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O edifício-sede da sede da petroleira YPF em Buenos Aires: para a Espanha, um “ato de hostilidade” (Foto: Juan Vargas / AFP)

O assalto e tomada de posse, na marra, do governo da presidente Cristina Kirchner à empresa petrolífera argentina YPF, subsidiária da multinacional espanhola Repsol, é isto mesmo: um assalto.

Deixando à margem as gravíssimas consequências que o gesto terá para o fluxo de investimentos estrangeiros à Argentina, para as relações com um país que há séculos mantém boas relações com Buenos Aires – a Espanha – e com a própria União Europeia, o governo demagogo, populista e autoritário de Cristina preferiu o caminho da ilegalidade. O ministro da Indústria, José Manuel Soria, considerou, antes da virtual ocupação da empresa, que a atitude do governo argentino até então constituía um “ato de hostilidade” a Madri.

Poderá custar caro em todos os sentidos, inclusive no financeiro. A Espanha tem com a Argentina há vários anos um Acordo de Proteção Recíproca de Investimentos. Um recurso da Repsol e do governo espanhol ao Centro Internacional para a Arbitragem sobre Investimentos, organismo multilateral ligado ao Banco Mundial, pode custar aos cofres de Cristina pelo menos 4 bilhões de euros.

Cristina agiu com a Repsol com a mesma truculência com que lança mão dos baderneiros piqueteiros para encurralar governantes locais dissidentes, com que utiliza a tropa de choque de jovens conhecida como “Cámpora” para hostilizar e pressionar parlamentares da oposição e com que tem usado todos os meios a seu alcance para calar a imprensa crítica. São métodos que se coadunam como os de mentir descaradamente sobre a real taxa da inflação, se preciso for enxertando os órgãos oficiais de militantes peronistas que recebem ordens da Casa Rosada e destruíram a credibilidade construída durante décadas por essas instituições.

(A revista britânica The Economistinformou há algumas semanas a seus leitores que não mais publicaria qualquer estatística econômica proveniente do governo argentino).

No caso da YPF, a presidente apertou um botão em março e, como em cascata, sete províncias governadas por aliados seus começaram a cancelar dezenas das 150 licenças para exploração de petróleo em seus territórios pela empresa, sempre sob a mesma alegação: a suposta insuficiência de investimentos.

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Cristina Kirchner: demagogia associada à truculência já se tornaram marca de governo (Foto: VEJA)

A YPF, estatal privatizada em 1999, fez tudo o que estava ao alcance de uma empresa privada para obter um acordo com o governo argentino – e as propostas foram invariavelmente recusadas. Entre outras, as seguintes:

* o compromisso escrito de inversões de centenas de bilhões de euros;

* conceder mais poder ao governo central e às províncias na empresa por meio da criança de um pool de províncias que passaria a deter 10% do capital (hoje, 57,43% YPF pertencem à Repsol, 25,46% ao grupo argentino Petersen, 17,09% são capital flutuante comercializado em Bolsa e apenas 0,02% do governo argentino);

*  entrada de um sócio financeiro e industrial que fosse “abençoado” pela presidente – caso em que a estatal chinesa Cnoc e seu sócio argentino, a família Bulgheroni, próxima a Kirchner, ficariam com uma boa fatia da empresa.

De nada adiantou também mostrar números expressivos – como os da província de Mendoza, uma das últimas a banir a Respsol: ali, as planilhas da multinacional mostram que os investimentos vêm crescendo ininterruptamente desde 2007, que passaram de 600 milhões de dólares no ano passado e, depois da extensões de concessões acordadas com o próprio governo local, alcançariam mais 3,5 bilhões nos próximos anos.

De nada adiantou, e nem adiantaria – como foi efêmero o efeito do longo telefonema trocado dias atrás entre o rei Juan Carlos e a presidente, que acalmou o ímpeto demagógico do governo durante apenas alguns dias.

A Argentina, país riquíssimo em diferentes formas de produção de eletricidade, vive uma brutal crise energética, e a presidente, como costuma agir, encontrou um bode expiatório: desta vez, é a Repsol.

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Pedro Luiz Moreira Lima em 25 de abril de 2012

Elizio: Sou filho sim - e lançou recentemente a quarta edição do Senta a Pua pela editora Action brevemente nas livrarias. Estou com você nessa bobajada geral de animosidade contra argentinos e demais irmãos sul americanos. Estive recentemente em Buenos Aires como turista e não vi a decadência - adorei tudo. Não vou afirmar que tudo é maravilhoso na Argentina mais sim pontos comuns que me fazem admirar os governos do casal Kichener. Obrigado pelas palavras delicadas ao pai - temos algumas discordâncias porém uma bela e carinhosa concordância ao pai. Grande abraço Pedro Luiz

elizio em 20 de abril de 2012

Pois é Pedro: olhando para cima daqui e vendo os livros "Heróis do Céu", "A Caça Brasileira", sinto-me gratificado por alguém, alguém que recusou-se a ser chamado de herói, conforme suas palavras, ou palavras escritas em um livro: "Fomos apenas rapazes da época que, a exemplo de centenas que não conseguiram vaga no contingente da FAB que embarcou para a Europa em 1944, fariam qualquer coisa para não deixar passar aquela oportunidade.

elizio em 20 de abril de 2012

Caro Pedro: acaso é filho do Brigadeiro Moreira Lima, um dos meus ídolos? Estou me esforçando e muito, mas não consigo acreditar. Não pode ser!

elizio em 20 de abril de 2012

Caro Pedro 17:20 Você está delirando? Vou todo ano, uma ou duas vezes para a Argentina. A queda é abissal. Nada, mas nada mesmo, a ver hoje a pujante Argentina de alguns anos atrás. Sempre gostei muito do interior de lá, nada de ufanismos, sempre me senti em casa. Não venha, por favor dizer que desconheço; durante anos acompanhei de perto, de corpo presente, o declínio daquela nação - e garanto para você, com muito pesar, pois adoro aquele lindo país. -

