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A seleção espanhola de nado sincronizado: por pouco não levou o ouro nas Olimpíadas de Pequim, em 2008

Amigos, fui um dia desses ver um espetáculo diferente – uma exibição da seleção espanhola de nado sincronizado, medalha de prata nas Olimpíadas de 2008, em Pequim, após acirrada disputa com a seleção da Rússia. A entrada custou 10 euros (cerca de 23 reais).

A exibição de hor e meia ocorreu numa piscina pública anexa à Escola Industrial de Barcelona, renomada instituição de formação de engenheiros.

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Uma das duplas que se apresentou na exibição da seleção medalha de prata em Pequim-2008

Fiquei maravilhado não apenas com as (poucas) apresentações em dupla ou do time olímpico da Espanha (10 integrantes), mas com a grande quantidade de adolescentes e crianças que praticam, e muito bem, esse esporte tão delicado como dificílimo, e que também mostraram sua destreza para o público.

Uma das formações, de meninas até 10 anos de idade, deu um show de impressionante precisão, graça e coordenação de movimentos. Não é por acaso, pois, que a Espanha quase levou o ouro olímpico.

Mas o espetáculo foi diferente também sob outro ponto de vista: as garotas da seleção, a maioria da Catalunha de que Barcelona é a capital, mas algumas vindas de regiões distantes, não ganharam qualquer cachê e acorreram para um evento beneficiente: tratava-se de arrecadar fundos para uma ONG sediada na pequena cidade de Terrassa e dedicada, vejam só, a ajudar crianças órfãs da Ucrânia.

Além de preocupar-se em melhorar a alimentação das crianças, enviar para a Ucrânia medicamentos, roupaa, produtos de higiene pessoal e investir na infraestrutura dos orfanatos existentes, a TANU (em catalão “Terrassa Ajuda a Nens d’Ukraïna”, ou Terrassa Auxilia as Crianças da Ucrânia) leva a Barcelona, no inverno e no verão, crianças e jovens entre 6 e 17 anos para estadas de um mês na casa de voluntários catalães, com o objetivo de “oferecer-lhes um modelo de vida familiar emocionalmente sã” e “uma oportunidade de um futuro digno”.

Nada demais, numa terra, como a Catalunha, em que a atividade em prol do próximo é um hábito. A Espanha é o país do mundo em que mais há doações de órgãos para transplante — e, dentro da Espanha, a campeã é a Catalunha. É comum ver-se por aqui até pequenos comércios, modestos, que lutam com dificuldades, ostentar à entrada, orgulhosos, o selo de colaborador da Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância. O trabalho voluntário na Cruz Vermelha não é coisa só de senhoras caridosas — encontram-se jovens cheios de tatuagens e de piercings colhendo donativos, doando sangue e prestando outros serviços. E por aí vai.

Dá gosto de ver. Tanto quanto o nado sincronizado da seleção espanhola.

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2 Comentários

Regina em 11 de junho de 2011

Parabéns pra elas, linda atitude!

Vera Scheidemann em 10 de junho de 2011

Sempre admirei muito as atletas que fazem o nado sincronizado. Para mim (que não sei nadar, que vergonha !) é praticamente impossível imaginar alguém de cabeça para baixo "sincronizando". rsrsrs Além da beleza, ainda têm essa bela iniciativa. Estão de parabéns. Vera

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