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“Halloween Breakfast” — 1997

Terry Rodgers é um multiartista norte-americano que, depois de um começo como pintor — talentoso — que incursionava pelo impressionismo, concentrou-se fortemente no hiperrealismo. Em, embora também desenhe e fotografe, o forte de seu trabalho são pinturas a óleo que progressivamente passaram da retratação de cenas domésticas algo peculiares, como este “Halloween Breakfast”, que vocês vêm acima — há um pai seminu no quadro –, a obras francamente sensuais e ousadíssimas.

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“Sasha” — 1998

Sua tendência de preencher com minuciosa e pesada decoração as cenas que retrata vem desde o começo, como se pode notar neste “Sasha”, de 1998, um raro quadro que se concentra em uma só pessoa.

Rodgers foi sugerido pelo amigo e leitor Aldo Labaki, consultor brasileiro que mora em Dubai e trabalha em Abu Dhabi.

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” The art of Living” — 2003

A nudez, em sua obra, tornou-se gradativamente recorrente, quase obrigatória, mesmo que, nos primeiros tempos, fosse para escapar das imagens quase fotográficas do hiperrealismo, como ocorre com este “The Art of Living”.

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“Alternative Fictions” — 2005

A obra de Rodgers é “forte”, a ponto de ser difícil selecionar o que pode ser publicado num site como este. Este “Alternative Fictions” já é um quadro da fase em que ele se encontra até hoje, retratando a vida de dissipação, sexo e drogas dos “jovens, belos e ricos”, como disse um crítico. Os cenários são repletos de objetos de decoração, as cores, fortes, e os homens presentes, quase sempre, têm aspecto andrógino.

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“The Influence of Civilization” — 2005

Os títulos de seus quadros, como este acima, “The Influence of Civilization” (a influência da civilização), pouco têm a ver com o que mostram — a não ser quando sugerem uma áspera ironia.

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“Immaculate Reflection” — 2006

As obras mostradas neste post, ousadas, são brincadeira de criança perto do que contém o site de Rodgers. Escolhi dispô-las em ordem cronológica para mostrar a evolução do pintor.

E, por falar em ironias nos títulos de suas pinturas, vejam bem como se chama o quadro acima: “Reflexão imaculada”. E me digam o que há de imaculado, ou mesmo de reflexão, nos elementos que o compõem.

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” The Sacrificial Penumbra” — 2010

O quadro acima, “The Sacrificial Penumbra”, no qual as cores fortes e a decoração sufocante quase tiram o foco da figura feminina, é um dos raros em que Rodgers, hoje em dia, não se concentra em grupos de pessoas nuas e seminuas, em salões faustosos ou à beira de piscinas de casas milionárias, bebendo, acariciando-se e se drogando.

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“The transparency of Venus” – 2011

Neste “The transparency of Venus” pode-se observar a técnica de Rodgers: ele fotografa a cena e mapeia com um computador a posição de cada elemento do quadro antes de pintá-lo.

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“Approximations of Grace”

Nesta obra que encerra o post, de novo a ironia: “Aproximações de Graça” ou “da Graça”. A dúvida persiste. Grace pode ser a mulher que espera, ou pode ser a Graça advinda de uma divindade…

Note o ar andrógino do rapaz à esquerda.

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24 Comentários

razumikhin em 20 de novembro de 2014

O cara tem muita técnica, mas eu prefiro um bom filme pornô. Se é pour épater la burgeoisie..

