MENSALÃO TUCANO: este post é dedicado especialmente aos leitores que vivem cobrando que eu aborde o assunto

O ministro Joaquim Barbosa (seguido pela ministra Cármen Lúcia) chegando ao Supremo para mais uma sessão do mensalão: o outro caso também é com ele (Foto: José Cruz / Agência Brasil)

Amigas e amigos do blog, confesso que ando cansado de receber de leitores — muitos de boa fé, outros por pura provocação — cobranças enfáticas para que comente o chamado “mensalão tucano”, esquema de arrecadação irregular de dinheiro que segundo investigações oficiais teria surgido, com a participação do empresário Marcos Valério, na tentativa de reeleição do então governador de Minas Eduardo Azeredo, em 1998 (o eleito acabaria sendo o ex-presidente Itamar Franco).

Cobram que a imprensa cobre que o Supremo — onde está o caso desde o dia 13 de maio de 2010 — julgue o processo em que Azeredo é o principal, mas não o único, réu.

Não custa lembrar que o mensalão propriamente dito — o esquema de corrupção para comprar votos de parlamentares em apoio ao governo Lula — foi denunciado pelo procurador-geral da República em 2006, o Supremo aceitou receber a denúncia em 2007 e o julgamento somente começou, em agosto passado, SEIS ANOS após a denúncia e CINCO anos depois de recebida a denúncia.

O mensalão mineiro chegou há dois anos e quatro meses ao Supremo.

Obviamente não existe qualquer equivalência matemática em matéria de prazos entre diferentes processos: a complexidade, o número de réus, o número de crimes de que são acusados, sua qualificação pessoal e outros dados tornam cada processo único, e sua trajetória também é única.

Mesmo assim, convenhamos que, pela extensão do prazo de julgamento do mensalão petista, e pela importância dos envolvidos — sou daqueles que defende a tese de que o próprio Lula deveria ser também réu, para ser julgado (culpado ou inocento) ao lado de José Dirceu e outros integrantes do comando petista –, era EVIDENTE que a imprensa tinha o dever de cobrar que um dia o escândalo fosse finalmente julgado.

Mas vamos lá. Falemos do mensalão tucano.

Azeredo: sua expulsão do PSDB deveria ter ocorrido há anos (Foto:  Celso Junior / AE)

Azeredo: sua expulsão do PSDB deveria ter ocorrido há anos (Foto: Celso Junior / AE)

Por que raios há leitores que imaginam que um colunista como eu não queira abordar o assunto?

Como todo brasileiro de bem, quero, SIM, que o mensalão mineiro seja julgado pelo Supremo, e que os que cometeram crimes — tucanos ou políticos e personalidades de qualquer plumagem — recebam as mais severas penas da lei. Se for cadeia, que seja cadeia. Vou celebrar!

Então aproveito para informar algumas coisas sobre o mensalão mineiro, já que pode haver leitores não cientes do estado do caso.

1. O processo chegou ao Supremo Tribunal Federal no dia 13 de maio de 2010.

2. No dia seguinte, 14 de maio, foi distribuído ao ministro Joaquim Barbosa — como se sabe à exaustão, o relator do mensalão propriamente dito — para que, também neste caso, exercesse a mesma função.

3. Desde então, o Supremo — muitas vezes criticado injustamente — vem trabalhando duro: entre cartas de ordem, ofícios, despachos, juntada de documentos, oitiva de testemunhas e um grande número de outras providências, foram praticados 227 atos diferentes no processo.

4. O último movimento no processo ocorreu no dia 17 de agosto passado.

5. Uma complicação no caso deve ocorrer em novembro próximo: o ministro Ayres Britto, presidente do Supremo, aposenta-se por atingir a idade-limite de 70 anos e seu sucessor, por ordem de antiguidade, será, justamente, o ministro-relator Joaquim Barbosa.

Regimento Interno do Supremo (artigo 13, inciso V, letra “c”) não prevê a hipótese de o presidente ser relator de uma ação penal como essa.

A designação de um novo relator e sua plena familiarização com o processo vão demandar tempo, talvez um longo tempo.

6. Os leitores que queiram conferir o andamento do processo (com muitas informações de difícil decodificação para quem não conhece seu teor) o link está aqui.

Já defendi a tese, que volto a expor, da maneira mais clara possível, de que o PSDB deveria já há muito tempo, há ANOS, mesmo antes de qualquer julgamento — e diante das evidências levantadas no processo –, haver EXPULSADO de seus quadros o atual deputado Eduardo Azeredo. Até para poder vergastar com mais autoridade o mensalão petista.

Sei, de viva voz, que altas personalidades do PSDB pensavam assim.

Por que não se agiu, não sei. O PSDB não costuma tomar qualquer medida drástica, mesmo quando elas são absolutamente necessárias — e este é um de seus inúmeros problemas.

Por essas e outras é que, nascido para ser “diferente” dos demais — de outra maneira, a mesma pretensão do PT –, acabou caindo no mesmo saco.

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44 Comentários

  • fábio

    Caro Setti, me desculpe, mas seria melhor não ter escrito este texto.

    Me diga por quê.

