Medo da Comissão da Verdade? Parece piada

lembo-maciel

Cláudio Lembo e Marco Maciel na Comissão da Verdade: se nomeados, que perigo eles poderiam representar a quem quer que seja ligadoà ditadura?

Amigos do blog, chega a parecerem piada os temores de personalidades, comentaristas e blogueiros ligados a setores conservadores, alguns próximos a militares aposentados, outros com indisfarçada admiração pela ditadura, de que a Comissão da Verdade, por cuja criação se empenha o governo, venha a transformar-se num tribunal da inquisição, que vai revogar a Lei de Anistia e querer punir os responsáveis por violações de direitos humanos durante o regime militar.

Basta ver os dois primeiros nomes supostamente cotados para integrar a comissão, que, uma vez aprovada a respectiva lei pelo Congresso, terá sete membros nomeados pela presidente da República: os do ex-governador de São Paulo Claudio Lembo e o do ex-vice-presidente Marco Maciel.

“Filhote da ditadura”

Ora, Marco Maciel, que merece todos os elogios por ser um dos líderes ligados ao regime militar que ajudou a derrubá-lo, apoiando a candidatura de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, em 1985, não deixa de ser, como dizia o falecido Leonel Brizola, um “filhote da ditadura”. Sim, ele recebeu várias bênçãos das urnas após a volta da democracia, foi duas vezes senador por Pernambuco pelo PFL-DEM e, durante oito anos, vice-presidente da República, eleito democraticamente na chapa do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2003).

Mas, durante a ditadura, foi cria do então senador Felinto Muller, presidente da Arena — o partido político do regime –, ex-chefe de polícia do Rio durante a ditadura Vargas, o homem que mandou para a morte num campo de concentração nazista, grávida, Olga Benário, a mulher do líder comunista Luiz Carlos Prestes. Como presidente da Câmara dos Deputados, foi um dócil, obediente colaborador do regime, de quem também foi ministro.

Que perigo poderia representar, hoje, o suave, educadíssimo Marco Maciel para quem quer que seja?

Larga folha de serviços ao regime

Quanto a serem “perseguidas” por Claudio Lembo, as pessoas ligadas a quem se preocupa com o passado durante a ditadura podem ficar sossegadas: Lembo teve uma larguíssima folha de serviços ao regime como prócer, em São Paulo, da Arena — pela qual jamais conseguiu ganhar uma eleição, por sinal — e é um reacionário empedernido. Sua famosa declaração crítica à “elite branca” brasileira em 2006 não passou de um rasgo de momento, quando, por ser vice do governador tucano Geraldo Alckmin, aliado do à época PFL (atual DEM) e que renunciou para concorrer à Presidência, assumiu o Palácio dos Bandeirantes e o poder temporário e efêmero lhe subiu à cabeça.

Para finalizar, os que temem que a Comissão da Verdade — a cuja criação eu tenho restrições, sobre as quais já escrevi no blog — vá criminalizar os envolvidos em violações de direitos humanos, basta ler o projeto, que expressamente veda qualquer punição. O governo, segundo o projeto, só quer conhecer os fatos.

Veja a íntegra do projeto e de sua exposição de motivos aqui.

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Nenhum comentário

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Amigos:
    Torturadores e afins fiquem calmos – Tortura,Morte e Desapareciemento nunca existiu no Regime Fascista Civil Militar de 1964 – OS DOIS PROBOS DIRÂO:TUDO INVENÇÃO DA ESQUERDA DELETÈRIA!

