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A fragata “Rademaker” (F 49), que homenageia um almirante ditador

Em dezembro de 2004, quando um tiro de canhão de um navio de guerra argentino acertou por engano um brasileiro durante uma operação naval denominada “Fraterno”, ficamos todos sabendo que existia na Marinha do Brasil uma fragata que homenageia um ditador, o almirante Augusto Hamann Rademaker Grünewald.

Da operação naval, realizada entre Cabo Frio (RJ) e Itajaí (SC), participaram dois navios brasileiros e três argentinos. Quatro militares do Brasil e um da Argentina — que estava como observador a bordo da fragata Rademaker — ficaram feridos por estilhaços quando um tiro de canhão de um dos navios argentinos, endereçado a um sinalizador disparado pelos brasileiros, atingiu de raspão dispositivos localizados no alto de uma das torres do vaso de guerra.

INTEGROU DUAS JUNTAS GOLPISTAS E LIBERTICIDAS — O almirante Augusto Rademaker, ministro da Marinha do regime militar entre 1967 e 1969, protagonizou a proeza única na história do Brasil de fazer parte, em menos de dez anos, de duas juntas militares, ambas golpistas e liberticidas. É um completo absurdo que ainda hoje a gloriosa Marinha do Brasil mantenha seu nome em uma de seus navios, em meio a outras com denominações tão mais adequadas e simpáticas como as fragatas União, Independência, Liberal, Constituição e Defensora.

Logo em seguida ao golpe militar de 31 de março/1º de abril de 1964, ele fez parte do assim chamado “Comando Supremo da Revolução”, que baixou o Ato Institucional (mais tarde numerado como AI-1, tantos foram os que lhe seguiram), permitindo uma série de arbitrariedades contra cidadãos brasileiros, a cassação de mandatos e a suspensão de direitos políticos, além de banir do mapa a eleição direta do presidente da República.

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O almirante Rademaker (primeiro à esquerda), ao lado de seus colegas de junta militar Márcio Souza e Mello e Aurélio de Lyra Tavares, em 1969

Anos mais tarde, já no segundo general-presidente, com a doença do presidente Arthur da Costa e Silva (1967-1969), Rademaker, ministro da Marinha, integrou, junto com os colegas do Exército, general Aurélio de Lyra Tavares, e da Aeronáutica, brigadeiro Márcio de Souza e Mello, a nefanda, nefasta Junta Militar que governou por dois meses, entre o final de agosto e o final de outubro de 1969.

No período, entre outras ações, a Junta impediu a posse do vice-presidente Pedro Aleixo, instituiu a pena de morte e a de banimento e outorgou a Constituição autoritária de 1969.

UM DOS “TRÊS PATETAS” E VICE DE MÉDICI — A Junta Militar de 1969, para quem não se lembra ou para os mais jovens, que eventualmente não sabem, usava o envergonhado nome de “ministros militares no exercício temporário da Presidência da República”, mas entrou para a história com o apelido que lhes pespegou o “Senhor Diretas”, o falecido deputado Ulysses Guimarães (SP), então presidente do velho MDB: “Os Três Patetas”.

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O brasão da fragata Rademaker

Mas o almirante ainda voltaria ao primeiro plano da ditadura militar. Assim que se viu escolhido “candidato” a presidente pelo Alto Comando do Exército, o general Emílio Garrastazu Médici — que seria o general-presidente em cujo período se viveu a treva mais profunda da ditadura — convidou o almirante para ser seu vice. O Congresso domesticado de então ratificou a indicação no dia 25 de outubro de 1969 e a dupla tomou posse no dia 30, permanecendo  no poder até 1974.

A Rademaker foi comprada ao Reino Unido no final do governo do presidente Itamar Franco (1992-1995) e incorporada à Marinha no segundo ano da gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2003). Não se sabe se um dos dois, ou ambos, foram consultados pela Marinha a respeito do batismo do navio.

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63 Comentários

CANSADODEBESTEIRAS em 24 de janeiro de 2014

Se você se diz cansado de besteiras, imagine eu, diante de algumas, como a que você escreveu! Além do mais, não publico elogios a ditadores, como o que você quer homenagear.

Glaucio em 16 de novembro de 2013

Tem um ditado popular mais ou menos assim: " Não julgues para Não seres julgado ". Em especial,nas terras Afro-Tupiniquins, todos sem exceção, " arremessam pedras contra a prostituta diante de Jesus ". Enfim, a critica somente e' valida quando pelo menos mostramos fortes evidencias de algo. Caso contrario, paroles...paroles... tudo são paroles. Mudando o foco, a ditadura do sindicalismo esta' implantada e ficamos " divididos " discutindo o passado. O neo socialistas AGRADECEM muito !!!!

Gonçalves em 23 de agosto de 2013

Contei algumas historietas pitorescas acerca da vida pessoal do Alm. Rademaker, certo? Agora vou contar uma no contexto da ditadura a que o Sr. tanto faz alusão. Na época do sequestro do embaixador americano, o serviço de inteligência da Marinha realmente funcionava e, por isto, em menos de 48 horas após o ocorrido já possuía a informação da localização do cativeiro. Houve uma reunião às pressas da junta militar com demais integrantes do governo para decidir o que fazer. A maioria esmagadora votou pela não negociação com os sequestradores e pelo resgate do embaixador sem poupar a vida de nenhum deles. O único que votou pela negociação e consequente integridade física daqueles jovens foi o Alm. Rademaker. Após a reunião, ele foi duramente criticado por seus colegas. Numa conversa com um de seus subordinados, um jovem capitão-de-corveta, ele comentou que o fez por 2 razões: por não achar conveniente "sacudir" o cenário internacional com um ato brutal contra aqueles jovens, sobretudo com relação aos EUA que, por sua história, nunca foi chegado a uma ditadura e, por fim, pelo fato de que sabia que o embaixador estava sendo bem tratado e que, negociando e não havendo resistência, não havia motivo para as execuções. Assim, meu caro, dê graças a Deus e ao Alm. Rademaker que seu amigo, também jornalista, Franklin Martins, um dos MENTORES do sequestro e, portanto, um SEQUESTRADOR, está vivo até hoje. Criticar a ditadura, vá lá. Mas agredir deliberadamente alguém e sem conhecimento de causa é de dar dó. Conte um caso apenas em que o Alm. Rademaker tenha cometido ou ordenado diretamente qualquer ato cruel que eu retiro tudo o que disse. Do contrário, é o meu conhecimento contra o seu e, neste assunto, modéstia à parte, eu sou especialista. OK, continue louvando o falecido co-ditador Rademaker. E de onde você tirou a ideia de que sou amigo de Franklin Martins? Embora nada tenha contra a pessoa dele, me repugnam suas posições políticas, coisa que deixei absolutamente clara aqui inúmeras vezes.

Gonçalves em 23 de agosto de 2013

Gostaria de corrigir um "typo": ressucitar tem mais um S: "ressuscitar".

