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Mapa inglês das Malvinas (Falklands, para eles): a 500 km da costa sul argentina

A chiadeira na Argentina vem sendo enorme, e compreensível, com reclamações de que se trata de uma “provocação” a notícia de que o príncipe William, filho do príncipe Charles, herdeiro do trono do Reino Unido e, portanto, futuro rei, fará um estágio de treinamento militar de algumas semanas nas ilhas que os argentinos chamam de Malvinas e os britânicos, Falklands – a partir de fevereiro, e durante dois meses e meio.

Como se sabe, as ilhas, a pouco menos de 500 quilômetros da costa do extremo sul da Argentina e sob domínio britânico desde 1833, são reivindicadas pelo governo de Buenos Aires, o que levou a uma guerra entre os dois países em 1982, com uma derrota humilhante para a então ditadura militar argentina, que se rendeu incondicionalmente à força-tarefa enviada de a 13 mil quilômetros de distância pela primeira-ministra Margaret Thatcher.

Até hoje a primazia de haver descoberto as então desabitadas Malvinas-Falkland é disputada por franceses, ingleses, espanhóis e holandeses.

William estará nas ilhas no 30º aniversário do começo da guerra

Inicialmente William iria partir para a missão no final de novembro e, por alguma razão, adiou-se para fevereiro. Não há data certa divulgada, mas o príncipe estará nas ilhas, certamente não por coincidência, no 30º aniversário da invasão argentina, que se deu a 2 de abril de 1982. Seu tio, príncipe Andrew, participou da guerra como piloto de um helicóptero de combate.

William, ou Duque de Cambrige, de 29 anos, é formado pelas academias militares das três Forças Armadas britânicas, mas segue carreira na Real Força Aérea (RAF) como tenente-aviador. Seu nome, na RAF, é “William Wales” (“Wales” é o País de Gales, e príncipe de Gales é o título dos herdeiros da Coroa).

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“William Wales”, como o príncipe é chamado na RAF, é tenente-aviador, pilota helicópteros e quer ser promovido a capitão

Ele é piloto de helicóptero especializado em busca e salvamento, área em que fará o treinamento nas ilhas, como parte de seus deveres para a ambicionada promoção a capitão da RAF. Conduz um aparelho grande e versátil, o Sea King.

O príncipe já visitou áreas conflagradas, como o Afeganistão, onde forças britânicas participaram da invasão e da ocupação do país após o 11 de setembro de 2001, embora, diferentemente de seu irmão mais novo, Harry, não tenha servido como soldado no teatro de operações, provavelmente por sua condição de futuro rei.

No Afeganistão

O Afeganistão já marcou William de várias formas, inclusive pela morte, causada por uma bomba, de seu amigo e instrutor no Exército, o major Alexis “Lex” Roberts.

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O príncipe no comando de um avião de transporte militar C-17 Globemaster, trazendo do Afeganistão um soldado morto em combate

Há algum tempo, o príncipe esteve no que se pode denominar de missão no Afeganistão: depois de uma visita às tropas – algo que empreendeu várias vezes –, integrou a tripulação de um grande avião de transporte militar C-17 Globemaster que repatriou o corpo de um soldado britânico morto em combate, assumindo o comando do aparelho durante boa parte do trajeto de quase 6 mil quilômetros até a base de Brize Norton, em Oxfordshire, na Inglaterra, onde está sediado o 99º Esquadrão da RAF.

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Este é o tipo de avião militar da RAF de cuja tripulação William fez parte

“As Falklands permanecerão britânicas, e ponto final”

O governo britânico oficilamente alegou que não há qualquer sentido político no estágio que o príncipe fará nas ilhas, mas é mais do que evidente de que a presença, ali, do futuro rei significa que o Reino Unido não mudou um milímetro sua postura segundo a qual os pouco mais de 3 mil habitantes das ilhas, que se consideram súditos britânicos, é quem devem decidir sobre a soberania do território.

Algum tempo antes do anúncio da viagem do príncipe, o primeiro-ministro conservador David Cameron disse na Câmara dos Comuns: “Enquanto as Ilhas Falkland desejem ser território britânico soberano, elas permanecerão território britânico soberano – ponto final, fim da história”.

Os comentários foram rejeitados pela presidente Cristina Kirchner como “arrogantes”, “uma expressão de mediocridade e quase de estupidez” por parte de Cameron.

