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O antigo prédio sede do Clube Militar, na esquina da Av. Rio Branco com a Rua Santa Luzia

O Clube Militar, do Rio, preocupado com a democracia, debatendo o “controle da mídia e da cultura”, falando de “aparelhamento do Estado”.

O Clube Militar, para quem sabe esclarecer os mais jovens e refrescar a memória dos nem tanto, revelou-se, em boa parte de sua história, iniciada em 1887, um foco de golpismo e de conspiração contra a democracia. Nos anos 50, a cada reunião realizada, a República tremia.

Nos anos 60, ali se tramou parte do golpe de 1964 e, ao longo da ditadura, se defendeu todo tipo de endurecimento do regime.

A instituição, no entanto, começara bem: seus primeiros dirigentes eram abolicionistas num país escravocrata e republicanos sob uma monarquia em declínio.

A primeira diretoria abrigava nomes venerandos e vetustos que encontramos nos livros de História ou em placas de rua: o general (depois marechal) Deodoro da Fonseca, futuro primeiro presidente da República, Custódio de Mello, Benjamin Constant.

Hoje sem a menor importância na ordem das coisas de um Brasil mais maduro, com uma sociedade mais vigorosa e mais participante, imprensa, sindicatos e ONGs livres, os generais, almirante e brigadeiros de pijama podem dar-se ao luxo de preocupar-se com uma democracia que, se dependesse de muitos de seus antecessores, não existiria.

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raso em 28 de setembro de 2010

É Sr. Tito a história o traiu, pois o ano que citei, foi apenas para pontuar o exemplo da prisão de meu pai e de outros companheiros que combateram com palavras a liberdade de expressão, tal qual Roberto Freire que hoje está na coligação do PSDB. Relembrando a história: o PCB foi criado em 1922, muito antes do período citado por você de 1939 a 1953, e ao contrário do que você tem como história, a luta pelo petróleo é nosso, sempreesteve na crista da onda, pois quiseram privatizar a Petrobrás e não obtiveram êxito. Esse ano, novamente veio o tema, pois queriam privatizar o pré-sal, no entanto com a capitalização de mais de R$ 124 bilhões, ela se tornou a segunda maior empresa petrolífera do mundo e hoje saiu a notícia que o governo possui cerca de sessenta por cento das ações com direito a voto. O petróleo é nosso. Qual foi o posicionamento histórico dos militares nesses episódios mesmo? Isso é debater história com idéias e fatos, não com datas. No tocante a questão da China, fiz apenas um comparativo para mostrar que apesar de uma ditadura militar, o país teve que abrir as portas para o mercado e as novas tecnologias. Como bem citou você, se estivéssemos na China, corrupto de colarinho branco já estaria no paredão, no entanto, lá como cá os militares não seriam punidos, afinal são os donos do poder. Aqui durante o golpe militar foram extirpados vários órgãos de imprensa, seus proprietários e jornalistas, tal qual aconteceu com Vladimir Herzog. Isso é história. Isso podemos debater, não datas. O que me diz você do episódio do Rio centro onde dois militares, que felizmente não conseguiram detonar os explosivos, queriam implodir o espaço e, por conseguinte os manifestantes que lá estavam? Que ano foi isso mesmo? Realmente debater história com você é complicado, pois citei os militares que não fizeram concurso público, mas como você disse que eles tinham capacidade, realmente tinham, pois assumiam os cargos sem nenhum concurso público, e claro falemos também da quantidade de servidores, amigos, parentes e aderentes dos militares, a ponto de uma servidora do órgão em que orgulho de trabalhar e sou responsável, correto e honesto, dizer que está empregada devido ao presidente Figueiredo, que era o quê? Militar. Como ela, são milhões em todos os cantos desse país. Na minha ficha tem admitido por concurso público. A vida realmente é sagrada e deve ser preservada a todo custo, mas não foi o que aconteceu durante o período da ditadura, pois, os militares tinham os informantes em vários locais, inclusive nas universidades, alguém denunciou que um cidadão falou do golpe, paredão ou prisão. Já na volta dos Dirceus, Erenices, Jenuinos, você esqueceu de falar que com Serra, virão ACM Neto, Indio da Costa e as merendas dos alunos do Rio, episódio combatido pelo clube militar?, Heráclito Fortes, Eduardo Azeredo, Roberto Arruda, Yeda Crusius, a firma Decidr.com(firma que tem a filha de um candidato a presidente como sócia), com a quebra de sigilo bancário, enfim, todos iguais a um velocípede dentro, ninguém sabe onde estão as rodas, ou melhor, onde estão os mais “honestos”. História é isso, não data, data é coisa para quem decora, não para quem aprendeu a lutar pela liberdade de expressão, liberdade de ir e vir, sem armas, sem força, sem seqüestro, mas somente com a vontade de ver um Brasil moderno, desenvolvido, honesto, com os militares trabalhando na defesa da soberania nacional, não em reuniões de portas fechadas tentando buscar em um clube a “liberdade de imprensa “. Retribuo a frase e, espero que de coração debata história, não estória de golpe militar, pois essa estória deve ser retirada da história do Brasil. UM forte abraço