Gonçalves em 20 de agosto de 2013

Lamento profundamente ressucitar este forum. Mas o faço pelo fato de que o autor prova ser profundo desconhecedor da história de vida do Alm. Rademaker e suas contribuições para com a nossa Marinha do Brasil e a nossa pátria. Foi um líder admirado na Marinha do mais simples militar até o mais graduado oficial. Chegou a usar camisa branca interna (aquela por debaixo da farda) furada e dar par de sapatos a marinheiro que não tinha dinheiro para pagar. Uma de suas filhas cursou a faculdade de graça, por conta dele ter perdido 40% de seu salário quando deixou de ocupar cargo comissionado no alto comando. Nessa época, os salários dos militares, caso o Sr. não saiba, era muito, muito ruim. E, como o Sr. também não sabe, assim que ele recuperou seu salário, pediu à filha que escolhesse um aluno humilde da faculdade para que ele pudesse custear seus estudos. E assim o fez, com a condição de que esse aluno jamais soubesse quem o patrocinava. E até hoje não sabe. Ele é médico e detesta militares. Veja só como são as coisas. Essas são apenas algumas das muitas histórias conhecidas por quem conviveu ou convive mais de perto com militares, amigos ou familiares do Alm. Rademaker. Mas jornalista é assim mesmo, não? Certamente, se alguém resolvesse levantar sua vida e colocar seus infortúnios (para não dizer outra coisa) gratuitamente na mídia, o Sr. se lembraria das coisas boas que fez e acharia uma injustiça. A Fragata Rademaker possui este nome porque, na balança da vida, ele foi muito mais íntegro que seu parco conhecimento possa supor. Ah, e eu não sou militar e nem amigo ou parente dos Rademaker. Sou um cidadão comum, com vários defeitos, mas com uma virtude que o Sr. e tantos outros jornalistas não têm e deveriam ter: respeito, conhecimento de causa para se expressar e escrúpulos para não escrever somente o que vende, mas a verdade. Basear-se no simples fato de ter cabelos brancos e ter existido na década da ditadura militar não o torna capaz de julgar os atos de quem quer que seja. Sou capaz, sim, de julgar os atos de alguém que participou de um golpe de Estado e de uma ditadura militar liberticida, ilegítima, ilegal e cruel. Tenho VERGONHA de que a Marinha do país ostente em um de seus navios o nome desse cidadão desprezível perante a História.

LUIZ CARLOS GROPPO em 05 de novembro de 2012

ESTES COMENTÁRIOS SÃO AINDA RESTOS AMARGURADOS DE COMUNISTAS QUE NÃO SE CONFORMAM DE TEREM PERDIDO SEUS IDEÁIS DE JUVENTUDE. ACREDITO AINDA QUE ELES DEVEM BUSCAR CIDADANIA CUBANA E LÁ LEVANTAR SUAS BANDEIRAS VERMELHAS. É uma piada de morrer de rir você me chamar de comunista, hahahahaha... Nunca leu meu blog, caiu aqui de paraquedas e escreve bobagem. Comunista, não sou, mas graças a Deus sempre fui um democrata e sempre, desde jovem, me opus à ditadura que me roubou 21 anos de liberdade.

LUIZ CARLOS GROPPO em 05 de novembro de 2012

VEJA O EDITOR A VIDA MILITAR DESTE ALMIRANTE, ANTES DE TECER SUA OPINIÃO. QUEM ENTÃO DEVERIAM USAR O NOME PARA BATIZAR A FRAGATA ? JOSÉ GENPONO, ASSESSOR DO MINISTÉRIO DA DEFESA, QUE FEZ CURSOS DE GUERRILHA EM CUBA, ANGOLA ? E CONDENADO PELA SUPREMA CORTE BRASILEIRA ??????????? A vida militar dele não é mais importante do que o mal que, como elemento de escol da ditadura militar, causou ao país. Não, eu não batizaria a fragata com o nome de Genoino, não? Minha posição sobre os mensaleiros é mais do que conhecida por quem realmente lê o blog. Mas há um grande número de grandes brasileiros que poderiam dar nome ao vaso de guerra. Esse ex-ditador fascistoide, não. Lamento e continuarei lamentando que tenha recebido essa homenagem.

isabel em 26 de maio de 2012

eu tenho muito orgulho do meu avo Almirante Rademaker, que chegou ao topo de sua carreira por total merito e que livrou o Brasil de golpistas falsos e ardilosos que diziam querer o melhor para o Brasil roubando e matando os menos privilegiados e que hojem assum cargos importantissimos no governo brasileiro. se diziam comunistas e sao mais capitalistas e egoistas do que qualquer descendente do meu querido avo, que criou filhos que conseguiram ser pais e maes honestos, criando filhos honestos que trabalham e cheganm ao topo de suas carreiras pelo seu proprio merito tal como o meu avo e nao por conchavos e "amizades" e trocas como os "herois" da decada 60. e meu primo tem muito orgulho de ser neto de uma pessoa integra, honesta e boa, e nao falsa e mesquinha como tantos no nosso governo!! meu repudio ao senhor brandao!

BRANDÃO em 31 de março de 2012

Queria parabenizar pela reportagem, e mesmo sendo de 2 anos atrás, tenho certeza que até hoje está gerando polêmica. Quando um texto traz motivos de reflexão, aspectos positivos e negativos, se vê a excelência do mesmo. Pelo português coloquial,mecânico e massante nos comentários, noto que houveram vários textos discriminatórios de oficiais da marinha sobre a pauta, fui militar da marinha e conheço bem, por isso devemos relevar algumas considerações destes, pelo fato da formação de 7 anos de internato e a lavagem cerebral que eles sofrem desde os 14 anos de idade. A marinha não é dos oficiais, e sim, da população brasileira, são os impostos de cada cidadão brasileiro que mantém a instituíção,a compra dos navios e os whiskys que eles bebem. Mesmo com todos os crimes, atrosidades e tudo de ruim que a ditadura proporcionou para o país na época, tenho certeza que o Almirante Rademaker e o golpe militar também tiveram influências positivas e históricas em decorrência do governo decadente de Getúlio vargas e a situação política do país na época. vale salientar se os benefícios superam os crimes cometidos para tal homenagem. Me lembro bem quando viajei destacado na fragata Rademaker para Santos-SP, onde se encontrava servindo no navio o neto do Almirante Rademaker, o então Tenete Rademaker, durante a visitação pública adentrou no navio um senhor aparentando uma idade bem avançada, quando o mesmo visualizou a plaqueta de identificação do tenente, perguntou que tipo parentesco ele tinha com o Almirante Rademaker, quando o tenete esclareceu orgulhosamente seu parentesco, o sr. descarregou declarações de indignação e repúdio que pareciam estarem engasgadas ha anos. Nunca tinha entendido aquele fato, até porque eu era muito novo na época da política ditatorial. Para finalizar, venho enaltecer outro tema, um personagem importantíssimo para a história brasileira chamado JOÃO CÂNDIDO, foi militar da marinha, revolucionário na luta contra a discriminação racial e da discriminação social na época. Quem nunca ouviu falar da revolta da chibata? A marinha diz que reconhece a importância dele, mas é mentira, o nome dele dentro da instituíção é abafado. Com certeza porque ele foi praça. O militar mais desconsiderado por sua própria instituíção dentre todas as forças armadas e forças auxiliares no país, com certeza é o praça da marinha. A marinha é uma orgão público de suma importância para o país, é bonito de se ver os exercícios que a marinha faz no mar, o profissionalismo das praças que consertam máquinas degradadas pelo abandono do governo, operando milagres(oficiais que ganham o mérito) e o espírito de união. Duvido a instituição homenagear um navio com o nome de JOÃO CÂNDIDO, porque algumas pessoas insistem em viver ha 50 anos atrás, idealizando algo mentiroso, e o pior, acreditando fielmente nessa própria mentira. É bom poder discutir opiniões, utilizar da liberdade de expressão e viver num país democrático, se eu ainda fosse militar, estariam procurando o autor, pela política de opressão e imposição que reina nas forças armadas até hoje, seria mais fácil me punir de que reformular uma política de liderança verdadeira. Obrigado por seu comentário, caro Brandão. Na verdade, concordo com você em que ainda há resquícios na Marinha, como nas demais Forças Armadas, que poderiam e deveriam ser removidos. E volte sempre ao blog, será um prazer tê-lo aqui. Abraços

