O democrata Muamar Kadafi, que há 42 anos governa a Líbia com mão de ferro, prometeu há pouco que “nunca” vai deixar o poder, apesar da rebelião generalizada entre seus compatriotas em uma dezena de cidades e da repressão que ordenou ter provocado mais de 300 mortes.

Não é por acaso que o então presidente americano Ronald Reagan (1981-1989) referiu-se em 1986 ao dirigente líbio como “aquele cachorro louco do Oriente Médio” (veja vídeo).

Leia ampla cobertura da rebelião popular na Líbia no site de VEJA.

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11 Comentários

Guilherme Macalossi em 23 de fevereiro de 2011

Ricardo. Não era Nixon que se referia a Kadafi como Cachorrou Louco, mas sim Ronald Reagan. Obrigado pelo toque. Vou checar e, em sendo assim, corrigir. Abração

fafa em 23 de fevereiro de 2011

Setti, hoje vi uma twuitada do Serra falando da ligação do PT com O Kadafi, mas tambem me deparei com isso: 17/02/2009 - 07:00 Diplomacia Líbia quer investir US$ 500 milhões na América do Sul E parte disso no Brasil. A informação foi dada pelo vice-primeiro-ministro do país árabe, Imbarek Ashamikh, em reuniões com o governador de São Paulo, José Serra, e com o prefeito Gilberto Kassab. Fonte: http://www.anba.com.br/noticia_diplomacia.kmf?cod=8167767 Entao fiquei sem entender! As estatais da Líbia querendo investir em São Paulo não são propriamente "relações de Kadafi com Serra" ou com Kassab. Serra e o prefeito não chamaram o ditador líbio de "meu amigo, meu irmão", como fez um certo ex-presidente.

Paulo Bento Bandarra em 23 de fevereiro de 2011

Vai-se o primeiro ditador escorraçado... Vai-se outro mais... mais outro... enfim dezenas De ditadores vão-se das ditaduras, apenas Raia sanguínea e fresca a madrugada... E Lula vê seus votos para o Conselho de Segurança esfarelar-se Os amigos sumirem escondendo-se, a Banania desmoralizando-se O “outro mundo” pelos petistas sonhado esmigalhando-se

Mariazinha em 23 de fevereiro de 2011

Tem um vídeo do Beiçola de Caracas mimoseando o Kadafi com uma faixa de Miss, fico imaginando o Hugorilla estupefato com os acontecientos na Líbia e comentando "Pô, o Muamar é um cara tão legal, por que estão fazendo isso com ele"?

Pedro Luiz Moreira Lima em 23 de fevereiro de 2011

Ariadno: A sua nota foi excelente,Kadaffi,Kadafi ou Ghadaffi(FSP)a época era aceito e elogiado pela imprensa e governos ocidentais em sua desistencia de ser potencia nuclear se tornando "um novo líder da paz,abandonando o terrorismo" e pasme:a Líbia assumiu uma cadeira da Comissão de Direito Humanos da ONU! Não foi Lula,foram sim interesse comerciais italianos,franceses,ingleses e americanos onde a Líbia de terrorista passasse a ser uma defensora dos Direitos Humanos do Mundo. Quanto a Nixon os mortos do Vietnam,Cambodja,Laos e Watergate são as lembranças deixadas por ele ao mundo.AH,sim! abriu as portas para a rela;óes China e EUA.Na epoca a China era comunista?? Caro Pedro, Cometi um erro no post. A frase que atribuí a Nixon foi do presidente Ronald Reagan (1981-1989). Já corrigi, alertado por um amigo do blog. Abraço

