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À sombra de Evita: a presidente Cristina Kirchner, no ato de anunciar o assalto à petroleira privada YPF (Foto: elmundo.com.co)

Primeira: Quando governador da província de Santa Cruz, o futuro presidente Nestor Kirchner (no poder de 2003 a 2007, falecido em outubro de 2010) apoiou energicamente a privatização da YPF, em 1999, e elogiou até em comícios o então presidente Carlos Menem (1989-1999).

Segunda: Estando já na Casa Rosada a presidente Cristina Kirchner, em 2008, a Repsol, em combinação com o governo, foi quem emprestou dinheiro ao grupo empresarial Eskenazi, do empresário Sebastián Eskenazi, amigo pessoal do casal presidencial, para dar a entrada na compra de um quarto (precisamente, 25,4%) das ações da YPF. Um agrado aos Kirchner por meio de amigos.

Os Kirchner começaram a falar, então, que havia sido dado um passo para a “argentinização” da ex-estatal.

Terceira: A moleza do negócio foi tanta – e a Repsol teve que engolir – a ponto de o contrato prever que Eskenazi pagaria a dívida com a multinacional espanhola não em dinheiro vivo, mas com os dividendos anuais que receberia por sua participação na YPF. Ou seja, os amigos de Kirchner receberam um quarto do colosso petroleiro praticamente de graça.

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Por toda parte na Argentina, cartazes de partidários à tomada da YPF: “CFK” são as iniciais da presidente, cujo nome é Cristina Fernández de Kirchner (Foto: juventudrebelde.com)

Quarta: A estatização da YPF virá acompanhada, já informou o governo, de uma drástica redução dos dividendos para os acionistas privados – o que significará que o Grupo Eskenazi deixará de ter essa fonte de renda para continuar pagando o que deve à YPF. Há quem preveja que, se isso se der, a YPF terá 76% das ações sob controle do Estado argentino.

Quinta: Carente de recursos para manter os programas sociais do governo, a administração Cristina Kirchner já estatizou os fundos de pensão privados, adquirindo fôlego temporário para o saco sem fundo dos gastos. A nacionalização da YPF, não por coincidência, se segue à descoberta de novas e imortantes jazidas pela então empresa privada – sobretudo o de Vaca Muerta, na província de Neuquén) – e parece evidente que a presidente utilizará boa parte dos rendimentos da petroleira em gastos sociais, sobretudo nos programas de transferência de renda.

Sexta: Contraditoriamente, porém, a exploração de Vaca Muerta, segundo especialistas em petróleo, poderá requerer investimentos colossais – algo como 5 bilhões de dólares anuais –, dinheiro que ninguém sabe de onde vai sair. Ainda mais que a Argentina gastará, este ano, 12 bilhões de dólares apenas na importação de combustíveis e no pagamento dos juros de sua dívida.

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Instalações da YPF agora pertencentes ao governo argentino (Foto: veja.abril.com.br)

Sétima: O Congresso concedeu este ano ao Banco Central carta branca para movimentar as reservas argentinas em moeda forte (44,5 bilhões de dólares), mas se trata de um colchão financeiro indispensável em tempos de crise generalizada que vivemos – além de serem reservas frágeis e modestas para o porte da economia do país. (O Brasil detinha, há dois meses, 354 bilhões de dólares em reservas).

Oitava: A porretada sofrida pela Repsol deixa com a pulga atrás da orelha outras 400 empresas espanholas que atuam na Argentina, e que investiram 22,1 bilhões de euros (mais de 55 bilhões de reais) no país. A Espanha é o maior investidor estrangeiro na Argentina.

Nona: O segundo maior, os Estados Unidos, mantém meio milhar de empresas atuando na Argentina, com um investimento próximo a 28 billhões de dólares.

Décima: Os países da União Europeia, no conjunto, mantém um gigantesco investimento de 49,5 bilhões de euros (123 bilhões de reais) na economia argentina.