João Filho em 11 de setembro de 2011

É incrível a falta de lógica nas eminências pardas e das que se apresentam iluminadas da política nacional. Não fui vítima, beneficiário nem contemporâneo dos ditos "anos de chumbo", mas costurando os retalhos da história patria e universal, concluo, não há herói nem estadista que alcance seus ideais afagando seus inimigos. Portanto, parem, leiam e tenham o mínimo de sensatez. O senhor RADEMAKER,foi um militar de carreira brilante e quando chamado para defender o Estado atendeu prontamente seus atos foram na medida das agressões recebidas pelos patricios que sem mostrar a face faziam vitimas covardemente para também alcançar seus objetivos. Lembram disso? Houve a anistia e ambos os lados se perdoaram, lembram?. Lamarca de covarde e desertou virou herói,lembram. Reclama de que ou de quem. Rademaker e seus conteporaneos são herois e você da guerrilha també. Vamos brindar a paz, chega de rancor, ou não venceremos agora nossa pior inimigo "a corrupção" filha de quem?

De Luca, Vicente Roberto em 15 de junho de 2011

Jornalista Ricardo Setti! Após seis meses da publicação de seu artigo sobre a homenagem da Marinha do Brasil ao Almirante Rademaker e considerada a acentuada reação ao seu texto por meio da esmagadora maioria dos comentários aqui postados, que tal, agora, um artigo sobre a nossa Força Naval, a partir dos Navios de Assistência Hospitalar que navegam na Amazônia e no Pantanal, da presença permanente nos Rios da Amazônia e Paraguai, e suas comunidades ribeirinhas, da garantia de utilização da Amazônia Azul e a posse de seus ricos nódulos minero-metálicos, da construção naval autótecne de navios de superfície e submarinos, do desenvolvimento do projeto do submarino nuclear brasilerio, do Instituto de Pesquisas da Marinha, dos 15.000 homens de uma das tropas mais profissionais existentes, o Corpo de Fuzileiros Navais, há algum tempo no Haiti e agora no Líbano, onde o Brasil passou a comandar a Força Naval Internacional de Paz, além de muitos outros temas relevantes para a Nação, em que pese os escassos recursos orçamentários e os salários posionados no mais baixo nível das carreiras de estado??? Pense nisso. Sugiro procurar o Serviço de Relações Públicas da Marinha e boa sorte!!! Com as Saudações do De Luca. Tenho profundo respeito pela nossa Marinha, prezado Vicente. Tenho inclusive um primo que é capitão-de-mar-e-guerra na reserva. Acho boa, excelente sua ideia. Meu problema é que o blog é uma publicação que só tem 2 pessoas na "Redação" -- a Domitila Becker, jovem jornalista que é meu braço direito, e eu... Oportunamente tentarei tratar da nossa Marinha por esses aspectos positivos -- que predominam na Arma -- mencionados por você. Um grande abraço

FRANCISCO LOPES em 17 de maio de 2011

ACHO QUE O NOME DEVERIA SER DE ALGUM PRAÇA QUE FOI DESLIGADO DO SERVIÇO ATIVO APOS 9 ANOS POR SER PORTADOR DE ALGUMA DEFICIÊNCIA SEM DIREITO A NADA COM O FOI MEU CASO , ENTREI POR CONCURSSO E SAÍ SEM NADA , DEFICIÊNCIA VISUAL NO OLHO ESQUERDO E AINDA POR CIMA A JUSTIÇA NÃO COMPREENDEU QUE SE ENTREI ESATAVA BOM ! ATÉ HOJE CARREGO ESSE CARMA JÁ PENSEI EM POR TUDO EM UM LIVRO "O NOME SERIA MARUJO JAMAIS TERÁ PECADO " Concordo com você, caro Francisco. Você deveria recorrer à Justiça para ser indenizado. Abraço

JOÃO PEDRO ACCIOLY TEIXEIRA em 14 de fevereiro de 2011

Caro Ricardo, parabéns pelo artigo e coragem. Sinceramente me causa estranhamento a publicação de um artigo como este na Veja. Ao contrário do que disse o senhor De Luca, Vicente Roberto, imparcialidade nunca foi característica de imprensa alguma, muito menos da Revista Veja, que sempre foi parcial, entretanto do lado da escória direitista, que tem como apice a ditadura militar. Me emociona você contrariar os anseios e dogmas deste reacionário grupo de leitores. RADEMAKER pertence à escória da humanidade, é responsável pelo assassinato de pessoas inocentes e por muitos outros atos hediondos e autoritários. Obrigado pela parte que me toca, caro João Pedro, mas você engana completamente em relação a VEJA e à ditadura: a revista cobriu corajosamente todas as mazelas do período militar, sofreu censura mas foi responsável por incontáveis furos jornalísticos revelando podres do regime, do qual, diferentemente do que ocorreu com os grandes jornais, sobretudo nos primeiros anos, nunca foi cúmplice.

De Luca, Vicente Roberto em 27 de novembro de 2010

Sr. Ricardo, não vou me prender à biografia do Almirante Radmaker. Diversos "posts" trataram de esclarecê-lo acerca da pessoa que foi o aludido Oficial. Mas me permita duas considerações: a primeira que o Sr. incorreu em um erro capital na sua nota, injustificável para um jornalista que atua sob a égide da marca "VEJA" - analisou um fato sob uma perspectiva histórica completamente desatualizada. E, respeitosamente, entendo que pela sua aparência, o Sr. tem idade suficiente para ter vivenciado o período dos governos ditos "militares" (eis que esses ocupavam um número infinitamente inferior que os apaniguados do PT, que aparelhou o governo que ora finda). Consequentemente, a sua análise foi ideológica e portanto, parcial. A isenção declamada por "Veja" e que conduziu à ilibada reputação do veículo, não se coaduna com a sua análise. Ademais, como segundo (e triste) aspecto, as suas respostas, quando contrariado, deixam muito a desejar no quesito educação, impensável e inimaginável para um articulista de Veja. Entendo que o Sr. possua uma posição doutrinária e que esta influencie os seus textos. Mas ultrapassar a fronteira da correção de linguagem, no que tange ao tratamento dispensado àqueles que lhe manifestaram opiniões opostas, lamentavelmente incide no campo da "incivilidade". Aliás, um belo exemplo de texto elegante, que pode servir de "farol" à sua pessoa, é a própria nota do Comando da Marinha em resposta ao seu texto. Respeitosamente, De Luca, Vicente Roberto. Caro De Luca, você é um raríssimo, se não o primeiro leitor que diz que eu ultrapasso a fronteira da correção da linguagem em relação aos que são contrários a minhas opiniões. Tenho recebido centenas de elogios justamente pela polidez com que procuro tratar os leitores, mesmo os muito agressivos. As poucas vezes em que elevei a temperatura das respostas ocorreram em casos de virulência intolerável por parte dos críticos.