Pedro Luiz Moreira Lima em 18 de abril de 2012

Reynaldo BH: Infelizmente meu bínligue vai um pouco além do inglês, o espanhol é o lamentável portunhol. A política Argentina como a do resto mundo é o "vai para lá,vai pra cá." Minha admiração e meu respeito ao casal Kischner - Primeiro a maneira soberana tratar com o Mundo Descivilizado Financeiro ao decretar o Não Pagamento da Dívida Externa e posterior negociação. Foram chamados de tudo do que nome e pressão - se mantiveram firmes e a Argentina com apoio do POVO começou a crescer de 10% a 12%.Nestor reeileito e depois Cristina eleita,foram vitoriosos e com aceito popular amplo com eleições livres e democráticas. Segundo:A questão militar,revogou junto ao STF a Lei de Anistia de Menen(lei da Obdiencia Hierarquica) e começou a abrir processos e documentos do período da Ditadura Civil Militar da Argentina. Retomou para o Estado a ESMA(Escuela de Mecanica de la Armada) - um enorme terreno e instalação doada para a Marinha Argentina com o fim de formação profissional dos seus integrantes em 1921. No período de horror e terror ali foram mortos,trucidados e desaparecidos 5.000 argentinos e por volta de 200 sobreviventes.Não foi o único campo de exterminio argentino mas o maior deles. Nestor Kischner tomou as instalações para o Estado e num filme lindo e memorável - Organizações de Direitos Humanos as hoje Avós da Praça de Maio - entraram nas instalações munidos de tintas,instrumenos musicais e população - emocionados transformam um campo de horror,dôr e morte em pinturas de FlÔRES e CANTOS - aqui ao relembrar as imagens me emociono e "vejo" os jovens,velhos ali trucidados seus espíritos libertos sem vendas e diante dêles a Liberdade. Os carrascos civis e militares de alto e baixo coturno - com julgamento e ampla defesa,considerados culpado cumprem prisões perpétuas,30,25 e 10 anos conforme seus crimes - Fim da Impunidade! Terceiro: a abertura de processo contra O Clarin maior jornal da Argentina e principal opositor aos Kischeners, processo movido por um empresário judeu. Dois empresários judeu eram donos da única gráfica produtora de papel para jornais.Durante a Ditadura Argentina o Clarin junto com o Alm Massera - que dirija a ESMA sequestraram um dos irmão e por intermédio do terror - O Clarin passou a ser dona da Grafica(tudo feito pela lei,cartório e chancelado pelo Alm Massera e sua ESMA) O irmão restante assinou todos os papéis e sem saber o paradeiro do outro. Um comando de Israel libertou das garras de Massera e cia o outro irmão - mas o crime já fora feito e recorrer a quem numa ditadura com 30.000 desaparecidos? Um dos irmãos ganhou na justiça a grafica de volta - O Clarin condenado num tribunal com amplo direito de defesa - perdeu a IMPRENSA NÃO É INIPUTAVEL! as provas contra O Clarin eram arrazadoras. O Estado Argentino comprou a gráfica e hoje ela é Estatal - seu papel antes destinado ao Clarin por preços bem abaixo do mercado,vendido a preços acima do mercado a outros jornais. Mudou o quadro, o papel jornal é distribuido igualmente e preços subsiados para a pequena imprensa,jornais de bairro,sindicais e etc quebrando o monopólio do Clarin e outros da grande imprensa.Acarretou um enorme aumento de circulações de periódicos de todas as tendências.Não sei se você fica feliz - EU FICO! As Avós da Praça de Maio, Organizações pelos Direitos Humanos e ainda uma boa parcela da população argentina - apoiaram Nestor e agora Cristina - motivo que apoio e admiro a Presidenta da Argentina. Veja amigo ReynaldoBH assim como me apresentou um vídeo verdadeiro e a todos um fato real(só não hablo o espanhol) assim não vi.De outro lado apresentei fatos reais e acontecidos - sem estigmatizar de disso e daquilo. Você tem sua convicçõs e eu as minha podemos expo-las como agora - sem o "prego contra a liberdade de imprensa",ou "praga,bipolar,nacionalismo barato e desfocado" li depois que se refiria aos Kischener mas os apoiando como os apoio se dirijiu a mim também - e detesto quando num debate a tentativa de qualificar o oponente de "ISSO OU AQUILO" e lamento dizer você o fêz. Debater idéias sem ranços partidários a civilidade trás luz aos debates. Abraços cordiais. Pedro Luiz

Pedro Luiz Moreira Lima em 18 de abril de 2012

Caro Eduardo Queiroz: Fico com minha posições nacionalista democrática e sem xenofobia, Economia é simples e parte de um pressuposto:"As riquezas produzidas no país,fiquem no país" isso se refere na defesa do mercado interno,do seu capital(capital de faz em casa). Sou arcaico e Grecia,Italia,Espanha,EUA,Inglaterra... e tantos outros que embarcaram no "Modernismo" - AH! amigo,não parecem tão bons da perna. Abraços Pedro Luiz

Luiz Pereira em 18 de abril de 2012

Setti, bom dia, Quando a YPF foi privatizada, estava sem caixa para fazer os investimentos necessários de modo a aumentar sua produção. A Argentina enfrentava já naquela ocasião grave crise energética. A empresa foi privatizada, mas ao que parece, os preços ficaram sob controle. DE alguma forma deve ter andado tudo nos conformes por um bom período. No governo CK os índices de inflação são amnipulados. A gasolina, como em qq país, tem peso grande nesses índices. Então, um dos geniais assessores de CK, talvez esse mesmo de costeleta à la Elvis, surge com uma idéia:"reestatizamos a YPF". Ora assim os preços de gasolina poderão continuar a serem manietados. Genial! É de se perguntar como gente tão despreparada alcança o poder. Gente que não lê história, que não sabe que isso nunca deu certo, a exemplo de congelamentos de preço. Ou talvez saibam, mas estejam se lixando para tudo, já que estão preparando seu butim para cair fora, como fez Perón. Que Menem foi corrupto não é novidade. E os K, e sua evolução patrimonial descabida, o que são? abs