  • Paulo Bento Bandarra

    Caro Setti, só se pode contar com o ovo da galinha depois de posto. Isto pode não passar de factóide. Você coloca dois bananas e cinco radicais, quem ganha as votações e versões?
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    Existem várias formas de punição, entre elas o escárnio público a que foi submetido FHC por longos anos. A nossa constituição veda a realização de fazer provas contra si. Veja que mesmo que o projeto da Comissão da Verdade, teoricamente veda punições, não veda ações civis como vem sendo submetido o Cel Ustra.
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    Ela é tão, mas tão boazinha esta comissão que SÓ quer a verdade, que ela veda toda a investigação dos terroristas e guerrilheiros com o qual o estado teve que enfrentar. Eles não são bobos de mostrar a verdade. 119 mortos inocentes contra 400 produzido por todas as forças de reacionários.
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    Por último, não existe comissão da verdade que possa superar as mentiras. “o homem que mandou para a morte num campo de concentração nazista, grávida, Olga Benário, a mulher do líder comunista Luiz Carlos Prestes”, não pode ser Felinto Muller, que na época não tinha cacífe para isto. Quem era o ditador na época era Getúlio Vargas. Olga Benario foi expulsa do Brasil em 1936, quando vigorava, entre nós, a Constituição democrática de 1934. Que enfrentara a intentona comunista. Foi decidida e autorizada pelo Supremo Tribunal Federal. Em 1936 não havia campos de concentração na Alemanha e nem tinha como adivinhar que teria em 1942. Em 1938 o Brasil e os EUA participaram das Olimpíadas de Munique, numa prova das relações normais entre os dois países. Além de Olga ter atentado contra o Estado Brasileira, de ser cidadã Alemã, era fugitiva da Alemanha pelo atentado a um tribunal na Alemanha em plena República de Waimar. Hitler é o Homem do Ano da Revista Time de 1938. Olga só teria morrido 23 de abril de 1942, em plena Guerra, num HOSPITAL!!!!
    Independente do crime lá, há antigo acórdão do Supremo Tribunal Federal (de novembro de 1919) no sentido de que ao Estado é conferida a faculdade soberana de expulsar os estrangeiros perigosos à segurança social e à ordem pública, seja qual for o tempo de residência. Olga, cidadã alemã, agente terrorista soviética, não só entrara clandestina, como vinha para atentar contra o Estado e a Constituição. Era ainda casada legalmente com um militar russo. Não podia pleitear ser “esposa” de Prestes. Hoje em dia seria expulsa da mesma forma. Foi expulsa como foram os que voltaram para a URSS e mortos lá.
    .
    Foi assinado em Moscou na madrugada de 24 de agosto de 1939 o tratado, Pacto Molotov-Ribbentrop, também referido como Tratado Molotov-Ribbentrop, Pacto Nazi-Soviético, Tratado Nazi-Soviético, Pacto Hitler-Stalin, Pacto Ribbentrop-Molotov, Pacto Germano-Soviético, ou simplesmente Tratado de não-agressão Germano-Soviético, pacto que durou até 22 de junho de 1941. Durante TODO este tempo, Stalin não se importou em pedir a libertação da sua agente treinada pelo Komintern para ações torroristas no exterior. Não se pode, portanto atribuir a Filinto Muller ou a Getúlio Vargas o crime de falta de clariviência e ter enviado para o seu país uma agente do terror estrangeira em 1936. A mãe de Prestes, sintomaticamente, escreveu pedindo para Franklin Delano Roosevelt interceder por Olga, cuja filha Anita, judia, foi entregue para a avó e não num campo de concentração.
    .
    Joachim Fest especulava que, “se tivesse falecido, de repente, em 1938” (atentado de Munich) – entenda-se, antes da segunda guerra mundial –, “Hitler teria sido, e provavelmente seria, considerado um dos maiores alemães de toda a história”. Disto temos testemunha da Revista TIME de 1938.
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    Que adianta uma comissão da verdade se nem a história já conhecida não sabem?

  • Marco Balbi

    Permita-me discordar de você. Em primeiro lugar é óbvio que os dois nomes “cogitados” são um mero balão de ensaio para iludir incautos.
    Em segundo lugar pelas muitas restrições, dentre as quais você já citou algumas. Com certeza, se juristas e outros se debruçarem sobre o projeto de lei encontrarão muito mais. Daí porque a pressão pela urgência, sem discussão, votação dos líderes etc.
    Terceiro, já tramitam na Câmara dos Deputados dois projetos de lei, o 573 e o 1124, que visam alterar a Lei da Anistia, dando uma “interpretação autêntica” ao disposto no Art 1º § 1º da citada de lei. Confira lá. Os autores são Erundina e Chico Alencar. Simples assim. Já está tudo programado. Agora me diga: liste aí os atos que podem fazer com que o Marco Maciel e o Claúdio Lembo possam inscrever seus nomes na posteridade da história política do Brasil. Envie a cópia para mim.
    P.S. Brilhante surra do Barça hoje! Assistiu? Abraços e bom domingo!

