Não se justifica a demora de Lula em indicar o novo ministro do Supremo

Não dá para entender a demora do presidente Lula em indicar ao Senado um nome para preencher a vaga de ministro do Supremo Tribunal aberta desde agosto, com a aposentadoria por atingir o limite de idade no cargo (70 anos) do ministro Eros Grau.

Em atitude sensata e cavalheiresca, Lula decidira, quando da saída de Grau, esperar a eleição do novo presidente da República para coordenar a indicação do nome.

Dilma Rousseff foi eleita há quase um mês e, até agora, nada. O presidente tocou no assunto em sua entrevista com “blogueiros progressistas”, propondo que ele e Dilma dividissem “50%” da responsabilidade pela indicação. Mas ele próprio adiantou que, se não houver tempo para que o Senado sabatine o provável ministro até 17 de dezembro, quando começa o recesso do Congresso, deixará a decisão para Dilma.

Aí teremos por mais de seis meses, talvez sete meses, o STF sem uma de suas 11 vagas, já que o novo Congresso eleito a 3 de outubro se instala dia 15 de fevereiro e precisará eleger seus dirigentes, os presidentes de comissões e tomar uma série de outras providências antes que o indicado possa finalmente se apresentar ao Senado.

Isso que é um problemaço para o país, já que a Corte se acha dividida ao meio em relação a alguns assuntos, o principal dos quais é a Lei da Ficha Limpa.

Qual seria a grande dificuldade de Lula e Dilma se reunirem, discutirem seus nomes preferidos, chegar a um consenso e enviar logo a indicação ao Senado? Essa demora toda não tem justificativa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

oito + quinze =

Nenhum comentário

  • jefferson

    Talves porque pouca gente se importe realmente com esse importante assunto. Alguns nomes poderiam ser ventilados e observar a reação do publico e das instituições. Malheiros, Frossard, De Sanctis…

  • roberto stone

    O problema todo foi o impasse causado pelo empate na votação da ficha que pode se repetir em alguma outra votação. É fácial resolver, basta que mais um ministro se aposente ou se afaste por qualquer motivo.

  • Setti, o Lula está sendo duplamente pressionado em relação a esta questão. Por um lado há a pressão feita pelos políticos corruptos e “pendurados” por causa da Lei Ficha Limpa; por outro, há o próprio movimento popular pela Campanha Ficha Limpa. Este está com mais uma campanha, dentro do Ficha Limpa, que é um abaixo-assinado enviado ao presidente Lula para que ele designe um ministro ético e “com sólido currículo anticorrupção. Encabeçado pela Avaaz.org, esse abaixo-assinado precisa ter 60000 assinaturas e até o momento, conforme acabei de constatar, tem 58.295 assinaturas. Ora, em fim de mandato e pressionado dos dois lados, é muito provável que ele deixe “esse pepino” para a sua pupila descascar. O que, aliás, é perfeitamente coerente com a sua postura “não me comprometa”.

  • gaúcha indignada

    O Luis Inácio está selecionando o “candidato” que tem o perfil mais compatível com o seu partido – o PT – O PARTIDO DA MARACUTAIA, DA TAXA DE SUCESSO! Meu DEUS, o STF também está sendo aparelhado, qual será a saída para o cidadão brasileiro?????????

  • Eduardo Velasco

    A república, aprendemos nos bancos escolares. é uma instituição merecedora de todos os elogios. Com uma nota de rodapé, deveriam nos avisar os professores: só funciona se o ocupante do cargo máximo for um homem de fortes princípios democráticos. Apedeutas, metalurgicos de plantão, bebuns e outros quejandos avacalham.

  • Markito-Pi

    A dificuldade, parece-me- é encontrar um nome que reúna notável saber jurídico e reputação ilibada, como ordena a Lei.Mas , sendo Lula quem é, exige outra pré-condição: que seja um capacho, venal e irresponsável. Nas condições que a lei exige, há bons nomes. Talvez nem sejam grandes nomes, mas há. Nasd condições exigidas por Luala, ha muitos. No PT esta gentinha grassa. Torço para que Lula não se lembre de Jose Mentor, o mensaleiro corrupto que enterrou a CPI do Banestado. Ele é o melhor do PT, o que nos dá a medida do resto, a escória. Tá difiícil mesmo, Setti.