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A seleção espanhola comemora vitória na Copa do Mundo

Agora que o craque argentino Lionel Messi ganhou pela segunda vez consecutiva o título de melhor jogador de futebol do mundo, as atenções dos fãs voltam-se uma vez mais para o futebol espanhol, de que fazem parte os três grandes jogadores, todos do Barcelona, que eram favoritos a receber a honraria: além de Messi, Xavi e Iniesta.

Peculiaríssimo futebol, o espanhol, em que uma considerável fatia de torcedores, na Catalunha e no País Basco, não torcem para a seleção em que Xavi e Iniesta brilharam como campeões do mundo. Especificamente sobre a Catalunha, vejam trecho de artigo publicado durante a Copa do Mundo pelo escritor, tradutor e jornalista catalão Sergi Pàmies no tradicional, mais que centenário jornal La Vanguardia, de Barcelona:

“Torcer para a seleção espanhola na Catalunha é uma experiência estranha. Você está roendo as unhas ou celebrando que os gols espanhóis tenham sido marcado por jogadores do Barcelona quando, de repente, começa a receber mensagens de bons amigos independentistas [favoráveis à separação da Catalunha da Espanha] que, com legítimo sentido de humor e não menos legítimo (e insistente) patriotismo, tentam amargar-lhe o jogo.

Em quase todos os países existem os entusiastas e os indiferentes. Aqui, porém, há que se acrescentar os que guardam o cava [vinho espumante semelhante ao champanhe, típico da Catalunha] na geladeira não para celebrar a classificação ou a vitória da Espanha mas para, chegado o momento, festejar sua eliminação e suas derrotas. É uma anomalia? Não: é o reflexo de uma realidade na qual convivem, no mínimo, quatro sensibilidades e tendências futebolísticas.

Primeira: a identificação, confessada ou clandestina, com a seleção. Segunda: a indiferença. Terceira: o enfado com tanto futebol. Quarta: o desejo de que os espanhóis percam e deixem de encher a paciência com seus “podemos” [título da canção que foi uma espécie de hino não oficial da seleção na Copa de 2010] e seus cânticos”.

Veja no vídeo abaixo belas cenas da seleção espanhola em ação, sob o som da canção “Podemos”.

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5 Comentários

Marco em 24 de janeiro de 2011

Caro R. Setti: Quando me refiro ao melhor emprego do Mundo na CBF, me refiro q eles podem escolher os melhores, sem pagar um tostão pelo passe ou salário de qualquer atleta. E a Gabi perguntando ou entrevistando com seu eyes blues, hipnotiza qualquer um, eu contaria tudo e não esconderia nada. Abs.

Marco em 23 de janeiro de 2011

Caro R. Setti: Mas Bah Tche ! Pensei q ela ia falar da influência do A. Nunes, como fez na TV COM e ela me vem com LF Veríssimo, me quebrou as duas pernas ! Abração! Hahahahaha, tu és de morte, amigo Marco! Abração.

Marco em 23 de janeiro de 2011

Caro R. Setti: É um centrovante argentino q está jogando lá e vem para o Inter. Mas começa a observar a partir de agora o desempenho dos canhotos nos pênaltis, Pelé é excessão para confirmar a regra. Abs. PS: Vou assistir agora na GNT, a pupila do A. Nunes e os eyes blues da Gabi. Valeu, amigo Marco. Perdi a Gabi hoje porque fui jantar com minha filha num restaurante japonês. Abração

Marco em 23 de janeiro de 2011

Caro R. Setti: Aqui no Sul se diz q o Fenomeno Seleção Brasileira é uma festa no seu rádio carioca, e q os dois melhores empregos no Brasil é de treinador da seleção e coordenador. Acho q nem na Copa se torçe muito. Mas o Sul tem outras teses esquisitas, 1 jogador de perna esquerda não pode bater penalti, goleiro e centrovante não pode ter bigode, e jogador não pode ter reflexos no cabelo. Senão é chamado de Vigário J. Inácio uma rua do centro daqui. Conheçe o Cavinaghi do Mallorca? Abs. Caro Marco, acompanho quando posso o campeonato espanhol, mas não estou me lembrando desse jogador, não. O que tem ele? E eu não sabia dessas teses vigentes no Sul, não. Interessantes, mas meio esquisitas. Quer dizer que o Pelé não poderia bater pênalti se jogasse no RS (ele batia otimamente com as duas pernas), hahahaha? Abraços

Anamaria Rossi em 23 de janeiro de 2011

Passei a Copa de 2010 em Barcelona, e foi a experiência mais estranha do mundo mundial. Escrevi sobre isso, na época, nas Cartas de Barcelona, no Blog do Noblat: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/06/19/torcer-preciso-301355.asp Eu me lembro, cara Anamaria. Eu li seu post na ocasião! E olha que o que você viu foi uma exceção: bandeiras espanholas nas ruas, carros buzinando etc. Isso nunca tinha ocorrido antes, nos muitos anos desde que frequento a cidade, onde vivem e trabalham minha filha e meu filho. Abração

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