MENSALÃO: Atenção, torcida do PT: o Supremo não absolveu Lula, não. A decisão de não incluí-lo no processo teve caráter técnico. Veja por quê

O ministro Joaquim Barbosa durante o julgamento do mensalão: a questão é que o Supremo não poderia, mesmo, “mandar” o Ministério Público denunciar Lula — ou qualquer outro (Foto: Supremo Tribuna Federal)

Amigas e amigos do blog, coisas incríveis acontecem “nestepaiz”. Fiquei sabendo que houve gente comemorando a “absolvição” de Lula em relação ao mensalão porque, por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal rejeitou incluir o ex-presidente como réu do processo do grande escândalo.

NÃO É NADA DISSO!

O Supremo, seguindo o voto do relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, entendeu que não cabe à Corte “impor” ao Ministério Público quem ele deve denunciar ou não, pelo caso.

Foi o advogado do presidente do PTB, Roberto Jefferson, quem pediu à corte que Lula passasse a figurar como réu no processo iniciado pelo procurador-geral da República em 2006.

O advogado Luiz Francisco Corrêa Barbosa, juiz aposentado, é macaco velho. Ele quis fazer barulho e jogar pressão, em nome de Jefferson, sobre Lula, porque certamente sabia de antemão que, mesmo supondo ser verdadeira sua assertiva de que Lula fora quem ordenara a compra de votos para apoio a seu governo, o ex-presidente não poderia ser incluído no processo pelo Supremo.

E por quê?

Porque, segundo a Constituição da República Federativa do Brasil (veja o artigo 129, inciso I), o Ministério Público, em nome da sociedade, é o único titular da ação penal pública. Ou seja, em havendo crime — exceto em casos como crimes contra a honra, em que o ofendido pode decidir se processa ou não o ofensor –, a denúncia perante a Justiça, em nome de toda a sociedade, interessada em manter a ordem e no cumprimento das leis, só pode ser feita pelo Ministério Público, a quem incumbe, de acordo com a Constituição (artigo 127), “a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis” (aqueles de que o cidadão, mesmo querendo, não pode dispor, não pode abrir mão).

Se alguém sofre uma tentativa de homicídio, evidentemente dará queixa à polícia. Mas, apurados os fatos em inquérito policial, esse alguém não pode processar o suposto autor. O inquérito é remetido ao Ministério Público (nesse caso, do Estado) e um promotor público iniciará a ação criminal.

O que o Supremo, portanto, fez no caso foi tomar uma decisão TÉCNICA e PROCESSUAL: a Constituição não lhe dá poderes para “mandar” o Ministério Público incluir alguém em uma ação penal. Trata-se de prerrogativa exclusiva — no caso, do procurador-geral da República.

Esclarecido esse ponto fundamental, continuo com a tese que já defendi aqui: Lula deveria, sim, estar sentado no banco dos réus, ao lado dos 38 mensaleiros.

O procurador-geral da República não o incluiu como denunciado, lá atrás, em 2006, por razões que só ele sabe, mas que suspeito tenham a ver com o temor de uma crise institucional grave, devido à enorme popularidade do presidente e ao fato óbvio de que, uma vez denunciado, Lula se tranformaria em vítima “das elites” que pretenderiam “derrubá-lo” — mesmo sendo o então procurador, Antonio Fernando de Souza, tanto quanto o atual, Roberto Gurgel, nomes selecionados pelo Palácio do Planalto e submetidos à aprovação do Senado.

O que quero dizer às amigas e aos amigos do blog é que, sim, pessoalmente, aqui do meu modesto canto, vejo claríssimas razões para que Lula devesse estar sentadinho no banco dos réus.

Lula deveria, sim, estar no banco dos réus pelo escândalo do mensalão.

E por quê?

Aqui, vou me repetir (“Ah, como é doce repetir-se”, chegou a escrever Nelson Rodrigues).

Indo por partes.

O advogado acusou Lula de ter “ordenado” o pagamento de parlamentares para facilitar a formação de uma base governista no Congresso. Argumentou (é é a poura verdade!) que apenas Lula, como presidente da República — e mais ninguém do Executivo, porque a Constituição não deixa –, detinha a prerrogativa atribuída constitucional de apresentar ao Congresso projetos de lei durante o lulalato.

Portanto, somente ele, Lula, poderia corromper parlamentares para que votassem segundo os interesses de seu governo.

Os ministros denunciados, a começar pelo chefe da Casa Civil de Lula, José Dirceu, seriam apenas executores do mensalão ou “braços operacionais” de Lula no esquema.

Barbosa não teve papas na língua para abordar o papel de Lula na coisa toda:

– Não se pode afirmar que o presidente Lula fosse um pateta, um deficiente, que sob suas barbas estivessem acontecendo essas tenebrosas transações. Tudo acontecendo sob suas barbas… e nada?

Não ficou só nisso:

– Lula é safo, é doutor honoris causa e, não só sabia, como ordenou o desencadeamento de tudo isso que deu razão à ação penal. Sim, ele ordenou. Aqueles ministros eram apenas executivos dele.

O advogado usou de expediente para fazer barulho ao pedir que o Supremo incluísse Lula na ação, como já expliquei.

Mas, no fundamental, ELE TEM RAZÃO!

Surgiu com Seneca, no Império Romano de há 2 mil anos, o princípio do, em latim, cui prodest: a quem aproveita o crime? Lucius Annaes Seneca, ou Sêneca (4 a.C-65 d.C), não foi apenas um grande filósofo, como também um grande advogado. É dele a frase, em sua versão da tragédia Medeia: “Cui prodest scelus, is fecit”. “A quem aproveita o crime, esse o cometeu.”

Como escrevi anteriormente, isso até eu, mero bacharel em Direito que nunca exerceu a advocacia, sei. Aprendi nas salas de aula da Universidade de Brasília, com os professores Roberto Lyra Filho e Luiz Vicente Cernicchiaro, então juiz criminal — e mais tarde ministro do Superior Tribunal de Justiça.

Sendo assim, pergunto a quem duvida da tese que exponho: por que raios José Dirceu, apontado pelo Ministério Público como o “chefe da quadrilha” do mensalão, montaria um esquema de corrupção para cooptar deputados sem que isso aproveitasse ao governo Lula, a quem servia?

José Dirceu armaria o mensalão para quê? Para ele?

Com que objetivo?

Se, como lembrou o advogado, só quem, no Executivo, dispõe da prerrogativa constitucional de enviar projetos ao Congresso – e, ali, fazer sua base parlamentar aprová-los – é o presidente da República?

