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O maior desastre natural a atingir a Austrália até hoje deixou mais de 10 bilhões de dólares em prejuízos. Para a reconstrução, os ricos vão colaborar com imposto

A primeira-ministra trabalhista da Austrália, Julia Gilliard, é uma mulher decidida e corajosa: bonitona aos 49 anos, teve vários namorados mas nunca se casou, vive com um empresário do setor imobiliário, diz sem problemas que não acredita em Deus e defende que a Austrália, cujo chefe de Estado é a rainha Elizabeth II, da Grã-Bretanha, se torne uma república depois da morte da soberana.

Não é de estranhar agora que, para fazer frente às devastadoras inundações ocorridas no Estado australiano de Queensland, no centro-nordeste do país, principalmente em Bribane, 2 milhões de habitantes, terceira maior cidade da Austrália — o maior desastre natural a atingir a Austrália até hoje, afetando centenas de milhares de pessoas, causando mais de 30 mortos e cerca de 10 bilhões de dólares em prejuízos –, tenha tomado medida raríssima em qualquer governo: taxar os ricos.

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A primeira-ministra trabalhista da Austrália, Julia Gilliard

Durante um ano, a partir de julho próximo, os cidadãos com renda igual ou superior a 50 mil dólares australianos anuais (cerca de 83 mil reais) pagarão 0,5% adicional de imposto de renda, e os que ganham 100 mil (166 mil reais) ou mais terão recolhido 1% adicional.

O pacote de socorro às populações atingidas prevê ainda corte de gastos e transferências de recursos de outras áreas para a emergência.

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8 Comentários

Roberto 7467 em 13 de fevereiro de 2011

O que me chama a atenção é que, na Austrália, alguém que ganhe aproximadamente o equivalente a R$ 7000 mensais já é considerado rico o suficiente para contribuir compulsoriamente. No Brasil, essa medida seria considerada escandalosa. Afinal, como se sabe, o Brasil não tem ricos. Até Eike Batista diz que é de classe média...

marli em 11 de fevereiro de 2011

se isto acontecesse aqui os "ricos" que pagariam seriam os da classe média, funcionários publicos e de estatais que tem disconto na folha e sem chance de "marretar" sua declaração.

Vítor em 04 de fevereiro de 2011

Não é a toa que a Austrália é a Austrália e nós estamos aqui...

Edinei em 03 de fevereiro de 2011

..."diz sem problemas que não acredita em Deus ..."Errado totalmente!!! Ninguém faz isso sem ter problemas. As consequências de tal atitude, se levadas até a morte será a condenação ETERNA no inferno. Aonde o fogo NUNCA apaga e o seu bicho NUNCA morre(Mar 9.44), aí haverá choro e ranger de dentes.(Luc 13.28). Quando o tempo dela se consumar aqui neste mundo, estando ela ainda nesta situação de orgulho, ela vai se deparar com um justo juiz, então, a ignorância dela vai acabar, e ela terá de viver ETERNAMENTE com a lembrança de ter sido tão arrogante de quando viveu neste mundo. Espero que ela se arrependa, sinceramente.

Nina em 01 de fevereiro de 2011

Meu Deus! O mundo esta de ponta cabeça, e ainda tem gente que elogia !

gaúcha indignada em 01 de fevereiro de 2011

Aqui todos pagamos não para os necessitados e sim para o dinheiro na mala, na cueca, nas meias, realmente o falecido tinha razão: "nuncaantesnahistóriadestepaiz" a quadrilha foi tão organizada e sem fim......................

Luiz Antonio em 01 de fevereiro de 2011

Já temos impostos demais, porém é bom nossos políticos não lerem a matéria, pois é bem possível que eles queiram criar uma CPMF para enchentes. A foto da Ministra não faz lembrar a Jodie Foster? Você tem razão, caro Luiz Antonio -- tanto na possibilidade de, para supostamente enfrentar os efeitos da tragédia do Rio, alguém inventar uma nova CPMF, como no fato de a primeira-ministra lembrar, sim, a Jodie Foster. Abração

Sandor Meira em 01 de fevereiro de 2011

Só podia ser uma mulher para tomar uma atitude tão nobre e justa. Se fosse aqui o mundo desabava. Como toda mulher quando chega ao poder está fazendo bonito. Parabéns Primeira-Ministra.

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