  • Marco

    Dom Setti: Por peso, a do PT, é bem mais pesado em termos público. Não se pode inverter isso, o supremo q vai ver ou confirmar qual foi a ação mais terrível!
    Abs.

  • Artur Souza

    Pois é. Por medo, corporativismo, calhordice, acomodamento, burrice ou tudo isso junto, o PSDB privou seus 40 milhões de eleitores da voz de oposição que os petralhas mais temiam e respeitavam. O que deixou Lula ainda mais tagarela, fanfarrão, agressivo, arrogante e inconsequente do que era. Ruim para os tucanos, pior para os brasileiros.

  • nei Brasil melhor...

    Não é só ele, tem agora o de Goiás..etc..etc..
    Não é tudo igual, mas quem corrompeu…tem que devolver, sair….
    Setti de parabéns, pau que dá no Chico, dá no Francisco..isso é…..JORNALISMO!

  • Reynaldo-BH

    Setti, não pretendo ser o intérprete daqueles que cobram o julgamento imediato do mensalão mineiro. Raivosos, irônicos ou de boa-fé. Não consegui entende-los e assim, sequer sei o que argumentam.
    É tão recheado de incongruências que tentar entender a lógica do mesmo é exercício que não me arrisco a fazer.
    São várias as evidentes, claras, inquestionáveis e quase irrespondíveis leituras que podemos fazer. Mesmo correndo o risco de ser um Ionesco tupiniquim.
    1 – Quando, em que post ou comentário – você ou um de nós por cá – defendeu a inocência dos mensaleiros do PSDB de MG? Ao contrário da histeria diária protestando inocência aos mensaleiros de José Dirceu et caterva. Quem pretende esconder o que? Baseado somente em FATOS e relatos, não se trata de carapuça que tenhamos que colocar. Ela já está em outras cabeças.
    2 – A ideia é obter o “mais do mesmo”? A tese inaugurada pelo petismo (e repetida até por desavisados honestos) é do “se alguém fez, eu também fiz. Somos iguais!”. Antigamente era: “ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão!”. Hoje é: “ladrão que imita ladrão tem o crime perdoado”! Existe outra leitura para os comentários que insistem em comparar os mensalões? E o do DEM? Houve um impeachment. Seria o mesmo que se aplicaria aos outros? Ou a ocorrência do roubo na casa do vizinho dá habeas corpus para que o vizinho me roube? Lógica que deixaria Kafka confuso.
    3 – Após o julgamento do mensalão mineiro – sim, haverá! Cobraremos!– qual será a tese? Anistia? Ou a mesma dosemetria para todos? Ou a injustiça total, atingindo “companheiros” e “inimigos” absolvendo TODOS pela prática comum a toda a sociedade brasileira? É nesta tese que se sustenta a defesa cega do “fiz mas ele também fez”? Um roubo inocenta outro? Um assassinato absolve os seguintes? Uma ditadura justifica a substituição por outra?
    4 – Qual o veículo/colunista/blogueiro assumiu ESCANCARADAMENTE a defesa de Azeredo e quadrilha das Geraes? QUANTOS assim agem em relação aos bandidos do bando de Pedro Caroço, ops, José Dirceu? Alguns destes “blogueiros progressistas” chegam a ponto de chamar Joaquim Barbosa de Torquemada… Isso indica alguma diferença? Certamente não sabem quem foi Torquemada, Inquisição. E muito menos quem é Joaquim Barbosa. Mas sabem bem quem os paga.
    5 – O presidente do PSDB chamou o STF de podre? De estar em conluio com as forças reacionárias? Se assim fizesse, seria – PELOS HONESTOS – desmascarado no minuto seguinte. Chamado por nós de insano delirante. E de déspota. Rui Falcão é aplaudido em delírio! E se ousamos citar o absurdo do discurso ofensivo, raivoso, truculento e ignorante, somos chamados de “forças de direita”. Que se existisse no número que os lulopetistas acreditam existir, já estariam no poder. Ou basta a divergência para sermos perigosos? Outra diferença?
    6 – QUEM entre os críticos se deu ao trabalho de ver em que ponto se encontra o processo do mensalão de MG? Ou o julgamento em Primeira Instância (Vara Federal de MG) do Banco BMG? Em um caso (os mensaleiros do Imperador Lula) trata-se de açodamento, pressa, etc. No de MG (mesmo com menos tempo!) é desídia, politicagem e acobertamento! Decidam! Para mim é a Justiça andando a passos LENTOS, como sempre, contando com auxílio (no mensalão do PT) de juízes que desonram a toga que envergam. Mas não contem comigo (e me arrisco a dizer, sem procuração, CONOSCO!) para tentar a prescrição das penas ou um desmembramento de última hora! Não somos melhores ou piores. Só não somos feitos do mesmo barro que se moldam estes seguidores que são capazes de apoiar qualquer tese. Contanto que venha embrulhada em um discurso adequado (a eles) mesmo que sem sentido. Por cá vamos manter a mesma posição: Lugar de bandido é na cadeia. Simples assim!
    10 – Os lulopetistas ficarão contentes em ter companhia (dos ladrões do PSDB!) nos roubos efetuados pelos ídolos e líderes do PT? Ou sentirão ainda mais vergonha em ver a que ponto chegamos no esgoto deste país que nunca mereceu estes escândalos? Diferença essencial entre quem QUER e EXIGE CADEIA a todos os desvios e outros, que preferem Gulags com os desvios somente dos opositores! Aos aliados, cargos nos escalões federais! O nome disto pode ser qualquer, menos JUSTIÇA!
    Enfim, prezado amigo Setti, a distorção desta cobrança sem sentido – pois que ninguém por cá defendeu o contrário, ao invés deles! – deveria ser meritória. Não é. Na essência está a tentativa de nivelar por baixo todos e tudo. Equalizar na podridão todos os bandidos e ladrões (exemplo que se repete na CPI da Delta!). Se NÓS defendemos impunidade para bandidos, porque não eles também não podem assim agir? O erro está no enunciado da frase. Evidente. A diferença é clara.
    A velha máxima do “somos todos iguais!” não é verdadeira.
    Não somos!
    Pedindo emprestado uma frase/afirmação de nosso irmão Augusto Nunes, deixo o recado: “Nós não temos bandidos de estimação!”
    Creio que não é preciso desenhar!

