande amigo dele e de um de meus quatro irmãos, um dos 2.000 cidadão que assistiram, no Congresso Nacional, à eleição indireta de Castello como presidente da República para completar o mandato do deposto presidente João Goulart, o Jango.

Dessas duas mil pessoas – entre o público nas galerias da Câmara dos Deputados, onde se reúne o Congresso, os próprios parlamentares e os funcionários e jornalistas que assistiram à cena história –, quantos estarão vivos?

Sem ter planejado nada e na condição de mero estudante de Direito na Universidade de Brasília (UnB), acredito ser hoje, com meu irmão Arnaldo Augusto, à época estudante secundarista, uma rara testemunha sobrevivente entre 193 milhões de brasileiros do triste acontecimento, que se deu no dia 11 de abril de 1964.

E vi JK – sim, exatamente JK, que seria cassado e perseguido pela ditadura – votar no marechal. 

Excitação e tensão no Congresso

O leitor já percebeu, até pelo título do post, que, à semelhança de meu colega de site e querido amigo Augusto Nunes, também adquiri uma pequena coleção de presidentes ao longo da carreira. Não se trata de um grande baú, como o dele, mas, tal qual figura no título, uma gaveta. Comecemos, então, pelo começo.

O senador Auro de Moura Andrade (PSD-SP) em seu gabinete de trabalho: ele presidiu a sessão do Congresso que elegeu Castello, com o voto de JK

Lembro-me perfeitamente do clima de excitação e tensão que reinava aquele dia no Congresso até que a sessão começasse. Não me esqueço, igualmente, do vozeirão empostado, digno de locutor profissional, com que o então presidente do Congresso, senador Auro de Moura Andrade, do PSD paulista, chamava um por um, Estado por Estado, deputados e senadores para que votassem a descoberto, em voz alta. (O Congresso fora profundamente depenado pelas cassações de mandatos, mas os militares não queriam correr qualquer risco. Nada de voto secreto).

Houve um grande frisson no plenário quando Moura Andrade chamava para votar a bancada da Bahia. Ao declamar o nome do então deputado da “banda de música” da UDN — feroz opositora do governo de JK — Aliomar Baleeiro, futuro ministro do Supremo Tribunal Federal, o deputado aproveitou o momento solene para fustigar o candidato a vice-presidente que o PSD conseguira contrabandear para a chapa de Castello, o ex-ministro da Fazenda José Maria Alckmin.

O ministro fora acusado pelo deputado, em 1957, de acobertar negócios escusos de um empresário, Antonio Sanchez Galdeano, no que a oposição a JK chamou de “o escândalo do uísque a meio dólar”.

Chamado seu nome, em vez de votar, como toda a UDN fazia, no marechal Castello, Baleeiro berrou, do fundo do plenário, escandindo vagarosamente cada palavra:

— Antonio… Sanchez… Galdeano!

Houve um estrondo simultâneo de aplausos, gargalhadas e vaias.

A devoção de meu pai a JK e Brasília em obras

Meu pai, Arnaldo Setti, viu com péssimos olhos o golpe contra Jango. Adepto incondicional de JK, que no início de seu mandato, em 1956, convidara aquele jovem advogado do interior do Paraná, formado na Faculdade do Largo de São Francisco, para exercer altas funções no hoje extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC), no Rio, ele trabalhara próximo ao presidente e temia que o novo regime fosse expurgá-lo, como de fato acabaria ocorrendo.

A devoção de meu pai ao ex-presidente era tal que, em determinadas férias familiares, passadas em Goiás no longínquo julho de 1959, ele levou minha mãe e os cinco filhos para conhecer Brasília. Experiência absolutamente inesquecível para o moleque de 13 anos que eu era – uma cidade inteira sendo erguida do nada, um turbilhão de obras cobertas de poeira vermelha.

Naquele Brasil ainda primitivo, rural, que JK acelerou em todas as áreas, causava espanto e orgulho ver o exército de enormes bull-dozers – falava-se em mil – rugindo seus poderosos motores por todo lado, terraplenando o solo ressequido e vermelho do cerrado, preparando o terreno para construções, rasgando futuras avenidas e estradas.

A Esplanada dos Ministérios ainda em esqueleto, em julho de 1959. A foto foi tirada por mim, então com 13 anos de idade, na Brasília em obras

Numa capenga, rudimentar câmera Kapsa ganha de presente, fiz algumas fotos da obra gigantesca e grandiosa. Só sobrou a que está publicada acima – a Esplanada dos Ministérios, ainda um esqueleto. Também viviam a fase de concretagem os edifícios-sede da Câmara dos Deputados e do Senado, o Palácio do Planalto, a sede do Supremo Tribunal Federal.

A catedral e a torre de TV não passavam de esboços. O Alvorada, onde JK se hospedava, funcionava e foi devidamente visitado pela família, embasbacada.

Chegando a hora de JK votar

De todo modo, apesar de suas desconfianças para com o golpe, naquele 11 de abril meu pai estava ali, nas galerias do Congresso, seus olhos muito azuis fixos no plenário, algo esperançoso de que ainda houvesse chance de prosseguimento da campanha pela volta de JK – o movimento “JK-65”, referência ao ano da eleições presidenciais previstas para o ano seguinte.

O ex-presidente Juscelino Kubitschek, eleito em 1961 senador por Goiás, apoiou Castello, certo de que os militares o poupariam. Terminou cassado

Os militares golpistas juravam que queriam uma democracia.

Quanto a mim, tal qual meus quatro irmãos menores, fora criado na veneração doméstica ao “presidente bossa-nova”, o construtor de Brasília e de hidrelétricas, que cortara o país de rodovias, implantara a indústria automobilística, era tolerante e generoso com os inimigos e dissipou Brasil afora uma onda de otimismo e confiança até então inédita. Um presidente galante e dançarino, que se emocionava com a canção “Peixe Vivo”, percorria o Brasil de avião turboélice – extraordinária novidade –, tinha duas filhas adolescentes e venerava a mãe velhinha, mas firme e forte em sua natal Diamantina (MG).

Portanto, é compreensível que me lembre com emoção – ainda me arrepiam os pelos do braço – quando a chamada do senador Moura Andrade para a votação nominal se aproximava do Estado de Goiás, pelo qual Juscelino se elegera senador no ano anterior, com avassaladora votação.

O vozeirão trovejou:

– Goiás!

E em seguida, por ordem alfabética dos três senadores do Estado, chamou:

– José Feliciano! [ex-governador, do mesmo PSD de JK]:

– Castello Branco! – foi o voto.

E Auro:

– Juscelino Kubitschek!

JK fez o combinado dias antes, como contarei em outro post.

– Castello Branco!

Uma enorme ovação, com palmas e gritos das galerias, do plenário e até de funcionários quebrou o protocolo. Não me esqueço, não vou me esquecer nunca, da figura para mim então mitológica de JK, na parte posterior do plenário, do lado direito do corredor central, de pé e sorridente, recebendo a saudação. Antes disso — e meu irmão é quem me refresca a memória –, tanta gente cumprimentava o ex-presidente que ele passou parte da sessão num incessante senta-e-levanta.

O general Amaury Kruel

Combinaram de poupar JK, e o cassaram

Os militares golpistas, que queriam manter as aparências de uma democracia tutelada, preocupavam-se com o possível apoio de deputados e senadores ao general Amaury Kruel, comandante do poderoso  II Exército, sediado em São Paulo — atual Comando Militar do Sudeste –, amigo e compadre de Jango.

Era, então, muito importante o apoio do PSD, maior partido do Congresso, a Castello. E ficou combinado que o ex-presidente seria poupado das cassações em troca de seus parlamentares votarem em Castello na eleição indireta daquele 11 de abril de 1964.

Que nada.

Castello, previsivelmente, elegeu-se. Obteve 361 votos. Três congressistas votaram no deputado e marechal Juarez Távora, ex-tenente da Revolução de 1930, dois homenagearam o marechal e ex-presidente Eurico Gaspar Dutra (1946-1951), 72 se abstiveram e 37 não compareceram.

Menos de dois meses depois da eleição indireta, a 8 de junho de 1964, Castello cassou o mandato e suspendeu por 10 anos os direitos políticos de JK.  Não demoraria e o ex-presidente seguiria para o exílio em Paris. (Continua às 14 horas).

Castello, já presidente, chega ao Palácio do Planalto com um dos netos

 

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71 Comentários

  • Alexandre Ramos

    Você ainda vai falar sobre a promessa que o Castello fez a JK para obter o voto dele?

    http://oglobo.globo.com/pais/moreno/posts/2010/08/22/castello-prometeu-fazer-de-jk-seu-sucessor-318108.asp

    E o AI-5? Qual foi o impacto em sua vida?

