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Kissinger, em 1987, rodeado por empresários e pelo autor

E de repente lá estava eu, sentado a uma mesa de almoço com o homem: Henry Kissinger. Professor em Harvard, assessor para assuntos de segurança nacional e secretário de Estado de dois presidentes americanos, Richard Nixon (1969-1974) e Gerald Ford (1974-1977), Prêmio Nobel da Paz em 1973, junto com o negociador-chefe norte-vietnamita Le Duc Tho, pelos quatro anos de tratativas que levaram a um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Vietnã do Norte.

Ele mesmo, o genial cérebro que concebeu a aproximação dos EUA com a China comunista, em 1971, e a política de distensão com a então União Soviética, a partir de 1972, o incansável diplomata responsável pelo cessar-fogo na Guerra do Yom Kippur entre Israel e o Egito em 1973, mas também o gênio do mal metido em malfeitorias como o golpe sangrento que derrubara o presidente socialista do Chile, Salvador Allende, nesse mesmo ano.

Kissinger ainda era – como continua sendo hoje, aos 87 anos de idade – uma das figuras mais badaladas no universo das relações internacionais quando, em junho de 1987, veio ao Brasil para palestras em São Paulo e no Rio. O fato de ter deixado o poder uma década atrás não lhe retirava de modo algum a aura.

A estada do ex-secretário de Estado em São Paulo ofereceu, aos poucos interlocutores que com ele puderam privar de conversas longe do rebuliço que sua presença sempre provocava, a oportunidade de conhecer aspectos mais amenos da grande figura. Virei um desses interlocutores por acaso. Era na época editor regional em São Paulo do falecido Jornal do Brasil, na fase de intenso brilho e grande influência que o jornal vivia sob o comando impecável do jornalista Marcos Sá Corrêa, tendo meu colega aqui no site de VEJA e grande amigo Augusto Nunes como diretor da sucursal.

Eu fora a um dos salões do Mofarrej Sheraton Hotel assistir à palestra de Kissinger sobre “A Dívida do Terceiro Mundo e as Perspectivas da América Latina”. À fala de Kissinger se seguiu um almoço, com os participantes sentados a mesas circulares espalhadas pelo restaurante. Na principal, Kissinger e alguns dos empresários que patrocinavam o evento, diretores da Associação Brasileira de Administração de Material (ABAM). Não me perguntem o que teriam administradores de material a ver com Kissinger. O importante para os empresários era ter um superstar, remunerado como tal, no púlpito.

Por alguma trapalhada do protocolo, um conviva faltou a essa mesa, e o próprio Kissinger pediu que se convidasse um jornalista a deixar seu grupo de colegas e sentar-se. Eu estava numa das mesas de oito pessoas ali por perto, e fui mais rápido que meu amigo Matinas Suzuki Jr. quando chegou o convite. Acomodei-me entre um empresário e o homem (veja a foto; sou o segundo à direita de Kissinger, portando um bigode que não existe mais há 20 anos).

Na conversa, Kissinger deixou completamente de lado a dívida do Terceiro Mundo e revelou estar, então, fundamente empenhado num objetivo que acabou dando certo: levar a Copa do Mundo de futebol de 1994 para os Estados Unidos. Como presidente do comitê encarregado do assunto – o homem estava em todas –, ele se manifestava “feliz” com a simpatia do Rei Pelé pela idéia e, perguntado sobre o que seria fundamental para que ela desse certo, respondeu: “ O apoio do Brasil e de João Havelange [na época presidente da FIFA]”.

Kissinger, notório fã do futebol, acabou contando que, garoto na sua cidade natal de Fürth, na Alemanha, teria sido um goleiro razoável até fraturar a mão. Depois disso, passou a jogar no que antigamente se chamava meia-direita. Continuava acompanhando com grande entusiasmo o futebol mundo afora, seguia sendo fã do futebol brasileiro – “Foi uma injustiça o Brasil não ganhar a Copa de 1986, no México”, opinou – e, como conhecedor, diagnosticou algo de que até hoje muito torcedor se queixa:

– O problema do futebol é que todos só querem defender. No meu tempo, eram comuns placares de 5 a 4, de 4 a 2. Hoje, só vemos 0 a 0 ou 1 a 0.

