O Congresso aplaude Dilma quando fala em reforma política. Mas é hora de fazer, não só de aplaudir

Os mais intensos aplausos à presidente Dilma Rousseff durante a leitura de sua mensagem anual ao Congresso — tarefa que rarissimamente presidentes anteriores fizeram em pessoa — ocorreram quando ela se referiu à necessidade de uma reforma política.

Prudente, a presidente já deixou claro que não tomará iniciativa sobre o tema.

Caberá, portanto, ao Congresso fazê-la.

Aplauso é bom e todo mundo gosta. Quero ver, agora, o Congresso fazer o que aplaudiu — e que vem adiando há pelo menos 20 anos.

Leia reportagem sobre a visita da presidente aqui.

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  • Roberto P. Pedroso

    Caro Ricardo,
    Estou disponibilizando nomeu blog um arquivo em pdf onde o Senador por São Paulo Aloysi Nunes responde a diversas perguntas de seus seguidores, vale a pena você ler, com sua inteligência e habiliade em escrever com certeza o materia irá gerar um excelente post.
    http://robertopontocom.wordpress.com/2011/02/03/aloysio-nunes-responde-aos-seus-seguidores-no-twiter/

  • Roberto P. Pedroso

    Desculpe – Corrigindo erros do comentário anterior:
    Caro Ricardo,
    Estou disponibilizando no meu blog um arquivo em pdf onde o Senador por São Paulo Aloysio Nunes responde diversas perguntas de seus seguidores, vale a pena você ler, com sua inteligência e habilidade em escrever, com certeza o material irá gerar um excelente post.
    http://robertopontocom.wordpress.com/2011/02/03/aloysio-nunes-responde-aos-seus-seguidores-no-twiter/

  • gaúcha indignada

    A ilha da fantasia continua. Qual é o país em que “ella” vive. Será a Austrália, ou quem sabe Nova Zelândia???

  • cleide bragliollo

    Ricardo,
    Muito se fala em reforma política.
    E quando surgirá um movimento para acabar com essa excrescência que é a formula atual da escolha do suplente de senador?
    De todas as regras política essa é a mais bizarra e a que mais me choca.
    Os eleitores votam para escolher, entre poucos candidatos, um senador (alternadamente dois) que por oito longos anos irá representar seu estado no senado. Pelo pequeno número de escolhidos, para cada eleito é carreada uma quantidade bastante considerável de votos.
    Nem bem se instalam no senado, grande parte deles entra na briga por uma boquinha de maior prestígio. Quando a conseguem, seu cargo passa a ser ocupado por aquele que, a seu bel prazer, atendendo a compadrios ou interesses partidários, ele escolheu para seu suplente.
    Suplente esse que não participou nem apareceu durante a campanha, do qual nada sabemos e que de repente está lá, sentado na cadeira do senado “nos representado”.
    É ridículo. Pode ser um contribuinte da sua campanha, um parente, seu motorista ou sua manicure. Ou seu corretor de imóveis… Assim surgem os Gim Argellos da vida!
    O senador brasileiro é uma espécie de “reizinho”, que escolhe e nomeia seu sucessor, sem dar satisfações ao povo que o elegeu!
    E, infelizmente, isso passa batido. Não se ouvem vozes, seja na sociedade seja na imprensa, conclamando para uma mudança urgente nesse ridículo sistema, que tem resultado em substituições vexaminosas, debaixo de nossos estupefatos narizes.

    Concordo totalmente, cara Cleide. E devo dizer que, de minha parte, venho há anos batendo nessa tecla. Suplente de senador, tirando as raras exceções, ou é um ricaço que ajudou a financiar a campanha do titular (em troca de alguns períodos usufruindo de um mandato sem votos), ou é um parente dele.

    Pode deixar que logo vou escrever sobre isso.

    Abraços

  • Oi Ricardo, ter um grande número de congressistas ao seu lado, os aplausos seriam mesmo inevitáveis… porém não passaram de aplausos medíocres perante um discurso nada objetivo e nem concreto. Diante dos discursos deste dia prefiro o discurso de Aécio: “Respeito muito as boas intenções, mas estou guardando meus aplausos para o momento que essas iniciativas forem implementadas, sobretudo no campo das reformas”. Vou guardar meus aplausos também, mas acho difícil usá-los. Abs!

    Valeu, Daniela! Abração pra você também.

  • Pega que é sua!!!

    Aplaudiram quando ela falou em “pacto social”. Aplaudiram quando falou que “não deixaria a inflação voltar”. Aplaudiram quando falou em “reforma política”. Os aplausos festejam a falência de pacto social, a presença da inflação e o enterro da reforma política.

  • Marco

    Caro R. Setti: Meu amigo, com essa casa de cultura fraca e degenerada nos últimos piores congressos do País. O melhor é deixar assim…
    Abs.

  • Noah Shuster

    Setti, concordo contigo.

    Voto distrital é o melhor mecanismo de escolha.
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    No caso da votação dos parlamentares (Deputados e Senadores) deveria ocorrer nos anos ímpares.
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    Além do que, como ocorre nos Estados Unidos, as duas casas deveriam ter a metade de seus integrantes renovados na metade do mandato do presidente.
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    No Senado isso meio que ocorre, mas na Câmara não, isso faria com que os trabalhos não parassem, como hoje ocorre. Os Deputados saem para lançar suas candidaturas e fazer campanha.
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    Ano passado, por exemplo, vimos que metade do ano, pra falar por baixo, foi perdida. Um absurdo, já que pagamos alto pra eles trabalharem.
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    Outra mudança, mandato para presidente de 5 anos e fim da reeleição.
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    Sou contra financiamento publico de campanha e programa eleitoral gratuito nas TV´s.
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    Sou contra suplentes também, assim acabaria a tabelinha, muitas vezes inescrupulosas, desses arranjos. Desistiu do mandato, novas eleições deveriam ser realizadas. Foi cassado, idem.
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    Faltou 10% das sessões no ano, perde-se o mandato e fica inelegível por 5 anos. Salvo caso de doença.
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    Fim da verba indenizatória e limitação de número de assessores para 3 no máximo.
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    Para mim, isso serviria para moralizar mais a política desse País.

    Em linhas gerais, concordo com você, caro Noah. São boas ideias.

    Só um pequeno reparo: nos Estados Unidos, a cada eleição presidencial troca-se TODA a Câmara dos Representantes, e a cada dois anos o Senado. Não se esqueça de que, lá, o mandato dos deputados é de dois anos.

    Abração

  • Noah Shuster

    Ricardo,

    Agradeço as explicações. Me “peguei” nessa matéria da folha: http://bit.ly/bHCljC

    Acho que não expliquei direito ou não entendi direito. Mas é um ótimo tema e espero outro tópico seu fazendo comparações dessas duas democracias. A Brasileira que ainda “engatinha”, e a maior do mundo, mesmo que tenha, obviamente, defeitos como tudo na vida.

    Abraço.