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Oscar: frase genial sobre política e políticos (Foto: lancenet.com.br)

Oscar Schmidt, o Oscar do Basquete, o maior cestinha da história do basquetebol, com quase 50 mil pontos, o maior cestinha da história das Olimpíadas e o jogador que mais Jogos Olímpicos disputou (cinco), atualmente em corajosa luta contra um câncer no cérebro, teve breve passagem pela política.

Foi candidato ao Senado por São Paulo pelo PPB, antecessor do atual PP, em 1998.

Teve uma votação espetacular — 5,75 milhões de votos –, mas não conseguiu derrotar o eterno senador Eduardo Suplicy (PT), que alcançou 6,71 milhões.

Sobre essa experiência, o grande Oscar proferiu na entrevista de Páginas Amarelas de VEJA desta semana — edição que está nas bancas — uma frase que é candidata certa à melhor do ano:

— A única vez em que votei em uma pessoa honesta foi em mim.

O blog publicará a íntegra da entrevista neste sábado, dia 7.

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Gustavo Silva em 07 de setembro de 2013

Ledo engano do Oscar achar que é o único homem, entre os políticos, honesto do Brasil. A honestidade é algo que nasce nas mínimas coisas: não furar uma fila, não dar uma "ponta" ao guarda de trânsito ou não burlar o Imposto de Renda. A levedura da corrupção, no Brasil, fermenta todas as áreas da Nação. Desde o palácio à choupana, das prefeituras ao Palácio do Planalto, das câmaras de vereadores até aos palácios de leis. Hoje, invariavelmente, estamos infectados, rodeados e apanhados pelos micro-organismos da desonestidade, falta de ética e inversão de valores fundamentais para manutenção da sociedade brasileira.

Luciano Arruda em 07 de setembro de 2013

Sem entrar no mérito de avaliar politicamente esse mundialmente reconhecido grande ícone do esporte mundial, a frase em questão é ÓTIMA, principalmente no contexto político atual.

Tuco em 06 de setembro de 2013

. Esse Oscar... Grande ídolo do esporte, mais uma vez perdeu a oportunidade de ficar bem quieto... .

JOEL CARVALHO em 06 de setembro de 2013

Li a entrevista na VEJA impressa. O pior é que, essa frase dita por OSCAR é uma VERDADE INSOFISMÁVEL!

Nino (SP) em 05 de setembro de 2013

Não tem jeito. Eu olho para o Oscar e, em vez de pensar em um dos maiores esportistas que o Brasil já teve, tudo que me vem à cabeça é a cara do maluf.

bereta em 05 de setembro de 2013

Honesto, porém simplório. Como jogador de basquete, tenaz. Deixou-se manipular quando aceitou a candidatura ao senado, coisa para raposas espertas. Honestidade não é virtude. Honestidade deve ser por convicção. Oro pela recuperação do homem Oscar, mas não creio que fizesse diferença se chegasse ao senado. Nunca ouvi dizer que um tomate bom salvasse os tomates estragados. Não que todos os tomates senadores estejam estragados, mas a contaminação é grande. Não é lá que os projetos ficam engavetados anos e anos? Isso é bom para o país? Não foi o senado que teve como presidente o José Sarney? Por essa razão não pude deixar de dizer o que penso sobre Oscar, ainda que um dos maiores ídolos do basquete mundial. É um simplório.

Leonardo Saade em 04 de setembro de 2013

No basquete Oscar foi um gênio. Na política talvez nunca vamos saber. Mas com certeza, se tivesse ganhado para Senador em 1998, seria muito melhor que o Suplicy.

