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Flexidisc feito para a campanha eleitoral de FHC, em 1985, com um samba composto por Chico Buarque

Para que não se lembra, aqui vai:

O compositor Chico Buarque, recentemente colocado no centro de uma discussão entre simpatizantes e críticos a seus méritos de escritor devido ao prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, atribuído a seu romance Leite Derramado — e firme simpatizante da presidente Dilma Rousseff, de Lula e de várias das políticas do governo Lula, inclusive do apoio à ditadura cubana –, já fez campanha pelo fantasma que Lula faz questão de carregar consigo o tempo todo: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Quanto FHC, então senador pelo PMDB, candidatou-se à Prefeitura de São Paulo, em 1985, enfrentando Jânio Quadros — com o hoje senador Eduardo Suplicy correndo por fora –, Chico não somente entrou na campanha como ainda cedeu sua música Vai Passar para tornar-se o jingle da campanha de FHC, com letra adequada.

Mais: ele próprio gravou a versão, que você pode conferir no clipe abaixo. A íntegra da letra vai em seguida.

A íntegra da letra:

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Margarida Molan em 17 de outubro de 2014

Poeta de primeira grandeza, lindo de doer...tinha que ter um defeito: esquerdopatia! E quem acha que mudou de time, não! O CHico não mudou de time. Hoje e no passado apoiou comunistas.

Jussara Lima em 09 de julho de 2013

sou sufucientemente capaz de entender quando um grupo nao gosta de certo tipo de personalidade. mas tentar de todas as maneiras denegrir sua imagem perante a sociedade, é de longe baixo. tenho 17 anos e amo francisco buarque de holanda e me entristece ver tudo que esse site tenta fazer, como se tudo que ele compos ou lutou fosse perdido por apoiar FHC. o arrependimento faz parte da natureza humana, e o julgamento da maldade.

Amelia da lomba em 23 de fevereiro de 2012

E dai?mudar êh um preceito da criatura humana e tudo tem o seu tempo e época.Chico Buarque nao fica em cima do muro.Da a cara e assume o que pensa e acredita no momento.Aí esta o seu valor.Cada vez o admiro mais e agora,muito e muito mais.Para quando a vinda de Chio Buarque a Angola?Como seria bom vê_ló ao vivo!

Romeu Mallor em 05 de janeiro de 2012

CHICO BUARQUE É UM ÓTIMO COMPOSITOR,SÓ.

LINDOLFO em 12 de setembro de 2011

a diferença entre a campanha de fhc e de lula,lula promete dar um calote no fmi e na divida externa e ao sentar corre e se posiciona ao lado de bush e paga direitinho tudo,ao se interar da realidade dos problemas brasileiros e internacionais se enquadra no neo liberalismo,por que não estadizou a nação,ao contrário deixa a marca de favorecimento aos banqueiros,ora quem manda no brasil são os empresários nacionais e estrangeiros.e o escandalo do mensalão,a historinha de tirar da classe que produz para dar aos que não gostam de trabalhar o ideal é botar esses caras para trabalhar e não distribuir dinheiro suado dos brasileiros que trabalham e geram empregos

LINDOLFO em 12 de setembro de 2011

ricardo a sua coluna é um bem para a nação obrigado pelo espaço e sucesso no portal Muito obrigado, caro Lindolfo. Um grande abraço

LINDOLFO em 12 de setembro de 2011

assisti ao desfile militar do planalto e revó os dias de infancia,presença militar no brasil e um exército forte n~~ao é papo da ditadura ditadura é cuba ,é china com seu exército e regime comuna,é coréia o mesmo ,esse papo de criticar o fortalecimento do nosso exército é papo de botequim.o regime politico pode ser anarquista mas tem que ter um exército forte

paula em 12 de setembro de 2011

FERNANDO HENRIQUE O ESTADISTA QUE MELHOR REPRESENTA A NAÇÃO

paula em 12 de setembro de 2011

musica composta por chico buarque de hollanda,canção cantada por todos os paulistanos ,show no campo de marte com todos os artistas esportistas e intelectuais,sindicatos,professores..viva aquela campanha inicio e ensaio do maior e melhor presidente ,com orgulho,poliglota e com curso universitário,estadista que tira o brasil da falencia e da inflação

paula em 12 de setembro de 2011

a musica da minha geração cantada pela juventude de todos os partidos de esquerda contra o janio.fernendo ainda jovem ,brilhante professor universitário querido por são paulo o candidato da classe média ,dos intelectuais perde por uma entrevista á uma armação da direita burguesa.traído por sua sinceridade e por ter na época visão do futuro social do país todos os problemas que debateu e apontou estão agora no glamour do debate

PERIODISTA PANCHO em 12 de setembro de 2011

El presidente fernando henrique cardoso marca historia en su país,hijo de militares ,socialista, implanta el plano real,mui bueno,até ahora,cunpre ocho anos de gobierno de avanzo de la modernidad e de inclusion social,su libro una obra fantastica avança brazil.

FUAD em 12 de setembro de 2011

O PROFESSOR LUIS CHARBEL NA ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA CURSO DE FISIOLOGIA APÓS PÓS GRADUAÇÃO COM MEU FILHO EM E.FISISCA,TEMOS ORGULHO DE CHARBEL QUE NO GUARUJÁ FOI UMA BANDEIRA A ELEGER A PREFEITA MARIA ANTONIETA,CHARBEL DESCENDENTE DE LIBANESES NOS TOCOU A GOSTAR DA SUA PREFEITA DO PMDB AO QUAL ADMIRAMOS,PASSOU NOS SUA HISTÓRIA CATÓLICA COMO NÓS E ,UMA MULHER HONESTA.

