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Acidente aéreo em Cuba mata 68 pessoas; na foto, equipes de resgate e voluntários

Amigos, vocês certamente ficaram sabendo do desatre, com 68 mortos, ocorrido em Cuba com um avião da companhia aérea Aerocaribbean durante um voo doméstico.

Toda a imprensa publicou, não é mesmo?

Alguns veículos chegaram até a dizer, e é verdade, que apesar do nome no idioma do “imperialismo ianque”, a Aerocaribbean é uma empresa pertencente à estatal Cubana de Aviación, controlada pelo governo da ilha.

O que aparentemente ninguém publicou, e agora vai neste post, é que a Cubana de Aviación, com sua frota de tremelicantes e velhos aviões soviéticos, é, disparado, a companhia mais insegura do mundo.

Sim, é como eu disse: a companhia mais insegura do mundo, a um ponto tal que alguém deveria proibi-la de continuar voando.

É o que se descobre pesquisando instituições dedicadas à segurança de vôo. No caso, o site AirSafe.com, que tem como fundador e publisher o Dr. Todd Curtis, especialista no assunto, ex-analista de segurança de vôo da fábrica de aviões Boeing e autor de livros e outros trabalhos sobre o tema.

POBREZA NÃO JUSTIFICA INSEGURANÇA — O índice mais aceito de segurança de vôo relaciona número de quedas por cada milhão de voos (pousos e decolagens). A Cubana de Aviación consegue, neste item fundamental, estar muito atrás da pior empresa do mais pobre dos continentes, a África: tem 18,53 quedas para cada milhão de pousos e decolagens, contra 11,54 da Air Zimbabwe, país que a ditadura do “presidente” Robert Mugabe praticamente destruiu .

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Avião da Cubana de Aviación: a companhia mais insegura do mundo

E pobreza de um país não é necessariamente ligada a péssimas condições de segurança de linhas aéreas, nem as justifica. Na própria África, a tradicional Air Afrique, com sede na Costa do Marfim e de que são sócios 12 países francófonos, inclusive os paupérrimos Niger e Benin, opera desde 1961 e tem um índice de segurança espetacular: 0,02 quedas por milhão de vôos. Melhor ainda, impecável, elogiável é o da Tunis Air, empresa nacional da Tunísia: o,oo.

Na América Latina, empresa com pior desempenho depois da Cubana é a AeroPeru, mas com a metade do número de acidentes: seu índice é 9,74. A Avianca, da Colômbia, apresenta 3,01, a AeroMéxico 1,76 e a Aerolineas Argentinas 0,60.

O site ainda não disponibiliza estatísticas para a Gol, embora registre no passivo da companhia uma queda — o terrível acidente de 2006, quando, após ser abalroado no ar por um jato executivo, um Boeing 737-800 caiu na selva no norte de Mato Grosso, matando 154 passageiros.

No Brasil, o índice da TAM é 7,40, o da Varig 0,90 e o da falecida Vasp, ao encerrar suas atividades, em 2005, era de 1,81.

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16 Comentários

luiz carlos em 18 de março de 2012

muita gracinha esses comentários,esses caras são completamente ignorantes qto a tecnologia aeronautica ,moro perto de congonhas e lembro dos caraveles,one levens e os velhoa boings decolando de congonhas nos anos 70, barulhentos e perigosos morria de medo qdo essas geringonsas passavam em cima de minha casa o barulho era insuportavel,hoje os tu204 e yushin95,96 similares aos jumbos ocidentais não devem nada,alias vi um ruslan antonov 125 bem maior que um jumbo decolar em campinas e o bichão naõ era barulhento não,as coisas evoluem meus caros,querer comparar velhos aviões russos e ucranianos com os novos ocidentais é covardia,compare com os novos.

guilherme augusto moreira alvares da silva em 12 de janeiro de 2012

voei de cubana aviacion, de caracas, eles utilizam o airbus A380 em seus voos, é considerada uma companhia segura, porem desorganizadas. indice por voo é uma balela, tipo o acidente da gol, nao foi culpa da empresa e o indice aplicará sobre ela negativamente já que sofreu o acidente. os indices americanos serao altissimos já que o 11 de setembro gerou uma queda de 3 avioes. essas estatisticas teriam que ser melhor analizadas

monge scéptico em 03 de março de 2011

A crítica só se justifica, porque os autores são so perfuma- dos do dem/psdb. Quero ver se teriam coragem de criticar uma CIA ianque, cujos vôos são seguros? Os ianques são seus deu- -ses?. Suas críticas não convencem nem a um cego natural; mas convence a seus pares em maldades Puxa, Monge Scépito (sic), como é que você descobriu? Sim, os ianques são meus deuses. Eu sou um agente do imperialismo ianque infiltrado na imprensa brasileira. Recebo um salário em barras de ouro. Sou também filiado a outros serviços secretos de países imperialistas, mas isto é um segredo: não conte pra ningúem. Tem mais: minhas críticas à gloriosa empresa estatal Cubana de Aviación são completamente destituídas de razão: ela é a empresa aérea mais segura do mundo, e detém os aviões mais modernos. Cordiais saudações imperialistas e reacionárias.