  • marco

    Não conhecia esses detalhes que você listou, e me considero (pelo menos um pouco) melhor informado que a média. O que permite pensar: que papel informativo está cumprindo a imprensa?
    Cansei de ouvir e ler sobre o “mensalão mineiro, ou tucano” sendo citado por parte dos muitos advogados que gratuitamente defendem os mensaleiros da turma Dirceu&Delúbio (a sacada é do Percival Puggina) na tal ‘mídia’, e sempre me pareceu bem simples: ao invés de citar um para tentar diminuir a vergonha sobre o outro, não seria mais justo nos espantarmos, mais uma vez, com os elásticos prazos da Justiça brasileira?
    Outro raciocínio ridículo: lembrar o Arruda. Ora bolas: tomara que vão todos para o mesmo presídio!

  • SergioD

    Ricardo, creio que Eduardo Azeredo seja Deputado Federal e não Senador.
    Quanto ao seu post, muito bom saber que o processo vem sendo tocado. No entanto tenho medo que pelo prazo da ocorrência dos crimes relacionados, bem anteriores aos perpetrados pelo PT, que a maioria prescreva antes da emissão de alguma pena.
    Quanto a pressão por seu comentário, nunca tive dúvidas quanto ao seu posicionamento nessa questão. Já a conhecia.
    Sempre reclamei pelo fato de a imprensa não pressionar a justiça pela aceleração da velocidade de tramitação do processo tanto quanto pressionou no caso do PT. Certos órgãos da mídia passam a impressão de que esse processo não existe mais.
    Grande abraço e esteja certo que sempre tive o seu carater em alta conta.

    O Azeredo é mesmo deputado, vou corrigir.
    Um abraço e obrigado por suas palavras.

  • Haiganouch Licin Ganatchian Pilli

    Como já tenho dito a muitos e também escrito, acho o PSDB, co autor de todos os desmandos que estamos assistindo. Não puniram companheiros duvidosos e não souberam mostrar para o povo seus personagens dignos e competentes, como Fernando Henrique Cardoso, que começou a colocar o país nos trilhos. Tinha muito a se feito ainda……mas as picuinhas internas, as vaidades foram colocadas acima da ideologia do PSDB, como partido. Afinal eles também lutaram contra a ditadura militar, foram exilados, voltaram e não vivem de indenizações absurdas. O grande erro do PSDB, foi não saber usar o espaço que lhe cabia, dando espaço a novos talentos, e punindo os mal feitos. Infelizmente para nós que sempre estivemos ao lado do PSDB, o PT ocupou esse espaço, e nós ficamos a deriva. Se o Sr.Azeredo fez, cometeu deslises, quero que seja julgado, como estão sendo os mensaleiros.Queremos viver num país justo, e igual para todos.

  • Marcondes Witt

    Ótimo, obrigado pelas detalhadas informações.
    Complementando, além disto, é que o réu, nesta ação, o Azeredo, em entrevista à Folha, confirmou que os recursos surrupiados então, em 1998, também foram para a campanha presidencial do próprio partido.

  • Ismael

    Faço coro com Ricardo. Todos leitores honestos devem apoiar o julgamento rápido deste e de outros escândalos. Quem não deve não teme.

  • Luiz

    Azeredo deveria sair ontem do PSDB. FHC, Serra e Aécio, sabem disso! Estão flertando com o perigo e a falta de credibilidade!

  • Luiz

    O leitor Fabio ,do primeiro comentário,deve ser um democrata à moda petista ou sei lá o quê!