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Tarcisio em 07 de fevereiro de 2013

Eu fico alarmado com os comentários em favor da Inglaterra. Um país que vem coloniza, impõe sua vontade a força, porque um navio armado expulsou os argentinos em 1833 e agora finca o pé, manda uma porção de gente pra lá e afirma com esse argumento que o território é Britânico. É um absurdo. Por isso que é preciso ter uma força armada capaz de dizer para o "agressor" não venha senão acabo com você. É lamentável essa situação colonialista moderna. O problema, caro Tarcisio, é muito mais complicado do que isso. A Argentina foi o país que menos tempo ficou com as ilhas, que já foram disputadas por várias nações. E 99,9% da população quer permanecer sendo britânica. Informe-se mais que você verá a complexidade da coisa.

Alaércio Flor,Cientista Social e professor em 30 de janeiro de 2013

O Reino Unido, a Inglaterra é a ainda a Rainha dos Mares.Por pouco o Brasil não fala inglês, não fosse a habilidade dos nossos dois primeiros imperadores Dom Pedro,Dom Pedro Segundo de Dom João, que davam a eles tudo,menos o o idioma português, o maior fator de unidade nacional além do território continental.God save the Prince

aparecido em 27 de janeiro de 2013

Os ingleses jamais deixarão as malvinas...Falklands para eles...Além do petróleo, as ilhas estão proximas do cabo horn e do estreito de magalhães, unicas passagens, alem do canal do panamá, entre o atlantico e o pacifico, que a torna de grande interesse estratégico no caso de uma guerra mundial...

Paul em 24 de janeiro de 2013

Os ingleses não tem que ceder nada a Argentina, a colonização das ilhas sao deles e pronto. A "loca" que vá cuidador de suas confusões medíocres, antes que o pai's afunde de vez.

Mari Labbate - SP em 23 de janeiro de 2013

Os britânicos serão obrigados a aceitar a soberania argentina, no Arquipélago das Malvinas. E Cuba é o Estado-51 dos Estados Unidos da América. É uma questão essencialmente energética!

Ilson de Pádua em 23 de janeiro de 2013

Prezado Ricardo Setti, Eu realmente duvido que a Inglaterra tenha coragem de mandar o Príncipe para as Malvinas. Se isso acontecer certamente a Presidenta da Argentina vai invadir as Ilhas novamente e com a coragem e determinação da maluca de Buenos Aires e guerra começa novamente. Não vejo como o Reino Unido possar vencer um país forte como a Argentina. Dessa vez tem uma mulher no comando.!! Abs, Ilson de Pádua

tico tico em 31 de dezembro de 2011

E para os que gostam de aprender pela dor... http://www.youtube.com/watch?v=voeo0Oiox-c&feature=related

tico tico em 31 de dezembro de 2011

E para os apreciadores das morenas não se corromperem.... http://www.youtube.com/watch?v=3XO-YXLx-54&feature=related

tico tico em 31 de dezembro de 2011

Para a sexy Cristina Kirchner, e para os apreciadores do sublime abrir das asas da gaivota. Um link comemorativo do ano de 2011. Abraços amigo Setti. http://www.youtube.com/watch?v=QrAlmZ3N0MM&feature=results_main&playnext=1&list=PLB14B78D49C0C815C

Think tank em 29 de dezembro de 2011

Há muito os mexicanos torcem para que USA tome aquilo para acabar com as corrupções que solapam o bem estar social do povo mexicano. Basta ver o que era Macau (colonizado pelo portugueses) e Hong Kong (ingleses) antes de devolverem para China, Macau era decadente ponto de trafico de drogas e prostituição enquanto Hong Kong maior centro financeiro do sudeste Asiático. Quer mais? Veja o que é Filipinas e Timor, igualzinho aos países da America Latrina com corrupção galopante e miséria em larga escala.