Lilian em 18 de novembro de 2010

Setti, Se você tiver tempo veja essas imagens, o momento em que, uma das hélices do avião parou! Parece piada mas não é, tinha um humorista dentro do avião. Avião com humorista do CQC faz pouso forçado em aeroporto de Bauru SP http://www.youtube.com/watch?v=YwG_s30_7HE Abraços! Obrigado, com certeza vou ver! Abraços

Natal Santana em 16 de novembro de 2010

Porque Lula e a turma do PT não pegam uma carona em um dos aviões da empresa cubana? Afinal, eles endeusam os irmãos Castro, deveriam confiar nas empresas cubanas, uai!

Eduardo em 15 de novembro de 2010

Madrid-Mesa Mauricio em 14 de novembro de 2010

Prezado Ricardo Setti, O site referido por você, AirSafe.com, dá conta da segurança de vôo no mundo, incluindo o subcontinente “Latin America and the Caribbean”; nada diz sobre “Latin America, Brazil and the Caribbean”. Quando você expresa «na América Latina, empresa com pior desempenho depois da Cubana é a AeroPeru, (...) 9,74. A Avianca, da Colômbia, apresenta 3,01, a AeroMéxico 1,76 e a Aerolineas Argentinas 0,60», está dando-se um jeito de subvalorizar as companhias de Colômbia, México e Argentina; tentando negar o evidente mau desempenho da TAM nessa avaliação (por baixo da Avianca, a AeroMéxico a Aerolineas Argentinas). A América Latina também é o Brasil, embora não seja muito confortável para as suas opiniões. Caro Maurício, eu não tentei negar nada. De onde você tirou isso? Eu mencionei os números ruins da TAM, como está no post. A Avianca, a AeroMéxico e a Aerolineas têm desempenho muito superior à TAM, como se pode verificar no post. Não sei porque você me atribui alguma má intenção sobre o assunto. O que é que eu tenho com a TAM, além de achar os serviços da empresa muito ruins, como acho? Deixei há tempos de ir visitar meus filhos no exterior usando a TAM, se você quer saber. Um bom domingo para você.

José Américo C Medeiros em 10 de novembro de 2010

Ei diria, para finalizar, que a aviação brasileira não deve em nada, em desempenho, ao ENEM. Foram longos 8 anos de mediocridade oficial.

José Américo C Medeiros em 10 de novembro de 2010

O caso dos fundos de pensão dos aeronautas, falidos no Governo Lula, Aeros e Aerus, por completa desvirtuação dos seus recursos, e ausência de fiscalização governamental, levou à miséria milhares de tripulantes que pagaram, por anos, a complementação previdenciária (alta). Hoje vemos comandantes que voaram até o ápice da carreira sobrevivendo com o simples benefício INSS. Enfim, TUDO na aviação comercial brasileira está um caos. O caso dos fundos de pensão dos aeronautas que faliram no governo Lula deveria ter levado um monte de gente para a cadeia, e as autoridades teriam que ter tomado providências para salvaguardar os direitos dos contribuintes. Deveríamos ter leis que permitissem até o confisco de propriedades dos responsáveis por esse tipo de tragédia, de forma a, com elas, tentar repor o que os beneficiários perderam. No país da piada pronta e da impunidade, nada aconteceu. Um abraço, caro José Américo.

