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Grécia: crise brutal, greves e protestos de rua contra as medidas de austeridade

Amigos, será que a Grécia, megulhada na maior crise financeira de sua história, tem jeito? Uma crise que levou a dezenas de protestos de rua contra as medidas de austeridade do governo e a mais de trinta greves gerais este ano? Hummm…. Não sei, não.

Postei aqui mesmo um texto no dia 26 de junho — há três meses, portanto — anunciando o desastre em que consistia a situação do país, a fraude nas contas públicas cometidas pelo governo conservador que antecedeu ao atual, socialista, e as duríssimas as medidas com as quais o primeiro-ministro Giorgos Papandreu pretendia enfrentar a colossal dívida pública grega.

Pois bem, não é que hoje o governo grego anunciou que “prepara” para esta semana o anúncio — vejam bem, só o anúncio — de um programa de privatizações, o mesmo, mesmíssimo que já constava do post que escrevi há três meses?

A partir já do próximo mês, a Grécia não terá mais dinheiro sequer para pagar o funcionalismo público, caso não receba 8 bilhões de euros (20 bilhões de reais) de adiantamento de um empréstimo de 160 bilhões de euros (400 bilhões de reais) negociado com a União Europeia, o Banco Central Europeu e o FMI, a chamada troika. Já é o segundo empréstimo, uma vez que no ano passado o governo grego obteve 110 bilhões de euros (275 bilhões de reais)

O empurrar com a barriga do anúncio das privatizações faz parecer que, a despeito de estar à beira do despenhadeiro, o governo grego não tem pressa. As privatizações são condição para os 160 bilhões e o adiantamento de 8 bi.

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4 Comentários

Dirceu Inacio em 28 de setembro de 2011

Dizem que o povo grego é muito parecido com o brasi- leiro. Que adora o que antigamente chamava-se de "MA- MATA". Agora, mandaram a conta dos anos de fartura, patrocinados com dinheiro emprestado. Não podem e não vão pagar. Tolo quem por mais grana naquele saco sem fundo. Essa união européia, esta com os dias contados. Juntaram pobres e ricos no mesmo barco. Como ninguem quer tirar a agua do casco, irão todos ao fundo.

Corinthians em 27 de setembro de 2011

Cadê o pessoal falando que a quebradeira de governos foi por políticas "neoliberais" ? Por que o que vemos são só políticas de "esquerda" que realmente causam o problema...

Paulo Bento Bandarra em 27 de setembro de 2011

Este é um bom exemplo de que devemos ter muita cautela, ou mesmo evitar completamente, estas idéias de "pan-americasulismo".

Marco em 27 de setembro de 2011

Amigo Setti: Correto teu pensamento, mas os aspectos político e administrativos do Estado, não abrem mão ou abdicam de prover o " Estado previdenciário ". Não aceitam esses valores, acham enfeites de modernidade. Quando se fala em funções governamentais mínimas exigidas para o progresso econômico. Abs.

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