Ariadno em 22 de fevereiro de 2011

Setti Gostaria de vê-lo fazenda um paralelo entre a notícia abaixo e toda a verborragia do Serra contra o Kadafi no twitter. Que é um facínora é inegável. Mas parece que há muita hipocrisia política no assunto e a imprensa parece tapar os olhos para isso. Forte abraço 17/02/2009 - 07:00 Diplomacia Líbia quer investir US$ 500 milhões na América do Sul E parte disso no Brasil. A informação foi dada pelo vice-primeiro-ministro do país árabe, Imbarek Ashamikh, em reuniões com o governador de São Paulo, José Serra, e com o prefeito Gilberto Kassab. Alexandre Rocha - alexandre.rocha@anba.com.br São Paulo – O governo da Líbia separou US$ 500 milhões para investir em negócios na América do Sul e quer aplicar parte desses recursos no Brasil. A informação foi dada ontem (16) pelo vice-primeiro-ministro do país árabe, Imbarek Ashamikh, durante encontros, em São Paulo, com o governador do estado, José Serra, e com o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab. Imbarek, que lidera uma delegação com representantes de diversas áreas do governo líbio, citou principalmente interesse no setor agropecuário. “O Brasil tem uma grande importância [na América do Sul] e a delegação que me acompanha estuda possibilidades de investimentos”, afirmou. “Existe vontade política na Líbia de investir no Brasil”, declarou, acrescentando que a quantia de US$ 500 milhões “é apenas o começo”. Serra declarou que o estado tem todo o interesse em atrair recursos líbios, pois “há carência de investimento, inclusive no agronegócio”. Ele falou, por exemplo, de oportunidades existentes no ramo sucroalcooleiro e na produção de grãos. “São Paulo tem a maior indústria do Brasil e é o terceiro estado agrícola, sendo que é o de maior produtividade, apesar de ter pouco mais de 2% do território nacional”, destacou o governador. O secretário do Desenvolvimento e ex-governador, Geraldo Alckmin, falou sobre a Investe São Paulo, agência paulista de promoção de investimentos. “Ela poderá ajudar nesse trabalho”, ressaltou. Alckmin disse que colocará o órgão à disposição dos líbios para auxiliar na identificação de oportunidades e realização de negócios. O vice-governador, Alberto Goldman, acrescentou que há interesse do Brasil em ampliar as exportações ao país árabe, uma vez que hoje a balança comercial pende para o lado líbio por causa das vendas de petróleo. O secretário da Agricultura, João Sampaio, afirmou que o governo pode apresentar aos líbios empresas que querem ampliar as relações comerciais. Serra ressaltou que, além da exportação de produtos industriais ou agrícolas, São Paulo pode fornecer serviços para a Líbia, citando como exemplo o trabalho já realizado pela construtora Norberto Odebrecht no país. A empresa está à frente da construção dos dois novos terminais do Aeroporto Internacional de Trípoli e da construção do terceiro anel viário da capital líbia. O presidente da companhia, Marcelo Odebrecht, participou da reunião no Palácio dos Bandeirantes e hoje o vice-premiê vai conhecer um projeto do grupo no ramo sucroalcooleiro. Ashamikh acrescentou que seu país quer também atrair investimentos brasileiros. Ele citou como exemplo a exploração de recursos naturais. “A Líbia é um país livre para investimentos. Existem riquezas que ainda não foram exploradas”, afirmou. Entre as oportunidades ele destacou a produção de matérias-primas para cimento e vidro e a extração de minério de ferro. Mais tarde, durante jantar oferecido pelaCâmara de Comércio Árabe Brasileira, o diretor do Conselho de Investimentos da Líbia, Abdarramhman Algamudi, destacou também projetos nas indústrias de móveis, eletrodomésticos, tecidos, produtos químicos, turismo, além do petróleo. O vice-premiê afirmou ainda que seu governo quer promover investimentos conjuntos da Líbia e do Brasil em outros países da África e do mundo árabe. “Podemos criar um exemplo econômico a ser seguido”, disse. Além disso, ele disse que gostaria de ver em Trípoli uma feira permanente de produtos brasileiros. Na prefeitura, Gilberto Kassab disse que é muito importante para o Brasil, e para São Paulo em especial, a aproximação com os países árabes. Nesse sentido, ele disse que vai liderar na próxima semana uma missão paulistana ao Líbano. “Espero fazer em breve algo semelhante em relação à Líbia”, declarou o prefeito, que é descendente de libaneses. Sul-Sul O presidente da Câmara Árabe, Salim Taufic Schahin, que acompanhou as reuniões do vice-premiê ao lado do vice-presidente de Relações Internacionais da entidade, Helmi Nasr, lembrou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou como política promover a aproximação entre países em desenvolvimento. “A atitude do presidente Lula, de caminhar cada vez mais junto aos árabes, aos países da África, à cooperação Sul-Sul, tem dado resultados que vão se intensificar no ao longo do tempo”, destacou. No jantar oferecido pela Câmara ele falou da missão ao Norte da África liderada há pouco mais de duas semanas pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, que teve a Líbia como primeira parada. “O evento, coroado de êxito, reflete a relevância crescente da Líbia para o comércio exterior do Brasil”, disse. Ele citou também ações já promovidas pela Câmara Árabe como a participação brasileira na Feira Internacional de Trípoli e o apoio a outras delegações líbias que estiveram no Brasil. “Na relação entre Brasil e Líbia temos um campo fértil para evoluir”, afirmou. Schahin colocou a entidade à disposição das autoridades e empresários líbios que tenham interesse em ampliar as relações e os negócios com o Brasil. O vice-premiê visitou também a Assembléia legislativa, onde foi recebido pelo presidente da Casa, deputado Vaz de Lima (PSDB), e o Hospital Sírio-Libanês, onde conversou com o diretor clínico, Riad Younes, e com a presidente de honra da Associação Beneficente de Senhoras, que administra a instituição, Violeta

Helena Motta D'Allencastro em 22 de fevereiro de 2011

O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) -- ou a "carrocinha", sei lá -- deveria ter caçado o "cachorro louco" desde aquela época. Certas ameaças não podem permanecer à solta.

carlos nascimento em 22 de fevereiro de 2011

Kadafi é uma verdadeira "simbiose", tipo:- - fisicamente - mistura de Reginaldo Rossi + Caubi Peixoto + Vanderlei Luxemburgo. - mentalmente - mistura de hugo chavez + fidel castro + indi amin. E pensar que essa anta foi saudado com todas as pompas pelo apedeuta brasileiro, cruz credo, quanta bobagem.

vera scheidemann em 22 de fevereiro de 2011

Acredito que, diferentemente dos outros dois, ele não vá mesmo fugir. O cara é claramente um psicopata (lembra de Lombroso ?). Nixon estava certíssimo. Vera

Lilian em 22 de fevereiro de 2011

Kadafi é uma múmia ambulante!

gaúcha indignada em 22 de fevereiro de 2011

O falecido 51 é amigão do Kadafi, por favor Ricardo, coloca a foto dos "cumpanheiros" abraçados. Cara Gaúcha, o Augusto, aqui do meu lado, está escrevendo um post justamente sobre os "companheiros" Lula e Kadafi. Você precisa ver o discurso que o ex-presidente fez na Líbia... Vai com foto, também. Aguarde. Abraço

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