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Plenário do STF: por 8 a 2, ministros liberam aborto de anencéfalos (Nelson Jr./SCO/STF)

O Supremo Tribunal Federal decidiu que não é crime o aborto de um feto anencéfalo, destituído das funções que constituem o que conhecemos como vida humana.

Interpretou, como lhe cabe, de forma não-restritiva o Código Penal, que considera crime o aborto, exceto dois casos: quando não há outra forma de salvar a vida da gestante e quando a gravidez é resultado de estupro.

A histeria com que vários e importantes setores da sociedade recebeu a decisão do Supremo, mesmo quando ela ainda não era conclusiva – com a votação, ontem, quarta-feira, dia 11, de 5 ministros em favor da descriminalização, e 1 contrário, entre os 11 que compõem o Supremo –, indica que a sociedade brasileira ainda está longe de preparada para sequer discutir um tema que já está decidido, passado e ultrapassado em um bom número de países: o direito de a mulher, sob determinadas condições, decidir se quer ou não continuar a gravidez.

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Manifestação católica contra aborto, em 21 de março de 2012 , em São Paulo (Foto: Warley Leite/Brazil Photo Press/Folhapress)

Histeria, sim. De grupos políticos a representantes de credos religiosos, de veículos da mídia a colunistas e blogueiros, de cidadãos que se manifestaram, em centenas de milhares de casos, pelas redes sociais, houve uma histeria.

Tratou-se de uma minoria, que pretende representar a grande maioria. Mas uma minoria extremamente ativa e barulhenta.

O Supremo julgava um caso, especialíssimo, de descriminalizar o aborto. Um só, único e, repito, especialíssimo.

Disparates tresloucados

Muita gente, contudo, já avançou o sinal na crítica cega e implacável a esta questão específica, expelindo disparates tresloucados como o de aproximar o caso ao extermínio de pessoas descapacitadas pela Alemanha nazista, perguntando se agora crianças albinas também serão “eliminadas”, chamando de “assasinos” ou “carniceiros” os ministros do Supremo que votaram em favor da medida – e por aí vai.

Nem vou mais citar exemplos de desvarios utilizados à guisa de argumentos. Quem acompanhou o assunto tomou conhecimento deles.

E, no entanto, países dos mais civilizados do planeta descriminalizaram completamente o aborto. E há tempos.

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Manifestação pró-aborto, em 30 de março de 2012, em São Paulo (Foto: Marcos Aragão/Divulgação)

O Brasil não é mais civilizado nem mais cristão do que países que permitem o aborto — pelo contrário

Em nenhum deles celebra-se a interrupção da gravidez.

Ninguém gosta de um aborto – nem a gestante, nem os médicos, nem ninguém.

Mas, em todos esses países, concedeu-se à mulher o direito de decidir se quer ou não prosseguir com a gravidez, esse maravilhoso fenomeno da natureza que transcorre em seu corpo. Em alguns casos, esse direito existe sob condições mais estritas, em outros, sob condições menos estritas.

O Brasil não é mais civilizado do que nenhum desses países.

Repito: o Brasil não é mais civilizado do que nenhum desses países – nem chega perto, se é que um dia chegará.

O Brasil, comparado a esses países, é em muitos aspectos um país primitivo e bárbaro.

O Brasil não é mais católico nem mais cristão do que vários deles — nem de longe tem o catolicismo tão entranhado em sua história como vários países em que o aborto é legal, a começar pela Itália.

O respeito à vida humana – refletido nas mais diferentes formas, sobretudo na taxa de assassinatos, na indiferença diante da miséria absoluta, na desfaçatez da impunidade – é, em todos eles, infinitamente superior ao que temos no Brasil.

Fundamentalismo que impede sequer discutir o tema

Há, porém, que lidar com o que temos: um país sob muitos ângulos esplêndidos, com um povo bom, generoso e trabalhador – mas também uma sociedade pouco informada, conservadora, manipulável.

O elemento religioso, fundamental nessa discussão, é, obviamente, parte essencial da sociedade brasileira.

A religião como guia serena da vida, idem.

O fanatismo religioso — que felizmente é minoritário e NÃO REPRESENTA A GRANDE MAIORIA DOS QUE PRATICAM A RELIGIÃO, também.

A imbecilidade revestida de religiosidade, idem. Para leitores que insistem em interpretar mal o que escrevo, esclareço: refiro-me a imbecis que UTILIZAM A RELIGIÃO para esgrimir argumentos, ainda que não a pratiquem. Nada a ver com a grande maioria dos brasileiros que seguem suas respectivas religiões.

A hipocrisia mais descarada, que ignora o grande número de abortos clandestinos feitos anualmente no Brasil e a quantidade de mulheres que morrem em decorrência de procedimentos mal feitos, também.

Somos, nós, brasileiros, também isso.

Não há como aferir, estatisticamente, como a opinião pública se posiciona em relação a criar-se o direito de abortar. Pode-se porém supor , pelo já visto, que, como exposto no início, não existe clima nem mesmo para discutir o assunto.

Uma espécie de fundamentalismo, espalhado por vários setores, sufoca a discussão.

Até a discussão é um tabu, só menor do que o próprio aborto.

Nós, brasileiros, também somos isso.

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Maria Lydia em 01 de agosto de 2012

Pelo direito das mulheres ao próprio corpo! Pelo direito de escolha! Abaixo a postura medieval de nossas leis!

Luciano Puggina Chagastelles em 23 de abril de 2012

Sobre o fato do STF absurdamente revindicar para si o direito de legislar sobre tal tema, nem vou mencionar e adentrar no tamanho da ilegalidade de tal ato. Agora quanto aos fetos que crescem dentro do ventre materno, chegará algum dia a luz e a clareza dos seres humanos e perceberão que tal vida dentro do ventre materno, não é uma coisa que a mãe tenha direito exclusivo e absoluto, ela é simplesmente a gestora e portadora de tal vida, mas não proprietária. Se a mãe ou o pai fossem donos da vida que cresce dentro do ventre, quando nascesse a criança receberia o título de coisa, passível de ser vendida e trocada ao bel prazer dos pais. E nunca iria adquirir o título consagrado de pessoa humana natural com direitos a serem observados, e posteriormente deveres a serem cumpridos na mesma sociedade. Sem me apegar a qualquer fundamento religioso ou fundamentalista, a prática do aborto é uma decisão unilateral, aonde só uma parte quer ter seu direito garantido, sem abrir qualquer precedente para o direito do contraditório. Escutasse a vontade da mãe, mas não a do feto. Por si só tal decisão já é arbitrária e injusta. Alguns alegam que não é uma pessoa, o que está no ventre, por isso não deve ter direito algum. Muito interessante tal reflexão, e conveniente para quem quer legalizar a todo pano o aborto, seja por motivos justificados ou até aqueles que não se tem justificativa alguma. O aborto já vem sendo praticado no Brasil, antes da decisão do STF e se fosse contrária a decisão do mesmo Orgão, tal pratica continuaria sendo exercida livremente no pais. O que não se pode, e não se deve aceitar é um país que não tem prisão perpétua, e muito menos a pena de morte para criminosos, instituir e legalizar o direito de se matar inocentes que não cometeram infração alguma, que muitas vezes são o mero resultado da inconsequência dos atos de seus pais. E para os que defendem com unhas e dentes tal direito aqui no Brasil, pensem bem, muitos de vocês são o resultado de uma gravidez indesejada, mas lhes deram o direito de nascer e viver. E o mais interessante de todo esse carnaval abortista, é que só vejo pessoas que já nasceram defendendo tal direito.

Corinthians em 19 de abril de 2012

Jerry - 18/04/2012 às 16:14 Esta é uma das coisas mais absurdas e prepotentes e cegas que eu já li: "(2) só católico pensa assim". Talvez seja o caso de dar uma passeada na Índia ou Paquistã, ou ainda se juntar à um dos grupos ultra-fundamentalistas do judaísmo. Se for ateu então o caso é bem pior, já que se julga acima dos outros por tentar usar conceitos científicos e matemáticos em suas decisões, como se fosse de alguma maneira antagônicos à religião, mas falha estrondosamente usando este conceito que é contra as estatísticas. Para mim pareceu mais um texto bonito para defender o aborto com uma argumentação relevante, mas que no fim cai no mesmo - tenta desqualificar quem argumenta contra por ser quem é e acreditar no que acredita, e não o argumento em si. Acho que quem defende o aborto poderia começar sua defesa definindo o que é a vida (pode ser só humana mesmo), e quando ela começa. A ciência é bem vinda.

Jerry em 18 de abril de 2012

Já que citaram o Olavo de Carvalho (que, diga-se, sou leitor e fã), não custa lembrar que o argumento dele contra aborto não "aniquila qualquer argumento pró-aborto". Pode até aniquilar o argumento das feministas, quem sabe, que são até mais fanáticas que muitos desses católicos colocados na matéria. Usando o próprio argumento do Olavo, o negócio é simples: se temos 50% de chance de matar um ser humano ao abortar, então temos uma hipótese de cometer um crime. Como não podemos prender uma mulher a partir de uma hipótese (a hipótese de assassinato em nível microscópico), nem mesmo proibí-la de abortar porque há uma hipótese dela matar alguém, o aborto pode ser legalizado porque (1) pensar por hipótese é absurdo e (2) só católico pensa assim. Quando eu era também pensava. Deixei os dois de lado. O Olavo é genial, mas, por obrigação religiosa, ele acredita em dogmas sem sentido. Ele critica dogmas marxistas de forma inteligentíssima, porém segue dogmas religiosos de forma fanática. É uma pena.

Jerry em 18 de abril de 2012

O colunista está corretíssimo. Não existe essa de crime microscópico! Se um óvulo e um espermatozóide são um ser humano, então temos que prender algumas milhares de mulheres que abortaram. Como é impossível prendê-las todas (e inviável), ou a lei deixa de existir ou é hipócrita. Parabéns pela coragem, Setti.

Davi em 17 de abril de 2012

Sou inteiramente favorável ao direito de as mulheres interromperem a gravidez que de alguma forma seja indesejada. Viva o direito ao aborto! Abaixo os reacionários!

Leonardo em 17 de abril de 2012

Pode reclamar do que quiser. Mensagens ofensivas e canalhas merecem tratamento adequado.

Leonardo em 17 de abril de 2012

O único caminho digno para um país decente é conceder à mulher o direito de escolher se quer ou não interromper a gravidez. Sou pela liberdade de aborto.

fernando pawlow em 15 de abril de 2012

Caro Setti, cada um defende o que julga correto,e ouve de outrem opiniões sobre o que enuncia,simples. O que muitos ( não me atrevo a dizer que é o caso do nobre jornalista)não entendem é que a discussão no caso é sobre um inocente prestes a ser assassinado por crime que não cometeu,não se Oscar Wilde é melhor romancista que poeta .A frivolidade com o qual o tema é tratado,irrita,enoja.O sr tem todo o direito de chamar histéricos e obscurantistas leitores que se pronunciam com veemencia sobre o tema.Ou dizer que são minoria entre os que opinam e que se refere apenas aos que não querem dialogar.O sr tem tal direito consagrado pelas leis e pela posição que meritoriamente ocupa.Os leitores é que devem se questionar sobre suas preferencias de leitura, e caso se sintam tratados como anomalias,desertar da publicação,e do espaço de seu blog.Algo democrático,e não histérico,civilizado assim. Católicos brasileiros por não boicotarem órgãos que advogam valores hostis aos seus ( ou que tratem lideranças religiosas como casos clínicos)se fazem ouvir precariamente,enquanto católicos de outras paragens são respeitados.Quando humoristas publicam tentativas grotescas de piadas sobre judeus, a comunidade ofendida protesta e boicota ,e faz muito bem.Católicos brasileiros não se mexem,entregam a Deus os que zombam de sua fé e não cancelam assinaturas nem deixam ,um dia sequer,de visitar blogs que os tratam como patologias falantes.O sr mesmo defendeu punição para Danilo Gentilli,quando este postou em seu twitter o que ele entende ser humor sobre o holocausto,e refutou com energia elogiável comentaristas que debochavam de seus valores,não é mesmo?Recusou-se mesmo a publicar comentários e deixou clara sua disposição de não dar espaço a quem advogasse relativização de um horror.O sr ,repito,agiu de maneira exemplar.Por que não concede aos católicos que se sentem ofendidos o mesmo direito?Ora,por que tais católicos não tratam de boicotar nem seu blog nem a revista que o hospeda,simples. Quando vejo as defensoras da "interrupção da gravidez" ( como a Humanidade evoluiu no uso de eufemismos,não?)sendo ouvidas como oráculos em programas de entrevistas de canais para assinantes, se referindo com indisfarçado desprezo aos "setores atrasados da religião"me pergunto onde as vítimas negras e pobres da "lei obscurantista" se escondem,tal como pobres e negros não eram avistados por Nelson Rodrigues nas passeatas de '68.O que as madames não mencionam sobre o "Direito da Mulher sobre o próprio corpo"é por qual razão tal "Direito" só é invocado quando se trata de matar fetos,nunca de adotar práticas sexuais que não impliquem em gravidez.São,isto sim,propagandistas de ONGs bilionárias ,que visam quebrar a coluna de lideranças fora de seu controle e tal questão (Aborto,ou "Interrupção da gravidez")vem a calhar perfeitamente.È a fenda pela qual outras mudanças culturais serão fatalmente impostas,simples assim. É tudo,caro jornalista,questão de poder,de correlação de forças entre setores organizados e setores dispersos . Por isto,os católicos que aprendam a lição e que passem a responder desrespeito com boicote.Saudações afetuosas do admirador Fernando Pawlow

Paulo Bomfim em 15 de abril de 2012

Olá, Setti. Eis um assunto espinhoso. Sem enrolação: sou a favor da liberação do aborto de fetos anencéfalos, embora seja contra a liberação do aborto noutros casos - e, com isso, quero dizer que sou contra essas senhoras que ficam a bradar por aí que o aborto é um direito humano. Não é. Sou a favor da decisão do STF porque ela atende a um simples fato: embora eu seja homem e nunca vá saber como se sente uma mulher, posso muito bem entender que o fato desta passar nove meses gerando um filho que muito provavelmente morrerá horas depois do parto é uma crueldade. Os que tentam a proibição em nome de teses morais esquecem que sua moral não pode ser aplicada ao outra: "Ora, a vida está acima de tudo, mesmo quando sem nenhuma potência, inclusive do sofrimento de uma mãe que gerará um filho morto!", é o que grita o sentimento moral. Como cidadãos desejosos de um mundo mais civilizado, colocamos a vida no mais alto patamar: é o bem mais importante de todos. É a vida que enseja quaisquer outros direitos que tenhamos. Mas e quando ela não tem essa capacidade de continuar? E quando se sabe que sua duração será mínima? Será que o Estado tem o direito de colocar o dedo sobre uma decisão exclusivamente moral dessa mãe? Será que a sociedade, por meio das leis, tem o direito de dizer a essa mulher: "Ela vai nascer e morrer, mas você o manterá em teu útero até que nasça!". É claro que não. Sempre louvaremos a decisão daquela mãe que, sabendo ser o filho anencéfalo, continua a gravidez, na esperança de que essa criança prospere. Mas podemos, por isso, condenar aquela que não o faz? Para mim está claro que não. E, se nós não podemos dar nossa reprimenda moral, porque o Estado daria sua reprimenda penal? Reinaldo Azevedo é um dos que brigaram para que a decisão do Supremo fosse outra. E acusou os que acharam a decisão acertado de serem a favor da morte. Outro erro (de muitos) dele. Somos a favor de diminuir o sofrimento daquela que já não poderá ter o filho que queria e que não poderia ter seu sofrimento alargado por causa de uma imposição estatal estúpida. Abração, Setti.

SidneyCWB em 15 de abril de 2012

Mais uma coisa. Histeria não vi nos católicos. Uma foto aí do post é de uma reunião pacífica dos católicos que falavam calmos e mostravam seus cartazes e onde uma menina pró-aborto invadiu o protesto deles com um cartaz e alegando que foi agredida, inclusive colocando na internet o filme. Não houve agressão, não houve xingamento, nada. Ela poderia fazer seu protesto ao lado, mas agiu de maneira histérica, tentando dissimular uma agressão que não houve, para chamar os católicos de reacionários, quando estavam tranquilamente expondo seus pontos de vista. Então, quem foi "histérico"?

SidneyCWB em 15 de abril de 2012

Setti. Cada um no seu papel. A(s) igreja(s) tem mais é de ser contra, é seu papel. O problema desta votação é que abre sim precedentes perigosos para outros tipos de demandas. O que não pode é permitir que aborto seja usado como contraceptivo que é onde estas pessoas que defendem querem chegar. O futuro vai mostrar... Acho muito saudável que haja estas discussões. Outra coisa: nem tudo que é feito lá fora é bom para nós. Se eles acham aborto uma coisa bonita e nós não achamos não tem nada a ver com ser moderno ou não. É questão cultural.

flavio em 15 de abril de 2012

Sr. JMello, e se alguém decidir eliminá-lo - digamos porque o sr. lhe provoca profundo incômodo, porque não lhe reconhecesse humanidade suficiente - estaria o STF certo em dizer que "apenas não criminalizamos o ato, fica a cargo da escolha" do seu hipotético desafeto? Ou somos todos iguais perante a lei, cada qual escolhendo, ou não, matar o que lhe incomoda sem maiores sanções, ou vamos combinar que não se mata seres humanos, seja por que motivo for. Uns podendo escolher matar, e aos outros sendo vedado, não está certo.

Rodnei Oliveira em 15 de abril de 2012

Questão de ordem, senhores. Alguém realmente leu o texto do Sr. Ricardo Setti? Não enxergo nele nenhum tipo de discriminação, fobia direcionada ou ódio manifesto. Enxergo apenas o retrato de um fato: a ausência de preparo intelectual da população brasileira, em geral, no sentido de debater de forma objetiva, racional, uma matéria que foge da orbita do nosso controle cotidiano. As razões desta defasagem intelectual não me cabem enumerar neste momento, assunto que, por si só, abriria uma nova roda de intenso debate. Portanto, reitero meu pensamento no sentido de ser incapaz de abordar um assunto desta monta, como é a questão do aborto, com tolas suposições ou alegações dominadas por paixões, deixando de lado, a objetividade critica sempre presente nas mentes de pessoas equilibradas. Abraço

Fábio Canella em 15 de abril de 2012

Acredito que o Brasil estaria milhares de anos na frente de paises que praticam o aborto. Esses "civilizados" que permitem o aborto estão se assemelhando, e muito, a tribos indígenas que matam filhos que vem com defeito congênito que o incapacita de ajudar a manutenção da tribo. Esta sim, uma atitude selvagem que não parece ter sentimentos de humanidade nem de compreender que a vida se expressa sempre em busca do equilíbrio e da harmonia e o homem ainda imaturo e egoísta tende sempre a torcer o que acontece em sua vida que ainda venha a o incomodar. Devemos ter maturidade e sabedoria para perceber a vida da forma como ela se nos apresenta e não interpretá-la dentro dos nossos interesses muito personalistas ainda, não abrindo mão ou qualquer concessão de nossa parte para com a ela no que ela venha a nos atrapalhar. Deixemos de ser hipócritas e passemos a.ser mais humanos e mais civilizados e em nossas atitudes. Dizer que aborto é uma atitude civilizada me dá um sentimento de piedade e ao mesmo tempo de constrangimento por ouvir uma pessoa do gabarito desse comentarista e perceber que faço parte de uma sociedade na qual ele se encontra. Mas nem tudo é perfeito, não é mesmo? Se o mundo evoluido do geito que está ainda tem tribos canibais, não podemos achar que ainda estamos livres de pensamentos tão primitivos no meio de nossa sociedade.