Eduardo Queiroz em 18 de abril de 2012

Li os comentários do Reynaldo-BH - 16/04/2012 às 22:41 e concordo com tudo o que ele disse... foi claro e educado em todos os seus posts mas parece que há pessoas que não entendem nada que seja contra as suas próprias idéias arcaicas e nacionalistas... mas ainda bem que encontramos pessoas lúcidas como o Reynaldo no Brasil... infelizmente são a exceção a regra...

Eduardo Queiroz em 18 de abril de 2012

Nada como ter inimigos e bodes expiatórios externos para camuflar a incompetência interna. Além do problema criado com a Grã-Bretanha (Malvinas), agora é a vez da Espanha, com a Repsol. A Petrobras também está vendo seus interesses na Argentina prejudicados... mas se a posição dos PeTralhas for a mesma tomada pelo Lulla no caso do assalto do Evo Morales na Bolívia, as ideologias esquerdopatas vão ficar acima da Justiça e o prejuízo nacional é perdoado...

anonimo em 17 de abril de 2012

Manifesto meu repúdio a esse governo corrupto e demagógico de Cristina Kirchner, que vai levar a Argentina à derrocada. A privatização da YPF foi a única forma de a empresa não desaparecer sob a falta de profissionalismo, a corrupção, o cabide de empregos e o nepotismo. O que a Argentina precisa, urgentemente, é de uma boa dose de capitalismo.

antonio em 17 de abril de 2012

A econômia Argentina esta a beira do abismo. Privatizando a empresa petrolífera YPF, subsidiária da multinacional espanhola Repsol. A Espanha e demais países da Comunidade Europeia, tomarão medidas punitivas, em termos de créditos internacionais e relações comerciais contra a Argentina. Isso caira como uma luva para que a presidenta Cristina Kirchner, use como desculpa para o caos econômico argentino. Ela dirá que a crise econômica é causada pelas sanções econômicas da Espanha e países da comunidade europeia e não pela sua má gestão .

Joao Carlos Pereira em 17 de abril de 2012

Assalto foi o que a Repsol fez durante todos esses anos com o povo argentino, explorando o petróleo deles e mandando o lucro para a Espanha. Investiram tão pouco no país que o país teve que aumentar as importaçoes de petróleo em 10 vezes. Da mesma maneira que a Telefonica/Vivo explora os brasileiros com as mais altas tarifas do mundo, e mandam o lucro para a Espanha! Tudo isso graça as privatizaçoes armadas por Menem e FHC! Riquezas como essas não se vendem a preço de banana, se fazem CONCESSÕES, por tempo limitado, e o governo ainda fica com 49%. É só comparar a maneira como FHC privatizou tudo e como a Dilma "privatizou" os aeroportos.

João Humberto Venturini em 17 de abril de 2012

Não é assalto! Assalto foi o q fez o Menem qdo a privatizou isso sim. Parabéns a Cristina Kirchner pela decisão soberana!!

Oswald em 17 de abril de 2012

Tem um aqui que falou mal de Menem, nesta questão da privatização e agora usurpação da YPF. Tudo bem que o Menem não era flor que se cheire, mas e bom lembrar para os esquecidos, como este cidadão que critica ao Menem, que os mais furiosos partidários da privatização na época da YPF e ajudaram muito para isso foram:....o falecido Nestor Kirchner e sua desconhecida esposa Cristina Fernandez de Kirchner. É bom refrescar a memória para esta gente. Conclusão óbvia: as prioridades mudaram. É necessário mudar o foco, a atenção do povo do problema real(Inflação galopante, mascarada pelos institutos oficiais, desemprego, frustração geral, etc). Como o problema das Falklands não deu o resultado esperado pela presidenta, sai do laboratório de coisas ruins esta tal de nacionalização. Mais algumas sairão, vide o exemplo da pobre Venezuela. Vai fazer o que? Tem gente que gosta.