Décima-primeira: Os Estados Unidos, no mês passado, retiraram a Argentina do chamado Sistema Geral de Preferências, destinado, via a isenção de determinadas taxas, a facilitar o acesso de países em desenvolvimento ao mercado americano. E por quê? Segundo o governo Obama, Buenos Aires “não agiu de boa-fé” ao não respeitar decisões judiciais que o obrigaram a pagar 320 milhões de dólares a duas empresas americanas que tiveram contratos rompidos.

A decisão norte-americana faz parte de uma campanha mais ampla de pressão para que a Argentina pague dívidas adquiridas com inversores depois do colapso de sua dívida pública, há dez anos – e faz parte dessa campanha o recente voto dos Estados Unidos contra novos empréstimos do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento ao governo de Cristina Kirchner.

Décima-segunda: A Espanha será o 40º país a abrir um contencioso econômico com a Argentina.

Décima-terceira: Como se costuma dizer, os capitais não vão a – ou fogem de – países que maltratam os inversores. Não é por acaso que o sóbrio Financial Times britânico – bíblia diária do capitalismo que nenhum executivo de empresa importante no mundo deixa de ler –, saindo de seu tom usual, escreveu que a Argentina é governada por uma “lunática populista”.

Aguardemos os próximos capítulos do episódio Repsol. Que poderá prosseguir.

Décima-quarta: Quem leu ou ouviu direito o discurso da presidente quando anunciou o assalto à Repsol certamente terá prestado atenção numa passagem em que ela diz: “As telefônicas, — uma delas é espanhola e nos submeteu recentemente a um apagão –, e espero que o ministro[das Comunicações] atue prontamente em relação a isso…”.

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Juliany em 01 de maio de 2012

Não publico comentários ofensivos, mentirosos e calhordas como o seu. Você me faz um favor se sumir deste blog.

Pedro Luiz Moreira Lima em 26 de abril de 2012

Profecias argentinas 06:21, 25/04/2012 PAULO MOREIRA LEITE POLÍTICA, ECONOMIA TAGS: ARGENTINA As vezes eu acho que a Argentina virou um melodrama contemporâneo desde que Madonna fez Evita e cantou Dont Cry for Me, Argentina… O filme é perfeitamente descartável e banal e sua melodia ajudou a consolidar o estereótipo de que os argentinos tornaram-se um país de infelicidade e decadência. Quando Cristina Kirschner decidiu estatizar a YPF, foi a mesma reação. Pobres argentinos que irão perder investimentos, ficarão isolados do mundo, às voltas com seus políticos populistas, malandros e incompetentes. Vamos chorar por eles… Pois é. Há uma década a Argentina cresce a taxas chinesas. Seu crescimento médio equivale ao dobro do que o Brasil obteve sob Lula que, por sua vez, era o dobro do que se obtinha com FHC. Pobres argentinos, não? Os credores denunciaram Nestor Kirschner como um demagogo mas ele reestruturou a dívida externa, mudou o cambio e o hoje o pais acumula superávits comerciais que dão inveja a muita gente. Parece que em torno da YPF não há conflitos de interesses materiais, nem pontos de vista diferentes, nem disputa por renda, por ganhos e perdas, que podem levar a reações diferentes para um lado e para outro. É como se houvesse um grande consenso mundial que apenas os desenturmados e desorientados não consegue alcançar. O mundo desabou em 2008 e ainda não ficou de pé. Os políticos responsáveis pela crise estão sendo depostos pelo eleitorado, um a um. A Economist já avisou seus leitores que o capitalismo de estado (ou seja o nome que se queira dar a este fenômeno) tem gerado crescimentos mais elevados nos emergentes mas tem gente que ainda não entendeu. Ninguém pergunta por que os espanhóis – que eram donos da YPF – deixaram os investimentos cair ao longo da década, obrigando o país a se tornar importador de petróleo. Será que eles têm o cofre cheio para investir o que seria preciso, com o desemprego em mais de 20% e uma pobreza tal que já tem cidade legalizando o plantio de maconha para tentar diminuir o desemprego? Ou por que mesmo a oposição argentina, que apoiou a privatização da empresa, se dispõe a sustentar a estatização. Em artigo publicado esta semana na Folha de S. Paulo, o professor Bresser Pereira questiona este senso comum. Bresser mostra que a economia mudou mas a maioria dos críticos não consegue entender a nova melodia: “o desenvolvimento da Argentina depende dos capitais internacionais, ou são os donos desses capitais que não se conformam quando um país defende seus interesses? E, no caso da indústria petroleira, é razoável que o Estado tenha o controle da principal empresa, ou deve deixar tudo sob o controle de multinacionais?” Bresser Pereira diz ainda: “Não faz sentido deixar sob controle de empresa estrangeira um setor estratégico para o desenvolvimento do país como é o petróleo, especialmente quando essa empresa, em vez de reinvestir seus lucros e aumentar a produção, os remetia para a matriz espanhola.” O professor coloca uma luz importante quando recorda a situação do mundo atual, que jogou de cabeça para baixo aquilo que outro iconoclasta – o professor John Kenneth Galbraith – chamava de “sabedoria convencional.” A maioria dos críticos da decisão argentina diz que o país irá perder com a medida, pois ela afastará os investimentos externos. O problema desse argumento é que os investimentos externos não estão em falta nos países emergentes – estão sobrando. “Um país como a Argentina, que tem doença holandesa moderada (como a brasileira) não precisa, por definição, de capitais estrangeiros.”. Segundo o professor, “os grandes interessados nos investimentos diretos em países em desenvolvimento são as próprias empresas multinacionais. São elas que capturam os mercados internos desses países sem oferecer em contrapartida seus próprios mercados internos.” Vamos combinar que o debate é mais interessante do que uma música melodramática…

