Um dia muito especial para mim: momentos antes de entrar no ar no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, não mais como um dos entrevistadores, como ocorreu meia centena de vezes, mas como o entrevistado da noite. O motivo foram os 50 anos de jornalismo que eu completara em março de 2015. Gravado, o programa foi ao ar em 25 de maio de 2015

Comandado por meu grande amigo Augusto Nunes, o programa teve como entrevistadores jornalistas de primeira e também amigos feitos durante a trajetória, como, na foto, Wanda Nestlehner e Carlos Brickmann, Wilson Moherdaui, o jornalista e escritor Humberto Werneck e o repórter por excelência Ricardo Kotscho, ex-secretário de Imprensa da Presidência da República.

A foto é de Jair Magri.

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2 Comentários

Carlos Nascimento em 26 de maio de 2020

Salve Ricardo, Quanto tempo decorrido, que falta vc nos faz, seu Blog era um oásis de ,cultura, hoje o nosso País vive um verdadeiro caos, em todos os sentidos, até mesmo na área jornalística, naquela época tínhamos o RA com sua verve certeira, hoje não consigo nem mesmo ouvir sua voz, está muito confuso. Mestre AN agora está focado na TV, perdemos também um pouco da sua escrita diária, são as metamorfoses do tempo (Confúcio). Sei que vc reside fora do Páis (Espanha), vez por outra visito essa página , saudoso do tempo em que era possível interagir com esse gigante cultural. Estou escrevendo aqui, mas não sei se vou lhe alcançar,,espero que sim. Resumindo a atual ópera bufa que se abate no Brasil, após a queda do petismo corrupto, nos chega o Bolsonaro e o corona vírus, estamos completamente á deriva. Gostaria muito de ouvir sua opinião sobre a minha antevisão de que precisamos garimpar um LINCOLN que fazer a verdadeira revolução que tanto precisamos, somente um Estadista com o perfil desse americano será capaz verdadeiramente de nos salvar. Um grande abraço. Carlos Nascimento. Caro Carlos, muito obrigado por suas boas palavras. Sim, passei a viver na Espanha com minha mulher porque aqui estão há anos minha filha, meu filho, genro, nora e neto, filho do filho. Não tinha sentido ficar longe deles. Visito periodicamente nosso país, mas a viagem programada para 20 de março precisou ser cancelada devido à pandemia. Realmente você descreve uma situação terrivel: nós nos livramos do lulopetismo mas passamos a um extremo oposto igualmente nefasto. A radicalização extremamente prejudicial ao país, o "nós" e "eles" criado por Lula, foi assumido e potencializado por Bolsonaro e seus seguidores, apenas com sinal trocado. O clima de ódio e divisão que há no Brasil torna muito difícil o que você menciona -- encontrar um "Lincoln", ou alguém em dimensão menor mas com o mesmo propósito de fazer o que um líder verdadeiro tem como dever -- unificar o país, tentar fazer todos nós olharmos para frente, com objetivos comuns, aprender a conviver pacificamente com a divergência e as diferenças. Infelizmente, não diviso no nosso futuro próximo ou mesmo a mais longo prazo essa possibilidade, o que me enche de tristeza. Mas a esperança não morre, não é? Um grande abraço

Caro Ricardo, muito obrigado por suas boas palavras. Sim, passei a viver na Espanha com minha mulher porque aqui estão há anos minha filha, meu filho, genro, nora e neto, filho do filho. Não tinha sentido ficar longe deles. Visito periodicamente nosso país, mas a viagem programada para 20 de março precisou ser cancelada devido à pandemia. Realmente você descreve uma situação terrivel: nós nos livramos do lulopetismo mas passamos a um extremo oposto igualmente nefasto. A radicalização extremamente prejudicial ao país, o "nós" e "eles" criado por Lula, foi assumido e potencializado por Bolsonaro e seus seguidores, apenas com sinal trocado. O clima de ódio e divisão que há no Brasil torna muito difícil o que você menciona -- encontrar um "Lincoln", ou alguém em dimensão menor mas com o mesmo propósito de fazer o que um líder verdadeiro tem como dever -- unificar o país, tentar fazer todos nós olharmos para frente, com objetivos comuns, aprender a conviver pacificamente com a divergência e as diferenças. Infelizmente, não diviso no nosso futuro próximo ou mesmo a mais longo prazo essa possibilidade, o que me enche de tristeza. Mas a esperança não morre, não é? Um grande abraço

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