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Kassab e JK: não tem o menor cabimento o uso oportunista que o prefeito pretendia fazer do nome do ex-presidente

Muito bem-feito que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (ex-DEM, agora fundando o tal de PSD), tenha quebrado a cara com a intenção demagógica e fajuta de fundar um instituto ligado a seu novo partido levando o nome do ex-presidente Juscelino Kubitschek – que, como se recorda, foi expoente do velho PSD extinto pela ditadura em 1965.

Tendo até registrado o domínio www.jk.org.br em seu nome, o oportunista Kassab levou um sonoro “não” de Maristela Kubitschek Lopes, única filha viva do ex-presidente, e, diplomaticamente, voltou atrás.

Não tem o menor cabimento o uso oportunista e espertalhão que o prefeito pretendia fazer do nome e, de alguma forma, do legado de JK, com os quais jamais teve qualquer ligação. Antes de ser um leal servidor do prefeito José Serra, como seu vice, Kassab era ligado ao pessoal do PL do atual vice-governador paulista Afif Domingos, a cuja ala, dentro do DEM, pertencia.

Antes, ainda, Kassab foi disciplinado soldado do malufismo.

Nada a ver, como se pode constatar, com JK.

Leia reportagem no Estadão e, se quiser, ouça entrevista do prefeito à rádio Estadão-ESPN aqui.

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Marinho em 31 de março de 2011

É um grande palhaço!!!!!!!

SIDNEY LIMA em 31 de março de 2011

O KASSAB é mesmo uma figura na homenagem ao ex- vice presidnte da republcia no anoversário de SP. Ao encerrar o discursos ele chamou ao palco a VICE PRESIDENTE DA REPUBLICA DILMA RUSSEFT...PODE!!! Coitado do Michel ela não deixou essa afronta barato. KASSAB É ASSIM KKK MAS NEM SPRE SABE. MUITA GENTE É ASSIM.

jfaraujo em 31 de março de 2011

Este sim é um grande traidor dos paulistanos, mas estes ainda terão sua oportunidade de vingança. Com toda essa prostituição ideológica, Kassab que se prepare, pois está só começando a cavar sua cova na política.

Marco Belotto em 29 de março de 2011

Infelizmente neste pais onde proliferam políticos corruptos se mantém legislação que permite a esses aventureiros criarem partidos a torta e a direita. Mais lastimavel é que nós, o "POVO" em sua maioria somos tão fichas sujas quantos esses vagabundos e vendilhões.

Jefff em 29 de março de 2011

O tempo dirá quem é o ignorante!

Daniela Contin Garcia em 29 de março de 2011

Nossa esta comparação do Jeff em relação ao senador Aloysio Nunes de de matar... quanta ignorância política, meu Deus...

Daniela Contin Garcia em 29 de março de 2011

Como eu disse no twitter, não entendo como Kassab, se "achando" do jeito que está, não colocou GK ao invés de JK, pouparia este constrangimento, rsrsrs...