Tito em 28 de setembro de 2010

Prezado Ricardo, Agradeço o seu comentário e seria um grande prazer debater com uma pessoa do seu quilate, que, infelizmente, hoje temos tão poucas na nossa imprensa. Também não concordo com a tomada do poder pela força, mas apenas acho que naquela ocasião foi um mal necessário, como acho que o grande erro foi a demora na transmissão do poder. Um forte abraço Meu caro, obrigado por seu comentário respeitoso, novamente. Agradeço a visita ao site. Volte sempre. Um abraço do Ricardo Setti

Tito em 28 de setembro de 2010

Meu caro raso, Talvez seja interessante que você se aprofunde um pouco mais no estudo da história. Sinto muito pela prisão do seu pai, mas acho que talvez ele tenha sido preso no fatídico 1975 por defender a “crise do petróleo” que ocorreu em 1973, e não por defender a campanha “o petróleo é nosso”, pois esta teve seu início em 1939 e terminou em 1953 com a criação da Petrobras, com o total apoio dos militares e do Clube Militar, que defendiam o monopólio do petróleo. Em 1975, como hoje, nenhum partido de esquerda defendia a democracia, como já escrevi no comentário anterior, logo, se o seu pai pertencia a algum deles, ele defendia, sim, a ditadura comunista. Já que você acha que podemos comparar o Brasil com a China, lá os corruptos são mortos em praça pública com um tiro na nuca e a munição é paga pela família (não concordo com isso). Aqui, atualmente, eles ganham um cargo ou uma promoção e fazem chacota do Estado de Direito, ao invés de serem presos. Você pode ter certeza que, se a Dilma for eleita, os Dirceus e Erenices estarão de volta antes que o defunto esfrie. Também acho que a vida é sagrada. Não podemos matar em nome de nada, mas também temos que lembrar das pessoas inocentes que foram mortas pelos terroristas. Foram 139, e nenhuma das famílias foi indenizada. Acho que quem matou deve pagar (os DOIS lados), mas se isso acontecesse no Brasil, a cúpula do país teria que ser toda presa. Talvez os militares tenham matado, mas eles (os terroristas), além de matar, roubaram, assaltaram e seqüestraram. Tudo em nome da democracia, como hoje afirmam. A respeito do concurso público, lembro a você que os militares que foram nomeados, antes de serem militares, passaram por ele. Assumiram vários cargos, concordo com você, mas tinham preparo para isso (conheço vários). Os que assumem hoje (e aumentaram em progressão geométrica) por favores políticos, na sua maioria, não têm capacidade nem para gerenciar carrinho de pipoqueiro. Meu caro, espero de coração que o que escrevi sirva de incentivo para que você estude um pouco de história. Não fique só no “me contaram”. Um grande abraço.