FUAD em 12 de setembro de 2011

O PROFESSOR ,EMPRESÁRIO E AMIGO LUIS CHARBEL MDB HISTÓRICO,COORDENOU A CAMPANHA OFICIAL DE MICHEL TEMER ,HOJE VICE PRESIDENTE DA REPUBLICA OS 2 DE ORIGEM LIBANESA E DO FERNANDO HENRIQUE PRESIDENTE DA REPUBLICA OFICIALMENTE EM GUARUJÁ BRAZIL

mazokievisk em 16 de agosto de 2011

presidente fernando henrique sociologo,socialista,expulso do país comunista,com aluisio nunes ferreira,serra,josé dirceu franklin martins enfim um grupo que lutou com a val palmares aliança libertadora nacional di guanbara atual mr 8,chico buarque e outos artistas e intelectuais e algunas peões analfabetos esqucem disso

roberto em 16 de agosto de 2011

o governo fhc implantou o plano real, e não tiveram a capacidade de mudar para outro modelo a moeda,o país avançou e o presidente poliglota professor da sorbonne de paris expulso e exilado do brasil volta para ensinar para os leigos com administrar politica

jornalista ana s.paulo em 16 de agosto de 2011

o presidente fernando henrique cardoso ao editar o avança brasil serve de base politica e de ações sociais até hoje trocaram só nome

ana maria em 16 de agosto de 2011

a campanha vitoriosa do presidente da republica fhc e michel temer no guarujá coordenada por prof.luiz charbel com apoio nacional de andreas matarazzo

Gustavo Fleury em 02 de março de 2011

Este e outros jingles podem ser ouvidos e baixados na maior coleção brasileira sobre o assunto (profs.Carlos Manhanelli e Gustavo Fleury) http://www.4shared.com/account/dir/9pUTUdG7/sharing.html?rnd=93

JORGE LUIZ em 03 de fevereiro de 2011

O Chico Buarque deve ter visto o que eu não no governo Lula, agora a Dilma, está propondo fazer tudo aquilo que Lula disse que fez e não Fez.

Lucia s em 24 de janeiro de 2011

É copreensível a atual postura do cantor: a "maninha " precisava de um emprego... Cara Lúcia, fazendo justiça ao Chico, ele tem essa postura pró-PT deste as eleições de 1989. Ele foi um dos artistas que gravou um clip muito divulgado na época com o jingle "Lula-lá". Ele não aderiu ao Lula pensando em emprego para a irmã. Já se a presidente Dilma poderia ter escolhido para o cargo alguém com mais densidade é outra história. Eu acho que, sim, ela poderia ter indicado um nome de muito mais peso para o Ministério da Cultura. Abração

Flavia em 23 de janeiro de 2011

Meu caro colunista da Veja, não sabes que o bom jornalismo (que a Veja definitivamente não faz)requer pesquisa e contextualização histórica? O leitor da tua coluna quer saber não apenas quem é FHC, mas quem ele foi; quer saber não apenas quem é o PMDB, mas quais as origens do partido, suas mudanças, a quais outros partidos ele deu origem. Se tu tivesses situado teu leitor, terias de reescrever tua coluna. Ela inevitavelmente perderia o tom de escárnio, afinal não irias tu querer vilipendiar teu amigo FHC, não é mesmo? Cara Flávia, não dá para escrever um tratado de jornalismo a cada nota do blog, não é mesmo? Ou então eu sou um péssimo jornalista, não tem jeito... Mesmo assim, um abração pra você.

carlos nascimento em 22 de janeiro de 2011

O processo de viver, exige de todos nós constante reflexões, Chico parou no tempo, ontem é diferente do hoje, dentro do prisma, aceitar "jabutis" sem merecer o respeito dos quelônios, convenhamos, foi o epílogo, manter sustenção de apoio aos Regimes idiotas" de Cuba e no apoio aos ilicitos moluscos, foi o fim, MARIETA SEVERO tem razão.

Esron Vieira em 22 de janeiro de 2011

Depois de ler o post e os comentários, percebí que o Chico permaneceu com sua simpatia ao socialismo de esquerda. Na época em que FHC estava próximo da esquerda, esquerdistas o apoiaram. Nada demais, não terem acompanhado FHC em sua nova trajetória. Por outro lado, nada demais FHC ter vislumbrado horizontes diferentes. Só fanáticos que permanecem com a mente rígida. Todo mundo acerta e erra o tempo todo, o importante é tentar evoluir. Na própria natureza a evolução ocorre através de mutações, que às vezes ocorrem de maneira trágica. SergioD, foi bem esclarecedor em seu comentário.

Norman em 22 de janeiro de 2011

A versão disponibilizada não chega até o fim do jingle...

carlos nascimento em 22 de janeiro de 2011

Chico é retrô, é um caso de paralisia intelectual, já doei meus arquivos musicais, um dia desses perguntei ao Ivan Lins - o quê aconteceu com o seu amigo - nada me disse, nem precisou, o seu olhar TRANSPARECEU a tremenda DECEPÇÃO.