emilio em 25 de abril de 2012

muy gráfica la exposición de la revista VEJA pero el problema no son los gobiernos corruptos en especial los peronistas, que son y fueron bandas mafiosas sino la mentalidad de un pueblo ignorante que no entiende el concepto de dignidad y decencia mas del 50% de la poblacion argentina vive de las limosnas del estado, esa es la situacion, que pais se puede formar en ese entorno?

Pedro Luiz Moreira Lima em 24 de abril de 2012

Caro ReynaldoBH: Não vejo chantagem da Argentina a ninguém e muito menos assalto - a privatização da YPF não gerou riqueza e muito menos aumento da produção de Petróleo ao contrário remessas de dinheiro para a Espanha e sem nada em contrapartida. A decisão é legal,dentro da lei e uma decisão interna,soberana não vejo motivos dos termos tão duros ao governo da Argentina.Pode sim criticar e dizer que a YPF espanhola era fantástica,super produtiva etc - era? Quanto a oferta da YPF Argentina de negociar um aumento de investimento da Petrobrás - vejo como uma negociação entre países e empresas - uma decisão politica e econômica. Assim como é dever do Brasil de defender sua indústria,dos EUA,da Europa...e porque não a Argentina. Os exemplos citados por você é de via única e qual a da Argentina? Não respondo a minha pergunta - não sou expert em comércio internacional - mas ouvir os dois lados sempre foi para mim essencial. Um abraço Pedro Luiz

