Parece infinita a capacidade de falar asneira de certos políticos.

Vejam a maravilhosa frase do novo presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), sobre os 270 milhões de reais que pretende gastar em mais um anexo à sede da Casa, para abrigar gabinetes mais espaçosos do que os atuais para os deputados:

— A verba já está no Orçamento, então não haverá gasto para o Tesouro.

Ah, não?

E de onde Sua Excelência imagina que vem o dinheiro “que está no Orçamento”?

Quer dizer, serão gastos 270 milhões de dinheiro público, mas “não haverá gasto para o Tesouro”.

Maia precisa explicar a mágica ao presidente americano Barack Obama. Quem sabe, com ela, Obama faça sumir o déficit de 1,267 trilhão de dólares do Orçamento dos Estados Unidos.

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Berta Reel em 06 de fevereiro de 2011

Ando distraída... Lula conseguiu por a Dilma no castelo do império brasileiro com direito a torres, bispo, bobos, pajens, cavalos e avião de luxo.

Berta Reel em 06 de fevereiro de 2011

Boa noite Setti! Não há surpresa. Lula conseguiu levar milhões de brasileiros na última eleição a acreditarem nas suas fantasias, conseguiu por a Dilma no castelo do império brasileiro com direito a torres, bispo, bobos, pagens e cavalos. Observo que não faltou peão e ogro no conto de fadas da Dilma.A varinha mágica anda muito ocupada.Aproveito para alertar aos amigos leitores que Berta Reel só envia comentários sobre política exclusivamente para os colunistas da Veja. Abração para todos! Outro pra você, cara Berta. E obrigado pela deferência. Abração

Mauro Pereira em 06 de fevereiro de 2011

Caro Ricardo Setti, boa noite. Eu resido no município de Itapeva, região sudoeste do Estado de São Paulo e minha profissão é Representante Comercial. Reitero que me sinto extremamente honrado com esse privilégio. Fico muito agradecido Sou eu quem agradece, caro Mauro. Abração

Theo em 06 de fevereiro de 2011

Ele poderia, ao invés de aumentar o prédio, sugerir a redução do número de parlamentares e assessores. Solução inteligente e certamente não oneraria os cofres públicos. Como é bom sonhar!

Mauro Pereira em 06 de fevereiro de 2011

Caro Mauro, recebi seu texto e irei publicá-lo amanhã, segunda. Por favor, se puder, me diga sua profissão e de que cidade você é, para eu qualificá-lo corretamente. Obrigado e um abraço

Jose Fernando em 06 de fevereiro de 2011

Sejamos objetivos: eu sei muito bem quem sao meus representantes nos senado e nas cãmaras federal e estadual. Todos eleitos (aliás, só nao elegí o Presente). A todos (exceto o governador) ja enviei um emial de parabens e atodos ja relembrei por os escolhi). Pois bem, está na cara que essa mordomia é apenas parte do pagamento pela compra dos votos para assumir apresidencia da câmara. Ora, é muito fácil fazer cortesia com chapéu alheio. Esse dinheiro nâo lhe pertence. é meu, é seu, e está sendo pessimamente investido. Que história é essa de aumentar a mordomia dos nobres políticos? Esse buraco nao tem fundo? Essa farra nao tem limite? Temos que mostrar ue estamos indignados. Esse senhor especificamente, está lá por que muitas pessoas o colocaram. questionem, se voces nao estao de acordo. eu vou questionar o meu deputado. com certeza! Você faz parte da exceção, infelizmente, caro José Fernando. Muita gente nem se lembra mais em quem votou para deputado, infelizmente. As eleições para o Legislativo ficam em segundo plano porque a maioria do horário eleitoral e da cobertura da mídia foca as eleições para presidente e governador.

Carlos Costa em 06 de fevereiro de 2011

O que esperar de um país,comandado por sindicalistas,baratos.....

elizio em 06 de fevereiro de 2011

Mauro Pereira: quedarei-me silente após o seu comentário - impecável e, mais ainda, traduzindo em todas as línguas aquilo que penso. Espero um dia chegar perto desse seu conhecimento e visão. Agradeço pelas palavras. Campo Grande - MS