SergioD em 22 de janeiro de 2011

Ricardo, apenas um reparo a alguns leitores aqui do BLOG. No tempo em que o Chico surgiu, meados da década de 60, os cantores de voz já vinham definhando. Era a época em que a Bossa Nova já vinha remando a algum tempo, e cantores sem voz, como João Gilberto, cuja voz é um fiapo, faziam sucesso mundo a fora. Bem no estilo Chet Baker. Além do mais, as músicas do Chico também fizeram muito sucesso com as mais belas vozes do Brasil, tais como Maria Bethania. Politicamente o Chico nunca mudou. Sempre foi de esquerda, pagando com a perseguição do regime. Como já comentei nesse post, ainda em dezembro, FHC sempre foi um ícone da esquerda brasileira até sua aliança com o PFL em 1994, coisa que mesmo Dona Ruth não gostou segundo relatos da imprensa na época. Sendo assim, não era nada demais o Chico apoia-lo em 1985 contra o candidato Jânio Quadros. Relembrando, em 1978, Lula panfletou por FHC no ABC quando da sua candidatura ao Senado Outro reparo é que a maioria de nós, cariocas, não acham que o ex-deputado Fernando Gabeira tenha melhorado na sua surpreendente transformação. Normalmente achamos que ele segue as modas políticas lançadas na Zona sul da cidade. Deu uma mancada histórica em 2008 quando foi gravado falando que o povo dos subúrbios não tinha discernimento político, algo assim. (Pelo que me lembro, o comentário foi mais forte). A grande maioria deu sua resposta nas urnas, por duas vezes, na eleição de 2008, para Prefeito da Capital, e a última para governador. Muita gente o chama de ex-Gabeira, pois mudança como a dele é muito difícil de encontrar, algo como mudança de personalidade. FHC sempre se disse de esquerda (no fundo acho que é, apesar do discurso conservador que assumiu ultimamente), fez um governo de centro, mas não renega o seu passado. Por isso o respeito, embora não tenha concordado com algumas ações de seu governo. Grande abraço PS: Ricardo, falando nisso, você poderia me lembrar o nome daquele livro do FHC em que ele conta a sua trajetória política. Não copiei na época e não acho mais o post em que você fez a recomendação. Grato O livro é o melhor escrito até hoje por um ex-presidente, dos pouquíssimos que escreveram sobre seu governo e o que o fez de maneira mais ampla e completa. Chama-se "A Arte da Política -- A História que Vivi" (Civilização Brasileira, 2006, 700 páginas). Sou um pouco suspeito para elogiar o livro porque trabalhei nele com o ex-presidente, graças a contrato assinado para prestação de trabalhos profissionais com a editora. Trabalharia com gosto em livro biográfico de qualquer outro ex-presidente, pela oportunidade extraordinária de conhecer de perto os meandros da história.

Expedito em 21 de janeiro de 2011

Vai ver que foi por isso que FHC perdeu a eleição para o Jânio e este mandou desinfectar a cadeira de prefeito que o então candidato houvera sentado antes do resultado da eleição. Ainda bem que Socialista Abastado de Grana Chico Buarque não apoiou FHC para presidente. Melhor para o Brasil!

gaúcha indignada em 21 de janeiro de 2011

Volta FHC, PELOAMORDEDEUS, "elles" estão acabando com o Brasil e suas instituições democráticas.

Doce Exilio em 21 de janeiro de 2011

Esse era o Chico que eu gostava, agora, deixa ele defender sua aposentadoria... o Jabuti desse ano ficou parecendo historia de pescador de fim de semana...

Fada do Dente em 21 de janeiro de 2011

Pena que FHC traiu seus ideais e debandou pro neoliberalismo absurdo. Ainda bem que o Chico não caiu nessa. O "neoliberalismo absurdo" de FHC preparou o terreno para Lula surfar na economia sólida. Um caso raríssimo de presidente que não governava olhando para seus índices de popularidade e adotou as medidas impopulares que eram necessárias -- e olha que ainda faltou muita coisa.

Iago José em 21 de janeiro de 2011

Caro Setti, Este post está sendo muito comentado no Twitter. As pessoas me mandam "Eu não lembro que o Chico apoiava FHC, pra mim ele sempre esteve ao lado do PT"..kkk Migrar da esquerda para a direita é um amadurecimento, agora da direita para a esquerda, é retrocesso psicológico. A casa caiu..... "Não tem mais jeito..." como diz a canção!!! Estou sempre comentando os posts no meu Twitter: www.twitter.com/iagojose_true Abraços, Sucesso! Valeu, caro Iago. Obrigado e um abração.

gaúcha indignada em 21 de janeiro de 2011

O sambista chico buarque é que nem o PMDB - partido de quem está no poder. Além do poder, ele também adora jabuti recebido ilegalmente.

Diocleciano em 21 de janeiro de 2011

Chico Buarque não mudou, quem mudou foi FHC. Uns mudam para melhor, outros para pior, não é mesmo, Diocleciano? Fico com as ideias e a postura de FHC. Mas gosto muito do Chico como compositor e como escritor.

Iago José em 21 de janeiro de 2011

O esquerdista nato foi descoberto hein meu caro Setti. Agora todos sabem que Chico não é tão fiel assim as suas origens e discursos, rs. Cada uma! Grande abraço.

Maria Theodora em 13 de dezembro de 2010

Ricardo, eu viví um bom tempo com o Pessoinha. Criamos juntos a NTS Consultoria de Comunicação e Marketing. Como o Pessoa sempre me tratou por Dorinha (assim como muitos amigos) talvez por isso você não lembre de Maria Theodora. Grande abraço. Cara Dorinha, ambos trabalhamos com o Pessoinha em épocas diferentes e tivemos o privilégio de sua companhia e amizade. Mas acho que você e eu não chegamos a conviver na mesma redação. Abração

Brasileiro de LUTO em 12 de dezembro de 2010

Esse é um dos que vive nas bocas... deve agradecer ao regime miltiar, pois sem ele, o que seria???? Com aquela vozinha, e naquela época em que CANTORES TINHAM VOZ, SE VALEU DA SITAUÇÃO, até porque, sempre foi fã do Fidel, logo jamais pode ter "lutado", ainda que sem armas, contra a ditadura, contra a falta de liberdade (todas elas). Admiro o Gabeira, desde que passou a dizer claramente o que foi o movimento armada, seus objetivos... isto éter caráter, é ser honesto consigo mesmo, e com o povo que o elegeu (na última,azar dos fluminenses que preferiram o Cabralzinho... Alguns artistas eram LULA, eram petistas, e mudaram para melhor, outros...

Nelson Secaf Junior em 12 de dezembro de 2010

Enfim, o Chico apareceu novamente na mídia!

verde em 11 de dezembro de 2010

errar é humano,persistir é..

Lilian em 10 de dezembro de 2010

Chico Buarque merece um paralelepípedo!

