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Sarkozy e a França: cutucão de “The Economist”

Não fosse a revista mais inteligente do mundo…

Genial frase de um artigo do semanário The Economist, com fundo de verdade mas misturado ao velho vezo britânico de cutucar os eternos rivais franceses, ao analisar o papel do presidente francês Nicolas Sarkozy na crise por que passam o euro e a União Eropeia:

— A França não sabe se atua na Europa como o mais forte dos [países] fracos ou o mais fraco entre os fortes.

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Razumikhin em 07 de novembro de 2011

A República Francesa está na iminência e se tornar a República Islâmica da França. FVd3V!

Marco em 05 de novembro de 2011

Amigo Setti: A França é a cara dos irriquietos L.F. Veríssimo, Juremarxismo e a Ufrgs aqui do RS. Gostam da tradição desse país em baderna política. O Carnaval Francês é puxado a meio brincadeira por revoluções de estudantes e sindicatos com " Dolce vita " e detestam as revoluções liberais e anti estatizantes dos paises anglos Saxões. Badernas protestatórias, revindicatórias e paternalismo na França, é nós hoje e o Brasil amanhã, ou melhor " Pas d argent,mes amis ". Abs.

Reynaldo-BH em 05 de novembro de 2011

Vale para o Brasil. Quer ser o primeiro dos últimos ou o último entre os primeiros?

Reynaldo-BH em 05 de novembro de 2011

Segmentação ou pluralidade? O termo mais usado para definir a WEB é pluralidade. Seria isto mesmo? Estou concluindo um trabalho com uma fundação de pesquisa que parece indicar o oposto. Explicando: existe pluralidade de conteúdo como jamais tivemos oportunidade de ter até os dias de hoje. Porém, existe uma WEB individual para cada usuário. Explico de novo. Tomemos como exemplo a mídia. Sempre se discute qual seria o modelo da imprensa no futuro, seja este qual fosse. Mesmo antes da WEB. E postava-se na segmentação. Haveria jornais e revistas para públicos específicos. E cada vez mais a dita grande imprensa (ou generalista, de informação global) teria um papel menor. Aconteceu a segmentação. No passado tínhamos as revistas – com exemplo – para amantes de carros, motos, casa e jardins e revistas masculinas. Hoje há oferta para apicultores, criadores de cães, pescadores, jogadores de golfe, bridge ou xadrez, etc. Idem quanto à segmentação geográfica. Só em BH existem 12 revistas de alto padrão gráfico (diria até que exagerado) focado exclusivamente nos assuntos da cidade. Levou-se esta segmentação para a WEB. Jornais americanos e europeus são montados pelos leitores a partir das próprias preferências. Um, política + economia + arte. Outro, política mundial, esportes e noticiário local. Não funcionou. A pluralidade tão vista como o maior valor da WEB cedeu lugar à privacidade da WEB particular de cada um. Um usuário da WEB tem os seus sites escolhidos. Em média, de 3 a 4 jornais diários, participação em uma ou duas redes sociais e mais de uma dezena de blogs! O trabalho ainda está no início, mas me parece promissor e desafiador. Tem-se dado a devida atenção (nas redações) para os blogs? Estes são interativos ou estanques? Qual a participação de blogs independentes (sem grupos editoriais, empresarias, etc.) neste universo? De que forma um blog repercute a imprensa diária? Ou cria novas formas de apresentar o mesmo fato (opinião)? Quanto aos jornais. São “furados” por eles mesmos. O equilíbrio entre o conteúdo on line e a matéria do dia seguinte nem sempre é alcançado. Por vezes a notícia ion line é quase que o chamariz para o jornal que está na banca. (Vale para entrevistas ou matérias exclusivas). Por outra, a matéria do dia seguinte é a mesma do on line. (Vale para os acontecimentos imediatos do dia a dia). Qual o equilíbrio? Mesmo as redes sociais estão se moldando a esta segmentação. Só no Brasil existe usuários de Facebook ou Orkut com mais de 700,800, 1.000 amigos(!) cadastrados. Este número está caindo fortemente. E as redes passam a ter o mesmo perfil do resto do mundo: fazer com que pessoas com alguma afinidade possam interagir. Isto tem ficado claro no trabalho. Porém o mais assustador e que me motiva a escrever a você é o que estamos chamando (somente para dar um nome) de “segmentação seletiva”, mesmo sendo algo redundante. É a segmentação retroalimentada. Os grupos sociais estão, cada vez mais, criando segmentos excludentes. Quem visita um determinado tipo de blog (neste caso quase sempre baseado em afinidade política) jamais acessa outros de tendência diversa. Idem quanto a jornais, revistas, etc. Cria-se quase que uma visão única a partir dos membros daquele grupo. Cada um com sua própria WEB no meio da pluralidade de conteúdo. A “minha” WEB é mais próxima dos que frequentam os blogs que acesso do que a “outra” WEB de quem jamais frequentou. E aí, prezado Setti, fica uma questão que extrapola nossa pesquisa e os objetivos da mesma. Isso é saudável culturalmente? Auxilia a formação de uma consciência política? É sustentável enquanto indústria? Manipulável (ou mais facilmente)? Irá aprofundar ainda mais o gap cultural entre grupos sociais? E, indo além: qual deveria ser o papel do blogueiro (principalmente este, pelo peso que está sendo revelado pela pesquisa inicial) neste cenário? Entender que é dono de um espaço próprio que lê quem quer e concorda, e caso contrário, explicita que deveria se retirar? (caso real, conhecido e respeitado. E de imenso sucesso). Ou da interação? Focado em um tema ou multicultural? Recebendo as tabulações iniciais do trabalho e preparando algumas análises, não pude deixar de pensar no amigo Setti. Elogio fácil é ofensa. Não quero ofende-lo. Ou puxa-saquismo. Não é minha praia. Mas é forçoso reconhecer: você e Augusto mais uma vez estão no caminho certo. A sensibilidade dos jornalistas de redações e colunistas coerentes, aliado a um pioneirismo sempre presente na carreira de ambos, fazem com que sejam benchmark e case neste trabalho. Por mim, continuo por aqui. Este blog já faz parte da “minha” WEB. Abraços. Meu caro Reynaldo, muito me orgulha saber que este espaço esteja sendo considerado em seu trabalho e, mais ainda, como benchmark. É mais do que eu mereço. Quanto à questão que você levanta, das "webs individuais" excludentes, eu não acho absolutamente que seja saudável para a pluralidade, a convivência com a diferença e a própria consciência democrática das pessoas. São uma forma de reforçar diferentes "pensamentos únicos" (contradição em termos) e de não conseguir dialogar com a diferença, e muito menos com o contrário. Abração

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