Na tal Autoridade Pública Olímpica, parece que fizeram tudo para que Meirelles, designado por Dilma, pegue o boné antes de colocar na cabeça

Se não for votada pelo Senado, perderá validade hoje a Medida Provisória enviada a 27 de setembro do ano passado pelo antecessor da presidente Dilma ao Congresso criando a Autoridade Pública Olímpica (APO) e que foi aprovada pela Câmara dos Deputados na quarta-feira passada, 23.

Presume-se que o Senado a aprovará, porque o governo tem maioria folgadíssima de 55 a 26 senadores.

Para o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, indicado por Dilma para dirigir a APO, talvez fosse melhor que o Senado perdesse o prazo e a criação da APO fosse reiniciada do começo.

Isto porque, na discussão na Câmara, foi tal a pressão sobre o Planalto e os deputados exercida pelo PMDB – mais especificamente, pelo governador do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito da capital, Eduardo Paes – que a MP aprovada descafeinou totalmente os poderes de Meirelles.

Antes encarregado de tocar todas as obras bilionárias para as Olimpíadas do Rio, o chefe da APO foi reduzido, pela MP, a ser vagamente “responsável pelas ações do governo federal” no Rio. As obras, propriamente ditas, ficarão a cargo dos governos estadual e municipal e, em determinados casos, de órgãos do governo federal.

Os 484 cargos que a MP inicial previa para a APO desabaram para 181.

Parece que tudo foi feito para o ex-presidente do BC pegar o boné antes de colocar na cabeça.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

catorze + treze =

Nenhum comentário

  • Markito-Pi

    Lá vou eu, Ricardo. Vejo nas manchetes, que o quase proximo chanceler alemão dançou porque mentiu soibre sua titulação acadêmica. Putz. Já pensou se a moda pega? A presidanta cai, grande parte doministério dança, principalmente o tal Mercandate( Não que faça qualquer diferença..) e Ideli , a tosdaca. Uma razzia. Analfabetos federais vão voltar à servência de pedreiro.

  • Vera Scheidemann

    O Meirelles não deveria ter aceito esse cargo.
    Ele cumpriu a sua missão (de modo brilhante)
    no Banco Central. Uma vez que o novo governo
    não quis que ele continuasse no cargo, mas
    manteve o bobalhão do Mantega, acho que só
    caberia a ele declinar do convite e ir cuidar
    da vida em outras paragens, pois bons cargos
    não lhe faltariam.
    Vera