Eduardo em 26 de dezembro de 2011

Pronto! Não gostaram? Vão lá e tomem! Agora, se não conseguirem tomar, com certeza 'tomarão'!

alberto santo andre em 23 de dezembro de 2011

porque os estados unidos, nao declraram cuba parte dos estados unidos, visto que a proximidade da ilha e muito menor, que as das malvinas, em relacao ao territorio argentino ,estas desculpas sao para quem nao conhece direito internacional, e tem um resquicio de mediocridade encravado no cerebro, em lugar de neuronios.

alberto santo andre em 23 de dezembro de 2011

ha de se convir qualquer cidadao que more nas malvinas e com um minimo de inteligencia ha de preferir ser cidadao britanico ,pois so um imbeciloide pensaria o contrario,quanto as ilhas em si elas nao foram descobertas pelos argentinos porem foram colonizadas pelos ingleses a mais de um seculo e meio so isto para qualquer pessoa com o minimo de discernimento ja e o bastante ,nao houvesse ainda a populacao que nao quer saber de los hermanos .[um frase que li em um livro talvez defina bem os argentinos,diz ela ; a melhor aplicacao,com os maiores ganhos reais do mundo, seria se voce comprasse um argentino pelo que ele vale , e pudesse vende-lo pelo o que ele acha que vale]

aleksandro em 22 de dezembro de 2011

Muita contradicao em alguns comentarios, a inglaterra exerce o dominio das ilhas malvinas simplesmente por ser belicamente mais forte que a argentina, o mesmo acontece em gibraltar que legalmente pertence a espanha. Nao devemos nós brasileiros pensarmos que estamos livres de uma futura intervencao militar por parte dos EUA e Inglaterra, pois a amazonia desperta grande interesse aos abutres do primeiro-mundo.

Natal em 19 de dezembro de 2011

Se eu fosse um Kelpers, também iria preferir continuar sendo britânico. Deus me livre de virar argentino! Quanto à verborréia de Cristina, não passa disso. O primeiro ministro britânico falava para os súditos de sua majestade. Certamente nem se lembrou que existe uma cafona presidente de um pais na América do Sul que não consegue nem cuidar de seu território e ainda querem o que não é deles.

Tuco em 17 de dezembro de 2011

. Falta uma dose dupla de bom senso, nessa historinha. A Argentina quer a ilha pra quê? O que isso vai mudar? Os argentinos mal tomam conta do que está aí - basta ver pelo governozinho bunda que escolhem -, querem mostrar-se "soberanos"? Quanta bobagem! Por aqui é a mesma coisa - só que em dose cavalar: separe-se uns seis ou sete Estados (que de fato possam contribuir para algo minimamente prestável...) e o restante do pobre território é um enorme peso-morto. A Argentina está procurando tomar um outro pé na bunda. .

Eduardo em 17 de dezembro de 2011

eh eh eh...se a "propriedade" fosse decorrente da "proximidade" o Japao seria da China, a Inglaterra da França, a Malásia da Austrália e por aí vai. As Falklands fazem parte da Gran Bretanha e, por nunca terem investido nem um tostao ali, a Argentina nao têm direito algum reconhecido em nenhum foro internacional. A constataçao fática da ausência de direito e de argumentos da Argentina é o fato de seu pleito ser apoiado apenas pelos países "liberticidas-bolivarianos" que se caracterizam unicamente pela ridícula política internacional de se aliarem às FARC, ao Irã, Síria e outras ditaduras sanguinárias pelo planeta. Em suma, a Argentina conta com o apoio da Bolívia, Brasil, Equador, Venezuela, Nicaragua e demais clichês bananeiros sul americanos.

Alaércio Flor em 16 de dezembro de 2011

Uma nação imaperial cujo sol nunca se põe...eis a nossa aliada Gran Bretanha....

Mari Labbate *44 Milhões* em 16 de dezembro de 2011

Queridos, os espaços geográficos possuem Energias Específicas! Como o Arquipélago das Ilhas Malvinas está próximo da Argentina, pertence aos argentinos! É uma realidade! ROUBOS não são digeríveis, no Universo. Roubou, tem que devolver! Com "Primaveras" tão progressistas acontecendo, em todo o Planeta Terra, sugiro às Famílias Reais Britânica e Espanhola que comecem a segurar as suas "douradinhas" cabeças...

Eduardo em 16 de dezembro de 2011

Falklands!

Marcelo em 15 de dezembro de 2011

A verdade é a seguinte: A Argentina perdeu a guerra e saiu com o rabo entre as pernas. E o povo das Falklands está bem melhor com a Inglaterra do que estaria com "los hermanos". Querem as ilhas de volta: Vão lá tomar!

