“Informe JB”, de Ancelmo Gois: A descompostura de Bracher

Mesmo que quisesse, o que não é o caso, o advogado Fernão Bracher, ex- presidente do Banco Central na gestão Funaro no Ministério da Fazenda e, na gestão Bresser, ex-negociador da dívida externa brasileira, provavelmente não mais teria condições de permanecer no posto que ocupou até a saída do ex-ministro da Fazenda , Luiz Carlos Bresser Pereira, de quem é compadre.

Bracher, já ciente da demissão de Bresser, falou grosso com o coordenador do comitê assessor dos bancos credores da dívida externa brasileira, no último encontro entre os dois, em Nova York , há duas semanas.

O ex-presidente do Banco Central, em síntese, disse a William Rhodes, vice- presidente do Citicorp, que os bancos estão duros demais, não trazem e não aceitam idéias novas à mesa de negociações, não admitem um mínimo de flexibilidade para que as conversações possam caminhar e adotam uma postura que genericamente chamou de errada .

Uma pessoa próxima do ex-negociador e ciente dos detalhes da conversa entre os dois diz que Bracher “passou uma verdadeira descompostura “em Rhodes.

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