Paulo em 26 de novembro de 2010

Acho que deveria ser |Dilma o nome do navio

Paulo Bento Bandarra em 15 de novembro de 2010

Infelizmente a vida não é feita de preferências, senão eu preferiria que o mundo tivesse menos pessoas, não existisse pobreza e que para elas se alimentarem, não custasse a vida de nenhum animal! Eu preferiria um mundo assim um milhão de vezes! Só duvido que o mundo que Jango estava plantando dentro da conjuntura internacional e interna fosse levar a isto ou a situação atual, que você "prefere"! Acho que as pessoas tiveram que se adaptar aos condições reais da época mais do que as que prefeririam que substituíssem as reais. Vendo os exemplos das ditaduras comunistas certamente as possibilidades da realidade que você prefere "um milhão de vezes" não estaria vivendo hoje. Talvez a realidade tivessem sido "um milhão de vezes" pior! . O povo cubano foram obrigados a "preferirem" a ditadura na ponta de fuzil e até hoje não tem a liberdade de preferir nada! Certamente a truculência que podemos atribuir a Rademaker são ínfimas perto ao que podemos atribuir a dinastia Castro, em Cuba. Quando Che foi operar na Bolívia, em 66, tinha acabado de ocorrer uma eleição livre. Eu abro mão o tipo de libertação que esta turma quer dar ao povo!

nedinho em 14 de novembro de 2010

Caro Ricardo: Realmente acho que o Brasil mudou muito nestas duas últimas décadas. Quem sabe elogiamos o Grande Líder Primeiro e Único Presidente deztepaiz Luís Inácio Lulla da Silva, dando por enquanto a esta pequena fragata seu ilustre nome? Quando comprarmos o próximo Porta Aviões do lixo da França, da Inglaterra ou de outro país, podemos então trocar o nome da fragata para DILMA I e única, ou D. Marisa, ou Erenice, e por aí vai. Vivi também o período da ditadura (estou com 56 anos) etc e tal. Mas que tal? dá prá comparar a fase atual e aquela? quais os parâmetros - corrupção? estatais? demagogia? propaganda do Estado? descaramento dos agentes públicos? Com todas as coisas erradas que possamos ter hoje, prefiro um milhão de vezes a época atual do que a da ditadura. Além de tudo o mais, a corrupção, enorme, que existia, era abafada pela censura à imprensa. E liberdade invididual, a sua, a minha, a nossa, não tem preço. Ninguém pode nos tirar este bem inalienável e sagrado como os militares golpistas (é preciso fazer uma diferença, nem todos os militares eram antidemocráticos) e seus cúmplices fizeram.

Wilton Cavalheiro em 13 de novembro de 2010

O que que vc quer? que a fragata se chame Nikita Kruschev? Mao Tse Tung?? Não, caro Wilton. Não precisa ser agressivo. Detesto as ditaduras de todas as cores e matizes. Quanto ao nome da fragata, que tal "Juscelino Kubitschek"? Abraços e fique mais calmo, meu amigo.

Paulo Bento Bandarra em 12 de novembro de 2010

A Fragata Constituição - F 42, Classe Niterói Mk 10. Incorporação: 31 de março de 1978. Portanto, a penúltima, a Constituição Brasileira de 1967, e não a atual!

Quaker em 12 de novembro de 2010

O sr.como jornalista, algum dia sentou diante deste sr.? Não? Que pena! Quero dizer que até aqui, fui deveidamente polido e respeitoso com o sr. Eu apenas disse que o sr. estava equivocado ou sua fonte não era confiável. Chamar-me de paranóico é no mínimo falta de respeito com o leitor desta revista. Você diz é independente.Parece não ser.Continuo afirmando que está enganado tanto quanto ao ex Vice Presidente citado como a minha idoneidade e sdaúde mental.Deste jeito fico mesmo com a imprensão de quem é um petista aborrecido. Tudo bém, eu o respeito o blog é teu e você assim como eu, cidadão brasileiro tenho o mesmo direito de livre expressão.Só não lhe dou o direito de que você falte o respeito comigo afirmando que sou um débio mental.Em nenhum momento eu fui grosseiro com você. Não sou militar não caro jornalista.Eu fui operário se você quer saber.Ou você agora vai ter algun preconceito? Eu, ajudei a construir um pouco deste país e me orgulho de ter sido reconhecido intenacionalmente,apesar de ser apenas um operário e não um jornalista. Porque um paranóico iria participar do teu Blog não é mesmo? Olher que foi a primeira e última vez. Exitem jornalistas e jornalistas. Fique tranquilo não se extresse. Somos contemporâneos e patricios.Estamos sob a mesma constituição.Com os mesmos direitos e deveres.Só não podemos ofender a honra de ninguém. Muito menos de um leitor mesmo que ex operário que prestigia a revista "veja" onde tiramos muitas e boas conclusões que norteiam nossas vidas. Democracia sr. vem do povo e eu me orgulho de ser povo.Uma pequena bincadeira se o sr. me permite. Uma pescaria não lhe faria bem? Vá por mim o Sr.Augusto Rademaker não era isto que alguém quer que o sr. acredite que ele tenha sido. Desculpe-me pelo meu fraco português porém sem ser ofensivo e raivoso e acresivo. Um grande abraço e muitas felicidades e saúde senhor.Que seja pelo menos, igual a que eu tenho junto a minha família. O Brasil viva a democracia... Desejo tudo de bom pra você também. E lembro que quem começou agressivo, muito agressivo, foi você, mandando eu me informar melhor e me tratando como um idiota e ignorante das coisas de meu país. Um abraço

Paulo Bento Bandarra em 12 de novembro de 2010

Acho que é este sentimento mesmo, saudades do Hélio depois de se acabar de ler o livro, conhecendo pela narrativa. Imagino então sendo parente do mesmo. Quanta coisa ele ainda tinha para contar e para viver! Quanta coisa desejávamos que ele descrevesse. Que a aventura continuasse! Mas o que vamos fazer a não ser ter que aceitar. Abraços.

Quaker em 12 de novembro de 2010

Ricardo Sitti.Não sei se este poste foi de tua autoria.Se não foi desculpe-me.Mas... se foi,procure novas fontes para você chamar este sr.de ditador. Você no mínimo está chutando e sendo injusto. Penso que você não é daquela turma de jornalista cumpanheiro de Franklin Martins? Você deveria ser estudante ná época em que este ilustre brasileiro foi Ministro da Marinha e depois Vice Presidente da República do Brasil. Você tem todo o direito de ter votado em Lula e Dilma.Não deve é falar coisas sem saber e que talvez você ouviu nos porões dos petralhas. Informe-se. Informe-se você, meu caro Quaker. Eu não era estudante, não. Eu era jornalista e acompanhei as atividades do "ilustre brasileiro" e depois vice-presidente biônico da ditadura. Mantenho tudo o que escrevi no post. Me envergonho de haver um navio da nossa Marinha homenageando um ditador. Abraço

Quaker em 12 de novembro de 2010

CHAMAR ESTE ILUSTRE SR. AUGUSTO RADEMAKER EX.VICE PRESIDENTE DA REPÚBLICA EX.MINISTRO DA MARINHA DE GUERRA BRASILEIRA É NO MÍNIMO FALTA DE RESPEITO E DE CONHECIMENTO.PROCURE SE INFORMAR NOS LUGARES CERTOS E SABER QUEM FOI ESTE HOMEM.NÃO VÁ AOS PORÔES DO LIXO DOS TERRORISTAS COLHER INFOMAÇÕES TENDENCIOSAS FEITAS POR JORNALISTAS TERRORISTAS E ASSASSINOS QUE HOJE ESTÃO NO PODER. Deixe de ser paranóico, Quaker. Não é preciso recorrer a nada além do que acompanhei como jornalista para deplorar a homenagem a esse "ilustre" integrante da ditadura militar que nos oprimiu e da qual, pelo visto, você tem saudades.