    Caro Alexandre,

    Ainda vou comentar o encontro na casa do deputado Joaquim Ramos, no Rio. Aguarde o próximo fim de semana.

    O AI-5 mudou minha vida. Como o Congresso permaneceu fechado por um tempo que parecia indeterminado, acabei solicitando a meu então chefe na sucursal do Estadão/Jornal da Tarde em Brasília, onde eu trabalhava, sobre a possibilidade de me transferir para a sede do JT, em São Paulo. A coisa deu certo e vim para São Paulo, cidade em que nasci, em maio de 1969. Meu saudoso Pai, minha Mãe e meus quatro irmãos permaneceram em Brasília, onde três deles ainda vivem.

    Um abraço do

    Ricardo Setti

  • ORF

    Muito interessante, Ricardo, continue nos brindando com suas historias e causos. Obrigado, ORF

  • Glorinha de Nantes

    Imagino a mesma história contada por alguém que, chafurdado em suas paixões, se apresentasse como testemunha do momento. O observador, que nos narra hoje, já era repórter e jornalista. Talvez ainda nem soubesse. Seu lema : ” Vi, vim e contei! ”

    Muito obrigado por seu comentário gentil, cara Glorinha.

    Volte sempre.

    Um abração.

  • RitaZ

    Setti,
    nessa época eu era uma menina de dez anos mas posso me lembrar como meus pais, pessoas muito simples, nos transmitiam seus ótimos sentimentos em relação a JK e como depois se sentiram traídos e inconformados com a cassação dele.
    Aguardando o próximo capítulo com ansiedade.
    abs.
    Rita

    Obrigado, cara Rita. Pena que a maioria dos leitores só comente os posts sobre Dilma e Serra… Obrigado por seu comentário. Vou postar o segundo com duplo prazer, agora.

    Abração do

    Ricardo Setti

  • Marco

    Caro R. Setti: Eu pessoalmente acho Brasília sem alma,mas o General Kruel(ou cruel ) é muito parecido com o Mano Menezes, será q ele era Gaúcho ?
    Abs.

    Hahahahahaha, Marco, você é demais! Realmente, nesta foto, se parecem. E os dois são gaúchos!

    Quanto a Brasília, foi, sim, sem alma. Hoje é uma cidade muito interessante — pelo menos o coração da cidade, o Plano Piloto. Muitas das cidades-satélites, em parte por responsabilidade do quatro vezes governador Joaquim Roriz, são um fim de mundo, sem condições para a maioria dos moradores.

    Mas o Plano Piloto é verdejante, repleto de excelentes restaurantes, bares divertidos, shoppings movimentados. À beira do Lago Paranoá, há clubes excelentes. Vive-se muito bem lá — ou seja, a classe média, composta majoritariamente por funcionários mas também pelo pessoal do setor de serviços, e os ricos, instalados em centenas ou mesmo milhares de belas mansões. Quando chego lá de avião para visitar minha mãe, meus irmãos e meus sobrinhos, vejo do avião a maior quantidade de piscinas próximas uma da outra que jamais divisei em qualquer outra cidade.

    Obrigado por seu comentário. O pessoal infelizmente só comenta Dilma e Serra… E eu caprichei nesta história, que continua no próximo fim de semana.

    Abração do

    Ricardo Setti

  • Ben-Hur Cavalheiro

    Bela história, Setti. Legal essa lembrança de seu pai, os toques pessoais. A foto de 1959 parece uma preciosidade. Obrigado, em nome dos leitores do blog.

  • Maria Cecília Leite Furtado

    Fiquei emocionada com a história. Quero mais!

  • Bárbara Galeazzi

    EStou ansiosa para ver a continuação.

  • Harry Sonnenfeldt

    Que privilégio, ser testemunha da história! E acho que você já era jornalista, pelo tanto de observação que fez. Mais histórias assim tornariam o blog ainda mais interessante do que já é.

  • Gabriela Merlino

    Ah, que saudades do presidente JK!

  • José Ribamar Souza Costa

    E o Lula se compara ao JK, e brincadeira né.

  • Marco

    Valeu Setti, obrigado pelo Carinho.
    Forte Abs.

  • Teophilo Austregesilo

    Você presenciou o início de uma noite negra na vida “deste´país”, Ricardo. Poucos devem restar daquele dia, como diz você.

  • Romano Suzuki Neto

    Grande história. Confesso que não sabia como foi.

  • Florisceno Paixão Costa

    Se o general Kruel tivesse sido eleito nada mudaria. Perdemos todos os brasileiros, ali. E que lástima JK não ter podido voltar em 1965. Aí, sim, o Brasil seria outro.

  • Bruno Rondinelli

    Caro Ricardo, eu não era nascido quando a ditadura acabou, imagine então nessa epoca da sua reportagem. A gente vai aprendendo ao ler os blogs de jornalistas como você. Obrigado meu caro.Bruno

    Quem agradece sou eu, caro Bruno, por seu comentário. Abração.

  • Guca Domenico

    Apesar de, infelizmente (palavras suas) o pessoal só comentar posts de Dilma/Serra, acho que histórias como essa, são a parte mais saborosa de nossa profissão. Tenho me dedicado à música (sou do Lingua de Trapo) durante 30 anos, mas minha formação acadêmica é o jornalismo, na Cásper Líbero. Aguardo ansioso a continuação deste post e já torço para que você puxe o novelo da memória para nos brindar com outras passagens. História do Brasil é o que você está praticando. Um grande abraço!

    Valeu, Guca! E que prazer saber que você é do Língua de Trapo. Gosto muito do que vocês fazem.

    Abração e aguarde novos relatos.

  • Chico Lima

    Setti.
    Que história fantástica!
    Suas palavras me dão a convicção que, de fato, JK foi um grande líder.
    Líderes de verdade envolvem as pessoas de uma forma positiva e as engajam em atividades que visam o crescimento coletivo, como aconteceu com teu pai. Elas têm o poder de mobilizar até mesmo adversários.
    Como líder e político habilidoso, JK fez o certo: acreditou no poder da negociação política para diminuir o impacto do regime militar que entrava via golpe de estado nas esferas de poder brasileiras. Acredito que, lá em seu íntimo, ele previa que seria cassado e que o novo regime endureceria seu posicionamento em relação à liberdade de expressão. De qualquer forma, ele fez o que estava ao seu alcance naquele momento.
    Quanto a Castello Branco, ele nem era tão linha dura como Costa e Silva e os demais generais que o sucederam. Mesmo assim, JK deveria causar muito desconforto a Castello Branco, haja vista ser uma liderança nata, forte e ainda viva na memória do povo brasileiro. Daí talvez tenha vindo a decisão de cassá-lo.
    Todavia, os regimes ditatoriais são todos assim. Ceausesco (Romênia), Papa Doc e Baby Doc (Haiti), Stalin (ex-URSS), Hitler (Alemanha), todos os generais brasileiros e uma infinidade de outros “tarados” pelo poder e pela tirania, trataram de eliminar todos aqueles que poderiam se levantar como lideranças contra seus regimes.
    Já ouvi falar de ditadores que mandavam seus asseclas eliminarem pessoas que usavam óculos só porque elas poderiam ser potenciais intelectuais e formadores de opinião. Chega a ser ridículo!
    Agora esperarei pela parte 2 desta história que está muito interessante.
    Abraço!

    Obrigado, caro Chico, pela generosidade do elogio. E de fato JK, que era tudo menos bobo, sabia, no íntimo, que seria eliminado. Os militares temiam sua enorme popularidade. Um abração e bom feriado.

  • sinisorsa

    Muito bom o seu texto. Eu tenho uma dúvida: por que os militares tinham tanta aversão a JK aponto de proibir que se cantasse peixe vivo? Nunca acreditei que fosse apenas por ele ser popular… e, aliás, ser popular não lhe serviu de muita valia.

    Obrigado, caro amigo. Mas a canção “Peixe Vivo”, preferida do ex-presidente, jamais foi proibida durante o regime militar, isso é um mito. Os militares fizeram muitas barbaridades, mas essa, não.

    Quanto a JK ser popular, esta foi justamente a principal razão de ter sido cassado. Os militares temiam sua popularidade e seu prestígio.

  • Licínio Miranda

    Excelente texto!

    Caro Ricardo (me perdoe a “intimidade”), o senhor esqueceu somente de lembrar aos leitores que o regime de 1964 não nasceu da noite para o dia uma “ditadura”.