Pedro Luiz Moreira Lima em 17 de abril de 2012

ReynaldoBH: "Amigo Setti: Uma empresa estatal pode ser privatizada – necessário que haja uma profunda participação de todos os poderes e de movimentos sociais – a validade ou não da venda. Uma empresa privada ser estatizada – não é crime e é necessário se saber razões de Estado para sua estatização. A YPF foi privatizada por Menen,sujeito reconhecidamente corrupto e que levou a Argentina e sua população ao fundo e bem fundo do poço. A YPF segundo o governo argentino não cumpriu as determinações de seu contrato – se for assim a volta ao Poder Publico é legítimo e necessário. Não demonizo empresas estatais e nem privadas. Um abraço Pedro Luiz" "Pedro, calma! Por favor! Re-leia. Ou melhor, leia! Não chamei A VOCÊ dos adjetivos que elencei. Aliás, sequer havia lido sua defesa ainda. CHAMEI a situação! Praga = Surto que destroi a propriedade humana; Transtorno bipolar = doença que altera situações diametralmente opostas; nacionalismo barato e desfocado do mundo = minha opinião sobre o governo de CK. Posso? AINDA tenho o direito de nominar os governos conforme minha visão? Você é o ÚNICO (entre todos os que me enviam comentários, mesmo discordantes, ou até estes) que me classifica como grosseiro e virulento." Reynaldo BH Concordo com o a atitude do governo argentino - logo enquadrado em todas as suas pragas,bipolar,nacionalismo barato... "Vá ofender e tentar desqualificar a turma de ladrões e criminosos (OPINIÃO MINHA!) que você desculpa nestes novos tempos. A mim, não!" Não amigo Reynaldo BH - não amigo Reynaldo BH já começou estigmatizando sim - qual o debate pode se iniciar assim? Nunca defendi criminosos e nem os desculpo - lembrar que minha familia foi vitima de simples suspeitas e acusações sem provas - fico com o pé atrás quando acusações partem de pessoas e instituições que desconfio da seriedade e do caráter. Direito meu de desconfiar e não embarcar de corpo e alma em campanhas acusatórias. Não me alio a criminosos e nem a outros criminosos para a a derrubada de criminosos que não gosto.E voce? Pedro Luiz. PS - jamais seria um calador da imprensa ao contrario quero uma imprensa ampla,geral e irrestrita sem oligopólios familiares e nem monopólios privado de grupos econômicos. Com a concentração de TVs/Radios/Jornais em mãos de poucos - tenho o total direito de desconfiar das manchetes diárias de escândalo e sempre numa só direção. O contraditório existe - do diálogo é que nasce a sabedoria - coloca seus pontos de vistas e esqueça PT,você não esta lidando com um cara partidário,você esta lidando com uma pessoa que luta para o bem geral - com minhas convicções e idealismo. Respeito as demais - sem as estigmatizar. Pedro Luiz

duduvieira10 em 17 de abril de 2012

Dont cry for me Argentina,,, meu caro Setti; -Depois de rica, orgulhosa e milionária Argentina até a década de 50. Nossos amados los hermanos, virou pó, favelou, empobreceu, e tomou o caminho mais errado é impossível, o caminho a la Chávez, o mesmo que sentado em cima de milhões de barris de petróleo virou pó tb, e a jóia da coroa PDVSA sucateada. Amigos que viaiaram para Buenos Aires informam que que há falta de produtos básicos nas prateleiras de supermercado. Há tempos que a Argentina vem se arrastando, tentando achar um caminho, querendo até inventar outra guerra das Malvinas para esconder o fracasso como fez há 30 anos os militares e de lá pra as coisas só pioraram. Não devemos esquecer que nosso governo (Irmandade PTista) também andou coçando para restatizar empresas, a intervenção branca na Vale é o caso mais notório. Não podemos esquecer tb a máxima da Economia, a Grécia está aí para não deixarmos mentir " dinheiro não dá em árvore, não cai do céu e não aceita desaforo" Atenciosamente,

Thiago Hart em 17 de abril de 2012

É Setti, obviamente eu não desejo isso mas dá vontade de dizer: A Argentina que se exploda! Sabe o que mais me embrulha o estômago nisso tudo? É ver a reação do governo espanhol e lembrar da covardia de Lula com a expropriação da Petrobrás na Bolívia. Pobre Brasil!

marco em 17 de abril de 2012

Se a Bolívia fez com a Petrobras o mesmo, eles devem ter pensado q iam se dar bem.

Boccacio em 17 de abril de 2012

Falando sério, Setti, você que é um esteta - até por dever de ofício. Aquela foto de Lula de mãozinha com Sarney, na beira do leito de morte (ou quase) do último indigitado, não tem título óbvio? "O Corrupto e o Corruptor. Ou vice-versa". Um pouco mais oscura, daria um Caravaggio, não vivesse o Brasil em eterno subrenascimento.

Vera Scheidemann em 17 de abril de 2012

Pobre Argentina ! Vera

Rangel em 17 de abril de 2012

Isso nos permite estabelecer a grande diferença entre Lula e governantes que defendem os interesses de suas nações. Lula aceitou de bom grado o roubo da refinaria na Bolívia, os espanhois, não!

Reynaldo-BH em 17 de abril de 2012

Pedro, calma! Por favor! Re-leia. Ou melhor, leia! Não chamei A VOCÊ dos adjetivos que elencei. Aliás, sequer havia lido sua defesa ainda. CHAMEI a situação! Praga = Surto que destroi a propriedade humana; Transtorno bipolar = doença que altera situações diametralmente opostas; nacionalismo barato e desfocado do mundo = minha opinião sobre o governo de CK. Posso? AINDA tenho o direito de nominar os governos conforme minha visão? Você é o ÚNICO (entre todos os que me enviam comentários, mesmo discordantes, ou até estes) que me classifica como grosseiro e virulento. Me referi À ATITUDES tomadas pelo governo argentino como adjetivei. No meu comentário dirigido a você, fui como sempre, elogioso. RELEIA, POR FAVOR, AMBOS! Ou leia, pois quero crer que você não leu. E não vou responder a "estigmatizações". Tenho sido - por exemplo, no episódio da anencefalia - vítima deste tipo de comportamento. O mesmo que me chama de direitista raivoso, etc. Pedro, termino como terminei o comentário dirigido a VOCÊ (insisto, RELEIA, por favor), você exagerou. De novo. Mas também não sou "joão bobo" para tomar porradas suas (como esta) e continuar a chamá-lo de amigo. E considerá-lo como tal. Vá ofender e tentar desqualificar a turma de ladrões e criminosos (OPINIÃO MINHA!) que você desculpa nestes novos tempos. A mim, não!

J.B.CRUZ em 17 de abril de 2012

Todos os povos são BONS, os GOVÊRNOS é que são RUINS..

Fernando Risi em 17 de abril de 2012

Parece que a Presidenta Cristina resolveu trocar a invasão das Falklands, muito perigosa, pela YPF que, pelo menos, não trará mais mortes, mas vai sepultar o futuro de todos os argentinos!

