Comentamos ontem as medidas de austeridade em curso na Europa para fazer frente à brutal crise financeira de 2008 e incluímos a informãção de que o governo do primeiro-ministro David Cameron iria realizar profundos cortes de gastos que incluiriam a demissão de 600 mil funcionários.

O número finalmente anunciado ficou em 490 mil, ao longo de 4 anos. Cameron está enfrentando corajosamente o maior déficit público da história, que atinge espantosos 220 bilhões de dólares, cerca de 11% do PIB do quinto país mais rico do mundo.

Como os cortes atingirão as Forças Armadas, não se sabe como ficará o comprometimento britânico em paises conflagrados como o Iraque e o Afeganistão, onde os contingentes do Reino Unido só são superados pelos dos Estados Unidos.

A coalizão de governo entre conservadores e liberais-democratas deverá também promover mudanças na Previdência Social, cortar benefícios e tomar outras medidas drásticas.

A oposição trabalhista e grupos de esquerda acusam Cameron de querer reduzir o tamanho do estado — quando este foi, exatamente, um dos propósitos anunciados na campanha eleitoral pela coligação que venceu as eleições.

A redução do gigantismo estatal britânico promovida pela primeira-ministra conservadora Margaret Thatcher (1979-1990) tirou a Grã-Bretanha da decadência, renovou seu parque industrial, permitiu grande avanço tecnológico, criou empregos e dotou o país de um capitalismo dinâmico e competitivo.

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4 Comentários

Guilherme em 21 de outubro de 2010

E o Brasil com esse estado descomunal.Paulo Bento falou tudo as 15:19. Vida dificil da Direita.! E o pior, no Brasil nao temos um Cameron ou mesmo um Sarkozy.

Maria B. em 21 de outubro de 2010

Ai, Setti, quando leio uma notícia desta, antevejo nosso futuro.Para apoiarem aborto, só para citar um exemplo,nossos "patriotas e humanistas" recorrem ao padrão europeu; quando o assunto é boquinha,não aparece uma viva alma em defesa do Estado,que é o que se pretende com a medida de austeridade a ser tomada pelo primeiro- ministro britânico. O Brasil parece aquele paciente que espera na fila do SUS por uma cirurgia bariátrica necessária, só que, ao contrário do que se espera,é o paciente quem evita o procedimento, pensando somente no próprio estômago que deixará de devorar tudo na capacidade máxima. Abraços

Paulo Bento Bandarra em 21 de outubro de 2010

O problema é este. Os socialistas e trabalhistas promovem a gastança e o descontole das contas públicas. Daí os conservadores tem que fazer o reajuste a realidade, passando por maus e por serem contra o "povo"! Nas eleições seguintes perdem por ter que cumprir o seu papel.

Marco em 21 de outubro de 2010

Estranho: Cuba e Inglaterra falando em diminuir o tamanho da máquina estatal. Brasil e Venezuela no caminho contrário. Muito estrtanho.

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