GOVERNO DILMA: Porque os ataques à Polícia Militar e às UPPs no Rio são caso gravíssimo e urgente, o governo vai ajudar — mas só começa a pensar no caso na 2ª-feira. Afinal, ninguém é de ferro

Efetivos da UPP do Complexo da Penha: há uma semana, bandidos mataram com tiro na cabeça o subcomandante de uma das unidades. A reação fulminante do governo federal só vai começar depois do fim de semana. Afinal, ninguém é de ferro (Foto: Severino Silva / Agência O Dia)

Efetivos da UPP do Complexo da Penha: há uma semana, bandidos mataram com tiro na cabeça o subcomandante de uma das unidades. A reação fulminante do governo federal só vai começar depois do fim de semana. Afinal, ninguém é de ferro (Foto: Severino Silva / Agência O Dia)

Como os ataques de traficantes às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio de Janeiro são um caso muito grave, uma ameaça seríssima à segurança pública da cidade e do Estado, o governo federal, aceitando pedido do governador Sérgio Cabral, decidiu enviar forças federais ao Rio.

Como é muito sério e grave que quatro UPPs tenham sido alvo de criminosos, seguirão forças federais ao Rio.

Como houve uma ação mais radical em Manguinhos, onde bandidos não apenas atiraram para todo lado e incendiaram contêineres, mas também balearam o comandante da unidade, capitão Gabriel Toledo, seguirão forças federais ao Rio.

Como, em Manguinhos, os bandidos feriram mais três policiais além do capitão Toledo, seguirão forças federais ao Rio.

Como, durante a implantação da 38ª UPP, bandidos já haviam matado, com um tiro na cabeça, o aspirante a oficial Leidson Acácio Alves, de 27 anos, subcomandante da unidade da Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, e ainda comemoraram o crime bárbaro no Facebook, o governo federal resolveu intervir na situação do Rio.

Como, de acordo com secretário de Segurança Pública do Estado, José Mariano Beltrame, a ordem dos ataques partiu de dentro de um presídio, o governo federal acorrerá em socorro do Rio.

A situação descrita hoje pelo governador Cabral a Dilma, ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e ao chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, é grave e urgente, não é mesmo?

Agora vejamos como é que o governo Dilma trata de algo grave e urgente.

Na próxima SEGUNDA-FEIRA, o ministro da Justiça vai ao Rio de Janeiro para só então, pachorrentamente, definir um plano de ação no Estado.

Alegando questões de segurança, José Eduardo Cardozo não informou quais tropas federais vão ao Estado e nem a quantidade do efetivo destacado para auxiliar a polícia carioca.

Isso tudo significa o seguinte: os bandidos que atacam UPPs, matam e ferem policiais e desafiam o império da lei e a autoridade do Estado de Direito terão sábado, domingo, segunda-feira e um número incerto de dias adicionais para continuar agindo, antes que o ministro se digne ir até o Rio — como se se tratasse de ir à Sibéria — e, provavelmente no período da tarde de segunda-feira, comece a definir um “plano de ação”.

Será definido um plano e, pronto este, só então efetivos, seja das Forças Armadas ou da Força Nacional de Segurança, começam a ser mobilizados e transportados para a cidade, para entrar em ação sabe Deus quando.

Antigamente, no tempo em que os bichos falavam e em que a Velhinha de Taubaté acreditava em governos, URGENTE era algo que demandava URGÊNCIA para ser feito.

Por que diabos o governo já não começa a mandar HOJE efetivos da Força Nacional de Segurança para incorporar-se aos esforços da Polícia Militar do Rio?

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  • Fernando -BH

    Porque primeiro, meu caro Setti, eles vão verificar quais vantagens eleitorais vão ter. A essa corja só interessa mesmo é tirar proveito de situações sejam elas as piores catástrofes: enchentes, desmoronamentos, mortes, epidemias, etc, etc, etc….
    Um abraço!

  • luiz

    Tudo isso a menos de 90 dias da Copa do Mundo.
    Antecipando as nossas autoridades, os bandidos certamente já analisaram o “grande mercado” de turistas, alvos para suas ações durante o evento.
    Bem, hoje é sexta feira, dia nacional, sabe né, segunda a gente vê.

  • egas prieto

    Tenho comigo que os ataques às UPPs, são orquestrados e possuem um só intento…, desviar os holofotes da Presidenta Dilma!!

