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O grande Oscar Schmidt com Kobe Bryant: fã do brasileiro desde pequeno (Foto: perfil de Kobe Bryant/Instagram)

Lutando como um leão, com a raça de sempre, contra um câncer no cérebro, o grande Oscar Schmidt, o maior jogador de basquetebol do Brasil em todos os tempos e o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, teve uma grande alegria ao encontrar-se com o supercraque Kobe Bryant, ala-armador do Los Angeles Lakers e do Dream Team olímpico dos Estados Unidos.

Bryant veio ao Brasil para cumprir compromisso profissional, assistiu à partida da Copa das Confederações entre Brasil e Itália, em Salvador, e juntou-se a Ronaldinho Gaúcho e outros amigos no Rio. Em São Paulo, formou com Oscar o júri de um campeonato amador de basquete no Parque do Ibirapuera, e referiu-se ao cestinha como “uma legenda do basquete mundial”.

Os dois conversaram e riram muito e, depois do encontro, Bryant postou em seu perfil no Instagram (@kobebryant) foto com o texto: “Eu e Oscar. Um dos meus ídolos de infância”.

Justa homenagem a um gigante e à sua luta. Bryant se emocionou quando Oscar lembrou que enfrentou várias vezes Joe Bryant, o pai do melhor jogador da NBA na última temporada, quando ambos atuavam na Itália, na década de 80. Joe, hoje com 59 anos, é treinador de basquete na Itália.

O encontro se deu na sexta-feira, e já foi divulgado.

Mas faço questão de registrar no blog, pela enorme admiração que tenho por Oscar — gigante com coração de menino.

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18 Comentários

DuduSuzano em 28 de junho de 2013

Atenção Setti , acredito que Kobe deve ter falado em inglês que " Oscar is a legend " , legend em inglês é lenda e não legenda , até porque legenda nesse contexto não significa nada .

Dulce Regina em 27 de junho de 2013

Todos nós, sabemos que o câncer é uma doença, que atinge pessoas boas boas, mal- caráter, corruptos, crianças inocentes e, até recém nascidos. Setti, você felizmente comanda seu blog com uma distinção ímpar, educado, generoso, muitas vezes paciente ( acho, que até em excesso, uma grande virtude ),atencioso. Por que, eu digo tudo isso ? Respondo : nós só damos, aquilo que recebemos então, nossos comentários devem corresponder ao nível, do que o blog nos apresenta. Sejamos humanos, corretos e, um dia teremos nossa grande gratificação, quando nos apresentarmos, diante de Deus. Meu abraço fraterno, para vc e sua bela família. Dulce Regina. PS : sei que vc entenderá, o motivo das minhas palavras. Muito obrigado por suas palavras tão gentis, cara Dulce Regina. E um grande abraço.

Fernando X em 27 de junho de 2013

Grande Oscar!

Ricardo em 27 de junho de 2013

O Oscar?Esse sim, é um "Gigante".

joe dilaime em 26 de junho de 2013

Oscar, you are the best, you go win again.

Leonardo Saade em 25 de junho de 2013

Oscar é um ídolo brasileiro e uma pessoa exemplar . Força ao Oscar na sua luta contra o câncer!

Corinthians em 25 de junho de 2013

Setti, Feliz por ver Oscar lutando. Câncer não é brincadeira. Ainda mais um vil como o que acometeu o gigante. Fico feliz pela homenagem - ele merece. Continue firme Oscar!

ze do matogrosso em 25 de junho de 2013

..não me foi perguntado mas dou um pitaco:Não imagino que este seja um blog de auto ajuda. Por certos comentários, logo abaixo, dá para entender.Mas não é. O Lauro não tem como sobrenome coelho. Sózinho, pautaria o blog. De um estupro, por cachorro na juventude, a uma frustada cachimbada em sierra maestra, junto com o guerrilheiro pedro caroço. o !enigma". Nada disto interessa. Para alguns, dizer as frustações é o ápice. Freud explica esta carência. Voltando a vbaca fria, cadê o lula, a rose, os aloprados, mensaleiros??? Estamos na rua...

ze do matogrosso em 25 de junho de 2013

..já vi várias vezes este jogador de basquete atuar. Sou do tempo em que o Clube dos Bagres em Franca SP, foi o celeiro e o melhor clube de basquete do Brasil. Este Sr, o Oscar sempre foi arrogante, tendencioso e sempre humilhando os adversários. Ninguém é eterno. Viemos e passamos. Esse estava se considerando um "imortal". Chupa esta uva, vais feder igual a todos. Faltou humildade de um Aamury, Renan, Hélio Rubens, Algodão, Peninha entre outros. Sem falar no Pedroca e o Kanela. A propósito, a soberba continua na familia. Seu irmão na lobo naõ nos deixa mentir. Que aceites o julgamento dos homens justos. O primeuro é o do "INRI.

