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O Yakovlev Yak-42 russo que caiu às margens do Volga: reação dura de Medvedev

Amigos do blog, vocês provavelmente tiveram conhecimento das enérgicas declarações em que o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, exigiu mudanças imediatas na indústria da aviação do país, incluindo uma forte redução no número de companhias aéreas, como reação ao acidente de quarta-feira, 7, em que a queda de um velho aparelho Yakovlev Yak-42 às margens do rio Volga, logo após decolar de Yaroslavl, 240 quilômetros a nordeste de Moscou, terminou em tragédia: 43 pessoas mortas, entre as quais 36 jogadores e integrantes da equipe técnica do time de hóquei sobre o gelo Lokomotiv Yaroslavl.

O acidente chamou atenção para as más e às vezes péssimas condições de aviões e companhias aéreas na Rússia. Só de junho para cá, ocorreram 4 quedas de avião com mais de 100 mortos.

Além do acidente com o Yak-42:

Em agosto, um turboélice Antonov An-12 caiu e matou 11 ocupantes uma hora depois de decolar de Magadan, no extremo leste da Rússia.

Em julho, um Antonov An-24 fez uma aterrissagem forçada num rio perto de Tomsk, na Sibéria, e 5 pessoas morreram.

Em junho, um Tupolev Tu-134 caiu na região da Karélia, noroeste da Rússia, causando 47 mortes.

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Os Tupolev Tu-134, como o da foto, foram aposentados por ordem do presidente

Todos os acidentes ocorreram com aparelhos fabricados na velha União Soviética, o que fez Medvedev enviar um sinal de alerta à atual indústria aeronáutica russa: a segurança das pessoas pesa mais do que preferências pelos produtos domésticos.

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O Antonov An-24: outro que não pode mais voar na Rússia

Não por acaso, por decreto presidencial, foram aposentados os centenas de aparelhos Tu-134, An-12 e An-24 que vinham sendo utilizados. Dos velhos Yak-42, cujos primeiros aparelhos entraram em operação em 1976, ainda há 57 em atividade na Rússia.

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6 Comentários

jfaraujo em 12 de setembro de 2011

Esses inúmeros acidentes aéreos na Rússia são mais um exemplo do incrível fracasso sócio-econômico do comunismo. Até um país capitalista de terceiro mundo, localizado nos trópicos, produz aviões comerciais melhores.

Marco em 12 de setembro de 2011

Amigo Setti: Pois é, pelo q me lembro é a 5 ou 6 tragédias com equipes esportivas. Tenho certeza da do Torino, mas Setti, na dec d 70, não sei se aconteceu contigo, mas as grandes empresas q mandavam seus executivos viajarem em equipe, dividiam a equipe em voos diferentes. Abs.

Jeremias-no-deserto em 12 de setembro de 2011

A aviação russa é mais uma das inúmeras "grandes" obras que o comunismo já produziu.

Reynaldo-BH em 11 de setembro de 2011

ESTAS VERDADEIRAS "URNAS MORTUÁRIAS VOADORAS" AASOMBRAM TODOS QUE UM DIA TIVERAM O AZAR DE POR OS PÉS NELES. EU TIVE! DE LUANDA A LOBITO. CHOVIA. FORA E DENTRO DO AVIÃO (NÃO ERA AR CONDENSADO NÃO! O AR CONDICIONADO OU ESTAVA QUEBRADO OU NÃO EXISTIA)! NÃO BALANÇAVA! SACUDIA. E PIOR, AS "QUEDAS LATERAIS" ERAM MUITO MAIORES QUE AS VERTICAIS! PARECIA QUE A COISA CARECIA DE SUSTENTAÇÃO. O CONFORTO ERA COISA DE CINEMA: AS CADEIRAS NÃO RECLINAVAM E O BARULHO (ERA UM TURBO-HÉLICE!) ERA SIMPLESMENTE ENSURDECEDOR! IMPOSSÍVEL MANTER UMA CONVERSAÇÃO. A COISA QUE SE DIZIA AVIÃO ERA DE UMA TAL ALADA CIA AÉREA! SÓ TINHA ANTONOVS! VOLTEI POR ELA, POIS A ESTRADA ENTRE AS DUAS CIDADES É REPLETA DE MINAS! E DESCI EM LUANDA COM A CERTEZA DE QUE DEUS EXISTE E ESTAVA OLHANDO POR MIM NAQUELES DOIS DIAS!

Paulo Bento Bandarra em 11 de setembro de 2011

Pois é, não é culpa do capitalismo, porque no resto das democracias ocidentais existem órgãos de investigação e de regulação da indústria e das companhia aéreas. Em vez das jovens russas exibirem os seios em apoio da campanha do Putim, podiam pedir mais democracia e responsabilidade dos governantes. São coisas que nem precisam serem inventadas, pois existe inúmeros exemplos até na Europa.

mané brasileiro em 11 de setembro de 2011

Setti Quando anunciaram a aposentadoria do tal de "sucatão",eu sugerí que fosse substituido por um Antonov ou outro merdov russo qualquer. O país teria ganho muito!

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