Reynaldo-BH em 24 de abril de 2012

Até quando a Argentina irá usar e abusar de uma posição que beira a chantagem, como política de Governo? E contra parceiros históricos? Espanha, Brasil....Isso não é ter atratividade: é um simples e mero assalto! .............. Argentina suga empregos e indústrias do Brasil, por Ilimar Franco Ilimar Franco, O Globo Nem a Espanha nem a YPF são as únicas vítimas da presidente da Argentina, Cristina Kirchner. O Brasil e empresas aqui instaladas também são. Máquinas agrícolas, calçados, móveis e carne suína produzidos no Brasil, e exportados para a Argentina, estão há cerca de um ano bloqueados na aduana do “país irmão”. O governo Dilma e o Ministério das Relações Exteriores têm tido uma postura blasé, diante de uma pressão que está gerando desemprego e pode fechar fábricas no Brasil. A Petrobras está sendo pressionada a investir na Argentina. As empresas de máquinas agrícolas John Deere (RS), AGCO do Brasil (RS) e Case-New Holland (PR) também. Colheitadeiras e tratores destas empresas estão retidos na aduana argentina. Para liberá-las, segundo o deputado Osmar Terra (PMDB-RS), o governo Kirchner exigiu que elas se instalem na Argentina. A John Deere está investindo US$ 130 milhões numa fábrica em Rosário. A AGCO US$ 150 milhões em Buenos Aires. A Case US$ 150 milhões em Córdoba. Como não há mercado para tantas fábricas no Mercosul, Kirchner está sugando indústrias e empregos do Brasil.

Corinthians em 24 de abril de 2012

Setti, Como sugestão gostaria de colocar a reportagem sobre os noruegueses que estão vindo ao Brasil para fazer negócios - a causa é o aclamado pré-sal - que está na Veja da semana passada, páginas 126/127 se não me engano. O que acho relevante nesta reportagem é a impressão (que não é errada) que os noruegueses tem de nós, além é claro do quadro mostrando as diferenças entre a empresa de petróleo e como o governo Norueguês trata suas reservase a maneira que tratamos o pré-sal e a nossa Petrobrás. Também acho que seria interessante ver o histórico das ações da petrobrás, apontando todas as investidas nacionalistas que tivemos (conteúdo nacional, sistema de partilha, etc.). Fica a sugestão de pauta. Enquanto isso permanece os medos de que por causa da síndrome terceiro-mundista agora a Petrobrás vá investir mais ainda na Argentina, mesmo depois do tombo que tomou e dessa nacionalização da YPF - além é claro de ver como boa parte da população e a maioria dos políticos automaticamente apoiaram a Argentina e falam do país como se fosse um exemplo... enquanto isso faltam produtos básicos nos supermercados (será que eles querem arrumar algum embargo para tentar justificar o declínio sistemático de sua economia) ?

Pedro Luiz Moreira Lima em 23 de abril de 2012

Flavico: Olha amigo Flavico - não temos todos os dados nas mãos nas mãos - o Estado Argentino em minha opinião não tomaria uma decisão sem ter dados econômicos,financeiros e jurídicos ao to,ar decisão que tomou. Sempre deixo a poeira baixa para ter uma opinião definitiva. Abraços Pedro Luiz

Flavico em 23 de abril de 2012

Sr. Pedro Luiz Moreira Lima Ninguém disse que a expropriação da YPF não tenha sido uma "atitude soberana da Argentina". O que se discute aqui é a uma atitude irresponsável, apesar de "soberana", que somente irá prejudicar os próprios argentinos.

Corinthians em 23 de abril de 2012

Geneuronios - 22/04/2012 às 0:50 Hehehe isso é a mais pura verdade.... infelizmente...