  • Judson

    Está mais do que explícito que o governo trata o Rio como trata o Brasil: um completo descaso! Segurança nas fronteiras não existe, sendo assim armamento pesado e drogas em toneladas chegam livremente nas favelas do Rio – e consequentemente, país afora. Polícia carioca, ganha uma ninharia de dar dó! E ainda querem que os caras coloquem suas vidas para defender um bando de viciados que vão para as ruas pedir paz e depois ligam para a boca de fumo mais próxima pedir um “delivery”. Boa parte dos tais “gringos” que vêm para o Brasil só querem saber de sexo e drogas. Além de nosso já enrome mercado interno, temos ainda aqueles que vem de fora patrocinar ainda mais o crime. E ainda para piorar, o cara pode ter mil e uma morte na ficha, mas ele vai para cadeia e de lá ainda consegue comandar tudo protegido pelo mesmo Estado que o “condenou”. Isso é completamente ridículo e esta barbaridade se não for feita uma reforma prisiona, no código criminal obsoleto, começando por convocar nova constituinte para derrubar esta cláusula pétrea inútil que proibi a pena de morte, e, claro, abolir esta coisa “de menor”, na qual pessoas independente de idade sejam julgadas de acordo com a gravidade de seus crimes, se nada disso acontecer, peçam asilo político! Pois é o que pretendo fazer muito em breve!

  • Rodrigo Santos

    Excelente pergunta, Ricardo. Porque já não mandar tropas? Para tentar faturar de forma eleitoreira?

  • Dulce Regina

    Setti, passei uma semana fora do Rio. Hoje fui ao salão, e lá soube do que está acontecendo no meu bairro, que é residencial. Assaltos a pedestres, as casas comerciais, restaurantes, furtos de carros. Hoje foram roubados 3 na rua em que moro. Resumo, estamos entregues aos delinqüentes, que agem em plena luz do dia. O morro dos macacos ( aquele onde foi derrubado um helicóptero ) tem UPP e os traficantes estão agindo. Noite passada foi um terror, e estão prometendo mais para o final de semana. Como o governo não tem pressa, teremos infelizmente , mais confrontos e ataques, para movimentar o fim de semana. Pobre ” Cidade Maravilhosa “!

  • sabine sofie

    ô o governo precisa dar tempo pros amigos bandidos se organizarem.. não é assim…

  • Cidadão Quem

    Caro amigo, no blog eu me permito tomar liberdades com regras da nossa escrita. Por exemplo, uso aspas mesmo, e não a meia aspa, em títulos. Não se preocupe.
    Abraços e obrigado pela atenção.

  • CLAUDIUS

    As Forças Armadas têm planos de contingência para atuar com eficácia e rapidez. Há equipamento, pessoal más onde está o dinheiro. Na fronteira o 8º Batalhão de Infantaria de Selva sempre para as patrulhas da fronteira a partir do dia 15 de cada mês: falta de diesel e gasolina e dinheiro para as etapas de alimentação. Nas outra Unidades das três Forças a situação é a mesma. Há planos más não há verba e nema ordem da Presidência. A Polícia Federal tem também plano de contingência para intervenção imediata em áreas conflagradas. Há o pessoal treinado, equipamento, veículos e aeronaves. Não há dinheiro para a compra de combustível. Há veículos de sobra. Alguns jamais foram usados. Más ficam parados, em todas Unidades do Território Nacional, por falta de verba. As Forças Armadas e a Polícia Federal têm planejamento. Não dispõe de verba e nem há gestão competente por parte do Ministério da Justiça. A Presidência pode acionar o plano de contingência e após substituir todos por um planejamento mais duradouro, retornando a contingência ou, sendo mais claro, o pessoal retorna as suas fainas diárias até que ocorra outro fato inesperado.

    Prezado Claudius, dinheiro há, e de sobra!
    O que há é uma péssima gestão dos recursos públicos, começando por um Estado gordo e um governo gigantesco, com 39 ministérios.
    Como já escrevi antes, o CEO de uma grande empresa ficaria louco se tivesse 39 diretores se reportando diretamente a ele.
    A gestão lulopetista é um desastre completo.
    Muito do dinheiro que você justamente aponta que falta em setores essenciais é torrado na máquina de propaganda que visa reeleger a presidente.
    Um abraço.