    Caro Balbi, obrigado pela visita e pelo comentário.
    Pessoalmente, sou menos desconfiado do que você. Não acredito que se vá revogar a Lei da Anistia, nem alterá-la.
    Vamos aguardar.
    Minha posição sobre a Comissão da Verdade foi expressa no comentário que está no link deste post.
    Ainda voltarei ao assunto, porque o governo mente ao dar como uma de suas fontes de inspiração — só para citar um caso — a Comissão da Verdade e Reconciliação da África do Sul. Vou mostrar por quê.
    Quanto ao Barça, acabei vendo pela TV. Você não sabe a complicação que é para os não-sócios conseguirem ingresso. Não é que seja impossível, mas.
    Quanto ao jogo, meu Deus do céu… O Osasuna não é um mau time, e levou de oito!
    Pena que a Liga Espanhola seja um campeonato de dois, não é mesmo?
    Um abraço

  • Elizabeth the Best

    Esperem aí.
    Excessos foram cometidos de ambos os lados.
    Onde se posiciona o sir Sarney nisso tudo?
    E que tentaiva louca é essa de colocar Lamarca como não desertor do exército?
    Essa comissão da verdade é para dar nomes aos bois?
    Então quero.
    Mas não me comecem com essa coisa de Mimosa e Pasárgada que nehuma vaca merece.
    Contem a história como ela é. Ou vão ter o desprazer de ver uma historiadora ou historiador daqui há anos acabando com esta festa.

  • Antonio Bahia

    Prezado Ricardo Setti,
    Acredito em sua boa fé; porém, tudo que vem do tal partido intitulado pt tem muita sujeira por trás. Não acredito que coloquem nomes como os indicados na reportagem.
    Lamento, mas não acredito neles. São verdadeiros mentirosos e oportunistas. São vingativos e perseguidores das pessoas do bem.

  • LIMA

    LIMA
    É UM GRANDE EQUIVOCO CONFIR NOS PETRALHAS E SEUS CUMPLICES. ESSA GENTE MENTE, SEMPRE MENTIU E CONTINUA MENTINDO. CRIADA A TAL COMISSÃO DA VINGANÇA ELES VÃO FAZER DE TUDO PARA PERSEGUIR A TODOS. OS AMIGOS JÁ FORAM INDENIZADOS E MUITO BEM!

  • patricia m.

    Eh isso ai. De que valem 2 bananas contra 6 maus-caracteres petralhudos? Nada. Eh coisa unica na historia da humanidade os perdedores tentarem reescreve-la. So no pais da jabuticaba mesmo.

  • fpenin

    Setti,
    A Comissão da Verdade é apenas um acerto de contas entre políticos.Acho que ela deva ser implementada, e quem for podre que se quebre. Não vejo nenhuma impropriedade ou ameaça às instituições. Agora, sugiro que haja uma outra Comissão da Verdade para trazer à luz os assassinatos de Celso Daniel e Toninho do PT, até por uma questão de “isonomia”.Quem for podre que se quebre, reafirmo.

  • nedinho

    Caro Setti:
    De 7 estes são 2, ou seja, menos da metade. Quem serão os outros 5 membros INDICADOS pela Presidente???
    Se as decisões serão colegiadas, parece que estão adoçando o bico para depois apresentarem o óleo de rícino, ou o Sr. acha que estes malandros pregam sem estopa?
    Desculpe mas a ingenuidade tem seu preço.
    abraços

  • Paulo Bento Bandarra

    ZERO HORA:
    capa

    Polícia
    4,6 mil homicídios (só) no RS rumam para a impunidade.
    .
    Levando para o resto do país, quase 50 000 para percebermos que existem vítimas de estimação, e vítimas totalmente desprezíveis. Vítimas para a qual o estado não dá a mínima para a verdade de suas agonias. Mas alguns são mais iguais do que os outros, já disse George Orwell no seu famoso livro sobre o novo paraíso coletivista e fraternal.