  • Caio Frascino Cassaro

    Prezado Setti:
    Esse espírito de corpo que permeia a vida partidária é verdadeiramente uma praga, pois as políticos acabam tendo compromissos apenas para com os “amici”, afrontando as instituições, deixando de lado os valores éticos e morais de comportamento e esquecendo que devem lealdade única e esclusivamente à sociedade, razão primeira e última da existencia dos políticos e das associações partidárias.
    Que se siga para Azeredos, Arrudas e quem mais seja o mesmo caminho seguido até agora com o mensalão petista: proceda-se ao devido processo legal e que a justiça puna quem mereça. Pronto. Fácil assim.
    Um abraço

  • Angelo Losguardi

    Tá, eu concordo em linhas gerais com seu artigo Setti, e digo mais, que o psdb é uma porcaria de partido que infelizmente está ocupando um precioso espaço na política (que é o SER oposição) e simplesmente não faz nada (só se finge de morto). MAS… não entendi bem por que você diz que escreveu esse artigo por pressão desses ditos “leitores”. São leitores mesmo, gente de verdade? Porque o que mais tem hoje na rede são ratazanas pagas com dinheiro público pra ficar postando coisas na imprensa e atazanar jornalistas, ou mantê-los sob o chicote da vigilância. Se esse tipo de coisa parte dos leitores habituais e incorrigíveis de esquerda, tudo bem… Mas se isso partiu de terroristas virtuais, cuidado: não se deixe patrulhar.

  • Luiz Pereira

    Setti,

    Corroboro suas palavras. Espero que o STF cumpra seu dever e encane a todos que merecem – que merecem à luz da Lei, tal como ela é representada, com venda nos olhos e espada na mão.
    Oscar Wilde disse em um de seus aforismos: “Só há uma coisa pior que a injustiça: a Justiça sem espada na mão. Quando o Direito não é a força, ele é um mal”.
    As mãos de Lewandowski e Toffoli se recusam a erguer a espada da Justiça.
    Isso se torna irônico, na medida em que suas sentenças, caso viessem a ser majoritárias no que já foi julgado, ou venham a prevalecer no que ainda virá, servirão para livrar os mensaleiros tucanos.
    Nesse caso não há conta de chegada. Ou os mensaleiros do PT são condenados, e por jurisprudência firmada certamente os mensaleiros tucanos perderão suas plumas, ou então serão todos inocentados.
    Será que o deputado Eduardo Azeredo e seus companheiros de patranhas torcem para que a Justiça seja feita no atual julgamento do STF? Ou torcem para que os mensaleiros petistas sejam inocentados, e desse modo se beneficiem de uma espada sem fio?
    Independentemente de qual seja o desfecho o PSDB já perdeu, quando não expulsou Eduardo Azeredo. Se os tucanos tivessem um pouquinho de sabedoria política teriam buscado nas palavras de Tancredo Neves a solução, sem derramamento de sangue, para o defenestramento de Azeredo: não se faz política sem vítimas.
    O comportamento de Eduardo Azeredo foi suicida. Ele que pagasse por ele. Ao livrarem Azeredo do suicídio, o PSDB foi de certa forma cúmplice dele. Além de se tornarem vítimas de seu comportamento.
    Bem feito!
    abs

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Ola Reynaldo BH:
    Li seu comentário e pediria para você desenhar.Tirando o início,apenas uma bricadeira não entendi sua irritação braba.
    Todo o chamado COMBATE A CORRUPÇÃO é sempre de um viés só – CORRUPTO SÃO SEMPRE OS OUTROS e de preferênia sempre aqules que estão do outro lado.Enqunto a MORAL E BONS COSTUMES ser só cobrado partidariamente – TOU FORA!
    Não acredito nete julgamento – a mim pouco me dá Dirceu,Denubio,Genoino,Valério culpados ou não,muito mais um show mediático,de egos de juizes,de advogado,de políticos não em prol da correção da verdadeira moralidade publica mais da podre luta pelo poder e com uso de quaisquer armas.
    Amigo ReynaldoBH – não é como você diz “um faz e outro faz também” no entanto a “indignação” de um lado só – do outro lado silêncio,silêncio e justificativas que você condena – “o mensalão do PT é muito pior que o nosso.”
    Lembra amigo ReynaldoBH – as opiniões têm diversos lados e quando chamamos os outros de PIGs estamos ficando fechados em nós mesmos.
    Terminando:em termo de eleições e financiamentos – São Todos Iguais Sim!
    Pedro Luiz

  • satyrojr

    Seu comentário é incompreensível na sua maior parte. Na parte em que é possível compreender, é ofensivo e mentiroso. Assim sendo, não será publicado.