Marco em 28 de setembro de 2010

Caro R, Setti: As melhores escolas do Brasil são Militares pela suas rigorosas disciplinas e uniformidades. O militarismo nos ensina em situações de aborrecimento não somente a suportá-lo mas aprendê-lo a ver, em algumas vezes até com certo encantamento superior. O Príncipio do militarismo é o " dever " seu principal objetivo, e depois o prazer.Acho q o militar cumpre o " Dever em si" como Bom Marido,Funcionário de Estado e seguro. Talvez tu ache isso meio maquinal ? Mas eu acho q para saber mandar tem q obedecer com altivez. O militarismo nos ensina a preferir o perigo q a comodidade. A ser inimigo do q é mesquinho, austacioso e parasitário. O q aprendemos nessa dura escola ? mandar e Obedecer. Como se sabe se algúem tem valor ou não, a saber: se é capaz de mostrar q tem fibra e q não fuja de pesadas Responsabilidades. Um verdadeiro militar considera como prerrogativa o direito de represálias as vezes até como uma distinção particular. É muito parecido com a vida de atletas. Aprovetei o espaço para tentar convecer meu filho a servir !!!! Abs. Caro Marco, "Militarismo" é ume expressão um tanto depreciativa para os militares, do ponto de vista do vernácul. Tem a ver com uma espécie de "ideologia militar", de um desejo de militarizar diferentes setores da vida nacional. É um "ismo", que em geral são palavras com tom negativo. Acho que seu post se refere à condição de militar e ao que ela significa. Então deixe-me dizer que tenho grande admiração pelas Forças Armadas e pelo papel que elas cumprem atualmente na democracia brasileira, além do trabalho que desenvolvem em todos os rincões do país em prol de populações carentes -- na Amazônia e em tantos outros lugares. Mas as Forças Armadas, como instituição do país, devem estar, como estão, sempre subordinadas ao poder civil, que, segundo a Constituição, emana do povo. Um abraço e volte sempre. Ricardo Setti

Fernando Morais em 27 de setembro de 2010

Caríssimo, ínclito e talentoso Ricardo Setti: você acha mesmo, no fundo do coração, que o Clube Militar está preocupado com a democracia? A julgar pelos debatedores que tem convidado para falar do assunto, a geriátrica instituição parece tão preocupada com o tema como sempre esteve. Saudações verdadeiramente democráticas, associadas às eternas homenagens do seu Fernando Morais Querido amigo Fernando, Talvez a ironia por escrito não funcione. Acho, meu querido amigo, que o Clube Militar está preocupado com a democracia como sempre esteve, como diz você. Um grande abraço do Ricardo Setti

raso em 27 de setembro de 2010

Sr Tito, com certeza os militares tiveram erros e acertos, agora se matar pessoas em nome de um golpe militar é um acerto, não podemos falar de que na China há uma ditadura de um partido comunista. Na Coreia do Norte idem, como também em Cuba. Sou filho de um desses "contrarevolucionários", que foi preso por pertencer a um partido de esquerda e que teve como principal objetivo, defender o Brasil, notoriamente na campanha do petróleo é nosso. Meu pai é até hoje sapateiro, profissão que aprendeu na rua do Ouvidor no centro do Rio de Janeiro. V oltou a terra natal e num fatidigo 1975, precisamente em uma segunda-feira foi preso em seu taxi(período em que não excerceu a profissão de sapateiro), depois de passar um domingo de lazer com a família. Como se vê caro militar, meu pai queria apenas um Brasil mais democrático, mais livre e mais honesto. Já os militares e um poucos(a maioria do povo aderiu ao golpe devido justamente a ) aproveitadores, queriam entregar as nossas riquezas. E outra coisa, esse papo de que na época dos militares o Brasil teve um desenvolvimento que nunca seria alcançado é falásia. Qualquer nação independente de quem comande, pode alcançar o desenvolvimento, desde que suas instituições sejam geridas por servidores ou comandantes comprometidos com o progresso. Vejamos o exemplo da China, que por anos ficou presa a uma muralha comunista e ha alguns anos abriu as suas fronteiras para grandes empresas e hoje é a segunda economia mundial. Inclusive com os mais modernos equipamentos eletrônicos do mundo, os quais são exportados para vários países, logo,seja qual for o cidadão que esteja na cadeira de presidente, tem que adotar políticas econômicas desenvolmentistas, não políticas econômicas para favorecer uma minoria, como foi na época da ditadura. Por fim, fico impressionado como o concurso público é tratado agora por sua pessoa, afinal, até a redemocratização do país, só era, presidente de empresa estatal, autarquia e outros órgãos públicos, militares. Que tirar as dúvidas? Vá ao clube militar dia desses e pergunte aos seus pares, quem no período da ditadura militar, seja congomitantemente ao serviço militar ou depois de está na reserva não teve uma boquinha no serviço público, principalmente federal, entrando pela janela do golpe militar, e hoje recebem dois benefícios, os soldos e o benefício de aposentadoria do INSS. Então, é realmente estranho uma reunião nesse clube, inclusive tendo como palestrante, particapante, setores da imprensa.

