Demonizado pelas acusações de ataques sexuais a uma funcionária de hotel de luxo em Nova York, o ex-diretor-geral do FMI Dominique Strauss-Kahn detinha como forte trunfo para sua hoje morta e enterrada candidatura à Presidência da França no ano que vem o fato de ter sido o  “pai” da semana de 35 horas no país. Foi ele quem implantou a medida em 1998, quando ocupava o Ministério das Finanças do primeiro-ministro socialista Lionel Jospin.

No FMI, DSK, como é conhecido, também tinha um forte eleitorado: de seu posto de diretor-geral, ele pendia fortemente para as reivindicações dos países emergentes em prol de ter mais peso no organismo. Com se sabe, há uma disparidade entre o tamanho da economia dos países e seu poder de fogo no FMI. Só dois exemplos: a Europa, com 20% da economia mundial, detém o maior percentual de votos no Fundo: 29%. O gigante chinês, o maior dos países emergentes, que já abarca 14% do PIB do planeta, dispõe de apenas 6% dos votos.

O ex-diretor-geral do FMI vai se apresentar nesta segunda-feira, 6, perante o juiz Michael Obus, que no dia 20 aceitou relaxar sua prisão temporária depois que ele concordou em pagar uma fiança de 1 milhão de dólares, depositar 5 milhões de dólares como garantia adicional contra uma eventual fuga, entregar à corte todos os documentos de viagem e se submeter à prisão domiciliar, que cumpre numa mansão alugada em Manhattan. Na audiência, DSK terá a oportunidade de se declarar inocente, mas o processo continua e, eventualmente, ele pode continuar detido.

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5 Comentários

Think tank em 03 de junho de 2011

E o Brasil que sempre patina em torno de 1% do GNP mundial, qual é o seu peso em votos no IMF? Olhando para a China pode se dizer que pouco importa o sistema, pois a China do Mao corrupto e todo loteado entre os membros da gangue dominante (modelo similar ao que é o Brasil) era economicamente insignificante, já com a turma do Deng e os sucessores mantiveram o mesmo sistema, mas partiu para combate à corrupção meteu a bala nos corruptos e privilegiou a meritocracia, assim em menos de 30 anos tornou se o maior credor do planeta. E essa mudança chinesa não veio via clamor popular nem via votos populares, mas pela vontade e determinação, aplicando o plano nacional traçado para 50 anos pela turma de Deng Xiaoping. Caro amigo, não estou discutindo o sistema da China, se é bom ou mau. Apenas registrei que à gigantesca economia chinesa não corresponde igual peso no FMI. Quanto ao Brasil, tem um PIB equivalente a 3,3% do PIB mundial, e 1,7% de votos no FMI. O 1% a que você se refere, e me parece estar desatualizado, é a participação do país no total do comércio internacional. Abraço

Jacques Gros em 03 de junho de 2011

Será que não foi a semana de 35h que deixou a França na situação atual? E, desta vez, os americanos não vão tirá-los da encrenca onde estão. Já basta o trabalho feito na Primeira e Segunda Guerras Mundiais. Diga-se de passagem, origem do anti-americanismo dos franceses. Mas bombardeia o país com Green Cards e vamos ver quantos sobram... Caro Jacques, me limitei a registrar o fato. Talvez parte dos problemas da França, inclusive a produtividade menor do que a desejável, podem, mesmo, ter relação com a semana de 35 horas. Um abração

Mile em 03 de junho de 2011

Corrigindo = estuprador

Mile em 03 de junho de 2011

Se a camareira não tivesse denunciado, a Fraça poderia ter um presidente estuprados. Que ironia, não? Foi por um triz.

Paulo Bento Bandarra em 03 de junho de 2011

Para uma pessoa comum, não é adequado que mantenha relações sexuais com camareiras que entram no quarto, mesmo que consentidas. Afinal elas não estão lá para isto e não faz bem para o empreendimento este tipo de atitude. Agora, para uma pessoa na posição dele é intolerável. . Apesar de o gigante chinês ter esta economia, no fundo continua sendo uma ditadura comunista e um grande pirata. Não é um país sério e confiável na medida em que é dominado pelo partido comunista. A minoria do povo chinês. Não faz sentido algum no FMI. . A semana de 35 horas cai naquilo que os socialistas têm derrubado a economia dos seus países. Em vez de trabalharem mais e melhor, querem sempre menos e pior, com os mesmos salários, se não puderem ser maiores. E cada vez mais benefícios sociais sem impostos compatíveis.

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