  • Ruy

    Caro Ricardo,
    Também sou daqueles que defendem a plena punição de todos aqueles que cometeram crimes, independentemente de pertencerem a qualquer grupamento político. Acho, entretanto, que é necessário separar coisas distintas.
    O apodo “mensalão mineiro” ou “mensalão tucano” não passa de uma criação petista visando a equiparar situações distintas, embora – repito – ambas passíveis de sanção penal.
    Embora as acusações abranjam, em ambos os casos, desvio de dinheiro público, são elas diferentes. No mal apelidado mensalão mineiro trata-se, verdadeiramente, de crime eleitoral – nem por eleitoral menos crime.
    Já o mensalão de verdade – o que está sendo julgado no STF – foi algo muito mais grave, pois, além do desvio de dinheiro público – comum a ambos – o que houve foi o mais grave atentado à democracia, com a compra apoio político de parlamentares e de partidos inteiros, numa tentativa de perpetuação do PT no poder. No caso do deputado Eduardo Averedo, não houve nenhuma referência a qualquer tentativa de compra de apoio político ao governo, em nenhuma casa parlamentar. E a compra de apoio parlamentar é o que qualifica e torna incomparavelmente mais grave o crime do Lulalato.
    O apodo “mensalão mineiro” ou ” mensalão tucano” não passa de uma manobra dos petistas – que construiram a tese do caixa dois e do crime eleitoral – para equiparar crimes totalmente diferentes. Uma tentativa de incutir na mente do povo a idéia de que ambos não passaram da mesma coisa, e que, assim, o mensalão foi “apenas” um crimezinho eleitoral, tal como o outro.
    E a mídia – grande parte dela sem se dar conta das intenções ocultas – aderiu, gostosamente, à manobra e acabou por dar a ambos os crimes – crimes, note bem – a mesma conotação.
    Volto a repetir: qualquer crime deve ser punido – acho, até que os de natureza eleitoral deveriam ser tratados pela lei com rigor maior do que previsto na atual legislação, pois distorcem o resultado das eleições. Mas o caso do mensalão traduz atentado à democracia e à república de gravidade só comparável à de um verdadeiro golpe de estado.
    Equiparar ambos, ainda de apenas dando o mesmo “apelido”, acaba por fazer o jogo dos inimigos da democracia e dos candidatos a tiranete…
    Desculpe-me por apropriar-me – tão indevida e longamente – do seu espaço. Mas nunca me conformei em ver a mídia abraçar, de forma tão cândida – alguns, outros não – de uma meia-verdade, maliciosamente plantada, a qual vem acabando por ganhar a conotação de uma mentira inteira.
    Um forte abraço.

    Você tem absoluta razão, amigo Ruy. O caso mineiro seria crime eleitoral em tese, e não se equipara ao do mensalão.

    Você me permitiria publicar este texto como Post do Leitor no blog?

    Um grande abraço

  • Reynaldo-BH

    AO Ruy das 22:29 horas
    Perfeita a sua abordagem. Curvo-me à lógica que é irretocável. Merece ser um post do leitos, que será atacado – em fúria – pelos que não admitem contraposições de ideias.
    Ou exageram na subjetivação de quem é contrário.
    Entendi e aceito seus argumentos.
    Discordo de um único ponto.
    Os tipos penais que punem a lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, quebra das regras bancárias, formação de quadrilha e peculato, existem em ambos os casos em análise.
    A tentativa desesperada de reduzir o mensalão do PT a um “mero” crime eleitoral se dava exclusivamente pela possibilidade de menor apenamento e prescrição total da punibilidade de todos os envolvidos.
    Como diria a ministra Rosa Weber, pouco importa a destinação do recurso público desviado. Poderia ser com o fim mais meritório (ou de menos impacto penal) mas ainda assim, seria crime de corrupção.
    O legislador focou na obtenção de vantagens eleitorais indevidas (poder econômico, recursos não declarados, abuso do poder político) para tipificar a ação criminosa. Não deu, com esta tipificação, a possibilidade de diminuir (ou isentar) o enquadramento legal de qualquer ação delituosa constante no Código Penal.
    Não há atenuante, neste caso.
    Defendo sim a punição exemplar aos mensaleiros (ou o nome que se queira dar) de Minas Gerais.
    Tiveram o mesmo modus operandi, até com os mesmos atores: Valéria, SMP&B, Rural, BMG, etc. E com recursos públicos do Estado de MG!
    A discussão política pode – e deve – ser colocada.
    O esquema de MG se mostrou até amador frente ao que José Dirceu arquitetou. Se funcionava em períodos eleitorais, porque não funcionaria fora dos mesmos? Se serve para financiar campanhas, porque não serviria para comprar bancadas já eleitas?
    Esta discussão é política e – insisto – apropriada.
    Mas o termo mensalão – a meu ver – está correto. Este termo (existente somente no Brasil, como as jabuticabas) não tem caráter temporal ou de motivação. Designa uso de dinheiro público, por uma quadrilha, para alcançar objetivos políticos.
    A Justiça tem que passar ao largo destas questões de semântica e/ou políticas.
    Há diferenças? SIM! E não se trata de comparar qualquer um dos bandos como Robin Wood! Eram somente ladrões de cofres públicos com objetivos diversos. Alguns mais intensos, nas consequências que outros. Não nego.
    Mas nem por isso são crimes diversos. Os tipos penais são os mesmos.
    O comando foi único. Os meios, identicos em ambos os casos. O dinheiro de fontes oficiais. Os núcleos, idênticos.
    Pouco importa se foi para comprar panetone no Natal, pagar boca-de-urna ou comprar voto de parlamentar eleito. Esta distinção se faz no campo ideológico, ético e moral.
    No campo jurídico, nenhum deles estava em situação de extremo risco (isenção de punibilidade) que os levasse a montar tão engenhoso esquema!
    Há uma colocação que JAMAIS li em lugar algum.
    Porque o PT – então símbolo quase udenista da defesa da moralidade e honestidade – conhecendo o “esquema” de MG, não o denunciou? Porque tendo este conhecimento, resolveu usá-lo de modo ainda mais intenso?
    Estas respostas existem e não são explicitadas.
    Porque o PT era (e é) ainda mais desonesto e corrupto dos que inventaram a fórmula original.
    Do contrário, teriam denunciado, como sempre diziam que fariam em casos semelhantes.
    Desculpe discordar do prezado amigo, mas crime eleitoral nunca deve prevalecer sobre a tipificação penal. Como esta (ou qualquer lei) não pode ter preferência sobre a Constituição.
    O legislador – volto ao tema – ao propor um Código Eleitoral, desejava dar uma equanimidade ao processo decisório das eleições.
    Jamais substituir o que o CP define como crime!
    Abraços
    Reynaldo.