SergioD em 22 de abril de 2012

Ricardo, segundo o Valor Econômico da última sexta, a presidente da Petrobra, Graça Foster, esta reduzindo paulatinamente a participação da empresa na Argentina. Ela não engoliu a cassação de uma concessão de exploração com a alegação de falta de investimento. A Argentina, infelizmente segue o caminho de Hugo Chavez e Evo Morales que só fizeram prejudicar a industria de petróleo de seus países. O YPF pode não ter cumprido metas de investimento previamente estabelecidas junto ao governo argentino, no entanto o sinal que o país passa para os investidores externos é péssimo. Se o país está a beira de uma crise ambial, onde vai conseguir recursos para investir na exploração de gás e óleo? Quem, depois de um movimento desses, cai querer investir por lá? O país tem o direito soberano de tomar um atitude como essa, mas será que ninguém mede as consequências? O mesmo se deu com a Bolívia anos atrás. Qual a consequência para a república cocalera? Em poucos anos o seu gás vai ter importância marginal para o Brasil, que com suas atuais reservas poderá, em poucos anos, forçar um queda de preços significativa aos bolivianos. Suas reservas de gás natural vem definhando ano após ano se investimentos da Petrobras e de outras companhias multinacionais. Isso é o que se paga por bravatear com os reais interesses de suas nações e povos. A curto prazo tudo é entusiasmo e otimismo. A longo prazo essas decisões se tornam em atraso e arrependimento. Abraços

Geneuronios em 22 de abril de 2012

Por aqui tem uma outra louquinha parecida ...

Luiz Pereira em 21 de abril de 2012

Setti, E não é que o poderoso de Vido, veio mesmo? O Lobão, que vc conhece bem, está rindo que não se aguenta. O argentino tb. Será que riem de nós? abs Se a Petrobras, como quer o governo Cristina Kirchner, investir nessa empresa tomada da Repsol, acho que, sim, irão rir-se de nós...

Marinho em 21 de abril de 2012

Argentina,Brasil,Bolivia,Equador,Venezuela e Cuba são países governados por individuos que há muito já deveriam ter internados em hospitais psiquiatricos para serem cobaias,(pois não devem ter nada no lugar do cérebro).Ou internados em prisões de segurança máxima que não utilizam guardas/agentes,(CEMITÉRIOS).

Pedro Luiz Moreira Lima em 21 de abril de 2012

Setti: É uma decisão soberana do governo argentino - se a empresa privada espanhola não cumpriu acordos estipulados como investimentos e aumento da produção,descumpriu seu contrato assim a retomada da empresa nas mãos do estado para mim não é nenhuma ilegalidade. O governo espanhol exige indenização de 10 bi dólares - tudo bem exigir pode exigir até 100 bi dólares - problema é provar se o valor é justo. O governo argentino pode até pagar 1 dólar - bastando demonstrar o volume de dinheiro remetido para a Espanha desde de sua desprivatização. Desprivatizar ou Privatizar são medidas unilaterais de qualquer estado soberano. Pode-se gostar ou não - foi uma decisão de soberania da Argentina e devemos repeitar. "O Brasil – via Petrobras – só será enganado se quiser. Ou se houver mais uma ordem ideológica imbecil de fechar os olhos para a pirataria deste bolivarianismo, que nem sequer é ideológico." Ordem ideológica imbecil - não podemos qualificar decisão imbecil caso haja um estudo técnico e econômico da Petrobras investir na na Estatal YPF - se for viável técnica e economicamente não será imbecil. A historia da Petrobras na Bolivia merece mais estudo e comprencóes 1 - Petrobras foi a lider de um grupo de empresa dado a concessáo na exploracáo de gas na Bolivia, costruir dutos para vinva do gas nno Brasil - o investimento na Distribuicáo do gas era da ordem de 80% do investimento e na hora da reparticáo do lucro de igual para igual com as outras empresas e a parte da Bolivia bem abaixo dos preco de mercado. A decisáo da Bolivia foi na defesa de sua economia a na;ao - decisáo soberana e dentro dos direitos internacionais - o resto e negociar,negociar e negociar. Minha maneira de anal;isar a situa;áo. Abracos Pedro Luiz

duduvieira10 em 21 de abril de 2012

Prezado Setti; Que história mais cabeluda nos contou,,,se entendí bem, os companheiros Argentinos não estava fazendo o papel de "perfeitos idiotas latino-americanos que o grande escritor Vargas Llosa o bem definiu". A Argentina nesse momento sabe muito bem o que esta fazendo, ou seja: despauperrear o que resta da outrora rica, milionária e orgulhosa Argentina (os companheiros estão por traz, será que lá tb tem mensalão?). Devevemos lembrar que a Argentina não participou da II Guerra,vendeu para os dois lados, grande produtora de alimtentos : ficou rica, com tuia cheia, mas um monte de ratos, a tuia esvaziou, a Grande nação dos los hermanos está fadada a virar pó, uma República de bananas, como tantas latinas , bananas porque a banana é nativa não precisa plantar é só colher. " Não chores por mim Argentina "