  • *Mari Labbate*44milhões

    Ingênuo é aquele que acredita nas boas intenções da PEteSADA! Esse gesto é PURA VINGANÇA. É desejo de colocar o Povo contra os militares. Explica-se, portanto, a tendência unilateral! Porém, como todo movimento possui ida/volta, o que eles dispararem, no Universo, irá atingi-los. Nem há necessidade de punição dos culpados, pois o que interessa-lhes é a anulação das Forças de Direita. Sou de CENTRO-DIREITA e estou estimulando políticos responsáveis a criar um partido, com a finalidade de desenvolver uma Oposição Decente! Não creiam neles, porque são terríveis VAMPIROS, almejando apenas o poder! Acompanha-me, querido SETTI?

  • SergioD

    Ricardo, só pode ser piada a indicação desses dois, não é mesmo? Para contrabalançar que tal indicar José Dirceu e Eduardo Suplicy. A expressão filhote da ditadura foi criada pelo Governador Leonel Brizola em relação a Fernando Collor em 1989,não foi mesmo?
    Bem, para deixar a turma da direita mais calma, tira os dois e se indique logo o Deputado Jair Bolsonaro.
    Que saudades de uma Raimundo Faoro, de um Barbosa Lima Sobrinho, de um Afonso Arinos de Melo Franco, que execrou seus pecados antes de morrer, inclusive fazendo auto-crítica ao seu famoso discurso na Câmara contra o atentado da rua Toneleiros.
    Grande Abraço
    PS: O artigo da VEJA sobre o voto distrital foi muito bom. Só não levantou o problema que levantei.

    Sim, saudades dessa turma toda. E sim, foi o Brizola quem inventou a expressão “filhote da ditadura” para apelidar Fernando Collor.
    Finalmente, sim, a matéria de VEJA sobre o voto distrital foi boa, e não levantou o problema que você colocou em seu texto — que está prontinho para sair nos próximos dias.
    Abração

  • Rafael

    É muito importante salientar que a ditadura foi CIVIL- militar.

  • Aldo Matias Pereira

    Ricardo,
    Se a “comichão” da verdade é para se conhecer a verdade, porque então não se inclui também o primeiro período Vargas? Existem culpas que não podem ser expostas nesse período? Temos aí a velha máxima do “ídolo de pés de barro”? Quanto a Claudio Lembo e Marco Maciel quem os teme só pode ser por conta de algum desvio de personalidade inconfessável visto que não conseguem fazer mal a uma mosca, sequer! O que podiam já fizeram … e existem por aí alguns candidatos mais adequados como o Bolsonaro, o Almeida Lima, o Chico Alencar ou o Ivan Valente!

  • Antonio Bahia

    Prezado Ricardo Setti,
    Tomo a liberdade de enviar-lhe a observação obtida no endereço: http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=5841&Itemid=1
    para veres como será a vingança deste povo que quer sangue.
    “19/09 – Governo quer ex-preso na Comissão da Verdade

    Qual a imparcialidade que terá
    o dep Emiliano José, que consi-
    dera Marighella e Lamarca
    “heróis do povo” ?