Não havia na mesa maneira de introduzir grandes temas de política internacional, como imaginei fazer. O jeito foi deixar a conversa ir fluindo e, aqui e ali, enfiar alguma pergunta para Kissinger. O grande homem sentia saudades do poder? Com surpreendente franqueza, “Mr. K.” admitiu:

– Já tive, nos primeiros tempos.

E arrematou:

– Mas agora, do jeito que estão as coisas em Washington, de jeito nenhum.

Referia-se ao governo do presidente Ronald Reagan (1981-1989), que caminhava para o final do segundo mandato. Como a conversa ia para lá e para cá, não consegui saber o que ele queria dizer com isso. De todo modo, dentro do assunto governo americano, ele de novo surpreendeu, ao elogiar o ex-presidente Gerald Ford:

– Ford foi o primeiro sujeito normal a chegar à Presidência dos Estados Unidos em 35 anos.

Ou seja, por alguma razão ele não considerava “sujeitos normais” os presidentes Ronald Reagan, Jimmy Carter, seu ex-chefe Richard Nixon, Lyndon Johnson, John F. Kennedy e – pasmem! — nem mesmo o plácido, sólido, conservador presidente Dwigth D. Eisenhower , o “Ike”, ex-comandante supremo das forças aliadas vencedoras da II Guerra Mundial. De novo, não consegui fazer com que ele elaborasse: as perguntas e comentários à mesa se sobrepunham.

Os assuntos continuavam girando. O insuperável globetrotter Kissinger contou que, para conferências, mesas-redondas e eventos semelhantes, realizava então entre 15 e 20 viagens ao exterior por ano. “Sem contar minhas idas à Europa, que já nem contabilizo mais”, acrescentou. Alguém perguntou sobre situações insólitas de que foi personagem naqueles dias de Brasil, e ele contou uma:

– Imaginem que em Ouro Preto, ao visitar uma das igrejas seculares da cidade, fui interpelado pelo padre: ‘E por que é que o senhor não quer emprestar dinheiro para o Brasil?’

E riu gostosamente, com o característico vozeirão.

Mostrava-se perfeitamente informado sobre o Brasil, inclusive sobre a imprensa do país: citava com pertinência e familiaridade e jornais como o JB, a Folha de S. Paulo e o Estadão, e dirigiu várias perguntas aos companheiros de mesa. Contudo, passados seis anos à época, ele ainda não conseguia entender os incidentes que o envolveram em 1981 na Universidade de Brasília, quando, depois de uma palestra para a qual fora convidado oficialmente, viu-se sitiado por estudantes radicais e teve que deixar o campus num camburão da polícia:

– Que diabo queriam aqueles estudantes, afinal?

Novamente riu ao saber que eu próprio também estivera ali, em cobertura para VEJA, e até figurei em uma foto sobre o incidente publicada em vários jornais, na qual ele aparecia, com ar um tanto perplexo, no banco de trás do camburão. (Contarei esta história em outro post).

Com 64 anos, Kissinger aparentava menos, e percebia-se que se cuidava: no almoço, mal tocou numa salada de vagem, maçã e maionese, comeu moderadamente do prato principal – filé com molho, brócolis, abobrinha assada e um deslocado macarrão –, fugiu da sobremesa de mousse de chocolate e, no café, contentou-se com meia xícara. Virtualmente desprezou os vinhos servidos (branco e tinto Almadén nacionais), e tomou um remédio em pó dissolvido em água mineral – Colestid, para combater o colesterol. Minucioso, guardei e tenho até hoje o envelopinho vazio.

Apesar de seu vastíssimo traquejo social, o ex-secretário de Estado poderia ter sido mais elegante: a cada prato, invariavelmente começava a comer antes que seus sete companheiros de mesa terminassem de ser servidos.