SidneyCWB em 21 de abril de 2012

Outra coisa que eu não entendo é o seguinte: Se o Hugo Chaves já fez antes e vemos a Venezuela com sérios problemas e, antes dela, todos os outros países que no século XX aderiram a esta ideologia são provas contundentes que não funciona, por quê ainda tem quem acredite em tudo isso? É só analisar os FATOS históricos e pensar um pouco para ver que nada disso dá certo...

SidneyCWB em 21 de abril de 2012

É fácil para os idiotas bolivarianos fazerem besteiras pois aí o Brasil vai e ajuda quando a vaca vai pro brejo. Em nome da "integração" do continente vamos cedendo nossas riquezas e tecnologias sem pedir nada em troca. Aí falam em privataria. Pior que ela é DAR refinarias, aumentos de preço em energia de Itaipú, perdões de dívidas, etc. sem pensar primeiro no NOSSO povo, nos nossos problemas. Primeiro temos de arrumar nossa casa e depois ajudar o vizinho...

Marco em 21 de abril de 2012

Amigo Setti: Parabéns pelo artigo,os nossos vizinhos, tem tradição econômica em revogar e ferir acordos,ou forçar vantagens para si.Tradição em complicações multilaterais. Capital investido, nesse pais é quase sempre uma perda certa, ou d impossível retorno. Eles acham q as industrias de fora, com sua esmagadora populista d ilusão de ótica, q investimento custa muito ao país.Ideia de preguiçoso, q ganhos de competição tem q ser anulados, já q geram produtividade e disponibilidade de aquisição de outros produtos com melhor eficiência. Ou seja, a possibilidade de se comprar tudo com opção do menor preço. O q ela está propondo é um meio de de se beneficiar como produtor a expensas do consumidor e contribuinte. Por um mero interesse particular politico. Isso se chama CIDADANIA?????????????? Abs

antonio b. em 21 de abril de 2012

Se vão ou não publicar é outra coisa. Mas que essa revista é radical isso é. E por isso não gosto da linha editorial.

aristoteles drummond em 21 de abril de 2012

O Reynaldo-BH tem toda razão e abordou o assunto com muita propriedade . Só não foi total pois insinua que um Ministro brasileiro , politico e parlamentar, fosse se manifestar sobre um assunto que envolve duas outras nações com as quais mantemos boas relações . Cumpriu o protocolo . No mais o atento leitor mineiro esgotou o assunto. Quem viver verá.........................