Virgílio em 15 de abril de 2012

Aborto provocado Aborto provocado é a interrupção deliberada da gravidez; pela extração do feto da cavidade uterina de forma doméstica, química ou cirúrgica. Quando se pensa em aborto é esta forma que é conhecida popularmente. Para provocar o aborto utiliza-se algumas técnicas: • A sucção ou aspiração; • A dilatação e curetagem; • Drogas e plantas; • Injeção de soluções salinas; • Mediante Prostaglandinas; • Pílula RU-486 Sucção ou aspiração O aborto por sucção pode ser feito até a 12ª semana após o último período menstrual (amenorréia). Este aborto pode ser feito com anestesia local ou geral. Com a local a paciente toma uma injeção intramuscular de algum analgésico. Já na mesa de operação faz um exame para determinar o tamanho e a posição do útero. Se for anestesia geral, toma-se uma hora antes da operação uma injeção intramuscular de Thionembutal. Inicia então uma infusão intravenosa. O Thionembutal adormece o paciente e um anestésico geral por inalação como o Óxido de Nitroso é administrado através de uma máscara. A partir daí o procedimento é o mesmo da anestesia geral e local. Insere-se no útero um tubo oco que tem uma ponta afiada. Uma forte sucção (28 vezes mais forte que a de um aspirador doméstico) despedaça o corpo do bebê que está se desenvolvendo, assim como a placenta e absorve "o produto da gravidez" (ou seja, o bebê), depositando-o depois em um balde. O abortista introduz logo uma pinça para extrair o crânio, que costuma não sair pelo tubo de sucção. Algumas vezes as partes mais pequenas do corpo do bebê podem ser identificadas. Quase 95% dos abortos nos países desenvolvidos são realizados desta forma. Dilatação e Curetagem Na curetagem é feita a dilatação do colo do útero e com uma cureta (instrumento de aço semelhante a uma colher) é feita a raspagem suave do revestimento uterino do embrião, da placenta e das membranas que envolvem o embrião. A curetagem pode ser realizada durante o segundo e terceiro trimestre da gestação o bebê é já grande demais para ser extraído por sucção. A curetagem é empregada para desmembrar o bebê, tirando-se logo em pedaços com ajuda do fórceps. Este método está se tornando o mais usual. Este tipo de aborto é muito perigoso, por que pode ocorrer perfuramento da parede uterina, tendo sangramento abundante. Outro fator importante é que se pode tirar muito tecido, causando a esterilidade. Drogas e Plantas Existem muitas substâncias que quando tomadas causam o aborto. Algumas são tóxicos inorgânicos, como arsênio, antimônio, chumbo, cobre, ferro, fósforo e vários ácidos e sais. As plantas são: absinto (losna, abuteia, alecrim, algodaro, arruba, cipómil - homens, esperradura e várias ervas amargas). Todas estas substâncias tem de ser tomadas em grande quantidade para que ocorra o aborto. O risco de abortar é tão grande como o de morrer, ou quase. Injeção de soluções salinas É feito do 16ª à 24ª semana de gestação. O médico aplica anestesia local num ponto situado entre o umbigo e a vulva, no qual irá ultrapassar a parede do abdome, do útero e do âmnio ( bolsa d'água). Com uma longa seringa, injeta-se na bolsa d'água uma solução salina. O bebê ingere esta solução que lhe causará a morte por envenenamento, desidratação, hemorragia do cérebro e de outros órgãos. Após um prazo de 24 à 48 horas, por efeito de contrações do feto é expulso pela vagina, como num parto normal. O risco apresentado por este tipo de aborto é a aplicação errada da anestesia, e a solução ter sido injetada fora do âmnio, causando a morte instantânea. Sufocamento Este método de aborto é chamado de "parto parcial". Nesse caso, puxa-se o bebe pra fora deixando apenas a cabeça dentro, já que ela é grande demais. Daí introduz-se um tubo em sua nuca, que sugará a sua massa cerebral, levando-o à sua morte. Só então o bebê consegue ser totalmente retirado. Esquartejamento O feto é esquartejado ainda dentro da mãe. Deixando-o em pedaços. Retirada do liquido amniótico Esta é uma das maneiras mais lentas de praticar o aborto: O abortista retira o liquido amniótico de dentro do útero e coloca uma substância contendo sal. Mediante Prostaglandinas Esta droga provoca um parto prematuro durante qualquer etapa da gravidez. É usado para levar a cabo o aborto à metade da gravidez e nas últimas etapas deste. Sua principal "complicação" é que o bebê às vezes sai vivo. Também pode causar graves danos à mãe. Recentemente as prostaglandinas foram usadas com a RU- 486 para aumentar a "eficácia" destas. Pílula RU-486 Conhecida como "pílula do dia seguinte", é uma pílula abortiva empregada conjuntamente com uma prostaglandina, que é eficiente se for empregada entre a primeira e a terceira semana depois de faltar a primeira menstruação da mãe. Age matando de fome o diminuto bebê, privando do de um elemento vital, o hormônio progesterona. O aborto é produzido depois de vários dias de dolorosas contrações. Estima-se que seja realizado anualmente no mundo mais de 40 milhões de abortos, a maioria em condições precárias, com sérios riscos para a saúde da mulher. O método clássico de aborto é o por curetagem uterina e o método moderno por aspiração uterina (método de Karman) só utilizável sem anestesia para gestações de menos de oito semanas de amenorréia (seis semanas de gravidez). Depois desse prazo, até doze semanas de amenorréia, a aspiração deve ser realizada sob anestesia e com um aspirador elétrico. Conseqüências As complicações do aborto, variam de acordo com o método empregado. Mas as principais conseqüências são: • Laceração do colo uterino provocada pelo uso de dilatadores; • Perfuração do Útero • Perigo de lesão no intestino, na bexiga ou nas trompas; • Hemorragias uterinas • Inflamação do endométrio pós-aborto (infecção uterina secundária, decorrente do aborto). • Evacuação incompleta da cavidade uterina. Necessidade de prolongar a sucção e de fazer uma curetagem imediata. • Histerectomia (extração total do útero) Ô Setti, Agora respode aí o questionamento do cartaz: Se isso não é homicídio, o que é??? Vai ver é uma decisão maravilhosa para a mulher...!!!

Roberto Ferreira Filho em 15 de abril de 2012

Sua opinião é totalmente tendenciosa. Quem fez o maior alarde, quem sempre se pauta com histeria, quem não aceita discutir seriamente o tema - com dados éticos, científicos e LEGASIS - são os abortistas. Não mencionou também que não são só os religiosos que se opuseram ao aborto. Inúmeros médicos, pesquisadores e juristas também se posicionaram contra. Porque você não aborta o fato do Min. abortista relator "ter sentado em cima" do processo aguardando, de propósito, o único momento em que os "abortistas" eram maioria no STF para por em votação a ADPF? Porque você não aborda o que consta do artigo 4º do Pacto de San José da Costa Rica. E, sinceramente, pouco importa o que a Europa faz ou os EUA fazem. Cito, por exemplo, que crianças são PRESAS nos EUA e isto não é exemplo para ninguém. Que a Europa e EUA lideram guerras abjetas contra países pobres, e isto não é exemplo para ninguém. Que a França é intolerante contra os muçulmanos e isto não é exemplo para ninguém. Se se quer o aborto QUE SE DISCUTA NO PARLAMENTO, onde todos possam ser ouvidos, onde os debates podem se aprofundar, ONDE AS PARTES SÃO TRATADAS COM IGUALDADE.

flavio em 15 de abril de 2012

Sr Setti, difícil de entender seu artigo. Se ninguém gosta de um aborto, e há métodos anticoncepcionais efetivos e à disposição, porque alguém engravidaria e a seguir faria um aborto? Para se punir? É como diz aquele presidente: parece que todos que são a favor do aborto já nasceram. Melhore sua argumentação, por favor.

JMello em 15 de abril de 2012

Caro Setti, Ótimo texto e de coragem! Além da pressao religiosa para que a questao nem seja discutida, o pior sao os que possuem espaços nos meios de comunicaçao como blogs, colunas e etc... tentam alegar aque isso nao tem nada a ver com religiao, pelo contrario, como um conhecido colunista desta revista afirma: ha uma perseguiçao aos catolicos!!! Entretanto, o que a maioria das pessoas nao conseguem enxergar através do véu do fanatismo é que a decisao do supremo apenas permite o direito de escolha de uma mulher sem que ela seja processada criminalmente por escolha que fez. Muito simples quando nao se esta coberto pelo obscurantismo religioso. Sds. Muito obrigado, caro Mello. Um grande abraço

J.B.CRUZ em 15 de abril de 2012

Pelo teor de alguns comentários altamente agressivos(principalmente ao blogueiro), tem-se a impressão que essa lei já chega um pouco tarde....

Rodrigo em 14 de abril de 2012

Alan, certamente religiosos cristaos cometeram crimes. Mas a historia nao e "altamente criminosa e suja". Veja este pequeno artigo de Murray Rothbard, que era ateu e favoravel ao aborto: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1026

Malu Campos em 14 de abril de 2012

A histeria que ví até agora foi por parte dos pró aborto, que atacam os contrários inclusive não admitindo que os em rio objetas que estão alertando para o perigo da definição e do diagnostico de anencefália é extremamente difícil e beira a "eugenia" se a aplicada a lei pura e simples conforme aprovada no STF. Teste genéticos carissímos e realizados somente em laboratório genético em Campinas podem atestar a anencefalia não somente o ultrasom. Quem irá arcar com a despesa? "Defender o aborto é fácil quando já se vive."

Alan em 14 de abril de 2012

senhores católicos e protestantes. Qula é a moral que voces tem pra condenar os defensores do aborto?? Vossas igrejas tem historia altamente criminosa e suja. Inquisição, extorsão, massacre de minorias ´[etinicas e religiosas... conluio com governantes ladrões e assassinos a exemplo de Hitler, Marcos, Mobutu, Franco e Pétain...

Heloah em 14 de abril de 2012

Histeria? O seu texto, sr Setti, é que transmite a não aceitação do debate. Parece que agora no nosso país pode tudo. Menos, é claro, ser religioso. Em nenhum momento ataquei religiões. Critiquei fanatismos e radicalismos que querem impedir a simples discussão de um tema.

Leonardo em 14 de abril de 2012

O comentário da Raíra é perfeito!!!!! Com o devido respeito, o Setti quis limitar a discussão ao âmbito religioso, tachando de histérico e fanático aqueles que defendem uma posição contrária à sua. Embora diga que está se referindo a minorias, e que não quis generalizar, o que transparece do texto é justamente a tese oposta: que todo aquele que é contra o aborto de anencéfalo é, por consequência, um fanático. Mas a questão, como bem evidenciado pela Raíra, é um pouco mais abrangente e complexa do que parece. E o fato é que, afora essa crítica exacerbada do colunista de Veja aos religiosos e demais grupos contrários ao seu pensamento, o único argumento que ele apresenta em favor de sua tese é a de que países ditos "civilizados" já praticam o aborto há tempos e que chegou a hora do Brasil se livrar da bárbarie e seguir o mesmo caminho. A se pautar por esse sofisma do articulista, então tudo o que, por exemplo, os EUA permitem em sua sociedade, nossa República Bananeira deveria imitar. Então, Setti, fica uma sugestão: que tal trazer para o Brasil a pena de morte e a pena de prisão perpétua? Vamos alterar a Constituição ou vc acha que o Supremo pode fazer isso por meio de uma ADPF? Sou contra a pena de morte pela mesma razão que sou contra o aborto de anéncelafo: a vida é um princípio quase absoluto, e a nossa legislação penal já cuidou das exceções muito bem. o Setti não trouxe, em seu texto, nenhum argumento de peso para justificar o aborto de anencéfalo.

Rodrigo em 14 de abril de 2012

Alan, um link com consideraçoes de Murray Rothbard, que era ateu: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=107

luiz carlos marques pedrosa em 14 de abril de 2012

Caro Ricardo. Quando te escrevi agora há pouco, ainda não tinha me detido aos mais de 173 comentários. E assim o fiz, fui lendo e lendo.....e descobri mais uma vez que vc está coberto de razão quando fala em histeria...e só os demais leitores ( não todos, é óbvio) fazerem uma releitura de seus comentários e verificarem quem de fato é reacionário, e ai vão entender plenamente quando vc fala de histeria e minorias reacionárias...meu Deus... Muito obrigado pelo seu comentário e pela paciência de ler os muitos comentários a este post, caro Luiz Carlos. Um abração Abraços

Raíra Saloméa em 14 de abril de 2012

Sr. Setti, conheci seus artigos lendo a VEJA. Gosto de alguns posts e especialmente da sua visão sensível sobre arte e outros temas às vezes relegados a blogs e colunas femininas. Li muitos artigos seus, mas este me deixou surpresa. Também sou jornalista e colunista e não pude deixar de notar a sua parcialidade na matéria. Claro, nós colunista temos todo direito de opinar, mas taxar a opinião contrária é um tanto agressivo ao leitor e se opõem aos princípios básicos de nossa profissão. Nunca deixei um comentário a nenhum artigo que li na internet, mas este eu não pude deixar de comentar. O senhor comete o erro de limitar a oposição ao aborto de anencéfalos a grupos religiosos ou políticos fanáticos. Esqueceu de incluir nesta defesa comunidades médicas especializadas que provam a sobrevivência (ainda que frágil e curta) das crianças anencéfalas e das mães que suportaram a pressão ao aborto e seguiram a gravidez normalmente. Discutir um tema é antes de tudo, aceitar os argumentos de quem pensa diferente. O que o senhor chama de "histeria" entendo como opinião, as vezes gritada em desespero, porque ninguém a ouve. Essa "histeria" não sufoca a civilidade ou a discussão do tema, pelo contrário, dá sentido a ela. Se só um lado fala, é monólogo, não diálogo. Numa sociedade democrática toda lei é discutida e questionada. Não é porque o STF decidiu que esta parte da população que acredita e prova a sobrevivência da criança anencéfala deve se calar. Não estamos mais em tempos de ditadura. Até a minoria, meu caro colega jornalista, tem direito a fala. Nós bem sabemos disso. A interpretação da vida e da maternidade na Constituição não é assunto a ser friamente comparado à decisão de outras nações. Se a religião tem peso nessa discussão o interesse próprio tem peso maior ainda. Legalizar o aborto nessa condição é abrir brechas na Justiça para que a insatisfação de um ser impeça outro de seus direitos. Repito trechos do cometário do Sr. Angelo Losguardi no dia 13/04/2012: "Uma criança não nasce de geração espontânea", portanto uma mulher adulta tem total consciência das chances de engravidar e dos riscos que essa gravidez poderá lhe trazer. "Por que seria lícito matar um feto e não um recém-nascido, se os pais acharem que “isso” está “incomodando”?...É uma vida humana, independente se já saiu do ventre ou não." Sou feminista e apoio integralmente a liberdade da mulher. Mas acima dos meus valores de mulher, está o direito que todo ser tem de viver. A mulher/mãe não tem participação ativa no desenvolvimento do feto. Ele se forma e cresce sem que a mulher precise fazer nada ou até saiba que ali existe vida. Seu corpo, nos primeiros meses, até rejeita o corpo que ali se forma. É uma vida independente à sua, e portanto, não cabe a mulher decidir se este ser pode viver ou não. Lembro que quem vos fala é uma feminista convicta há 8 anos. Peço que o senhor, como colunista em um veículo tão conceituado e formador de opinião, leia mais sobre o que a medicina diz a respeito da possibilidade de vida para fetos anencéfalos antes de escrever tão parcialmente sobre um tema. Defendo a liberdade de expressão, desde que pautada em argumentos sólidos e que respeite a opinião plural de todos. Não se trata de civilidade ou catolicismo maior ou menos nesta ou em outra nação. Se trata do direito de questionar a lei quando se tem provas vivas, de cerca de 3 a 5 kg, com 1 dia de vida ou até 3 anos, que respiram, tem conduto auditivo formado e tem sensações proporcionadas pela formação perfeita da coluna cervical. Antes do direito de escolha de uma mãe incomodada ou amedrontada (com todo direito) com a gravidez de risco que enfrentará e o filho especial que terá pouco tempo de vida, temos o direito de um ser humano, que já está vivo, de nascer e ter a chance de lutar pela sobrevivência. Lembro-me do discurso de uma mãe que mesmo compelida a realizar o aborto pela comunidade médica de um reconhecido Hospital no país, decidiu prosseguir a gravidez e deu a luz a um menino forte que viveu por 35 minutos: "Não me arrependo. Sou mãe do Thalles, ele vivo ou morto. Sou mãe porque ele viveu e foi gerado por 9 meses em mim e pude vê-lo respirar e lutar pela vida. Eu não poderia tirar dele esse direito." A sociedade pouco "informada",como afirma, é facilmente "manipulável" pelos órgãos de imprensa "(neo)conservadores" que defendem uma liberdade fajuta de adultos cientes das consequências do que fazem em detrimento da vida de quem não pode se defender sozinho. O fundamentalismo do seu artigo é bem mais "histérico" do que a opinião de quem é contra a sua tão "sagrada" opinião. Se para os prós ao aborto não há clima para discutir o tema que tanto os contras clamam a discutir, não é pelo tabu do tema, mas pelos poucos argumentos que se esfacelam diante da vida, que é inegável, seja em qualquer limitação. O jornalismo requer, antes de tudo, respeito, meu caro colega, não só à opinião de todos, mas à vida, ainda que limitada. Boa sorte Ricardo Setti. Obrigado por seu comentário e por sua divergência civilizada, coisa não tão comum por aqui, prezada colega Raíra. Mas, se você voltar a ler mais desapaixonadamente o texto, verá que me refiro a MINORIAS. Não generalizei. Respeito, do fundo da alma, as pessoas contrárias ao direito de as mulheres interromperem a gravidez -- tenho pessoas assim na minha família e entre os melhores amigos. Mas respeito sobretudo porque é uma atitude que deve ter um praticante do diálogo e da convivência de contrários. Não generalizei. Não critiquei genericamente. Minhas observações referem-se a minorias muito ativas. E não as critiquei por suas opiniões, veja bem, mas por não admitirem sequer o diálogo. Um abração e obrigado.

luiz carlos marques pedrosa em 14 de abril de 2012

Caro Ricardo.... Seu post foi um dos mais lúcidos até agora que vi até agora. E concordo plenamente com vc na questão da lucidez ser superada pela paixão, como se fosse um jogo de futebol, ou pior pela cegueira. Abraços Muito obrigado por suas palavras, caro Luiz Carlos. Você entendeu perfeitamente o sentido do post. Um grande abraço

Memyself em 14 de abril de 2012

Francamente, não vejo toda essa "histeria" dos contrários ao aborto, nem percebo que o clima social seja contrário a sua aprovação. A Igreja Católica (o grande satã espiritual da esquerda) não tem poder político, não há tantos católicos reais assim (os nominais não contam) senão dilma não teria sido eleita, o judiciário manifestou-se a favor do aborto de anencéfalos (essa história de antecipação do parto e tal é coisa de quem tem medo de chamar as coisas pelo nome)e certamente acabará por tornar legal o aborto sob qualquer circunstância. Seria até incoerente não fazê-lo, já que pílula do dia seguinte, camisinhas e anticoncepcionais são distribuidos em postos de saúde (e parece que se pretende fazê-lo também em escolas) até mesmo para menores (que não podem beber, no entanto)sem que os pais sejam alertados. Somos um país sexualizado e festeja-se o exercício inconsequente do sexo. Nem todas as camisinhas e pílulas gratuitas previnem tantas oportunidades para engravidar. Agora, percebi sim foi uma histeria nos favoráveis ao aborto, agredindo e ofendendo aqueles que são contrários a ele. Por que precisam da unanimidade? Não podem aceitar que haja pessoas com objeções religiosas e/ou morais?

Caio Frascino Cassaro em 14 de abril de 2012

Prezado Setti: No meu comentário, deixo claro que os fundamentealistas existem de parte a parte. E que não trazem NENHUMA colaboração ao debate. O que quis deixar claro é a minha indignação com o desrespeito à visão do outro que parte, TAMBÉM, do campo "progressista". Essa desqualifação do outro por conde pressupostoa diferentes. Esse NÂO à divergência que virou uma tendência no país nos dias malfadados que vivemos. Isso tudo faz parte de um processo de tentativa de destruição do legado judaico-cristão à nossa civilização a qual, com todas as suas falhas, é o que a humanidade produziu de melhor. Nada é mais poderoso do que "Ama teu próximo como a ti mesmo." Com relação ao comentário do amigo Reynaldo-BH, sou obrigado a discordar dele no seguinte ponto: falácia, segundo meu ponto de vista, é adjetivar a vida, e é o que o ministro Cesar pelluso deixou claro em seu voto. Vida é um valor e ponto final. Aliás, acho muito engraçada a "lógica" "progressista", que entende que devemos proteger a mais humilde das plantas - com o que concordo - porém entende que um feto, que é um ser humano "in potentia", mas que é um ser vivo sem dúvida alguma - com o que concarda o Ministro Pellluso - pode ser descartado se for "atrapalhar" - sim se trata disso - a vida da mãe. Assim , segundo esse raciocínio, um feto vale menos do que um pé de jabuticaba ou uma macieira ou o que quer que seja. Isso sim, para mim é uma falácia. Um abraço

Leonardo em 14 de abril de 2012

Angelo Losguardi, subscrevo integralmente seu magnífico comentário. Aproveito para sugerir que o Setti o publique como post do leitor, ao lado do comentário do Reynaldo-BH.

Leonardo em 14 de abril de 2012

Seu comentário dirigindo-se a uma leitora do blog é inteiramente impróprio e não será publicado.

