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Efetivos da Polícia Militar de São Paulo apelidados de “robocops” por usar uniformes especiais de proteção: número alto de agentes da lei eleitos mostra anseio por ordem e segurança (Foto: Agência Globo)

Em 2010, foram 44.

Nas eleições do domingo passado, 55 policiais — integrantes da Polícia Civil e da Polícia Militar dos Estados, agentes e delegados da Polícia Federal, na ativa ou aposentados — foram eleitos para a Câmara dos Deputados.

Não é nada, não é nada, o contingente é de mais de 10% do total da Câmara, composta por 513 deputados.

Vários desses candidatos foram, significativamente, os campeões de voto em suas unidades da Federação. O deputado Alberto Fraga (DEM-DF), indo para o quarto mandato, coronel da reserva da Polícia Militar e que tem a dureza com bandidos como ponto primordial de sua atuação, foi o mais votado no Distrito Federal, com 155 mil sufrágios.

O mesmo aconteceu com o hoje deputado Delegado Waldir (PSDB), o delegado da Polícia Civil de Goiás Waldir Soares, que até então era apenas suplente e desta vez arrebanhou sonoros 274 mil votos.

O ex-deputado e ex-candidato ao Senado e à Prefeitura de Fortaleza Moroni Torgan (DEM), delegado aposentado da Polícia Federal, explodiu no Ceará, com 277 mil votos, quase 60 mil à frente do segundo mais votado.

Grande parte desses deputados tiveram atuação destacada em CPIs sobre narcotráfico, pedofilia e outros crimes.

Pode-se interpretar de várias formas o fenômeno, é razoável alegar, em certos casos com razão, que alguns desses profissionais superestimam suas façanhas, mas é inegável que a votação — em geral maciça — que receberam reflete a preocupação da sociedade com a criminalidade e com uma palavra que certa esquerda detesta, mas que é um sólido valor social: a ordem.

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8 Comentários

Mercader em 15 de outubro de 2014

É isso aí!! Bancada da bala no rabo dos vermelhos PTralhas kkkkkkkk Ei Setti, poderia informar quantos militares e ex-militares da FFAA, bombeiros, seguranças e apoiadores das fábrica de armas cerram fileiras no Congresso pelo maravilhoso voto popular e democrático? Vou tentar apurar, Mercader.

ÁLVARO JUNQUEIRA em 13 de outubro de 2014

Mostre esses números para a ******* esquerdista e sabem o que ela dirá? Que é fruto do voto desinformado, alienado, elitista. Mas, quando dizemos que quem vota em Dilma é desinformado, aí o mundo desaba....

geroldo zanon em 13 de outubro de 2014

Quanto mais policiais pior para o PT

Toninho Malvadeza em 12 de outubro de 2014

Na Assembleia paulista,também é considerável o aumento de cadeiras e as votações expressivas na chamada "bancada da bala". Progressistas,seus dias estão contados...

Gil Santos em 11 de outubro de 2014

Amigo Ricardo, você esqueceu de citar Jair Bolsonaro que foi o campeão de votos no Rio de Janeiro. Pelo que sei policiais tem como função combater o bandido e por isso tem que estar sempre de olhe nos meliantes. Nada mais justo que estejam em campana no Congresso. Quer lugar melhor onde se reunem o maior número de bandidos? Não me esqueci, em absoluto, do Bolsonaro e de sua espetacular votação. Mas Bolsonaro não é policial, é integrante da reserva do Exército. Um abração

CDPLAY em 11 de outubro de 2014

Viva a polícia.

Lucas em 11 de outubro de 2014

Prezado Setti, parabéns pelo post e pela análise. Grande parte da imprensa tenta demonizar a polícia, mas a população mostra de maneira inequívoca em quem confia. Que esses parlamentares eleitos mostrem isso no congresso. Bandido bom é bandido preso, ou prestando contas ao satanás!

Angelo Losguardi em 11 de outubro de 2014

Ótima notícia, Setti. Eu fiquei bastante satisfeito com a eleição pro parlamento. Claro que o grande desafio agora é eleger Aecio, mas ainda que o pior cenário se concretize, os bolivarianos vão ter trabalho. Aumento na bancada evangélica, bancada da polícia, redução de senadores bolivarianos e de petralhas demônios em geral. No caso dos policiais, isso que você informou é excelente, pois uma das metas que os bolivarianos tem em comum é a criação de uma milícia armada pra oprimir a população, como já fazem na Venezuela. Isso aqui passaria pela destruição da PM, como primeiro passo. Agora isso está mais difícil.

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