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Obama e Petraeus: interesses nacionais colocados acima de divergências

Amigos, como volta e meia comento aqui no blog, é impressionante como as elites dirigentes dos Estados Unidos têm um consenso sobre o que consideram interesses nacionais e o colocam acima de divergências políticas.

Veja o caso da recente designação do general David Petraeus, o mais badalado chefe militar americano do momento, responsável pela mudança positiva ocorrida no Iraque sob ocupação e que vinha conduzindo as ações dos EUA e aliados no Afeganistão.

Petraeus passou a comandar a CIA porque a agência terá papel crucial na nova estratégia americana no combate ao terrorismo aparentemente iniciada com a execução de Osaba Bin Laden – baseada em informações de boa qualidade e visando “cortar a cabeça da serpente”, como se diz em Washington, em referência à captura ou morte dos principais dirigentes de grupos terroristas, em vez de se gastar bilhões de dólares em ações de grande escala.

O general, com seu sólido currículo (leia post que já publiquei a respeito), levará a experiência da guerra diretamente para seu novo posto.

O presidente Barack Obama, do Partido Democrata, acredita e aposta em seu sucesso, é claro – mesmo sabendo que Petraeus, republicano, já é visto por setores influente do partido como um belo nome para concorrer à Presidência em 2016, prazo que seus 59 anos de idade podem perfeitamente esperar.

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5 Comentários

chorei antes de nascer em 16 de maio de 2011

Caro Setti. Você, Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Roberto Guzzo, Pompeu de Toledo, o ausente Mainardi, e outros craques da Veja, não poderiam fazer uma matéria explicando o Socialismo Fabiano, que dizem ser a linha ideológica de Carter, do casal Clinton, e do Obama, e relacionar com sua simpatia (do Obama) com o general republicano David Petraeus? Confesso que fiquei confuso com o teor da matéria. Caro Camargo, nunca ouvi essa história de o presidente Obama simpatizar com o socialismo fabiano. Em todo caso, o de que se trata, no post, é que Obama, mesmo sendo democrata, está depositando grande confiança profissional na competência do general David Petraeus, embora ele seja um republicano que o Partido Republicano veria como "candidato dos sonhos" às eleições de 2016. Um abraço

DONI em 16 de maio de 2011

Não teria jeito de enviar um general desse pra ser presidente por aqui?

Agejota em 15 de maio de 2011

Desde bem pequeno minha mãe me ensinou que inveja é um pecado grave mas fica impossível não invejar um país que pensa no todo e não na (própria) parte. E parece que nas escolas os professores falam corretamente e os livros estão igualmente escritos. Que povo estranho ...

Vera Scheidemann em 15 de maio de 2011

Assim age um verdadeiro chefe de governo - governa para o bem do seu país e não pensando em si próprio e em suas futuras ambições. Vera

Paulo Bento Bandarra em 14 de maio de 2011

Esta estratégia sempre existiu, não é novidade. Os americanos tentaram apagar Bin Laden ainda no Afeganistão antes de iniciar a guerra e Saddan Hussein várias vezes. Apenas não conseguiram. Mesmo Hitler foi um alvo tentado pelos serviços secretos aliados. Caro Paulo Bento, é novidade, sim, caso contrário eu não escreveria. A guerra maciça será substituída gradualmente pela eliminação ou captura seletiva de chefes terroristas importantes. Tal como está no post, foi resultado de reunião do presidente com os serviços de inteligência e os comandantes militares. Lógico que os americanos desde o começo no Afeganistão tentaram capturar ou matar o assassino Bin Laden ou o tal Mulá Oman, líder dos talebãs. Isso enquanto, sob Bush, faziam guerra extensiva, tanto no Afeganistão como no Iraque. Agora haverá uma especial concentração de esforços especificamente naquilo que eu narrei. E isto é, sim, novidade. Abraço

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