SergioD em 14 de abril de 2012

Amigos do BLOG, em termos de religião estou próximo da definição que se dá aos agnósticos. Nada contra os que processam alguma fé religiosa. Aliás, temos que reconhecer que elas foram muito importantes na evolução de nossa sociedade sendo as difusoras primeiras dos preceitos morais e éticos, quando não científicos, desde que os povos antigos formaram as primeiras civilizações, mantendo-se assim até os dias de hoje. Concordo com o Ricardo que alguns setores fizeram ataques irracionais quanto à discussão sobre o aborto dos anencéfalos, pois qualquer posicionamento que parte do princípio que um determinado tema não deva ser discutido não merece qualquer respeito e deve ser descartado de pronto por lembrar o comportamento daqueles que semearam ditaduras, tanto as de direita quanto as de esquerda. Em relação ao aborto em si, tenho de declarar que sou contra. Sou contra e vejo num dos argumentos utilizados pelo Ministro Cezar Peluso o cerne de minha oposição a este ato no sentido mais amplo de sua liberalização, não caso dos anencéfalos. Vejam bem, oposição ao ato. Se a nossa sociedade um dia decidir que o aborto venha a ser descriminalizado não vou ter como me opor porque afinal de contas vivemos numa democracia e não tenho a pretensão de impor meus valores para outras pessoas. Sou contra o aborto, pois em minha concepção existe sim vida a partir de fecundação. Para mim esse é um fato biológico, não um argumento religioso. Sem essa de dizer que o feto é um ser potencialmente humano. O feto é um ser humano em seus estágios iniciais de formação, assim como a infância é uma outra etapa desta mesma formação. Dizer que ele ainda não tem atividade cerebral significativa é um argumento falacioso, pois uma criança recém-nascida também tem suas faculdades mentais em desenvolvimento. Considero-o como uma tentativa de se enfatizar um aspecto biológico por um prisma que vai a favor de se corrigir uma suposta falha comportamental que acabou gerando uma gravidez indesejada. Notem que não classifico o ato de se gerar uma gravidez indesejada como falha. Para mim está mais para acidente quando do ato sexual consentido, e crime quando do ato sexual executado contra a vontade da mulher. Quem normalmente o classifica como falha é quem deseja interromper a gravidez, o que faz muitas vezes para encobrir essa “falha” de seu grupo social. Outros o consideram falha por não ter como sustentar a nova vida que se aproxima. Sou contra o aborto por considerá-lo um ato de extrema violência contra um ser humano indefeso e inocente dos atos que levarão a sua concepção. Concordo com o Ministro Peluso quando questiona por que é aceitável que se mate o feto ainda no útero e não após o nascimento? Para mim dá no mesmo. O aborto impede a inevitável ligação emocional entre os pais e a criança caso esses se permitam vê-la, desde que não sejam totalmente desprovidos de sentimentos. Serve como um ato nebuloso onde, pela falta de contato, não há ligação emocional entre os pais e o feto, reduzindo-se assim a culpa quando do abandono da criança para adoção, ou, em alguns casos, em alguma lixeira. Infelizmente, na visão de alguns, a natureza nos fez dessa forma. Ela transforma a mulher em uma espécie de fiel depositária da nova vida que está se formando em seu ventre e dizer que ela deve ter liberdade de dispor de seu corpo é errado, pois nesse caso ela estará dispondo do corpo de outra pessoa, ainda que em formação. Caso algum dia o aborto venha a ser descriminalizado restará a pessoas que pensam como eu tentar convencer àqueles que pretendam praticá-lo da barbaridade que estarão cometendo. Tentar mostrar para elas que existem soluções para resolver o problema que estará sendo criado com o nascimento de um filho indesejado, seja qual for o motivo dessa rejeição. Para isso nossa sociedade deve praticar a adoção com mais frequência e concordar em incrementar os programas sociais para as famílias que não tenham condições para manter famílias mais numerosas, além de intensificar os programas de educação sexual abordando com mais ênfase as técnicas de contracepção. O aborto clandestino hoje acaba sendo um ato que contribui para a formação do superávit primário, quem diria. Quanto às que engravidaram em função de violência sexual a sociedade deve lhes dar todo o apoio possível, financeiro e psicológico. A legislação atual já lhes permite interromper a gravidez, sendo que apelar para o seu senso de humanidade nessa hora é lhes exigir demais num momento muito difícil. Tentar fazê-las ver que não deveriam corrigir um crime que foi praticado contra elas com outro contra a vida que está se formando em seu ventre é uma tentativa que reputo inglória, mas que não deve deixar de ser tentada, sempre lembrando que para isso deve-se dar a essas mulheres todo e qualquer tipo de apoio necessário, o que nossa sociedade não faz. No caso dos anencéfalos nosso companheiro de BLOG Reynaldo o classificou muito bem como uma disfunção natural biológica, onde não existe a expectativa de que a criança gerada sobreviva. Notemos que esse é um problema moderno, uma vez que no tempo de minha mãe (que fez 82 anos ontem) ele não existia. Sem uma ultrasonografia, minimamente, seria impossível se perceber a anencefalia. Permitir a interrupção dessa gravidez seria uma atitude aceitável? Se for levar ao pé da letra tudo o que escrevi acima não, não é. Porém entendo que deve ser duro para muitas mulheres levar a cabo uma gravidez, com todas as limitações e esperanças que ela lhes impõe e proporciona, sabendo que não poderão ter a gratificação de se realizar com a maternidade. Quem sou eu para condenar isso. É necessário muito desapego pessoal para continuar uma gravidez com essa certeza. Mais uma vez enfatizo para os amigos do BLOG. Essas são opiniões pessoais e não pretendo criminalizar quem pense diferente, impor minha opinião, nem achar que devamos impedir que se discuta o assunto, pois concordo que o aborto hoje é um grave problema de saúde pública nesse país. Apesar de proibido, mais de um milhão deles são praticados todos os anos. A maioria em condições precárias, no caso das classes menos favorecidas em termos de renda, causando um sem número de mortes de mulheres em idade fértil, o que é uma perda irreparável para o nosso futuro como nação. Nossa sociedade tomará uma atitude para resolver esse problema em algum momento no futuro. Resta saber qual será o caminho que será escolhido: o da descriminalização do aborto, o que considero como a solução mais fácil, ou o da educação, acolhimento e convencimento de que esse é um ato reputo como desumano. Ou, quem sabe, manter a situação como está, o que classifico como hipocrisia.

Leonardo Carvalho em 13 de abril de 2012

E por acaso ele não pode ter uma opinião contraria ao aborto? Afinal, aquele espaço é para ele emitir as opiniões dele, não? Nunca vi o Sr. Reinaldo Azevedo agir de forma fundamentalista e histérica. Ele esta defendendo o ponto de vista dele, bem diferente de certa militancia ateista que tem muita vontade de calar a boca dos cristãos. Concordo totalmente com você, caro Leonardo. O Reinaldo está sendo coerente e defendendo, com a conhecida energia, seus pontos de vista e suas convicções.

Rodrigo em 13 de abril de 2012

Alan, outra piada: http://www.youtube.com/watch?v=aGa1OXZZqBg

Alan em 13 de abril de 2012

Rodrigo... gostei da piada... conte-me mais outras

Reynaldo-BH em 13 de abril de 2012

Setti, meu amigo. Neste espaço de opiniões, sempre que você achar que algo que escrevi seja digno de ser post de leitor, não precisa sequer perguntar por autorização. Assumo o que escrevo inteiramente - sempre - e fico lisonjeado por poder participar deste debate com queira, efetivamente, debater. Mais que autorizado. Um abraço. Reynaldo. Obrigado, Reynaldo. Já vou editar. Sai amanhã. Abração

Rodrigo em 13 de abril de 2012

Alan, um vídeo do libertário Thomas E. Woods Jr.: http://www.youtube.com/watch?v=kE1sXe2EKkY

carolina em 13 de abril de 2012

Reynaldo, obrigada pela "defesa", perfeito o seu comentário, abç. Não pretendo fazer abortos, mas não condeno quem opta a essa dificil escolha.

Angelo Losguardi em 13 de abril de 2012

Lembrei daquele caso da americana que matou os filhos pequenos porque achou que isso a atrapalhava com o novo namorado. Foi severa e justamente punida. Lembrei também de outra situação: pais que abandonam os filhos momentaneamente, pra se divertirem em festas ou fazer qualquer outra coisa... . O que que isso tem a ver com o assunto aborto? Ora, muito simples. Além da banalização, da irresponsabilidade, há uma forte questão de materialismo. Por que seria lícito matar um feto e não um recém-nascido, se os pais acharem que "isso" está "incomodando"? Os pais são responsáveis por seus filhos, respondem criminalmente em caso de maus tratos, negligência, etc. E isso é o certo! . Uma criança não nasce de geração espontânea. Não surge de um saco de farinha mais uma camisa suja num quarto escuro. Surgiu do relacionamento de um casal (quando fruto de um ato de violência, a lei atual já abrange - isso não está em foco portanto). É uma vida humana, independente se já saiu do ventre ou não. . Eu acredito que essa coisificação da vida humana é um retrato do nosso tempo. Não me admira que os esquerdistas apoiem incondicionalmente o aborto, já que a esquerda é 100% materialista. O que eu lamento nisso tudo é que, desde pequeno, ensinaram-me que a humanidade só progride e melhora com o passar do tempo. Fui enganado. Estamos regredindo em direção à Roma antiga. O que vale é o prazer momentâneo. Valores? Ah, isso são "bobagens burguesas".

Alan em 13 de abril de 2012

maioria catolica?? só na teoria... o catolicismo est´a em plena decadencia no país ... e a maioria dos catolicos brasileiros mal praticam a fé deles. Arbitrárias são as idéias anacrônicas da igreja. ditadura do judiciário?? ah ... para de chorar Paulo... isso é choro de derrotado.. no minimo... vc keria uma ditadura medieval no Brasil. o tempo do vaticano já passou. o vaticano é pior até que Velha Guarda Soviética.

Paulo Santos em 13 de abril de 2012

Quer queiram quer não,o Brasil tem origem, tradição e maioria católica, a maioria da população é católica e é contrária ao aborto, isso é um FATO! A decisão do STF é arbitrária, pois a questão do aborto de anencéfalos só poderia ser aprovada mediante legislação que atualmente só aprova o aborto em dois casos: estupro e risco de vida da mãe. Mas pelo jeito estamos vivendo no Brasil a ditadura do judiciario, a ditadura do STF, lamentável! P.S: O Brasil é um estado laico, mas não é laicista como quer os esquerdistas e ditos progressistas.. o Preâmbulo da CF é claro quendo diz!"promulgamos, sob a proteção de Deus"

Alan em 13 de abril de 2012

A Igreja e Stalin falando de direitos humanos são a mesma coisa

Roberto em 13 de abril de 2012

O Sr. Leonardo Carvalho acha que o Sr. Reinaldo Azevedo pode ser eruditamente histérico e fundamentalista. Mas de jeito nenhum pode ser criticado. Curioso, isso...

Rodnei Oliveira em 13 de abril de 2012

Gostaria de congratular o STF pela decisão. Conceder a mulher o direito de escolher pela interrupção da gravidez neste caso específico demonstra civilidade de uma nação. E aqui quem escreve é um ateísta convicto, portanto, sem nenhum interesse a não ser o bem estar das mulheres, sem culpas nem arrependimentos. Abraço.

Reynaldo-BH em 13 de abril de 2012

Setti, acho que você (me desculpe) está levando a defesa da liberdade de opiniões, que é marca de seu espaço,a limites para além do que se justifica. Longe querer censurar alguém. Creio que você tem o direito de postar até mesmo as agressões que você recebe, mesmo que estupidamente travestidas em comentários. Sua paciência é de monge budista. E não usual em outros espaços. Porém me permita discordar de você em um ponto. Somente um. Não creio que o sr. Leonardo tenha o DIREITO de dirigir perguntas a Carolina, sobre decisões exclusivamente de cunho íntimo e pessoal. Quem pensa ser o Leonardo? Mais um martelo de Deus? O buldogue da Inquisição? O pateta do regimento? Que queira expor os argumentos (estamos esperando um que mereça este nome) e tê-los publicados , é de avaliação sua (Setti) e dos responsáveis pelo blog. Dirigir esta posição fascista a uma comentarista foi um pouco além. O sr. Leonardo deve ter consciência de que PELAS MESMAS leis que defende cegamente, acusou a Carolina de cometer crimes. Seria o mesmo de perguntar: sr. Leonardo, quantas carreiras de cocaína o sr,. consumiu antes de escrever estas bobagens??? Não me incomodo que uma MULHER faça a opção de um aborto. Sei que certamente é doloroso. Por isso, sei que Carolina não se ofendeu (e a resposta dela foi PERFEITA). O que me incomodou é que PELA VISÃO TACANHA e totalitária deste tal Leonardo, este acuse alguém deste espaço de cometer um crime (pois é assim que certamente ele enxerga o aborto, que é AINDA assim definido pela lei brasileira). Setti, meu amigo, acho que para tudo há limites. Um afetuoso abraço. Você tem razão. Já eliminei este e outro comentário dirigido a leitores, absolutamente inconvenientes. E o post sobre o voto do ministro Peluzo, posso publicar amanhã como Post do Leitor? Abraço igualmente afetuoso.

Leonardo Carvalho em 13 de abril de 2012

Caro Setti, não acho correto a atitude do Sr. Roberto de atacar o colunista da veja.com por ter uma opinião contraria ao aborto. Acho que tal ataque estimula o fundamentalismo de que falei no comentário anterior, que seria o dos defensores do aborto. O fundamentalismo é ruim, tanto o religioso quanto o cientifico.

carolina em 13 de abril de 2012

Leonardo, nenhum, mas se fizesse vc nem ficaria sabendo. E nem te diz respeito.

Leonardo em 13 de abril de 2012

O ônus dessa decisão deveria caber ao Congresso Nacional, cujos representantes detêm o batismo do voto popular. É lá que esse assunto deveria ter sido analisado e decidido. Entretanto, como salientou Peluso, a autora da ADPF, antevendo a virtual impossibilidade de a matéria ser votada no Parlamento, ajuizou uma ADPF e colocou a faca no pescoço do Supremo. Lamentável a decisão da Suprema Corte, sob os pontos de vista formal e material.

Danilo Rocha em 13 de abril de 2012

Na Europa, abortam-se 95% dos fetos com Síndrome de Down e outras deficiências. O efeito disso para a "civilidade" dos países é fantástico: todo mundo que encontramos na rua é bonito, inteligente e capaz de se locomover por conta própria. Para um caipira intelectualmente inseguro, é o próprio paraíso.

Reynaldo-BH em 13 de abril de 2012

Setti, desculpas antecipadas. ............ Sou defensor da interrupção da gravidez (e não uso o termo aborto não por excesso de cuidado, mas por não concordar com esta situação no caso que analiso) nos casos já previstos no Código Penal Brasileiro (estupro e risco à vida da gestante) e os derivados da ocorrEñcia de anencefalia. Disto isto, considero simplesmente brilhante o voto do ministro César Peluso. Consistente, culto e respeitoso com o assunto e com as visões (e votos) discordantes. Assim se faz o debate. Mais que jurídico, social e de conscientização da cidadania. E obviamente não me sinto capacitado a opor argumentos legais a um ministro do STF. Fui promotor (por breve período) e deixei de ser advogado há mais de 25 anos. Não abandonei o amor ao Direito. Preferi não compactuar com uma estrutura e lógica ética que – a meu juízo – não era a adequada. Não pretendo – e não posse nem devo – analisar um voto profundamente sólido e baseado em argumentos jurídicos de relevância. O que pretendo é somente tentar me posicionar frente a este voto. Sem defesas estéreis e histéricas. A primeira argumentação lógica-factual – citada como exemplo – cita o caso de um doente terminal. Que provoca sofrimento à família, tal qual uma gestação de anencéfalo. Sim, é verdade. Com uma diferença fundamental: em um caso, vê-se a vida sendo terminada. Por fatores médicos e biológicos. Em outro, não há vida. Esta diferença, a meu ver, faz toda a diferença. Ao argumentar que o doente “não pode ser executado”, por analogia, entende o ministro que o feto estaria sujeito a mesma execução. Não se executa o que não tem vida. De novo, o foco da discussão está – como esperava – no conceito de vida. O que vem a ser vida? O ato de respirar, mesmo que por segundos? Se for somente o respirar, é defensável que se chame a este quase espasmo involuntário de vida. Caso vida seja – como se tem avançado na ciência médica e na bioética mundial – a atividade cerebral que permite (voltando ao exemplo) que mesmo um moribundo tenha as experiências de “quase morte” ou o inteiro entendimento de sua (dele) situação, não há que se falar em VIDA em um nascimento de um anencéfalo. É doloroso confrontar com este quadro? Certamente. Como é a inevitabilidade da morte (pois vida há!) em um doente terminal. Mas não se confundem conceitos a partir de definições não exatamente idênticas. Não se trata de definir, por critérios arbitrários, o que seja vida. Trata-se, antes, de definir quando a vida se estabelece. Em que condições e atendendo a quais pressupostos biológicos e de funções orgânicas. Extrapolando: um ser gerado sem cérebro, sem visão, sem audição, sem fala, sem tato, sem capacidade de avaliar o ambiente, imune a dor, tem vida? São exatamente estes parâmetros que são avaliados no protocolo da morte encefálica, que permite inclusive a doação de órgãos. Morte = fim da vida. Para que haja morte, é óbvio que há que se ter vida anteriormente. Este mesmo protocolo se fosse aplicado a um anencéfalo teria o mesmo resultado de morte cerebral. Sem contudo ter existido um estado diverso (vida) anterior. Assim como é dado o DIREITO INALIENÁVEL (por mais justo, humano e cristão que seja o ato) aos familiares de recusarem a morte cerebral atestada por médicos e deste modo impedir a doação de órgãos, do mesmo modo é GARANTIDO à gestante o direito de continuar com a gravidez do feto anencéfalo. Ninguém é obrigado a ser doado de órgãos e nenhuma família (mãe, pai, filhos, etc) igualmente não são obrigados – pela lei – a aceitar o diagnóstico de morte cerebral de um ente querido. O paciente com morte cerebral já é um incapaz e indefeso. Assim como um feto COM vida. E sequer cito o caso específico da anencefalia, visto que VIDA (como reconhecemos no ordenamento jurídico) nunca houve. Outro argumento que me pareceu exagerado. Trata-se da suposta eugenia e do risco de que “mulheres que estejam grávidas de fetos com OUTRAS anomalias genéticas possam a vir a postular o mesmo direito”, o do aborto. Voltamos ao ponto central. OUTRAS anomalias são DEFICIÊNCIAS de um ser humano (aquele que possuí VIDA). Pode o feto ser acometido de uma (ou mais) das deficiências do protocolo de morte cerebral. JAMAIS de todas elas. A eugenia busca – de modo abjeto – a seleção não natural da VIDA. A anencefalia é uma disfunção NATURAL, biológica e que transforma uma expectativa de vida em certeza de morte. São situações, a meu ver, absolutamente distintas. Um feto que não disponha de audição, visão e fala, pode sim ter a capacidade de compreensão, sentir dor e ter sentimentos. É VIDA. E esta está garantida no voto ontem proferido pelo STF. A somatória de TODOS os parâmetros que compõem a decretação da morte encefálica – insisto estão presentes na anencefalia. Possa o ato de respirar acontecer em segundos, minutos ou horas. VIDA não houve. (E me eximo de abordar se VIDA houve em plano metafísico. É da FÉ de cada um e da crença decorrente da mesma. Mas não houve os aspectos jurídicos e biológicos). A pergunta feita por Peluso que provocou reações de aplausos foi: “se é permitida o aborto do feto anencéfalo – portanto antes do “nascimento” (aspas minhas) – por que não permitir que se mate o feto que “nasceu” (idem) após o parto e ainda “sobrevive”(ibidem)? Por que então não se permitiria que no aborto consentido de feto gerado por mãe estuprada – conforme a lei brasileira – fosse igualmente morto após o parto? (E note-se: neste caso, trata-se de um feto perfeito. Com VIDA como se admite e como conhecemos). O argumento é no mínimo falacioso. Comparando os casos, o resultado morte em um caso (anencefalia) é inevitável. No outro (estupro) sequer aventado. A um é dado o direito de opção por parte da mãe. De outro, pretendia-se que não. Falar em equiparação do resultado de uma interrupção de gravidez por anencefalia a um ato deliberado pós-parto é forçar uma situação que já é dramática por si mesma. Por outro lado, a argumentação da indefinição diagnóstica de anencefalia foi colocada pela primeira vez no último voto do julgamento, o do ministro Peluso. As audiências públicas debateram a exaustão estes conceitos. Que são científicos. (A mesma ciência que determina se um assassino cruel – um psicopata, por exemplo – é responsável pelos próprios atos. Assim, não cabe “julgar” a ciência de acordo com os argumentos a serem defendidos. Não há uma “ciência boa” – quando nos atende – e outra má, quando nos contraria.) De novo, o CONCEITO de vida norteou os debates. A existência ultra-uterina de um corpo sem VIDA (pelo já citado acima) não importa se foi de 1 minuto ou 1 ano. Simplesmente não existiu VIDA que pudesse ser assim avaliada. Existiu o ato de respirar (e este ato, desde o século XIX já não é indicativo de se estar vivo). São estes os graus de anencefalia. Existe a certeza da não existência de VIDA sem a existência do cérebro. E não se pode definir se o ato vegetativo desta existência (e não VIDA) tenha previsão de duração. Uma mãe de anencéfalo SABE que o filho (mesmo no estado exclusivo de somente respirar) terá até esta função interrompida POR DECORRÊNCIA da anencefalia. E que não poderá oferecer carinho que seja sentido ou percebido. É uma escolha absolutamente pessoal enfrentar este tormento psicológico. Ou não. Por fim, a tese do sofrimento. Peluso diz com inteira propriedade que não é o ordenamento jurídico o RESPONSÁVEL pelo sofrimento da gestante. Somente a natureza. Este é o ponto. O que se pede (e foi concedido) não é a PUNIÇÃO do responsável pelo sofrimento (a dor da mãe ou pai), visto que natural e biológico. Não existem responsáveis. O que se pleiteava (e foi concedido) era o DIREITO a interromper o sofrimento. Deste modo a lei não é responsável pela dor, mas é a via possível da interrupção do mesmo. Muito teria a falar ainda sobre o MAGISTRAL voto de César Peluso. Com o qual não concordo. A argumentação, serenidade e debate que propôs aos pares foi um dos pontos altos do julgamento histórico. Fico por aqui. Este espaço não é meu, embora conte sempre com a condescendência amiga do Setti. A quem peço que – pela extensão – avalie a oportunidade de publicar ou não. Encerrando (mesmo): não ouvi de Peluso, nenhuma referência (ou xingamentos) a assassinos ou carniceiros. Nenhuma ameaça de “fogo eterno do inferno”. Nenhuma revolta por ser voto vencido. Exatamente por isso, um voto que deve ser levado em consideração. Abraços. Amigo Reynaldo, excelente comentário -- para variar. Posso publicar como post do leitor? Abração

Roberto em 13 de abril de 2012

Meu comentário anterior citava posicionamentos histéricos contra o aborto por parte de certo colunista de veja.com porque eu acho que o site, ao abrigar tais comentários, colabora para que o Brasil se torne mais parecido com o Irã. Sou e continuarei sendo a favor do direito ao aborto em praticamente todas as situações. Mas essa histeria toda mudou minha forma de pensar em um ponto. Como o aborto está sendo usado politicamente como forma de dividir o país, de agora em diante ao votar levarei em consideração a posição de um candidato em relação ao assunto. Sugiro que os que são a favor da legalização do aborto façam o mesmo. Podemos até ser minoria, mas não somos tão poucos quanto os fundamentalistas pensam.