Mauro Pereira em 29 de março de 2011

Caro Ricardo Setti, bom dia. Eu acredito, caro amigo, ou melhor, tenho certeza, que a família é a base fundamental na formação do caráter e na educação da pessoa. No caso específico do uso indevido e oportunista do nome do ex-presidente JK, fica nítido que o fundador de Brasília deixou como herança aos seus familiares o cultivo à honra e à decência, ao esfregarem nas fuças do prefeito de São Paulo um solene e desmoralizante “não”! Particularmente, eu acredito que retidão de caráter e educação não são privilégios apenas dos mais abastados financeiramente. Eu, por exemplo, sou oriundo de uma família bastante humilde, filho de um gari analfabeto e de uma faxineira diarista. Porém o que lhes era escasso em cultura, sobrava em honradez e, sem dúvidas, essa foi a maior herança que eles deixaram para os seus cinco filhos, três homens e duas mulheres. Meu pai era um homem austero e rígido quanto aos padrões morais e de honestidade. Extremamente calmo e de índole boníssima , em todos os seus mais de sessenta anos teve apenas um inimigo. Um certo crioulo que durante vários anos vestiu a camisa 10 de um time famoso lá da baixada santista. Corinthiano fanático, a simples menção do nome do algoz do “timão” o tirava do sério: “Esse ‘Telé’ num joga nada, é só propaganda!”, esbravejava. Infelizmente, faleceu sem ver o seu amado Corinthians ganhar do Santos, mas manteve sua postura anti-pelezista até o último dos seus dias. Já minha mãe representava o oposto. Talvez pela descendência espanhola era irritadiça e irriquieta, apesar dos seus quase cem quilos. Mas era a melhor das mães. Tenho muita saudades dos dois. Aliás, falar sobre ela me trouxe à memória uma passagem hilariante, ocorrida lá pelo final dos anos 60 que, humildemente, peço permissão para compartilhar com o caro amigo e com os comentaristas. Minha irmã mais velha entrara em trabalho de parto e, preocupada, minha mãe telefonou para a emergência do hospital solicitando uma ambulância. No acesso ao bairro onde nós morávamos existia um barranco de uns cinqüenta centímetros de altura e minha mãe acomodou-se nele para esperar a viatura temendo que o motorista errasse o caminho. Assim que o veículo branco apontou na esquina ela começou a gesticular, esbaforida. Ao ver uma mulher de abdomen um tanto quanto protuberante, o ambulancista não pensou duas vezes; freiou a viatura e a empurrou porta adentro e, incontinente, seguiu para a santa casa municipal. Assim que deu a partida, pensou: “caramba, a véia não é fraca não, nessa idade e ainda parideira”. Por sua vez, minha mãe ao perceber que estava sendo conduzida ao hospital, entrou em desespero e começou a esmurrar as laterais da Kombi. “Minha nossa. Acho que a criança já está nascendo”, apavorou-se o motorista, rasgando a sirene e pisando fundo no acelerador. Ao chegar na portaria do nosocômio abriu as portas do veículo e foi surpreendido por mais de noventa quilos voando em sua direção e a enchê-lo de porrada. Faltou gente para tirar minha mãe de cima do pobre homem. Ela só recuperou a estabilidade emocional quando soube que na tranqüilidade de sua casa havia nascido o seu primeiro neto, sob os cuidados de uma parteira amiga. Quanto aos cinco filhos, nós éramos o que as circunstâncias nos permitiam ser: completamente imbecilizados. Se tivéssemos tido a fortuna de ter Lula da Silva como presidente da República naquela época, com certeza todos nós teríamos emprego garantido no governo federal. E, no mínimo, no segundo escalão. Minha irmã mais velha, que por muito pouco não foi irmã do próprio filho, nasceu com os pés tortos, ambos voltados pra dentro. Depois de muita luta, minha mãe conseguiu marcar uma operação para corrigir a imperfeição. Porém, não sei se de sacanagem ou não, o médico disse que só poderia operar um pé por vez. E assim o fez. Durante um bom tempo a coitada ficou com um pé apontando para frente e o outro para trás. Era uma dificuldade danada pois, até que o outro membro passasse pela tão sonhada cirurgia, nós nunca sabíamos se ela estava chegando ou partindo. Meu segundo irmão era o galã do bairro e das redondezas. Dono de um topete super dotado tratado a muito gumex e à prova até mesmo de tsunamis e vendavais, fez e desfez das moças mais bonitas da região e tripudiou sobre propostas irrecusáveis de casamento. Como aqui se faz, aqui se paga, com ele não foi diferente. A idade foi chegando e o porte privilegiado se esvaindo ante a ação inexorável do tempo. Premido por dificuldades financeiras, casou-se com uma japonesa mais feia que o “cuizarruim”. A primeira vez que eu o vi abraçado com aquela piorada versão ereniciana dos anos oitenta não acreditei. “Enfim, é a vida como ela é”, me conformei. O nome dela era Sue Ghira e me recordo quando perguntei a ele como se chamava a então futura mãe de seus filhos. “Sugira”, grunhiu ele, entredentes. Obviamente eu não sugeri nada, pois era iminente o risco de levar uma coça daquelas. O terceiro, talvez por ser o do meio, foi o mais fantástico de todos. Nele tudo era inusitado, a começar pelo nome. Embora nascido no dia 23 de maio fora registrado como Setembrino! Coisas do meu avô materno. Não conseguiu terminar o primário mas era dono de uma inteligência muito acima da média. Pedreiro por necessidade, eu mesmo testemunhei vários engenheiros, agradecidos, reformularem os cálculos de projetos já terminados, depois de sua avaliação. Porém, o seu grande sonho era ser funcionário público, mas o que lhe sobrava de conhecimento em cálculo, faltava, e muito, em português e história. Sua última tentativa foi em um concurso para o cargo de diretor administrativo de um dos departamentos da prefeitura da minha cidade. Na prova era obrigatória a redação de um texto sobre a Inconfidência Mineira. Recém-saído de um casamento que não durou mais do que seis meses, sua ex-esposa era de família mineira e, ainda magoado com o triste desfecho do seu matrimônio, transferiu sua ira a todas as pessoas nascidas em Minas Gerais. Ao se deparar com a oportunidade que o tema oferecia, concluiu, exultante: “agora eu me vingo dessa minerada traíra”. Fazendo pose de intelectual autodidata, não pensou duas vezes e sapecou: “os mineros são todos uns bando de veiacos, pois não honraram nem seu herói. Decapitaram a cabeça do mártir da Independência Minera e ainda por cima deixaram os paulista só com a broxa na mão na guerra contra os MMDC”. Ali encerrava-se precocemente a carreira de um barbanabé frustrado, mas, em compensação, nascia a de um empresário do setor da construção civil muito bem sucedido. A caçula das meninas era de uma beleza descomunal, mas como nada é perfeito, sua exuberante pele amorenada era acompanha da alma extraordinariamente loira. Eu deveria ter no máximo uns dez ou onze anos, mas me lembro do insólito da cena como se fosse hoje. Acostumada a ser o centro das atenções nos bailinhos caseiros da época, certa vez aproximou-se dela um dos inúmeros pretendes. Como pretexto para iniciar a conversa elogiou o lenço de seda que minha irmã trajava no pescoço talhado pelas mãos divinas. “Bonito o seu lenço”, disse. “Essa letra O deve ser a inicial do seu nome, certo?. Então me diz, como você se chama?”, perguntou o galanteador. Mostrando cara de entediada respondeu-lhe a deusa de cobre com o maior pouco caso: “Orora!”. Ela teve melhor sorte que meu irmão, pois casou-se com um dos mais conceituados industriais da região. Com o passar dos anos, meus irmãos e minhas irmãs constituíram famílias maravilhosas e muito bem estruturadas e agora, depois dos cinquenta, desfrutam das delícias que a competência, a estabilidade financeira e a herança de pais maravilhosos proporcionaram. Se é melhor ou pior do que as demais eu não sei. Eu só sei que essa é a minha família e eu não vivo sem ela. Bem, quanto a mim, posso dizer que dos cinco sou o único vivo. O resto todos trabalham! Obrigado por compartilhar tão bem-humoradamente suas histórias com o blog, amigo Mauro. Abraço