carlos nascimento em 04 de setembro de 2013

Ricardo, No âmbito esportivo Oscar Schmidt será para sempre reconhecido como o nosso querido "Mão Santa", o mágico, que por ocasião dos jogos Pan Americanos de 1987, em Indianapólis (EUA), reinscreveu o seu nome no Hall da Fama, ajudando com o seu talento a realizar a proeza histórica de derrotar a poderosa Seleção Americana, em sua própria casa, pelo inimaginável placar de EUA 115 x 120 BRASIL, Oscar, Marcel e cia. só não fizeram chover na quadra, o resto do imaginário, podem apostar, foi feito. Lembro que ao final do jogo, o treinador americano - Denny Crum - em estado apoplético, fora de sintonia, olhar perdido, não conseguia responder aos questionamentos dos repórteres americanos,só fazia balançar a cabeça, balbuciando, não acredito..não acredito. Isso foi parte da HISTÓRIA do nosso MÃO SANTA. Agora, no quesito político, RS, ESQUEÇA, o projeto político associado à paulo salim maluf, foi a maior furada de cesta livre do nosso OSCAR, esse episódio eu prefiro APAGAR. BRAVO, BRAVO, GUERREIRO OSCAR, o tempo é o Senhor das Soluções. Se você conhecesse o Oscar entenderia. Ele, aos 55 anos, é um meninão, ingênuo, de boa-fé. Não o identifico com corrente política negativa, não. Prevalece, para mim, o cara correto e o atleta perto do incomparável. Um abraço

nei Brasil rumo... à Luz... em 04 de setembro de 2013

Eu recomendo meditação ao Oscar para ajudar sua saúde: www.meditasp.org .

Reynaldo-BH em 04 de setembro de 2013

O deputado do RJ (Zoinho ou Zoiudo, sei lá) confessou na TV. "Eu não diria que sou 100% honesto! 100% honesto só Cristo!". Aguardamos ansiosos qual o percentual de desonestidade e quais seriam estas práticas confessadas! Quem sabe não é caso de quebra de decoro? Crime a gente já sabe que é...

RONALDE em 04 de setembro de 2013

Grande no basquete, pequeno na política.

RONALDE em 04 de setembro de 2013

Malufista de carteirinha, com certeza já votou no Maluf. Gente honesta não condescende com Maluf.

MILTON SIMON PIRES em 04 de setembro de 2013

A LEI DA HISTÓRIA Milton Pires Dias atrás escrevi que não sabia o que era a História. Afirmei também que chegava a ver, nas Teorias de Conspiração, uma oportunidade (talvez a única) de oposição à idéia de entender a História como um “gigantesco mecanismo”..uma máquina com leis e regras a serem descobertas. Nesse sentido, imagino que historiadores seriam uma espécie de relojoeiros do tempo...pessoas com a habilidade (ausente em todas as outras) de definir o que é e o que não é História... Pois bem, meus amigos - nosso problema acabou. O Projeto de Lei 4699/2012 (denominação atual), do Senador Paulo Paim (PT), que propõe regular o exercício da profissão de historiador no Brasil, entrou em tramitação de urgência em Brasília em junho recente, o que fez com que o debate a seu respeito ganhasse novo fôlego nos últimos dois meses. Agora, no Brasil, ninguém mais vai “especular” sobre o que é a história. Chega de imaginar a história como luta de classes, repressão ou vontade de poder. Os professores de história, para que tenham esse título, hão de sujeitar-se a lei. Vejam que não é muito importante, para o partido do autor da lei, uma regulamentação específica para definir quem pode atender pessoas doentes..mas não há dúvida nenhuma de que “contar oficialmente como a pessoa foi atendida; tem sim!” Nesse sentido, imagino que o PT vai conseguir o que nenhum partido comunista do mundo conseguiu – criar uma lei específica para definir quem pode ou não ensinar a todo um país aquilo que é ou não é (na sua opinião) a verdade histórica. Teria isso alguma relação com a “Comissão da Verdade”?? Haveria no Brasil algum historiador criando problema para a companheirada?? Imagino que não! Isso, afinal de contas, só poderia ser delírio de gente conservadora e da direita como eu, não é meus amigos? "Those who cannot remember the past, are condemned to repeat it". Quando George Santayana disse isso eu tenho certeza que ele não imaginava que alguém escreveria uma lei definindo a exclusividade para que somente alguns pudessem dizer o que é – exatamente – o passado a ser lembrado. Caso a lei existisse no tempo de Santayana, sua frase seria desnecessária pois ficaria evidente a característica mais específica, mais definidora, mais covarde e nojenta de um regime totalitário como é o petista no Brasil - a apropriação da noção de tempo e de História. O Partido-Religião, nascido em 1980, veio para encantar a todos com a sua noção daquilo que poderia ser o futuro. Essa etapa já terminou; agora a história nacional vai ser recontada pois o PT vai reescrever o passado aparelhando todo o ensino de História no país com seus malditos militantes. Tenho certeza que nessa altura do artigo alguns estão pensando - “Mas Milton, isso já não era assim há muito tempo?” - Resposta – claro que era! A diferença é que não havia ainda uma lei definindo essa barbaridade como parece que vai haver agora. Dizer que em 1964 houve uma contra-revolução ao movimento comunista no Brasil ainda seria uma possibilidade à medida que dentre os professores das escolas e das universidades pudesse haver a chance de alguém dizer isso e ser reconhecido, oficialmente, como historiador. Agora essa chance vai ser nula! Só vai receber essa titulação quem o Partido-religião quer! Será, meu Deus, que ninguém consegue ver isso? Meus amigos, o PT é composto da ralé..da escória da sociedade e principalmente da intelectualidade brasileira, mas por favor..não o subestimem. Essa gente sabe que nem o Olavo de Carvalho nem a Marilena Chauí nem ninguém nesse mundo pode dizer exatamente o que é a História... que esse é um tema aberto..uma questão cuja indefinição define a própria beleza, a honestidade e o compromisso com a verdade da profissão de historiador. Desse compromisso resulta uma luta constante por saber mais sobre aquilo que aconteceu e que pode nos oferecer uma vida mais plena e rica em liberdade. É mudando a verdade sobre o passado que o PT quer construir seu futuro diabólico! É tornando-se senhor da verdade e proprietário privado do tempo que ele vai fazer isso pois há de dizer quem no Brasil pode pensar, falar e escrever sobre o assunto. Sem ter a mínima noção daquilo que venha a ser a História, os malditos petistas resolveram criar uma lei que determina quem pode falar sobre ela – inventaram a Lei da História! Porto Alegre, 4 de setembro de 2013.

