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Uma avassaladora maioria de 80% dos japoneses apóia a pena de morte para delitos de sangue

Um cidadão japonês de 42 anos, Koji Hayashi, foi dias atrás condenado à prisão perpétua pela morte de duas mulheres mas fez história ao ser o primeiro réu a escapar da pena de morte depois que o Japão adotou, para casos de assassinato, um tipo original de júri composto por três magistrados e seis pessoas comuns.

Os promotores do caso pediram a pena de morte a Hayashi, que matou a facadas no ano passado uma mulher de 78 anos e sua neta de 21, que rejeitou seu assédio amoroso.

A pena de morte voltou a ser aplicada há quatro meses no Japão, depois de um ano de moratória, quando foram enforcados em Tóquio um homem de 59 anos responsável pelo assassinato de seis mulheres durante assalto a uma joalheria, e outro, de 33 anos, que matou um casal.

A FAMÍLIA NÃO PODE DESPEDIR-SE DO CRIMINOSO

O Japão é um dos dois únicos grandes países industrializados do mundo a prever a pena de morte. O outro são os Estados Unidos.

As execuções no Japão são severamente criticadas por organizações pró-direitos humanos, que criticam também as duríssimas condições a que são submetidos os condenados.

Num dos países mais civilizados do mundo, o condenado à morte, por lei, não tem o direito de saber a data e a hora em que irá para o cadafalso, e não pode despedir-se da família, que só é informadas depois do enforcamento.

Mesmo assim, uma avassaladora maioria de 80% dos japoneses apóia a pena de morte para delitos de sangue.

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7 Comentários

jenny em 30 de outubro de 2012

Sou A FAVOR DA PENA DE MORTE. Todos os dias bandidos matam varios inocentes e acham graça. Antes um bandido julgado e morto do que varios inocentes mortos por esse unico bandido. Quem mata uma vez pra roubar vai achar normal e vai matar sempre. Se tivesse pena de morte no brasil as pessoas iriam pensar duas vezes antes de fazer alguma coisa errada. QUEM NÃO DEVE NÃO TEME.

Carlos Vendramini em 06 de dezembro de 2010

Numa boa, se cláusula pétrea valesse alguma coisa, então não teríamos roubos, assassinatos, corrupção. etc. A lei do Homem, com cláusula pétrea ou não, não tem como se sobrepor à lei de Deus: "não matarás". A pena de morte existe por uma simples razão: a punição tem que ser proporcional ao crime cometido. Isso explica bem porque dois países civilizados como os Estados Unidos e o Japão a aplicam. A conversa de que pena de morte existe para reduzir criminalidade é apenas para desviar o foco. A única situação aceitável, é a da legítima defesa. De resto, tem que ser pena de morte mesmo. E outra coisa: família de bandido tem que parar de receber dinheiro do estado. O problema do Brasil chama-se hipocrisia, aliado com covardia e incompetência. Tudo isso a ser creditado na conta dos legisladores, ou que se dizem legisladores. Uma constituição como essa do Brasil, deve ser é queimada, jogada no lixo. Ao invés de traduzir anseios, usos e costumes de uma sociedade, ela é fruto da baixeza dos legisladores brasileiros. Uma constituição totalitária, que procura regular cada item, por menor que sjea, da vida das pessoas e das relações econômicas. É inútil e perversa, basta ver no dia a dia. Uma suposta consituição que diz proteger a liberdade, mas permite por outro lado que exista foro privilegiado. Não vale nada. Caro Carlos, Entendo sua indignação, mas as cláusulas pétreas têm absoluta concretude sobre a vida e o dia-a-dia dos brasileiros. O Congresso simplesmente não pode aprovar lei prevendo a pena de morte. A Constituição, goste você ou não dela -- ou goste eu dela ou não --, é a lei suprema e impede que o Congresso aceite qualquer projeto prevendo a pena de morte, a de prisão perpétua ou a de banimento. Abração

Mary em 04 de dezembro de 2010

Noooooooooooooossa, como queria uma pena dessa no Brasil!!!!! Nâo é possível, porque a prisão perpétua, o banimento e a pena de morte estão proibidos por "cláusulas pétreas" da Constituição, que não podem ser alteradas.

Maurício Deirós em 04 de dezembro de 2010

Sou brasileiro, moro no Japão faz onze anos e sou testemunha do quanto é prazeroso viver em um país onde bandido é tratado como bandido e não ocupa cargos públicos ou políticos. Acho interesante o sistema penal, bem como o eleitoral, onde o voto não é obrigatório. Deve ser uma experiência fascinante viver no Japão, caro Maurício. E muito obrigado por acompanhar o blog de tão longe. Um grande abraço

celsoJ em 03 de dezembro de 2010

Assim como agora está difícil arrumar vaga em presídio, faltaria cemitério caso o Brasil adotasse essa norma, pois seria um verdadeiro genocídio, com necessidade de altos fornos para dar conta do entulho... e por aí vai.

Frederico Hochreiter/BH em 03 de dezembro de 2010

O Japão como país e seus representantes militares sempre foram famosos pela crueldade. Herança, talvez, daquelas eras dos shogunatos e seus samurais. Mas até para uma cultura como esta, é chocante que cheguem ao ponto de não comunicar ao condenado e familia a data da execução. E é surpreendente que o sujeito não tenha sido condenado à morte. Lá onde você descobriu a noticia diz alguma coisa sobre as razões pelas quais o juri (esquisito júri, também), livrou o sujeito da forca? O júri, como você sabe, não precisa dar explicações, apenas o veredito. Então, não sei informar. Talvez a forte campanha contra a pena de morte por parte de grupos pró-direitos humanos dentro do Japão, e as constantes denúncias de entidades como a Anistia Internacional tenham produzido algum resultado. Abração

Telma em 03 de dezembro de 2010

Tive emoções contraditórias ao ler esse post. Não escondo que fiquei com inveja do sistema japonês a ponto de desejar o mesmo para o Brasil. Aí me dei conta que aqui nada é sério. Só seriam enforcados ladrões de margarina.

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