  • Carlos

    O assalto aos cofres públicos foi feito da mesma maneira como foi feito o assalto petista, inclusive pelo mesmo M.Valério. Sua finalidade, no entanto, não foi para comprar o apoio de parlamentares, mas para financiar campanha eleitoral. Por esse motivo, talvez, os maiores advogados do país que estão defendendo os mensaleiros, se aprofundassem mais a sua tese, conseguissem uma absolvição perante os Ministros do STF, Vamos fazer jus à fama que carregam, senhores advogados?!

  • markito-Pi

    Setti, por favor, deixe-me assinar em baixo de teu texto. Petistas corruptos-perdão pela redundancia- adoram dizer que os que investem contra a corja estão a soldo do PSDB. É o máximo que sua imaginação de ladrões de galinha alcançam.
    O PSDB, embora perto do PT seja um nunho de anjos, também comete MUITOS pecados mortais. Não ter chitado Azeredo é um deles. Não o maior. Este, opino, foi ter convidado e colocado na política o mais repulsivo “artista” da TV: Celso Russomano.

  • fpenin

    Se for ilícito que seja exposto,duela a quién duela (Collor et al.).A diferença está relacionada à maneira como as coisas ocorreram: o partido guardião da chama ética lambuzou-se nos excrementos( há um nome mais apropriado…), os facínoras estão sendo julgados, há uma luz no fim do túnel. Apesar de o esquema operado pelo PSDB ser infinitamente menor não deixa de ser crime, se verdadeiro.Todos os malfeitos (sic) correlatos, até da prefeitura de de Pindaíba do Norte, deveriam receber o mesmo tratamento: Justiça.

  • fábio

    Pois achei que o texto foi superficial demais. Me parece uma defesa em nome do PSDB. Da forma como você colocou no texto o “mensalão tucano” foi coisa de duas pessoas Valério-Azeredo e foi um simples caso de caixa dois e “crime eleitoral em tese”. Quando na verdade o que houve foi, também, um assalto aos cofres públicos. Esse dinheiro não ficou restrito a campanha do Azeredo irrigou outras pelo Brasil. E se isso não fosse verdade o Azeredo, ai sim, já teria sido expulso. Acho o “mensalão do PSDB tão grave quanto o do PT” desviaram dinheiro público o meu o seu. Ah não estou aqui te acusando de ser Tucano, PIG essa patatoada toda….Só acho que vc “pintou a senzala de cor de rosa” nesse texto.

  • Ismael

    Concordo com a tese de que não existiu “mensalão tucano” porém os crimes cometidos foram os mesmos: assalto a cofres públicos é peculato e feito de modo organizado formação de quadrilha, não importa o fim que se destina, se para pagar “apoio” ou dívidas de campanha, assim colocou acertadamente a min. Rosa Weber.
    Quanto a expulsar Azeredo, para sermos coerentes, devemos defender que o PT expulse a começar LULA (isto é, se dissolva, já que o partido é uma organização criminosa em si).

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Amigos Setti,ReynaldoBH e Ruy:
    Não concordo com nenhum dos 3 – crime eleitoral,lavagem de dinheiro e seja lá o que dominarem – todos,PSDB,PT e outros cometeram, separá-os ou acusá-los de serem diferentes apenas com muita imaginação e má vontade, dependendo das simpatias pessoais.
    Todos tiveram o mesmo início Marcos Valério e Banco Rural – dizer que um foi pior que o outro é relativar os crimes identicos.
    Amigo Reynaldo BH -o mensalão do PSDB foi amador e do PT profissional – NÃO! o mensalão do PT foi amador e SIM do PSDB profissional – Não! o mensalão do PT é que foi profissional e do PSDB amador – Não! o mensalão do PT foi amador e SIM do PSDB profissional – Não!…………..
    Pô amigos – as mesmas origens,os mesmos personagens e mudando apenas os nomes de partidos e nomes de políticos – crimes diferentes ou um amador e outro profissional – ME ENGANA QUE GOSTO! NÃO GOSTO NÃO!
    Fico P da vida – com o falso combate a corrupção utilizado apenas na intenção do PODER POLÍTICO.
    Antes era a acusação no ar COMUNISTA! e agora CORRUPTO! todas apenas na intenção de derrubada de vidas e pessoas – a acusação de COMUNISTA levava até a destruição física de uma pessoa e hoje de CORRUPTO basta dizer sem provas, bastando evidências para condenar.
    Neste jogo sujo me recuso a entrar – denunciar SIM, a hipocrisia moralista e da busca da honestistidade sob a visão apenas do Poder.
    Abraços
    Pedro Luiz