David Nobre em 09 de dezembro de 2010

É verdade, taí uma raridade que demonstra como pode ser irônica essa nossa breve passagem, mas quem mudou (e muito) não foi o Chico foi, na realidade, o Fernando.

Antonio Skoldharougs em 09 de dezembro de 2010

Caro Ricardo Setti; O endereço abaixo mostra a Sr.ª Regina Duarte recebendo uma das mais caras honrarias dadas pelo Estado de Saõ Paulo a uma pessoa, Serra então governador, deu essa medalha a atriz pelo apoio explicito dado a sua pessoa em 2002, no caso conhecido como: "tô com medo, tô com muito medo", Essa sim! Devia devolver o que não lhes pertence, pois os páulistas não votaram em quem deveria receber tal honraria, tampouco votaram em Regina Duarte. Assista o video. www.youtube.com/watch?v=MwPD_TJtzQI&feature=related

luciano em 09 de dezembro de 2010

Ricardo, parabéns por você se mostrar independente, mesmo com restrições a proximidade de Chico com Cuba. O que eu quis enfatizar, como as pessoas são influenciadas e não buscam o outro lado. No caso do Reinaldo Azevedo e do Diogo, que eu respeito e gosto de muitos de seus comentários, me decepcionou quando vi que eles não se importaram em mostrar a Errata da Folha. As Vezes penso que muitos, leitores inclusive, levam os comentários dos "chicólatras" como se eles representassem o pensamento do próprio Chico, o que não exprime a verdade, aí vira acusação sem sentido de todos os lados. Valeu Obrigado pela parte que me toca, caro Luciano. Abração

SergioD em 08 de dezembro de 2010

Ricardo, lembro do tempo em que FHC se dizia de esquerda. Em 1978, eu e meus colegas de faculdade aqui no Rio invejávamos os paulistas por terem um candidato a Senador do porte de FHC. Torcíamos por ele. Ganhou o Montoro, mas, com a Sub-legenda, FHC tomou a vaga em 1983 quando Montoro assumiu o governo do estado. (Voto de Sub-Legenda, que coisa mais louca, né? Voto proporcional para o Senado) Na campanha de 1978, Lula apoiou FHC fazendo panfletagem ao seu lado no ABC. Chico o apoiou em 1985 ainda imaginando esse posicionamento do FHC. O PSDB ainda não havia sido fundado e somente em 1989 Mário Covas faria o famoso discurso do choque de capitalismo. O mesmo Mário que salvou o partido de aderir ao governo Collor pouco antes de estourar o escândalo do impeachment. Bem, em 1993/94 tudo mudou. Houve o famoso "esqueçam o que escrevi" (mais folclórico e baseado no comportamento do que numa declaração verdadeira)e a aliança com o PFL, que, a princípio, foi contestada, segundo a imprensa, até dentro de casa pois Dona Ruth Cardoso não gostou nem um pouco da parceria FHC-ACM. A verdade é que o discurso do PSDB se virou muito para a direita. Não gente, ele não é um partido conservador, mas vem praticando um discurso conservador, principalmente durante as eleições. Certo que FHC privatizou e tentou reduzir o tamanho do Estado (chegou a declarar o fim da Era Vargas), mas não foi monetarista selvagem como foram os governos do Chile e da Bolívia nas décadas de 80, totalmente alinhados ao Consenso de Washington. A partir de 1995, inebriados com o sucesso do plano real, os Tucanos deixaram meio de lado seus ideais de social-democracia para enveredar por um conservadorismo sem muita convicção (era o discurso da moda naquela época), imaginado que o sucesso era para sempre. Sérgio Motta falava em vinte anos de poder, lembra?. O abandono de um discurso mais voltado para as classes menos favorecidas foi o seu mal. O partido passou para a sociedade a imagem que só se preocupava com inflação, contas externas, superávit orçamentário, uma imagem de abandono das reais necessidades do povo. Suas ações podiam até ser voltadas para os mais necessitados, mas o governo passava a impressão de fazê-lo de má vontade, por obrigação, para não ferir o discurso "modernizante". Admiro FHC por suas realizações, que reconheço, mas o povo não tem um lembrança boa de seu governo. FHC e Serra, depois da última campanha eleitoral, aparecem como políticos conservadores, totalmente afastados do passado de militância de ambos na oposição ao governo militar. Um abraço SergioD, caro, você invariavelmente traz boas contribuições com seus comentários, ademais muito bem informados. O problema de FHC está aí, e ele próprio reconhece hoje em dia: não soube "vender" o que fez pelos menos favorecidos, na verdade não soube "vender" o que fez pelo país. Fez um governo infinitamente melhor do que a imagem que muitos brasileiros têm dele. Claro que cometeu erros e omissões, mas o que você diz está perfeito, a meu ver. Um abração

luciano em 08 de dezembro de 2010

Ricardo, sei que a reportagem ficou grande, mas se puder, pelo menos, me dizer o que achou, agradeço. Abs, Calma, Luciano. O problema que vejo é que o caso se restringe a um determinado manifesto. Não sei se abrange as ligações de Chico com Cuba. O material é excelente, sem dúvida, e agradeço o envio. Vou examinar com calma, tá?