SergioD em 15 de dezembro de 2011

Ricardo, raciocinando por absurdo, e se a maioria dos kelpers decidisse passar para a soberania da Argentina? Sei lá. Imagine, também por absurdo, que a Argentina nos próximos 20 anos se torne num país de desenvolvimento quase escandinavo e os habitantes das Malvinas quisessem fazer parte dessa prosperidade austral. Qual seria a reação do governo inglês? Será que respeitariam a decisão soberana desse povo? Só não digo que isso seria impossível de acontecer porque, como dizem os antigos, o mundo dá muitas voltas. Mas que seria interessante ver no que isso ia dar, ah isso seria. Grande Abraço. O problema com esses "pobres colonizados" é que eles querem continuar sob a soberania britânica. Isso acontece em toda parte, das Malvinas às British Virgin Islands, passando por Gibraltar, aqui pertinho de onde estou. O atual primeiro-ministro (o nome do cargo é outro) é neto de andaluzes e mesmo assim quer distância da Espanha. Desejam continuar sendo parte da Commonwealth ou o que seja. A maneira mais simples de os argentinos retomarem as Malvinas teria sido promover, discretamente, e pacificamente, uma emigração de "voluntários" para lá aos poucos, que fossem povoando as ilhas até terem uma população de origem argentina majoritária. Isso foi plenamente possível durante muitos anos, mas os gorilas fascistoides comandados pelo infeliz general Galtieri, ao optarem pela ridícula solução militar -- que tantos jovens argentinos sacrificou --, fecharam essa porta por pelo menos mais 50 ou mais anos. Você já conheceu alguma ilha do Caribe que não é independente, como, por exemplo, St.Martin/St.Marteen - metade francesa, metade holandesa? Pois pergunte a qualquer pessoa de lá se gostaria que a ilha se tornasse um país independente. O pessoal adora ser, tecnicamente, cidadão europeu. O mesmo em Guadalupe, na Martinica... Certo ou errado, é assim. Em Porto Rico, idem. Os independentistas mal chegam a 2, 3%. Agora, o Obama está propondo que eles façam um plebiscito para ver se querem continuar como estão -- um Estado "livre associado" aos EStados Unidos -- ou querem virar Estado americano. A coisa lá hoje em dia é fifty/fifty (já estive na ilha). Certo ou errado, os fatos são esses. Os kelpers das Malvinas querem ver o capeta antes de se tornarem cidadãos argentinos. Abraço

Cesar em 15 de dezembro de 2011

A opinião dos Kelpers não conta? Conforme as palavras do primeiro-ministro David Cameron, a palavra dos kelpers, habitantes das Malvinas de origem britânica, é SÓ o que conta. E eles não querem a soberania argentina, como sabemos.

Eduardo em 15 de dezembro de 2011

Aqueles que perderem um tempinho lendo a história da presença britânica nas ilhas, desde 1831, seus investimentos no local e a ausência de presença e dinheiro argentinos, podem entender porque os britânicos nao abrem mao delas e porque os keplers (habitantes das ilhas) nao querem ser "argentinos". No fundo no fundo, sao as mesmas razoes que levaram o Chile a manter o pé firme na regiao da Terra do Fogo e o Brasil na regiao de Corrientes ante o mesmo desejo argentino de "recuperar" terras que nao sao suas. Pena ver o Brasil, com sua pobre política externa, apoiando interesses argentinos, pois eles nao têm a menor vocaçao para retribuir ou defender os nossos, vide suas taxaçoes a produtos brasileiros no Mercosul. No mais, creio que o artigo e a mídia em geral deveriam chamar as ilhas pelo seu nome oficial: "Falklands".

Eduardo em 14 de dezembro de 2011

Chá de Santo Daime gera esse tipo de fantasia Argentina! E faz seguidores...

Mari Labbate *44 Milhões* em 14 de dezembro de 2011

O Anjo de Guarda das Ilhas Malvinas já contou aos nobres ingleses a retomada de posse da Argentina sobre todo o território surrupiado. E ainda afirmam que a ONU não tem Poder! O pedido diplomático da "esquisita" Cristina Kirchner já surtiu os efeitos desejados. Como os nobres ingleses não investiram nos habitantes das Ilhas, perderam-nas! Foi o mesmo processo ocorrido em Portugal, em relação ao Brasil: Colonizar, somente para EXPLORAR. Perderam-no! Os argentinos estão corretos: É mesmo uma PROVOCAÇÃO! Mal posso aguardar para ver a cara da Rainha Elizabeth II (Cristina também é uma Elisabet), quando oficializar-se a devolução, do que NÃO deveria ter sido roubado! São os Novos Ares do Terceiro Milênio! BRINDEMOS...

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