    Grande parte das pessoas que apoiaram o golpe e a eleição de Castelo Branco acreditavam piamente que tudo não passava de uma fase de transição e que em 1965 o país teria um presidente eleito democraticamente.

    Infelizmente, como todos nós sabemos, Castelo Branco foi incapaz de manter ambições de algumas pessoas (cof.. cof… Costa e Silva.. cof… cof…) ou de controlar a insubordinação de oficiais do Exército.

    Deu no que deu.

    P.S.: Espero ler novos textos “históricos” como este.

    Caro Licínio, no próximo fim de semana vem a continuação. E haverá outros posts “históricos”, sempre na seção “Bytes de Memória” que, infelizmente, muitos leitores ainda não descobriram, lá na barrinha de navegação na parte superior do blog.

    Abraços

    Ricardo Setti

  • Robert

    Por que Castello Branco foi escolhido pelos militares?

    Chefe do Estado-Maior do Exército na época, ele foi considerado o cérebro da conspiração contra o presidente João Goulart e era tido como oficial-general de grande preparo por seus colegas.

  • Robert

    Chico Lima falta com a verdade ao afirmar que “todos os generais brasileiros … trataram de eliminar todos aqueles que poderiam se levantar como lideranças contra seus regimes”, ainda mais citando no mesmo paragrafo um fascinora como Stalin e ao mesmo tempo “esquecendo” do assassino Fidel Castro. As lideranças daquela época não apenas sobreviveram como a maioria ainda continua liderando o país.

  • Frederico Hochreiter/BH

    Na maioria das vezes tenho lido todos os seus posts, apesar de que – é o assunto do dia – os comentários sejam mais voltados para dilma/serra. Não sabia dessa história sobre JK e, francamente, fico meio dividido entre elogiá-lo pela visão politica ou criticá-lo pela atitude que não poderia ter. Seja lá como for é muito interessante para o leitor não historiador e não estudioso de história politica conhecer esse lado mais humano dos acontecimentos. Sua gaveta, o baú do Augusto Nunes, livros como os de Laurentino Dias e Eduardo Bueno contribuem, muito, para suprir esse desconhecimento.

    Muito obrigado pelo comentário generoso, caro Frederico. No próximo fim de semana a história continua. E haverá outros momentos históricos que, como jornalista, tive ocasião de testemunhar e que descreverei em posts.

    Um abraço e obrigado por suas contantes visitas a este blog.

    Ricardo Setti

  • Augusto Guia

    Inúmeros políticos do PSD tinham alertado Juscelino Kubitschek que Castelo Branco era udenista, ficando acordado então o voto no presidente Dutra.Juscelino votou em Castelo e levou o PSD.Foi cassado, indiciado em IPM e humilhado pelos militares. Quanto a Auro de Moura Andrade, por entender de japona e toga, foi também cassado.

    Caro Augusto, obrigado por seu comentário e por sua visita.

    O senador Moura Andrade fez célebre declaração na época dos tristemente famosos IPMs, inquéritos policiais-militares: “Japona não é toga e o que está dentro dela não é juiz”. Deu um grande rolo, mas ele não chegou a ser cassado. Terminou seu mandato e não voltou à política.

    Abraço do

    Ricardo Setti

  • Antonio Machado-MG

    Prezado Ricardo, você poderia comentar qual foi a posição de Tancredo naquela eleição indireta (e a de Ulisses Guimarães, também)? Pelo que sei o ilustre mineiro não teria votado em Castelo Branco.
    Abraço.

    Preciso checar. Como até JK, em virtude de compromissos assumidos com os militares de que poupariam o maior líder do PSD, votou, é possível que ambos também o tenham feito. Vou contar no próximo episódio como se deram dois encontros de Castello com os grandes cardeais do PSD, no Rio, antes da eleição.

  • Carlão

    Ricardo,

    Estou ansioso por saber o resto dessa história. Faço só uma pequenina correção, acredito que foste traído pelo corretor automático: pouco antes da foto tirada por ti, está escrito “serrado” em vez de “cerrado”. No restante, impecável em forma e conteúdo.

    Abração

    Muito obrigado pela visita, pelo comentário e pela correção, caro Carlão. O que ocorre é que meus dois tipos de óculos ainda não se adaptaram bem ao tamanho das letras da “ferramenta” de informática que usamos na VEJA para trabalhar no blog, chamada WordPress. Um abraço e vou lá corrigir.

    E no próximo fim de semana a história continua. Felizmente aqui tenho liberdade e espaço para contar bastidores de muita coisa que vivi como jornalista — embora essa história com meu saudoso Pai tenha sido antes de eu começar na profissão.

  • Marcus

    Setti, realmente excelente esse seu blog! Depois de ler esse post e os comentários, fui à seção bytes de memória e li todos outros textos. Tudo muito melhor que Dilma e Serra! Assim que sair um livro com as suas memórias, vou ser um dos primeiros a comprar.
    Grande abraço!

    Muitíssimo obrigado, caro Marcus. Realmente sinto que muitos leitores não percebem direito que há outras “seções” no blog além da home page, em que costumam predominar os posts de “Política & Cia”. E tenho procurado colocar assuntos interessantes ocorridos ao longo da carreira no “Bytes de Memória”. A idéia de um livro, que no começo achei pretensiosa, agora já me provoca algum interesse. Obrigado pela força.

    Aproveito sua boa vontade para sugerir que você dê também uma olhada na seção “Tema Livre”, que fala de música e até de futebol.

    Um abração, é um prazer ter um leitor como você.

    Ricardo Setti

  • Franklin Goulart

    Caro Setti,
    Sem dúvida, blogs como o seu, contribuem para o entendimento de nossa história. Ao compararmos aquela época com a atual, nos damos conta da presente carência de líderes autênticos. Homens memoráveis como JK, JFK, FDR etc., fazem falta ao mundo pleno de celebridades fabricadas de hoje.
    Obrigado !

    Quem agradece sou eu, caro Franklin, pela visita e pelo comentário.

    Volte sempre. Um abraço do

    Ricardo Setti

  • Augusto Guia

    Ricardo
    Fiquei extremamente sensibilizado com seu estilo sincero e educado de interagir com seus leitores.
    Forte abraço.

    Muito obrigado pelo seu comentário e sobretudo pelo seu reconhecimento, caro Augusto.

    Um abraço pra você, volte sempre.

    Ricardo Setti

  • Eduardo Lima e Silva

    Caro Setti,
    Sua contribuição ao site da Veja é realmente brilhante.Nós, brasileiros, temos o péssimo hábito de esquecer ou ignorar o passado.É justo que nos lembremos dos detalhes que culminaram com o golpe militar e com o golpe dentro do golpe. Enfim , parabéns pela riqueza do seu texto.É muito legal ver os comentários dos leitores e suas elegantes e bem colocadas respostas.
    Um grande abraço

    Muitíssimo obrigado, caro Eduardo. Você não pode imaginar a satisfação que é receber um comentário tão generoso de um leitor, para um jornalista.

    No próximo fim de semana termino de contar este episódio. E outros virão. A profissão me permitiu assistir a coisas interessantes ao longo da vida.

    Aproveito para convidá-lo a, sempre que tiver tempo, dar também uma olhada na seção “Tema Livre”, em que abordo vários temas não políticos, de futebol a televisão.

    Um grande abraço, volte sempre.

    Ricardo Setti

  • luiz fernando

    Ótimo texto!
    Tomara que o livro seja realmente escrito e lançado o mais breve possível.
    É um grande prazer ler sua coluna, principalmente a seção “Bytes de Memória”.
    Vou esperar ansiosamente o fim de semana.

    Caro Luiz Fernando, obrigado, de coração, pelo incentivo.

    Depois que leitores como você passaram a falar no tema livro, começou a me dar vontade de ir em frente.

    Amanhã tem mais “Bytes”, mas ainda não é a continuação da história da eleição do primeiro presidente do regime militar.

    Valeu! E um grande abraço. É um prazer ter leitores como você.

  • Carlão

    Ricardo,

    A “semana que vem” chegou e vou cobrar a continuação da história. Sobre sua queixa de ser essa seção menos lida que os posts “Dilma vs. Serra”, acho normal. É do jogo. Há assuntos de extrema importância para o dia ou a semana, como é o caso das reportagens sobre campanha eleitoral. Outros assuntos têm interesse permanente, podem ser lidos até anos depois. Digo isso com a autoridade de quem, prestes a completar 41 anos, praticamente se alfabetizou lendo as “Seleções” de meu tio… publicadas na década de 50. Mês que vem, eleição vai deixar de ser assunto. Memórias de quem viu o começo do Brasil de hoje continuarão a ser tão interessantes quanto hoje.
    Abração!

