Mesmo em momento difícil, Obama retoma prestígio em pesquisa; presidente venceria, hoje, todos os possíveis adversários republicanos

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Obama: motivo para voltar a sorrir

Tendo herdado a presidência dos EUA no começo da grande crise econômica mundial, e levando ainda nas costas duas guerras iniciadas por seu antecessor, o desastrado George W. Bush (2001-2009), Barack Obama vive uma segunda metade de mandato difícil, que tem lhe custado desgaste político e quedas no nível de popularidade.

A perda por seu partido, o Democrata, do controle da Câmara dos Representantes tem complicado inúmeras iniciativas de seu governo, a situação no Afeganistão invadido em outubro de 2001, se deteriora, e a prometida retirada americana, mesmo que cause alívio na opinião pública, pode ser inglória. O futuro do Iraque, objeto da invasão de março de 2003, embora mais estável, não torna o futuro do país menos incerto.

Mesmo assim, o presidente norte-americano continua sendo o preferido do eleitorado do seu país nas intenções de voto para as eleições de novembro próximo.

Se as eleições fossem hoje e o sistema eleitoral norte-americano funcionasse de forma parecida ao brasileiro, com voto direto – e não por Estado – o democrata derrotaria todos os potenciais candidatos republicanos.

Segundo informa a reportagem abaixo, do site de VEJA, no mesmo levantamento realizado em agosto pela mesma empresa (Publicy Policy Polling), Obama empatava com o favorito entre os republicanos, Mitt Romney, ex-governador de Massachusetts, em 45%. Agora, aparece à frente com 49% contra os mesmos 45% de Romney.

A vitória seria ainda mais folgada se os oponentes fossem o governador do Texas, Rick Perry (11 pontos percentuais), ou a deputada ultra por Minnesota Michelle Bachmann (14 pontos).

Vale lembrar que, independentemente da filiação partidária, historicamente não tem sido fácil derrotar nas urnas um presidente instalado na Casa Branca, apesar de exemplos relativamente recentes, como os do democrata Jimmy Carter (1977-1981), derrotado pelo republicano Ronald Reagan (1981-1989), e do republicano George Bush pai (1989-1993), que perdeu o embate com o democrata Bill Clinton (1993-2001).

O presidente americano, Barack Obama, recuperou sua vantagem frente aos aspirantes republicanos à Presidência, saindo empate registrado no último levantamento com o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, segundo uma pesquisa nacional publicada nesta terça-feira.

Elaborada pelo instituto Public Policy Polling, a pesquisa concede ao atual líder 49% das intenções de voto em um suposto enfrentamento nas urnas contra o republicano Romney, que ficaria com 45% dos votos. Na enquete anterior, produzida pela mesma instituição em agosto, Obama e Romney tinham 45% das intenções cada um.

Na nova pesquisa, o presidente também amplia sua vantagem com relação ao governador do Texas, Rick Perry, contra quem teria 52% das intenções, 11 pontos percentuais a mais que o republicano.

Segundo a enquete, Obama, que buscará a reeleição no pleito de novembro de 2012, também venceria outra das favoritas republicanas, a congressista Michelle Bachmann, por 53% a 39%.

A pesquisa, realizada com 665 americanos entre 8 e 11 de setembro e com margem de erro de mais ou menos 3,8 pontos, também calcula que, se os eleitores pudessem voltar às eleições de 2008, Obama venceria novamente o republicano John McCain, mas com vantagem menor, de 5%, em vez de 7%.

(com Agência EFE)

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6 Comentários

  • Paulo Bento Bandarra

    Muito cedo, ainda mais que não existe nem candidato republicano ainda. É a especulação da vitória da Manuela. Treino é treino, jogo é jogo. Tem que colocar os titulares. Você já pensou o que pode dar a retirada nas duas guerras? Desemprego enorme nos EUA com a indústria e desmobilização e recrudescimento catastrófico das guerras fundamentalistas nestes países!

  • Ixe

    Os EUA são um pais de cidadãos e leitores mais conscientes e politizados que nosotros. Não se trata de Fla x Flu, apenas. Republicanos retrógrados versus democratas moderninhos. Seria assim por aqui. Lá, a coisa é bem mais complexa. Mr. Obama, um dos mais queridos presidentes americanos, de maior torcida entre os descolados democratas, só emplaca a reeleição se der uma resposta à altura da crise que administra. Se o pacote proposto fizer efeito a tempo e melhorar o emprego, aí sim, pode se reeleger. Se não, não há simpatia que dê jeito. Eles chamam a cavalaria e o trocam na primeira esquina. O GOP, quando resolve votar, ir em peso às urnas, é imbatível. Então, é a capacidade de liderança real, além da conjuntura, claro, que irá definir o quadro eleitoral. Como o voto não é obrigatório, se os republicanos sairem em peso pra votar… hasta la vista Mr. Obama.
    Outras diferenças marcantes para nosostros:
    1) Mesmo ao Tea Party é dado o direito de se expor e apresentar seu pensamento, democraticamente. São os radicais do lado republicano, mas longe de serem os fascistas/nazistas pintados pela esquerda bananosa;
    2) O Tea Party, apesar de ter crescido em importância recentemente, por óbvio, não define o partido republicano, que é bem mais amplo que o movimento;
    3) Os democratas diferem – e muito – do que nós conhecemos aqui por esquerdistas. O esquerdismo do tipo cucaracho é uma minoria de amalucados dentro do liberalismo maciço democrata, tal como os mais extremados do Tea Party, de sinal trocado.
    4) O GOP só vai às urnas, maciçamente, se houver uma forte razão como, por exemplo, desemprego maciço somado a recessão.

  • Jose

    Esses democratas que tanto paqueram com as ideais fascistas deveriam cair fora do cenário político dos US. Envio um link http://www.youtube.com/watch?v=K_4byRzWuew que aborda o livro “Liberalismo de esquerda” e o fascismo.

  • patricia m.

    Funny Setti… Justo hoje que saiu a noticia aqui (estou nos EUA) que o republicano Bob Turner foi eleito pelo Nono Distrito de Nova Iorque para o Senado – todo mundo dava a vitoria do democrata por certa, ja que esse aqui eh um estado “azul”. Os democratas estao se fazendo de desentendidos, mas meu, perder em um estado azul como Nova Iorque… Nao quero nem pensar no massacre que sera nos estados vermelhos. FORA OBAMA! Ah Setti, e lembrando que Mr Obama herdou 2 guerras, mas fez questao de se enfiar em mais uma, ne, à custa dos tax payers americanos: o queridinho esta la na Libia, por que sera?

  • Corinthians

    Setti,
    Conheço alguns americanos, e acho que a pesquisa não mostra a realidade. O candidato republicano não está definido, o que dilui os votos dos independentes.
    Dado o governo desastroso de Obama, com muitas promessas que não foram sequer cogitadas de serem cumpridas, duvido que ele seja reeleito – a não ser claro que algum evento ímpar apareça para mudar a eleição.
    Vejo que os americanos, em sua grande maioria, estão muito descontentes com Obama, e estão ansiosos por trocar de presidente.

  • Caps

    Pesquisa com 665 americanos num país onde a eleição é ganha no colégio eleitoral de 50 estados não vale nadica de NADA!!! Em 2007, Rudy Giuliani liderava as intenções de voto… até começarem as votações nos primeiros estados, o que mudou completamente a dinâmica dos votos.