Apresentado pelo saudoso Jorge Escosteguy (1946-1996), uma das edições do programa “De Olho no Voto” ao longo da campanha presidencial de 1989 contou com minha participação e a de Ana Maria Fadigas, então diretora da Editora Azul.  O assunto era a propaganda eleitoral das primeiras eleições diretas para presidente após a Ditadura Militar (1964-1985). Eu trabalhava, então, como diretor da sucursal paulista do Jornal do Brasil.

Comentei que o ex-governador de Alagoas Fernando Collor vinha caindo nas pesquisas depois do início da campanha na TV, eventualmente por causa da desmistificação de sua figura política: “a visão diária daquela figura até então meio mitológica, por parte do telespectador, foi aos poucos fazendo com que ele aos poucos ficasse numa dimensão mais real”.

Também apontei o “discurso da emoção” e outros recursos utilizados pela maioria dos candidatos: “todo mundo aperta a mão de eleitor, todo mundo beija criancinha, carrega criancinha no colo, todo mundo fala que vai colocar os ladrões na cadeia – aliás, a cadeia é o lugar mais frequentado do discurso da campanha”. Chamei a atenção, ainda, para o crescimento da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva após a intensificação do tom agressivo da campanha do PT. “O Lula disse ‘chega de fazer palestra para empresário; vou é para porta de fábrica'”, apontei.

Assista à íntegra do programa aqui.

DEIXE UM COMENTÁRIO

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

4 + catorze =

TWITTER DO SETTI