  • JEBANIEL WOLFF

    Caro Setti, sou simpatizante do banda limpa do PSDB como sou, também, da banda limpa que deixou o PT – Heloísa Helena, Chico Alencar, Luciana Genro, Randolfe Rodrigues, Ivan Valente e outros cujos nomes não me ocorre agora – e foi para o PSOL e outros partidos. Simpatizo com políticos limpos, independentemente da sua ideologia. Limpo para mim tem o significado de honesto, probo. E isso creio que Eduardo Azeredo, Marconi Perillo, Agnelo Queiroz e muitos outros não o são. Quando chegar a vez deles, vou torcer para que justiça seja feita como torço, agora, neste julgamento do Mensalão. Cana dura para quem não presta!

  • Noelia Alves Pessoa

    Nem eu mesma sei se é mera provocação minha ou curiosidade sobre o tema. Mas já que se está com a mão na massa não seria o caso deste espaço se ocupar tbém da compra de votos por 200.000 reais de congressistas para aprovarem a emenda de reeleição de FHC? Outra coisa: o Procurador Geral da República de hoje, indicado por Lula, seria mais competente e portanto mais independente do que Brindeiro, o Engavetador? e ainda o Supremo atual, com maioria indicada por Lula e Dilma é mais competente e independente do que os anteriores? Ou ainda os politicos do Brasi, antes do PT sempre foram honestos ou na verdade é na ERA LULA DILMA que a sujeira está saindo de debaixo do tapete. Em tempo: fui eleitora duas vezes de FHC e nunca me arrependi.

  • Kleyner Arley

    Setti,
    Já o vi criticar duramente FHC além de outros políticos do PSDB. Seu texto é coerente com o que vem escrevendo há tempos. Parabéns por defender a punição para os culpados, independente da matiz ideológica.

  • J.B.CRUZ

    Independente de ser um CIDADÃO COMUM ou o PRESIDENTE DA REPÚBLICA,CONTRA A PÁTRIA NÃO HÁ DIREITOS !!!!

  • Geraldo

    Essas comparações são totalmente descabidas, são mero escape petistas, o verdadeiro mensalão, o único, aconteceu em Brasília e envolveu a alta cúpula do PT, Lula, Zé Dirceu e reagou camapenhas do PT com dinheiro sujo em várias regiões do Brasil que foram buscar a sua mala com essae dinheiro vindo dos cofres públicos. Esse outro é só em MG, só do Azeredo e não envolveu a cúpula do partido, é REGIONAL, por assim dizer, não poderia nem ser nomeado de dos Tucanos, como aquele caso do ex governador de Brasília não podia ser chamado de do DEM, e ainda por cima começou o esquema com o Roriz do PMDB, era só do malfadado Arruda. Coisas da imprensa covarde que quer bancar a imparcial para agradar leitores petistas fanáticos e afins, compara coisas de peso e consequencais completamente distintas na forma. Será que é preciso desenhar para essa gente perceber a diferença? Claro que no fundo els sabem disso, as como falei antes são fanáticos fundamnetalistas, ou agem como torcedores de futebol.

  • Corinthians

    Setti,
    Concordo em gênero, número e grau. Assino embaixo.
    Concordo também com os comentaristas Reynaldo-BH, Ruy, Luiz Pereira e Caio Frascino Cassaro.
    Os crimes não são iguais, mas não deixam de ser crimes. Enquanto que um era a compra de apoio parlamentar – uma das coisas mais destrutivas de uma democracia – o outro era um caixa dois escandaloso.
    Mesmo assim, fazendo coro com Barbosa: “a finalidade do dinheiro não importa na definição do crime” – roubou, roubado fomos. O destino do dinheiro é agravante, e não álibi.
    Só acho que é muito, mas muito relevante que no caso do mensalão de MG (ou do PSDB), o líder – Eduardo Azeredo – foi investigado e indiciado, mesmo sem a compra de apoio parlamentar. No caso do mensalão petista, sabemos que o grande líder que não pode ser criticado/enfrentado e mesmo mentindo descaradamente nada sofreu.
    Quem desvia dinheiro público deve ser punido. Independentemente do partido, ideologia, ou finalidade do dinheiro.

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Caro Pedro, o Noblat tem um blog, aliás um dos mais acessados do Brasil. Não acho justo divulgar aqui temas que supostamente dizem respeito a ele e sua família. Lá ele pode responder a você. Aqui, não.

    Sei que você entende isso.

    Abraço

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Amigo Setti:
    A nota se refere principalmente aos 2 ministros do STF – Ayres Brito e Pelluzo – leia novamente por favor.
    Dá até a fonte de consulta.
    Abraços
    Pedro Luiz

    Sim, eu sei. Mas se refere ao Noblat e pessoa de sua família. Prefiro não publicar.