    Caro Carlão, muito obrigado por sua visita e seu comentário. Na verdade, eu não me queixei da pouca leitura, apenas lamentei, porque me esforço por colocar ali fatos interessantes. Mas você tem razão, obviamente os comentários sobre o momento eleitoral despertam mais interesse. Depois as coisas se assentam. Abraços do
    SETTI

  • Marcia

    Muito bom! Um intertítulo tem um errinho (falta um c) e quando fala da mãe do JK .Forte e não forme como está.
    Só isto. Vc está botando pra quebrar mesmo.
    Escrevo nos comnetários pois é mais provável que vc os leia antes dos meus emails, hehehhe.
    beijos
    M.

    Querida, vou corrigir. Obrigadíssimo pela sua atenção.

    Beijos

  • Elisa Toneto

    A VEJA deveria fazer uma edição especial com aquilo que ela tem de melhor: seus jornalistas!
    Impressionante como é fácil entender e refletir a respeito das noticias devido ao fato de serem escritas por pessoas que vão muito além de notório saber, são profissionais que amam o que fazem.
    Obrigado,
    elisa

    Quem agradece, de coração, sou eu, cara Elisa. Volte sempre. Esta história, especificamente, continua neste fim de semana.
    Abraços

  • moreno

    QUAL FOI O PRESIDENTE DA DITADURA MILITAR QUE DISSE “UM DIA VOCÊS SENTIRAM SAUDADES DE MIN”

    PARECE QUE ELE TINHA ADVINHADO O FUTURO,ANTIGAMENTE SE ROUBAVAM MAS ROUBAVAM MENOS,HOJE SE ROUBA MUITO E TA ESSA **** AI,SAÚDE,EDUCAÇÃO,INFRAESTRUTURA,ETC,ETC,ETC…

    TA UMA VERGONHA ESSE BRASIL,UM TRILHÃO DE IMPOSTO QUE OS BRASILEIROS PAGARAM EM 2010.

  • Micael

    Eu acho que o Coelho é o maior do mundo

  • Mic@el

    Eu acho que o Passos Coelho é o maior do mundo!

  • Paulo Afonso da Mata Machado

    É preciso destacar que houve um encontro entre Castello e JK antes da eleição pelo Congresso, em que o primeiro garantiu que apenas completaria o mandato de Jango e passaria o governo ao eleito em 1965. Mais tarde, pressionado pela chamada linha dura, Castello cassou JK.

    Caro Paulo,

    O encontro está relatado na parte 2 deste post. Você é parente do falecido ex-deputado Edgard Godoy da Mata Machado, um dos políticos mais decentes e honrados que já conheci?

    Abraço

  • ANTHONY KUDSI RODRIGUES

    ALVÍSSARAS, ATÉ QUE ENFIM ALGUEM NO TOCA NO TABU CHAMADO JK, JÁ ESTÁ NA HORA DE ESCLARECER OS JOVENS BRASILEIROS DOS DESCAMINHOS QUE ESTE SENHOR LEVOU O BRASIL.EM PRIMEIRO LUGAR ELE ERA MUITO SORTUDO, POIS O GOVERNO DE FATO QUE LANÇOU AS BASES DO BRASIL MODERNO E QUE O TIROU DA IDADE MÉDIA, E QUE CREDITAM AO SR. JK, FOI O GRANDE PRESIDENTE VARGAS QUE CRIOU ATÉ A INDÚSTRIA AUTOMOBILISTICA EM 1953, ISTO SEM FALAR NOS MINISTÉRIOS DA SAÚDE,EDUCAÇÃO, AERONÁUTICA,COMÉRCIO E INDÚSTRIA,TRABALHO, O BNDES, A PETROBRÁS, A ELETROBRÁS, ORGANIZOU O SERVIÇO PÚBLICO COM O DASP,PROMOVEU A INDUSTRIALIZAÇÃO ACELERADA DO PAÍS, COM A CSN, ÚNICA NA AMÉRICA LATINA,DEU CIDADANIA AO POVO BRASILEIRO COM A LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E TAMBÉM COM A CRIAÇÃO DOS INSTITUTOS DE PREVIDÊNCIA MUITO BEM ORGANIZADOS POR CLASSE E ADMINISTRADOS PELOS QUE CONTRIBUIAM:EMPREGADOS,EMPREGADORES E O GOVERNO, E QUE ESTAVAM ABARROTADOS DE DINHEIRO QUE O SR. JK DILAPIDOU CONSTRUINDO BRASÍLIA, SENDO ESTE O PRINCÍPIO DAS DÔRES DOS APOSENTADOS DE HOJE EM DIA; PORTANTO, OS FRUTOS PLANTADOS POR VARGAS CAIRAM DE MADURO NAS MÃOS DE JK.CONSIDERO O SR. JK UM GRANDE OPORTUNISTA QUE LEVOU O BRASIL À CRISES POLÍTICAS, FINANCEIRAS E POR ÚLTIMO INSTITUCIONAIS(A INFLAÇÃO GALOPANTE DEIXADA POR ELE , ESTÁ NA GÊNESE DO GOLPE DE ESTADO DE 1964).
    MAS VAMOS NOS ATER AO ASSUNTO PRINCIPAL: NOS IDOS DE MARÇO DE 1964, JK JÁ VINHA SE ENTENDENDO COM A “VIVANDEIRA DE QUARTEL”, O EMBAIXADOR LINCOLN GORDON; DADO O GOLPE ,JK EM 02/04/1964 SE REUNIU NA CASA DO DEPUTADO JOAQUIM RAMOS QUE ERA TAMBÉM DO PSD E QUE FICAVA NA RUA CONSTANTE RAMOS EM COPACABANA, E LÁ SENTINDO-SE TAMBÉM UM VITORIOSO RECEBEU O CASTELO BRANCO À QUEM GARANTIU O SEU PESADO APOIO POLÍTICO(QUASE TODO O PSD E PARTE DE OUTROS PARTIDOS ONDE TINHA GRANDE INFLUÊNCIA) PARA “ELEGER” O PRIMEIRO DOS CINCO DITADORES NO DIA 11/04/1964;VARIAS FORAM OS QUE VOTARAM CONTRA OU SE ABSTIVERAM, COMO O SENADOR TANCREDO NEVES(MG) E O SENADOR VITORINO FREIRE(MA) QUE INCLUSIVE VATICINOU QUE ELE,JK, JAMAIS SE ESQUECERIA DESTE MALFADADO VOTO, VOTO ESTE DITO EM ALTO E BOM SOM, E O ÚNICO APLAUDIDO, INAUGURANDO A TENEBROSA NOITE DE 21 ANOS.
    FINALIZANDO, FIQUEI MUITO FELIZ QUE ESTE ASSUNTO SEJA DISCUTIDO, POIS JK ESTÁ MUITO LONGE DAQUILO QUE A MIDIA INFLA E TAMBÉM ESCONDE , COMO ESTES FATOS.
    PS. PEÇO AO SR. RICARDO SETTI QUE SE TIVER, PUBLIQUE A FOTO DE JK VOTANDO NO CASTELO BRANCO, POIS NÃO SE ENCONTRA EM MAIS LIVRO NENHUM.

    Caro Anthony, eu vi a cena, mas não tenho a foto. Infelizmente. Quanto a JK, discordo de sua avaliação, mas a respeito.
    Abraço

  • ANTHONY KUDSI RODRIGUES

    CARO SR. RICARDO SETTI,AGRADEÇO A GENTILEZA EM RESPONDER-ME, MAS CONTINUO DIZENDO QUE JK SABIA O QUE ESTAVA FAZENDO,AFINAL ELE ERA UMA DAS RAPOSAS FELPUDAS DA ÉPOCA, ESTAVA POUCO SE IMPORTANDO SE AS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS FOSSEM ÀS FAVAS,QUE O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO FOSSE PARA O ESPAÇO, O QUE O INTERESSAVA ERA SER ELEITO EM 1965, MESMO QUE PARA ISTO ELE TIVESSE QUE BARGANHAR COM A DITADURA, COMO ACONTECEU.NO PRÓXIMO CAPÍTULO SE O SR. PERMITIR FAREI NOVOS COMENTÁRIOS, QUE NÃO SÃO PROPRIEDADE MINHA MAS DA HISTÓRIA DO BRASIL.