  • Cidadão Quem

    Caro Setti,
    Gosto de seu blog. Por isso, tomarei a liberdade, educamente, de dizer-lhe que, após dois pontos, não há letra maiúscula, mas minúscula. Esse lapso tem ocorrido inúmeras vezes neste e nos demais blogs da Veja.

    Eu sei, meu caro amigo. E eu lhe respondi, também educadamente, agradecendo o toque e dizendo que, mesmo conhecendo essa e outras regras, tomo certas liberdades com o vernáculo escrito no blog. Como, por exemplo, o uso de aspas (“) e não as meias aspas (‘) em títulos de osts.
    Um abraço e, de novo, obrigado.

  • Fogueira

    Um governante ter de pedir socorro ao governo federal para conter a criminalidade em seu estado é uma confissão de incompetência. Vergonhoso!

  • Joaquim Medeiros

    O ministreco Jose Eduardo Cardozo é uma piada, e tira proveito político de tudo.
    Ele falando grosso, diante das câmeras de tv, mandando recado para os bandidos é uma piada.

  • RQ

    Ninguém tem coragem em mudar as leis nesse país. Gastasse muito com pessoas, armamentos, veículos, etc… Por um lado a OAB e alguns magistrados NÃO TÊM o mínimo interesse nessas mudanças, se não o lucro cai. Do outro lado a indústria da segurança nem pensa nisso, pois isso prejudicaria as vendas de CAVEIRÕES e fardas. A população abastada deixaria de comprar blindados, o comércio deixaria de vender circuitos de segurança, as seguradoras deixariam de vender seus produtos. Resumindo: tudo é comércio e dinheiro.

  • Caio Frascino Cassaro

    Prezado Setti:
    “Polícia Pacificadora”? A polícia deve atuar de forma preventiva, investigativa e repressora com relação ao crime. É o braço armado da democracia, última instância do estado no combate às ações fora da lei cometidas pelos cidadãos. Assim, existindo a denúncia ou o flagrante de uma ação criminosa, cabe à polícia intervir de forma a impedir a continuidade dessa ação, sob pena de ser cúmplice da ação criminosa. Pois bem, na medida em que se retomam áreas outrora na mão de organizações criminosas o governo cumpre a primeira parte de seu dever, que é a soberania do território nacional exercida pelo estado através de suas várias instituições, a começar pela polícia, que tem por óbvio o “Poder de Polícia”. Aliás, se buscarmos a etimologia da palavra “Polícia”, veremos que ela tem suas origens nos mais remotos tempos do passado, sobretudo na POLIS grega da antiguidade. Na Grécia antiga, usava-se o termo POLITEIA com o significado de governo de uma cidade, administração, forma de governo, Onde POLIS tinha o significado de cidade e TEIA de administração. Na derivação da palavra para a língua latina, o termo politeia surge com a grafia “politia”, mantendo-se ainda o seu significado na língua grega.
    Na língua portuguesa, o termo passou a ser escrito como “polícia” definida nos dicionários como órgão auxiliar da justiça cuja atividade consiste em prevenir, assegurar, manter ou restaurar a ordem. Ou seja, desde o início a idéia de “Polícia” está intimamente relacionada com o ato de governar, apenas na modernidade o termo passando a significar um aspecto do governo, ou seja, aquele ligado à manutenção da ordem pública. Que, por sua vez, é a obrigação primeira do estado: aonde existe a desordem não há condições do exercício de quaisquer outros aspectos da cidadania, incluso aquele que nos é mais caro – o exercício da liberdade.
    Todo este raciocínio nos leva a algumas conclusões: primeiro, que não há na definição de polícia qualquer referência ou menção a uma função pacificadora, cabendo esta função a outras instituições do estado ou mesmo da sociedade civil. Segundo, que a REPRESSÃO faz parte da atuação da polícia, sendo que em áreas conflagradas esta é a sua principal função. Terceiro, que a tentativa de utilizar-se a polícia de forma diversa daquela inerente ao seu campo de atuação é necessariamente um desvio de função, o que obviamente reduz ou até elimina a eficácia da atuação dessa mesma polícia. Em quarto e último, entendo que uma polícia que não prende ou mata os inimigos da sociedade acaba, ainda que por omissão, sendo cúmplice dos crimes praticados por pessoas ou organizações, subvertendo desta forma totalmente o conceito de polícia, que passa a atuar como elemento neutro ou até mesmo desestabilizador da ordem pública.
    Desta forma, diante de tudo que foi exposto, fica claro que a idéia de uma polícia pacificadora sofre de um vício de origem, pois abre mão de uma das funções básicas da polícia – a repressão ao crime – em prol de uma idéia muito mais ligada a uma ideologia e de uma estratégia de marketing do que ao exercício do real. E que, por óbvio, não tinha como dar certo. Não deu.
    Abs