Paulo Bento Bandarra em 12 de novembro de 2010

Falar em constituição é como falar em democracia. Todas as ditaduras totalitárias marxistas se chamavam de democráticas. Todas com partido único e controle social da mídia total, polícia política e campos de reeducação e extermínio. Como escreveu muito bem o Reinaldo comparando a constituição atrasada da Dinamarca com a nossa extremamente progressista e laica. A constituição cidadã do "o falecido deputado Ulysses Guimarães (SP), então presidente do velho MDB"! . PS: O Helio Setti Jr. era seu irmão? Grande Livro! O Helio Setti Jr. era meu primo-irmão, e eu o considerava um irmão. Fui eu quem tive a honra de editar o texto dele para o livro "Aventuras no Mar". Fiz também o prefácio e o posfácio. Passados 18 anos de sua partida precoce, ainda sinto imensas saudades dele.

wilson em 11 de novembro de 2010

Ricardo me lembrei tem também uma fragata Greenhaugh mas não é o petista.

Paulo Bento Bandarra em 11 de novembro de 2010

AH! A Fragata Constituição se refere a qual delas? As passadas ou as futuras? E inclui as emendas? Viva o bom humor, Paulo Bento! E viva também a democracia, regime em que os militares obedecem ao poder civil e a Marinha homenageia a Constituição barizando-a com esse nome. Abração

Tony Amorim em 11 de novembro de 2010

O texto mais parece uma ode ao espírito revisionista do PNDH-3, que propõe, entre outras medidas totalitárias e fascistas, a renomeação de equipamentos públicos. Os militares foram protagonistas de um contragolpe, pois sabe-se que se pretendia implantar no Brasil um socialismo no estilo cubano, seguindo a onda da Revolução Cubana e seus heróis românticos Fidel Castro e Che Guevara e deu no que deu: uma ditadura hereditária que já dura mais de meio século. Goste-se ou não dos militares, eles fazem parte da História e como tal devem ser respeitados. Portanto, pelo princípio da razoabilidade, não vejo razão para rebatizar o navio.

Mauro Moreira em 11 de novembro de 2010

Caro Setti, Na minha cidade, Paraíba do Sul-RJ, de onde saí aos 9 anos de idade, um prefeito idiota tirou da praça central da cidade o busto de Afrippino Grieco, filho da terra que sempre a enalteceu, com um volume de suas memórias praticamente todo à ela dedicado, mandou-o para um cantinho escondido na entrada do município. e colocou em lugar de destaque uma estátua de Yasser Arafat. Tudo isso com o silêncio cúmplice dos habitantes da cidade. Sempre que lá vou, em visita aos parentes que ainda residem no município, olho para aquele monumento e penso o quão decpcionado deve estar com seus conterrâneos o extraordinário critico literário Agrippino Grieco. Esse prefeito, no meu país ideal, deveria estar na cadeia, caro Mauro. O triste é a alienação do eleitorado, não é? Deveriam bani-lo para sempre. Que demagogo barato... Abraço

Paulo Bento Bandarra em 11 de novembro de 2010

Certamente o nome foi dado pela marinha pela sua importância histórica dentro da força do que pelos dois meses na Junta Militar.

Paulo Bento Bandarra em 11 de novembro de 2010

Já o almirante Rademaker…Não deixou na Marinha Brasileira? Mas entendi, existem ditadores, e Ditadores. Um merece o nosso maior respeito, independente ser a mesma coisa! Não disse que ditadores merecem respeito, caro Paulo Bento. Só que não dá para comparar o peso histórico de Getúlio Vargas e do almirante Rademaker. E, como já escrevi, pessoalmente não gosto da figura de Getúlio e tenho ojeriza profunda a seu período de Estado Novo, mancha negra na história do Brasil.

Paulo Bento Bandarra em 11 de novembro de 2010

Parece que lhe agradaria mais que se chamasse Fragata Dilma Rousseff ou Fragata José Dirceu! E que estivéssemos como a democracia de Cuba pela qual esta turma lutou! . Não lhe incomoda certamente as inúmeras ruas, hospitais e avenidas chamadas pelo nome do Ditador Getúlio Vargas! Este não ficou dois meses, mas 15 anos! Eu preferiria que a fragata tivesse nome semelhante a uma de suas co-irmãs, tipo "Constituição". E comparar Getúlio com o almirante Rademaker deve ser brincadeira sua, não? Getúlio chegou ao poder em 1930 à frente de uma revolução armada. Governou interinamente até 1934. Então, foi eleito pelo Congresso presidente. Governou até 1937, quando deu um golpe de Estado e se tornou ditador, até cair em 1945. Voltou à Presidência em 1951, após obter grande vitória nas urnas em 1950, e governou até se suicidar, em 1954. Pessoalmente, não tenho simpatia pela figura de Getúlio, e execro sua fase de ditador. Mas ele deixou um legado importante e modernizador ao país. Já o almirante Rademaker...

R. Nunes em 10 de novembro de 2010

Desculpe, Setti, não foi minha intenção lançar carapuça para você, pois queria me referir à presença do tema na mídia em geral. Quantas vezes, por exemplo, o tema "defesa" apareceu nos debates dos presidenciáveis? Acho que nenhuma. E isso quando se avizinha uma despesa bilionária para aquisição de caças e um projeto de construção de um submarino nuclear. Dois eventos nada desprezíveis para uma país do nosso porte. Independente da pertinência do nome, acredito que hás de concordar que a demora para o questionamento surgir é compatível com a situação que descrevi. Não há o que desculpar, caro Nunes. A mídia em geral negligencia, sim, o tema. Tenho um grande amigo professor universitário que é especialista na área e, quando convivíamos, ele sempre batia nessa tecla. Ele foi do Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp, o professor Eliezer Rizzo de Oliveira, grande especialista e grande figura humana. Por falar nisso, estou começando a conversar com o diretor da VEJA sobre esses temas, aos quais ele é sensível. Um abração e volte sempre.

R. Nunes em 10 de novembro de 2010

O problema não é nem o nome que se deu o navio, mas que se leve uma década para trazer o assunto à discussão. Uma fragata é um dos navios mais importantes de uma força naval como a brasileira, mas o grau zero de preocupação com o nome que esta recebeu à época de sua aquisição é bem ilustrativo do quanto a sociedade se preocupa com as Forças Armadas, que somente são lembradas quando se discute seu papel nos "Anos de Chumbo". Saber o que faz hoje em dia, em que grau de prontidão se encontram, quais os equipamentos de que dispõem ou precisam são assunto por demais enfadonhos ou técnicos. Não rendem tantas manchetes quanto o último despautério do mandatário ou se o Ronaldo joga no fim de semana ou não. Caro Nunes, Não visto a carapuça que você lança porque respeito as Forças Armadas (tenho vários amigos militares da ativa e da reserva) e até já postei comentários considerando absurda, por exemplo, a demora na decisão sobre o reequipamento da Força Aérea. Não considero os assuntos que você menciona enfadonhos e não me preocupam por "render manchetes" ou não. Considero importantíssimo saber e divulgar e discutir o grau de prontidão em que estão as Forças Armadas, discutir seu papel hoje num país como o Brasil, ver o quanto está ou não funcionando o Ministério da Defesa e, posteriormente, o Estado-Maior Conjunto etc. Mas não posso deixar de assinalar essa questão de se homenagear o almirante Rademaker. Qual é o sentido disso numa Armada que tem vasos de guerra denominados "Constituição" e "Defensora", por exemplo? E obrigado pelo link, parece interessante e vou consultar o site. Abraços De qualquer maneira, duas informações que podem ser úteis para quem se interessar pelo assunto: tanto aqui como os EUA a escolha do nome se dá dentro do âmbito da Marinha e também lá algumas escolhas não tem sido bem aceitas, como se vê neste texto. http://www.fas.org/man/dod-101/sys/ship/names.htm

@MyrianDauer em 10 de novembro de 2010

Acho tão ruim quanto praças e ruas com nomes de Lamarca, Mariguella e Che Guevara. A diferença é que como "marinheiro" o Rademaker prestou para alguma coisa, pois lutou na segunda guerra mundial. Se não gosto de ditadores assassinos de direita, gosto ainda menos de comunistas assassinos de esquerda. Para mim, assassinos em geral não se distinguem. Se formos fazer uma limpa em nomes de imprestáveis em logradouros públicos, monumentos, navios, obras, etc, vai ser um não mais acabar.

