Amigos, acreditem se quiserem: o Zehst é um conceito de jato hipersônico que será capaz de voar de Paris a Tóquio — 9.700 quilômetros — em menos de três horas.

Mas a principal característica do avião, que está sendo desenvolvida pela companhia aeroespacial europeia EADS, não é a velocidade. É a sustentabilidade: resultado do biocombustível que impulsionará o avião, feito a partir de algas marinhas.

Com isso, o Zehst – abreviação de Zero Emission Hypersonic Transportation, algo como transporte hipersônico de emissão zero – poderá atingir 4 vezes a velocidade do som (mais de 4.800 km/h) sem prejudicar o meio ambiente.

Após a estabilização no ar, serão utilizados foguetes com motores movidos a oxigênio e hidrogênio, que liberam na atmosfera apenas uma inofensiva água em forma de vapor. A capacidade da aeronave, que possui um design inspirado no avião britânico Concorde, deverá variar entre 50 e 100 passageiros.

As maravilhas do jato ecologicamente correto, entretanto, vão demorar para serem comprovadas na prática pelo público. A EADS prometeu o primeiro protótipo para 2020, enquanto os voos comerciais serão realizados apenas em 2050. Como a tecnologia vem seguidamente desmoralizando o tempo, quem sabe não o veremos antes?

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6 Comentários

Alexandre em 13 de julho de 2011

Quanto vai custar o projeto? Quem vai financiar o projeto?

Jeremias-no-deserto em 12 de julho de 2011

Se os primeiros vôos comerciais no primeiro mundo só estão previstos para 2050, por aqui nas nossas repúblicas bolivarianas só vamos ver o bicho lá pra 2070 e voar nele, então nem pensar. Isso vai ser coisa pro neto do Elke Batista.

SergioD em 12 de julho de 2011

Ricardo, nesses tempos de última viagem de um Shuttle para a ISS, encaminho para você um vídeo simulação daquela que pode ser uma das naves privadas que serão escaladas para levar os astronautas americanos para a estação espacial nos próximos anos. A nave se chama Dragon, e já está sendo construída pela empresa SpaceX. Em dezembro passado um dos primeiros protótipos foi lançada para a órbita terrestre e voltou sem problemas. Acredito, pelo que leio, que em cinco anos os americanos voltarão ao espaço numa nave dessas. Confira no link abaixo. Um Abraço http://www.youtube.com/watch?v=SmkP6GySJe0&feature=fvst

David em 11 de julho de 2011

Que preguiça... Bem... Só não podemos perguntar sobre a emissão da cadeia produtiva do combustível usado!! É tudo lindo e maravilhoso: 2H2 + O2 = 2H2O + Energia... A questão é: como se obtém H2 (gás hidrogênio)? Levando-se em conta que a maioria dos ''ambientalistas'' abominam a energia nuclear, desconheço resposta fácil para esta equação... Conforme for, sairia mais ''barato'', ecologicamente falando, voar de Concorde a querosene.

André em 11 de julho de 2011

Com essa quantidade de passageiros, a passagem será ainda mais cara e inviável que a do Concorde. Será economicamente viável?? Num mundo em que a tendência tem sido "mais pessoas viajando, com custo menor", tenho dúvidas.

Heitor Bonfim em 11 de julho de 2011

Ainda estamos no trem-bala na agulha; picotado umas trezentas vezes. Graças a Deus ainda não saiu, senão teríamos de pagar os olhos da cara.

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