Tito em 27 de setembro de 2010

Prezado Ricardo, Sou militar e não poderia me calar a respeito desta matéria. Acho que a memória a ser resfrescada não é a "dos nem tanto", na qual me enquadro. Cabe, sim, esclarecer os mais jovens quanto ao verdadeiro papel que os militares tiveram na história do Brasil. Lembro a você que a chamada ditadura militar surgiu de uma contrarevolução (não de uma revolução como dizem os esquerdistas), quando se queria instalar no Brasil uma ditadura comunista, e teve o apoio da maioria da população. Lembro a você, também, que se hoje ainda temos no Brasil alguma infraestrutura funcionando, ela se deve à dita ditadura, dentre muitas outras realizações que podemos citar. A nova república muito pouco fez. Nós militares, NUNCA fomos contra a democracia, lembrando que as FFAA são instituições democráticas, pois qualquer brasileiro, independentemente de cor, credo, classe social e visão política, pode ingressar em seus quadros, bastando que, para isso, tenha capacidade intelectual e física para passar nos concursos públicos. O que somos radicalmente contra são os desmandos, a incompetência, as mentiras que enganam o povo e a corrupção desenfreada a que assistimos e que muito nos lembram o que ocorreu antes de 64. Não cabe mais, nos dia de hoje, outra tomada do poder, mas tenho a certeza que também não podemos ficar apáticos vendo tudo o que está ocorrendo, principalmente um presidente que está rasgando a Constituição. O governo militar teve acertos e erros, mas tenho a certeza que os acertos superaram os erros. Não creio que você seja daqueles que afirmam que os terroristas lutavam pela democracia, como eles afirmam hoje, escondendo a verdade dos jovens não esclarecidos. A época do tenentismo acabou e o muro de Berlim já caiu. Numa coisa concordo com você: vamos estudar e ensinar história aos mais jovens para que não sejam engambelados pelos marginais que hoje comandam o nosso País. Dai a Cezar o que é de Cezar! Caro Tito, Não concordo com várias colocações de seu respeitoso e bem fundamentado comentário. Poderíamos debater longamente realizações do regime militar -- que, sim, as houve, e muitas --, mas o caminho do poder pela força nunca terá meu apoio. Em uma coisa, porém, estamos totalmente de acordo: eu NÃO estou entre aqueles que consideram que os que optaram pela luta armada quisessem uma democracia. Se eles tivessem eventualmente triunfado, teríamos um regime totalitário, de terror e sombras no Brasil. Democratas foram os que resistiram, lutando a luta POLÍTICA, sem apelo à violência: sindicatos, professores, estudantes, o velho MDB, a disposição de disputar as eleições dentro das regras estritas do regime (que aboliu eleições diretas para presidente, governador e prefeitos de todas as capitais e de várias cidades de grande importância, como voê sabe), boa parte da imprensa -- e por aí vai. Um abraço, volte sempre, caro Tito. Ricardo Setti

Márcio em 27 de setembro de 2010

Parece ser uma inversão de papéis, com os militares (agora) mobilizados pela democracia e os petistas, na contra mão, querendo censurar a imprensa, ignorando muitos outros aspectos constitucionais e fazendo qualquer coisa para eliminar os adversários. Mais precisamente, usam quaisquer armas para destruir os inimigos, que são os candidatos da "turma do contra". Aquela turma dos 4%, brasileiros resistentes, que ainda se indignam com toda essa sujeira que aí está.

Paulo Bento Bandarra em 27 de setembro de 2010

Não é verdade, Setti. Não é verdade. Nos piores tempos da Ditadura, morria menos do que em Cuba. A ditadura durou 20 anos. Cuba iniciou antes, durante, e até hoje, sem sinais de arrefecer, talvez permitir sapateiros e vendedores de limões autônomos. E continua, na sua melhora, expulsando do país os dissidentes soltos! Quando foi o último da ditadura militar? Se hoje temos liberdade, certamente não foi pela turma da Dilma, Zé Dirceu, José Genuíno! Caro Paulo, Não entendi seu comentário. Você o postou no post a respeito do Clube Militar, no Rio. No meu post sobre o Clube Militar não há nada sobre Cuba ou pessoas que morriam. E claro que concordo com você sobre a ditadura cubana, que administra a miséria da ilha e não dá sinais de que vá cair. Idem quanto ao fato de nossa liberdade não ter sido conquistada pelos Dirceus da vida. Foi a sociedade, foi a campanha pelas diretas-já, foi o velho MDB, foi a luta política às claras, foram os sindicatos, os professores, os estudantes -- tudo isso é que reconquistou a democracia. A luta armada só deu argumentos para os militares permanecerem mais tempo no poder, e fecharem a nossa boca na marra. Um abraço do Ricardo Setti