    Este blog é democrático, caro Anthony. A divergência aqui é aceita o tempo todo.
    Você pode fazer quantos comentários desejar. Será um prazer publicá-los.
    Abraços

  • jose xavier

    Genial… mas, de jeito nenhum estou de acordo com anthony kudsi. Que nome, hein!? Democracia é isso.. há que se aguentar outro comentário obtuso, sem nexo… e ainda afirma que isso é história. Estória, sim. Babaca.

  • J.B.CRUZ

    CARO SETTI; Não vou comentar, mas, agradecer a você por relembrar tempos de um BRASIL mais ORDEIRO,RESPEITO AO PRÓXIMO,FAMÍLIA EM ALTA,HONESTO,SÉRIO E TRANQÜILO..vivíamos realmente o ¨mar¨da tranquilidade,onde a MORAL os BONS COSTUMES, ditava os bons momentos e o passar dos dias nos ÄNOS DOURADOS¨..JUSCELINO KUBITSCHEK de OLIVEIRA, O MAIOR ESTADISTA BRASILEIRO que o BRASIL já teve,sempre será lembrado pelo que prometeu e cumpriu,teve seus erros,mas,foram encobertos com uma infinidade de acertos..Agora,claro que há o contraditório,mas, quanto a isso, você revela ter uma grande virtude,a SERENIDADE para rebatê-los sem ferir suscetibilidades dos contras…PARABÉNS !!!

  • luiz

    Caro Ricardo

    Você muito gentilmente me convidou a voltar, e o fiz. Você tem razão, eu fiz um comentário quando entrei pela primeira vez em teu blog, que tinha na maioria do tempo opiniões divergentes das tuas. Parei pra analisar, e verifiquei que essas divergências, estão tão somente no campo da política, e agora você comentou sobre a riqueza que é teu blog, com um monte de temas muito interessantes, como já te disse da primeira vez, os que versam sobre música e afins, mas os demais assuntos são por demais interessantes, e saber da história desse país direto na fonte, não há o que pague isso, porque além de música eu adoro história. Virei teu fã meu amigo, a parte política…ah…deixa pra lá….

    Abraços do amigo Luiz

    Obrigado, amigo Luiz. E desculpe a demora na resposta. Eu estava viajando, em trânsito.
    Um grande abraço

  • Jotavê

    Aos poucos, teremos que fazer um balanço mais sóbrio da Revolução de 64. Ela não nasceu dos impulsos maldosos de um grupo de militares autoritários. Nasceu, em primeiro lugar, da Guerra Fria. Não foi coincidência termos governos militares pipocando por toda a América Latina na mesma época. Os golpes foram todos planejados e patrocinados pelo governo dos EUA. Nasceu, em segundo lugar, da incapacidade de nosso sistema político de gerir os gigantescos conflitos sociais de um país que tinha mais da metade da população analfabeta, vivendo na mais absoluta miséria e sem nenhuma perspectiva de mudança. É difícil dizer o que seria o Brasil caso não tivéssemos tido uma ditadura militar. Com ela, o Brasil avançou de modo impressionante. Tivemos sorte de termos no poder um grupo esclarecido de militares, que mesmo no manejo do aparelho de repressão agiu com relativa brandura. Compare-se nossa situação com a do Chile. Ou com a da Argentina, onde a truculência juntou-se à corrupção e à incompetência, levando o país à ruína. Tivemos sorte.
    Democracia não vem nem fica de graça. Democracia tem preço. Quando a democracia não dá certo, e descamba para a corrupção deslavada e para a ineficiência crônica, ditaduras passam a ser opções palatáveis. Não adianta lutar contra isso. Se queremos realmente preservar a democracia, é preciso lutar todos os dias para que ela seja VIÁVEL e FUNCIONAL.

  • ANTHONY KUDSI RODRIGUES

    SR. JOSÉ XAVIER,LAMENTO QUE O SR. JULGUE AS PESSOAS PELO NOME EMBORA CONCORDE COM O SR. QUE A DEMOCRACIA É ASSIM MESMO, E É BOM QUE SEJA SEMPRE ASSIM, HÁ QUE SE TOLERAR OS CONTRÁRIOS À SUA OPINIÃO COMO EU ESTOU TOLERANDO A SUA QUE ME PARECE COM POUCO CONHECIMETO HISTÓRICO.RECOMENDO QUE O SR. LEIA O CAPÍTULO 2 DESTA HISTÓRIA E DEIXE DE DISCRIMINAR AS PESSOAS PELO NOME, E BABACA É A @#*&¨@!IU.

  • joão batista de souza

    Às vezes, pela tv, vejo um lance de futebol e, convicto, penalizo: Penalti! A mesma cena, sob outra camera, em outro angulo, desmantela aquela minha certeza; assim é a História, a Ditadura, que não era ditadura quando chegou, foi um dos períodos mais saneadores da estória política, econômica e de reformas que este país já conheceu. Nos dias de hoje, as pessoas falam de “faxina” e cantam loas; se escandalizam com a roubalheira generalizada. Pois é, como a estória se repete, quem sabe se tal qual 64, o povo, premido pela indignação, não saia às ruas pedindo os militares de volta? Não torço para isso, não, a democracia, apesar de tudo, ainda é o melhor sistema, pena que o cidadão eleitor, não aprenda nunca e viva encantado com aqueles que se dizem vítimas do que nunca foram.

  • ANTHONY KUDSI RODRIGUES

    SR. RICARDO SETTI, NÃO ESTOU CONSEGUINDO ENCONTRAR O CAPÍTULO 2 DESTA HISTÓRIA, CUJOS DEBATES DEMOCRÁTICOS A FAVOR E CONTRA ESTAVA ESTAVA MUITO BOM, E MAIS, SENDO ESCLARECEDOR PARA AS NOVAS GERAÇÕES DE BRASILEIROS QUE NÃO CONHECEM ESTA HISTÓRIA; AFINAL O QUE HOUVE?
    COM TODO O RESPEITO.

    Caro Anthony, a segunda parte será publicada amanhã, domingo, no decorrer do dia. Obrigado pelo carinho.

  • Mari Labbate

    Que experiências fantásticas, SETTI! Deus fez-nos experimentar uma ditadura militar e outra civil, para conscientizar-nos de que extremismos devem ser extirpados de qualquer Sociedade! Esse é o motivo de NOSSA LUTA! Eu também acompanhei esses fatos e estou bem VIVA, como você. Em frente, grande guerreiro, pois os jovens não sabem o que nós sabemos. Vamos contar-lhes… ABBRACCIO!

  • BRASILEIRO DE LUTO

    Parabéns!!!! Se todos foessem como Castelo, o Brasil seria melhor…. JK, nunca foi flor que se cheirasse… “filhote da ditadura Vargas” deu incia a inflação, traio o seu melhroa migo (Josè Maria), colcou seu ego, sua vaidade, sua irresponssabiolidade acima de tudo… UMA comissão da verdade sobre a construção de Brasília, diria tudo…… Brasília foi o Trem Bala do JK, e o TREM BALA é a Brasilia da Dilma…..

    — JK, uma das cassações mais justa que tivemos, muito embora, o certo seria cadeia… quantos morerram na BR 040, contorno de Petrópolis, que teve de ser inaugura do as pressas… quanto o Brasil perdeu em grana por romper contratos para construção do Lago Paranoá, e outras…….

    BELO EXEMPLO:

    “ Em 1966 o presidente Castelo Branco leu nos jornais que seu irmão, funcionário e com cargo na Receita Federal, ganhara um Aero-Willys como agradecimento dos colegas funcionários, pela ajuda que dera na lei que organizava a carreira.