CARLOS ROCHA em 13 de abril de 2012

Bem, sr. Ricardo Setti, se o senhor acha que é minoria no páis quem se opõe ao aborto, desafio o senhor a começar uma campanha por um referendo a cerca do assunto. Creio que o senhor não terá coragem para tal pois o senhor sabe que a sua afirmação é falsa. Taí, sr Ricardo, que tal o desafio? Não escrevi em lugar algum que considero que a minoria no país é que se opõe ao aborto, prezado Carlos. Pode reler com lupa meu post e você não vai encontrar uma linha, uma palavra sobre isso. Pessoalmente, acho que a grande maioria é contra -- e que, pelo clima que se viu, não dá ainda nem para discutir a concessão do direito de a mulher interromper sua gravidez. Um abraço

Caio Frascino Cassaro em 13 de abril de 2012

Prezado Setti: Fiquei espantado com a virulência do seu texto. Histeria, imbecis e outros termos colocadas de forma inusitada e violenta por um jornalista que normalmente se caracteriza pelo comedimento das opiniões. Sou católico e muito me orgulho disso. Toda a carga humanística que ampara a minha visão de mundo vem de minha formação cristã, na qual o respeito pela vida é valor fundamental. A posição contra o aborto, a qual defendo, é uma posição a favor da vida. Pergunto a você e a cada um que defende a posição contrária: em que momento o feto passa a ser considerado humano? Ao que eu saiba, ninguém possui essa resposta e acho que dificilmente alguém a terá. Aos que defendem a posição de que um ser humano só assim o será quando tiver condições de plena capacidade do exercício da vida, lembro que os nazistas pensavam desta forma, assim como seus congêneres stalinistas. Seguindo a mesma linha de raciocínio, um recém nascido e um feto, do ponto de vista funcional, possuem a mesma inaptidãso para o exercício da vida. O primeiro, se abortado, não sobrevive; o segundo, se obrigado a sobreviver sem ajuda, também perecerá. E ambos carecem de uma história pregressa que os admita no conceito de pessoa tão ardorosamente defendido pelos auto-intitulados "progressistas". Assim, se por exemplo, após o nascimento do bebê, a mãe se descobrir com dificuldades para levar uma vida compartilhada com aquela criança, por diversos motivos, que vão desde o abandono ou morte do cônjuge até a eventual perda momentânea de um emprêgo ou coisa que o valha, é lícito imaginar que ela tenha o direito de se livrar daquilo que lhe causará desconforto, no caso o bebê. A diferença entre feto e criança é de apenas algumas poucas semanas,não havendo porque, no caso de se entender que o aborto é um direito da mulher, o simples fato daquele amontoado de células, sempre segundo a visão abortista, sem identidade alguma, sem conhecimento, sem relação com nada, estar fora do corpo da sua "hospedeira" torna-o de alguma forma diferente de quando se encontrava dentro do corpo de sua mãe. Portanto, se vai se tornar um uncômodo, pode ser eliminado. Aliás, a consequência óbvia desse raciocínio é sua aplicação ao trato daqueles que, de alguma forma, precisam ser assistidos para conseguir sobreviver. Assim, os acidentados, os que não possuem mobilidade alguma (perguntem à deputada Mara Gabrilli o que ela acharia disso), os velhos com Alzheimer, os portadores de síndrome de Down e tantas outras doenças incapacitantes e que tranformam a vida dos doentes e de seus familiares em um martírio, deveriam, tal e qual o feto abortado e pelas mesmas motivações, ser eliminados por conta dos eventuais desconfortos psicológicos, problemas financeiros ou coisa que o valha que trariam aos seus parentes e amigos. Finalizando, sugiro que ouçam, postado que está no blog do Reinaldo Azevedo, o voto proferido pelo Ministro Cesar Pelluso na questão dos anencéfalos. Argumentação irretorquível, feita sim com base nos princípios cristãos de defesa da vida mas sem em nenhum momento resvalar para a questão de cunho eminentemente religioso. Desafio quem quer que seja a retrucar o voto do Ministro derrubando qualquer um dos argumentos ali expostos. Obviamente, com lógica e sem "histeria". Aos que entendem que o cristão não tem o direito de se manifestar, e lamentavelmente é disto, enquanto questão de fundo, que trata este post, lembro que a ciência pode ser tão dogmática quanto a religião, e que os fundamentalistas de lado a lado não contribuem em nada para a evolução do ser humano. A histeria na defesa de pontos de vista não é, em absoluto, monopólio de nenhum grupo, seja político, seja religioso. Já me alonguei demais e peço desculpas por conta disso. É só porque esse tratamento de "obscurantista" a qualquer um que se manifeste cristão ou ainda que defenda uma posição baseado em um princípio religioso - sim, o princípio de defesa intransigente da vida é antes de tudo um princípio religioso - me irrita profundamente. Um abraço Caríssimo Caio, respeito imensamente sua opinião e sua sensatez -- da mesma forma como respeito as religiões, até por estar cercado, nas famílias paterna e materna, de muitos praticantes de religião, sem contar os amigos. Mas respeito acima de tudo porque é um dever de ser humano. Eu não critiquei nenhuma religião, Caio. Releia com calma o post. O que fiz foi me insurgir contra minorias barulhentas e totalitárias, algumas delas de falsos religiosos, que não querem que o tema sequer seja discutido sem desqualificar os de opinião contrária como monstros, como assassinos, como nazistas. Se você tiver a paciência de ler muitos dos comentários aqui postados, poderá perfeitamente verificar o quanto de fanatismo, de ódio cego e de absoluta negação de qualquer possiblidade de diálogo que muitas pessoas ostentam quando o tema é este. Sem contar os não poucos comentários que deletei porque eram impublicáveis -- ofendendo a mim, a minha família, fazendo ameaças e coisas que dificilmente você imaginaria alguém escrevendo para alguém. Um abração

Ronaldo em 13 de abril de 2012

O voto do Ministro Cezar Peluso foi muito claro e distinto. Vale dar uma olhada.

fatima fontes em 13 de abril de 2012

Dois juízes do RN são acusados de desviar R$ 11 mi de precatórios R o momento de 'convidar' a Min. Calmon para dar um passeio pelo Nordeste

Ismael em 13 de abril de 2012

Embora eu não tenha usado termos ofensivos, se minha opinião serviu de base para o comentário do Leonardo, eu me desculpo e sugiro a ele que faça o mesmo. Nessa questão, concordo com o comentário do outro Leonardo, o Carvalho, de que há fundamentalismo em ambas as posições da questão. Sou leitor assíduo e acho o Setti um gentleman em primeiro lugar, além de um dos melhores comentaristas de política e cultura da imprensa desse nosso país. Obrigado por seu comentário generoso. Um grande abraço

Fernando em 13 de abril de 2012

Reynaldo-BH, 12/04/2012 às 23:36 - tem o comentário perfeito. Merecia virar post! Setti, realmente é isso, falta o respeito e reconhecimento do outro. E apelam para os maiores absurdos para descaracterizar quem pensa diferente. Não existe a mínima intenção de ter um diálogo, mas sim, de imposição pura e simples. Mas escrevo principalmente por algo que vejo sempre fazendo parte dos comentários deles: A voz do povo, consultem o povo, etc... se arvoram como representantes da alma popular. Mas não meus representantes. Nem de muita gente que conheço. O complicado de se perguntar ao povo o que ele quer, "façamos um plebiscito", como no caso dessa decisão do STF, é que a questão básica, não é o que o povo QUER, mas o que ele PRECISA. E esse pessoal não entende isso, porque apenas quer suporte do povo para suas idéias e agenda. Porque se formos fazer plebiscito com o povo para ver tudo que ele QUER, imaginem o que esse país viraria? Sugiro somente um para reflexão, então: 1 - O povo não QUER que um bandido tenha direito à advogado. Mas ele TEM que ter, para garantir seu direito, no mínimo para ter certeza que ele realmente é culpado. Veja como é fácil usar isso da "consulta popular" para justificar as maiores atrocidades. Ou como no exemplo acima, qual você acha que seria o resultado de um plebiscito desses? Ainda mais com um povo como o brasileiro, mantido ignorante de maneira proposital, incapaz de pensar por si próprio? Enfim, acredito que o STF com esta decisão, fez o que é mais importante no Brasil hoje em dia: Nos protegeu de nós mesmos. Abraço!

carolina em 13 de abril de 2012

sETTI, Não sei porque você ainda perde tempo com trolls como esse leonardo, são sempre as mesmas atitudes desses fanáticos, como do irã, acham que todos pensam ou devem pensar da mesma forma e quem não pensa já vem aqueles argumentos absurdos, de hitller, eugenia(se isso tivesse algum cabimento a frança que já descriminalizou o aborto a uns 30 anos, já teria cometido um holocausto, ou qualquer bobagem do tipo), já li até que o numero de abortos diminuiu, pois a gestante tem apoio de médicos e psicologos, o estado pode controlar, o que não acontece no Brasil. Sabemos muito bem que codigo penal ou não,não vai bloquear ninguém a fazer isso até pq a pena é ínfima, e quem tem dinheiro faz aqui numa clinica em algum bairro rico, ou no Canadá. Em tempo me parece obvio, quem não quer fazer aborto por motivos religiosos, que não amole quem não tem o mesmo etendimento.

Jefff em 13 de abril de 2012

Quem é contra o aborto e "a favor da vida" normalmente é a favor da pena de morte. Quem é contra a pena de morte "porque o estado não tem direito de tirar a vida de ninguem" é normalmente a favor do aborto. Cada um coloca o pé em um barco e finge que não vê!

Luis R N Ferreira em 13 de abril de 2012

Conceder o direito à mulher de interromper ou não a gravidez, este maravilhoso fenômeno da natureza que transcorre em seu corpo, significa em outras palavras, conceder ao cidadão o direito de interromper ou não uma vida, este fenômeno tão transcendente que é tido tanto nas diferentes doutrinas religiosas como na consciência de qualquer ser humano civilizado, mesmo que agnóstico, como um valor supremo. Os códigos e as leis só tratar do direito à sua supressão em casos muito especiais. Acho que este foi o motivo da celeuma.

Leonardo em 13 de abril de 2012

Exatamente, Ismael. O voto do Peluso é de um primor técnico que a massa encefálica do Setti é incapaz de entender. Assim, o ilustre colunista prefere fazer coro descerebrado com as feministas que acham que tem o poder da vida e da morte de outrem. O fato de elas terem ventre é um simples arrajo da natureza. Se fossem os homens a parir, meu entendimento seria o mesmo, e não como o Ayres Britto, o poeta nefelibata da Corte, disse ontem. Argumentos despezíveis. Não tem como não ser fanático nessa hora. É aviltante demais a posição defendida por esse colunista. Você, está se vendo, faz parte dos que não conseguem minimamente criticar sem ofender. Deixo seu comentário tal como veio para que os demais leitores juguem seus argumentos, sua educação, fua fineza de trato. E depois massa encefálica deficiente é a minha...

Gilberto em 13 de abril de 2012

Excelente post. Concordo plenamente. Sempre digo que, é muito fácil resolver o problema dos outros. Permita-me um desabafo: Estamos muito longe de ser um país civilizado. A falta de respeito ao próximo é imensa. Muitos pensam que, resolvendo seus problemas, os outros que se danem. Vemos isto nas menores coisas: no trânsito, nas filas, no lazer (lembra da garotinha atropelada pelo jet-ski?), e por aí vai. Somos um povo que gosta de levar vantagem, mesmo que essa vantagem prejudique alguém. Temos muito a aprender. Se é que um dia aprenderemos.

Leonardo Carvalho em 13 de abril de 2012

Caro Setti, não vi histeria ou fanatismo nesse caso. Pode haver um pouco de exaltação de ambos os lados e até mesmo do lado dos defensores do aborto e acredito que as lideranças religiosas possuem o direito de expressar suas opiniões nesse caso. Não se pode esquecer que até mesmo alguns ateus e agnosticos são contra o aborto. O que se questiona é: quando começa a vida? Será que temos direito de decidir quem deve viver e quem deve morrer,mesmo que seja por alguns segundos? Não podemos esquecer que o fundamentalismo está presente não só na religião, mas também em algumas militancias, como a ateia e a agnostica.

Ismael em 13 de abril de 2012

O argumento usado por Pelluzzo é demolidor. Fanático no caso é quem defenda não haver contradição entre o aborto de anecéflaos e os fundamentos da legislação, que nesse caso são sim religiosos. Se a condenação do assassianto (digo, interrupção terapêutica da vida) tivesse de se guiar apenas por fundamentos racionais, teríamos, por misericórdia, liberar a eutanásia.

Esron Vieira em 13 de abril de 2012

Um assunto como este, sempre será controverso tendo em vista o envolvimento com dogmas religiosos, e porque não em moralismos. O que o pessoal da citada histeria teria de enchergar é: a decisão aguardada do supremo é nada mais nada menos, o direito da mãe ou pais decidirem pela interrupção da gestação ou não. Quem quizer levar a gestação adiante por principios ou valores adquiridos, poderá fazer perfeitamente. Por outro lado quem sentir que não deve continuar, apenas não será criminalisado pela lei terrena. Só isso. O que me adimira é que os fundamentalistas religiosos foram e são os maiores fomentadores de crimes contra a humanidade. Não têm a moral de apontar o dedo pra uma mãe, que opta em não levar a diante uma gestação de risco que ela não deseja. Concordo plenamente com a primeira parte de seu comentário, Esron. O Supremo não está OBRIGANDO ninguém a praticar aborto de anencéfalos. Apenas criou jurisprudência descriminalizando esse procedimento. Um abraço

Thiago Hart em 13 de abril de 2012

Credo Setti, que rancor... Porque palavras como "histeria", "fanatismo"... então não há mais liberdade de expressão? Sim, eu acho que o supremo chancelou a eugenia ontem no país, aguarde e verás... Sempre aprendi no estudo da ética que para perceber se o argumento é lógico e válido deve-se leva-lo ao extremo. Se no extremo ele se mostrar desumano é pq o princípio em si é falso. Sinto muito Setti, mas aonde está o histerismo e fanatismo deste primado ético?? Além do mais, se fala em "direito da mulher", e o direito do pai? Só vale depois do nascimento?? Por um acaso a mulher engravida sozinha? Falar de "direito da mulher" no caso do aborto é um atentado ao bom senso. Também considero esse argumento de que "países mais avançados" extremamente frágil, como se não houvesse possibilidade de erro em legislações dos mais avançados. Dá vontade de escrever um cartaz e colocar na Avenida Brasil: Jornalista Setti é a favor de Guantánamo! Jornalista Setti é a favor das barreiras a importação de produtos agrários brasileiros na europa! Ora, o argumento é frágil. E como se isso significasse que não podemos ser diferentes. Se não somos avançados pq não sugerimos um governo mundial, ou propomos ao Reino Unido que cuide de nós assim como cuida das Malvinas! Por fim, gostaria que você provasse que 1 milhão de mulheres pratica aborto no Brasil por ano, qual é a fonte, qual dado oficial? Ora se o aborto é crime no país - ainda é - como não temos uma política que coiba fortemente esse atentado contra nossa legislação? Pq este número é falso! Setti, você é melhor do que isso, bem melhor!! Não deixe que seu rancor desmereça seu trabalho e turbe sua visão das coisas! Melhoras pra você! Caro Thiago, felizmente não alimento rancores, ao contrário do que imagina você. Rancor só faz mal para uma pessoa: a que o sente. O post reflete, sim, a indignação com o clima de sufocamento da discussão. Quando me referi a "histeria" e "fanatismo", e mencionei outras palavras, imaginei ter deixado claro que não me referia à maioria das pessoas. Para melhor esclarecer isso, até mexi agora há pouco no texto do post. É evidente que me referia a minorias -- mas a minorias ativas, barulhenas e muito pouco respeitosas do contraditório. Um abração

Rodrigo em 13 de abril de 2012

Outro vídeo bem interessante: http://www.youtube.com/watch?v=kE1sXe2EKkY. Desde já agradeço de coração ao Ricardo Setti por me permitir postar links em uma página que não é minha, mas dele. Às vezes divirjo do Ricardo, mas ele nunca vetou um só comentário meu na coluna. Obrigado! Meu caríssimo Rodrigo, você não precisa me agradecer por fazer algo que julgo ser de minha obrigação. Não "veto", no sentido político, ideológico ou qualquer outro, nenhum comentário. Os que deleto é porque são absolutamente impublicáveis -- por ofensas, agressões, xingamentos, ameaças ou grosserias horrorosas. Obviamente, não é seu caso. É um prazer postar seus comentários. Um abração -- e volte sempre!

Marcio em 13 de abril de 2012

Prezado Ricardo, Concordo com o seu ponto de vista. Se tivessemos a cultura de discutir temas polemicos abertamente, talvez os ministros do STF tivessem uma base melhor para preparar seus argumentos. Sou contrario a decisao por acreditar que ela foi baseada em conceitos ideologicos (e que tambem ingnorou conceitos juridos, como bem lembrou o leito Lucas) que terao consequencias graves no futuro. Porem agredir quaisquer atores nesta polemica (juizes, religiosos, cidadaos) e atitude contra a civilizacao, que se alinha mais com ditaduras do que com a democracia que queremos uma dia ter no Brasil. Abracos, Marcio Obrigado, prezado Marcio. E desculpe a demora na publicação de seu comentário. Por alguma razão, ele havia sido capturado pelos mecanismos anti-spam do site de VEJA. Sempre confiro se entre os supostos spams não há comentários, erroneamente misturados com propagandas estrangeiras e mil outras mensagens absurdas que nos chegam. Um grande abraço

Amanda em 13 de abril de 2012

Setti, apenas uma questão (acessória em relação às ideias principais, mas uma questão): "com um povo bom, generoso e trabalhador"? Não acha que essa tal bondade, essa tal generosidade e essa tal disposição ao trabalho apenas reforçam um estereótipo rasteiro sobre o brasileiro "cordial"? Penso que o seu próprio texto diz o contrário. Abs. Pode ser que reforce, sim, o estereótipo, Amanda. Mas acho que a grande maioria do brasileiro é decente, esforçada, respeitadora das leis, trabalhadora. A violência, a criminalidade, a brutalidade que vemos em nossa sociedade é horrível, mas não é generalizada, felizmente. Obrigado por seu comentário. Abraços

Thais em 13 de abril de 2012

Muito lúcido o texto!!! A reação à decisão do STF mostrou exatamente isso:estamos, infelizmente, muito longe de podermos realizar debates esclarecedores e avançarmos como país. O obscurantismo ainda cega maioria da população.