Karla em 10 de novembro de 2010

Perfeito. Há um exemplo vindo da Argentina que considero o mais simbólico existente na América Latina. E só podia mesmo ter sido protagonizado por um peronista, goste-se ou não dos peronistas. Na conhecida ESMA, cada de horrores da ditadura argentina, o presidente recentemente falecido Kirchner fora convidado para a liturgia de sagração dos oficiais da marinha portenha. No salão da solenidade, após o discurso do oficial do orador, o primeiro da turma (no caso brasileiro teria sido o jovem J. B. Figueiredo, quando recebeu seu espadachim)foi chamado pelo presidente argentino. Como comandante em chefe da Forças Armada, Kirchner deu ordem ao oficial para subir em um banquinho e retirar os retratos de Videla e Bignone, os dois ditadores, que se encontravam na galeria. Imaginem a cena: estupefatos, todos os comandantes militares viram o oficial recém promovido subir em um banquinho e retirar os retratos dos ditadores. Cá entre nós. Há momentos em que não é possível deixar de nos encantarmos com "nuestros hermanos" do Rio da Prata!

Charles A. em 09 de novembro de 2010

Completando o comentário anterior:Bem, Sr. Setti;eu também não gosto de ditaduras ,mas não sou seletivo. Acho que,se for mudado o nome da fragata para,sei lá, Dilma Russef,acho que todas as ruas, avenidas, monumentos ,memoriais,pontes, estádios,fundações com o nome do ditador Getúlio Vargas deveriam mudar para , sei lá,Deputado Tiririca.Ou ditador civil pode?????

Charles A. em 09 de novembro de 2010

Bem, Sr. Setti;eu também não gosto de ditaduras mas não sou seletivo. Acho que,se for mudado o nome da fragata para,sei lá, Dilma Russef,acho que todas as ruas, avenidas, monumentos ,memoriais,pontes, estádios,fundações para, sei lá,Tiririca. O

Marco em 09 de novembro de 2010

Sempre q ouço falar em "Comissões da Verdade" penso em duas coisas: 1- q se abram todos arquivos, q se exponham todos documetos, lembrando q há papéis da Guerra do Paraguai (!!!!) ainda sob segredo, além do misterioso processo da Sra. Presidenta Eleita escondido num cofre do STM. 2- sem quere ser ofensivo, deixemos q a biologia, com seu curso inexorável, estabeleça o acerto de contas definitivo, e q a História futura se encarregue de botar as figuras nos seus devidos lugares: praças e avenidas mudam de nome, navios são sucateados, etc. Ditador por ditador, fui criado no RS perto de um município chamado Getúlio Vargas, e, passados tantos anos de sua morte, ninguém tem dúvidas tanto sobre ele ter sido um ditador truculento, em certo período, ou quanto ele ser merecedor desse tipo de homenagem. Em referência a comentário já publicado aqui, seria razoável mudar o nome de tal cidade, q existe desde a década de 30, quando o próprio recém havia chegado á Presidência? Comparar o almirante Rademaker com Getúlio Vargas não tem cabimento, a meu ver. Para o bem ou para o mal, Getúlio foi uma figura histórica poderosa e marcante. Chegou ao poder no bojo de uma revolução armada, em 1930, depois foi eleito presidente pelo Congresso em 1934 e, sim, governou como ditador de 1937 a 1945. Depois, voltaria ao poder pela força do voto. Pessoalmente, não me agrada a figura de Getúlio, mas me parece evidente que ele e esse insignificante almirante que integrou duas juntas militares são de grandezas muito distintas.

João Menezes em 09 de novembro de 2010

Meu Caro Setti. Sou contemporâneo da "revolução de 64", embora não aceite o título. O momento histórico exigia dos militares uma tomada de posição. Ressalvados os excessos, creio que revolucionários foram os que hoje são considerados heróis e recebem da forma mais aviltante as benesses do governo (que o digam o bolsa terrorismo). Criticar-se um democrata, taxando-o de ditador e glorificar bandidos comuns travestidos de terroristas, não é o melhor caminho. Respeito se ponto de vista, mas não concordo com o mesmo. Abraços. Caro amigo João, Eu não critiquei democrata nenhum. Critiquei atribuir a um navio de guerra da Marinha de um país democrático um almirante golpista que viveu a anos-luz da democracia.

José Duran em 09 de novembro de 2010

Dar o nome de Rademaker a uma fragata não é nada perto do que a Prefeitura de Campinas - SP fez: denominou uma futura área de lazer de Praça da Paz Yasser Arafat...

Roberto Sampaio Garrido em 09 de novembro de 2010

Setti, O Alm.Rademaker presente em praticamente todos os governos militares, teve tambem sua contribuíção para chegarmos a Democrácia,como todos que fazem parte de um determinado governo,há erros e acertos,talvez não tenhamos boas lembranças do velho homem do mar,mas ele tem longa folha de serviços prestados oa país,isso é relevante os demais fatos a própria anistia cuidou para satisfazer os dois lados,quem julgará o Alm.será a história,devemos lembrar que no lado oponente tivemos elementos que hoje já não nos dá nemhum orgulho,mas durante o regime militar lutou pelo que acreditava,e outros ganharam com este momento tão negro de nossa história mais recente.Viví este périodo,sofri com a repressão mais aqui estou sem reinvidicar pensão alegando ter sido perseguido político.Nossa história é e continuará sendo contraditória,tem sido assim desde o seu primeiro descobrimento.

Agilmar Machado Filho em 09 de novembro de 2010

Falar em junta militar e ditadura: será que o cachorro do Emilio Massera se dignou a ir ao enterro dele ???

Lilian Sun em 09 de novembro de 2010

Setti, Companhia para os "três patetas". FOTO DO DIA: Na primeira reunião do "governo de transação", o Lobo Mau e os "Três Porquinhos". (coturnonoturno) Abraços!