Aí vem de novo o inacreditável discurso em que Lula, em agosto de 2005, acabrunhado e pálido, pede desculpas à nação. E se diz “traído”.

Se ele naquela ocasião abrisse o jogo, dissesse o porquê das desculpasse e apontasse quem o traiu – suponhamos que fosse Dirceu –, eu não estaria teria escrito o post anterior em que defendi a tese, nem estaria redigindo este aqui.

Isso, contudo, não aconteceu, como sabemos. Ficamos, estarrecidos, diante da situação kafkiana de um presidente da República pedindo desculpas ao país por algo que ocorreu de deplorável, errado e grave — e mais tarde, já fora do cargo, esquecer o discurso e dizer que o mensalão foi uma “tentativa de golpe” e uma “invenção” das “lites” para “derrubá-lo” — farsa essa que prometeu “desmascarar” (promessa de que também se esqueceu).

Por que Lula pediria desculpas, se nada errado havia ocorrido em seu governo e no comando do PT?

E a situação kafkiana continuou, com o então presidente acusando alguém ou alguns de algo gravíssimo – traição – sem, contudo, jamais identificá-los, nem esclarecer que tipo de traição havia se passado.

Para mim está claro, hoje, que o discurso não passou de manobra para baixar a crescente indignação na sociedade diante da vastidão do escândalo e para serenar os ânimos de parlamentares que, apesar de intimidados pela popularidade de que Lula continuava desfrutando, cogitaram seriamente de tentar decretar seu impeachment.

Algo que a oposição, inclusive o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, apressou-se a refrear, diante do que se considerou, então, o risco de uma seríssima crise institucional.

ATENÇÃO: não estou chamando Lula de ladrão, nem dizendo que ele é culpado de coisa alguma.

Acho, sim, correta a tese do advogado de Jefferson: Lula deveria estar sendo JULGADO.

Havia e há motivos suficientes para isso.

Se após o exaustivo trabalho do Ministério Público e do Supremo — mais de 700 testemunhas ouvidas, autos constituídos por 50 mil páginas, 234 volumes e 500 apensos — os mensaleiros forem absolvidos, muito que bem. A Justiça deu seu veredito final – e Lula, caso carregasse a condição de réu, estaria livre, leve e solto.

Se os mensaleiros, porém, forem condenados, ou os principais deles merecerem punição contida no Código Penal, Lula, que não é réu, deixará de pagar por um crime que terá sido comprovadamente cometido, em seu proveito – mas estará igualmente livre, leve e solto.

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  • SergioD

    Ricardo, segundo seu raciocínio, “somente ele, Lula, poderia corromper parlamentares para que votassem segundo os interesses de seu governo.”
    Também não sei como, baseado nisso o Procurador Geral na época não incluiu Lula entre os réus do mensalão. Essas dúvidas acometiam todos os seres pensantes naquela época.
    Partindo dessa acertiva, se o episódio da compra de votos para e emenda da reeleição, em 1997, episódio esse comprovado pela apuração do Fernando Rodrigues da Folha, e não investigado pelo Congresso, tivesse repercussão judicial o ex-Presidente FHC poderia ter sido incluído entre os réus? Não seria ele o maior beneficiário daquela emenda seria ele?
    FHC, em entrevista há pouco tempo, se não me engano ao Augusto Nunes, afirmou que pode ter havido compra de votos naquela ocasião, mas que ele não teve conhecimento de nada.
    A situação de Lula não poderia ser a mesma? Dirceu e outros abaixo dele não poderiam ter acertado tudo sozinhos?
    O próprio deputado Eduardo Azeredo não cansa de dizer que ele não sabia nada sobre oo esquema do Valerioduto mineiro?
    Lula também não teria o direito a nossa dúvida? Veja bem, acho difícil provar que ele não sabia de nada.
    Você não acha as situações idênticas?
    Grande abraço

    A reeleição interessava a FHC, mas também a 27 governadores — que têm grande influência nas bancadas — e a todos os mais de 6 mil prefeitos do país.

    A compra de votos pode perfeitamente se ter dado com dinheiro de governadores (e houve indícios fortes contra certos governadores do Norte), sem que FHC soubesse.

    O mensalão só aproveitava a Lula. É prerrogativa apenas do presidente da República, dentro do Executivo, o envio de projetos e propostas de nomeação enviadas ao Congresso.

  • celeraman+

    Setti, uma leitura para enriquecer o tema:
    http://www.manoelpastana.com.br/index.php/noticias/511-mensalao-o-que-poucos-sabem-e-o-brasil-deveria-saber.html

  • rollando

    absolver lula?
    só mesmo os vagabundos do lulopetralhismo que deram/dão a mamadinha clássica da escória nacional.
    quem viveu no brasil nos últimos 10 anos – e não for débil mental, mensaleiro ou ‘bolsista’ – certamente sabe que lula é o pai do mensalão.

  • Tuco

    .

    A Ação Penal 470 é mais uma formidável
    brasilidade! Depõe contra a lógica.
    Guardadas as devidas e necessárias
    proporções, grosso modo, imaginemos o
    processo que tem como cerne o sumiço
    de ESamudio sem a increpação do jovem
    Bruno… É isso o que acontece com o
    mensalão sem o lula****. E, consoante o
    Grande RSetti, não estou aqui, nem de
    longe afirmando ser o lula***** culpado,
    ou ladrão, ou o que o valha. Apenas afirmo
    que não faz sentido, houvesse seriedade,
    arrolar quase 40 envolvidos (suspeitos) e
    deixar-se de lado a principal figura. O
    mensalão é o lula***** – e o lula*****
    é o mensalão!
    Fosse lula*****, à época, sofrer desgaste
    político até possível impichamento, não
    nos diz respeito. Por isso passaram Bob
    Jeff, Jay Dee etc. A sempre covarde e
    traidora oposicinha fez corpo mole – e
    sabemos no que deu. Ou melhor, não deu!
    Enfim, lula***** teria de ser o principal
    acusado desse escândalo. Se condenado, ou
    não, aí é outra questão – e os julgadores
    teriam de avaliar com critério.
    Voltando ao goleiro acusado de dar cabo à
    a jovem doidivanas, também o bom senso nos
    ensina que deveria ter sido libertado –
    faz tempo -, juntamente com os demais.
    Coisas do Brasil.


    .