Ismael em 17 de abril de 2012

A Repsol calculou sua participação na YPF em 10,5 bilhões de dólares e a Argentina tem garantias financeiras na Europa de 4 bilhões de euros, ou 5 bilhões de dólares. Portanto a diferença de 5,5 bilhões de dólares deve ser o prejuízo da Repsol neste assalto. Já o nosso prejuízo, da América Latina, é a fascistização progressiva e a perda de respeito internacional dos países democrátcos. Vários indicadores apontam para uma possível fascistização: a perseguição à imprensa e opositores, o naciopnalismo barato, o privilégio concedido a empresáriso "eleitos" e em geral corruptores e o anti semitismo presente nas articulações da esquerda com movimentos e países terroristas.

nino em 17 de abril de 2012

Do jeito que vai, não vai sobrar nem tampa de panela velha para os ermanos que sobrarem protestar

marco antonio do pra em 17 de abril de 2012

Caro Ricardo; para um país que tem como sua presidente uma "elementa" grotesca e ridicula como esta mulher, tudo é permissível e permitido. O povo argentino estão um preço altissimo pela sua desventura de alçar ao cargo mais importante do país esta figura tão desprezível e estupida ( e o que é pior, pela segunda vez). Cada povo recebe o dejeto que produz.

Mari Labbate *44 Milhões* em 17 de abril de 2012

Cristina Kirchner II + Hugo Chávez II + Fidel Castro I + Juan Carlos I + Elizabeth II + Luiz I + Diluíza II = REIS ABSOLUTISTAS. Estão sendo provados pelo Universo e pagarão pelos pecados cometidos. Os golpistas demonstram a sua má índole, praticando ingênuos-erros-absurdos! Através de "golpes-perfeitos", são encaminhados ao Limbo do Planeta Terra. E A LIBERDADE AFLORARÁ!

SergioNJ em 17 de abril de 2012

Exatamente o mesmo que o "Molusco" e sua caricatura (a mulher nao consegue falar uma frase correta), junto com o PT querem fazer com a Vale do Rio Doce. Meteram os pes pelas maos para escolher o novo presidente e o proximo passo e toma-la da iniciativa privada dizendo que suas vendas somente amamentam os paises imperialistas e nada se investe no brazil bananil. Seria uma boa saida para os quadrilheiros criarem um fato novo e desviarem a atencao do STF. Tai uma ideia.

LABOR em 17 de abril de 2012

Por essas e outras que deixei de tomar vinho argentino há algum tempo.

Frederico Carvalho em 17 de abril de 2012

A Argentina apenas exerceu seu direito soberano de (re) nacionalizar a YPF; nada mais do que isto. O status quo era vergonhoso. Parabéns, Argentina! Parabéns, Cristina!

Ezequiel-SP em 17 de abril de 2012

O que o governo brasileiro acha disso tudo ?? Com a palavra o Itamaraty....

Pedro Luiz Moreira Lima em 17 de abril de 2012

ReynaldoBH. Sua agressividade cada dia maior.Uma empresa ser estatizada para o bem publico e populismo?praga?transtorno bipolar?nacionalismo barato?desfocado do mundo? Como debater com voce?ja comeca um debate estigmatizando seu contrario - antes de defender meu ponto de vista devo provar que náo sou praga,bipolar,nacionalista barato e finalmente desfocado do mundo? Reflita ao continuar assim para debater alem de provar que náo sou as coisas que citou,acabara exigindo atestado de bons antecedentes no DOPS - xi,ja acabou?pedira sua ativacáo? Olha ReynaldoBH o debate e a busca da sabedoria. Sua postura e virulenta, extremamente grosseira. Náo busca a sabedoria e sim a estigmatizacáo dos pensamentos contrarios a voce. Da uma refletida no que escrevi. Pedro Luiz

fred kalo em 17 de abril de 2012

O povo argentino merece a governanta que tem!uma senhora transloucada que esta levando este maravilhoso pais ao abismo economico,É curiso ver como o culto povo argentino não reagi aos surtos utópicos desta ditadora populista, ou nossos hemanos argentinos reagem a mais esse disparato absurdo de nacionalizar a YPF ou vão pagar caro por uma burrice da mandOTARIA do pais.

Kitty em 17 de abril de 2012

Meu caro Ricardo,ainda estou abismada com as inúmeras noticias que todos os dias lia nos jornais de boa qualidade na Argentina sobre esta vergonhosa atitude do governo comandado pelo kirchnerismo,do que há muitas razões para supor que CFK e seu governo estão intentando esconder o fracasso da sua gestão econômica por trás de uma fachada de nacionalismo. A economia argentina, infelizmente, está passando um muito mal momento e,nesta hora de frustação, a presidente tem optado por escudar-se nos velhos discursos populistas bem ao estilo do peronismo!Nestes últimos tempos, duas foram as bandeiras enarboladas pela Presidente Cristina:Malvinas e YPF! Pelo que eu pude constatar nestes 45 dias que fiquei lá, a economia está indo mal, quase colapsada e, nesta hora de frustação, ela tem optado por discursos populistas, exaltando o sentimentalismo e o patriotismo exacerbado.Hoje, os inversores extranjeiros na Argentina estão operando com permanentes ameaças de nacionalização. Este é o caso de YPF, o grupo petroleiro espanhol ao que estão retirando-lhe em forma arbitraria as concessões de extração do petroleo nas diferentes provincias.No seu excelente artigo,você explicou muito bem, os motivos reais que há por trás desta insólita manovra para favorecer empresários amigos dos Kirchners. Na verdade, segundo alguns analistas, não há razão para nacionaliza YPF. Mas acontece que o governo não soube aplicar uma política de moderação do consumo de produtos energéticos.O resultado é uma demanda crescente e uma produção cada vez menor e os preços disparados que faz um grande estrago sobre os consumidores, já castigados por uma inflação camuflada em indíces mentirosos. Para você ter uma ideia da barbaridade, que me doi até para escrevê-la, é que kirchner e seus ministros intentaram que as companhias estrangeiras importem gas e o vendam na Argentina com pérdidas. Quem se atrever a recusar, seríam castigados com a nacionalização. Isto não é uma atitude coerente de um país que faz parte do grupo G-20!!! Estou abismada com tudo isto, não me conformo com a política à la Chávez que impera na Argentina. Caro Ricardo, parabéns pelo texto! Um abraço- Kitty

Jorge Badauí em 17 de abril de 2012

Não publico comentários insultuosos como o seu.