luciano em 08 de dezembro de 2010

Obrigado, Ricardo. Segue a reportagem: Chico e Cuba, 2003 Folha de S.Paulo - 11/05/2003 Bernardo Ajzenberg (ombudsman) "Será que ele e os demais signatários não querem assinar um manifesto pró-Fernandinho Beira-Mar também? O nível de criminalidade entre ele e Fidel é parecido." Esse protesto foi enviado por um leitor a propósito da notícia publicada terça-feira de que o compositor Chico Buarque assinara um texto em defesa de Cuba lido no 1º de Maio em Havana. O manifesto repudia os EUA e se omite quanto à recente onda de repressão a dissidentes cubanos, com prisões e fuzilamentos. Surge num momento grave, em que celebridades culturais se dividem sobre o caso. A mensagem revela como a imagem de um artista pode ser abalada por posicionamentos políticos. Mas mostra também outro fenômeno: o leitor confia no jornal, dá como fato o que ele publica. E aqui a coisa ficou encrencada, pois Chico simplesmente não tinha assinado manifesto algum em apoio a Cuba. O quadro ao lado ilustra como o jornal tratou o episódio. No primeiro dia (terça), dedicou-lhe uma chamada na capa ("Chico Buarque assina manifesto pró-Cuba") e um título de seis colunas em página interna ("Chico Buarque assina carta em favor de Cuba"). Ante o desmentido de um representante do artista, um pequeno texto saiu na quarta-feira, em pé de página ("Chico Buarque não defendeu Cuba, diz assessor"). Nele, sem lembrar que ela própria divulgara com destaque e títulos certeiros a "informação", a Folha escreve que "as agências internacionais informaram anteontem que Chico assinara a lista". Finalmente, na sexta, uma carta do mesmo assessor no "Painel do Leitor" e um "Erramos" dão o desfecho, até aqui, para o episódio. O editor de Mundo, Sérgio Malbergier, explica que a Folha usou informações de agências internacionais e constatou num site pró-Cuba que o nome de Chico estava na lista de apoio. Tentou ouvi-lo durante dois dias. No primeiro, não conseguiu. "Publicamos então que agências e site informavam que ele teria assinado a lista e que não havíamos conseguido falar com ele", afirma o jornalista. No segundo dia, relata, o assessor negou que Chico fosse signatário do documento -o que foi publicado-, mas disse que ele não poderia se manifestar porque estaria concentrado na elaboração de um livro. "Fica aqui o convite para Chico se pronunciar sobre o assunto com mais clareza", conclui Malbergier. Penso que o jornal cometeu no caso ao menos três equívocos. O primeiro foi editar com tanto destaque, títulos e textos taxativos um dado grave não confirmado. A reportagem cita uma agência, mas apenas ao informar que, segundo ela, Chico teria sido um dos últimos a assinar o manifesto. Também registra que não conseguiu falar com o compositor, mas não explicita se o procurara para confirmar a informação ou para comentá-la. Títulos e textos mais cautelosos atenuariam o estrago. O segundo equívoco foi quase "se esconder" no dia seguinte (quarta), publicando o desmentido do assessor apenas num pé de página e atribuindo toda a responsabilidade às agências internacionais, como se o jornal não tivesse bancado a notícia. Claro que publicar uma carta de desmentido e um "Erramos", como ocorreu na sexta, é positivo. Mas é também pouco, reconhecimento insuficiente, desproporcional em relação ao barulho causado pelo destaque anterior -e foi esse o terceiro erro do jornal no episódio. Uma reportagem que procurasse esclarecer o caso ficou faltando, ao menos até o fechamento desta coluna. Comecei com a mensagem de um leitor e encerro com a de um outro, cuja contundência -após a correção publicada- reflete a gravidade da questão: "É simplesmente revoltante a agressão que a Folha cometeu contra o cantor Chico Buarque (...) uma acusação seriíssima em tempos de fuzilamento (...) A Folha pisoteou seu "Manual da Redação", maculou fortemente a imagem de Chico e desrespeitou qualquer princípio básico do jornalismo, da ética e do bom senso (...) O que aconteceu é imperdoável, inadmissível, inacreditável. Resumindo, é de enojar, revolta o estômago. Estragou minha manhã, meu humor, meu dia." Não sei se Chico Buarque ainda vai ou não se manifestar sobre a repressão castrista nem o que ele pensa a respeito dela. Mas esse e-mail -apesar de algum exagero nos adjetivos- dá o que pensar sobre a responsabilidade que o jornal tem perante seus leitores e perante os protagonistas de suas notícias. Folha de S. Paulo - 06/05/2003 DIREITOS HUMANOS Outros brasileiros aderem a abaixo-assinado que denuncia campanha dos EUA; texto omite execuções Chico Buarque assina carta em favor de Cuba DA REDAÇÃO Os brasileiros Chico Buarque (compositor), Oscar Niemeyer (arquiteto), Beth Carvalho (cantora), Emir Sader (sociólogo) e João Pedro Stedile (líder do MST) estão entre os mais de 200 signatários de um abaixo-assinado em defesa de Cuba e contra os EUA lido durante manifestação em Havana no Primeiro de Maio. O documento, intitulado "À consciência do mundo", denuncia "uma campanha de desestabilização contra Cuba" que poderia "servir de pretexto para uma invasão", mas não faz referência às recentes execuções ocorridas em Cuba ou à atual onda repressiva do regime de Fidel Castro. "A ordem internacional foi violada como consequência da invasão contra o Iraque. Uma só potência está infligindo grave dano às normas de entendimento, debate e mediação entre os países. Essa potência invocou uma série de razões não comprovadas para justificar sua invasão. A ação unilateral implicou a perda de vidas civis e a devastação de um dos patrimônios culturais da humanidade", afirma o documento. "Nós somente possuímos nossa autoridade moral, com a qual apelamos à consciência mundial para evitar uma nova violação dos princípios que guiam a comunidade global das nações. Neste momento, está em marcha uma intensa campanha de desestabilização contra uma nação da América Latina. O acosso contra Cuba pode servir de pretexto para uma invasão. Por isso, exortamos todos os cidadãos e todos os políticos a apoiar os princípios universais de soberania nacional, respeito à integridade territorial e à autodeterminação, essenciais para uma coexistência pacífica e justa entre as nações", diz o texto. O sociólogo Emir Sader, 59, não vê problema no fato de o abaixo-assinado não criticar as violações aos direitos humanos pelo regime cubano. "O mais importante é a defesa do direito de Cuba de decidir seu destino, é a defesa de Cuba contra a agressão americana. O erro dos fuzilamentos não tem nada a ver com isso", disse. "Bush também permitiu que dezenas de condenados fossem executados quando era governador do Texas", disse Sader, referindo-se ao atual presidente americano. Segundo a agência France Presse, Chico Buarque teria sido um dos últimos a assinar o documento, que está circulando nos meios artísticos e intelectuais há alguns dias. De fato, em algumas listas disponíveis na internet aparece o nome de Chico, mas em outras não. Até o fechamento desta edição, a Folha não havia conseguido falar com o compositor. O documento também foi assinado pelos Prêmios Nobel Rigoberta Menchú, Nadine Gordimer, Adolfo Pérez Esquivel e Gabriel García Márquez. Mario Benedetti, Antonio Gades, Eduardo Galeano e Ariel Dorfman estão na lista. A polêmica sobre Cuba tomou corpo após o escritor português José Saramago, um dos principais nomes da esquerda mundial, publicar um texto no jornal "El País" no qual anunciava seu rompimento com o regime de Fidel: "Cuba perdeu minha confiança e frustrou minhas esperanças". No Brasil, o ministro da Cultura, Gilberto Gil, classificou como "uma intolerância" e "lamentável" a execução de presos em Cuba. O cantor e compositor Caetano Veloso assinou uma carta que condena a repressão em Cuba, ao lado de mais de mais de 50 artistas e intelectuais, entre eles o cineasta Pedro Almodóvar. No início de abril, um grupo de 75 dissidentes cubanos foi condenado a penas de até 27 anos de prisão. No dia 11, três homens condenados pelo sequestro de uma lancha de passageiros, a bordo da qual pretendiam fugir para os EUA, foram fuzilados após julgamento sumário. Folha de S.Paulo - 7/05/2003 Chico Buarque não defendeu Cuba, diz assessor DA REDAÇÃO O cantor e compositor Chico Buarque não está entre as centenas de signatários de um texto em defesa de Cuba e contrário aos EUA, lido no Dia do Trabalho, em Havana, segundo Mario Canivello, assessor de imprensa do artista. O documento, intitulado "À Consciência do Mundo", denuncia "uma campanha de desestabilização contra Cuba", mas não faz referência às recentes execuções ocorridas na ilha ou à atual onda de repressão do regime de Fidel Castro. A Folha não conseguiu ouvir o sociólogo mexicano Pablo González Casanova, responsável pelo abaixo-assinado. As agências internacionais informaram anteontem que Chico assinara a lista. Seu nome ainda constava da lista dos signatários ontem, no site da revista cultural cubana "La Jiribilla". Folha de S. Paulo - 7/05/2003 Apoio a Cuba "Tivessem observado as regras básicas do simples, mas ótimo, "Manual da Redação" da Folha, os responsáveis pelas reportagens sobre a suposta presença de Chico Buarque na lista de apoio a Cuba teriam poupado os leitores do jornal, nesta semana, de indesejados exemplos de mau jornalismo. Na terça-feira, embora o corpo da reportagem deixasse claro que não se sabia se de fato o cantor assinara ou não o documento e que a informação não tinha sido confirmada até o fechamento da edição, o que se viu na Primeira Página foi um título que dizia exatamente o oposto. Obrigada a se corrigir no dia seguinte, a Folha colocou a culpa em terceiros (no caso, as agências internacionais) e, pela segunda vez consecutiva, substituiu a apuração jornalística pelo exercício de adivinhação. Consultado pelo repórter do caderno Mundo, apenas confirmei que Chico não havia assinado o manifesto. Anteontem, para minha surpresa, leio o título "Chico Buarque não defendeu Cuba, diz assessor" (pág. A13). O título poderia conter alguma verdade caso o repórter tivesse seguido a orientação do "Manual" e formulado duas perguntas básicas: se a lista chegou às mãos de Chico e ele decidiu não assiná-la e se suas convicções sobre Cuba ainda permanecem as mesmas. O título, portanto, reportou apenas uma interpretação livre do fato, e não o fato em si." Mario Canivello, assessor de imprensa (Rio de Janeiro, RJ) Nota da Redação - Leia abaixo a seção "Erramos". Folha de S. Paulo - 07/05/2003 ERRAMOS Diferentemente do que informaram a chamada "Chico Buarque assina manifesto pró-Cuba" (Primeira Página, 6/5) e a reportagem "Chico Buarque assina carta em favor de Cuba" (Mundo, pág. A12), baseadas em informações de agências internacionais de notícias, o compositor Chico Buarque não assinou abaixo-assinado em defesa de Cuba Caro Luciano, acho que os leitores vão achar interessante esse material sobre a errada atribuição, ao Chico Buarque, da assinatura a um manifesto pró-Cuba por parte da Folha de S. Paulo em 2003. Pelo que sei, Chico pode não ter assinado o manifesto, mas continua próximo a Cuba e a seu regime. Abração e obrigado pela colaboração.