arilson sartorato em 04 de setembro de 2013

O grande OSCAR merece um "Oscar" pela sua dignidade,seu caráter e agora sua brava batalha contra esta terrível doença.

anselmo em 04 de setembro de 2013

Lembro bem do jogo comtra os EUA em Indianápolis. Oscar e Marcel mataram a pau, era cesta de 3 pontos de qualquer lugar da quadra. Magnífico jogo, assim como a frase dita. E lembro ainda a vontade que ele tinha de se apresentar com a amarelinha. Raça Oscar, essa doença nunca vai acabar com o Mito.

Maya Felix em 04 de setembro de 2013

Prezado Ricardo Setti, Sou professora da Universidade Estadual do Maranhão, e neste semestre leciono uma disciplina de produção textual. Como muitos alunos gostam de futebol, pensei em levar textos interessantes sobre o assunto. Lembrei-me, então, de um excelente artigo de Roberto Pompeu de Toledo, no qual o autor critica o fascínio de nossos jogadores e dos brasileiros em geral pelos clubes europeus, falando especificamente de Neymar, que todos na época achavam que deveria jogar no exterior para ganhar maturidade. Tenho a revista, mas não sei onde está, e creio mesmo que minha empregada já deve tê-la jogado fora. Procurei o texto em sites de busca, mas nada encontrei. Vim ao site de Veja e também não consegui achá-lo. Muitos dos artigos de Roberto Pompeu de Toledo são publicados em seu blog, mas aqui também não encontrei este, específicamente, do qual falo. Você poderia me ajudar? Obrigada! Mayalu Felix Prezada Mayalu, Entrarei em contato com Roberto para cooperar com você. Vou pedir para ele enviar o texto diretamente a seu email. Um abraço

Anderson Senigalia em 03 de setembro de 2013

Ele não se elegeu por que o padrinho dele na época era o Maluf e este não pode dizer esta mesma frase.

Trovão em 03 de setembro de 2013

Grande atleta, exemplo de honestidade. Tenho uma pequena diferença com o Oscar, Eu nunca votei em nenhum honesto, porque sempre boicotei as eleições. Neste país não existe nenhum político honesto, desde de vereador até a presidnta da república. Os exemplos estão aí para qualquer brasileiro honesto, ver e ouvir. O presidente do senado é um alsáo, o presidente da cãmara responde a mais de 10 processos por corrupção, 99,99% dos ocupantes do congresso, respondem a processos por formação de quadrilha, corrupção, assassinato, desvio de dinheiro, fraudes em prefeituras, etc. O povo precisa usar o grande Oscar como exemplo quando for perder seu tempo nas urnas para eleger vagabundo, corrupto, quadrilheiro.

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