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Trabalhadora em Burkina Faso (Foto: Elle)

Amigos do blog, são vários os dados relevantes presentes no novo estudo publicado pelo Banco Mundial (Bird), batizado “Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial 2012”, no que se refere à questão de igualdade de gêneros em diferentes países do mundo.

O estudo, cuja versão em inglês pode ser encontrada no site oficial da entidade, contém números assombrosos sobre a mortalidade ou o desaparecimento de meninas recém-nascidas nos países mais pobres – 3,9 milhões por ano -, e o horripilante dado de que dois quintos delas nem chegam a nascer, já que são vítimas do “aborto seletivo” (os pais só aceitam filhos homens). Também aponta que a injeção de capital em áreas menos favorecidas não necessariamente diminui a disparidade entre gêneros, muitas vezes esbarrando em questões culturais.

Mas o levantamento também traz constatações positivas, como o fato de haver um equilíbrio de oportunidades entre pessoas do sexo feminino e masculino bem maior do que o panorama de 25 anos atrás. Em 45 países, por exemplo, há mais meninas do que meninos nas escolas secundárias, e em 60 a presença de moças nas universidades é superior a de rapazes. Nos últimos 30 anos, indica o informe, 500 milhões de mulheres entraram no mercado de trabalho — um número por si extraordin´[ario.

Outra conclusão do estudo do Bird é que, conforme aumenta a igualdade de oportunidades entre os gêneros, a economia do país correspondente tende a melhorar também. Como exemplo, o texto menciona projeções feitas em países pobres da África: em Gana e no Maláui, se as produtoras de milho tiverem iguais condições iguais aos homens, o rendimento poderia aumentar entre 11% e 17%; em Burkina Faso, uma distribuição mais igualitária nas tarefas de agricultura doméstica tornaria esta atividade 6% mais rentável. Entre outros exemplos.

A reportagem abaixo, da Agência Brasil, traz mais detalhes sobre o estudo.

Aumento de renda não reduz desigualdades de gênero, diz relatório do Bird

Brasília – Um relatório divulgado pelo Banco Mundial (Bird) aponta que políticas voltadas para o crescimento econômico e para o aumento da renda de um país, por si só, não reduzem as desigualdades de gênero. De acordo com o órgão, uma maior igualdade entre homens e mulheres pode aumentar a produtividade em até 25%.

O documento, intitulado Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial de 2012, destaca que o desenvolvimento tem resolvido alguns problemas em áreas como educação – nas escolas de ensino médio, as meninas já ultrapassam os meninos em 45 países e há mais jovens do sexo feminino do que do sexo masculino nas universidades de 60 países.

Outro destaque trata do aumento da expectativa de vida das mulheres, já que, desde 1980, elas vivem mais do que os homens em todas as partes do mundo. Mesmo nos países de baixa renda, as mulheres vivem em média 20 anos a mais do que em 1960.

O Bird ressaltou ainda que mais de 500 milhões de mulheres ingressaram no mercado de trabalho em todo o mundo nos últimos 30 anos.

Entretanto, o relatório indicou hiatos que permanecem, mesmo em países ricos, como o excesso de mortes de meninas e mulheres. Dados indicam que as mulheres têm maior probabilidade de morrer, em relação aos homens, em países de baixa, média e alta renda. As mortes são estimadas em cerca de 3,9 milhões a cada ano para mulheres abaixo dos 60 anos.

O acesso desigual a oportunidades econômicas também foi citado pelo Bird, que apontou que as mulheres têm mais probabilidade de ter um trabalho não remunerado do que os homens, além de maior chance de trabalhar em terrenos menores e em cultivos menos lucrativos e de dirigir empresas menores e setores com menos remuneração.

Por fim, o documento indicou as diferenças de participação entre homens e mulheres em casa e na sociedade, destacando que, em muitos países, as mulheres têm menor participação ativa nas decisões e menos controle sobre os recursos da família, além de participarem menos da política formal e de serem sub-representadas em escalões superiores.

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1 comentário

Marco em 20 de setembro de 2011

Amigo Setti: Grande texto, acho q para esse assunto é importante se ter sempre uma compreensão gradual e específica dessas comunidades. Sempre tentar observar as regras de comportamento e cultura, como os tabus contra certos tipos de ação e determinadas maneiras de se tratar as pessoas da comunidade. Para se poder montar uma estrutura aceita de regras e normas gerais. O Objetivo dessas normas não seriam reiventá-los mas esclarecer as normas para aplicação em sociedade. Então meu amigo, só com um sistema evolutivo democrático seria possível a eles sobreviver e prosperar em melhor nível,mas isso tem q ser indepedente de chefes tribais,governantes e Juízes. Esse aperfeiçoamento tem q vir por uma ordem social geral vigente entre eles mesmo. Abs.

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