luciano em 08 de dezembro de 2010

Ricardo, se você tiver um pouco de curiosidade, o canal Brasil fez esse ano um programa chamado "sangue latino" e o Chico foi o primeiro convidado. Tá lá na 2a. ou 3a. parte ele diz: "é muito difícil defender qualquer regime que tenha um paredão onde se fuzilam pessoas..." mais ou menos isso que ele falou. Só que ele mesmo confessa que quando era mais novo (a sua geração) vivia uma ingenuidade de que as coisas poderiam ser melhores...Quem quer ouvir é só ir no youtube chico buarque sange latino, é fácil. Obrigado, caro Luciano. Não quero patrulhar o Chico, mas independentemente dessa declaração, ela continua indo a Cuba e prestigiando o regime. Abração

luciano em 08 de dezembro de 2010

Ricardo, boa tarde. Felizmente alguém sensato na avaliação a respeito das posições políticas do Chico. Já tentei, sem sucesso, repassar ao Reinaldo, Diogo...veremos se você aceita. O Chico nunca assinou o "manifesto em apoio a Fidel", basta fazer uma busca na Folha em 2003, tem um texto do Obundsman da Folha dizendo que jamais a ERRATA da reportagem repararia a imagem do Chico perante as pessoas que gostavam dele. Acho que ele acertou. Se quiser eu envio a você, pois acho uma caça as bruxas o que fazem com ele, ao envolver seu nome ao PAREDON. Caro Luciano, agradeço, sim, se você me enviar. Pode mandar como comentário, ninguém lê, só eu, até ser liberado. E eu copio para utilização eventual no blog. Abração