    Abraço

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Amigo Setti:
    Retirei do texto a menção ao jornalista.
    A|credito que é uma denuncia a ser estudada e debatida e priciplamnete pelos 2 ministros.
    Você decide.
    Abraços
    Pedro Luiz

  • bereta

    REINALDO-Bh. Com a devida vênia, caro Setti… Reinaldo, você é f…a, hem? Não há outra palavra que o defina. No bom sentido, claro!

  • AMBROSIO

    Politicos roubam dinheiro publico …um para comprar votos no congresso..outros para comprar votos dos eleitores..e são diferentes os crimes?

    So mesmo sendo ou muito incauto ou muito partidario par afazer diferença…o que houve em Minas foi roubo de dinheiro publico para eleger um maior numero de deputados, um governador e um presidente da republica..o alguem acredita mesmo que o dinheiro roubado era so pra campanha do Azeredo??

    Formava-se uma quadrilha , e com certeza se eleito fosse o governador a quadrilha continuaria atuando, ou não?

  • Marcos

    Por que, em se referindo a assunto semelhante, não usa o termo “mensalão tucano”, usando em seu lugar “mensalão mineiro”? É estranho.

    Estranho, caro Marcos, é você não ter lido nem o título deste post. Dê uma olhadinha, tá?

  • Osvaldo Aires Bade - Comentários Bem Roubados na "Socialização"

    ATENÇÃO!!!
    A questão é que o Brasil AMA APAIXONADAMENTE BANDIDOS.
    Fiz recentemente um abaixo-assinado eletrônico, e hoje estamos assim:
    “Votos de Congratulações Pelo Desempenho do Supremo Tribunal Federal no Processo do Mensalão” e na mesma plataforma tem:
    “Justiça Para Gina” e “Justiça para Cadela Preta” para que elas não sejam “estupradas”.
    .
    O Placar???? A cadela Gina está com 30.000 assinaturas, a cadela Preta está com 40.000. Total das duas cadelas = 70.000 assinaturas. E nós os estuprados e mortos junto com nossas famílias estamos com………..1.050 assinaturas. Sensacional! Temos 1.050 pessoas honestas que não admitem serem estupradas e mortas por ninguém, nem que estuprem seus filhos.
    .
    Se os amigos martelasse o tema, talvez daqui a uns 30 anos, as pessoas que defendem e fazem apologia abertamente ao crime até pela internet inteira, no Facebook (contrariando as próprias regras da rede social), poderiam sofrer processo criminal e civil.

    Sugiro que façamos algo concreto com relação a não permitir que pessoas envolvidas com o crime, isto é, bandidos, catequizem até nossas crianças, dentro das escolas, perpetuando perversamente, desta forma, que nossas crianças continuem amantes de bandidos perigosíssimos e nos mantendo um País de vira-latas com cara de puteiro chiqueiro.
    Abraço a Todos
    Osvaldo Aires
    Pelo amor de Deus divulguem:
    http://www.peticaopublica.com.br/?pi=mensalao

  • Osvaldo Aires Bade - Comentários Bem Roubados na "Socialização"

    Setti, afinal essa reportagem do link traz algo de novo?
    http://www.istoe.com.br/reportagens/2925_OS+DOCUMENTOS+DO+MENSALAO+MINEIRO
    Abraço a Todos
    Osvaldo Aires

  • Larissa Pardal

    A única coisa que ficou clara nesse texto é que você apoia incondicionalmente o PSDB. Lamentável.

    Não apoio incondicionalmente ninguém — literalmente, ninguém. Você não me conhece e não leu o blog suficientemente para me atirar pedras.

    Do PSDB já critiquei todas as principais figuras, e duramente: FHC, Alckmin, Serra, Aécio.

    Não sou incondicional com nada, exceto com a democracia.

  • Bia

    Suas considerações sobre o comportamento do colunista em relação à revista são ofensivas e mentirosas e não serão publicadas.

  • Gilson

    Caro Setti,
    parabenizo-lhe por sua isenção!! E é justamente isso que está faltando ao jornalismo atualmente, isenção.
    O crime cometido deve ser julgado, não importa o partido político.

  • Jeremias-no-deserto

    Prezado Setti: venho notando que alguns comentaristas do seu blog apresentam uma grande dificuldade em entender um pricípio meridiano de lógica : NEM TODO MUNDO QUE CONDENA O MENSALÃO ora sendo julgado pelo STF é favorável aos desmandos perpetrados em outro também chamado “mensalão”, o do PSDB.Conheço a sua extrema imparcialidade e lisura das suas opiniões e, tal como os amigos Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes, VOCÊ NÃO TEM BANDIDO DE ESTIMAÇÃO. Estã claro, pessoal, ou vamos ressucitar Walt Disney para afazer um desenho explicando?

    Mas não tenho mesmo! Nenhum dos colunistas de VEJA tem, não!

    Há exatos seis anos disse pessoalmente ao ex-presidente Fernando Henrique, presidente de honra do PSDB, que o Azeredo, para começo de conversa, deveria ser expulso do partido.

    Não posso divulgar a resposta de FHC porque não se tratou de uma entrevista.

    Um abração

  • cesario paixao ribeiro

    É um fato , que os meios de comunicação evitam assuntos que podem comprometer os tucanos,acompanho as noticias e o ” passar a mão na cabeça” é corriqueiro