Antes da despedida cordial, com a curiosidade inevitável de repórter, não pude deixar de reparar em suas mãos: “Mr. K” – quem diria? – ostentava nos dedos aqueles típicos indícios de quem tem o hábito trivialíssimo e pouco recomendável de roer unhas.

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28 Comentários

Dulce Regina em 13 de janeiro de 2014

MOACIR 1- quando começo a ler um texto, notícia, comentário, e meu coração acelera, minha respiração muda, isto é sinal que penso da mesma maneira, questiono, me indago- o porque ?, fico matutando soluções, me angustio pela minha pequinês diante de fatos e acontecimentos diários que assistimos no nosso conforto. Já trabalhei como voluntária em comunidades carentes, com doentes físicos, lido em Teresópolis com pessoas muito humildes, levando sempre conforto, afeto e ajudando como posso. Creio que para chegarmos a uma solução, seria a educação, informação e conscientização, muito abrangente. Quando isto irá acontecer ? Não sabemos...eu saio por aí conversando com todos, de mansinho vou dando meu recado. Texto maravilhoso, sugiro repetí-lo numa pauta atual. Abraços

moacir 1 em 12 de janeiro de 2014

Setti, O seu texto é perfeito.E sabe porquê? Porque ele nos comunica POSSIBILIDADE.Ou seja,qualquer um de nós poderia estar ali sentado,naquela mesa, conversando com o Mr.K. Você nos convida a sentar lá com um cara que foi um goleiro acima da média até quebrar a mão,um meia direita medíocre,que roía as unhas,um paciente que lutava contra o colesterol,um indiscreto que comentava terem sido "anormais" loads de presidentes americanos e também,en passant,um ganhador de um Nobel da vida... .Parece nos dizer: estão vendo? Conversar é possível... Sabe,eu estou cansado de textos espetaculares, retumbantes,doutos,diante dos quais cheio de admiração emudecida,eu me sinto...imobilizado. Passei a querer,a precisar,a buscar textos que me abracem,nos quais eu me veja,me encontre e sendo assim,a partir das informações do mesmo,eu possa acreditar que...FAZER ALGUMA COISA...não apenas é necessário,mas POSSÍVEL. Quando tento falar de política num local onde as pessoas estão tentando relaxar,se divertir,eu dei pra sentir um nó no estômago.Tipo, putz ! a conversa ia muito bem até que começei a falar naquilo...Eu me sinto como um ianomani falando para gregos, e me vem uma saudade do início do papo.Todos parecem desinteressados.Conversar pra quê? O Brasil não tem jeito! Está tudo dominado. Inútil... É por compartilhar desse sentimento de desânimo, que cada vez menos brasileiros votam.Votar seria encorajar os banditos.Então se lava as mãos.Não se tem nada com isso. Muito mais que a absoluta e generalizada corrupção na nossa velha-nova política, essa apatia não nos permitirá qualquer mudança. A MANUTENÇÃO DE UM SISTEMA,DE UM GOVERNO - E DOS SEUS MALES ! - DEPENDE DE QUE TODOS ACREDITEM QUE NÃO HÁ NADA QUE SE POSSA FAZER! Precisamos acreditar que não tem que ser assim porcaria nenhuma.Sentir pessoalmente os desmandos, a negligência,a hipocrisia,o marketing desvairado,a roubalheira,as intenções verdadeiras ocultas por generosidades aparentes.Enxergar que a nossa democracia teclada,não está dando conta do sofrimento da nossa gente.Quando,por exemplo, eu vejo a foto de uma criança catando garrafas de plástico num lixão,eu me sinto grilado toda vez que jogo uma delas no lixo. Pois o meu lixo vai terminar nas costas daquele menino.Feito uma cruz. Temos que nos conectar uns com os outros.Ligar as pontas soltas. O sofrimento alheio - assim como os crimes alheios! - precisa nos tirar das nossas zonas de conforto.Nos afetar pessoalmente.