Catarinense.. em 17 de abril de 2012

A corsária megalomaníaca, esta reduzindo a argentina a país de 10ª categoria. Não consegue invadir as Falklands, toma empresa de seu maior aliado europeu: A Espanha... Vai bem a "menina" que se tivesse o marido ainda vivo, não permitirua tamanha patifaria. Vão pagar todos os argentinos, pela escolha estúpida que fizeram. Que não paguemos nos também pela Dilma, que ela não se empolgue !!!!

Gustavo em 16 de abril de 2012

Assaltado foi o povo argentino. Ele apenas está recuperando o que foi roubado.

Marcelo Ferreira Soares em 16 de abril de 2012

Que a Argentina afunde e não segure na barra da calça do Brasil.Espero que o DesGoverno do PT não faça mais bobagens do que vem fazendo nos últimos 10 anos ao apoiar esses babacas da Casa Rosada.

Claudius em 16 de abril de 2012

Ação típica de Montonero.

Rábula em 16 de abril de 2012

Espanhóis, espanhóis, chamem os ingleses!!!

Reynaldo-BH em 16 de abril de 2012

Parece que quero "pegar no pé" do meu amigo Pedro Luis. Como sei que você acompanha a política Argentina e certamente fala e entende espanhol com facilidade, me arrisco a postar um vídeo (raro) em que Nestor Kirchner tece elogios, como um dos maiores presidentes da Argentina,a Carlos Menem. Inclusive APOIANDO a privatização da YPF, que considerada necessária para a província de Santa Cruz (onde era então governador). Quanto ao descumprimento das cláusulas contratuais,vale a pena reler a parte final do post do Setti. E avalie se houve este descumprimento. Ou se a necessidade de encontrar culpados pela crise energética (que envolve carvão, gás, hidroelétricas etc., em uma matriz energética bastante ampla) foi a principal motivação. Cada um que faça o seu próprio julgamento. Abraços. http://www.youtube.com/watch?v=0hu3T-HDgMY Peço sua especial atenção para o trecho entre 1;54 min e 2:08).

Claudius em 16 de abril de 2012

Que coisa horrorosa! Viola todo a contrução doutrinária do Direito Público Internacional desde Hugo Grotius. Interessante que a melhor Escola de Direito Internacional, onde foi solidificado todo o arcabouço da solução de contenda entre países por tratados ( inaugurado pelo de Tordesilhas) em substituição ao conflito armado, é a de Salamanca na Espanha. Francisco de Vitória deve estar se remexendo no túmulo.

james marca em 16 de abril de 2012

Não se assustem se o Brasil começar a fazer o mesmo. Governos populistas começam inibindo importações via aumento de IPI, criam monstrengos em nome de déficit em transações comerciais, mas se esquecem de arrumar a própria casa.

Rábula em 16 de abril de 2012

Fico aguardando os efeitos concretos da reação do governo espanhol para compará-los com a reação (?) do Governo Lula no episódio semelhante ocorrido com a refinaria da Petrobrás na Bolívia. A partir daí saberemos a diferença entre um país sério e uma república de bananas. A Inglaterra já demonstrou o que é. Noutros tempos tempos, um "ato de hostilidade" equivalia a uma declaração de guerra. Hoje, não sei o que quer dizer.

gustavo em 16 de abril de 2012

O eminente colunista tem absoluta razão: o governo demagogo e autoritário dessa senhora vai levar a Argentina à desgraça. É preciso que a Argentina se reencontre com os benefícios inigualáveis do capitalismo para progredir, modernizar-se e melhorar o nível de bem-estar de seu povo. Quanto teremos, lá, um presidente liberal, que privatize -- em vez de estatizar -- o que resta de estatais capengas e deficitárias e proponha ao Congresso um Estado enxuto e regulador? A Argentina não precisa de uma Cristina, mas de uma Margaret Thatcher"

Reynaldo-BH em 16 de abril de 2012

Parece praga! Ou transtorno bipolar. A América Latina parece caminha a passos largos a um passado de nacionalismo barato e desfocado do mundo. Se antes com ditaduras de direita (ou governos populistas), hoje travestidos de esquerda se observa o mesmo comportamento. A insensatez usada como prática de palanque. Parece que os dirigentes desta coisa bolivariana (seja isto o que for) espalhada em todo o continente, não enxergam um futuro bastante próximo. Enxergam o hoje, o agora. O resultado imediato e mediático de fanfarronices. Mesmo o Brasil - e mais, o Brasil do lulopetismo - se rendeu à obvia constatação que não adianta ter pré-sal se não houver capital estrangeiro disposto a arriscar nesta prospecção. O Brasil foi atrás dos chineses da Foxxcom e aceitou tudo o que os chineses exigiram. Em nome de investimentos. O Evo Morales voltou atrás (exceto com a Petrobrás!) nas sandices cometidas contra o capital de investimento. Se o caminho a ser percorrido é de tudo idêntico a outro já percorrido, como acreditar em resultados diferentes? A argentina de amanhã é a Venezuela de hoje. Com uma agravante: não tem petróleo. O populismo na AL está em alta. Rendeu poder e idolatria. Um dia a conta vai chegar. Pior é que seremos todos nós - mesmo os que nunca concordaram com estas asneiras - a pagar.

carlos nascimento em 16 de abril de 2012

Uma insanidade, os políticos argentinos não criam juízo, quando estão sob pressão adotam medidas populistas, quem não se lembra do Galtieri e a sua bravata de invadir as Malvinas, o resultado todos conhecem, um final trágico. A expropriação é um tiro no pé, pois as sanções econômicas que advirão, terão sérias consequências. Sinto pela Espanha que vive também um momento difícil, talvez Kirchner tenha se aproveitado disso, ao invés de negociar, chutou o pau da barraca. Foi a Repsol, eu queria ver se fosse a Exxon ou a Shell, se ela tinha peito para tomar a mesma atitude. Aguardemos, a América do Sul está a cada dia mais estranha e nebulosa.