Milton Simon Pires em 25 de junho de 2013

Dulce Regina, muito obrigado pelas palavras de apoio! "Fantasmas de Avental" foi escrito como provocação a minha própria classe a respeito da vinda dos cubanos. Aliás, já no artigo sobre Santa Maria eu avisava no fim que isso aconteceria, lembra. Para ser franco contigo, Dulce, a culpa é nossa - dos próprios médicos brasileiros. Postei aqui no Blog do Ricardo artigos bem mais violentos sobre esse assunto.. Um grande abraço para ti..fica com Deus.. Milton Pires

Renato Carvalho em 25 de junho de 2013

Excepcional jogador. Caráter de 1ª qualidade. Sou apaixonado por basquete desde criança. Em Santa Maria, onde nasci, é o esporte popular. Ver o Oscar jogar pelo Flamengo foi a realização de um sonho de torcedor. Longa Vida meu bom Oscar. Você merece.

Dulce Regina em 25 de junho de 2013

Para o nosso "cestinha", muita coragem e força. Deus, estará sempre com vc e sua família, nesta luta. Minha admiração por vc, homem e atleta, sempre foi muito grande. Bênçãos do céu caiam sobre você, hoje e sempre. Abraços, Dulce

Dulce Regina em 25 de junho de 2013

Que desabafo é esse Dr. Milton ? Não estou de acordo com o doutor. Na minha singela opinião, vcs são nossos "anjos da guarda". Existe sim, aqueles desinteressados que não dão valor a dor humana mas, felizmente é uma minoria. Vcs médicos, são desrespeitados por esse sistema de saúde do governo, ganham pouco, não têm espaço e material para atendimento, vivem num caos. Mas, não desistem. Li seus comentários, qdo houve o incêndio em Sta. Maria, que matou vários jovens, sua indignação,sua revolta. O que importa, Dr. Milton, é a sua consciência. Paz e saúde,para o senhor. Abraços, Dulce

aguinaldo mendes em 25 de junho de 2013

Não é "legenda", é lenda !

Adriano Loffredo em 25 de junho de 2013

Ricardo, parabéns pelo post. Se não fosse por ele, não saberia desta notícia, que não achei em mais lugar nenhum. Em meio a tantas notícias tristes de política, senti alegria ao ler seu post, apesar de, paradoxalmente, ter como pano de fundo o triste momento que vive nosso craque. Vida longa ao nosso Oscar...

Milton Simon Pires em 25 de junho de 2013

Ricardo, a versão abaixo tem algumas correções - são poucas; mas necessárias.. Abraço Milton Pires Fantasmas de Avental Milton Simon Pires Quando eu tinha 18 anos de idade estudei muito, mas muito mais do que o normal para alguém nessa etapa da vida...Eu sonhava com um profissão liberal e achava que tinha uma missão sagrada. Na faculdade conheci muita gente melhor do que eu. Gente mais bonita, mais inteligente, com mais dinheiro..Lutei para que o país tivesse eleições diretas..estive nas ruas e depois voltei..Não acreditei no Brasil collorido, mas sempre andei de cara limpa, sem camiseta amarrada no rosto,ou boné com aba para trás. Em muitas festas deixei de ir – eu precisava estar cedo na faculdade e mais tarde no hospital. Já não me lembro de quantos Natais e feriados de Ano Novo eu fiquei longe da minha família escutando “Noite Feliz” ou “Feliz Ano Novo” cantado por pessoas que nunca tinha visto na vida..Eu comprei meu primeiro carro com sacrifício..Ainda não tenho a casa que gostaria e não houve um só dia, nesses quase 20 anos de profissão,que não olhasse para trás, como tantos colegas, e perguntasse – será que valeu a pena? A resposta nunca veio..mas no fundo no fundo,ainda sabia que não tinha nascido para fazer outra coisa, que a profissão era uma espécie de vício, um certo tipo de cachaça – impossível de largar.... Depois o tempo foi passando, fui ficando mais velho, e aos poucos mais fraco para enfrentar certos tipos de luta..Preocupação com família, filhos..coisa que qualquer um passa...coisa que faz parte da vida, mas algo foi chamando atenção - meu prestigio na sociedade foi diminuindo..as pessoas aos poucos passaram a me olhar diferente..parecia que eu estava usando uma camiseta com letras enormes escritas com sangue – Eu não gosto de pobres! Não sei se foi paranoia, ou só a autoestima caindo, mas outras profissões foram surgindo..Outros passaram a ver as “pessoas como um todo”...outros passaram a “ouvir mais”..outros pensaram melhor no “cuidado”..e aí eu fui me dando conta que não era só eu...Eu fui vendo os colegas se calarem ..eu fui vendo se formar um bando de gente de triste, acovardada, sem voz, aceitar seu amor-próprio ser levado ao fundo do poço como “nunka antis nessi paiz”. Cada vez que um deles começa uma reclamação, cada vez que escreve algo,é acusado de corporativismo, é chamado de “membro da mafia branca” e é visto como alguém preconceituoso quanto aos outros profissionais da saúde..e aí vai se encolhendo, aí vai se esquecendo de tudo que passou, de tudo que viu..de quantas pessoas assistiu morrer sem as mínimas condições de atendimento, de quantos exames que pediu que não teve resultado e de quantas prescrições não viu cumpridas..até que um dia se esquece de si mesmo e não pensa em mais nada quando lhe contam que o país está chamando milhares de “colegas” seus para fazerem o serviço que constituía até então o motivo da sua vida.. Aí então já não é mais ninguém..tornou-se apenas um médico brasileiro, alguém que anda sempre de branco e em quem ninguém acredita mais – um fantasma de avental. Para o meu pai e para todos os fantasmas... Porto Alegre, 25 de junho de 2013.