    Por Evandro Éboli – O Globo – 19/09/2011
    Deputado Emiliano José (PT-BA), que foi torturado durante a ditadura, é o preferido do Planalto para
    Emiliano José, um dos
    maiores defensores da
    luta armada . A verdadei-
    ra história não interessa
    Para eles, as únicas víti-
    mas a serem pranteadas
    são os militantes das
    guerrilhas rural e urbana.
    A historia que interessa
    è a versão deles. Só essa
    o povo tem que conhecer!
    ser o relator
    BRASÍLIA. Três deputados da base do governo estão cotados para assumir a relatoria do projeto que cria a Comissão da Verdade: Emiliano José (PT-BA), Brizola Neto (PDT-RJ) e Aldo Rebelo (PCdoB-SP). O petista é o preferido do governo. Emiliano foi perseguido político, torturado e passou quatro anos na cadeia durante a ditadura. É autor de livros sobre Carlos Marighella e Carlos Lamarca, dois dos principais integrantes da resistência ao golpe militar. A expectativa do governo é votar o projeto na Câmara nesta quarta-feira.
    Emiliano evita se apresentar como postulante a relator, mas diz que ficará “muito honrado” se for o escolhido.
    Texto completo
    É o petista na Câmara que mais acompanha o assunto. Na última quarta-feira, esteve no encontro dos cinco ex-ministros dos Direitos Humanos e da atual, Maria do Rosário, com o presidente da Câmara, Marco Maia. O grupo pediu prioridade para o texto.
    – O objetivo da comissão é conhecer a verdade daquele período de obscurantismo e promover a conciliação nacional. Não tem uma tarefa persecutória. De modo algum é algo contra as Forças Armadas. A de hoje não tem nada a ver com a daquele período. Os militares de hoje estão interessados em livrar-se desse fardo – disse Emiliano José ao GLOBO.
    Com a Comissão da Verdade, o governo quer esclarecer os casos de graves violações de direitos humanos ocorridos durante a ditadura, assim como sua autoria. E também identificar e tornar públicos os locais onde elas ocorreram. Não haverá punição para os envolvidos nos crimes.
    Nos próximos dias, ministros do governo trabalharão para quebrar as resistências ainda existentes. O DEM aprova a comissão e votará a favor da urgência, para que o texto seja votado em plenário, mas quer mexer no projeto para garantir que as sete pessoas indicadas pela presidente Dilma Rousseff não tenham vinculações político-partidárias nem interesse direto no tema, a exemplo de militares e parentes de perseguidos políticos.
    – Somos a favor da criação da comissão. Nossa preocupação é em relação aos critérios para sua composição. É preciso que a comissão seja blindada de qualquer interferência política ou partidária. E é claro que não pode ter ninguém com envolvimento direto no projeto – disse ACM Neto, que tem conversado sobre o tema com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
    Em relação ao PSDB, o governo negocia um acordo sobre a escolha dos relatores. A base aliada indicaria o relator da Câmara e os tucanos apontariam o do Senado, que deve ser Aloysio Nunes Ferreira (SP).
    O líder do PT, Paulo Teixeira (SP), confirmou que Emiliano, Aldo e Brizola Neto estão cotados para relatar o projeto da Comissão da Verdade.
    Emiliano José e Brizola Neto podem encontrar resistências em setores da oposição. E Aldo Rebelo, ex-presidente da Câmara e com bom trânsito na Casa, pode ser descartado porque disputa a vaga no Tribunal de Contas da União (TCU), indicação que será votada esta semana.
    Intelectuais lançam manifesto pró-comissão
    Sobre o receio do DEM em relação aos integrantes da Comissão da Verdade, Paulo Teixeira assegurou que as escolhas não terão caráter político-partidário.
    – Não pode ter pessoas com vinculação partidária – afirmou o petista. – Queremos que a composição seja a mais imparcial possível.
    Artistas e intelectuais acompanharão a votação no Congresso e elaboraram o manifesto “Democracia da verdade”. Entre os signatários estão o sociólogo Emir Sader e a filósofa Marilena Chauí.
    “A democracia não nos foi dada, ela foi conquistada por uma geração que não se calou diante da opressão. A experiência vivenciada naquele período de repressão marcou vidas e foi capaz de mudar a História, mas ainda não podemos celebrar a democracia se não tivermos pleno conhecimento das violações cometidas nesse passado tão recente”, diz o manifesto. “Como defensores da livre expressão do pensamento e da democracia, manifestamos desejo de aprovação do projeto que cria a Comissão da Verdade para que essas violações sejam lembradas e conhecidas pelo povo brasileiro, pois essa é a única forma de garantirmos que isso nunca mais aconteça”.”