Mauro Pereira em 05 de fevereiro de 2011

Caro Ricardo Setti, boa noite. Primeiramente, gostaria de parabenizá-lo não só pelos textos irreparáveis que dispensam comentários, mas, acima de tudo, pela forma democrática e firme na condução da Coluna. Me quedo humildemente à sua sabedoria. No entanto, se você julgar o comentário longo ou inapropriado, ou ambos, sinta-se à vontade para não publicá-lo. Minha admiração continuará intácta. Com a experiência de quem já acumula um amontoado de primaveras, posso afirmar que em tempo algum eu tive a oportunidade de conviver com uma quadra tão fértil em dissimulação, falta de ética e desvio de caráter como a que acontece hoje na política brasileira. Vivemos em tempos onde o solo da nulidade produz uma colheita recorde de catedráticos. Estão nebulosos estes dias de mediocridade e de provação democrática. Neste caldeirão de promiscuidade locupletam-se governo e oposição. Convivem em uma harmonia ditada por interesses inconfessáveis, ex-guerrilheiros e ex-caçadores de guerrilheiros e trocam juras de amor fraternal ex-reacionários e ex-caçadores de reacionários. Navegam nas mesmas águas turvas instituições que em um passado ainda recente primavam pela independência e pela combatividade. E para completar este ensaio de sinistrose, temos ainda a nos atormentar a atuação pífia de uma oposição que exercitou ao longo desses mais de oito anos o mais sepulcral dos silêncios, definindo, senão a conivência pusilânime, o mais desprezível espetáculo de covardia e de vassalagem ordinária. Os heróis da desistência traíram a confiança dos seus eleitores. Como apascentar os temores nossos de cada dia ao testemunharmos a irresponsabilidade e o descompromisso com a verdade de deputados, representados pelo presidente da Câmara Federal que além de mentiroso nos toma por imbecís, e de ministros que não demonstram nenhum constrangimento em manipular números para que, de forma fraudulenta, as metas estabelecidas pelo governo sejam atingidas? Se tomarmos como exemplos os (ministros) da Economia, da Casa Civil e da Educação chegaremos à conclusão de que nessa tríade indecorosa, um notabiliza-se mais pela excelência em alquimia do que pela eficiência em finanças públicas; outro, insiste em nos convencer que plaina impoluto e imaculado desde o “intensivão” de Ribeirão Preto; o terceiro, por sua vez, transformou-se no pesadelo anual dos vestibulandos. O mais patético nesse episódio é que os ministros dessas áreas são considerados pela idiotia predominante os menos incompetentes a serviço da nação. Usando como parâmetro a máxima reinaldiana, os nomes que têm liderado os ministérios do governo federal nos últimos anos são o melhor exemplo de massa negativa: sempre que somam diminuem; se trabalham o dobro, rendem a metade. Um país de tolos! Diante de um cenário tão deprimente, fica quase impossível não capitular. Porém, os 44 milhões de brasileiros e brasileiras que nas últimas eleições se insurgiram contra a bandalheira institucional que assola nossa nação, nos abrem a perspectiva de que ainda há a esperança de nos reencontrarmos com o Brasil de verdade e nos distanciarmos, cada vez mais, do país de faz-de-conta registrado em cartório sustentado em peças de propaganda de excelente qualidade mas de conteúdo no mínimo duvidoso, cujo explendor de araque sucumbiu às primeiras chuvas deixando como saldo a democracia com água pela cintura e, às famílias, a dolorosa tarefa de contabilizarem seus mortos. Às centenas. Só nos restam como cidadelas de defesa do Brasil decente, colunas como a sua, a do Augusto Nunes e a do Reinaldo Azevedo, entre outras poucas que resistem à mediocridade. Temos que cuidar bem destes espaços que nos são muito caros. Caro Mauro, Muito obrigado pelas palavras elogiosas em relação a meu trabalho. Agradeço de coração. Obrigado também pela visita e pelo comentário denso e fundamentado. Não só não o achei inapropriado ou longo, como me deu vontade de publicá-lo como post -- estou querendo abrir espaço para comentários desse teor dentro do blog, mesmo que eu eventualmente não concorde com todas as ideias expostas. Aliás, se você me autorizar, eu publico este como tal, retirando, naturalmente, as menções a mim e aos colegas. Se você achar que usou palavras impróprias aqui ou ali, pode me enviar -- em caso de querer ver o comentário publicado como post -- o comentário novamente (copiando e colando o original) com as mudanças que julgar necessárias. Quero ter no blog, sempre que for o caso, posts com um título fixo "Post do leitor" seguido de um título relativo ao tema comentado. Há um comentário de leitor que será postado dessa forma na segunda-feira. Se você topar, este seu, com as modificações que você quiser fazer, passará a ser o segundo. Um abração e obrigado de novo.

veiaco em 05 de fevereiro de 2011

É tipo o gasto Salvio Santo, manda a conta pros ótario.