Reynaldo-BH em 20 de abril de 2012

Tenho certeza que em breve ouviremos vozes acusando a Europa pelo "cerco econômico" à Argentina. A Espanha fez o óbvio: deixará de importar biodiesel da Argentina. Conta do estrago: 800 milhões de Euros/ano! A Argentina EXPORTA mais para a Espanha do que importa: vendeu 2,1 Bilhão de Euros enquanto importou 1 bilhão de Euros. Saldo: 1.1 bilhão... a favor da Argentina! A União Européia dava tratamento preferencial (alfandegário e tarifário) à Argentina. Deixara - de novo, obviamente - de adotar esta exceção. O Brasil - via Petrobras - só será enganado se quiser. Ou se houver mais uma ordem ideológica imbecil de fechar os olhos para a pirataria deste bolivarianismo, que nem sequer é ideológico. É só discurso de palanque que animados tocadores de bumbo vão atrás. Assim Evo levou uma refinaria (construída com dinheiro brasileiro) e Lula viu a uva...Chegamos a ler opiniões - DE BRASILEIROS - defendendo a tunga de Evo Morales, em nome de uma "integração latino americana". Hoje a Argentina já suspendeu a Licença automática de Importação, negociada no Mercosul e assinada pelos dois governos. Resultado: exportadores brasileiros não conseguem sequer entregar os produtos JÁ vendidos. Até anteriormente à mudança. O Brasil pode esquecer o acordo que tentava implementar entre o Mercosul-União Europeia. Taolvez o mercado europeu não seja tão atrativo para o Mercosul. Afinal é o segundo do mundo, atrás dos USA. Com este, bem com este também a coisa vai mal. Analistas políticos pedem a expulsão da Argentina do G20 por não representar um governo com "um mínimo de seriedade e credibilidade". Empresas brasileiras estabelecidas na Argentina já foram OBRIGADAS a NÃO EXPORTAR por ordem TELEFÔNICA do ministro da Economia. Quando o empresário contrapôs que o material era para exportação, ouviu: "cancele"! Há maneiras e maneiras de se desapropriar uma empresa. Até Chavez, na Venezuela, pagou por algumas das "expropriações" que fez e transformou empresas lucrativas em pré-falimentares. CK precisa de impacto. De se mostrar a destemida, a que continuará com os programas que prometeu mesmo sem reservas em caixa para tanto. Primeiro, os fundos de pensão (já DETONADOS). Agora a Repsol. Na mira A telefonia. E o Lobão, este ministro da base alugada - cota PMDB, guiche Maranhão - vem à público dizer que confia "nas relações de amizade" com a Argentina. Substituímos contratos por amizade! E de mais a mais, nem a língua deles falamos. Pelo que sei, eles falam.. espanhol! Seria muito imaginar que "amizade" entre Argentina e Espanha deveria (e era) ser histórica? E o Brasil se crê com "laços de amizade" mais sólidos? Como diz o amigo Luiz Pereira, abre o olho Brasil! (Se bem que se for mantido o padrão da Petrobras quando é roubada, a Argentina nada tem a temer.)

Nando em 20 de abril de 2012

Será que a "lunática populista" está usando o mesmo talquinho do maradona?

Sylvia em 20 de abril de 2012

Mas é feia!!! Parece o cão chupando manga. Não merece nada mais que este comentário.

Cidadão! em 20 de abril de 2012

Que inveja de Cristina Kirchner, depois que li Privataria...Vale do Rio Doce... Sugiro você se informar em outras fontes, também...

Luiz Pereira em 20 de abril de 2012

Setti, boa noite, CK comete desvarios, mas esse tom nacionalista tem agradado a população em geral. Pelo menos assim parece. A questão é que uma hora a ficha cai. Será que vão tirar dinheiro desse fundo para explorar as novas jazidas? Ou será que chamará a Petrobras para parceira? Isso não me surpreenderia. E, convenhamos, 5 bi de dólares/ ano seria suportável, creio, para a Petrobras. Vai ter gente por aqui achando tentador. O problema é que os argentinos mudam de idéia feito o vento. A saída mais provável é que tentem uma aproximação com os chineses. Esses, que não são bobos, vão querer garantias e compensações extras. Pode estar certo de que se esses entendimentos ocorrerem e prosperarem, mais produtos chineses entrarão na Argentina com alíquota baixa. Serão "nacionalizados" e enviados para nós. Vamos ficar de olho vivo! abs Caro Luiz, se eles vão chamar a Petrobras? Já chamaram! Está no site da Agência Brasil, entre outros. Se der tempo, vou postar comentário a respeito ainda hoje.

elizio em 20 de abril de 2012

Caro Setti: realmente, apesar de considerar a Argentina como uma segunda pátria, vou desconsiderar todas as minhas opiniões. Se querem descer a ladeira, desçam! Muito cuidado nós, porém; o trilheiro é muito parecido.

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