Moacir 1 em 19 de novembro de 2014

Tenho uma certa dificuldade com os hiperrealistas,pois suas obras super acabadas não deixam muito espaço para a imaginação de quem as contempla.São mensagens pouco abertas.A pergunta é: De que forma funciona essa nudez e sexualidade hiper-articulada de Terry Rodgers? Não é exatamente uma forma de pornografia. O que à primeira vista diferencia o trabalho do artista das produções pornográficas de hoje - embora sejam ululantemente claras as referências ao ato sexual - é a superficialidade das cenas , a falta de entrega e de interação das personagens. A perfeição física dos corpos e as situações equívocas caracterizam o mito do bem-estar capitalista , cuja beleza distorcida é inquietante. As encenações - moveis , tecidos,entalhes, tapetes ,flores,lingerie,objetos de decoração, espelhos - são excessivas e provocam uma sensação de mal-estar.Talvez por destacar o ter em vez do ser, de forma over-grotesca.Sentimos vontade de dizer: Menos! Há algo pornográfico sim, nessas relações humanas regidas pelas leis da economia de mercado, nesse imediatismo, nesses costumes que transportam a sexualidade da esfera privada para a pública, nessa política de prazeres compartilhados e nessa valorização do exibicionismo. Neste mundo de riqueza - que depende do consumo obediente de seus súditos para sobreviver - os indivíduos só são capazes de relações humanas superficiais. Vítimas de desejos - que nem os seus corpos perfeitos nem todo o luxo disponível aí parecem conseguir satisfazer - cada um dos seres que povoam as pinturas de Terry é egocêntrico - o corpo à mostra mas solitário,o olhar introvertido ou distante.Uma indiferença a toda prova.As figuras não conversam , não se olham ou tocam, não estão nem aí.Nada mais as move ou emociona. Todos eles parecem viver de aparências, as quais tem que ser cada vez mais elegantes, chiques ,exclusivas e deliciosas.As figuras tornaram-se os ídolos de um público moralmente senil,numa era impulsionada pelo consumo. Nesses encontros rituais,onde os participantes parecem ter abandonado a vida como uma experiência significativa , enxergamos uma sociedade de espetáculo.Para ser vista. Os títulos sarcásticos apontam para a certeza do artista de que a vida real está em outro lugar. Este mundo de ficção, povoado por homens e mulheres esculturais semi despidos e drogados mereceria um título.... Desconexão....já que nele ,mesmo presentes ,todos estão ausentes,numa elegia ao vazio. Essas imagens chocantes talvez sejam uma forma de desconstrução e análise social. Mas parecem endossar a noção pós-moderna de que a identidade é uma construção cultural e uma ficção fria, sem tesão e sem coração e muito menos rumo.

Zeno em 19 de novembro de 2014

Conheço o trabalho desse artista. Ele simplesmente retrata a decadência do "way of life" estadunidense. O artista soube captar a promiscuidade, a carência afetiva e a desagregação da família americana. Ele nos mostra o "paraíso" que deu errado, aquela fantasia liberal que tantos aqui no Brasil tentam imitar. Ele tem um "gêmeo" artístico, muito mais promíscuo, chamado "Damien Hirst", que consegue a proeza de transformar a sua arte-lixo em milhões de dólares. É a vitória da mediocridade como Arte e como visão de mundo. Lamentável.

Antonio Mota em 23 de abril de 2014

GPAULO, o tempo é senhor das respostas, hoje, 23/04/14 você jamais escreveria as mesmas palavras sobre o Senhor Joaquim Barbosa, visto ficou provado os métodos inescrupulosos usados por ele para obter o resultado satisfatório aos seus....

GPAULO em 06 de outubro de 2012

A volta do ano de 1954 está clara. O mar de lama que levou a morte de Getulio, é hoje o mar de lama do mensalão, que tem a ponta deste iceberg mostrada no STF, pelo insigne Ministro Joaquim Barbosa,com base na corajosa denuncia de Roberto Jefferson. O Ministro Barbosa lembra em muito o Carlos Lacerda pelo seu desassombro, destemor e competencia. É dever do Ministerio Publico denunciar outros implicados, que não são,poucos, para que sejam julgados em primeira instancia. É certo que os juizes "a quo" não ignorarão o julgamento no STF, que sinaliza como se fora uma sumula vinculante. É patente a plausibilidade e a razoabilidade que indica o norte para seus julgamentos. O Brasil precisa e deve ser passado a LIMPO! A HORA É ESTA!

Carlos em 28 de setembro de 2012

Não chega nem perto de hiper realismo

Maria Luiza em 22 de julho de 2012

Que coisa ma-ra-vi-lho-sa!

Jéssica em 30 de abril de 2012

Decadente são pessoas que só enxergam com os olhos da ignorância e se ocupam de falar merda o tempo todo.Sensasional esse trabalh,mais que isso,é uma arte...arte não se julga,se aprecia,claro,para os que o sabem...

