“Informe JB”, de Ancelmo Gois: Figueiredo sai (muito) do laconismo

A entrevista concedida pelo ex-presidente João Figueiredo ao programa de televisão Debate em Manchete que entrou pela madrugada de ontem extrapolou os limites do tradicional laconismo do general e foi extremamente esclarecedora.

Ali, entre outras coisa, Figueiredo:

* Chamou de “companheiros” os militares cassados pelo regime de 1964 por suspeição ideológica e que agora estão sendo objeto de discussão na Constituinte no âmbito da propostas de ampliação de anistia;

* Fez, sem entrar em detalhes, mas pela primeira vez desde que se tem memória, restrições à política nuclear brasileira;

* Disse que o ex-governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, se for eleito presidente tem que tomar posse;

* Aplaudiu a proposta de reconstituição do antigo PSD atualmente sendo esboçada por alguns políticos, por considerar o velho ninho de raposas “o partido da conciliação”;

* Opinou que o então vice-presidente José Sarney nunca deveria ter tomado posse na Presidência da República com a doença de Tancredo Neves, direito que, a seu ver, cabia ao presidente da Câmara dos Deputados, Ulysses Guimarães.

* Jurou que não está conspirando e que, quando e se vier a fazê-lo. “todo mundo vai ficar sabendo”.

 

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