  • Daniel

    Augusto,
    o Presidente da República durante seu mandato só pode ser processado mediante autorização da Câmara dos Deputados (art. 51, I – CF), autorizado o feito, será julgado perante o Senado Federal nos crimes de responsabilidade e perante o STF nas infrações penais comuns (art. 84 CF). Portanto, nem que o Procurados-Geral quisesse não poderia processar Lula durante o mandato. Após o termino, perde o foro por prerrogativa de função, então hoje, qualquer delegado e membro do MP pode tornar Lula réu. Espero ter esclarecido.

    Os ex-presidente da República não perdem o foro privilegiado.

  • Karamazov

    Para melhor entender porque o lula não foi denunciado pelo MPF e para aqueles que tem alguma admiração pelo Sr. Roberto Gurgel aconselho ler o artigo, em seu próprio BLOG, do procurador da república do Rio Grande do Sul – Dr, Manoel Pastana – sobre o processo do mensalão. Gostaria que os notáveis jornalistas Augusto Nunes, Reinaldo Azevedo ou Ricardo Setti fizessem algum comentário sobre essa assustadora matéria.

    Prezado Karamazov, obrigado pela dica. Vou procurar o blog do dr. Pastana.

    Um abraço

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Amigo SergioD e amigo Setti:
    São dois amigos e duas opiniões – Setti não se zanga mas estou com o SergioD e aliás não existe nada para se comemorar, o ex Presidente Lula nem enquadrado em nada foi.
    Quanto ao Presidente FHC concordo com o SergioD,”o não sabia” é muito mais que falta de memória ou observação – bem são 2 opiniões e nada mais.
    Abraços aos dois
    Peedro Luiz

  • ALBERTO SANTO ANDRE

    QUEMEM SA CONSIENCIA ACREDITA QUE LULA NAO SOUBESSE DO MENSALAO, SEJA HONESTO ,DEVE NESTE PROXIMO NATAL MANDAR UMA CARTINHA AO PAPAI NOEL , PEDIR PRESENTES,E DEIXAR OS SAPATOS NAS JANELAS , MAS SOMENTE NAS MAIS ALTAS ,VISTO QUE A UNICA COISA COM CRESCIMENTO REALMENTE VISIVEL NO BRASIL E OS DOS ROUBOS, LATROCINIOS E ASSASSINATOS..

  • monacelzo

    Não absolveu porque LULA não estava sendo processado. É isso.

  • Paulo Roberto Martins Almeida

    Grande Ricardo Setti, sempre muito lúcido e competente, parabens pelo comentário.

    Obrigado, caro Paulo Roberto.

    Um abração!

  • Marli

    Qualquer medida contra Lula já vem muuuito tarde pois o certo era que ele sofresse o impitiman, na época. Muitos que deveriam ter agido,se acovardaram, agora é preciso esforço dobrado para pegar esse “bagre ensaboado” falsificado que enganou a nos todos e inda quer continuar a enganar os menos esclarecidos. Debaixo deste céu NADA é possivel esconder!!!!

  • Marli

    IMAGINO O QUANTO ALGUMAS AUTORIDADES TENHAM QUE SE CONTORCER EM JOGO DE CINTURA PARA NÃO SE COMPROMETER COM SEUS APADRINHADOS DE QUEM SÃO DEVEDORES.POUCOS FICARÃO BEM NA FITA, E ISTO FICARÁ PUBLICO E NOTÓRIO. ATE JÁ DÁ PARA IMAGINAR QUAIS SÃO OS QUE, NOS MALABARES DESTE CIRCO DESPENCARÃO.

  • Roberto Dimas Batista

    Falou no tal de inexistente PIG, comentário não sai aqui, não, Roberto. Vá espernear nos blogs sujos, tá?

  • VAQUEIRO DO ASFALTO

    Você diz não dizer que Lullalau é ladrão. Eu digo que sim. Elle é ladrão, e o país ecente sabe que é. Elle é culpado por tudo. Discordo do nobre amigo, quando diz que ele estará livre, leve e solto, qualquer que seja o entendimento. Não, não estará. Pode estar e vai estar, livre das algemas e das grades, mas estará aprisionado pela história, e esta, sim, conta acima de tudo.

  • M.

    Ricardo, há este acesso direto do que disse o advogado na tribuna do Supremo http://www.youtube.com/watch?v=sYG1CfwjPvo&feature=youtu.be

    Endosso o que disse Karamazov às 22:28 sobre o Dr. Manoel Pastana, Procurador da República. Ele conhece por dentro os fatos e os procedimentos, e há muita coisa totalmente fora do eixo nesta ação proposta pelo Ministério Público. Vale a pena saber melhor o que ele diz. Tem relação com a não inclusão de Lula na ação, e também foi mencionada na defesa.
    Dr. Pastana representou ao Procurador-Geral da República contra Lula em abril de 2011, pediu sua inclusão na ação do mensalão, a AP 470.
    Gurgel não fez nada, ignorou solenemente. Ele não podia agir assim, a lei estabelece as diretrizes e os limites da sua atuação, que foram ditos da tribuna do STF pelo Dr. Barbosa.
    Em 15 dias, o Ministério Público deve: a) oferecer denúncia; ou b) pedir diligências; ou c) pedir arquivamento, ao juízo. Quem manda arquivar é o Juiz, por requerimento do MP.
    O advogado bradou isto no STF, apontando omissão de Gurgel.

  • Oliveira

    COISAS DO BRASIL…
    Ladrão de galinha se ferra, mas os peixes grandes…
    PS: Quando foram denunciados os “40 ladrões” do mensalão todos (até a pedras da rua) sabiam que o chefe, Ali Babá, fora poupado (e nós temos que fazer cara de paisagem e participar da encenação como se nada estive acontecendo).
    POBRE BRASIL!

  • Condor

    Bom dia!
    Com relação à recomendação do leitor
    Karamazov – 17/08/2012 às 22:28, poupo-lhe o trabalho de pesquisa.
    Eis o site do promotor público:

    http://www.manoelpastana.com.br/

    Abraços

  • lula o Verdadeiro Chefe do MENSALÃO

    … Nunca se ROUBOU tanto nestepaiz como nesses quase 10 anos de governo do PT. A ROUBALHEIRA apontada no MENSALÃO continua até hoje nas Obras e nas estatais desse governo marcado pela CORRUPÇÃO e pela INCOMPETÊNCIA……..

  • selminha

    Texto perfeito! Se abrirmos mão da lógica, enlouqueceremos todos. Será que é isto que os petralhas almejam? Uma população ignorante e/ou enlouquecida, para não haver protestos e ele poderem roubar o país em paz? Delirante!

