Amigos do blog, a existência de crédito, como sabemos, é a base do sistema circulatório do capitalismo. Quanto mais crédito há, mais movimento acontece na economia.

O Brasil tem carência crônica de crédito. Nos anos 80, mal chegava a 20% do PIB.

As coisas melhoraram dramaticamente depois disso — o crédito vem crescendo à espantosa taxa de 20% ao ano, e o país caminha para ter, girando na economia como financiamentos geradores de riqueza, 50% do PIB, ou 1,1 trilhão de dólares (quase 2 trilhões de reais).

De todo modo, ainda estamos bem longe do que ocorre em outros países — e nem precisamos ir muito longe para constatar isso. O quadro abaixo mostra que no Chile, por exemplo, os créditos chegam a 90% do PIB.

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Crescimento do crédito no Brasil

 

 

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Cap em 07 de março de 2012

Além disso, não dá para comparar Brasil com Europa, EUA, Japão. Aqui, o Zé Coitado que se endivida compromete boa parte de sua renda apenas pagando juros. Embora a proporção de crédito seja menor, o risco de contaminar a economia é muito maior. Qualquer tropeço na economia vai aumentar a inadimplência, que pode quebrar essas grandes redes varejistas, lojas de departamentos, financeiras, bancos, etc, e dá-se início a uma reação em cadeia. Sim, isso já aconteceu antes. Mas adianta falar? Não, não adianta...

Cap em 07 de março de 2012

Crédito = DÍVIDA!!! É uma cilada semântica. É uma cilada financeira. O Brasil está subsidiando crédito para consumo da maneira mais porca possível. O governo comemora o aumento do consumo em mais de 12% enquanto que o PIB cresce a apenas 2,8%. Na cabeça do eleitor-cosumidor, vivemos um "milagre". E isso vem acontecendo desde 2008, o que é insustentável. Estamos nos endividando em dólares, não para comprar mais máquinas, não para investir mais em infraestrutura, mas para torrar tudo em consumo. A taxa de investimento no Brasil é baixíssima (em proporção do PIB). Quando a bolha das commodities estourar (vai demorar mais uns anos), o Brasil viverá seus tempos de Grécia. Argentina, Rússia, África do Sul e outros vão pelo mesmo caminho...

Marco em 04 de março de 2012

Amigo Setti: Acho um erro tanto pessoal como profissional incentivos de crédito por motivos claro de segurança sobre endividamento. Abs.

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