Paulo Silveira em 27 de setembro de 2010

Penso que se o Clube Militar fosse omisso, manso ou conivente com qualquer situação no passado, nosso presente seria comparável a Cuba, que os que querem calar a imprensa ainda vislumbram este ideal. Como versado em seu hino "...A paz queremos com fervor/ a guerra só nos causa dor/ porém se a Pátria amada for um dia ultrajada lutaremos com fervor...". Não acredito que eles só cantem da boca pra fora.

Markito-Pi em 27 de setembro de 2010

A milicaiada quer o monopólio de atentar contra a democracia. Zé Dirceu? NÂO.

Marco em 27 de setembro de 2010

Caro R. Setti: São poucos os q tem olhos de lince,para psicopatas,sociopatas e Maniacos como os Militares não é a toa q é a instituição de maior confiança e credibilidade da população em uma pesquisa institucional. O militar é um cavaleiro com olhar de aço para algumas perversidades intelectuais de agora, honra seu conhecimento com impessoabilidade e validade Universal. Então não me supreende. O militar como sempre com sua postura tranquilo,frio,nobre e longíquo, q obriga a alma a se defender e guarnecer cada espírito q tem seu tom, além de vontade meritória de se satisfazer com simplicidade. O Militar tem uma Psicologia q me agrada q é o Bem estar pelo perigo,desejo de saber pelo Perigo e o mais importante a paz pelo perigo. Os militares tentaram nos preservar do Ar infecto,do ar dos doentes q minam a vida envenenam e destroem a nossa confiança. Quando através do Charlatanismo Democrático atual, formigam os vermes do sentimento do ódio e Rancor. Abs.

Marcos Aarão Reis em 27 de setembro de 2010

Os almirantes de pijama almoçam no Clube naval, distante duas quadras. Ah, sim, antes que eu me esqueça, na década de 1950, os debates que se travavam no Clube Militar nem sempre faziam a República tremer - às vezes, eram para fortalece-la. Resumindo: nem todos os milicos eram golpistas.

Lecen em 27 de setembro de 2010

Começaram bem? Caro Ricardo, peço desculpas pela sinceridade, mas a república que os militares defendiam nos 1880s era a positivista. Seus ideais eram uma república ditatorial, sem liberdade de expressão e contrária a burguesia. Aliás, a origem de toda essa mentalidade autoritária que nos legou Floriano Peixoto, Getúlio Vargas, a Ditadura Militar (1964-1985) é o positivismo do século XIX. E entre uma monarquia parlamentarista "decadente" (em suas palavras), onde havia irrestrita liberdade de expressão e com um Chefe de Estado como Pedro II, e uma república ditatorial como a governada por Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto... bem, eu preciso responder? Com a exceção desse único deslize, o seu trabalho é fantástico e irrempreensível. Caro Licínio, Você não tem nada que pedir desculpas, este é um espaço livre e democrático. Meu post não abordou esse aspecto que você comenta sobre os fundadores da República, o que não quer dizer que eu também ache isso. Você tem TODA razão: eram militares autoritários os que implantaram a República via um golpe de Estado. Floriano Peixoto, nosso segundo presidente, vice de Deodoro, foi virtualmente um ditador, que governou por decreto, fechou o Congresso, censurou a imprensa, prendeu adversários em ordem judicial, fez e aconteceu. Agora, você há de concordar comigo em que o Império era, sim, decadente. Meu Deus do céu, o Brasil só aboliu a escravidão um ano antes da queda do Império. Foi o último país de alguma importância no Ocidente a acabar com essa mancha pavorosa na nossa história e na nossa vida. Mas gostei muito de sua visita, volte sempre. Abraços do Ricardo Setti

Beto gaúcho em 27 de setembro de 2010

Ainda bem Setti, parece que inverteram-se as coisas, inacreditável, o Sindicato dos Jornalistas defendendo a censura! Brasil-sil-sil-sil...

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