    O presidente telefonou mandando-o devolver o carro. O irmão argumentou que, se devolvesse, ficaria desmoralizado em seu cargo.
    O presidente interrompeu-o dizendo:

    “Meu irmão, afastado do cargo você já está. Estou decidindo agora se vai preso ou não.”

    por Élio Gáspari “

  • ANTHONY KUDSI RODRIGUES

    NADA PODE SUBSTITUIR A DEMOCRACIA, NÃO EXISTE “SALVAÇÃO” FORA DELA; SE O JANGO PENSAVA EM DAR UM GOLPE, ESTAVAM LÁ OS PODERES LEGAIS CONSTITUIDOS, CONGRESSO E JUDICIÁRIO, QUE PODERIAM DESTITUÍ-LO DE MANEIRA LEGAL(IMPEDIMENTO) E SE FOSSE PRECISO, SOLICITAR LEGALMENTE O AUXÍLIO DAS FORÇAS ARMADAS, MAS NÃO FOI ASSIM QUE ACONTECEU, COMO SABEMOS.
    ASSIM, FICA SEMPRE A IMPRESSÃO DE QUEM SE INTERESSA PELA HISTÓRIA DO BRASIL, QUE A VERDADEIRA RAZÃO PARA O “GOLPE” OU “CONTRA-GOLPE” DE 1964,COMO QUEIRAM,FORAM REALMENTE AS REFORMAS DE BASE QUE ASSUSTOU À QUEM SEMPRE SE NEGOU A DAR EDUCAÇÃO AO POVO: AS VELHAS OLIGARQUIAS, AS NEO-OLIGARQUIAS, A REAÇÃO,QUE ERAM E AINDA SÃO OS NOVOS “CAPITÃES DO MATO” DO POVO BRASILEIRO; ALIÁS, MEDO INFUNDADO, POIS FATALMENTE ESTA REFORMAS SERIAM DEBATIDAS NUM CONGRESSO À ÉPOCA FRANCAMENTE CONSERVADOR E QUE COM CERTEZA IRIA DERRUBÁ-LAS OU MODIFICÁ-LAS NO VOTO.
    FINALIZANDO,MESMO ESTA CORRUPÇÃO AVASSALADORA TEM JEITO COM A DEMOCRACIA , BASTA FIRMEZA NA APLICAÇÃO DAS LEIS DO PAÍS OU MESMO TORNÁ-LAS MAIS DURAS MODIFICANDO-AS DEMOCRÁTICAMENTE, E GARANTO QUE SERÁ BEM MELHOR DO QUE QUALQUER DITADURA “SALVADORA” QUE USARÁ A CENSURA À IMPRENSA PARA ACOBERTAR UMA MESMA OU TALVEZ MAIOR CORRUPÇÃO DO QUE ESTA.
    ” A DEMOCRACIA É O PIOR DOS REGIMES,EXCETUANDO OS OUTROS” WINSTON CHURCHILL.

  • tico tico

    Suponhamos então:
    Como JK lidaria com os guerrilheiros, sequestradores e terroristas, covardes, que hoje, estão promovendo todos tipos de descalabros na administração do país, e que já antes de 1964, estavam organizados para tomar o poder e socializar o Brasil, espelhando-se em Cuba ?

  • Mauro Pereira

    Caro Ricardo Setti, boa noite.

    O mar de lama que sufoca o Executivo federal, agravado pelo explícito desrespeito aos brasileiros por parte do Legislativo, me levaram a escrever este texto que talvez seja alvo das críticas dos democratas de plantão. Sintam-se à vontade, afinal, é na prática do contraditório que se estabelece, e se aprimora, o exercício do raciocínio.
    Como já afirmei, eu não vivenciei o conturbado governo de Jânio Quadros, portanto, não tenho elementos para compará-lo ao dos militares. Seria covardia de minha parte emitir qualquer opinião sobre o que eu não vi, baseado apenas em fotos amareladas pela ação inexorável do tempo e em manchetes – que ao lado do som frenético do tecladiar das Remingtons que inundavam as Redações, das calandras que envolviam os cilindros das rotativas ensurdecedoras e da elegância inovadora das linotipos* -, vagueiam pela imensidão da história como guardiãs eternas de uma das fases mais auspiciosas da imprensa brasileira.
    Na realidade, toda essa arenga saudosista serve apenas de preâmbulo para tentar justificar uma pequena comparação que me atrevo a fazer entre o governo da ditadura – período em que vivi minha adolescência e boa parte da minha juventude -, e os dos “democratas redimidos”, a partir de 1986.
    A sensação que eu tenho hoje, decorridos esses anos todos, é que apesar de conviver com os efeitos nocivos inerentes a qualquer ditadura, a população era mais feliz, as pessoas se respeitavam mais, expressavam um sentimento de brasilidade mais autêntico, o talento era natural e, portanto, dispensava os serviços de um professional tranning para esculpi-lo e a justiça distinguia com mais clarividência quem era cidadão honesto ou não. Ainda que eivado de vícios, o exercício da política era menos indecente, a falsidade intelectual era mais contida e, indo na contramão da verdade explícitamente escancarada nos dias atuais, não sobravam escolas, mas, como contrapartida, não faltavam cadeias.
    O Congresso Nacional era aquilo que os generais permitiam que ele fosse: um recanto de ovelhas pacificadas. Porém, apesar das dificuldades, vez ou outra vislumbrava-se algum nasgo de dignidade. Hoje o que constatamos é um Legislativo desmoralizado, diminuído à patética condição de Casa do Espanto e reduzido a um ajuntamento de sanguessugas desprovidos de caráter, prontos para se venderem ao presidente que o melhor lance lhes oferecer.
    Quanto ao Executivo, infelizmente, não temos o que comemorar. Tirando-se desse lodaçal apenas o mineiro Itamar Franco, que terminou um mandato que originariamente não era seu, e só por isso, o que assistimos, desde José Sarney até Lula da Silva, foi uma sucessão de governos marcados, uns pela incompetência, outros pela egolatria, alguns por ambas, mas todos, presumindo-se a exceção, intimamente ligados pelo estigma da corrupção, traço predominante de todas as administrações que vêm solapando os cofres públicos do Brasil redemocratizado. Nenhum ex-presidente conseguiu angariar o respeito unânime da população, jamais. Quem mais se aproximou desse feito foi Fernando Henrique Cardoso. No máximo, o que conseguiram foi estabelecer a submissão sumária de uma multidão composta por milhões de brasileiros e brasileiras flagelados pela miséria, alquebrados pela desesperança e subjugados pela ignorância. Juntos, Legislativo e Executivo patrocinaram ao longo desses anos todos a institucionalização da fraude e da mentira e remeteram toda a nação brasileira a uma das páginas mais medíocres e corruptas de sua história republicana.
    É óbvio que abomino qualquer manifestação de louvor a um regime fundamentado na exceção. Seja ele canhoto ou destro. Porém, o cenário político atual adquire o mesmo contorno sombrio daquele que vivenciamos por mais de vinte anos. O que os diferencia é que um tinha no fuzil e no coturno a sua referência de diálogo, enquanto o outro tem na cooptação abjeta e no populismo vulgar sua capacidade de convencimento. No entanto, cada um de seu lado usando como escudo a falsidade democrática, sempre foram corsos na mesma aspiração: tanto o militarismo de 64 como a praga do lulopetismo do novo milênio jamais deixaram de almejar a hegemonia política, plena, irrestrita e irreversível.
    Herdeira do lulalato, como não poderia deixar de ser, as perspectivas para o governo da presidente Dilma Rousseff, empossada há pouco menos de oito meses, não são das mais alvissareiras. Sem conseguir cortar o cordão que a une ao cérebro de Lula da Silva, patina no atoleiro econômico que ajudou a elamear e mantém a abominável prática do paternalismo político e eleitoreiro como programa de governo. Ofuscada pela sombra do seu criador, é incapaz de fazer brilhar o seu próprio sol e mantém-se, submissa, refém da base de sustentação que empenhou-se em alugar.
    A velocidade com que caem os ministros da presidente Dilma Rousseff, deixando pelo caminho um rastro de corrupção inimaginável, como também deixaram os inúmeros (ministros) que caíram no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, ressalte-se, e a fidelidade remunerada de deputados e senadores, nos dá a dimensão exata do tamanho da incerteza que cerca o futuro do Brasil.
    Os militares criaram os anos de chumbo. O lulopetismo instituiu a era do metal.
    *A Linotipo foi uma máquina de composição tipográfica inventada por Ottmar Mergenthaler no final do século 19 e sepultada pelo advento do computador. Chegou a ser considerada a oitava maravilha do mundo.

  • ricardo

    Aos poucos os historiadores não ideologicos irão apresentar ao país a biografia deste brasileiro honesto e incorrupto. O marechal Castello Branco tentou dar um fim aos disparates daqueles tempos. Temo que a historia esteja se repetindo, tamanha a corrupção, desfaçatez e falta de vergonha de nossos politicos conteporaneos.