Eddie Moraes em 13 de abril de 2012

Bom dia Ricardo! Leio todos os dias os seus posts. É um ambiente plural que permite debates de bom nível. Mas leio sempre, também, porque me sinto "representado", pois seus argumentos são sempre lúcidos, claros, e bem fundamentados. Sempre empreendo discussões sobre os mais diversos assuntos nos grupos dos quais participo. Mas quando os assuntos são um pouco mais polêmicos, sinto exatamente isso: as pessoas são acometidas por uma espécie de "cegueira" e as suas crenças se sobrepõe à discussão. Dificilmente se avança. Dificilmente são agregados novos pontos de vista. Dificilmente se enriquece o conhecimento, pois as pessoas estão muito fechadas a qualquer argumento que seja contrário ao que elas pensam. Creio que perdem as pessoas que participam desses grupos, assim como perde a sociedade, que avança a passos muito lentos nesse sentido. Infelizmente não vejo mudanças grandes nessa direção para as próximas gerações. Isso é terrível. Hoje, para qualquer coisa que se fale, sobre qualquer assunto, tem alguém para "patrulhar". Ok. faz parte da democracia. Mas não seria muito mais saudável, ao invés de ser "patrulhado", ser convencido do contrário com bons argumentos? Abraços Prezado Eddie, desculpe a demora na resposta. Agradeço sensibilizado a seu comentário. E, infelizmente, compartilho de suas dúvidas sobre se esse clima maniqueísta mudará em prazo razoável em nosso país. Um grande abraço

Marcio em 13 de abril de 2012

Caro Ricardo, Concordo com seu ponto de vista. Talvez se tivessemos o habito de discutir abertamente temas polemicos os ministros do STF teriam uma base melhor para argumentar seus votos. Nao concordo com a decisao tomada, pois creio que levaram em conta conceitos ideologicos (sem falar nos conceitos juridicos ignorados, como lembrou o leitor Lucas) que terao consequencias muito graves no futuro. Mas basear a discussao em agressividade nao e o caminho da civilidade, mas das ditaduras. Abracos, Marcio

JT em 13 de abril de 2012

Na selva, quando um filhote nasce com má formação, logo é abandonado ou devorado pelos próprios pais. É a lei do mais forte. É a tal da seleção natural que move a evolução da espécie. Eu pensava que nós, seres humanos, éramos os animais mais evoluídos deste planeta, pois temos a capacidade de adotar filhos dos outros, que não carregam nossos genes. Na natureza existem os abortos induzidos por fêmeas que perdem o seu macho e precisam se entrosar com outro. Nós não precisamos disso, pois somos capazes de assumir filhos de outros casamentos e gostar tanto deles como se fossem nossos. Eu pensava que nós, seres humanos, não abandonássemos os mais fracos, que não saberiam viver por conta própria. Mas o STF demonstrou que nós brasileiros, demos um passo para o atraso. A partir de agora, os anencéfalos não tem mais direito à vida. Uma vida pode durar 70, 80 ou até 100 anos, mas se durar apenas 7 ou 8 minutos ainda assim será uma vida. De minha parte, serei sempre a favor da vida, por mais irracional ou curta que ela seja. Lutar pela vida do próximo era para ser um dever nosso, mas nunca o direito de acabar com ela. Nem preciso dizer, caro Jean, o quanto aprecio seus comentários, divirjam ou não de minha opinião. Sobretudo em assunto tão controvertido e que mexe tanto com as emoções das pessoas, você, uma vez mais, comparece com uma participação serena, muito longe da agressividade às vezes impublicável de vários leitores. Um grande abraço

Publio Athayde em 13 de abril de 2012

Em tempo: histeria, etimologicamente, é inflamação do útero. A gestação de um ente anencéfalo é mesmo caso de histeria.

gabi em 13 de abril de 2012

concordo com o texto, mas esses termos "mais ou menos civilazado", "mais ou menos primitivos" são péssimos pra quem quer falar de igualdade e liberdade.

Varlice em 13 de abril de 2012

Voto vencido, não há mais o que discutir, os que defendem o procedimento podem festejar, mas gostaria muito que você assistisse na íntegra o parecer de Cezar Peluso aqui http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=fj4DT39Iojo Não gosto dele, mas faço de suas palavras as minhas. Assisti à participação do ministro pela TV Justiça, mas agradeço, Varlice, a atenção de ter me enviado o link. Um abraço pra você.

Dav em 13 de abril de 2012

Não sou religiosa. Não sou a favor de nenhum tipo de aborto. É uma vida independente. Para mim é uma decisão egoística, narcisista. Com certeza, avilta e causa extrema indignação tais decisões. Estou apavorada com os rumos desses assuntos. O único lugar seguro para um ser era o útero da mãe, agora nem isso... Coitadas das nossas crianças, estão perdidas de todas as formas, inclusive legalmente e sem chances de defesa. Covardia pura e muita arrogância desses ministros e afins.

Rodrigo em 13 de abril de 2012

Discordo da opinião do blogueiro, e não creio ser a liberação do aborto nesse caso um sinal de civilização, mas o oposto. Creio que a leitura do voto do Cezar Peluso seja muito interessante para o debate. Um trecho de seu voto julgo ser importante destacar: "Tamanha evidência de que tem vida o anencéfalo (é que) se uma vez nascido for vítima de alguma agressão ou atrocidade, estará configurado crime correspondente, seja homicídio, infanticídio, estupro, lesões corporais, etc. Ninguém, na posse de suas faculdades mentais, ousaria reputar isentos de punibilidade, tais atos de violência cometidos contra anencéfalos recém-nascidos. Como legitimar-se pois a prática de condutas semelhantes contra o ser humano antes do parto? Se se autoriza o aborto do anencéfalo, por que não se admite (que) seja eliminado depois do parto, antecipando-lhe, doutro modo, a morte inevitável? A falta de juricidade do ato é exatamente a mesma."

Nilton em 13 de abril de 2012

Além do mais, imagino que brasileiros queiram mesmo que nasçam pessoas com deficiência apenas para que eles possam parar nas vagas para deficientes. Pra, como todo bom brasileiro, terem vantagem. Falta de respeito de todos. De todos!

Arlindo Rebouças em 13 de abril de 2012

Quem deve decidir isso é a mãe e sua familia e ponto final.

Noiado em 13 de abril de 2012

1) Adoraria saber donde tiram esses 1 milhão de abortos realizados anualmente no Brasil. 2) Países mais ricos que o Brasil e que desfrutam de melhores condições socioeconômicas, não são necessariamente mais civilizados que nós, eu rejeito a ideia de que países cujo aborto irrestrito seja legalizado, sejam mais civilizados do que nós, uma sociedade que relativiza o valor da vida humana entregando à mulher o direito de vida ou morte de um ser humano que não lhe pertence, anda na contramão do avanço civilizatório. 3) E quem vê pensa que para a militância que deseja garantir o direito de assassinar bebes, a discussão acaba ai, não caro Setti, este é apenas o primeiro passo, quanto mais a ideia do aborto se inserir no cotidiano, mas fácil é de empurrar goela abaixo dos cidadãos o que realmente interessa. 4) E pelo amor de Deus, para a doutrina cristã o direito a vida é um valor inalienável, se o Brasil cristão restringe o aborto legal a três situações, é mais que óbvio que faz melhor observância dos valores defendidos pelo cristianismo do que aqueles cuja população seja majoritariamente cristã e que legalizaram o aborto irrestrito. 5) Coitadinha das mulheres aborteiras né? Gostam de dar que nem chuchu, mas não gostam de assumir a responsabilidade por seus atos, né? Ou vão dizer que esses 1 milhão de abortos são feitos por mulheres que foram estupradas?

marcelle em 13 de abril de 2012

O texto está excelente,como se fosse pra sacudir o leitor,talvez por isso um pouco agressivo,mas neutro. Como um país católico desde os nossos primórdios,já nos foi inserido,como um DNA,que aborto é pecado,que existe outra vida,vida essa que só Deus pode dizer se vive ou morre.Confesso que fico dividida,já sou mãe e sei como é divino a maternidade,porém,penso como seria difícil colocar um ser no mundo para sofrer no decorrer de sua infância,passando por privações,passando por dificuldades financeiras ,carências afetivas,etc... Então,o que será mais sofrível para um feto/criança?não consigo responder porque eu não passei por nada disso.Mas aí eu também penso,como ficaria banalizado descriminalizar o aborto.Será que ficaria tão banal que encontraríamos MAIS fetos jogados por aí,digo em quantidade.Seria chocante.Outro detalhe é que quantos abortos uma única mulher pode vir a fazer na sua fase reprodutiva sabendo que pode fazer o que bem quer?Ela não estaria também colocando sua vida em risco?Os gastos da saúde não iriam aumentar?como casos de AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis?É muito difícil saber o que é ou não correto,se você não passa pelo dilema.Somente que passa é que realmente poderia dentro de um questionário decidir pelo aborto ou pela vida.É fácil eu dizer que sou contra,mas ora,sou contra,mas não sou eu que alimento,não sou eu vou priva-lo de sentimentos,de não saber quem é o pai,não sou eu que precisarei trabalhar e deixar sozinho pra correr atrás de comida,enfim,muito complicado opinar pelo que não passamos.

JACYRA em 13 de abril de 2012

PARABÉNS PELA LUCIDEZ COM QUE TRATOU ESTA GRANDE HISTERIA QUE TOMOU CONTA DO BRASIL E QUE TERMINOU NO PALCO DAS VAIDADES DO STF.

Luiz Carlos Del Castilo Raiol em 13 de abril de 2012

Achei um pouco pesado demais atribuir aos cristãos, especificamente aos católicos o fanatismo e a imbecilidade religiosa. Ficou clara a sua defesa contundente da descriminalização do aborto, o que é perfeitamente aceitável. Você só precisa ter mais respeito com os contrários. Finalizando, eu gostaria de saber qual é a base dos dados que atribuem os mais de um milhão de abortos por ano no Brasil? como é que essses números foram obtidos? e quem pagaria a conta dos abortos? se os clandestinos são nesse montante eles legalizados seriam aumentados em quantos porcento? Meu prezado Luiz Carlos, eu não atribuí aos cristãos nem aos católicos como um todo o fanatismo e a imbecilidade religiosa. Achei que ficou claro que me referi a esses casos como ocorrendo com certos setores. Eu respeito, sim, os contrários, caro Luiz Carlos. A prova disso é a publicação de milhares de comentários neste blog que divergiram de minhas opiniões e criticaram, não raro com grande severidade, o colunista. Um abraço

Natale em 13 de abril de 2012

No intuíto de agregar mais informações sobre o assunto,recomendaria ouvir a entrevista na CBN: "Aborto de anencéfalos é a interrupção de um sofrimento" Quarta, 11/04/2012 Entrevista com Mayana Zatz, diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano e professora Titular de Genética Humana da USP

Nilton em 13 de abril de 2012

Caro Ricardo. Creio eu, que nunca fiquei tão contente ao ler um blog. Com um ponto de vista tão amplo, elucidativo a respeito de uma das maiores doenças do povo brasileiro: "A falta de civilidade" Vê-se, de fato, o quanto há também comentando aqui no blog. Sempre pensei que o Brasil é um país de bárbaros, sem educação, mas que querem passar essa imagem de seguidores incondicionais de Cristo, de homens que compreendem e amam os inofensivos seres vivos, daí desencadeia um ponto principal, que me deixou orgulhoso de ler: Brasileiro é hipócrita. Falam que respeitam a vida, mas bebem e dirigem, mesmo sabendo dos riscos à vida, e ainda não querem fazer teste de bafômetro, porquê quem quer ser preso? Nenhum desses que bebem e dirigem, eles preferem que quem seja preso são mulheres que abortaram um feto anencéfalo. Eu acredito muito que a maioria dos que aqui agridem você verbalmente, adorariam ver espetáculos da era medieval como fogueira aos que não pensam igual, que adorariam trespassar um machado na cabeça de quem quer que seja, em nome da igreja. Uma pena reconhecer isso tudo na sociedade. Obrigado pela parte que me toca, prezado Nilton. Um grande abraço -- e volte sempre ao blog.

Lucas em 13 de abril de 2012

Faço das minhas palavras às de uma colega abaixo: não sabia que ainda havia comentaristas sensatos na Veja. Assisti à radicalização do pensamento de alguns blogueiros, o que me fez pensar ser a posição una da revista. Sobre o tema, lembrando aos católicos desmemoriados de plantão: o aborto só passou a ser considerado "pecado" pela igreja católica no século XIX, pelo papa Pio IX. No entanto, alguns dos seus maiores pensadores, como São Tomás de Aquino, defendiam abertamente o aborto (pois a alma incutiria no feto somente a partir da 40o dia de gestação), posição essa que foi adotada como oficial pela igreja no séc XIV.

Rafael em 13 de abril de 2012

Lucas, vamos eleger melhor nossos representantes, quem sabe o ativismo judicial não é mitigado, mas o fato é que a demanda chegou ao Judiciário e cabe a ele, com base no ordenamento, decidir, logo o judiciário exerceu sim seu poder judiciante. Setti, estou aplaudindo seu texto.

Amanda em 13 de abril de 2012

O curioso é que fiquei com a sensação de que a Revista Veja agora tende a se posicionar a favor do aborto, quase um indicativo de civilização. Se nao me falha a memória esta mesma revista condenava a legalização do aborto durante a campanha presidencial, enfatizando que Dilma Rousseff era a favor e, assim, estimulando nao apenas os fanáticos religiosos, mas todos aqueles que "fossem a favor da vida" a nao votar na atual presidenta. Nao deveria haver mais coerência na Revista? Ou assume logo que é reaça ou pare de fingir apoiar movimentos democráticos para melhor poder se opor a eles por debaixo dos panos. Amanda, minha prezada leitora, eu não sou "a revista VEJA". Sou apenas um colunista que integra os quadros do site de VEJA. Expresso, no blog, minhas opiniões pessoais, com toda a liberdade que o site de VEJA admite e abriga. Um abração pra você.

Marco Antonio (Curitiba - PR) em 13 de abril de 2012

Setti, em complemento ao meu comentário anterior, feito em 13/04/2012 às 9:03, recomendo o artigo "A lógica do abortismo". Segue abaixo o link e a conclusão: http://www.jornal.chausse.com.br/index.php/component/content/article/152-opiniao/54265 "Aristóteles aconselhava evitar o debate com adversários incapazes de reconhecer ou de obedecer as regras elementares da busca da verdade. Se algum abortista desejasse a verdade, teria de reconhecer que é incapaz de provar a inumanidade dos fetos e admitir que, no fundo, eles serem humanos ou não é coisa que não interfere na sua decisão de matá-los. Mas confessar isso seria exibir um crachá de sociopata. E sociopatas, por definição e fatalidade intrínseca, vivem de parecer que não o são." A íntegra desse texto merece moldura de ouro e afixação à entrada do plenário do STF, para reprimenda e humilhação de quase todos os seus ministros.

Ricardo em 13 de abril de 2012

Caro Senhor, Acho que não entendi, o Sr. é a favor do aborto em geral? ou só neste caso específico? Ou existem casos e casos? Se não me engano o discurso de um certo Ministro da Propaganda por volta de 1933/1945 seguia este tipo de argumento. Acho o aborto uma coisa triste e um grande trauma. Ningém com seu juízo perfeito acha "bom" um aborto. Ninguém. Mas sou a favor do direito de a mulher escolher se quer prosseguir uma determinada gravidez ou não. Nada tem a ver com Goebbels, Ricardo, por favor, não me ofenda. Há países democráticos, inclusive os que derrotaram a Alemanha nazista, onde o aborto, nessas condições, é legal. Abraços

Marcio em 13 de abril de 2012

O Brasil não possui pena de morte em tempo de paz. Como pode alguém ter direito sobre a vida de um ser humano se o próprio Estado não tem?

Corinthians em 13 de abril de 2012

Setti, Eu discordo e concordo. Acho que está tudo do avesso. Sou contra o aborto como "um direito feminino", pois o feto não é um pedaço da mulher somente. A discussão tem que ser aberta sim, e sem radicalismo de ambos os lados. Por exemplo, não existe isso de que ninguém gosta de aborto... tem muitas pessoas que são tão favoráveis que consideram o feto um parasita. Tem pessoas favoráveis que consideram o infanticídio um procedimento normal, comparável ao aborto. Tem pessoas favoráveis que acham que esse procedimento é pela eugenia. Acho que neste caso a comparação com outros países desenvolvidos, usando o aborto como uma espécie de índice de civilidade foi infeliz. Isto nada tem a ver com o assunto. Podemos dizer nesta mesma linha que a maioria dos países citados proíbe a eutanásia - e ninguém trata isso como um direito do mais interessado, que é aquele que vai morrer. Novamente, o aborto não deve (nem é) ser tratado como um direito da mulher - não é ela que vai morrer, e sim o feto. Outra coisa que reforço, o feto não foi concebido de maneira autônoma - existe um pai que também tem o direito de pelo menos opinar. Retirar o pai da discussão é só o início do movimento pró-aborto que não tem exatamente um argumento que não seja este do direito da mulher. Podemos perguntar - e a opinião do pai, não conta ? Podemos perguntar - de onde vem este dado de que são feitos mais de um milhão de abortos clandestinos ? Chega a se falar em 200 mil mortes pelos abortos clandestinos, mas claro, quando este número é levado à luz da quantidade de mortos no Brasil, verifica-se o absurdo que é colocado. Isso é propaganda enganosa. E por isso é importante a discussão - mas a discussão sobre o aborto em si (ou seja, matar um feto), e não uma discussão nas bases das proferidas pela militância pró-aborto, com os dados enganosos e sobre direitos das mulheres, excluindo todo o resto. O problema de isso ter sido tratado no Supremo é que conforme já colocado aqui, ele teve que legislar novamente. Teve que decidir se o aborto de anencéfalos - conforme colocado um caso especialíssimo - é crime ou não. Até aí tudo bem. O problema é que o STF para descriminalizar este ato acaba por levar outras questões ao assunto - e a decisão do STF e seus votos serão sim usados em outros processos de aborto, em outros casos que não de anencéfalos. Exatamente por que o anencéfalo pode ser abortado ? O que é considerado como vida humana ? Estas questões ficam abertas e permitem várias interpretações, inclusive a da eugenia. O anencéfalo pode ser abortado por ser incapaz de sustentar vida independente ? O que é vida independente ? Alguém com síndrome de down sustenta vida independente ? Algum cadeirante ? Ou ainda, alguém com uma doença degenerativa ? Por si só um recém-nascido é incapaz de sustentar vida independente. Sempre que o STF for obrigado a legislar através de um processo jurídico, vai abrir precedentes para outras condições baseado em suas decisões e julgamentos. Falando em legalidade, seu próprio post coloca a decisão do STF como errada - e devo dizer que não entendi muito bem a parte do "Interpretou, como lhe cabe, de forma não-restritiva o Código Penal" seguido por um bem definido "que considera crime o aborto, exceto dois casos: quando não há outra forma de salvar a vida da gestante e quando a gravidez é resultado de estupro." O que fez o STF então se não criar uma nova lei ? O que fez o STF então se não decidir mais uma vez contra a lei existente ? Isso para ficar só no caso do aborto, que para deixar claro, sou contra o aborto, mas a favor no caso de anencéfalos - não por direito da mulher, muito menos pelos votos favoráveis do STF, e sim por que o feto não tem a menor chance de uma vida. Agora quanto ao caso de histeria, acho que também há um equívoco aí. A histeria vem justamente do movimento pró-aborto, que divulga estes números falsos e causou o que causou nas últimas eleições. As religiões têm o direito de se manifestar. A passeata contra o aborto foi um exemplo de civilidade. Este é um tema sim relevante seja em política, seja em saúde. Os religiosos tem o direito de se expressar, tanto quanto os movimentos homossexuais, os sindicatos, e qualquer outro grupo organizado. Podemos colocar que na Itália, digamos "mais católica e mais cristã" que o Brasil, o aborto é permitido. Agora lá não existe este celeuma contra a manifestação de quem tem religião, não chamam de histeria quando o Vaticano fica cheio de fiéis para ouvir o papa com cartazes contra o aborto. Aqui existe um negócio estranho - não discute-se o argumento ou o fato, mas sim o quem profere o argumento ou quem protagonizou o fato - e isso é muito perigoso pois é aí que as coisas se perdem. O aborto não deve ser proibido por que os religiosos são contra. O aborto não deve ser permitido por que outros países civilizados o permitem. O aborto deve ser discutido - e repito, não como um "direito da mulher", e sim como um direito do feto. E a decisão do STF mais uma vez mostra o por que somos bárbaros - por que simplesmente a lei é ignorada, seja pelo legislativo que não as cria nem modifica, seja pelo STF que decide contra o que está escrito.

Marco Antonio (Curitiba - PR) em 13 de abril de 2012

Setti, que tal desmascararmos a vigarice intelectual acoitada na perversão intencional do termo "fundamentalismo"? Leia: "Fundamentalismo? O mais extraordinário é que as forças anticristãs e antijudaicas, mal escondendo seu apoio à ocupação islâmica do mundo ocidental, prevalecem-se da própria imagem sangrenta do radicalismo islâmico para projetá-la sobre todas as comunidades religiosas, sobretudo aquelas que são vítimas usuais da violência muçulmana, e transmitir ao mundo a noção de que todas são, no fundo, terroristas. O manejo astuto do termo “fundamentalismo” tem servido para esse ardil, que desonra qualquer língua culta. Esse termo designava originariamente certas seitas protestantes afeitas a uma leitura literal da Bíblia ou, mais genericamente, qualquer comunidade religiosa decidida a conservar o apego às suas tradições (um direito que hoje se reserva para muçulmanos, índios, africanos e seus descendentes, negando-o a todo o restante da espécie humana). Ao transferir o uso desse qualificativo para os terroristas islâmicos, a grande mídia e os intelectuais ativistas que a freqüentam cometeram uma impropriedade proposital. De um lado, esse uso camuflava o fato de que esses radicais não eram de maneira alguma tradicionalistas: eram revolucionários profundamente influenciados pelas ideologias de massa ocidentais – comunismo e nazifascismo –, bem como pelo pensamento “vanguardista” de Heidegger, Foucault, Derrida e tutti quanti. De outro lado, e por isso mesmo, o termo assim empregado ia-se imantando de conotações repugnantes, preparando seu uso futuro como arma de guerra psicológica contra as mesmas comunidades religiosas que o radicalismo islâmico tomava e toma como suas vítimas preferenciais: os cristãos e os judeus. Numa terceira fase, o qualificativo passou a ser usado ostensivamente contra essas comunidades, ao mesmo tempo que se espalhava pelo mundo a campanha de difamação anti-religiosa da qual o sr. Richard Dawkins é agora o mais espalhafatoso garoto-propaganda. Durante a invasão do Iraque, rotular como “fundamentalistas” o presidente Bush (cristão) e o secretário Rumsfeld (judeu) tornou-se repentinamente obrigatório em toda a mídia chique, com uma uniformidade que comprova, uma vez mais, a presteza da classe jornalística em colaborar com a reforma orwelliana do vocabulário." Extraído do artigo "A guerra contra as religiões" de Olavo de Carvalho, para o Diário do Comércio de 23 de janeiro de 2006 Ah, sim: esses números estrambóticos de 1 milhão de abortos anuais no Brasil (se é pra mentir, por que não um bilhão ou um trilhão?) também já foram cabalmente desconstruídos pelo mesmo Olavo em outro artigo definitivo, que aniquila qualquer argumento pró-aborto. Mas isso fica pra daqui a pouco.

