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Manifestantes em Túnis, a capital: Ben Ali é o mal, Zuckerberg é o bem

A foto do fotógrafo Alexis Madrigal, publicada no site da ótima revista mensal americana The Atlantic, inclui uma imagem à esquerda que diz tudo sobre o papel das redes sociais nos protestos populares que na sexta, 14, derrubaram o ditador Zine El Abidine Ben Ali, há 23 anos infernizando a vida dos cidadãos da Tunísia: reproduz uma capa da semanal Time sobre o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, escolhido “Pessoa do Ano pela revista, em cujo rosto acrescentou-se a marca de um beijo com batom feita por Photoshop.

A capa de Time é circundada por um “Obrigado” e a assinadura do “Bom povo da Tunísia”.

A imagem central, naturalmente, dá a idéia da união que permitiu a virada e a da direita traz uma lista de rostos de ditadores árabes publicada na capa do jornal francês Libération com a indagação sobre quem será o próximo. A foto de Ben Ali, como podem ver, já foi riscada.

Detalhe curioso: esta foi uma raríssima ocasião em que um judeu, como Zuckerberg, é celebrado num país árabe.

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2 Comentários

Antonio Skoldharougs em 25 de janeiro de 2011

Lembramos que nós Judeus e os Árabes nos damos muito bem aqui no Brasil! eu freqüento casa de bons amigos Árabes e os recebo em minha casa também, não existe diferenças raciais a ser 'discutidas' entre nós. Problema Semitas e Ismaelitas só ocorre na região de Israel. e em países tiranos como Irã, Afeganistão e outros onde a civilização é sublevada por ódios. Shalom a todos

joão lavador. em 22 de janeiro de 2011

Para mim, nada difícil para um semita-árabe celebrar um semita-judeu.Para mim, o islã de um lado, e de outro lado um sentimento judeu de supremacia de raça bem como a ingerência persa(menos importante, é claro) nas relações semitas são os principais fatores que dificultam a vida entre esses dois meio-irmãos.

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