  • Diocleciano

    Um governo é composto de milhares de funcionários; o chefe do executivo não é obrigado a saber de tudo.
    Dizem que os deputados recebiam mesadas mensais, mas o engraçado é que não foi identificado o nome de nenhum deputado recebedor. Então fica no campo da suposição; se houve mensalão seria necessário identificar os deputados que receberam; que eu saiba nenhum foi identificado.
    O Roberto Jerfeson, na época da denúncia, sempre afirmou que o Lula não sabia de nada. E agora o seu advogado diz o contrário; isso mostra bem o caráter desse senhor. Ele foi pego com a boca na botija e saiu inventando histórias.

  • markito-Pi

    Boa, Setti. Estás em grande forma. No texto e nos conhecimentos jurídicos.Só faço ressalva quando V. apelida uma massa disforme e corrupta de “torcida do PT”. Esta só existiu, especialmente em redações, antes de o Bokassa palhácio da silva chegar ao poder.
    Depois desta cleptocracia, o que exite é uma corja de lúmpens, amorais e imorais, aguardando sua boquinha nas tetas do estado.De resto, a nomeação desta gentinha é parte dos Estatutos do Partido Nacional dos Trabalhadores alem.., perdão do Partid dos Trabalhadores.

  • Ismael

    Caro Setti,
    A sua tese seria brilhante se a premissa fosse verdadeira.
    Insistir na tese de que Lula é culpado por pedir desculpas, soa um tanto ingenuo.
    E por outro lado a sua tese não é verdadeira porque ainda não restou provado que Lula “comprou apoio parlamentar”. Se isso fosse verdade, nas votações que interessaram ao governo e onde a oposição votou a favor, deveriam indiciar todos os parlamentares da oposição, estes sim, passíveis de serem comprados. Não entenda meu argumento como uma defesa a quem quer que seja, pois sobre o mensalão espero pacientemente pelo julgamento do STF, que, espero, faça o tal do “julgamento técnico”. De resto, é só conversa para encher páginas de jornais e revistas.

  • Tuco

    .

    A sugestão do Nobre Comentarista
    Karamazov, 17/08/2012 às 22:28, foi
    divulgada pelo Notável celeraman+
    dia 17/08/2012 às 20:26.


    .

  • carlos

    Setti,li entrevista desse procurador na veja outro dia,me pareceu uma pessoa muinto seria,mais depois, li que ele foi reconduzido pela Lula,depois de denunciar os 38 companheiros do Pt,aí ficou a duvida,ouve um acerto,com o Lula, me deixa de fora e tu continua.Se ele o deixou de fora, para evitar risco institucional,eticamemte não deveria ter aceitado a recondução.Aceitando fica a duvida,ou a certeza?

    Caro Carlos: quem ofereceu a denúncia ao Supremo, em 2006, foi o antecessor do procurador-geral Roberto Gurgel, Antonio Fernando de Souza.

    Pessoalmente, não acredito que nenhum deles Ministério Público aceitaria esse tipo de negociação suja.

    Um abraço

  • jfaraujo

    Engraçado, só no Brasil mesmo, é incrível como se questiona com tanta veemência, com tanta eloquência, as provas reunidas em um processo com 50 MIL PÁGINAS!!! Nos Estados Unidos, um governador foi flagrado TENTANDO se corromper com lobistas em licitações de obras públicas. Só por TENTAR cometer um crime contra o erário, esse (ex-)governador pegou 14 anos de cana…

  • Delio Nilton Tonin

    Esse cidadão desonrado, desonesto e corruPTo, deveria sim, estar entre os réus do mensalão. Como podemos acompanhar um julgamento em que estão sendo julgados os quadrilheiros sem a presença do chefe da quadrilha entre os réus?
    O Lula e o PT envergonham o País.
    Essa é a grande “herânça maldita” que o Lula e seus quadrilheiros corruPTos deixarão para os nossos filhos.

  • Atila

    Penso que essas questões se desbocaram diante da nota do Lauro Jardim de que a Globo sonegou mais de 2 bilhões do IR.

  • Reginaldo Silva de Freitas

    Foi o maior esquema de corrupção já visto neste país e muito inteligentemente blindaram o Presidente Lula,pois se ele afunda,todos seus aliados afundariam com ele.

  • Corinthians

    Não encontraram evidências de deputados recebendo dinheiro ? E a esposa de João Paulo Cunha que retirou dinheiro da conta na boca do caixa ?
    Quem são 30 dos 38 acusados ?
    Vale lembrar aqui que Silvinho Land Rover já cumpriu sua parte, já que optou pelo esquema de delação premiada, e confirmou praticamente todo o processo – e, segundo ele próprio, “é muito difícil acreditar que Lulla de nada sabia”.
    Mas interessante a idéia aqui. FHC, sabia que dois governadores do Norte estavam comprando votos para emenda da reeleição que beneficiava todos eleitos para cargos executivos, enquanto Lulla, que tinha Dirceu como principal sócio no projeto de poder, que sempre controlou o PT com mão de ferro, que era o único beneficiário das alianças com os deputados nas datas dos projetos, que pagou o marqueteiro de sua campanha com dinheiro não declarado e em conta off-shore, não sabia de nada.
    Depois não sabemos por que o Brasil é deste jeito… provavelmente culpa dos americanos, do PiG pu de alguma outra entidade externa intangível que faça o povo acreditar em todas as historinhas… “nuncaantesnestepaíz”….

  • SergioD

    Ricardo, me desculpe, mas em 1997 o maior interessado na reeleição de FHC era o seu partido, o PSDB, que temia lançar um nome que não tivesse a altura do então Presidente. Para isso nada mais natural que utilizar os préstimos de um deputado da base aliada, de forando PSDB, para propor a emenda. Tudo bem que 27 governadores e milhares de prefeitos também estavam interessados na aprovação da emenda constitucional 16, mas que o PSDB e FHC tinham grande interesse em sua aprovação é inegável. Mais uma coisa, gente do executivo poderia se articular com lideranças estaduais para a compra de votos. Não necessáriamente o ex-presidente, mas ministros bem próximos a ele como chegou-se falar.
    Esse episódio nunca ficou bem explicado. Por mais que não se queira falar mais disso, principalmente na grande imprensa, essa dúvida vai ficar para sempre.
    Grande abraço

  • Marcelo Meireles

    Por favor, caso for publicar meu comentário, publique este. O anterior tem erros de digitação que prejudicam o raciocínio. (Não tenho revisor né rsrs )



    A grave crise institucional é o que se tentou criar.

    No Governo FHC, na Emenda da Reeleição, 2 deputados confessaram ter recebido dinheiro ( 200 mil cada um, salvo engano ), pra votar a favor da Reeleição.

    E que coisa mais curiosa … Não se falou em crise institucional.