  • gilberto geraldo garbi

    O Brasil está em guerra civil, da bandidagem contra o povo e o Estado, e nossos governantes não enxergam isso. Ao contrário, querem descriminalizar a maconha para poder soltar traficantes e “descongestionar as cadeias”. As leis vigentes em estado de paz não se aplicam ao estado de guerra em que nos encontramos. Governadores precisam ter mais poderes e autoridade para isolar os bandidos que comandam o crime de dentro das prisões, sem ter que pedir a bênção dos juízes de execuções penais. Devem ter o poder de vedar o acesso a visitas, inclusive de advogados, e assim por diante. Estamos em guerra, dá para entender isso? Nos EUA os governdaores têm muito poder para combater o crime; aqui nenhum.

  • LC

    Infelizmente em tudo que o ministro Cardozo mete as patas sempre ele dá um jeito de tentar usar o caso para prejudicar o governo de São Paulo e dar uma “ajudinha” para o candidato petista, aquele “vozinho” de cabelo branco que não engana ninguém….
    Agora ele ja combinou com o governo do Rio de culpar o PCC de São Paulo pelos ataques.

  • José Figueredo

    Com a FABTUR toda requisitada,vai como?A Petrobrás pegando fogo.Como o Trem Bala, os Políticos não entram nos trilhos,o país segue descarrilando rumo ao desastre.A corda Brasilllll!!!!!!

  • fpenin

    Excelente artigo, mas…a ameaça é seriíssima e não seríssima.

  • marcos veloso

    Setti,

    Cá pra nós e depois,o que vão acontecer,ajuda federal terão,uma “batalha”acontecerá,traficantes fugirão,alguns serão presos e depois as forças do governo federais ficarão até a copa ou deixará poucos deles para ajudar na calmaria.O Rio de janeiro tem que ter um planejamento de ordem contínua para impedir que traficantes voltem e comecem tudo de novo,aí eu vou achar que é politiqueiro.Não deixar criar raizes do crime é da inteligência de governos competêntes e corajosos.

  • edmilson borges

    Se com Cabral o Rio “brizolou”, imaginem com o “lindinho”. Para quem votou sempre no macaco Tião, Juruna, Timóteo … Realmente eleição não é coisa séria para aquele povo. Perguntar não ofende: vocês conhecem um senhor chamado MIRO TEIXEIRA?

  • Meia Verdade

    Por um simples motivo….”urgência é de 2a a 6a feira…sábado e domingo não tem expediente”.
    Brincadeiras a parte, parece que a inteligência da polícia do Rio detectou que esses ataques foram planejados com facções do Rio e o PCC de São Paulo…….o que eu fico indignado é o maior estado do Brasil, em arrecadação, PIB….não conseguir acabar com essa facção…..nisso eu afirmo que o PSDB foi incompetente, nesses anos todos de governo.

  • Dulce Regina

    Parece ” chatice “, mas é pura REALIDADE…sexta- feira roubaram 3 carros na rua em que moro, além de assaltos a pedestres. Hoje ( domingo ) às 8 H, mais um assalto a pedestre, e logo depois um carro roubado. As tropas nas comunidades, e os bandidos nas ruas residenciais, fazendo a festa. E nós, cidadãos que pagamos impostos exorbitantes, IMPOTENTES diante de tanta insegurança.