J.B.CRUZ em 29 de março de 2011

MERECIDO!!! GRANDE MARISTELA!!J.K é INTOCÁVEL, o maior e melhor ESTADISTA que o BRASIL já teve!!Em tempos ¨bicudos ¨pós-guerra, EUA, e O BRASIL de J.K dos ANOS DOURADOS,recuperaram a auto-estima do ser-humano tão sofrido com as perdas de ente queridos..Aproveitadôres!!Fora!!

Ismael em 29 de março de 2011

Kassab deve deixar de "indiretismos" e ir direto ao ponto. Isto é, se apropriar da imagem de Lula. Não é aderir que ele quer? Ele resolveu trair seus eleitores e esquecer que houveram 44 milhões de votos ante PT nas últimas eleições. essa gente tem vontade mas não tem representantes. Que Kassab vá adira logo e deixe o campo livre.

Jefff em 29 de março de 2011

O ex-queridinho da midia agora um pária mal amado. A imprensa descobriu que Kassab é Kassab. Quem sabe descobre que Aloysio Nunes é Zé Dirceu do PSDB.

Prometheus em 29 de março de 2011

"O fato de José Sarney e Ulysses Guimarães terem uma visão diferente sobre política e espírito público só engrandece a biografia de meu pai" A frase, de Tito Enrique da Silva Neto (Fórum dos Leitores, O Estado S.Paulo, 29.03.2011), deveria ser inscrita no portal de todas as casas legislativas brasileiras.

Paulo Bento Bandarra em 28 de março de 2011

Será que este cara, que nunca foi tucano, terá assas para ter vôo próprio?

Luiz Pereira em 28 de março de 2011

Setti, boa noite, Kassab foi uma invenção do Serra - ou pelo menos, apareceu por causa dele. É aquele político típico de tiro curto, como foi aqui no Rio o Luis Paulo Conde. abs

Zé do Controlar em 28 de março de 2011

É o Zé do Controlar/CCR, com argumento fajuto de que o controle é para o paulistano respirar. E o GIGA congestionamento não polui? E o combustível porcamente refinado não polui?

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