    Eu to começando a achar que ***** ***** ****** ****** ****** tem razão, qdo diz que o Mensalão foi uma tentativa de “reverter no Tapetão” as acachapantes derrotas conservadoras nas eleições de 2002, 2006, 2010.

    O Mensalão rolou sim. Mas começou láaaaaaa atrás em 98.
    Vc em sã consciencia acredita que só o Azeredo “nadou” naquela grana ?

    O PT “herdou” o Mensalão Tucano. Isso é claro como água mineral.

    Lula devia estar no banco dos réus ? O FHC tb deveria.

    Afinal, tudo começou em seu governo, na “Emenda da Reeleição”

    A ira das forças conservadoras não é pela “corrupção do PT”. Essa ira foi pela perda da “exclusividade” nas maracutaias do Marcos Valério

  • Ruy

    Caro Ricardo,
    A postura de Lula é, realmente kafkiana. Faz lembrar, dentre outros, o livro Metamorfose, em que o personagem se transforma numa barata. Primeiro pediu desculpas; depois saiu dizendo que aquilo que o levou a pedir perdão não existiu, era um farsa, uma tentativa de golpe para desalojá-lo da Presidência da República. Só acho que não houve nenhuma metamorfose de fato: creio que era tudo uma ilusão de ótica. Todos olhavam a barata e pensavam enxergar um operário…
    Outra metamorfose repugnante é a do prefeito do Rio, Eduardo Paes: à época da CPMI dos Correios, era dos mais ferozes críticos do mensalão; agora, aos beijos e abraços com Lula, afirma que a questão é apenas judicial e que o processo político é coisa do passado. Cara pálida de pau!
    Um forte abraço.

  • markito-Pi

    Perdão, Setti, mas tenho de fazer um esclarecimento. No meu comentário abaixo, na correria, saiu trfuncado. Quis dizer Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães. Aquele mesmo, cujos estatutos inspiraram os do PT e em alguns casos, foram copiados ipsis verbis. E o Fuhrer NÃO é o bebum palhacio da silva. Zé dirceu pescador de lambaris, é o cara.

  • nilson torres

    Vá passear, Nilson. Vá para os bolgs sujos, que você deve adorar. Não digo quem você deve ofender porque tive a sorte, que certamente você não teve, de absorver as lições de decoro e boa educação ensinadas por minha santa mãe.

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Amigo SergioD:
    “Ricardo, me desculpe, mas em 1997 o maior interessado na reeleição de FHC era o seu partido, o PSDB, que temia lançar um nome que não tivesse a altura do então Presidente. Para isso nada mais natural que utilizar os préstimos de um deputado da base aliada, de forando PSDB, para propor a emenda. Tudo bem que 27 governadores e milhares de prefeitos também estavam interessados na aprovação da emenda constitucional 16, mas que o PSDB e FHC tinham grande interesse em sua aprovação é inegável. Mais uma coisa, gente do executivo poderia se articular com lideranças estaduais para a compra de votos. Não necessáriamente o ex-presidente, mas ministros bem próximos a ele como chegou-se falar.
    Esse episódio nunca ficou bem explicado. Por mais que não se queira falar mais disso, principalmente na grande imprensa, essa dúvida vai ficar para sempre.
    Grande abraço”
    Até hoje um grande silêncio – SILÊNCIO SEPUCRAL – mas como todo SILÊNCIO da VERDADES ele continua a exalar MAU CHEIRO.
    Abraços pelo seu excelente texto
    Pedro Luiz

  • catson aruak

    A argumentação tem de ser extensa, na posição do jornalista, visto que o bando de asseclas llulláticos encastelados nas tetas da nação é muito volumoso e não será com pouquinho raticida que conseguiremos limpar o recinto.
    No entanto, está mais que óbvio que llulla está se safando do processo por falhas estruturais do Brasil, mas todos sabemos que elle, como “o maior vigarista vivo do país” é o articulador de toda esta podridão, de toda esta inhaca fedorenta na qual o país foi afundado.
    A sua necessidade llullérica de “mudar de vida”, consequência de “sua mãe que nasceu analfabeta”, ou seja, o seu arrivismo inconsequente, mergulhou a moral do Brasil no caos do vale-tudo à qualquer preço.
    Mesmo que este vigarista escape ileso, a História haverá de contar a Verdade.

  • A. Ferreira

    Dá uma preguiça danada! Concordo que o esquema começou em Minas. Mas qual é o motivo do silêncio na época? O PT, que por lá anda de cascos dados com o PSDB, ao invés de um crime enxergou a grande oportunidade. Assim como todas as invenções do governo anterior, encampou e expandiu! Todos, afinal, tem o rabicó preso. Por isso também a oposição tão covard… quer dizer propositiva…
    A pergunta que não quer calar: a cambada vive falando desse “Mensalão Mineiro”, OK. Mas desde quando um malfeito, uma bandidagem justifica a outra?
    Meu desejo é muito simples, como diz o A.N., da coluna ao lado, não tenho bandidos de estimação gostaria de ver essa turma toda, todos juntos, tomando banho de sol, organizando pelada e comendo rango azedo na Papuda!
    Voltando pra Minas, está lá a “herança maldita de Tancredo” aguadinho com a indicação do Patrus para prefeito de BH. Deveria se lembrar das palavras do avô: “A esperteza quando é muita, fica grande e come o dono”!

  • M.

    Ricardo, o requerimento apresentado nos autos desde 2007 pelo advogado Luiz Francisco Correa Barbosa decorre do fundamento constitucional, que Lula era o Presidente da República, e o Chefe do Poder Executivo, e que só a ele interessava a aprovação dos projetos de lei.
    Ele sempre invocou, e fez mais uma vez da tribuna, uma norma legal sobre a qual o Supremo nunca se manifestou, o art. 40 do Código de Processo Penal, cujo texto o Dr. Barbosa repetiu duas vezes: “QUANDO, EM AUTOS OU PAPÉIS DE QUE CONHECEREM, OS JUÍZES OU TRIBUNAIS VERIFICAREM A EXISTÊNCIA DE CRIME DE AÇÃO PÚBLICA, REMETERÃO AO MINISTÉRIO PÚBLICO AS CÓPIAS E OS DOCUMENTOS NECESSÁRIOS AO OFERECIMENTO DA DENÚNCIA”.
    Não se trata dele não ter sido denunciado no passado, é outra coisa.
    A equação não comporta grande indagação: o STF verificaria “nos autos de que conhecerem” se havia ou não crime de ação pública por parte de Lula. Se decidisse que havia, faria a remessa ao MP, para os fins do art. 40 do CPP.
    O MP faria a sua parte. Se não denunciasse, teria que explicar à Nação (e ao STF) porque não o fazia.
    Se denunciasse, corria o processo contra Lula.
    O titular da ação penal não deixa de ser o Ministério Público.
    Esta invocação legal do Dr. Barbosa mostra a questão por outro ângulo, previsto em lei.
    O ex-procurador-geral Antonio Fernando diz que não viu elementos para denunciar Lula na época. E se posteriormente o STF tivesse visto outros elementos, e aplicado o art. 40 do CPP, como insistentemente vem requerendo o Dr. Barbosa?