A. Ferreira em 09 de novembro de 2010

Ricardo, Conforme sua mesma matéria, não fosse o exercício de 2004 tanto a fragata quanto seu nome permaneceriam na mais completa irrelevância. Há que se concordar que Rademaker é, por bem ou mal, figura histórica. Porém, sou capaz de apostar que alguns grumetes dessa nau nem sabem quem foi ele. Navios, logradouros, hospitais, presídios. Todos quase sempre ostentam nomes de personagens históricos mais ou menos conhecidos. Aqui em Ribeirão Preto temos a rua Carlos Marighela. Será que o autor do "Mini-manual da Guerrilha Urbana" merece a deferência? Por sua vez, o batismo da avenida Presidente Vargas, que aqui ironicamente cruza com a avenida Nove de Julho, deve ter incomodado algumas pessoas. E assim seguem exemplos: temos a praça Emílio Garrastazu Médici e a rodovia Presidente Castelo Branco. Temos também a avenida Ernesto Guevara La Serna distando cerca de 150m da rua Luiz Carlos Prestes, que por sua vez ficou separada por 13 km da rua Olga Benário Prestes. Meu ponto é: não vejo motivo pra dar atenção a este tipo de homenagem. Se for para ser rigoroso vai ter gente querendo mudar até nome de cidade. Deixa como está, mesmo porque, conforme aprendi com velhos mestres de embarcação no nosso litoral mudar nome de barco dá um azar danado! Abraço Ahahahahaha, caro Ferreira, ótima sua última frase. Nada como o bom humor. Respeito sua opinião e publico seu comentário. Volte mais vezes, hein? Abraços

Mauricio em 09 de novembro de 2010

Ricardo: Se voltasse o militarismo nesse país (bate na madeira 50000000 vezes, PELAMORDEDEUS), acho que eu voltaria a lutar pelo restabelecimento do regime democrático. Você é bem enfático ao se posicionar contra as diferentes ditaduras (nisso temos muito em comum). Ah... para encerrar: essa sua coluna deveria se chamar "ESCREVA QUE EU TE POSTO" (o Senhor é meu blogueiro... nada me censurará). Bem diferente de OUTRA COLUNA, que deveria se chamar "ESCREVA CONTRA MEUS PENSAMENTO QUE EU TE PODO"... Jamais qualquer comentário aqui deixará de ser postado por divergir de minhas modestas opiniões, caro Maurício. Cada blogueiro tem sua linha de comportamento, né? A minha é esta. O que não admito são coisas como palavrão, ofensa pessoal, ameaças, incitação ao racismo e à xenofobia etc. Um abração e volte sempre.

EL em 09 de novembro de 2010

Ta sei... Mas não vejo motivo pra tamanho barulho! A quem sabe se a Dilma pedir eles trocam pelo nome LAMARCA,ou quem sabe Marighella! O que acha Setti? abraços Acho o que diria meu avô: nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Porque você acha que eu, por não querer o nome de um ditador num navio de guerra de meu país, quereria o de um terrorista? Abraço

Humberto em 09 de novembro de 2010

Como assim Setti? Todos são ditadores e coom tal essas barbaridades eram programas de governo sim. Ou o genocídio cambojano de Pol POt e seus assassinatos em massa não era uma política do governo? Ou o regime de terror implementado por Mao não era uma política do governo pra garantir a revolução? e os Gulags de Stalin, e os sete milhões de ucranianos que ele matou não foi genocídio? Qual a diferença entre um e outro? Nenhuma!!!! Apenas a mentalidade e a liniência de quem ouve calado essa gente defender todos esses assassinos. Poderiamos discutir e vê que não tem diferença alguma, ambos eram regimes que podavam as liberdades dos indivíduos e violentos ao extremo , no entanto, nesse espaço não cabe longas discussões. Queria te parabenizar pelo teu blog e te desejar boa sorte nesse teu novo desafio. Grande abraço a você meu caro. Obrigado pelos parabéns, meu caro. Mas, voltando ao nosso assunto, para mim não houve nada pior, mais horrendo e inhumado do que o nazismo, embora tudo o que você citou -- a China, os gulags, Pol Pot -- sejam de uma barbárie de envergonhar o gênero humano. Questão de opinião, não é mesmo? Um abração

José Américo C Medeiros em 09 de novembro de 2010

Ia escrever algo novamente sobre a aviação comercial e os desmandos de militares (alguns) à bordo de aviões da "Pioneira" nessa época, mas receio saturar o seu artigo, Setti, com lembranças pessoais. Lembro apenas que em São Paulo, na Vila Olímpia, há uma praça com a mesma homenagem. A memória do povo é curta, esqueceu até mesmo dos verdadeiros criadores da estabilidade da nossa moeda, o Real. E é um fato bem mais recente do que o estado de excessão violento iniciado em 1964. Caro José Américo, aqui em SP há o viaduto general Milton Tavares, homenageando um general torturador notório. Colocaram o nome dele durante o regime militar e foi ficando, foi ficando... Abraços

Rodolfo em 09 de novembro de 2010

Sou fã dos Militares! Eles nos salvaram desses BANDIDOS travestidos de Socialistas, mas que só pensam nos bolsos deles e dos "cumpanheirus"! Cem milhões de vezes melhor o nome do referido Almirante no navio do que por exemplo rebatizá-lo com o nome de MARISCA da SILVA, ou IDELI SALVACA, ou quem sabe BENÉ, ou ainda SILVINHO LAND-ROVER! Não acha, Ricardo? Caro Rodolfo, se o regime militar hipoteticamente voltasse, eu não apenas iria embora do Brasil como procuraria me naturalizar em outro país. Isso, acho eu, responde à sua pergunta, não? Um abração

Mauricio em 08 de novembro de 2010

Ricardo: Mais uma vez parabenizo você pela presente matéria. Quem viveu nos difíceis tempos 1964-1984 sabe que, homenagear um dos "patriotas" que, "corajosamente", defenderam o País do "comunismo", é bem complicado. Em 1981 - quando da explosão de uma bomba no Riocentro - era estudante de Direito e... bem... pedir o fim da LSN, reivindicar eleições diretas em todos os níveis, convocação de uma Assembléia Constituinte, defender a reforma agrária, eram bandeiras de uma classe estudantil engajada... que saudade daquele tempo, mas não sinto saudade alguma da repressão! Homenagear um dos participantes da Junta Militar é, no mínimo, um desrespeito ao País. Não pense que, elogiando você pelo presente artigo, concorde contigo na grande maioria do que escreve. Não concordo, mas leio... e comento... e respeito sua opinião. Isso é DEMOCRACIA, que tanto defendo. Obrigado, caro Maurício. Então estamos de pleno acordo em respeito à democracia e também em que é preciso respeitar a opinião alheia. Um grande abraço e volte sempre.

Alexandre em 08 de novembro de 2010

Eu ia lembrar do caso de Getulio Vargas, mas chegaram antes. De qualquer modo fica o reforco. Um abraco.

Humberto em 08 de novembro de 2010

Bah imagina se isso fosse aplicado em todos os casos. Tudo que é lugar tem alguma rua, praça etc com nome de Getúlio Vargas. Uma das mais respeitáveis fundações de economia e estatística tem o nome dele. Aqui no Rio Grande tem até uma cidade com o nome do pilantra. Mas no Brasil ele é sinônimo de grande estadista. Os valores tão tdos trocados, canso de ver gurizada com camisa de Che Guevara por aí, que se orgulham de dizer que são Leninista, Stalinista etc. Falando nisso queria te fazer uma pergunta Setti: Por que as pessoas agem com tanta virulência com tudo que é ligado ao nazismo, mas tem tanta leniência e se orgulham tantas vezes de ser comunistas? Qual a diferença entre esses dois regimes? Só o tanto de morte, pois o comunismo ganha de goleada. Comunista e nazista deveriam ser tratados do mesmo jeito. O nazismo programou, metodica e "cientificamente", a eliminação física de povos inteiros, em nome da suposta e inexistente "pureza racial" dos "arianos". Principalmente os judeus, mas também os ciganos. E também de grupos inteiros de cidadãos -- pessoas com deficiência física, com necessidades especiais de educação, com certos tipos de doença, além de homossexuais. Era programa de governo de Hitler. Isso nunca ocorreu, em tais proporções e com tantos detalhes e minúcias e planejamento, em qualquer outro regime, em qualquer outra época da história.

