Neste programa da TVEJA critico o discurso vazio e repleto de meias verdades da presidente Dilma Rousseff na ONU. Em sua fala, a então presidente ignorava os maus resultados da economia – crescimento baixo, desemprego em alta, gastança de dinheiro público –, enaltecendo supostas medidas suas como a “redução de gastos públicos”. Sem reconhecer erros de seu governo, atribui as dificuldades e problemas à “conjuntura internacional”.

“Ela agora quer cortar dez ministérios para mostrar que está fazendo serviço, mas isso não significa nada, porque os funcionários continuam lá”, comentei. “Ficam dependurados nos organismos a que pertencem”. “Nos países sérios, os políticos que falam em gastar menos, em cortar despesas, são populares. No Brasil nem se fala na questão”.

Também abordamos o mau desempenho da oposição de PSDB e DEM no cenário, ao “lavar as mãos” e não apresentarem nenhuma solução. “Oposição tem que ter um projeto claro para o país; com medidas alternativas às do governo, que são uma porcaria”, afirmei.

Outro assunto tratado por nós foi a possibilidade de impeachment de Dilma e o possível interesse de seu vice, Michel Temer, na queda da presidente. “Quem tem a chave do impeachment na mão é o PMDB”, assinalei. Falamos, ainda, da diferença entre o momento do Brasil com o estouro do Mensalão, em 2005, durante o qual também se cogitou o impeachment de Lula, e o de 2015. Se, por um lado, seu antecessor desfrutava de imensa popularidade e a economia ia bem, nada parecido poderia ser dito sobre Dilma. “Ninguém mais leva ela a sério”, apontei.

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