Sérgio Melo em 13 de abril de 2012

Concordo, temos que mudar a lei. Antes disso, não. Feto de três semanas também é anencéfalo, logo... O meu problema com isso é a falta de coragem de se fazer o que tem que ser feito: Consultar a população. E seguir a lei, seja ela qual for, sem malandragens ou firulas espertas.

Max em 13 de abril de 2012

Ricardo, você presta um desserviço à sociedade ao defender que existem países - e, consequentemente, culturas - superiores a outras por ser "mais civilizadas". Um debate sobre o aborto, particularmente no Brasil, deve abordar questões como o impacto na força de trabalho numa sociedade que está envelhecendo; o aumento do número de portadores de DSTs - particularmente o HIV - devido à possível diminuição do uso de camisinhas; o direito ou não de utilizar impostos pagos por uma parte significativa da população para financiar uma prática que elas consideram ofensivas à sua essência, etc. O bem da coletividade deve receber maior consideração que o do indivíduo. Sim, o Estado é laico, mas o poder soberano é o do povo - o qual, no Brasil, se declara seguidor de princípios religiosos que rejeitam a prática do aborto. E um milhão de abortos? Num país que tem 2,5 milhões de partos anuais? Improvável e especulativo. Defendo, sim, o direito de escolha da mulher - o de escolher se deve ou não usar métodos contraceptivos.

Juliana em 13 de abril de 2012

Lucas, sobre sua colocação em relação ao STF ter legislado, vou te dizero que penso. Todo o poder legislativo e Executivo é 'enfaixado' por ser elegível. Eles tem medo de decidir por qualquer coisa que possa tirá-los do poder em uma nova eleição. Enquanto tivermos um país de pessoas ignorantes (no sentido de não esclarecidas), um deputado que relatar um projeto de lei desses, nunca mais bota os pés no congresso 9pore que o povo não lembra das roubalheiras na hora de votar, mas da orientação religiosa lembra). Então questões como aborto, discriminalização de drogas etc se não for discutido pelo stf, não será discutido nunca, e eles sabem disso. Enquanto isso na câmara eles levam três meses discutindo lei de trânsito.

p faustini em 13 de abril de 2012

Interessante seu julgamento, quem concorda com o aborto é moderno, quem discorda é histérico, Mussolini agia exatamente assim. Eu não escrevi isso. Você está sendo injusto comigo. Respeito profundamente quem é contra a legalização do aborto. O que escrevi foi outra coisa. Basta reler -- ou ler, porque parece que você não leu direito -- o post.

Ricardo em 13 de abril de 2012

Caro autor deste artigo, e você ignora a opinião da maioria da população que é contrária ao aborto. Goste você ou não, pode o Estado ser laico, mas a sociedade é cristã. Histeria é pra você o nome de se lutar e defender a vida em qualquer situação? Então somos histéricos, e pretendemos continuar assim. Argumento tolo o seu de que em outros países isso ou aquilo já foi aprovado.. isso virou padrão pra alguma coisa? Seja mais inteligência da próxima vez.

Aninha em 13 de abril de 2012

Bravo, Ricardo! Vencemos uma luta. Acredito que grande parte de quem critica deva imaginar que um aborto se faz como quem vai ao salão cortar o cabelo. Mas, deixa pra lá. O importante é o direito que foi conquistado. Críticas e histeria? Sempre estarão presentes. Muito obrigada pelo espaço da sua coluna. Pela sua coragem e paciência... Abraços. Quem agradece, no caso, sou eu, Aninha, pelas boas palavras a meu respeito e por sua presença, sempre inteligente e não raro divertida, no blog. Me dá orgulho de ter leitores como você -- e não é por concordar com este post, não. Se você discordasse, da forma sempre educada e gentil pela qual se manifesta, seria a mesma coisa. Um abração

Karlos Santos em 13 de abril de 2012

Nunca vi um conjunto tão grande de bobagens. E eu que achava que histéricos eram os grupos feministas fundamentalistas?! Ricardo Setti vê diferete. è mudernu.

Eduardo Queiroz em 13 de abril de 2012

A maioria é contra o aborto de anencéfalos, chegando à histeria, mas não vejo a sociedade brasileira agir com firmeza contra a corrupção que deixa os hospitais sem meios para salvar vidas humanas... somos mesmo um povo bárbaro e primitivo...

Ismael Silva - de Portugal em 13 de abril de 2012

Pedi ao Ricardo que pensasse no que escreveu enquanto eu mesmo não o fiz. No meu comentário anterior considerei o crescimento da população como nascimentos, quando, na verdade, deveria ter considerado como um aspecto dinâmico que engloba natalidade, mortalidade, imigração e emigração, etc. De qualquer maneira, o mérito não fica em causa: 1 milhão de abortos clandestinos quando temos 47 milhões de mulheres em idade reprodutiva é uma invenção de quem quer dobrar os números aos seus interesses, e não de quem quer usar os números como argumento. Feita ressalva, reitero meu respeito por este colunista e pelas opiniões favoráveis e contrárias ao aborto. Só não respeito mistificações. Obrigado por seu respeito, caro Ismael. A cifra de 1 milhão é citada por muitas fontes dignas de crédito, mas evidentemente é uma estimativa -- que, aliás, conforme a fonte, varia de 750 mil a 1,2 milhão por ano. O problema não é este. Se forem, por exemplo, 500 mil, muda o meu raciocínio? De todo modo, obrigado por seu comentário. Vou relativizar esse número no texto, em atenção a sua observaçao. Um abraço.

Pedro Luiz Moreira Lima em 13 de abril de 2012

Setti: Começo a compreender os ataques contra voce e seu blogue - está se metendo numa área de marketing eleitoral,o uso do aborto como arma política. Caso queira comparar os "escritos" com blogues que utilizam e utilizaram o assunto ABORTO, como marketing eleitoral verá uma coincidência muito forte - sempre o conteúdo da violência acusatória infamante acima de qualquer argumento lógico - não entendo nada desse mundo virtual mas dizem os especialistas que são os chamados "TROLLS." Pode ser que esteja delirando,vendo fantasmas mas a intimidação a você me parece bem claro. Sua análise é normal e de puro bom senso.Vindo de um jornalista fazendo parte dos colunistas da Veja é um "atrapalho" total do uso do ABORTO como ARMA POLÍTICA. Não sei de concorda ou tem lógica a minha suspeita,detesto suspeitas conspiratórias - estou errado? Meu abraço solid´rio Pedro Luiz Obrigado, caríssimo Pedro. Em relação a determinados setores, sim, você tem absoluta razão. Não foi por acaso que a presidente Dilma, durante a campanha eleitoral, foi obrigada a atitudes francamente humilhantes, como a de repudiar suas opiniões do passado, corajosas e baseadas na realidade triste do Brasil, em relação ao direito ao aborto. Um abração

carlos alberto em 13 de abril de 2012

Ah! entendi. Se se esperasse o fim da votação do Supremo a "histeria" seria aceitável ou até mesmo histeria não seria. O "erro" foi não esperar o fim da votação. . Isto é que é argumentação arguta, lúcida e educada. Os agora perdedores são por natureza histéricos, só e somente só por serem contra a morte de incapaz. Não pretendi classificar, e nem o fiz, os adversários do aborto como histéricos. Tenho adversários do aborto em minha família e entre amigos e amigas muito queridos. Até por essa razão não faria isso. Mas não o faria sobretudo para não generalizar e cometer injustiças. Por gentileza, releia meu post e veja que me referi a minorias, barulhentas mas muito ativas. Abraços

Lenicio Carneiro em 13 de abril de 2012

Caro Ricardo, com todo respeito à sua opinião (apesar de discordar frontalmente dela), me espanta que você, sempre tão cuidadoso com os dados, dê crédito a essa informação infundada de que no Brasil se fazem "mais de 1 milhão de abortos clandestinos anualmente". O debate saudável é feito com idéias discordantes. Mas o debate honesto exige argumentos consistentes. Qual a origem dessa informação? Um abraço. Esse número é citado, caro Lenicio, por muitas fontes diferentes. Trata-se, porém, obviamente, de uma estimativa, que, por sinal, varia conforme a fonte de 750 mil a 1,2 milhão por ano. Em atenção a você e a outros leitores que me fizeram essa observação, porém, vou relativizar o número no texto do post. Presto muita atenção ao que os leitores civilizados e educados como você escrevem. Um abraço

Ismael Silva - de Portugal em 13 de abril de 2012

Olá, Ricardo! Sou contra o aborto mas respeito quem seja a favor. Só uma coisa me deixa curioso na sua argumentação: um milhão de abortos clandestinos por ano? Segundo o Censo 2010, o Brasil tem 47.527.951 mulheres entre 15 e 44 anos. Isso daria 2% de abortos clandestinos, desde que todas ficassem grávidas, o que não acontece já que o Brasil não tem 47 milhões de nascimento por ano. Também segundo o Censo, o Brasil cresce à taxa média de 2.000.000 de pessoas por ano (4% daquelas tais 47 milhões). Olhando para os números que você defende, significa que temos 1 aborto clandestino para cada dois nascimentos!!!!!!! A pergunta é: Você parou para pensar no que escreveu ou só repetiu o que ouviu? É que um aborto clandestino para cada dois nascimentos é argumento ideológico, e não estatístico. Espero que pense um pouco no que escreveu. Abraços. Prezado Ismael, Como já disse em outra resposta, agradeço sua observação, a qual, junto a outras, me fez alterar essa parte do texto do post. A cifra é mencionada por inúmeras fontes -- algumas vão até mais longe, falam em 1,2 milhão --, mas não é resultado de levantamento (até pela enorme dificuldade de fazê-lo, num país que criminaliza o aborto), e, sim, uma estimativa. Um abraço e obrigado por seu comentário.

Julian Matos em 13 de abril de 2012

Setti, A questão do aborto desperta em mim dúvidas pessoais de cárater ético ainda não plenamente solucionadas. Sou agnóstico e liberal, mas acredito profundamente que existe um marco ético de valores comuns que não podem ser relativizados. O direito a vida é um deles. No obstante, entendo que estas dúvidas são de caráter pessoal e de foro íntimo. Certamente, me sinto incapaz para julgar ou chamar de "assassinas" as mulheres de carne e osso que conheço que praticaram aborto. Por este motivo, não posso concordar com uma política pública que determine a prisão de mulheres que praticaram o aborto. Sobre decisão do STF, faço menção ao caso Roe v. Wade no qual a Suprema Corte americana estabeleceu os límites do estado em regular a relação entre a mulher e seu médico. O estado estaria autorizado a restringir e inclusive proibir a prática do aborto, exceto quando quando a saúde ou a vida da mulher estivesse em risco. Acho que é um bom límite a capacidade de regulação do estado. Acho que o ex-presidente Bill Clinton tem uma frase reflete bem meu sentimento sobre o tema: o aborto deve ser "safe, legal and rare". Cordiais saudações, Julian Matos

Marcelo P. Leite em 13 de abril de 2012

Prezado Ricardo Setti: Em seu texto, o Sr. afirma sobre "MAIS DE UM MILHÃO DE ABORTOS CLANDESTINOS FEITOS ANUALMENTE NO BRASIL... ". Gostaria então de saber de onde que você retirou esse dado, e quais os critérios utilizados para chegar a esse número. É que, considerando-se a população brasileira, a quantidade de mulheres, e a faixa etária destas em que os abortos são realizados, e retirando-se do cálculo aqueles abortos que não são clandestinos, como os que ocorrem naturalmente, esse número me parece fantasioso, impossível mesmo, incompatível com nossos dados estatísticos. Contudo, estou disposto a modificar minha opinião, pois ninguém é dono da verdade. Gostaria então de saber sobre os critérios da pesquisa que apontou esse número de mais de um milhão de abortos anuais. E note que não quero confrontá-lo, pois o respeito como jornalista capaz de denunciar as mazelas de quaisquer grupos políticos, o que comprova seu valor, além de outros méritos. Mas apenas achei estranho, na qualidade de quem já estudou Ciências Socias, esse número apresentado. Prezado Marcelo, Em consideração a ponderações como a sua e a de outros leitores, achei melhor retirar esse número do post. Releia, se tiver tempo. Sabe-se que o número é imenso, mas, até pelo fato de ser crime o aborto fora dos casos de exceção previstos no Código Penal, fica praticamente impossível realizar-se um levantamento. O que há, portanto, são estimativas, que variam muito -- li e ouvi várias fontes, que falam de números que vão de 750 mil a 1,2 milhão. Mas são apenas estimativas. Então, mudei o texto do post. Um abraço

Margit Mária Keresztes em 13 de abril de 2012

Não quero entrar no mérito da questão.No entanto, gostaria de ressaltar que o fato de outros países admitirem ou até mesmo incentivarem alguma atitude não pode ser usado como argumento para o Brasil agir da mesma forma. A máxima " um pode errar, dois é difícil, três é impossível " é desmentida pela realidade.

Willer em 13 de abril de 2012

Grande verdade, Setti. Eu sou um fundamentalista, acredito que a vida seja um direito fundamental que não pode e não deve ser relativizado. Acredito que do momento da concepção ao túmulo estamos em constante transformação e por isto mesmo a Vida não pode ser questão de decisão de terceiros independente do grau de ligação que existam entre as partes, muito menos a fixação de quem deve ou não deve ter a chance de vir ao mundo, isto seguindo conceitos que são ainda questionáveis tanto do ponto de vista médico como ético, sem falar no aspecto religioso, mas este não me orienta. Discordo do seu posicionamento, rejeito a classificação de uma reação contrária como manifestação de histeria. Prezado Willer, Não me referi de modo algum à histeria generalizando. Falei em "setores". Claro que respeito as pessoas que têm opinião semelhante à sua. A histeria foi de grupos determinados, que não querem nem debater o assunto -- e, quando o fazem, começam por desqualificar a pessoa do interlocutor. Se você fizer a gentileza de reler o texto, que eu ainda alterei aqui e ali em atenção a observações de leitores, eu agradeço. Abraços

Elizeu Mathias em 13 de abril de 2012

O supremo tribunal federal OU " A SANTÍSSIMA TRINDADE" brasileira, decide tirar uma Vida com o consentimento da Mãe por que será uma améba vegetativa futuramente, Mas que engraçado o aborto já é legalizado e sancionado "no caso de estrupo ou Morte da mãe... Mas as feministas de plantão querem + mais. " Precisamos de mais colágenos de embrião Isso é descartável como uma camisinha, depois de uma relação sexual" FEMINISTA QUE MANDA NO MARIDO *.+ Aos formadores de opinião ou seres humanos sabem o que daqui pra frente nos resta com a total liberação do genocídio ou do aborto á pornografia.

Marcondes Witt em 13 de abril de 2012

Corrigindo meu comentário: "tenho a impressão que há religiões cristãs que permitem" [o aborto].

Túlio em 13 de abril de 2012

Um texto demasiado tendencioso e demasiado desrespeitoso para com os religiosos. O mandamento não matar, não abre exceções; os religiosos tem seus fundamentos e são válidos. Você conceitua civilização sem levar em conta quem a cunhou, ou foi sua formadora ... o Cristianismo, logo seriamos de fato civilizados se pautássemos nossas vidas com os ensinamentos de Cristo e sem exceções. Não considero, caro Túlio, que desrespeitei "religiosos", genericamente. Critiquei minorias fanáticas, que procuram calar a discussão de temas como esse. Abraços

Marcondes Witt em 13 de abril de 2012

Infelizmente a histeria não é exclusiva neste assunto, hoje em pauta. Apenas desta vez ela, a histeria, ficou mais evidente, mais visível. Quanto à questão do 'debate cristão', tenho a impressão que há religiões cristãs que não permitem. Uma delas, a católica, é frontalmente contrária. Do gênero cristão, o catolicismo é apenas uma espécie.

Orlando em 13 de abril de 2012

Caro Colunista: Vivemos no Brasil; pais ( acentos faltam devido ao IPad) carente de educacao e culura. Muitos se preocupam com o precedente criado, pois se o Supremo legislou ( gostem ou nao do resultado houve usurpacao de poder ) o que impede de, no futuro , abrirem-se portas para outros casos que, tomara que nao, beirem a Eugenia ( dai, muitos lembrarem dos nazistas ) . De fato conheco pessoas que fizeram aborto. As que conheco foram como metodo contraceptivo! depois de um momento de empolgacao mal gerenciado, por assim dizer. Nao sei se e' saudavel esta postura diante da sexualidade. Banalizar a vida e' sempre perigoso. O que nos separa do caos e da barbarie sao os ensinamentos basicos de qualquer religiao. Principalmente o respeito a vida e ao seu semelhante. Para terminar, desconfio daqueles que debocham da religiao ; os que a tratam como algo tolo ou que desqualifica argumentos. Talvez estas pessoas queiram se sentir inconscientemente poderosas, desafiando algo que nao compreendem e que nao as favorece com respostas faceis. Abracos

miriam em 12 de abril de 2012

Sabe Ricardo daquela festa dos pró-aborto que sitei no comentário que fiz? Pois o que li em alguns comentários é exatamente o que falei. Tem pessoas exultantes, como se estivessem comemorando o resultado de um jogo. E as ofensas aos que têm fé continuam. Será que defender a vida de um ser em formação é tão feio? Oh meu Deus!!! Será que o Brasil merece um povo de pensamento único? Só queria entender o por que de tanto ódio contra os que professam alguma? Somos pessoas como outra qualquer, temos fé e daí? Somos livres para crer em Deus,e somos igualmente livres para não crer em nada. Qual é a razão de tanto ódio? Não me refiro a você, mas a alguns comentários feito aqui.

marco em 12 de abril de 2012

O senhor ja ouviu falar de psicologia transpessoal? Procure se informar e saberá que cientificamente através dela pode ser provado que a vida não começa no nascimento, não somos descartáveis

Alan em 12 de abril de 2012

as religioes judaica e islamica sao mais liberais do que a igreja no quesito do aborto. E agora?? judeus e islamicos são malvados?? respondam, cristãos!

Reynaldo-BH em 12 de abril de 2012

Os conflitos interiores decorrentes da histeria manifestam-se em sintomas físicos, como por exemplo, paralisia, cegueira, surdez, etc. Pessoas histéricas frequentemente perdem o autocontrole devido a um pânico extremo. (Wikipédia). Alguém poderá dizer que o termo foi erroneamente usado pelo Jornalista Ricardo Setti, na brilhante descrição deste triste espetáculo de intolerância? Arrisco classificar até como desabafo. Sofrido desabafo. Que foi de milhares de vozes. Também a minha. Que nação se pretende fazer com tamanha animosidade na discussão de ideias? Onde o contraditório não se estabelece, pois este necessita de um mínimo de civilidade. Ao invés da discussão, a ofensa. No lugar da reflexão, o fundamentalismo. Não se busca o entendimento, mas antes a supressão da corrente contrária. Não se apresentam dados, antes rotulam discordantes. Com os piores adjetivos. Não há discussão que prospere. Não preciso ao meu lado de quem comigo sempre concorde. Preciso (precisamos) da outra visão. De outro ponto de vista, que é somente a visão a partir de um ponto. Mas não necessito, desejo ou suporto quem estando em oposição, me agrida e me diminua. Até na essência de ser humano. A fratura exposta do “nós x eles” já é endêmica. Passou das posições políticas, das condições sociais e agora se estabelece em qualquer discussão. Mesmo que esta importe em futuro de filho(a)s e neto(a). O pensamento único domina. A zona de conforto proporcionado pela certeza dogmática faz com que manadas tomem lugar de multidões. Seja em um projeto de poder, na Fé ou em conceitos sociológicos. The Wall de Roger Walter perde... Argumentos absurdos, exemplos desproporcionais foram assacados como se fossem a quintessência da sabedoria e da retidão exclusiva de caráter. E da ética. Que exclui desta forma, quem assim comete o crime de não concordar. Como discutir argumentos que não se sustentam? Como contrapor posições se sou rotulado como um assassino? Para que? Quem age assim não aposta no convencimento. Tem certeza de conseguir calar a minha voz. E todos estarão em paz. Na paz dos cemitérios. Não se exige de ninguém que seja um estudioso do Direito ou um expert no assunto,. Mesmo que por diletantismo ou por necessidade de cultura geral. Porém exige-se que seja minimamente preparado para o convívio social e para a discussão que gera crescimento. Da cidadania e de vida. O que adianta argumentar que a defesa do nascimento do feto anencefálico, baseado no argumento de ser este uma vida, não se apresenta na mesma intensidade quando uma mulher é estuprada. Com a agravante de se permitir o aborto de feto em perfeitas condições biológicas. Consta da lei. Sem questionamentos. E eu entendo que deva ser assim. Mas a defesa cega do nascimento a qualquer preço (pois se trata de uma vida, afirmam, mesmo que cientificamente não seja) não é usada para combater a interrupção da gravidez – mesmo que uma gestação saudável nos aspectos biológicos – decorrente desta violência abjeta. Não seria por que em um temos o culpado? O criminoso estuprador? E no outro, a biologia e natureza? Pouco importa a discussão. O Brasil não está preparado para QUALQUER discussão. O nível de argumentação usado pelos defensores do status quo (que respeito e admito que defendam, obviamente) seria o mesmo que usaremos para definir caminhos de futuro para o Brasil? Sobre a anistia? Democracia? Atendimento à Saúde? Projeto educacional pleno para nossos filhos? Mobilidade social? Amparo de terceira idade? Segurança pública? Hoje o Brasil perdeu. Não pela decisão do STF. Pela intolerância elevada à argumentação. Perdeu o rumo, se é que um dia teve. Perdeu a capacidade de refletir e construir consensos. De olhar para fora dos nossos muros e não só para o próprio umbigo. Perdeu a oportunidade de crescer, culturalmente. Socialmente. Perdeu a beleza de saber conviver com contrários. Ou aprender a conviver com contrários... Perdeu a chance de saber usar a civilidade, preferindo a ferocidade. Não é assim que se faz UM PAÍS. “Uma coisa é um país, outra um ajuntamento. Uma coisa é um país, outra um regimento. Uma coisa é um país, outro o confinamento. ....... “Há 500 anos caçamos índios e operários Há 500 anos queimamos árvores e hereges Há 500 anos estupramos livros e mulheres Há 500 anos sugamos negras e aluguéis.” ........ “Este é um país de síndicos em geral Este é um país de cínicos em geral Este é um país de civis e generais. Este é o país do descontínuo Onde nada congemina E somos todos perdidos Na eletrônica oficina. Nada nada congemina...” (Affonso Romano de Sant’Anna – in Que país é este?)