Roberto Xavier em 08 de novembro de 2010

Prezado Setti, a piada do "OUTUBRO VERMELHO" foi uma alusão à eleição de Dilma Rousseff da Silva, em outubro de 2010. Não fique bravo!!! Desculpe, caro Roberto. Ironia por escrito às vezes engana a gente. Imaginei que você me achasse simpatizante da velha Cortina de Ferro. Deus me livre! Um abração

Roberto Xavier em 08 de novembro de 2010

Caro Setti, mudando de alhos pra bugalhos, há uma questão que eu considero meio inexplicada. A Revista Playboy é um produto da Editora Abril. È um produto feito para vender, e produtos assim precisam de anúncios para vender muito. Quando outras mídias ficam alardeando que a atriz “fulana de tal” vai sair peladona naquela revista, estas mídias estão na verdade fazendo propaganda para a revista, certo? Neste caso essas mídias ganham alguns trocados por divulgar a revista, ou fazem publicidade de graça? Na minha época, o pessoal da área de marketing fazia vez por outra acordos com determinados programas de grande audiência para fazer merchandising da revista. Era pago normalmente, como se fosse anúncio. E não eram programas de jornalismo, naturalmente. Que eu me lembre, no momento, para algumas estrelas de mais apelo popular, tipo Carla Perez ou as garotas do É o Tchan, o Programa do Gugu, por exemplo. Nunca pagamos 1 centavo para jornais ou revistas divulgarem reportagens ou notícias sobre as capas de Playboy. Não seria ético. Um abração

wilson em 08 de novembro de 2010

Mas Setti pode ter revisionismos um prefeito do PT em Santos batizou uma maternidade de Che Guevara se desculpando que o "heroi" era médico parece que pediatra, e convidou uma filha para a cerimônia com pompa e ciscunstancia. E meio assim complicado dependendo o partido de plantão ia ser uma razia. Meu ponto é este pois então teriamos que banir o nome de Getulio Vargas (ditador de direita e pós morte heroi da esquerda).Filinto Muller então cruz credo. Sei que é um problema complicado, caro Wilson, mas isso não deve ser encarado como uma bobagem. Na Espanha democrática, removeram o nome do ditador Franco em tudo quanto é via pública. As estátuas em sua homenagem foram retiradas das praças públicas e recolhidas a museus. Não se trata de apagar nem reescrever a história, o que é uma barbaridade, mas de não manter homenagens a pessoas que infelicitaram o país.

Pedro Luiz Moreira Lima em 08 de novembro de 2010

Parabéns Setti,suas colocações foram fantasticas,pior é quando combatemos com unhas e dentes as ditaduras no Brasil,sempre há uns bobos que fazem a mesma afirmação infantil-"e a ditadura cubana,da Coréia do Norte(como se a do Sul fosse uma maravilha),da China,vc não diz nada?" Posso discordar (e muito) de sua visão politica e economica no entanto é um prazer estarmos na mesma trincheira contra quaisquer Ditaduras e especialmente as NOSSAs que nos arrebentaram muito mais de perto. Abraços Muito obrigado, caro Pedro. Quanto às Coreias, a do Sul é, sim, muito desenvolvida e vive hoje uma democracia plena, com alternância no poder. Um de seus presidentes, Kim Dae Jung, que faleceu no ano passado, foi preso político por longos anos durante as ditaduras militares que infelicitaram o país e ganhou o Nobel da Paz por seus esforços para reunificar as duas Coreias.

Reynaldo-BH em 08 de novembro de 2010

Não sabia deste absurdo! Desta ofensa ao que vivi. E sobrevivi! Ser anti-PT jamais será exemplo de ser pró-ditadura! Sou contra o pensamento único de Zé Dirceus e Lulas pelo que me trazem de lembranças de anos que ainda me atormentam! De um passado que é um pesadelo. Esta fragata da Marinha ofende a democracia e ofende a quem sobreviveu à ditadura! Ou seja, a todos nós! Que seja rebatizada de LIBERDADE! Em nome de João Cândido, o Almirante Negro! Dos pesquisadores da Antártida, que devem ter vergonha deste navio. Dos mergulhadores da Marinha, heróis desconhecidos. Rademaker foi o construtor do Cenimar. Criado na década de 50, foi instrumentalizado em 1964 para ser centro de tortura da Marinha, exatamente por Rademaker. É a este déspota que este navio presta homenagem! A Marinha não merece. Nem nós. Assino embaixo, caro Reynaldo. Abração

Reynaldo, você e o Setti são dois ignorantes. Não sabem absolutamente nada sobre isso. É uma fraqueza de caráter divulgar mentiras. Fraqueza de caráter é não apontar o que é mentira. É compreensível que você queira defender a memória de seu pai. Mas ele exerceu papel importante num período tenebroso, e absolutamente documentado, da história recente do país. Pelo visto, o ignorante nessa história é você. O resto é o resto.

Setti
Carlo Germani em 08 de novembro de 2010

Caro Setti, A CPMF é o imposto sobre QUALQUER MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA,e não somente sobre cheques. As classes menos favorecidas que NÃO USAM cheques, consideram que não são atingidos. É uma mentira que deve ser reparada. Você tem razão, caro Carlo. Mas você enviou o comentário no post sobre o navio da Marinha... Abraços

Roberto Xavier em 08 de novembro de 2010

Minha sugestão é que mudem o nome da fragata para "OUTUBRO VERMELHO" Fica melhor assim Sr. Setti?? Pelo jeito você gostou dos Três Patetas que nos oprimiram, não é mesmo, Xavier? Eu não mudaria para "Outubro Vermelho", não. Também detesto as ditaduras comunistas. Saudações.

Hugo Leandro Venturini em 08 de novembro de 2010

Belíssimo texto Setti! Realmente uma situação absurda! Só um detalhe bobo: no parágrafo onde você cita o vice-presidente Pedro Aleixo, a pena de morte e a de banimento, acho que o correto seria a constituição de 1969 e não de 1989, não é? Acho que o dedo errou a tecla (Não precisa publicar esta parte do comentário não, a intenção é só colaborar ok) Grande abraço e mais uma vez parabens pela coluna cada dia melhor! Muito obrigado, caro Hugo. E vou publicar o comentário integralmente, sim. Não tenho problema em assumir erros -- e sobretudo em agradecer leitores que me corrigem. Vou acertar agorinha mesmo. Então um duplo obrigado a você: pela visita e pelo toque. Abração

Fabrício Cardoso em 08 de novembro de 2010

Pô, Ricardo, tu estás como os caras que conspiraram contra o Monteiro Lobato. Isto é inútil e pouco pedagógico, como querer mudar nome de praça. A história deve ficar aí para ser lembrada, mesmo que seja por homenagens meio míopes. Abraço Pelo amor de Deus, não me inclua entre esses patrulheiros que querem varrer do mapa a obra genial do Monteiro Lobato. Mas homenagear ditadores é um pouco demais, não é não? Abraços

Tânia em 08 de novembro de 2010

Estou pasma com essa revelação, Ricardo. Mais ainda ao saber que a fragata foi comprada por Itamar e incorporada à Marinha no gov Fernando Henrique. Qdo será que foi "batizada"? Como se dá a escolha do nome? Penso que alguém precisa dar essas respostas. Não dá para homenagear um personagem desses... Em geral quem escolhe os nomes é o pessoal da própria Marinha. Imagino que os dois presidentes não foram consultados. Vou tentar saber isso. Abraços

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