    Caro M., obrigado por seus preciosos esclarecimentos.

    Se o STF tivesse visto outros elementos, deveria remetê-los ao Ministério Público.

    O fato de não o ter feito, para mim, não significa, necessariamente, que não houvesse tais elementos. O STF pode ter considerado inconveniente fazê-lo — afinal, ao longo de sua história, o tribunal é também — e, em alguns casos, principalmente — um tribunal político.

    Abraço

  • M.

    Ricardo, custo a crer que haja margem para tal “juízo de conveniência” diante da lei, se o tribunal constatasse “em papéis ou autos, a existência de crime de ação pública”.
    Aí haverá omissão do julgador, diante de questão levantada pela defesa da parte.
    Sou do tempo antigo, conheço razoavelmente ministros de outras épocas; não creio que fizessem juízos de conveniência, mas aplicavam a lei de forma impessoal. É o que se espera de magistrados, esta foi a minha escola.
    Em nenhum momento a questão foi avaliada sob o prisma do art. 40 do CPP no STF.
    Então porque os advogados são necessários nos julgamentos em geral, se o que eles sustentam pode ser solenemente ignorado, como se não existisse?
    Continuo achando que se a questão foi trazida, deve ser enfrentada, para ser acolhida, ou negada.
    Sou do tempo antigo, conheci o Ministro Aliomar Baleeiro, do STF, e acho que mesmo sendo uma corte política, não pode abrir mão de seus deveres legais e constitucionais. Neste caso, está funcionando como juízo originário.

    Caro M.,

    Claro que concordo com você. Se trazida a questão, deveria ser enfrentada, sim. Mas, sabe-se lá.

    Como estudei na Universidade de Brasília, e comecei a trabalhar como jornalista na cidade, também tive a oportunidade de conhecer, como aluno ou como jornalista, vários ministros do Supremo.

    Meu pai trabalhou com o ministro Victor Nunes Leal, e o respeitava acima de qualquer outro jurista contemporâneo de que me lembre. O ministro Victor Nunes, por sua vez foi meu professor — homem simples, afável, sábio, de enorme conhecimento. Seu jovem assistente, na época, era o advogado José Paulo Sepúlveda Pertence, que seria ministro do Supremo muito depois. Outro professor de minha turma que seria ministro do STF, inclusive seu presidente, como Pertence, foi Xavier de Albuquerque — por sinal, um extraordinário, inesquecível professor.
    Fui aluno do ministro Aliomar Baleeiro e, como jornalista, conheci ministros como Luiz Gallotti, Hermes Lima, Evandro Lins e Silva, Ribeiro da Costa, Gonçalves de Oliveira e vários outros.

    Mas a história do Supremo — há uma série de quatro volumes sobre ela, elaborada por um ministro já falecido, Edgar Costa (Editora Civilização Brasileira) — mostra que, sim, o tribunal sempre teve forte acento político, até por seu de sua natureza. Como, por sinal, a Suprema Corte americana que, quando interpreta a Constituição, leva em conta fatores outros que não o estritamente técnico-jurídico.

    Abração

  • Corinthians

    SergioD – 19/08/2012 às 0:31
    COncordo com você na parte de que o episódio da gravação sobre a compra de votos por parte de dois governadores do Norte foi muito mal explicado e não foi resolvido.
    Mas devo discordar da sua ilação à “grande imprensa”. Basta lembrar que – seguindo sua nomenclatura – foi a grande imprensa (Folha de São Paulo) que primeiro apresentou a gravação, e não a “pqeuena imprensa”, e que mesmo assim nenhum outro veículo – nem da grande imprensa, nem da média, nem da pequena, nem blogueiros – conseguiu nem gravações, nem testemunhas, nem indícios que apontassem outros envolvidos no episódio.
    Da mesma maneira que foi a grande imprensa – no caso a Veja – que desmascarou Demóstenes.
    Acho sim bem possível o envolvimento de ministros no caso.
    Agora comparar isso ao mensalão chega a ser até estranho. Os indícios de que Lulla sabia são gritantes – e mesmoa ssim foi mantido de fora. Culpa também da oposicinha.

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Amigo Setti:
    “Se o STF tivesse visto outros elementos, deveria remetê-los ao Ministério Público.

    O fato de não o ter feito, para mim, não significa, necessariamente, que não houvesse tais elementos. O STF pode ter considerado inconveniente fazê-lo — afinal, ao longo de sua história, o tribunal é também — e, em alguns casos, principalmente — um tribunal político.”

    STF Se tivesse visto – aí cabe duas observações – Viu e Não Viu?
    Assim cabe outras duas observações – Viu!,aí suas considerações estão corretas,Não Viu!aí seus argumentos estão incorretos.
    O “SE TIVESSE” fosse levado como culpa – aí sim seria um tribunal político e de inquisição felizmente não foi.
    Ter crença que sim ou ter crença que não,felizmente ficam nos ambitos dos blogues de opiniões mas nunca em tribunais.
    Grande abraço
    Pedro Luiz

  • ANTHONY KUDSI RODRIGUES

    o País está sendo passado a limpo:
    1)Já veio à “baila” o mensalão do DEM.
    2)Já estamos chegando à reta final com o mensalão do PT.
    3)Só falta mesmo o mensalão “PAI DE TODOS”, O DO PSDB, à ele dedico a música abaixo:
    ZUM ZUM (Fernando Lobo e Paulo Soledade)-1958
    Oi! Zum, zum, zum,
    Zum, zum, zum!
    Está faltando um!…(O PSDB)

  • VERA LÚCIA ARGOLLO VÊNERE

    Excelentissimo Ministro Joaquim Barbosa, personalidade como o Sr.não pode ter dor intensa,informo-lhe que temos no Brasil além dos medicamentos que contra indicações, temos tratamentos como PST para a COLUNA VERTEBRAL E TERAPIAS POR ONDAS DE CHOQUE, QUE MELHORAM SENSIVELMENTE a DOR do paciente, aí em Brasilia temos profissionais que fazem estes tratamentos.
    Como médica da Dor aqui na Bahia, doi-me ver o sofrimento estampado em Vossa fisionomia a DOR física
    que tanto maltrata a Vossa Exelência, o Brasil precisa de homens como o Sr. não desista.
    Grta.
    Vera Lúcia Argollo Vênere.