J.B.CRUZ em 12 de abril de 2012

REGINA PRATA ás 19:59, sintetizou tudo sobre o assunto...São poucos, mas, jornalistas do naipe de RICARDO SETTI,AUGUSTO NUNES,REINALDO AZEVEDO,LAURO JARDIM,GUILHERME FIÚZA,ARNALDO JABOR,ALEXANDRE GARCIA é que conseguem levar assuntos polêmicos mais perto da verdade..Cada um com suas convicções,mas argumentos que sempre se aproxima da verdade universal....

carolina em 12 de abril de 2012

o povo votou no Tiririca, então dificilmente, esta madura para essa discussão enquanto mulheres que passam por essa situação,estão esperando uma decisão concreta, a diferença é abissal enquanto no stf eles no minimo tem um mestrado, os politicos são semi analfabetos, sem contar que sabemos que bancadas religiosas, que nao representa a todos mas tem muito poder politico cada dia que passa vemos mais fanatismos, medievalistas, espero que esses bravos ministros continuem decidindo pelas minorias.

Antonio em 12 de abril de 2012

O aborto é uma prerrogativa da mulher. Cabe a ela o direito a liberdade de escolher se deve ou não prosseguir com a gravides em todos os casos. Os homens devem ser calar pois este é um assunto das mulheres.

Alan em 12 de abril de 2012

von galen ?? só ele??? nossa ke milagre!!

Rodrigo em 12 de abril de 2012

Alan, um vídeo para você: http://www.youtube.com/watch?v=xkEXzxkbNYg

A. Santos em 12 de abril de 2012

Parabéns! Artigo inteligente, claro e corajoso! Despenalizar a interrupção da gravidez, é garantir a dignidade da mulher, logo da espécie. Mas é também um ato de elementar gestão de saúde pública. As condições de higiene e dignidade em que se realizam os clandestinos são deploráveis. Em alguns países que descriminalizaram o aborto, logo após se verifica um acréscimo de ocorrências (o clandestino deixa de o ser), mas depois, com políticas de informação adequadas se verifica um decréscimo. Esse maravilhoso país avança um pouco mais com esta lei Abraço

Luiz Pereira em 12 de abril de 2012

Setti, Parabéns pelo artigo. E pela civilidade com que trata os hidrófobos. abs Mito obrigado, caro Luiz. Você faz parte do grupo majoritário de leitores educados e serenos, que podem -- e, quando for o caso, devem -- divergir à vontade do colunista porque terão seus textos publicados. Um abração

Rodrigo em 12 de abril de 2012

Eu me sinto à vontade lendo o "blogueiro enraivecido", como leio o Ricardo Setti, o Caio Blinder, o Augusto Nunes.

Alan em 12 de abril de 2012

veja que curioso: o aborto é permitido plenamente em paises como EUA, Cuba, França, China, Italia e India... ou seja... paises com fortes diferenças politicas e sociais. e mais...Os paises islamicos permitem o aborto em caso de risco de vida e sauda da mulher ja paises catolicos como o Chile e Nicaragua.. o aborto é 100% ilegal! em certos casos os catolicos sao radicais ke os islamicos.

Lucas em 12 de abril de 2012

Mais uma vez, o STF legislou. Independentemente da posição ética, científica ou religiosa que se quer adotar, juridicamente trata-se de decisão discricionária. Os representantes do povo resolveram que haveria 2 casos excepcionais em que é permitido o aborto e os colocou no código penal, ambos de acordo com a constituição. Vem, então, 11 juízes, que não foram eleitos, e aprovam mais uma exceção, usurpando abertamente a competência do congresso nacional. Nos Estados Unidos, isso se chama "living constitution" ou "judicial activism". Outros nomes como "jurisprudência dos interesses" ou "jurisprudência construtiva" também são usados para se referir ao mesmo fenômeno: o judiciário revestindo-se da condição de legislador positivo. Impõe a sua própria pauta à sociedade sem a discussão democrática. E o pior: qual é o limite da "jurisprudência construtiva" ou da "living constitution"? O limite que os críticos dela defendem é claro: a lei - a vontade deliberada do povo em forma de estatuto. Há um controle democrático sobre a produção de leis. E o controle sobre o judicial activism? Enfim, essas decisões do STF que usurpam a competência não tem limitações interpretativas nem controle democrático. São decisões discricionárias. E como se sabe de longa data, sempre que qualquer dos poderes do Estado pode agir sem ter limites e sem ser controlado o cidadão perde sua liberdade.

Titus Petronius em 12 de abril de 2012

Posso até discordar, mas aprecio a maneira racional como você trata um assunto tão polêmico aqui nos trópicos. É o Caminho da civilidade, sem dúvida. Sem discutir o mérito, noto pelas opiniões aqui postadas que, infelizmente, prevalece o estilo enraivecido de outro blogueiro da Veja. Blogueiro brilhante, diga-se, mas prefiro o estilo Setti. Obrigado, caro Titus. Caminho da civilidade que você, felizmente, percorre ao comentar este post, diferentemente de alguns outros leitores -- alguns dos quais tiveram seus comentários deletados, de tão grosseiros, ofensivos e pessoalmente agressivos. Um abração

Leonardo em 12 de abril de 2012

O argumento do Setti é tão cretino quanto o do Edir Macedo. O chefão da Universal já disse que a Bíblia defende o aborto, com uma justificação para lá de tosca. O que ambos querem é institucionalizar os açougues deste páis, resolvendo o problema da miséria mediante o assassinato dos indefesos. O argumento de que todas as mulheres já fizeram um aborto, de que se trata de uma questão de saúde pública, é cretino. Querem mesmo é criar outro método contraceptivo, retirando da mulher a responsabilidade da própria sexualidade. Você não se cansa, não, Leonardo? O que raios o incomoda tanto nessa questão? Cretino é o jeito de você se dirigir a este blog. Tenha um pouco de educação, meu caro. Seja mais civilizado. Saiba discutir sem agredir.

Rodrigo em 12 de abril de 2012

Alguém mencionou Inquisição aqui. Vamos com o historiador Edward Peters, autor do livro Inquisition: "The Inquisition was an image assembled from a body of legends and myths which, between the twentieth and the sixteenth centuries, established the perceived character of inquisitorial tribunals and influenced all ensuing efforts to recover their historical reality". E há um livro de um libertário americano, Thomas E. Woods Jr: como a Igreja Católica construiu a Civilização Ocidental.

Alan em 12 de abril de 2012

Ricardo,., um exemplo do amor a vida da igreja... http://www.youtube.com/watch?v=HP5RALd7gwM

Frederico Rodrigues em 12 de abril de 2012

Com certeza Ricardo, aliás notei que o que você defende no seu texto foi exatamente o debate, e até onde vi não defendeu méritos para nenhum dos lados. Talvez por ter usado de um tom mais agressivo, seu texto tenha criado a impressão em alguns de que esteja propondo uma cruzada de religiosos anti-aborto e não religiosos pro-aborto. Pelos comentários vejo que muitos estão tentando transformar a questão num guerra de grupos. Admiro sua intenção de trazer o assunto ao debate, possuo minha opinião de que a vida deva prevalecer e somente em casos excepcionalíssimos deva ser interrompida. Ainda acho que o grande trunfo do grupo pró-aborto seja desqualificar argumentos rotulando-os de religiosos. Enfim, você citou corretamente razões pelas quais posições extremistas dificultam ou impedem o debate, mas acho que faltou também jogar luz no setor imbecil, fanático e fundamentalista dos grupos pró-aborto, visto que essas qualificações não são exclusivas dos que defendem a gestação. Abraço Caro Frederico, obrigado por seu comentário sensato e bem fundamentado. E concordo totalmente com você que existe fanatismo, fundamentalismo e tendências totalitárias em certos grupos pró-aborto. Mas eles não estavam em questão, a meu ver, neste específico caso do julgamento do Supremo. Um abração e volte sempre.

luiz em 12 de abril de 2012

Setti, sou contra o aborto. Você acredita que esse caso é sensato. Ok. O que não dá para aceitar é o argumento de 1 milhão de abortos clandestinos. Proprio Reinaldo demolidiu esse argumento. http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/por-uma-%E2%80%9Ccpi-da-verdade-sobre-o-aborto%E2%80%9D-ou-brasileiros-pelo-direito-de-decidir-contra-a-vontade-da-fundacao-ford/ Se forem 200 mil, 300 mil, muda alguma coisa? Não conheço ninguém que não conheça alguém que tenha feito um aborto "neste país". Com ou sem Código Penal.

Dani Miguel em 12 de abril de 2012

Sr. Setti, parabéns pelo texto claro e lúcido, é uma pena que nesse país não exista nem a possibilidade de diálogo. Aqui não se pode nem tomar decisões que digam respeito a sua própria vida (como ser ateu, ou não querer ter filhos, por exemplo) sem se tornar objeto de críticas ferozes. Sei que sou pessimista, mas acho que essa mentalidade brasileira não vai mudar senão em séculos, pois mesmo os jovens de hoje são incapazes de dialogar com quem pense diferente deles, e nisso destaco os maconheiros da USP e os baderneiros do Anonymous. Obrigado, caro Dani. Confesso que também não sou otimista quanto à possibilidade de, no Brasil, aceitar-se tranquilamente o diverso, o diferente, o contrário, o contraditório como parte enriquecedora da vida. Um abração

Leonardo em 12 de abril de 2012

Eu nunca deveria ter estado aqui!!! O inferno te aguarda, Setti!!!

Alan em 12 de abril de 2012

Já que a igreja pode falar de ética.. vamos dar esse mesmo direito pra Edir Macedo ou pra Delubio...

Alan em 12 de abril de 2012

Ricardo... entendo a ira da igreja e dos papagaios dela... (fiei$)... é o desespero em estado bruto de uma organização em plena decadencia... e que vê o seu ocaso se aproximando. Os decadentes se portam assim. O tempo da igreja ja passou... ela nao se deu conta disso.

Junior em 12 de abril de 2012

Ótimo texto, essa cambada de fundamentalistas gosta de meter o dedo no próprio "livre arbítrio" de outrem, trouxas, se não querem que haja aborto então preguem para seus fiéis, façam campanhas "iluminando" os necessitados, mas não, eles querem obrigar a todos os outros credos a seguirem os seus devaneios, permitir o aborto apenas evita que as mulheres se F... tomando pilula do Paraguay em quartos de motel, sangrando em clinicas de fundo de quintal ou tomando chazinho de benzedeiras. É FÁCIL FILHOS, PREGUEM A SUA FÉ PRA QUEM QUER E DEIXEM QUEM NÃO QUER COM O DIREITO DE FAZER O QUE QUISEREM COM SEUS CORPOS, SÃO ELES QUE VÃO PARA O INFERNO E NÃO VCS, bando de hipócritas. Ninguém vai adotar os filhinhos anencéfalos quando eles nascerem, vai? Ou os com alguma deformidade, vai?... Como se já não bastasse tudo o que foi feito com as mulheres pela "santa igreja" durante todo esse tempo... O que vcs acham do tratamento que permite a uma mulher engravidar? Ora, naturalmente ela não poderia portanto ela vai contra a "vontade divina" quando faz este tratamento? E daí, seu filho é fruto de que? Mas isso pode, ou não? Os doenças curáveis? o Cancer que é um aglomerado de células mas que aparece pq? Então pode-se usar a medicina de vez em quando? Células tronco? Voltem para a idade média pls...

Caroline em 12 de abril de 2012

Não sabia que havia colunistas tão sensatos na Veja. Meus parabéns. Adorei o texto. Acho incrível a incapacidade de muitos de compreender algo tão claro, de tão turvos que estão as mentes e o bom senso por ranço religioso. Obrigado, Caroline. Um abração

Alan em 12 de abril de 2012

recado aos derrotados e choroes "provida"... v~çao chorar no pé do caboclo!!

jose afonso em 12 de abril de 2012

Ativismo judicial, "Como observou acertadamente o ministro Ricardo Lewandovski em seu voto dissidente, "continua em vigor o texto da legislação penal que não admite com clareza o chamado aborto terapêutico". Ponto final na questão. Por outro lado, este artigo nos deveria levar a uma profunda reflexão, mas infelizmente não nos levará, como nação, pelas próprios fatos que o fundamentam. Assim, resta a alguns de nós apenas gravar estas sábias palavras, que com propriedade da força da verdade, afirmam que "O respeito à vida humana – refletido nas mais diferentes formas, sobretudo na taxa de assassinatos, na indiferença diante da miséria absoluta, na desfaçatez da impunidade – é, em todos eles, infinitamente superior ao que temos no Brasil". Esta constatação cristalina resume em poucas palavras nossas mais profundas mazelas, e expõe o porquê da passividade quanto à estas, pois se a população se manifestasse com a mesma veemência contra, por exemplo, a corrupção e impunidade, não estaríamos seguramente nesta situação. A conclusão infeliz é que o povo é no mínimo conivente com a falta de respeito à vida humana em seu sentido mais amplo, apesar de confundir fanatismo, falta de educação e cultura com grande religiosidade.

Alan em 12 de abril de 2012

igreja falando de vida me lembra Lula falando de honestidade.

Alan em 12 de abril de 2012

Setti.. acho engraçado ver a igreja .. uma organização que apoiou Hitler.. que promoveu a inquisição... as cruzadas... que foi conivente com padres mafiosos e assassinos... vir bancar a a justinha... Leonardo... para de ser papagaio da igreja

Leonardo em 12 de abril de 2012

Suma daqui com sua agressividade e grosseria.

Pedro Luiz Moreira Lima em 12 de abril de 2012

Amigo Setti: Viva!!!temos gente aqui doidos para acender a fogueira em nós.Que venham!!!estamos preparados,nos entupimos de Filtro Solar!!! Ô Setti - seu artigo é tão claro,tão cristalino - o unico argumento contra ele é a virulência e estupidez. Só faltam dizer que a utilização do humor,riso é pecado como na Inquisição se dizia. Meu abraço e solidariedade dos atacantes. Pedro Luiz Obrigado, meu amigo Pedro Luiz. Se você lesse os vários que precisei deletar -- alguns com ofensas pessoais pesadas, considerações inadmissíveis sobre minha família, que o energúmeno nem sabe como é e onde fica, moralismo hipócrita mas ameaçador -- diminuiria sua crença na espécie humana. Um abração

Leonardo em 12 de abril de 2012

O Setti padece de anencefalia. Falta-lhe um cérebro. O ilustre colunista é a prova viva de que os anencéfalos podem viver muito!!!! E seu comentário, por sua fundamentação, ideias lúcidas e, especialmente, a boa educação exuberante, é um testemunho vivo da sua inteligência e cultura.

Clovis R. Winther Yassuda em 12 de abril de 2012

Pelo menos q a Justiça exija ANESTESIAR o feto que vai ser abortado, p/ q não sinta tanta dor, já q a medicina comprovou facilmente os impulsos nervosos do feto qdo esta sendo picado vivo. Alias, picar ser indefeso me parece coisa de bárbaro. Imagino q Legisladores possam incluir ANESTESIA p/ qualquer q seja o caso de aborto aprovado, o q acha de levantar esta bandeira no meio Jurídico?

Alan em 12 de abril de 2012

Adorei o Placar. STF 8 x 2 lobby religioso. Adorei o tapa moral ke o infame lobby religioso levou. Parabens STF por aprovar o aborto de anencefalos.

ze do matogrosso em 12 de abril de 2012

.. a propósito, é caso veridico e ocorreu antes do término do votação do STF...abços.zé...

Frederico Rodrigues em 12 de abril de 2012

O Brasil estará preparado para discutir esse tema quando a parcela da população pró-aborto se amparar em argumentos sólidos. Num país com tanta divulgação sobre métodos contraceptivos que conta inclusive com distribuição gratuita de preservativos masculinos e feminino além de anticoncepcionais e pílulas do dia seguinte, levar o aborto em consideração como forma de suprimir uma gravidez indesejada é coisa de preguiçosos hipócritas travestidos de defensores do direitos das mulheres. Na minha opinião, e também pelo bom senso, as possibilidades de aborto já estão bem amparadas pela lei, no caso de risco a vida da gestante, estupro e agora em função de anencefalia. Nesses casos o aborto é tolerável, pois : ou não decorre da vontade ou irresponsabilidade gestante, ou trará um sofrimento desnecessário aos pais. Ainda acho que em caso de estupro a vítima deva receber ajuda psicológica e orientação no sentido de manter a gestação, desde que não haja coerção e que a palavra final seja da vítima. Fora isso, basta lembrar ao pessoal pró-aborto que o feto não teve opção ao ser gerado, já a mulher,(com exceção dos casos já mencionados) teve todas as oportunidades de não deixar a gravidez ocorrer. Não digo que seja a intenção do Ricardo, mas é notável a tentativa de alguns setores de desqualificar um argumento taxando o emissor de "religioso". De fato, não critiquei os religiosos. Até porque estaria atacando uma enorme quantidade de pessoas que eu amo, a começar por gente da família. Critiquei distorções de religiosos, hipocrisia de supostos religiosos e gente que de religiosa não tem nada mas se esconde atrás de uma suposta fé.

ze do matogrosso em 12 de abril de 2012

caro setti...hose esta sendo publicado no G1, seção MT, o caso hoje ocorrido sobre anefacelia...Acho que contribui para a análise da questão...(anacefalia)...

Clovis R. Winther Yassuda em 12 de abril de 2012

Pq só falar em "o direito de a mulher", quer dizer q o filho e a decisão são só dela, acho esse discurso meio hipócrita, melhor repensar!

annie em 12 de abril de 2012

Fantástico o seu texto. E, finalmente as mulheres menos privilegiadas também poderão ter a opção legal de interromper a gravidez de forma digna e segura. Obrigado pelo elogio, prezada Annie. Quanto à opção legal, é, por ora, apenas nos casos de fetos anencefálicos, certo? Um abração

Roberto em 12 de abril de 2012

Parabéns pelo texto. O que está acontecendo é precisamente histeria fundamentalista cristã. O que é realmente lamentável é que também no site de veja.com exista quem tenha opinião absolutamente histérica a respeito do aborto. Não vejo muita diferença entre a atual histeria e o que acontece com as mulheres no Irã. Só falta o Brasil introduzir a pena de apedrejamento. Caro Roberto, o fato de existirem opiniões diferentes em blogs do mesmo site de VEJA revela o grau de liberdade de que gozam os colunistas -- algo em que nem todos os leitores acreditam -- e, a meu ver, é enriquecedor para os leitores. Quanto a suas duas últimas frases, concordo com elas. E obrigado pela visita ao blog. Volte mais vezes. Abraços

Pedro Romano em 12 de abril de 2012

Pelo bem do que é fato, absolutamente NINGUÉM esclareceu o que é anencefalia. Criticar religiosos é fácil demais, senhor Ricardo Setti. Tá na moda... O "Hommer Simpson" (que só senta na frente da TV e engole noticiário) só "agradece" essas abreviações do debate e engole a decisão do STF. Engraçado o senhor falar de "fanatismo", uma forma subjetiva do jornalismo de (des)classificar as opiniões das pessoas. O país não é católico, pessoas (algumas) são católicas. Somos um país de várias religiões e ponto. Aliás, somos um país laico, e não laicista. Na decisão do STF o país perdeu algo mais precioso: o bom senso. Digamos que tivéssemos usado nosso tempo para esclarecer tudo e chegássemos a mesma decisão. A vida seguiria em frente para resolvermos esta e outras questões mais emergentes; mas não: escolhemos a ignorância, pois como no filme Matrix, "a ignorância é uma benção". Não critiquei religiosos. Critiquei os fanáticos e os que usam a religião. Releia, por gentileza, o texto.