Milton Simon Pires em 25 de junho de 2013

FANTASMAS DE AVENTAL Quando eu tinha 18 anos de idade estudei muito, mas muito mais do que o normal para alguém nessa etapa da vida...Eu sonhava com um profissão liberal e achava que tinha uma missão sagrada. Na faculdade conheci muita gente melhor do que eu. Gente mais bonita, mais inteligente, com mais dinheiro..Lutei para que o país tivesse eleições diretas..estive nas ruas e depois voltei..Não acreditei no Brasil collorido, mas sempre andei de cara limpa, sem camiseta amarrada no rosto,ou boné com aba para trás. Em muitas festas deixei de ir – eu precisava estar cedo na faculdade e mais tarde no hospital. Já não me lembro de quantos Natais e feriados de Ano Novo eu fiquei longe da minha família escutando “Noite Feliz” ou “Feliz Ano Novo” cantado por pessoas que nunca tinha visto na vida..Eu comprei meu primeiro carro com sacrifício..Ainda não tenho a casa que gostaria e não houve um só dia, nesses quase 20 anos de profissão,que não olhasse para trás, como tantos colegas, e perguntasse – será que valeu à pena? A resposta nunca veio..mas no fundo no fundo,ainda sabia que não tinha nascido para fazer outra coisa, que a profissão era uma espécie de vício, um certo tipo de cachaça – impossível de largar.... Depois o tempo foi passando, fui ficando mais velho, e aos poucos mais fraco para enfrentar certos tipos de luta..Preocupação com família, filhos..coisa que qualquer um passa...coisa que faz parte da vida, mas algo foi chamando atenção - meu prestigio na sociedade foi diminuindo..as pessoas aos poucos passaram a me olhar diferente..parecia que eu estava usando uma camiseta com letras enormes escritas com sangue – "Eu não gosto de pobres!" Não sei foi paranoia, ou só a autoestima caindo, mas outras profissões foram surgindo..Outros passaram a ver as “pessoas como um todo”...outros passaram a “ouvir mais”..outros pensaram melhor no “cuidado”..e aí eu fui me dando conta que não era só eu...Eu fui vendo os colegas se calarem ..eu fui vendo se formar um bando de gente de triste, acovardada, sem voz, aceitar seu amor-próprio ser levado ao fundo do poço como “nunka antis nessi paiz”. Cada vez que um deles começa uma reclamação, cada vez que escreve algo,é acusado de corporativismo, é chamado de “membro da mafia branca” e é visto como alguém preconceituoso quanto aos outros profissionais da saúde..e aí vai se encolhendo, aí vai se esquecendo de tudo que passou, de tudo que viu..de quantas pessoas assistiu morrer sem as mínimas condições de atendimento, de quantos exames que pediu que não teve resultado e de quantas prescrições não viu cumpridas..até que um dia se esquece de si mesmo e não pensa em mais nada quando lhe contam que o país está chamando milhares de “colegas” seus para fazer o serviço que constituía até então o motivo da sua vida.. Aí então já não é mais ninguém..tornou-se apenas um médico brasileiro, alguém que anda sempre de branco e em quem ninguém acredita mais – um fantasma de avental. Para o meu pai e para todos os fantasmas... Porto Alegre, 25 de junho de 2013.

evandro em 25 de junho de 2013

Justa homenagem sua, sr Ricardo Setti, a dois gênios do basquete! Parabéns ao sr. também, pela iniciativa!

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