  • ANTHONY KUDSI RODRIGUES

    AOS SAUDOSOS DA DITADURA DE 1964:
    EM 1957, A HANNA MINING CORPORATION COMPROU A EMPRESA BRITÂNICA SAINT JOHN MINING CORPORATION QUE OPERAVA NO VALE DO PARAOPEBA(MG)EXPLORANDO OURO,SENDO QUE NENHUMA DAS DUAS PODIAM EXPLORAR O FERRO DESTA REGIÃO, ONDE HAVIA A MAIOR CONCENTRAÇÃO DESTE MINÉRIO DO MUNDO. OS DIRETORES ,ADVOGADOS, ASSESSORES DA HANNA CO. FORAM TAMBÉM E AO MESMO TEMPO MEMBROS DOS GOVERNOS DO BRASIL, INCLUINDO AÍ O SR. ROBERTO CAMPOS, MAIS CONHECIDO NO BRASIL COMO MISTER BOB FIELDS, POR GOSTAR MAIS DOS EUA DO QUE DO BRASIL(PALAVRAS DO PRESIDENTE J.F.KENNEDY) E QUE FOI O PRIMEIRO MINISTRO DO PLANEJAMENTO DO GOLPE; POIS BEM, NOVE MESES APÓS O GOLPE, PRECISAMENTE NO DIA 24 DE DEZEMBRO DE 1964, CASTELO BRANCO ASSINOU O DECRETO QUE AUTORIZAVA ESTA MULTINACIONAL DO MINÉRIO À EXPLORAR LIVREMENTE ESTA RIQUEZA NACIONAL.

  • Corinthians

    Obrigado Setti, por compartilhar a história com todos.
    Eu não sabia de boa parte do que você postou, e essa informação é muito importante para mudar um Brasil que faz quesão de esquecer de seu passado para repetir os mesmos erros.

  • nena

    Ricardo, seu relato me emocionou ao citar a veneração de seu pai por JK. Também tenho esta lembrança de meu pai, mineiro bairrista é verdade, mas que tinha por Juscelino verdadeira admiração.
    Sobre ele, posso testemunhar que a sua dinâmica, construindo Brasília, fez o Brasil conhecer o centro-oeste, uma incógnita para brasileiros de outras regiões. Em pleno regime militar fui morar em Goiás e ouvi das pessoas de lá o que era antes e o que a construção da capital trouxe de progresso para a região.
    Para não ficar longo, deixo para outra ocasião algum comentário sobre o regime militar, que acompanhei o desenrolar.
    Mas queria responder sobre a alma de Brasília, onde moro hoje. É uma cidade que desperta extremos dos sentimentos. Diz-se que Brasília ou é amada com veneração ou odiada por quem vem morar aqui; parece não haver meio-termo.
    Eu me apaixonei, tanto que, como muitos outros, fui morar numa outra cidade, com esquinas, e não resisti, voltei para cá. Infelizmente as pessoas acham que a cidade é o centro da corrupção e que todos por aqui entram na lambança, o que não é verdade. Os moradores tem vidas normais, pagam impostos, colégio, plano de saúde, jardineiro, condomínio; precisam de carro por que o Niemeyer construiu uma cidade sem pedestres, e muitos carros são de vários anos atrás; e quase todos respeitam as faixas de pedestres; trabalham muito, prestam concurso, estudam à noite, vão ao cinema, shopping, barzinhos, zoológico, comem pipoca, conhecem os vizinhos, e há uma integração formidável de costumes nordestinos, sulistas, paulistas, cariocas, matogrosenses, paraenses, com troca de receitas e vocabulário, e por aí vai.
    A nota discordante são os políticos de má índole que os estados mandam para cá. Mas nossas vidas não se misturam, não. Eles por lá, e nós na nossa. Quando visitamos outros estados e nos perguntam sobre nossa convivência, ficam admirados quando dizemos que nunca os vimos pessoalmente. E não os vemos mesmo!
    Os monumentos da cidade, a arquitetura, são nosso patrimônio cultural e nos orgulhamos deles, mas não são a alma viva da cidade. Curtimos mesmo é o por do sol e os luares de agosto, o comércio das entrequadras, os parques, andar de bicicleta, as chácaras dos ‘fazendeiros’ de fim de semana.
    E ficou longo, não é?! Perdão.
    Abs.

    Não ficou longo, não, cara Nena. E eu também tenho carinho por Brasília e gosto da cidade. Morei vários anos em Brasília, formei-me em Direito pela UnB e em Brasília vivem minha velha mãe, três irmãos, cunhada e sobrinhos.
    Um abração

  • ANTHONY KUDSI RODRIGUES

    Nos anos 30 e 40, até sua deposição pelos militares em 29/10/1945,Getúlio Dornelles Vargas idealizou e botou em prática a “Marcha para o Centro-Oeste” com incentivos federais para implantação de indústrias e negócios nesta região; nomeando interventor de Goiás Pedro Ludovico Teixeira logo após a revolução de 1930, interventor este que construiu a cidade de Goiânia, tornando-a capital do estado em 1937 com o apoio federal, para que fosse um polo irradiador de desenvolvimento para a região, mas Vargas nunca pensou em transferir a capital do País para lá, aliás, a única constituição republicana, mesmo autoritária, que retirou de suas páginas a necessidade desta transferência, foi precisamente a “polaca”, isto é, a Constituição do Estado Novo de 1937.Portanto, mesmo admirando a beleza arquitetônica, a população digna, honesta e trabalhadora de Brasília, não vejo até hoje a necessidade de sua construção à 200 km de Goiânia, e que dilapidou a Previdência Social de outrora,criada por Vargas e organizada em Institutos Autárquicos por classes de trabalhadores, adminstrados pelos empregados, empregadores e a união e que hoje com certeza estariam acoplados com fundos de pensão, o que deixaria os aposentados de hoje em dia numa situação muitíssimo confortável.

    Caro Anthony, a questão da construção de Brasília não foi discutida no post. Claro que você pode opinar sobre o que quiser, mas o post versa sobre outro assunto.
    De todo modo, você será sempre bem-vindo ao blog.
    Abraços

  • RUY

    Caro ricardo,
    Eu também compareci àquela sessão do Congresso Nacional e, portanto, também presenciei o voto de JK em Castelo Branco. Era, sabidamente, parte de um acordo político que deveria, se não fosse descumprido, ter evitado a cassação de Juscelino.
    Posteriormente, presenciei outro fato que – confesso – assustou-me.
    Acompanhei ao Palácio da Alvorada uma senhora, sogre de um tio meu, e prima do Presidente Castelo Branco. Ela pretendia garantir que seu genro, Deputado Federal, não seria cassado.
    Após ouvir o pedido, Castelo Branco respondeu que ele era o último a saber quem seria cassado. E exemplificou dizendo que havia acabado de assinar a cassação de JK, embora não soubesse, até então, que ele seria cassado.
    Na ocasião, pensei (com meus botões, é claro) que Castelo Branco era a única pessoa, no Brasil, que não sabia, com grande antecedência, que Juscelino seria cassado…

    Um forte abraço.
    Ruy

    Grande Ruy,

    Que sensacional! Você também estava lá! Convivemos por 5 anos na UnB e não falamos sobre isso, não é?
    E esse caso que você refere merece um registro mais extenso. Quando for a Brasília, vou procurá-lo para a gente colocar a conversa em dia e aproveitar para entrevistá-lo…
    Um grande abraço

  • ANTHONY KUDSI RODRIGUES

    Caro Jornalista Ricardo Setti, só escrevi sobre a construção de Brasília, porque no excelente comentário da Sra. Nena ela também toca neste assunto, inclusive dizendo que “Brasília fez o Brasil conhecer o Centro-Oeste”, porisso a minha referência a Goiânia e a Marcha para o Centro-Oeste que foi iniciada de fato por Vargas; entretanto, é de fato assunto paralelo, como foram os que falei da ditadura militar, das transações da mesma com as multinacionais do ferro e também da minha profissão de fé na Democracia, todos asuntos paralelos ao principal.Tenho 62 anos de idade, sou médico por profissão e a história e os esportes são o meu hobby, mas tenho uma preocupação constante com a juventude brasileira de conhecer fatos como estes que o Sr. com muita dignidade mostra à nação “esquecida”, pelo que acredito ser uma “blindagem” da mídia ao Sr. JK; entretanto, tenho plena consciência de que estou participando deste esclarecedor debate com pessoas à quem respeito e que teem todo direito de admirar este personagem da história do Brasil(JK) como eu admirei um dia; mas não posso ser, não quero ser e nem desjo parecer ser inconveniente com esses meus humildes comentários contraditórios,cujas fontes eu sempre cito. Louvando muito, mas muito mesmo a sua inciativa e de todos os que escreveram neste post,aqui me despeço, agradecendo a possibilidade de humildemente colocar democraticamente uma posição contrária.

    abraços fraternais,

    Anthony Kudsi Rodrigues

    Caro Anthony, você não foi de forma alguma inconveniente. Seus comentários são e sempre serão bem-vindos.
    Um abração e obrigado pela visita ao blog.

