Um dia de emoções mistas para mim: Augusto Nunes vai embora do Jornal do Brasil, rumo ao comando do Estadão. Ele, generosamente, me havia convidadopara segui-lo como redator-chefe, mas decido aceitar o convite para substituí-lo como diretor regional do JB feito pelo diretor de Redação do jornal, Marcos Sá Corrêa.

Triste pela partida do grande parceiro, mas ao mesmo tempo contente pela confiança depositada em mim pelo comando do jornal, que vivia uma das melhores fases de sua história centenária.

Um coquetel em copinhos de papel reuniu a redação da sucursal para as despedidas.

Augusto já estava há várias semanas afastado da sucursal porque assumira como um dos editores executivos do JB, no Rio de Janeiro, ao lado de jornalistas esplêndidos como Flávio Pinheiro, Xico Vargas e Roberto Pompeu de Toledo.

O convite de Julio de Mesquita Neto para que se tornasse o primeiro diretor de Redação do Estadão a não carregar o sobrenome da família proprietária, porém, acabou resultando em que Augusto nem chegasse a concretizar sua mudança para o Rio.

Nesta foto, com Augusto (primeiro à esquerda), estão o jornalista Roberto Benevides, eu, o diretor comercial do JB em São Paulo e grande amigo, Sylvian Mifano, e a jornalista Norma Couri, integrante da bela equipe que tinhamos.

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4 Comentários

Martha Hirsch Aulete em 17 de abril de 2021

Precisamos de arte mais que antes e bons jornalistas, corajosos tal qual o Augusto Nunes: poucos. Precisamos sim de bons e eventos de qualidade estética. Teatro, literatura. Arte; não cultura de massa. Ao pensar é preciso expressar aquilo que as faculdades não falam. O "lado obscuro da lua": Eis aí a pura e profunda realidade sociológica e filosófica: Com a “Copa das Copas®” do PT®, em vez de se construir hospitais, construiu-se prédios inúteis! A Copa das Copas®, do PT© e de lula©. Sempre se utiliza de propaganda, narrativas e publicidades sofisticadas e bem feitas para enganar e praticar lavagem-cerebral nos meios de comunicação. Não se desenvolve a imaginação. E hoje precisamos muito mais de eventos sérios e artísticos. De um Brasil que se perdeu nessa década de 2010 pra cá. Um mau gosto enorme dos políticos que vieram durante esse período. Sempre com um mau gosto imenso. E o país sem escola para novas gerações. Tudo foi por água abaixo -- naturalmente. Excelentes escolas precisamos! Educação de 1ª. Necessitamos sim de educação como a de Helsinque, Europa, e da Coreia (do sul, naturalmente). Não precisamos de políticos tricksters. Precisamos de educação de qualidade no Brasil. Sobretudo das crianças pequenas. O que é trickster? "Trickster" é, na mitologia, e no estudo do folclore e religião, um deus, deusa, espírito, homem, mulher, ou animal antropomórfico que prega peças sem se perceber. É uma espécie de Malandro®. Um personagem que usa de astúcia, em vez de força ou autoridade, para realizar seus objetivos (escusos). Aí fiquei pensando nos personagens das historinhas que nos são contadas onde há dentro dessas historinhas essas sabedorias. Lembrei da raposa, com sua malandragem suave e dócil (fingida). E me lembrei do Lobo, de Chapeuzinho Vermelho. Portanto, deve ser um vigarista, truculento, e picareta. Lembrei imediatamente do Molusco® apedeuta, dos Ministros Petistas sindicalistas e do PT® em geral. Trapaceiros.

Nelson em 28 de janeiro de 2017

Não dá para invadir o JB, fazer uma revolução e voltar a publicar o melhor e maior jornal do Brasil de novo? Claro que haverá derramamento de sangue, guilhotina...mas no final o custo vai ser baixo. Com o JB atuando, por exemplo, não teríamos essa roubalheira desmedida. Pois é, Nelson, que saudades... Foi o melhor período da minha vida profissional. O problema é que a caricatura de JB que existe hoje na Web não sei nem se tem redação, quem o dirige, quem trabalha. Não existe mais o jornal, na verdade, há tempos. E o dono é um aventureiro. Há coisas boas que não voltam, infelizmente. Abração e obrigado pela visita

kitty em 01 de setembro de 2015

Olá caro jornalista Ricardo Setti, Uma bela foto que traz boas recordações. O tempo passa mais essa bela amizade perdura. Mas, cada um segue o seu caminho, é a profissão que impõe tomar certas decisões mesmo que deixem uma tristeza. Porém, o tempo os uniu novamente anos depois. Me lembro quando foi entrevistado por Augusto Nunes em setembro de 2010 onde você faria parte dos colunistas de VEJA..uma longa e bela amizade!///Um abraço-Kitty Muito obrigado, Kitty. De fato, me assusta ver a rapidez com que o tempo passa! Abraço.

Kitty em 15 de julho de 2015

Meus caros amigos, Ricardo e Augusto!!! Uma foto espetacular..você Ricardo ficava muito bem com bigodes..jovem e charmoso..o mesmo digo para Augusto..tempos idos..tempos que tiveram seu encanto..gostei demais de ver essa foto. Agora intendo mais o porquê dessa bela e longa amizade entre os dois..Assinei o Jornal do Brasil por muito tempo, logo que cheguei ao Brasil..Lia a coluna de Castelinho, e mais tarde Dora Kramer e não lembro de Augusto ou Você...passou um bom tempo. Mas valeu a pena conhecer esse trecho importante da sua trajetória jornalística e a do Augusto...Quero muito bem aos dois...Por favor, amigo não deixe de mediar este singelo, mas muito sincero comentário...espero suas notícias..um forte abraço-Kitty

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