Marco em 08 de dezembro de 2010

de 2002 em diante, pois desde 89 já cantava "Lulalá". Em tempo: aonde foram parar aqueles tipos belos e faceiros q estrelavam toda e qq propaganda do PT, até o já citado ano da primeira vitória? Antonio Fagundes, Lucélia Santos, Irene Ravache são alguns dos quais me lembro. Até a bela Sabatella lulava naqueles tempos. Não sei responder pelos outros. A bela Sabatella continua.

Marco em 08 de dezembro de 2010

Não tem ninguém na categoria "artista, pensador, intelectual" (muitas vezes isso tudo 'junto&misturado') q tenha apoiado tantos derrotados, tenha sido tão pé-frio, quanto o Sr. Chico Jabuti. Ele só apoiu vencedor no caso do Lula, isso

Wilson Alves em 08 de dezembro de 2010

Quem evoluiu? Chico Buarque ou Fernando Henrique? Para responder, sem errar, necessárias se fazem duas observações. A primeira é que o Brasil evoluiu, e muito, em 25 anos. A segunda é que um deles está atrelado a esta evolução, o outro completamente desconectado. Enfim, daqui a um século a obra de Chico Buarque ainda será PARATODODOS, quando então, a obra de FHC já terá se tornado PARANINGUÉM há mais de cem anos. Sobre FHC, muita gente discorda de você. Diria que até o futuro chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Mas publico democraticamente sua opinião. Abraço

Antonio Skoldharougs em 08 de dezembro de 2010

Às 08/12/2010 às 11:58 Escrevi "talves' erradamente, o certo seria 'talvez' .

Antonio Skoldharougs em 08 de dezembro de 2010

A prova que houve uma debandada de votos do tucanato para outras candidaturas, foi a surpreendente votação da Marina Silva. dos 20 milhões de votos da candidata verde, 17 mi foram dos votariam no Aécio e não votariam no Serra, no fim, esse contingente votou em Dilma.

Antonio Skoldharougs em 08 de dezembro de 2010

Olá meu caro Ricardo SEtti; Bom! Eu assisti dias atrás uma entrevista do FHC, ela está disponivel no jornal da UOL, na entrevista FHC creditou parte de seu insucesso ao Serra, ele acusou o Serra de ser um péssimo conselheiro, disse que a venda da Vale do Rio Doçe só foi realizada por pressão do Serra, ele era contrário a privatização dessa empresa, afirmou também que Serra fez pessão para que a Petrobras fosse vendida ainda naquele ano, FHC disse: "a Petrobras não"! Que a Petrobras ele não venderia sob hipótese alguma, ele (o Serra) que venda se for eleito em 2002, (esta tudo na entrevista). Quanto ao Chico Buarque, acho que os perdedores estão em busca de um bode-expiatório e o Chico é o tipo ideal, é intelectual, é reconhecido no mundo inteiro por suas músicas e peças teatrais, em suma, um bode-expiatório perfeito por ser um intelectual a apoiar o PT. Vejamos o Chitãozinho e Xororó, a dupla de sertanejos deram seu apoio ao Serra, se fosse o Chico apoiar o Serra e o Ch&X a apoiar a Dilma, fatalmente a dupla seria a bola de vez! Ou não! Talves diriam que eles seria o eleitor ideal do PT(quiça, o eleitor a representar a massa petista). Quanto ao FHC; Eu afirmo sem nenhuma maquiagam, eu votaria no FHC outra vez e não voptaria de forma alguma no Serra. Meu voto era da candidatura do Aécio Neves, pena que os tucanos de alta plumagem o preteriram, com a escolha equivocada do partido, nada menos que 17 milhões de votos migraram para candidatura Dilma, (segundo o DataFolha e Ibope Tucano perdeu esses 17 mi. com escolha do Serra.)Esses 17 milhões são de elitores que não votam no PT, más aprovam o seu governo se tudo ocorrer bem na administração do país, por isso Lula aparece com 96% de aprovação(Excelente, bom e regular), e só conseguiu 55% de votos para a sua candidata. Hoje o Aécio seria o presidente se fosse aceito nas prévias de Abril/10.

jefferson em 08 de dezembro de 2010

Ele evoluiu por isso não apoia mais o FFHHCC! Outros diriam que quem evoluiu foi o ex-presidente, hahahahaha. Abraços.

Rosa Maria Pacini em 08 de dezembro de 2010

Apoio totalmente inútil e dispensável, já que, apesar de estar na liderança em todas as pesquisas feitas, o FHC não se elegeu. Aliás, tais pesquisas acabaram por levá-lo a pagar o "mico do ano", pois deixou-se fotografar sentado na "cadeira de Prefeito",antes de conhecer os resultados da eleição. E quem acabou se elegendo foi Jânio Quadros.

sinisorsa em 08 de dezembro de 2010

Confrontado com o passado, o seu Buarque cantarola "pois já não vales nada, és página virada, descartada do meu folhetim", e agarrar o seu jabuti com força e com vontade.