Antonio Augusto D. Figueiredo Silva em 12 de abril de 2012

A melhor abordagem que já li sobre o aborto. Parabéns Ricardo. O que se discute é o direito da mulher sobre si mesma. O Brasil demorará, mas vai chegar a hora de se regulamentar o aborto, com limite de tempo de gravidez, com assistência e procedimento realizado pelo SUS, mas sempre, sempre, respeitando a vontade da mulher, sem a tutela do estado ou da igreja. Muitos dos que aqui escrevem, que ficam discutindo em que exato momento a vida começa, não fazem nada para salvar as vidas que já nasceram e passam por grandes necessidades, pelas mulheres que querem ter seus filhos mesmo sem condições econômicas, estes sim precisam ser defendidos já. Muito obrigado por seu comentário e por suas boas palavras a respeito do post, caro Antonio Augusto. Concordo inteiramente com você. Abração

GEYSON HOZANA em 12 de abril de 2012

Sou contra o aborto. Acredito que mesmo sendo o feto em início de gestação considerado "senciência", tanto a mãe, quanto o pai são pessoas dotadas de "consciência". Logo, considero que seres conscientes não têm o direito de aniquilar a vida de um feto. É injusto. Q

Marcelo Dornelas em 12 de abril de 2012

Observei que na semana da votação do PLC-122 há algum tempo atrás,você colocou um post de um vídeo com o pastor Silas Malafaia com o objetivo claro de macular sua imagem já que ele sempre se posicionou contra esta lei,um comentarista atento observou e comentou,pra quem sabe ler eu entendi o recado que ele estava lhe dando,e você se fingindo de desentendido. Ô, Marcelo, perdoe-me a franqueza, mas você nem sabe do que está falando e já me trata mal. Que lei? Ninguém falou em "lei" alguma. Não tenho a menor ideia de contra que lei se insurge o pastor Malafaia, nem quero ter. O post trata de uma decisão do Supremo Tribunal Federal. Não me finjo de nada, não, tanto é que estou claramente expondo minha opinião sobre esse tema ultra-controvertido.

joao felipe em 12 de abril de 2012

Setti, a questão não se a causa é justa ou não, mas o modo como foi feita. O supremo ignorou a constituição que diz claramente que os únicos casos em que o aborto é permitido é em caso de estupro ou quando há risco de vida para a mãe. O supremo está legislando no lugar do congresso e isso é perigoso. Abre um precedente terrível e coloca a democracia em perigo quando pessoas não eleitas passam a legislar Acho que você se enganou, prezado João Felipe. Não há sequer a palavra "aborto" na Constituição. Você se refere, provavelmente, ao Código Penal, não é? Pois é, mas existe em Direito a chamada "jurisprudência construtiva". A Suprema Corte dos Estados Unidos a pratica com alguma regularidade. É uma jurisprudência que, de alguma forma, cria direitos. Ocorre também em vários outros países democráticos.

Rouxinol em 12 de abril de 2012

Esse assunto, Ricado, é discutido há décadas. Mas vocês, aborteiros, acham que enquanto a maioria não concordar com vocês é sinal de que não houve debate. Debate na língua de vocês é sinônimo de submissão, rendição. Argumento tresloucado é o seu. Os nazistas começaram esterilizando os débeis e foram progredindo. Deixe de ser covarde, pare de fazer rodeios. Diga que é a favor do aborto sem esse blá, blá, blá de direito da mulher. Covarde é você, que nem seu nome assina. Sou claramente a favor do direito da mulher de decidir sobre sua gravidez, sim, senhor. Embora o que eu tenha discutido seja o clima de intransigência e de histeria que cercou o julgamento do Supremo. Se você soubesse ler direito, teria percebido. Pode procurar outro blog para despejar suas frustrações. Não preciso de leitores do seu quilate.

Marcelo Dornelas em 12 de abril de 2012

Seu comentário faz ilações de questões pessoais imaginárias a meu respeito, coisa que você não tem o menor direito de fazer. Peço que suma deste blog, com seu moralismo hipócrita e suas frustrações todas.

Leonardo em 12 de abril de 2012

Tio Rei é infinitamente superior a vc, Setti!!!! Puxa vida, e agora, como é que eu fico? Não vou nem dormir depois dessa.

Renata ML em 12 de abril de 2012

Ricardo, uma só palavra: BRAVO! Você escreveu tudo o que eu penso sobre o assunto. Obrigado, Renata. É um conforto receber comentários seus, em meio a tantos outros, boçais, alguns impublicáveis de tão truculentos, que o post vem provocando. Boa parte dos que divergem de mim não conseguem fazê-lo sem agredir, é impressionante. Um abração

Joana em 12 de abril de 2012

Apesar de discordar radicalmente do texto, tenho que deixar registrado meu respeito: nunca li um texto defendendo o aborto tão bem escrito, e o mais importante, tão bem argumentado. O debate sobre o aborto não acontece porque a maioria que é a favor se recusa a ouvir os que são contras, e desses que se conseguem fazer ouvir ou são demonizados ou são fanáticos que só pioram a situação. Mas algumas ressalvas: eu concordo com o Reinaldo; uma brecha dessas, com uma maioria da população tão grande (supostamente) contra o aborto, dificilmente essa mudança abrirá caminho para a legalização total. O caminho da eugenia disfarçada me parece bem mais provável a longo prazo, a menos que a opinião pública mude radicalmente. Esse dado sobre o 1 milhão de mulheres é outro problema; não acho que seja possível produzir números precisos sobre isso, e não concordo que sejam passados como confiáveis. Até porque é citado em vários lugares, mas o estudo não costuma aparecer. Para finalizar, sou mulher, agnóstica, nem um pouco religiosa. E completamente contrária ao aborto. Não são só os homens e religiosos que são contra, tá? Se querem um debate de verdade, acabem com essas generalizações, elas só alimentam os intolerantes. Obrigado por seu comentário civilizado e fundamentado, cara Joana. E não digo isso porque você, embora discordando de minhas ideias, haja considerado o post bem escrito e fundamentado. Digo porque estou recebendo comentários truculentos, grosseiros, agressivos -- alguns com horrendas considerações pessoais, totalmente descabidas e malucas, que me impedem de publicá-los. E você, como outros leitores, vem com uma peça impecável em que diverge, aponta problemas no que escrevi e se posiciona. Obrigado por isso. É um prazer ter leitoras civilizadas e inteligentes como você. Um abraço. Não deixe de voltar ao blog.

Paulo em 12 de abril de 2012

Belo texto, parabéns. Concordo com você, no Brasil, a mera discussão do tema já é um tabu. Por isso, dentre outros aspectos, acredito que esse julgamento representa um divisor de águas em nosso País: pela primeira vez em nossa história o aborto está sendo realmente discutido - muitas vezes de forma irracional é verdade -, pela sociedade. Muito embora tenha lido muita besteira sobre o tema, pude ver que existe, sim, uma boa parcela da sociedade que apoia a descriminalização do aborto em nosso País. As pessoas (excetos os fanáticos) estão finalmente vendo que o aborto não é agradável para ninguém: nem para a gestante, nem para a família, nem para os médicos. É, infelizmente, um triste fato da vida. Assim, com décadas de atraso, acho que demos o primeiro passo uma futura descriminalização (ou que sem sabe "desmonialização") do aborto no Brasil. A caminho é logo, mas quem disse que os avanços sociais vem de graça. Por fim, queria apenas ressaltar que esse julgamento encerrou duas grandes contradições da camada mais conservadora da nossa sociedade: as pessoas que defenderam com unhas e dentes o direito fundamental a vida do feto anecéfalo, são as mesmas que negam, sem qualquer fundamento lógico ou plausível, os mesmos direitos fundamentais dos casais homesexuais. Por fim, queria terminar com essa minha singela dissertação sobre o tema com a frase proferida pelo Procurador da República Mário Ghisi, representante do Ministério Público na audiência pública realizada sobre o tema: “é constrangedora a ideia de outrem decidir por mim, no extremo do meu sofrimento, por valores que não adoto. É constrangedor para os direitos humanos que o Estado se imiscua no âmago da intimidade do lar para decretar-lhe condutas que torturam”

Leonardo em 12 de abril de 2012

Seu comentário é grosseiro e impublicável.

miriam em 12 de abril de 2012

Engraçado disso tudo é que quem tem sempre razão são os "modernos progressistas e iluminados"! Até parece que a grande alegria dos que são favoráveis ao o aborto não foi digna de festa. E outra: para os defensores do aborto pouco interessa se hoje foi liberado o aborto dos anencéfalos, mas o que se quer mesmo é o tal "direito" de decidir abortar em qualquer situação. Mas claro que o Brasil só será um país "moderno" se fizer como os outros países que por serem muito modernos já permitem que o aborto seja feito. É muito "feio, retrógrado, “anti-moderno” ser contra o aborto", imagine, isso é coisa de pessoas obtusas. O primeiro ataque: os religiosos. O segundo: os conservadores. O terceiro Ataque: fundamentalistas. Ou seja religiosos não têm direito a opinião por ser religioso, parece que ser religioso é ser um cidadão de segunda classe. Também é interessante perceber que tem país que é moderno, e que aceita a pena de morte. Então porque que o Brasil não aceita que se discuta essa possibilidade? Dizem os defensores dos assassinos, bandidos e estupradores, que aí só morreria negro e pobre. E sem contar que nesses países modernos milhões de crianças são mortas mediante o aborto. Essa frase é a melhor: “A imbecilidade revestida de religiosidade”. Não é nem de longe preconceituosa!!! Eu me referi aos casos em que imbecis revestem seu argumento de religiosidade. Não ataquei a religiosidade. Se você fizer a gentileza de ler o texto sem tanta ideia preconcebida vai verificar isso.

Leandro Marques em 12 de abril de 2012

Parabéns pela análise.

Leonardo em 12 de abril de 2012

Ricardo Setti, vc perdeu uma excelente oportunidade de ficar calado. Pq não vai viver nesses países "civilizados" que admitem o aborto, e deixe o Brasil, com a sua bárbarie? A mulher não é dona da vida de ninguém. Aborto, fora das estritas hipóteses previstas no nosso vetusto, porém correto, no ponto, Código Penal, é assassinato. Essa sua ética utilitarista me enoja!!!! A propósito, sou ateu.

Sybelle em 12 de abril de 2012

Para Terêncio desmatamento zero- não houve erro de concordância no terceiro parágrafo. O núcleo do sujeito da frase - sociedade - está no singular e, nesses casos, admite-se dois tipos de concordância. A matéria está excelente. Que bom que demos esse pequeno passo....mas que pena que tanta gente insiste em continuar na ignorância.

S8 em 12 de abril de 2012

È esse o Mundo "civilizado" que o senhor deseja?Prefiro o meu Mundo "atrasado": http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/eis-uma-noticia-que-requer-as-luzes-de-eleonora-menicucci-a-abortista-convicta/ Pois fique com ele, S8. É um pleno direito seu. E felicidades.

Vinicius em 12 de abril de 2012

Dificilmente me agrada as publicações da Revista Veja. Mas esse texto ficou bem escrito. Parabéns Ricardo Setti

Rodrigo Mikio em 12 de abril de 2012

"Não há como aferir, estatisticamente, como a opinião pública se posiciona em relação a criar-se o direito de abortar. Pode-se porém supor , pelo já visto, que, como exposto no início, não existe clima nem mesmo para discutir o assunto." Por que não há como aferir? Obviamente há como medir, basta uma pesquisa séria. O que não quer dizer nada. 77% aprovam o governo Dilma, isso não o torna melhor ou píor.

Marcos em 12 de abril de 2012

E no caso em que a mulher deseja exercer seu "direito" de interromper a gravidez, nesses países mais evoluídos que nós, quem defende neste debate o direito de viver do feto que ela tráz no ventre?

S8 em 12 de abril de 2012

Não precisa.O título já diz tudo!

S8 em 12 de abril de 2012

"…esse pessoal todo é contra até q surge a necessidade. Aí quero ver." "Seu comentário é simplesmente perfeito. Conheço hipócritas que batem no peito sua posição “pró-vida” e cujas mulheres já foram obrigadas a fazer aborto. Um abraço" Vamos legalizar a Corrupção!Conheço hipócritas que batem no peito contra ela e,mesmo assim,as praticam,como o Demóstenes Torres,por exemplo.

Rodrigo em 12 de abril de 2012

Nessa questão, estou com a Igreja Católica e com o Tio Rei.

Mendes em 12 de abril de 2012

De seus posts anteriores entendi o seguinte: "Calma, gente. O que está sendo julgado é SOMENTE o aborto de anencéfalos e por isso eu, Ricardo setti, sou a favor". Deste post entendo o seguinte: "Essa está no papo. Agora já posso dizer que sou a favor do aborto em qualquer condição". Nos blogs que leio, além das edições on-line de Estadão e Folha não vi toda essa histeria. Sua insistência em discutir lembra a técnica esquerdista de discutir até à exaustão, ou seja, vencer pelo cansaço. Quanto a países mais adiantados, alguns têm pena de morte e já praticam a eutanásia. Será que isso é bom? Técnica esquerdista, eu? Bem, já me acusaram de ser tanta coisas que já nem estranho. Mas que é uma boa piada, é. E sou, sim, inteiramente favorável ao direito de a mulher decidir se quer ou não prosseguir a gravidez. Você me dá licença de ter minhas opiniões?

Hannah em 12 de abril de 2012

Admito que tenho certo preconceito em ler blogs da Veja. Até porque, sempre vejo aqui, pitis da extrema direita contra qualquer direito que seja dado a minorias. Mas lendo hoje o histerismo do Reinaldo (engraçadíssimos, por um acaso) e seu texto, achei que valeu muito a pena ler a Veja. Gostaria de acrescentar que ser pró-vida é muito mais que ser a favor da "vida" de fetos, é ser contra que a mulher tenha escolha. É ser contra a liberdade. Obrigado por seu comentário, Hanna, mas lembro que nem o Reinaldo nem eu somos "a VEJA". Somos colunistas independentes, com direito pleno à livre expressão, no site de VEJA. Um abração e volte mais vezes.

Fabio em 12 de abril de 2012

Excelente texto!! Exatamente o que eu penso!! Espero que o sr. Reinaldo Azevedo leia e quem sabe abra a mente retrograda dele. Parabens!

Rodrigo Mikio em 12 de abril de 2012

"A hipocrisia mais descarada, que ignora o mais de 1 milhão de abortos clandestinos feitos anualmente no Brasil e a quantidade de mulheres que morrem em decorrência de procedimentos mal feitos, também." Gostaria de saber: como chegou a esses números? Os números mencionados por diversas fontes não têm precisão, e variam de 750 mil a 1,2 milhão de abortos clandestinos anuais. Se forem menos, muda alguma coisa no post?

S8 em 12 de abril de 2012

Não li esse seu post.Faço o meu comentário apenas baseado no título. Defender um ponto de vista não é histeria,mas,sim,apenas...defender um ponto de vista.Ou para o senhor histericas são todas aquelas pessoas que defendem aquilo do qual o senhor discorda? Consideraria o aborto um direito das mulheres,se considerasse aquilo que está no útero de uma grávida apenas um objeto,não uma vida.Um objeto cujo dono teria o poder moral de definir o seu destino.Não considero.Considero uma vida humana ,e,portanto,acho a legalização do aborto inconstitucional,já que a Constituição nos garante o direito à vida.Direito esse que é uma das conquistas mais importantes da civilização. A Vida pra mim e para a Constituição é sagrada.E, por isso,ou contra a pena de morte para o mais cruel dos humanos,e sou contra o direito ao aborto do mais deficiente dos bebês. Como é que você faz comentário já dizendo que nem leu o texto? Respeito é bom e eu gosto.

Rosana Martinez em 12 de abril de 2012

Acho que o STF é último reduto de sensatez desse país! Até aqueles que elegemos para defender a lei, não a conhecem ou não conhecem seu papel, pois misturam Religião com Estado. Ainda bem que o tema em questão está sendo aprovado com folga! Que sirva de "jurisprudência" e abra caminho para tirar nosso atraso em outros temas contaminados por outros juízos que não o de valor, puro e simples.

Amanda em 12 de abril de 2012

Interessante o uso da palavra histeria, que tem em sua origem uma condição que pensava-se ser exclusiva das mulheres, já que se acreditava estar ligada ao útero. Eu sou a favor da liberdade de escolha: descriminalizar e legalizar o aborto não significa que todas as mulheres vão sair abortando geral. Significa dar condições decentes para mulheres que hoje são obrigadas a procurar clínicas clandestinas. Quem é contra o aborto basta não abortar e pronto. Seu comentário a meu ver é PERFEITO, Amanda. Por que será que 99,9% dos leitores que, não raro com grosseria, estão criticando o post são homens? E que praticamente todas as pessoas que gostaram do texto são mulheres? Coincidência, não? Abraços e volte sempre.

Eduardo em 12 de abril de 2012

Excelente texto! A análise foi corretíssima!

Julian em 12 de abril de 2012

Nunca li tanta besteira. Obrigado por me livrar de ler suas próximas baboseiras. Você não é tão grato quanto eu por me livrar de um leitor desse quilate.

Terêncio Desmatamento Zero em 12 de abril de 2012

Setti, você está tão nervoso, para não dizer histérico, que cometeu um imperdoável erro de concordância logo no terceiro parágrafo deste seu artigo. Acalme-se, homem...

Fernando Felipe em 12 de abril de 2012

Setti parte de um ponto de vista meio estranho: quem for contra o aborto é fanático, bárbaro e intolerante. Hum. Não abre espaço sequer para a ressalva, humilde ressalva, de que não sabemos em que momento começa a vida, e claro, que só uma mísera chance de viver, o que eleva a questão a níveis complexos... Quem, por acaso, sustente ao menos a dúvida sobre a humanidade do feto é intolerante, Setti? Ou o intolerante é aquele de decide, sem provas cabais da inumanidade do feto, pela sua expulsão? Essa afetação de homem civilizado não é argumento, é só, obviamente, afetação de homem civilizado. Não, caro Fernando, intolerante é quem não quer nem DISCUTIR o assunto. Imaginei que tivesse sido claro em meu texto. Essa afetação de argumentador é só isso: afetação de argumentador.

Mauro Vaz em 12 de abril de 2012

Revoltante o deboche que esse senhor faz nesse artigozinho de quinta com a maioria desse pais que pensa diferente dele. Esse sabe tudo se acha, numa análise grosseira, ele acha que a Europa é o suprassumo do universo. A maioria desse país tem alicerce fundado na cultura grego-romana e judaico-cristã. Pare se achar o espelho do mundo, cuspir na cova dos nossos antepassados que fundaram essa nação com princípios cristão é muito fácil, quero ver é você abrir essa bocão numa nação muçulmana pregando assassinato de bebês.

Anônimo em 12 de abril de 2012

Imbecilidade revestida de religiosidade???? Então quer dizer que quem é religioso ou é fanático ou é imbecil??? A veja não perde uma mesmo pra jogar contra o povo!

J.R.Monteiro em 12 de abril de 2012

Nada mais impossivel, do que argumentar com quem acredita piamente, que os dinosauros conviveram com Adão e Eva.

Ronaldo em 12 de abril de 2012

É mesmo!? Pois eu acho o elemento CIENTÍFICO, fundamental nessa discussão, é, obviamente, parte essencial da sociedade brasileira. O fanatismo CIENTÍFICO também. A imbecilidade revestida de CIÊNCIA, idem. E a questão humana? Onde fica!? Não sou daqueles que opõem religião à ciência, há um meio termo. Primeiro, não há na ciência um consenso sobre aquilo que é considerado VIDA. Nem aqueles que procuram exoplanetas sabem exatamente o que é e o que não é VIDA. Nem de longe a ciência tem um consenso sobre quando se inicia a vida... A ciência médica não é tão exata quanto alguns dizem por aí. Um exemplo besta: Qual a sua estimativa de vida dada pela ciência médica? É precisa? Vc sabe que dia irá morrer? Tenho certeza que não, nem vc , e nenhuma ciência do planeta. Uma outra comparação: Porque se dá mais cuidado e atenção aos ovos das tartarugas marinhas, do quê aos "ovos" humanos? Estão dando barato o que deveria ser considerado o maior bem - a vida. A questão é que hoje o debate adotou um viés funcionalista - o anencéfalo (que possui um córtex, caso contrário não se desenvolveria) por não ser funcional é descartável? Ah, mas ele vai viver 1 segundo! É lamentável que viva tão pouco, é fato, mas é uma vida, ou não é!? Os votos apontam para a abertura de uma pequena porta, bem estreita, para um grande salão de festas. Lamentável.

Pedro Luiz Moreira Lima em 12 de abril de 2012

ô Setti: Suba as escadas da Igreja da Penha e peça para esses caras não lerem sua coluna e nem meu comentario - já viu,né a fogueira nos aguarda!!! Um abraço ainda sem queimaduras do amigo Pedro Luiz

Regina Prata em 12 de abril de 2012

...esse pessoal todo é contra até q surge a necessidade. Aí quero ver. Seu comentário é simplesmente perfeito. Conheço hipócritas que batem no peito sua posição "pró-vida" e cujas mulheres já foram obrigadas a fazer aborto. Um abraço

joao felipe em 12 de abril de 2012

A primeira coisa é que o supremo legislou. A constituição é clara e não cabe interpretação. Segundo: um desses "fánaticos religiosos" é o seu colega Reinaldo Azevedo

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