É como se tivessémos nos tornado reféns anestesiados da crença de que o Brasil é isso AÍ e pronto.Mas o País somos nós.Não podemos - com as nossas apatia e inércia! - compactuar com brasileiros sendo degolados e torturados e com crianças sendo queimadas vivas diante de nossos olhos! E estou me perguntando se a falta de emoção,de esperança,de ação não é uma questão de comunicação. Um ruído na transmissão? A pergunta que me faço é a seguinte: Quantos brasileiros,diante do corpo queimado de Ana Clara, e dos textos que descreveram a barbárie,pensaram: podia ser minha filha,minha neta... e em seguida gritaram: Chega!!!!!? Quem conseguiu explicar aos pais de Ana Clara que,segundo a Lei deztepaizzz,um bandito preso deveria SOZINHO dispor de 6 metros quadrados.Imagina! Que o Executivo nunca teve qualquer intenção em melhorar nossas condições prisionais,já que prisão não dá voto.Que o Legislador,de joelhos diante do Planalto,afrouxa as leis de Execução Penal de forma tal que,um sujeito tendo assassinado pai e mãe e sido condenado a 30 anos de cadeia,depois de cumprir 1/6 da pena,esteja na rua,para arejar as cadeias.Que toda essa corrupção,impunidade,falta de decoro de quem nos deveria servir de exemplo,somadas às terríveis desigualdades sociais - EDUCACIONAIS,principalmente ! - que os brasileiros enfrentam todos os dias ,estimulam a violência.Que por ter votado nos Sarney ,donos do Maranhão há 50 anos - em quem será que votaram os pais da garotinha? - o povo maranhense,em última análise, é o responsável pelos crimes ? " Não importa se a caverna esteve mergulhada na escuridão por 10.000 anos ou por uma hora e meia,se você risca um fósforo a iluminará". A luz é possível.Acho que precisamos mudar de atitude e de discurso.O desenvolvimento só virá se houver informação,conhecimento e uma sociedade mais justa só será possível se houver educação.Educar e informar é a resposta.Com palavras que possam ser compreendidas por 100% dos brasileiros,dos quais apenas 10% concluíram o 3o grau.Precisamos riscar aquele fósforo nessa caverna petista.Como? Não sei.Cobrando da PresidentA compostura,pra começo de conversa.Chega de hipocrisia eleitoreira.Numa mesma semana ,diante da violência contra seus cidadãos,Maduro e Caprilles se deram as mãos, enquanto Dilma levou 7 dias para teclar 40 enigmáticos caracteres no Twitter a respeito da lambança no governo da amiga do peito Roseana.Pode? É isso que devemos fazer. Questionar.Talvez o começo do fim ou o fim do começo- tanto faz! - esteja aí.Em vez de dar respostas prontas ,talvez devamos apontar os fatos e perguntar. Como é que é possível? O que vamos fazer a respeito? E ouvir as respostas. Atentamente.Chega de pessimismo.Estamos fazendo o jogo deles.E jogando a toalha antes do tempo. Desculpe-me pelo longo e um tanto quanto incoerente texto.Não tenho o seu talento com as palavrinhas,nem muito menos a sua capacidade de síntese.Mas me fez bem teclar isto.E se você não for capaz de traduzir esse meu rascunho,ninguém mais o será...pelo menos ...não na Mídia Golpista Abração Seu texto, diferentemente do que você diz, caro Moacir, é perfeitamente compreensível. De tudo o que você escreveu, com grande propriedade, eu acho que me concentraria num ponto tratado apenas de passagem: a única esperança democrática é o esclarecimento, que inclui trabalhar para que o maior número de pessoas votem com consciência, e não do jeito que sabemos que é. Tem jeito? Tem, mas leva muito tempo e dá muito trabalho. Quem se habilita? Abraço