JUMENTOLOGO em 16 de abril de 2012

CADA POVO TEM O GOVERNO QUE MERECE E NA ARGENTINA ELES VOTARAM NESSA TRANQUEIRA POPULISTA E BURRA ,ESTÁ QUEBRANDO MAIS AINDA A ARGENTINA E JUNTO O BRASIL ,PORQUE AS SUCESSIVAS BARREIRAS COMERCIAIS CONTRA O BRASIL ,VAI PIORAR E TEM EMPRESAS QUE DEVE ESTAR SE PREPARANDO PARA VOLTAR A PRODUZIR MAIS AQUI MESMO NO BRASIL ,MESMO QUE PAGUEM MAIS IMPOSTOS ,MAS COMO O DESEMPREGO POR AQUI É TAMBÉM CRESCENTE ,VAMOS VER COMO VAI FICAR MAIS UM POUCO PRA FRENTE ,BRASIL INTELIGENTE SE LIVRA DE ARGENTINA INCOERENTE E EM BREVE DE DITADORES OU DERRUBAM A CRISTINA EM BREVE.

Titus Petronius em 16 de abril de 2012

Mais um erro trágico para os argentinos. Na ditadura, caíram na armadilha das Malvinas. Na democracia, caem no engodo da nacionalização. Eles não aprendem. Sem bairrismos, começo a acreditar que superestimamos a inteligência dos argentinos.

Pedro Luiz Moreira Lima em 16 de abril de 2012

Amigo Setti: Uma empresa estatal pode ser privatizada - necessário que haja uma profunda participação de todos os poderes e de movimentos sociais - a validade ou não da venda. Uma empresa privada ser estatizada - não é crime e é necessário se saber razões de Esatdo para sua estatização. A YPF foi privatizada por Menen,sujeito reconhecidamente corrupto e que levou a Argentina e sua população ao fundo e bem fundo do poço. A YPF segundo o governo argentino não cumpriu as determinações de seu contrato - se for assim a volta ao Poder Publico é legítimo e necessário. Não demonizo empresas estatais e nem privadas. Um abraço Pedro Luiz

Dimas Versolato em 16 de abril de 2012

Vamos ser honestos com a Presidente, é mais fácil tomar a YPF, que retomar as Malvinas.

MARCIO em 16 de abril de 2012

Se eu fosse presidente da Argentina também estatizaria a YPF. Dizia John D. Rockefeller: "O segundo melhor negócio do mundo é uma empresa de petróleo mal administrada", fato que provavelmente irá ocorrer, ou seja, será mal administrada, porém vale muuuuito a pena. Convém ressaltar que do lucro de 16 bilhões de dólares que a YPF teve ano passado, somente reinvestiu 20% do montante. A YPF possui 60% das reservas argentinas, mas produz apenas 30% do petróleo argentino. Além disso, não está ocorrendo roubo, mas uma estatização, na qual a empresa será indenizada. Qual valor será pago pelo governo Argentino? Ninguém sabe. Vamos ter que esperar para ver se será ou não justo, e sobre apenas isso a Espanha pode reclamar.

jose carlos henrique maria em 16 de abril de 2012

É mais um país que vai ficar igual a Cuba. Pobre e atrasado em relação ao mundo. Tomara que o Brasil da terrorista Dilma não siga o mesmo caminho.

Henderson Sousa em 16 de abril de 2012

Perto do que a Espanha pilhou das Américas isso aí é uma nesga insignificante. Ademais, é passível de comparação toda esse virulência que ora se destina à presidente da Argentia àquela destilada a Getúlio Vargas, quando, com impavidez digna de um grande brasileiro, peitou e arrostou os lacerdistas que queriam fazer do Brasil o que os que detratam hoje a Argentina tanto se empenham: em mera coloniazinha passiva, que a tudo abaixa a cabeça. É a Lei de Talião, com menor reflexividade e com anos de atraso. Saudações.

Paulista Indignado em 16 de abril de 2012

Credibilidade da America Latina foi pro lixo, infelizmente.

lahoz em 16 de abril de 2012

Ela quer a riqueza para a turma (marra) dela. Em passado recente a Argentina deu o maior calote financeiro da história, (hoje só perde para o da Grécia) e, em breve, se arrebentará virando pária internacional. Logo, los hermanos chegarão ao Brasil atrás de comida, socorro e emprego. Aquilo vai virar uma imensa chabola miserável, infelizmente. É um belo país!

Douglas Correa em 16 de abril de 2012

As demais petroliferas que se cuidem . Agora até a BUNGE entrou nos processos de perseguição , essa por "desvios" . Chavez esta fazendo escola .

Geneuronios em 16 de abril de 2012

A Cristina é doida de pedra, assim como a nossa dillminha!

Kaos em 16 de abril de 2012

Parece que estão acabando com a América Latrina. Parece um grande golpe para gerar crise por aqui. Não sei não!

