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Carla Bruni a caminho de um almoço com as primeiras-damas do G-8 na Villa Strassburger, em Deauville, litoral da Normandia: o vestido não deixou dúvidas

A bela primeira-dama da França, Carla Bruni, 43 anos, está grávida, gravidíssima, tal como o mundo inteiro pôde perceber ao vê-la num vestido branco durante a reunião do países ricos do G-8 em Deauville, França. Seria um menino, deixou escapar um amigo fofoqueiro do presidente Nicolas Sarkozy, o publicitário Jacques Séguéla, o mesmo que, há pouco mais de três anos, aproximou o casal, durante um jantar em sua casa. Ou seriam gêmeos, de sexo ignorado, conforme especulou, antes de toda a imprensa francesa, a revista Voici.

Seja como for, é a primeira vez na história da V República Francesa, inaugurada em 1958 — na verdade, a primeira vez na história das 4 repúblicas anteriores — que a mulher do presidente fica grávida no Palácio do Eliseu. Um raro, raríssimo caso na Europa se deu com Chérie Blair, mulher do então primeiro-ministro trabalhista britânico Tony Blair, que deu à luz o caçula dos 4 filhos do casal, Leo, quando a família residia na vetusta residência oficial de Downing Street, 10, em Londres.

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Jean-Pierre Pernaut: sem coragem de fazer a pergunta óbvia

Temor reverencial ante o poder

E um dos mais experientes jornalistas franceses, o apresentador da emissora TF-1 Jean-Pierre Pernault, perdeu dias atrás, canhestramente, a oportunidade de dar o furo por meio da própria Carla Bruni, a quem estava entrevistando. Ele passou quase todo o tempo da entrevista tratando do combate ao analfabetismo, um dos objetivos da  fundação mantida pela primeira-dama, cantora e ex-modelo, que vestia uma blusa larga, típica de grávidas.

Lá pelas tantas, Pernaut tentou arranhar o assunto. “Sei que detesta que se fale de sua vida particular”, começou ele. Em vez de fazer a pergunta direta, porém, cuja resposta renderia manchetes fosse qual fosse, ele seguiu a tradicional postura dos jornalistas franceses de render temor reverencial ao poder quando de corpo presente: “Mas quero simplesmente felicitá-la”.

Esboço de nova tentativa — e cara de tacho

A própria Bruni ficou surpresa, hesitou, e fingiu que não estava entendendo nada:

— Eu também o felicito — disse.

O apresentador:

— Não, que não…

Carla Bruni:

— Obrigada — e sorriu.

No final, Pernaut ainda esboçou nova tentativa, ao murmurar: “Sei que não gosta muito de falar disso…” — para, na verdade, acabar perguntando pelo próximo disco da primeira-dama.

Ela esclareceu que estava programado para setembro próximo, mas que deverá ser adiado para 2012 por seu envolvimento com a fundação.

A entrevista se encerrou com Pernaut ostentando uma cara de tacho.

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2 Comentários

Kitty em 28 de maio de 2011

Caro Ricardo, O que escrivi no "Baytes" sobre o tema que vc postou naquela oportunidade,foi o meu melhor comentário. Ainda me recordo que eu estava em Baires e pedí prestado o laptop a meu sobrinho,que na hora de escrever dei-me conta, que por ter o teclado americano,o comment estava sem um acento.Meu Deus, o que Ricardo vai pensar, que vergonha. Mesmo assim, o envié. A memoria não me ajudou, e acabei trocando os Marechais, espero que releve a falha. Abraços/ Kitty

Kitty em 27 de maio de 2011

Caro Ricardo, Ao ler este seu post sobre o “experiente” periodista francês que intentou, pelo menos, três vezes, em querer saber, na entrevista à bela Carla Bruni, a veracidade sobre a sua tão comentada gravidez. Ela em todas as tentativas, graciosamente desconversava; imagine a frustração do jornalista em não conseguir aquela manchete, que ele, seguramente apostou como favas contadas!!!! Ricardo, estou sorrindo, porque veio a minha memória, um caso muito similar, que aconteceu alguns anos atrás. Os personagens são outros: O Marechal Arthur da Costa Silva e um jovem “inexperiente” jornalista.A gente sabe como são os jovens, ne Ricardo? Veementes e ansiosos para destacar-se na incipiente profissão: aquela era grande oportunidade para obter uma noticia ou quem sabe, até uma entrevista. Puxa, lá estava o todo-poderoso Marechal da Costa e Silva, seria fantástico poder entrevista-lo e fazer-lhe algumas perguntas sobre seu futuro governo. Afastou-se do grupo de jornalistas que vieram com ele; entrou por uma porta e foi andando entre corredores do hotel sem que ninguém o perturbasse. “A certa altura, e de repente, surge, dirigindo-se, aos elevadores, lépido, à frente de um pequeno grupo de auxiliares, o próprio presidente Castelo com aquele ar de quem acaba de barbear-se e tomar banho.” Puxa, que chance aquela, qualquer resposta que ele conseguisse obter, no dia seguinte seria “manchete”. As perguntas fervilhavam e juntavam-se uma trás da outra, mas na hora “H”, o jovem jornalista, ficou mudo!! Podemos imaginar a decepção naquele rosto. Ele mesmo escreve que tinha a vontade de se enfiar debaixo do sofá que estava no zaguão. Graças a Deus, aquela “mancada” não foi tão devastadora ao ponto de impedi-lo de ser hoje um excelente jornalista. Quanto ao periodista francês, não será a última frustração na sua vida jornalística, faz parte da profissão. Ricardo espero que tenha gostado desta história.!! Abraços Hahahaha, cara Kitty, como poderia esquecer? Pois fui eu... Só que foi com o marechal Castello Branco, no dia em que ele iria transmitir a Presidência para o marechal Costa e Silva. Com Costa vivi outra história, sem grande trapalhadas de minha parte, que também contei aqui no blog. Obrigado por se lembrar. Um abração

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