  • SergioD

    Amigo Cotinthians
    Quando me referi a grande imprensa, quis dizer que atualmente esse episódio, da compra de votos de 1997, está esquecido e enterrado, assim como quase não se fala do Valerioduto mineiro, que por acaso foi tema de uma reportagem muito boa na Revista Piauí desse mês. Vale a pena ser lida.
    Concordo que quem colocou luz sobre a compra de votos foi a Folha, mas raramente surge uma menção ao caso mesmo nas páginas desse jornal que sempre admirei. A última vez, se não me engano, foi num artigo do Jânio de Freitas, que deu recentemente uma entrevista excelente no Roda Viva.
    Também não tiro os méritos de VEJA quanto ao caso Demóstenes. Concentro na foco na compra de votos de 1997.
    Ontem li um excelente artigo no Valor Econômico, de Renato Janine Ribeiro, onde ele analisa a apuração de casos de corrupção do tempo da Redentora até o presente. Vale a pena ler. Transcrevo-o abaixo, se o Ricardo não ver problema em postar artigo de outro meio de comunicação:

    Duas épocas da corrupção
    Por Renato Janine Ribeiro

    O tema mais frequente nas discussões sobre o poder no Brasil, pelo menos no período republicano, é a corrupção. Mas não é um grande tema político, por uma simples razão: esse assunto, ao substituir a política, degrada-a. Em vez de se debater quais rumos nosso País deve tomar, acusa-se o outro lado de praticar crimes comuns. Ou seja, nossa sociedade se porta como se não houvesse rumos a escolher para o Brasil – apenas, crimes dos quais escapar. Não discutimos a política, mas o crime. Não procuramos construir um futuro para nossa casa comum. Limitamo-nos a reclamar dos homens maus que nos enganam. No fundo, nem sei se pensamos em futuro. Queixamo-nos do presente e do passado. Para uma sociedade ter futuro, ela precisa projetar o destino que quer construir. Isso é bem mais do que reclamar da sina que se abateu sobre nós, do que falar mal da gente má que nos faz mal.

    Mas quero me ater a duas épocas da República, as mais recentes. Não falarei do Império ou da República Velha, com sua enorme fraude eleitoral, mas dos últimos cinquenta anos. A ditadura militar abafou a crítica, na fase que começa com o Ato Institucional nº 5, em dezembro de 1968. Contudo, no fim da década de 1970, jornalistas corajosos começam a investigar casos graves de corrupção. Começa aí uma época que duraria quase duas décadas. Ainda sob o regime militar, a imprensa denuncia a corrupção. Já no governo civil, Jânio de Freitas revela o caso da Ferrovia Norte-Sul. Sarney era presidente. Seu sucessor, Fernando Collor, não completa o mandato – porque ele mesmo é denunciado e julgado. Em dezembro de 1992, ele se torna o único presidente do Brasil a perder o cargo por impeachment. No ano seguinte, há mais acusações, das quais a principal é a dos deputados chamados de “anões do orçamento”.

    Essa foi uma fase heroica da história da imprensa brasileira e, por que não dizer, do Brasil também. Começa com jornalistas valentes, enfrentando um regime no qual grassavam a tortura, a censura, a ditadura. Prossegue, no início da frustrante Nova República, com profissionais da imprensa e parlamentares se empenhando em apurar casos graves, isso enquanto ainda se teme a volta do regime de força. Esses jornalistas e deputados atuam como verdadeiros heróis (insisto na ideia), lutando pela decência e por um país melhor. Nessa época, está claro qual é o lado do bem, qual o do mal. Aliás, as denúncias de corrupção são didáticas. Os fatos parecem óbvios. A oposição entre “nós” e “eles” não é maniqueísmo. É real – ou assim parece.

    No passado era claro onde estava a corrupção

    Infelizmente, esse tempo passou. Veja-se o posfácio que Mario Sergio Conti escreveu para a nova edição de seu “Notícias do Planalto”, o apaixonado relato das apurações jornalísticas e parlamentares que levaram à destituição de Collor. Pois os jornalistas audazes de vinte anos atrás estão hoje, quase todos, fora da imprensa. Uns trabalham em atividades que, no passado, eles próprios não admirariam. É o que impressiona na leitura dessa atualização de currículos. Um sonho, uma esperança se desfez. Lembremos que um dos deputados mais ativos na apuração dos fatos foi José Dirceu, cuja imagem pública também mudou.

    Porque, desde que a “Folha de S. Paulo” começa a publicar, em meados da década de 1990, matérias sobre suposta corrupção no governo tucano, a divisão entre bem e mal se perde. Principia a segunda época da corrupção. Daí em diante, tudo se embaralha. Há um racha entre os que combateram a ditadura e os maus costumes políticos. O governo Fernando Henrique não quer apurar as denúncias de compra de votos para a reeleição (assunto recordado por Jânio de Freitas no “Roda Viva” este mês), nem as de irregularidade na privatização das teles. Depois disso, o governo Lula também não desejará aprofundar as denúncias que vierem. Não há mais um lado do bem – ou, se há, ficou com os nanicos. Será por acaso que quem pediu a cassação do então senador Demóstenes foi um senador do PSOL, que tem a menor bancada dentre os partidos sobre os quais lemos com alguma frequência?

    Este é um dia de Arnaldo Jabor – eu me refiro ao que mais admiro nesse escritor poderoso, que é quando ele evoca com certa nostalgia os tempos em que tudo era preto ou branco, em que o bem estava de um lado e o mal, de outro: os tempos da ditadura. É verdade que hoje ele defende um dos lados em que o país se dividiu na política, mas a força de sua escrita vai além disso. Ela é um pranto por um país que poderia ter existido, mas não existe – pelo menos, por enquanto. Um país que não existe porque o PSDB e o PT desistiram de construí-lo.