    Puxa, que coisa, Dulce! Só para esclarecimento dos demais leitores, você mora no Rio? Até hoje não sei.
    Abraços

  • Roberto Souza

    Pois é, caro Setti.

    a maioria esmagadora da imprensa passou meses e meses alardeando as maravilhas da segurança que os geniais Cabral e Beltrame haviam implantado no Rio.
    A TV Globo foi além,colocou na trama da novela das nove a maravilha em que as comunidades haviam se transformado após as implementações das milagrosas UPPs.
    A novela mostrou personagens da comunidade totalmente felizes, se sentindo seguros, vivendo como nunca haviam vivido e, agora sim, exercendo o direito pleno da cidadania.
    Quase que s telespectadores tiveram pena dos chamados núcleos ricos da trama.
    É pura ficção, diriam os ingênuos ou muito espertos.
    Como todos sabemos,nenhum pote de margarina é colocado sobre uma mesa de café da manhã, numa cena das novelas,sem que tenha alguma intenção ou interesse.
    Durante meses as maravilhas da comunidade pacificada” foram diariamente exaltadas, emocionalmente exploradas e irresponsavelmente alardeadas como uma maravilha realizada pelos poderosos de plantão.
    Como sempre a realidade se impõe e atropela as bravatas, as mentiras e a demagogia.
    Mais uma vez a realidade está a exigir que governantes façam as coisas com competência, que cumpram suas obrigações com os alicerces firmes e não com bases de saliva.
    Um abraço!

  • Bruno Sampaio

    Vão passar o fim de semana espalhando bandidos, como de costume.

  • Parreiras Rodrigues

    Enquanto a fronteira brasileira – céu, chão e água – com os países exportadores e/ou produtores de drogas e armas estiverem propositadamente escancaradas, toda e qualquer ação policial interna não passa de enxugamento de gelo.

  • Dulce Regina

    Caro Setti, moro no RIO DE JANEIRO , sim. A chamada ” Cidade Maravilhosa ” ! Meu bairro é residencial, comércio só na praça principal, onde tem a Igreja, a padaria, mercado, farmácia, açougue, ruas todas arborizadas, com feira, bem típica de interior. Antigamente , qdo eu andava de ônibus, os motoristas e trocadores conheciam todos os passageiros, lugar onde iríamos saltar, hoje não dá mais. O mais incrível , às 13 H – hoje, saindo para almoçarmos na casa do nosso caçula, tinha um ” elemento suspeito ” forçando o portão do prédio. Acontece que este bairro é cercado de ” comunidades “, logo com o aperto da policia por lá, eles estão fazendo a festa, aqui embaixo. E, viva CABRAL e seus comparsas. Muito triste, Setti narrar estes fatos, nosso apartamento é excelente, IPTU altíssimo, mas se quisermos vendê-lo, não dará para comprar um de dois quartos num bairro bom, seu valor caiu muito. Boa semana para você. Abraços, Dulce Regina

  • Ronaldo Barra

    Caro Ricardo Setti, infelizmente o Brasil não tem mais jeito. Se tivesse havido uma opção a partir dos anos 60 pela educação de nossas crianças e os políticos tivessem entendido que sua função é servir ao país e não ser servido, as coisas seriam melhores. Porém, os governantes insistiram em se dar bem e esqueceram que povo ignorante se reproduz como ratos. Quem vai dar jeito nesta população imensa do Rio de Janeiro? É um verdadeiro Haiti e não existe dinheiro para mitigar as necessidades da população com escolas, hospitais, moradas, saneamento e segurança, enfim serviços públicos. Vai-se empurrando com a barriga e fazendo de conta que é possível conter uma população marginalizada de milhões de pessoas sem oportunidades ou objetivos. O tráfico nunca será contido e ainda bem que existe, pois funciona como paliativo para uma parcela desta hiper população. Sem isso centenas de milhares de pessoas desceriam os morros e atacariam a desproporcional população que tem trabalho, casa e carro para se locomover. Quando se vê do alto os morros do Rio de Janeiro vem um desencanto que faz chorar todo cidadão brasileiro. Toda esta calamidade acompanhada de um grupo de maus brasileiros, talvez 10 mil,incluindo deputados,senadores, prefeitos e vereadores, que só pensam em assaltar nossos cofres. O exemplo do Rio é um caos que se instalará em todas as cidades brasileiras caso o script seja o mesmo por mais 30 anos.

  • tenilso

    Vcs saber por quer o PT e os governadores apoia os bandidos ? e porque **** **** **** ***** ***** *****! Nunca vi um pais onde o bandidos e valorizado ! fora PT

  • geroldo zanon

    A DILMA não fazer nada com **** ***** *****