José Américo C Medeiros em 10 de novembro de 2010

Bom, Setti, eu havia expressado uma preocupação com a aviação brasileira na questão segurança. Espero que a VEJA promova uma bela e esclarecedora reportagem sobre o assunto Pilotos. Desde as falências da Transbrasil, Vasp e Varig, a maioria dos seus recursos humanos experientes transferiu-se para mercados mais bem pagos na ASIA, em grandes cias como a China Airlines, Emirates, e outras, principalmente pelo não aproveitamento nas que as sucederam, TAM e GOL. Por uma questão financeira pilotos (comandantes) mais velhos não são atraentes para as cias, pois o investimento em treinamento legal e sistemático em simuladores e Ground Schools não seriam totalmente pagos (não retorno de investimentos) nos poucos anos que lhes restam de vôos, pois a aposentadoria compulsória para comandantes é aos 65 anos. Como a formação de novos pilotos é caro aos interessados na carreira, devido aos altos preços das horas de vôo em aeroclubes, hoje temos um déficit que se acentua se comparado ao crescimento da frota brasileira. Muitos dos "expatriados" gostariam de voltar para a terrinha natal,mas esbarram com a má vontade e completo desinteresse citado acima. Não só eles, mas os que, em idade acima de 50 anos, estão desempregados. Isso gera um desequilíbrio imenso, e, uma das soluções, péssima por sinal, é a admissão de co-pilotos sem experiência (em torno de 1000 horas, quando o ideal seriam 4000). Hoje em dia o que é mais levado em conta pelas cias aéreas é o custo, ou seja, o que poderia reduzir o lucro. Principalmente nas "Low Fare". Vejo isso como um sintoma negativo, e que necessitaria um necessário approach governamental ao assunto, ou estaremos em potenciais de risco. Estou escrevendo às pressas, sem dados estatísticos, porém o pensamento está correto. Fica a sugestão de uma análise melhorada para uma reportagem esclarecedora. Diga-se, e é importante, que as políticas, ou ausência delas, que levaram a essa situação, foram decorrentes da ANAC e Casa Civil no Governo Lula, principalmente na questão da venda do espólio VARIG por interesses lesivos. Abraços Caro José Américo, Achei muito boa a pauta. Acabo de passá-la ao diretor de Redação de VEJA. Um abração

Reynaldo-BH em 09 de novembro de 2010

Ao Marco das 19:18 e ao Setti. Fidel e el hermano voam numa urna alada sim! A esperança resiste! É um Ilyushin Il-62M (CU-T1282) de JAN 2000. Novo, sempre o mais novo de La Cubana! Tem só 1o0 anos! Mas é o mesmo Ilyushin. Já voei em um na Europa! Vocês podem não acreditar, mas tinha goteira! (Óbvio que do ar-condicionado!), Mas que pingava, pingava! E era um vôo silencioso! Todos os passageiros queitos! Ou rezando ou impedidos de conversar pelo esporro das turbinas que pareciam estar na cabine de passageiros. Todos bateram palmas no pouso. (De Moscou para Varsóvia!) tinha a certeza que era saudação pelo fim do pesadelo e pela sobrevivência! Ahahahaha, caro Reynaldo. Certa feita, em viagem de trabalho, fiz uma longa escala no aeroporto de Atenas. A uma certa altura, levei um susto: não sabia se era uma tempestade, com trovões terríveis, uma revoada de bombaradeiros atacando a capital da Grécia ou algo semelhante. Não, não era. Tratava-se de um Tupolev ou um Yliushin da Aeroflot -- ainda no tempo da União Sovíetica -- decolando da pista. Abraços

Reynaldo-BH em 09 de novembro de 2010

Hay que caerse, pero sin perder la ternura jamás!

Charles A. em 09 de novembro de 2010

Com o regime maravilhoso que há lá e com o progresso tecnológico e econômico trazido pelo regime progressista de Fidel e sua corte, é de se estranhar isso. Pensei que lá só existissem naves espaciais...

Marco em 09 de novembro de 2010

Para mim é novidade até q a maravilhosa Cuba tenha companhia aérea, mas com os ventos neoliberais q sopram na ilha há esperança. Quantas mortes ainda ocorrerão até o governo popular e democrático daquele paraíso resolver criar vergonha e parar de brincar de aviãozinho. Em tempo: os Fidel viajam nessas urnas funerárias aladas? Não sei responder à sua pergunta, caro Marco. É possível que tenha um belo avião presidencial -- americano ou europeu, hahahaha. Vou tentar me informar. Abração

Bastardo Inglório em 09 de novembro de 2010

Lamentável a tragédia. QUanto à situação da Aerocaribbean, o que dizer? São as maravilhas do Estado indutor, que tanto amam Lula e Dilma.

José Américo C Medeiros em 09 de novembro de 2010

Um assunto que me sensibiliza, Setti, e discorrerei melhor ainda nesse artigo. Preciso elaborar corretamente a minha preocupação com a aviação comercial brasileira. Quanto ao FLE da VARIG não está correto: se o database é iniciado em 1970, e finaliza em 2010, há mais acidentes do que o indicado (com vítimas fatais): o de Orly - 1973 - B707, o do cargueiro no Galeão - 1973 - B707, o no Mar do Japão - 1979 - B707, o na Selva Amazônia - 1989 - B737, na Africa - 1987 - B707, ainda um Avro, na década de 70. Boa contribuição para o blog, caro José Américo. O database deles é efetivamente iniciado em 1970. Não sei explicar como um site especializado tã renomado possa não ter incluído os dados que você indica. Ah, e você viu que eu tinha colocado a Jordânia -- país que até já visite, como jornalista -- na África? Ainda bem que meu primo Hugo me avisou. Um abração

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