  • BRASILEIRO DE LUTO

    “O ensino, como a justiça, como a administração, prospera e vive muito mais realmente da verdade e moralidade, com que se pratica, do que das grandes inovações e belas reformas que se lhe consagrem. “ Obs.: Plataforma de 1910. Rui Barbosa


    “Toda a capacidade dos nossos estadistas se esvai na intriga, na astúcia, na cabala, na vingança, na inveja, na condescendência com o abuso, na salvação das aparências, no desleixo do futuro.” Rui Barbosa

  • EU VIVI, pois nasci na ditadura Vargas...


    Votou porque, como filhote da Ditadura Varags, o MALUF DO GEGÊ, kkk, … pilantra comoe ra, ACHAVA QUE IRIA LEVAR VANTAGEM, QUES ERIA O ESCOLHIDO PARA SER PRESIDNETE, como a Marina dos dias atuais, naõ tendo sudo, se rebelou ( a rainah da florsta achav que seraia priemria mulher a ser prsidnetAAAAAAAAAAAA )…..

    Prezado, a coisa não podoe ser vista com tanta simplicidade… ” VOTOU E DEPOIS FOI CASSADO”…. quem diz que votar dar o diireto, o privilegio de ser INVULNERAVALE A PUINIÇÃO, OU SEUI LÁ O QUE FOIA CASSAÇÃO…. NÃO LI O PROCESSO, Ams só pelo qeu fez na construção de barsilia ( divida externa, inflação, etc,e tc corrupçaõ, dsvios de amterial – NÃO HAVIA CONTROLE, o neg´coio era terminar… ) já era mais do qeu suficiente, sem falr que não era confiável, o JOSÉ AMRIA ALKIMIM, se u fiel escudeiro que o diga…. passei 20a nso em Brasília, e conheci muita gente daquela época….. sem faalr um amigod e meu pai, advogado, que fechou o escritório, compru um caminhão basculante e foi carregar terra em Brasília…. em 6 emses, disse ele, agnhei mais dinehrio do que como advogado a minha vida toda…. ENTREGA UM CAMINHÃO E TINAH APONTADO 5, deepdnendo do locoal, a dividãoe ra meio a meio, ou 1/3….. E NÓS PAGANMOS A CONTA….

    usei o pseudomino de ” brasielri de luto”, pro muito temopo, DEPOIS, Acresci, “ATÉ O FINAL DO LULOPETISMO/DILMÊS”, maS ESSE QUE COEMTNOU ABAIXO, NÃO SOU EU….

    Os militares golpistas submeteram o ex-presidente Juscelino Kubitschek a todo tipo de investigação, inclusive humilhando-o em interrogatórios, reviraram sua vida e nada encontraram para condená-lo na Justiça.
    JK morreu mais pobre do que antes da Presidência. Só tinha um apartamento no Rio de Janeiro e uma fazendola sem valor no árido cerrado de Brasília.

  • Tertuliano

    Simples como 2 e 2 somam 4: os militares golpistas temiam a enorme popularidade de JK e sabiam que ele voltaria, nos braços do povo, nas eleições de 1965.

  • Breno

    Caro amigo Setti, jornalista que a cada vez mais, mais admiro, lendo o Sr. Mauro Pereira, (20/08/2011 23:09), fiquei muito impressionado com sua dele inteligência, descortino e excepcional capacidade de análise. Caramba. Estou escrevendo três anos depois. Gostaria de ler mais coisas do Sr. Mauro, principal-mente sobre a situação atual do país e o que poderá vir por aí. Pelo que ele escreveu é o tipo da pessoa que vale a pena conhecer. Abraços, grande Setti.

    Obrigado por suas boas palavras, caro Breno.
    Quanto ao Mauro Pereira, é de fato um leitor que escreve muito bem e que tenho a honra de, volta e meia, abrigar no blog com Posts do Leitor.
    Basta ele se manifestar que estarei disposto a publicar-lhe novos textos.
    Um abraço

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Jornalista Setti:
    Hoje às 23 ou 23:30 hs na antiga TV Educativa,canal 18 na NET, o cineasta Silvio Tendler, em minha opinião o melhor documentarista político brasileiro, apresentará a série Os Militares Democratas,os militares que disseram Não!
    A primeira série foram os Advogados da Democracia – uma série histórica imperdível.
    Os militares da Democracia começa hoje 31/03 até sexta feira.
    Aqueles que moram no Rio de Janeiro, amanhã data 01/04, o documentário completo será apresentado no Museu da República,rua do Catete e com mesa redonda debatendo 1964.
    Obrigado
    Pedro Luiz

  • Vhera

    Em nove anos, de 1956 a 1964, a política brasileira cometeu três erros graves.
    PRIMEIRO ERRO – eleito presidente do Brasil no turbulento ano de 1955, JK passou por algumas tentativas de golpe, civis e militares. Seu Ministro de Guerra, general Teixeira Lott, propôs-lhe punir severamente militares revoltosos contra se governo, mas JK disse não. Queria a pacificação. No entanto, boa parte dos revoltosos não punidos foi responsável pelo golpe de 1964.
    SEGUNDO ERRO – Malgrado JK ter impulsionado brilhantemente o desenvolvimento do país como nenhum outro presidente, seu grande erro foi a desnecessária construção de Brasília, longe do temos de agito, alvoroço e contestações dos grandes centros. O tesouro público foi arrasado e a inflação atingiu 100% ao ano, redundando na derrota de seu candidato, o general Teixeira Lott, possibilitando, de outra parte, a ascensão de um demagogo populista como Jânio Quadros.
    TERCEIRO ERRO – Após a renúncia de Jânio, para não dar pretexto à grita de militares golpistas e também evitar a entrega do comando do país a um demagogo inábil como o vice-presidente Jango Goulart, àquela altura de namoro com a esquerda carnívora, democratas nobres como Tancredo Neves, Brochado da Rocha, Hermes Limas e outros resolveram pela solução do parlamentarismo no Brasil. Mas, em vez de um parlamentarismo de governo exclusivo do gabinete do primeiro ministro, os democratas mostraram-se tímidos e incompetentes nesse sentido e idealizaram uma governo híbrido, com participação do presidente. Com isso selaram a morte prematura do governo parlamentar. É que Jango, ardiloso, aproveitando-se da possibilidade de interferência no comando do país, amparado pela escória esquerdista (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria e o Pacto de Unidade e Ação, liderados pela aliança entre o PCB e a ala esquerdista do PTB, e greves gerais) tratou de minar o parlamentarismo, mascarou-se de conciliador e fez retornar o presidencialismo no plebiscito antecipado de 1963. Deu no que deu.

  • João

    Não adianta insistir: eu NÃO publico comentários sugerindo a ruptura da legalidade constitucional ou elogiando ou justificando, direta ou indiretamente, o golpe militar de 1964 e a ditadura que a ele se seguiu.

  • João

    Caro Setti, concordo plenamente com a democracia brasileira, jamais utilizei este sítio para parabenizar a barbárie da Ditadura Militar; além de tudo, eu não uso do anonimato; mas a Presidente da República atualmente estar compactuando com presidentes onde regi o comunismo e a Ditadura, tais países, são Venezuela e Cuba, inclusive, se encontra investindo nestes País como se fossem de regime de Democracia absoluta…

  • João

    Eu queria ver se essa comissão da verdade, vai olhar os dois lados da moeda; inclusive, a presidente Dilma, no passado, segundo a mídia, já participou de guerrilha armada, *** *** **** **** *****

  • maria

    Não adianta insistir: em NÃO publico comentários que elogiem ou justifiquem o golpe militar de 1964 e a ditadura que a ele se seguiu.

  • maria

    Ninguém deve elogiar os regimes autoritários não democráticos sejam do lado que for.Mas tem quem,aprecie o seu lado.Ou seja:Detesta uma ditadura, mas

  • maria

    Ninguém deve elogiar os regimes autoritários não democráticos,seja do lado que fôr.Mas,tem quem aprecie o seu lado.Ou seja: Detesta uma ditadura, mas, gosta de outra.Tem brasileiro que adora o ditador de cuba.Lá se vão,cinquenta e cinco anos, e o que tem de gente que idolatra isso,não se tem número exato.Isso é o mesmo que: Trocar seis por meio dúzia.Mas o senhor deveria falar do Brasil de hoje.Porque só se vê, notícia ruím.É só matança,tiro facada,,corrupção.Mas tem também os “factóides” os bla-bla-blas dos políticos profissionais que não sabem fazer ser outra cousa,a não ser enganação.Desculpe, mas não se trata de azedume ou implicância com ninguém.Mas, se perguntar não ofende, será que a Ditadura do mêdo, não é prejudicional para todos? Os dois lados agradecem…