Salvador V.Conceição em 16 de abril de 2012

Este é o retrocesso programado pelo populismo que se alastra como erva daninha na América Latrina. Com este gesto, a Argentina se transforma em república de banana de vez. Atola-se na demagogia kchtnerista e afunda de vez a economia portenha. Aproveite a vez e estatisa os bens da Perobrás e vamos ver a reação dos petralhas, que infernisam este país com a suas bizarrias.

Elizabeth the best queen in town em 16 de abril de 2012

Isto tudo vai acabar em tango.

Juan em 16 de abril de 2012

Os colonizados agonizam. O Rei que mata elefantes escondido e finge proteger os animais em público está nu.

VENTANIA em 16 de abril de 2012

Temos que rever a piraqtaria TUCANA, onde venderam a precos de banana as maiores empresas brasilerias...

Jaime FF em 16 de abril de 2012

Torço para que a presidente Argentina nacionalize,a Petrobras essa coisa de Petralhas,so para ver a cara dos cumpanheros.

Fernando Costa em 16 de abril de 2012

É o jeito latino americano de governar: muito populismo e pouca honestidade.

O. David em 16 de abril de 2012

Olá! Eu poderia escrever sobre as dificuldades econômicas da Argentina (em decorrência das políticas populistas do governo daquele país) ou da balança comercial (pelos mesmos motivos) que são o motivo por trás da decisão de expropriar a YPF (expropriar, nacionalizar, estatizar, o nome varia de acordo com quem conta a história). O que eu quero mesmo é chamar a atenção para o comportamento do governo e da imprensa da Espanha. O governo daquele país considera a expropriação uma agressão e promete tomar providências (ainda que de prático pouco possa fazer) contra o governo argentino. A imprensa espanhola segue noticiando a decisão argentina como uma atitude que lesa a Espanha e que é descabida, basta ver os sites do El país, EL mundo, La Vanguardia (só para citar alguns, basta digitar no google que você verá os sites). Pois bem... Não é interessante comparar a reação do governo espanhol em relação à expropriação de uma empresa de seu país, e a reação do governo brasileiro quando o governo boliviano invadiu a refinaria da Petrobrás, expropriou a refinaria e ainda acusou o Brasil de explorar o povo boliviano. Lembra quando o grão de bico (que o Reinaldo Azevedo chama de megalonanico) foi ao senado e ainda resolveu fazer graça dizendo que a decisão boliviana era soberana, que o Brasil nada poderia fazer anda questionou os senadores perguntando: Vocês querem que eu invada a Bolívia? Pois é... País sério, reage a uma atitude que causa danos ao patrimonio e aos interesses nacionais. E não se deixa levar pelo discurssinho da "irmandade" latina, ou latino americana... Aqui os governantes mandam às favas os interesses nacionais, os erário público e ainda aceitam a ofensa ao Brasil... Tudo em nome da tal "latinidade"...

ademar guidolin em 16 de abril de 2012

Ademar, meu caro, entendo sua indignação, mas seu comentário é ofensivo a duas pessoas públicas. Critique sem ofender, por gentilez, que publico tudo. Abraço

person araujo em 16 de abril de 2012

Caro Setti, segundo um boletim de áudio do clarin.com, a decisão ocorrera durante a viagem de volta da presidente da Cúpula das Américas, na Colômbia, de onde ela teria saído 'bastante frustrada' por não obter dos colegas do continente documento em apoio aos argentinos no imbróglio Falklands/Malvinas. Ainda segundo o boletim, Cristina esperava especialmente por um pronunciamento de apoio de nada menos que Barack Obama. (hipótese tão absurda que acredito facilmente; a américa latina tem expertise no absurdo,não é?) Bananeradas à parte, durante o anúncio nem a usual claque de políticos e empresários cipayos (significado aqui: http://es.wikipedia.org/wiki/Cipayo#En_el_idioma_espa.C3.B1ol) demonstraram entusiasmo; (pergunto:) prevendo dias difíceis? abraço! Caro Araujo, Eu faço parte daquele contingente de brasileiros que, diferentemente do que indicam as rivalidades esportivas, ama a Argentina. Profissionalmente, houve um período em que viajava para lá com grande frequência. Como turistas, fui também diversas vezes. Tenho dezenas de amigos argentinos, admiro a literatura argentina, admiro o excelente cinema argentino, admiro a valentia do povo argentino, demonstrada em tantos episódios -- mas não compreendo como se deixa manipular por essa corja peronista. E, sim, infelizmente prevejo tempo ruim pela frente. Não precisa ser adivinho para isso. O governo dessa senhora está escondendo dados sobre a inflação, o país sofre desabastecimento, cotratos são rasgados, adversários políticos se sentem ameaçados... Agora, essa briga absurda com a Espanha e a União Europeia. Onde ela pensa que pode chegar assim? Quem vai investir no país? Bem, a Petrobras do lulalato, possivelmente, continuará lá, firme. Mas falo de investidores e empresas privadas de grosso calibre que poderiam fazer a economia argentina, que está andando bem mas com um monte de furos, realmente dar um salto de produtividade, de criação de emprego e de tudo de bom que isso traz junto. Com esse governo, porém... Abraços

Geraldo em 16 de abril de 2012

Caro Setti, Além da YPF, hoje começou a guerra aberta à Bunge, maior processadora de grãos. O futuro para a Argentina será trágico

Jurema em 16 de abril de 2012

É lamentável que esta "presidenta" esteja seguindo o caminho do amigo Hugo Chávez e transformando a Argentina numa Venezuela. Países ricos e falidos ao mesmo tempo, pela incompetência de governantes ridículos. Espero que a Espanha não coloque o rabo entre as pernas como o Brasil fez no caso da Bolívia. Abraços Ricardo.

elizio em 16 de abril de 2012

Caro Setti: lá na Argentina está em falta até o mate para o chimarrão, com as gôndolas vazias nos supermercados. Essas proezas em cima de proezas, dos governantes aqui da América do Sul, podem custar o nosso futuro.

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