Odilon em 23 de fevereiro de 2012

Decadência está nesse povo que nunca faz sexo e acha que qualquer cena de semi-nudismo é orgia.. kkkkkkkkk

selma r em 05 de fevereiro de 2012

Maravilhoso!!!!

selma em 06 de dezembro de 2011

kkkkkkkk..exatamente, terezinha..a DECADÊNCIA não está só nas ruas! Isso está parecendo mais uma orgia!

Edson Nordi em 05 de dezembro de 2011

Bacana mesmo. Adorei

Teresinha em 29 de novembro de 2011

A técnica é interessante. O tema é angustiante, a decadência não está só nas ruas.

Franco em 24 de novembro de 2011

Muito bom!

Premeditando o Breque em 23 de novembro de 2011

Estranhamente as mulheres são muito magras e com um quê de decadência física e moral. Aos homens além da decrepitude física e moral da primeira tela, um aspecto teatralmente gay modernoso. Se não existisse não faria falta e existindo não se parece com arte e nem publicidade. Um gibi de contos quebrados. Porcaria só isso.

lis em 18 de novembro de 2011

Nossa o pintor é otimo ficou linda as telas adorei, tão tão não tenho palavras Parabens adorei

Tapioca Tundra. em 09 de novembro de 2011

Quem já presenciou pelo menos uma cena (sem ter participado), sabe que é um desconforto visual e remete o espectador a um sombrio mundo de odores e sensações maléficas. O espirito se compadece e sofre. Mas arte pode ser isso tambem ou é por isso que a proposta existe, nesse caso o resultado é perfeito. Vejo, analiso, mas não teria em minha parede.

Roberto em 04 de novembro de 2011

"Decadence avec elegance", lindos os quadros, mas as cores que os retratam não espelham a escuridão das almas dos alienígenas retratados. Sexo, drogas, álcool, jogos de sedução, sensualismo solto no ar... tudo de bom até aparecer a ressaca do outro dia, se não bastasse a dependência física produzida por essas coisas. O artista retrata uma minoria, repare no requinte do ambiente, gente muito rica. Infelizmente esse esteriótipo não condiz com a nossa realidade, hoje jovens muito pobres estão perdendo suas vidas por conta do crack. E o ambiente colorido acima não tem nada haver com os bêcos do centro ou da periferia dos grandes centros urbanos. "Approximations of Grace" deveria, em minha opinião, ser chamado de "O Retrato de Dorian Gray".

Ismael em 31 de outubro de 2011

Uma foto não dá o memso efeito, posso assegurar que visto de perto, esses pedaços de pano pintados impressionam tanto pela destreza absurda da técnica quanto, a ponto de ser tentado "lamber" a tela com os olhos para se assegurar que não é uma foto, quanto impressionam pelo jogo de cores riquíssimos e pela volúpia, que emprestam aos quadros uma dramaticidade barroca. Essas pinturas tem uma atmosfera teatral. Muito ons trabalhos.

Fátima em 29 de outubro de 2011

Para que tanto trabalho? Uma fotografia expressa bem melhor esse tipo de imagem. Nada de novo. Fico com Gustave Courbet.

Fernando em 29 de outubro de 2011

Na tela do computador estas pinturas sao fantasticas, nao dah p/ dizer que eh a oleo. Eh uma pena nao ver de perto. Excelente! []s!

Marco em 29 de outubro de 2011

Amigo Setti: O detalhe q chama atenção é q os quadros são sempre em casas. Será q pode se chamar d uma nostra casa do autor. Abs.

Reynaldo-BH em 28 de outubro de 2011

The art of living! Basta isto para definir a obra!

michel de cervantes em 28 de outubro de 2011

IMPRESSIONANTE!!UMA REDESCOBERTA DA ARTE NO SÉC XXI!! EU DIRIA QUE O ESTILO ULTRA-MODERNO DE MOSTRAR O CONTEMPORÂNEO EM DETALHES QUE LEMBRAM DE FOTOS!PARECE QUE VÃO SE MOVER,UMA NOVA REALIDADE VISUAL,NA MINHA OPINIÃO!

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