    Porque era fácil acompanhar o caso Delfin, Collor, os anões. Hoje, não é nada fácil. Pessoalmente, desde o escândalo da compra de votos para aprovar a emenda da reeleição, denunciado em 1997, não consigo entender os casos. Não têm a limpidez que havia nos processos da era heroica. Temos gente decente jurando que houve compra de votos, e gente boa assegurando que não. Idem, para o mensalão. Os casos viraram cipoais. Geralmente, quem tem certezas a respeito é quadro de partido. Sabendo que a forma fácil de fazer campanha política é acusar o outro lado de desonesto, e que a desonestidade óbvia é a corrupção, muitos atribuem corrupção ao antagonista só para ter votos. Vá-se ver o caso Collor, em 1992, e compare-se o caso do mensalão – lendo sempre os dois lados, acusação e defesa – e se verá como é difícil se orientar em meio ao caos atual. Mas creio que esta desorientação é fruto da perda da nossa inocência, e que a perdemos devido à Realpolitik em que se meteram os melhores partidos, primeiro o PSDB, depois o PT.

    Caro SergioD, não tenho problemas de postar artigos da maioria esmagadora das publicações do país. E a única orientação que sigo para isso é a minha, acredite.
    Um abraço

  • SergioD

    Ricardo, obrigado pela atenção.
    Grande Abraço

  • Corinthians

    SergioD – 21/08/2012 às 16:52
    Caro SergioD,
    Sei que não colocou desta maneira por mal, e respeito suas opiniões.
    Eu entendi o contexto. O problema é que isso é usualmente exacerbado e usado por propagandistas para bajular o governo da ocasião e conseguir benefícios – e é indiscriminadamente usado como maneira de manobrar as massas.
    O meu ponto é que a criticada grande imprensa no final é quem realmente acaba por desmascarar os criminosos.
    A investigação da gravação deveria sim ter sido aprofundada. E olhe que eu não acredito que FHC, naquela hora já tão atacado, se arriscaria em uma manobra deste tipo. Mesmo assim acredito, como disse, que houve a compra por outros membros do executivo, desviando dinheiro público.
    Só que isso não me impede também de ver a estrondosa diferença entre um caso e um sistema, entre um presidente que nunca foi unanimidade nem teve o controle do partido e de um que sempre se valeu de sua popularidade para fazer e dizer quaisquer absurdos que lhe ocorra no momento.
    Comparação do mensalão petista deve ser feito ao mensalão do PSDB ou do DEM – afinal todos estes eram também, mesmoq ue em menor escala, um sistema. Em ambos os casos (PSDB e DEM), os líderes são/foram acusados, investigados e eu também quero vê-los atrás das grades.
    No caso petista, Lulla mais uma vez se apoiou na popularidade bovina que lhe é garantida para não ser acusado nem investigado. E bastou uma pseudo-entrevista na França e um pedido de desculpas. Hoje vemos o quão criminoso também é o grande líder, que se propõe a defender o indefensável.

  • Sidnei

    Num regime onde para se governar precisa ter a maioria e quando não tem usa-se outra forma( mensalão) na atualidade..Como pode o Presidnete não saber de nada?? Ele deveria etar também sob julgamento. (independente de partido ou não) No caso ele era o Presidente, tem que assumir sim.Como vai amdinistrar um País sem saber quem está ao seu lado???

  • Jonas

    Esse julgamento é desvirtuado desde o princípio. O foro privilegiado existe para permitir que os que são julgados ali não sejam perseguidos com processos em vários locais, e para que possam ser afastados caso seja comprovado algum delito – mas não equivale a uma condenação final, pois não houve dupla instância, direito a recurso, etc. Juntar, portanto, réus com direito a foro especial a outros sem esse direito é uma forma de burlar as normas e misturar as frequências. Por outro lado, também se poderia trazer ex-presidentes como FHC à corte para explicar, por exemplo, os casos da compra de votos para reeleição, o escândalo do SIVAM/Raytheon, o direcionamento das privatizações (já se sabia de antemão quem venceria a licitação, isso foi gravado), o saneamento de empresas que depois seriam vendidas a preço de banana, o caso Cacciola – que já está solto … tudo isso pode ser revisto, basta pressão popular. Que o tucanato ponha suas plumas de molho, também.

  • GPAULO

    Lewandowski e Toffoli, por seus fortes laços com o Lula e o PT, não,poderiam julgar os envolvidos no maior escandalo dos ultimos anos: o “MENSALÃO”. Ainda cabe a arguição de suspeição pelo Ministerio Publico?. Se tem cabimento, que se faça, pois é lamentavel, que, os contribuintes, neste caso as vitimas da corrupção deslavada e engendrada pelo José Dirceu e seus asseclas, sofram com a falta de recursos destinados em infraestrutura,educação, segurança e saúde. O facciosismo torpe e carcomido deve ser banido do STF.

  • Roberto Izumi

    Pessoas de ouca sabedoria, ou seja, de bom senso e de justica percebe que tudo fora realizado para beneficiar o Ex presidente Lula e cia. O que mais me entristece e ver uma trabalhadora com a sra. DANEVITA MAGALHAES,que foi testemunha no desvio de verbas do Banco do Brasil sofrer ate agora as perseguicoes do PT, Lula e cia. Fica aqui o meu parabens pelo seu carater e que no final ela vencera as injusticas impostas pela corja.

  • Sergio

    Mas então esta fácil, é só o Marcos Valério fazer uma denuncia formal, B.O, boletim de ocorrência, obrigatoriamente o Ministério Público terá que denunciá-lo e incluí-lo no processo por livre espontânea pressão e ao mesmo tempo dentro da lei, pois ele não tem mais imunidade.

  • josé mário francisco dos santos

    Sr. Ministro Joaquim Barbosa, tudo quanto estar acontecendo está tudo dentro da legalidade, o que não é justo é que somente os executores dos ilicidos estar respondendo, enquanto o mandante, que era a pessoa do Presidente de uma Nação, fique alheio ao caso, não é justo isto, as atitude3s do ex-presinte lula na campanha de 2010, onde a sua ministra da casa civil foi eleita, não menuspresando a pessoa da Dilma, mas nunca ela poderia ser candidata, em virtude do seu comportamento como ministra, envolvimentos, varios caso e não foi poucos de corrupção, e nada foi apurado, pelo fato do ex-presidente não deixar apurar, isto porque ele entendeu que poderia fazer tudo e nada acontecia, veja srs. o PT comete um caso grave, a oposição leva a público muitas veses as colunas socias já tenha públicado, eles se defendem acusando a oposição de perseguição politica, isto porque todas camadas deste pais estar enfraquecidas diante das graves ameaças do ex-presidente, inclusive de destruir partidos politicos que não se aliarem a ele, em suas ideias de meia esquerda, nem direita nem esquerda. Sr. Ministro, para o julgamento ter isenção, a cabeça deve pelo menos dar explicão de seus ideas, Justiça tem que swer feita no todo e não pela metade.