Antônio Simões em 08 de dezembro de 2010

Algumas pessoas evoluem,crescem e admitem seus erros e defesas de teses equivocadas,FHC é assim,já o sambista Chico....E desculpe algum comentário destemperado que fiz em sua coluna caro Setti.Às vezes fico muito irritado com a política e nossos homens públicos e escrevo diatribes que podem ser injustas.Um abraço. Está plenamente desculpado, caro Simões. E volte sempre. Abração

Fernanda em 08 de dezembro de 2010

hahahaha...ótima lembrança, Setti...do fundo do baú...e hoje, quem diria?? O Chico foi uma decepção para mim...não apenas por endossar o governo atual e por ter agido como cabo eleitoral da Dilma, direito dele, aliás, mas por se mostrar complacente com ditaduras horrendas como a de Fidel Castro...para mim, tal atitude parece hipócrita, uma vez que neste atual momento, segundo li em algum site, ele se se encontra passeando por (pasmem!!!) Paris, com uma suposta namorada, respirando os ares do capitalismo...por que ele não compra um apartamento em Havana e não passa suas férias por lá? Ou em Caracas?? É fácil defender ditadores como Fidel Castro, o difícil é viver a rotina dos cubanos...melhor sofrer em Paris, não?? Acho lamentável postura tão contraditória...critica a direita, o capitalismo, mas faz uso do sistema como ninguém...e os pobres cubanos que se "virem"... Mexer no fundo do baú é sempre surpreendente, cara Fernanda. Mas acho que o Chico Buarque está sendo patrulhado demais. Ele tem todo o direito de apoiar o governo Lula, o PT e a Dilma. Afinal, há gosto para tudo. Ele tem direito, sim. É claro que acho horripilante um homem inteligente e sensível como ele continuar "amigo" da ditadura tenebrosa que oprime o povo de Cuba. Mas nada disso o torna um compositor menos importante e menos genial do que é. E, contrariando a tese de colegas blogueiros aqui de VEJA, acho que o Chico é um bom escritor. Em suma: não gosto de suas opiniões, detesto algumas delas, mas continuo considerando o Chico um marco na cultura brasileira. Abração

Maria Theodora em 08 de dezembro de 2010

Grande Ricardo Setti, diria Nicodemus Pessoa. Parabéns pela sempre apurada percepção dos fatos. Grande abraço, Maria Theodora Obrigado, cara Maria. Você também era amiga do velho e bom Pessoinha? Trabalhamos juntos por anos a fio no Jornal da Tarde em seu começo. Abraços

Eidia Dias em 08 de dezembro de 2010

Pois é Ricardo, como ele mesmo cantou " Quem te viu quem te vê, quem não te conhece não pode mais ver pra crer, quem jamais esquece não pode reconhecer..." eidia www.oquevivipelomundo.blogspot.com

Sandra Mári Córdova D'Agostini em 08 de dezembro de 2010

Ricardo SETTI. Vc é artigo raro!!! Pbéns... Valeu, Sandra. Que bom que você gostou. Sempre teremos surpresas desse tipo por aqui... Abração

joselitus_maximus em 08 de dezembro de 2010

"...ele tem DUAS CARAS..." Independente da opinião que se tenha de ambos, quem mais mudou desde 1985 foi FHC, não Chico Buarque. Além do mais, é um período de 25 anos, acho difícil acusar qualquer um dos dois de traição repentina. Ué, Joselitus, e quem é que acusou alguém de alguma coisa? E tem gente que muda pra pior, outros que mudam pra melhor... A vida é assim, não é mesmo?

Caio S em 07 de dezembro de 2010

Setti, Um comentário, um tanto confuso e fora de lugar, sobre a entrevista de Aécio ao Roda Viva. Aécio é um grande nome e SERÁ presidente do Brasil. Mas não gostei apenas de uma coisa - a mesma que apontei quando da entrevista com Roberto Freire - a incapacidade das pessoas de esquerda de ver - ou talvez admitir - que existe (também) uma nova direita. Nova direita que nada tem de raivosa, autoritária e que o conservadorismo é demonstrado pelo valor das pessoas e não como forma de política (já disse e repito que os maiores defensores do aborto que vi é de gente deste novo grupo e não dos esquerdistas raivosos). Tudo isto por causa da pergunta daquele sujeito que lia ao invés de entrevistar (como é o nome mesmo, será que 4%??). Quando ele falou que a direita raivosa surgiu nesta eleição merecia uma resposta melhor, muito melhor de Aécio, que deveria desqualificar a consideração. Mas veio uma enorme omissão. Mais grave ainda pq o dito entrevistador se referiu a "velha" mídia e mais omissão de Aécio. O dito 4% afirmou ao mesmo tempo que a velha mídia se mostrou e também, principalmente e com muita força, os blogs (ué, desde quando Coturno Noturno, Nariz Gelado, Pitacos Políticos, Meu Araripe, Gente Decente, Endireita Brasil... são da grande mídia???) Ou "velha" mídia é quem discorda de mim e nova mídia (progressistas) é quem concorda?? E Aécio simplesmente calou, não falou nada... Aécio é bom, mas ainda não será aquele líder que eu espero. Sinceramente, de todos os entrevistados desta nova fase (bendita mudança!) do Roda Viva, o mais coerente, inteligente e sagaz foi o também esquerdista Aloysio Nunes, por enquanto (enquanto a nova direita não se organiza em um partido político) meu voto vai para ele: Aloysio Presidente em 2014!!!! Caro Caio, publico seu comentário tal como veio, sem palpitar, porque vi apenas 15 minutos -- os minutos finais -- da entrevista do Aécio. Estava em um compromisso e não pude assistir ao Roda-Viva, como sempre faço. Mas é evidente que o ex-governador é nome de proa para o futuro próximo. Abração

gaúcha indignada em 07 de dezembro de 2010

Assim como o partido que ele oPTou, ele tem DUAS CARAS. SAMBISTA CHICO, DEVOLVE O JABUTI, AFANADO. "Cai na real", não és intelectual, muito menos escritor. Continua fazendo samba.......é menos mal.

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