carlos nascimento em 12 de janeiro de 2014

Ricardo, Imagino a emoção e a adrenalina que vc vivenciou ao sentar à mesa junto a Kissinger, um mito da diplomacia internacional, detentor de vários segredos que devem ter mudado o rumo da História do mundo. Me confirma uma coisa: Kissinger nasceu na Alemanha ?: "vc diz: cidade natal de Furth", então, talvez esse tenha sido o motivo pelo qual não pode ser candidato à Presidente dos EUA ? condições intelectuais não lhe faltavam. Outra coisa, imagino que o seu inglês estava em dia, pois sentar-se à mesa e travar colóquios de alto nível, não pode falar inglês à la Joel Santana...rs.rs.rs. abração. Caro Carlos, Kissinger pôde ser tudo nos Estados Unidos, país aberto aos imigrantes -- pôde até ser secretário de Estado, o alto funcionário que, entre muitas outras funções, é encarregado de receber a eventual renúncia do presidente. Ele exerceu essa tarefa quando da renúncia do presidente Richard Nixon, em 1974. A ÚNICA função que um americano não nascido no país não pode exercer, a ÚNICA, é ser presidente da República. Tudo o mais é possível: dono de jornal, professor, reitor, dono de rede de TV, secretário de Estado, secretário da Defesa, assessor para Segurança Nacional (Kissinger exerceu as funções com Nixon e com Ford), senador da República, governador de Estado, procurador-geral... Ele de fato nasceu em Fürth, na Alemanha, e até hoje, aos 90 anos, mantém um pesado sotaque alemão, embora fluentíssimo em inglês, idioma em que escreveu toda a sua gigantesca obra. Quanto a um jornalista falar inglês, para mim é obrigação, não é mérito. Um abraço.

Dulce Regina em 12 de janeiro de 2014

Caro Setti, que bom reprisar as pautas, nos dá oportunidade de ler textos excelentes como este, que trás várias novidades sobre Kissinger. Pelo que li vc é bastante esperto, pegou depressa a cadeira vazia, tendo o privilégio de sentar-se ao lado de Mr. K - Parabéns pelo seu blog ter seguido em frente, e com grande sucesso. Sua fiel escudeira, sempre alerta, de olho em todas as pautas. Abraços, Dulce Regina Obrigado pelo carinho de sempre, prezada Dulce Regina. Um grande abraço.

Leonardo Saade em 12 de janeiro de 2014

Muito bacana o texto caro Setti ! Fiquei surpreso ao saber de algumas curiosidades a respeito de Kissinger, como sua paixão por futebol. Parabéns pela oportunidade de conhecer pessoalmente uma personalidade tão singular como Kissinger!

Aparecido Dicena em 12 de janeiro de 2014

Oh Setti, Boa tarde! Hoje há apenas beija mão. Parabéns, você merece. Aparecido Obrigado, caro Aparecido, mas não é para tanto... Muito atencioso de sua parte. Um abração.

Luiz em 12 de janeiro de 2014

Incrível texto. Apenas considero que este homem não devia receber o Nobel mas a prisão perpetua.

Fábio Almeida em 11 de janeiro de 2014

Caro Setti, admirável texto, ótima recordação! Vc além de excepcional jornalista, é um homem privilegiado!! Forte abraço!! Muito obrigado, caro Fábio. Os eventuais privilégios vieram junto com os desafios e dificuldades da profissão. Um grande abraço.

Sebastião C.de O. Andrade em 02 de dezembro de 2010

Ricardo, Ao lado direito de Kissinger, na foto, está Herbert Lowe Stukart, à época Diretor de Suprimentos da Klabin. Já se foi, grande figura, entusiasta da área de Administração de Materiais e inspirador do convite. A ABAM - Associação Brasileira de Administração de Material promoveu o Congresso Mundial de Administradores de Material no Rio de Janeiro, patrocinado pela International Federation of Purchasing and Material Management. Kissinger foi o nome para alavancar a vinda de vários participantes estrangeiros. Esta a razão da ponte entre administradores de material e Kissinger. Muito lhe agradeço pela referência à ABAM. Quem agradece sou eu, caro Sebastião. Pela leitura e pelas informações. Um grande abraço e volte sempre. Ricardo Setti