Memyself em 05 de fevereiro de 2011

Como certamente um homem que chegou à presidência da câmara não deve ser ignorante, apesar do partido a que pertence, só podemos concluir que -na melhor das hipóteses - é um cínico, justamente por causa do partido a que pertence.

jeringonça em 05 de fevereiro de 2011

Ricardo Li em algum lugar da net que o Maia é um ex-sindicalista.... A ser verdade, como todo bom sindicalista ele gasta o que não ganha mas "apura" recolhendo em Imposto Sindical e Mensalidade do Sindicato.... assim ele acha que dinheiro do imposto dos brasileiros no tesouro é para fazer feliz os que não trabalham.... Sim, foi presidente do sindicato dos metalúrgicos de Canoas (RS) por quinze anos. O site do deputado está no link http://www.marcomaia.com.br/index.php?page=perfil Abração

Paulo Bento Bandarra em 05 de fevereiro de 2011

Ele se refere a gastos do tesouro do PT, aquele não contabilizado, não do Tesouro Nacional! Só pode ser! Se o presidente da câmara daqui é assim, imagina na Jamaica!

Marco em 05 de fevereiro de 2011

Caro R. Setti: Esses caluniadores e detratores,conheço bem aqui do RS,escureceram o futuro do RS, lançando maldades e punhaladas em seus adversários diabólicamente. Como conseguiram isso distribuindo benefícios e gentilezas aos amigos. Meu amigo, aqui no RS, 52 % do PIB é público, se elegeram com 55 % no 1 turno. Concluo para dizer q dinheiro público hoje é divertimento de doentes. Abs.

Roberto Souza em 05 de fevereiro de 2011

Abram o olho, um dia o povo se enche e faz o que os egipicios estão fazendo, paciência tem limte.

Roberto A Santos em 05 de fevereiro de 2011

SUMIÇO DO DINHEIRO PREOCUPA MINISTÉRIO. O Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC) está em situação de calote, junto ao Ministério da Cultura, novamente. A ONG do ex-presidente tucano tinha a obrigação assumida de acabar o projeto de digitalização do acervo do ex-presidente, com dinheiro público (PRONAC n. 045808) que se arrasta há 6 anos, e entregar a prestação de contas até 31/01/2011. Mas não cumpriu o prazo pela quarta vez, apesar de ter captado a verba necessária, de R$ 5,7 milhões, através do abatimento no imposto de renda das empresas (Lei Rouanet), inclusive da SABESP do governo demo-tucano de São Paulo, e da Cutrale Citrosuco, envolvida com disputa de terras públicas com a União e com o MST. O primeiro calote foi em 2006, demandando a prorrogação do prazo de 2006 para 2007. O segundo calote foi em 2007, com a segunda prorrogação para 31/12/2009. O terceiro calote foi em 2009, com a terceira prorrogação para 31/01/2011. E nada do serviço ficar pronto, passados 6 anos.

Telma em 05 de fevereiro de 2011

E se informássemos ao ilustre deputado o que pode ser feito com esse dinheiro, em prol da população? De onde ele acha que vem esse dinheiro? Doação do Silvio Santos pela troca de favores? A legislação tem que mudar. Ontem. Ninguém pode ter o direito de decidir o que será feito com um dinheiro que não é seu!

Joe em 05 de fevereiro de 2011

É inacreditável o grau de ignorância de parte significativa de nossos políticos. Em regra, suas manifestações são acacianas. Governo nenhum gera riqueza e sim se apropria da riqueza gerada pela população para dar uma destinação que contemple a sociedade. Ao ver essa manifestação estúpida do Presidente da Câmara, lembrei-me de uma passagem contada pelo ex-governador Mario Covas, cuja integridade bem que poderia servir de exemplo para muitos dos atuais, e alguns nem tão atuais, políticos. Dizia Covas que em uma reunião com empresários e políticos de uma pequena cidade do interior, foi solicitada a construção de uma ponte, sem grande importância estratégica, mas de elevado custo. Para sentir o que se passava, ele disse que poderia ser pensado em uma parceria, no que foi logo interrrompido: - Mas Governador, nós não queremos fazer a ponte com o dinheiro do povo, queremos fazer com o dinheiro do governo !!!

Luiz Antonio em 05 de fevereiro de 2011

Esse PITÁGORAS da câmara não sabe que se ele economizar naquilo que foi orçado, o gasto será menor, que por disso significa menos gasto para o Tesouro.

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