Uma nova lista de investigados pela operação Lava Jato trazia o nome de dezenas de altas figuras políticas do país, entre as quais os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, incluindo vários políticos tucanos, como Aécio Neves e Aloysio Nunes Ferreira, e de outros partidos, como Kátia Abreu e Moreira Franco. Portanto, o assunto não poderia ter sido outro neste programa “Estúdio Veja”, apresentado por Silvio Navarro Jr. na TVEJA. Esse cenário, opino, facilita a ascensão de João Doria, prefeito de São Paulo, como candidato do PSDB à eleição presidencial 2018. E, digo, “ao criticar o Lula, Doria se coloca na política nacional”.

Também abordo minha incompreensão quanto à decisão de Lula de não ter sido candidato em 2014, quando Dilma se reelegeu. “Não entendi o porquê de Lula esperar mais quatro anos. Era muito mais simples para ele já ser o candidato”, afirmo, apontando que entre seus adversários em 2018 estarão sua saúde e idade. “Ele sairia do primeiro mandato com 77 anos. E é uma pessoa que sofreu de câncer”.

Em outro trecho da conversa, digo que quem o principal delator da corrupção do PT durante a Operação Lava Jato será o ex-ministro Antonio Palocci, porque outro alto colaborador de Lula, ex-“soldado” da luta armada, certamente ficará calado.

Também abordo a possibilidade do presidenciável de extrema direita Jair Bolsonaro ter seu mandato cassado pelo Supremo pelas ofensas contra a deputada petista Maria do Rosário e comentei possíveis novos caminhos partidários para o liberalismo no Brasil. “Existe espaço grande para que um partido como o DEM assumisse as ideias que estão no seu programa: liberal, Estado enxuto, contra o Estado gordo, meritocracia…  de direita no sentido econômico e democrático”, disse. “O único político que fala com firmeza em privatização é o João Dória”.

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