Wanderlei em 17 de outubro de 2010

Nao perco os bloguistas da Veja e tenho especial apreco por Reinaldo azevedo, Augusto Nunes e Diogo Mainardi. Vi quando te anunciaram como novo colaborador da Veja mas nao me chamou a atencao por nao conhece-lo. Hoje, vendo os tres modulos da entrevista com Augusto, aproveitei para ler o episodio do Kissinger. Doravante o colocarei na minha lista de jornalistas. Gostei muito. Seja bem vindo. Caro Wanderlei, muito obrigado pela visita, o comentário e as boas-vindas. Espero que volte sempre, mesmo. Um abraço

ANITA SIMKE em 20 de setembro de 2010

RICARDO, muito bom, nada como saber colocar um tempero no que se escreve, estarei te acompanhando, beijos, anita Querida Anita, Muito obrigado por seu comentário gentil. É um prazer sua visita. Volte sempre! Um abração do Ricardo Setti

Markito-Pi em 19 de setembro de 2010

Grande Setti. É orazer ler teus textos e este , em epecial, delicioso. Como antes dele lio " Disseram", não consegui deixar de comparar. Kissinger, gostássemos ou nao,era personalidade fantástica e COMPETENTE. Pensar no boçalissimo Marco Aurélio Garcia, que exerce , de fato, a chancelaria brasileira, me dá arrepios e inveja. O historiador Roett não está só.Nós, brasileiros honestos e pensantes, temos o mesmo temor. Se Kissinger roía as unhas, MAG o supera: Não escova os dentes, tem as unhas sujas e o colarinho sempre sujo e desengonçado. Um petista. Obrigado por seu elogio, caro Markito. Espero que continue visitando o blog. Um abraço.

Alice Cruz em 16 de setembro de 2010

Adorei a história, só muito bem contada e, por isso, deliciosa, porque escrita por vc. Obrigada... e quem diria? Abs. (na matéria do Sarney, quando falei "quem cala consente", me referia ao Sarney em questão) Muito obrigado, cara Alice. Difícil encontrar alguém mais gentil do que você. Abração do Ricardo Setti

Marco Nunes em 15 de setembro de 2010

Setti, vim conhecer a sua coluna a conselho do meu tio Augusto. Preciso agradecê-lo depois. Uma delícia de texto! Pode ter certeza que conquistou mais um leitor. Grande abraço Caro Marco, Fico feliz e agradecido com seu comentário. Se você é sobrinho do meu irmão Augusto, agora é meu sobrinho também! Abração do Ricardo Setti

Edú em 15 de setembro de 2010

Setti, vc foi o melhor diretor de redação da Playboy na minha história de doze anos de assinante(hoje, suspensa).Prazer em acompanhá-lo nesse novo espaço e já com a precisão e acuidade de pormenores q caracterizaram sua carreira. Puxa, caro Edú, que elogio. Muitíssimo obrigado pelo reconhecimento de meu trabalho em Playboy. Tive muito apoio da Editora Abril no período (1994-1999), bem como uma equipe esplêndida na redação. Investimos muito não apenas em estrelas de capa, mas em bom jornalismo, boa prestação de serviços, tínhamos um respeitadíssimo Ranking Playboy das Melhores Faculdades do Brasil, colaboradores de primeira linha etc. Tudo isso somado realmente trouxe bons resultados, inclusive, para nós, a felicidade de termos tido naqueles cinco anos 9 das 10 maiores vendagens em banca na história da revista -- até hoje. Espero que você volte sempre. Um abraço do Ricardo Setti

Susana Paes em 14 de setembro de 2010

Ricardo, É um prazer ler seus posts e artigos! Parabéns! Já sou fã do blog! um grande abraço, Susana Cara Susana: Prazer maior é saber que você está vendo o blog! Muito obrigado por seu email. Espero que você nos visite, sempre que possa. Um abraço do Ricardo Setti

Marcio Manoel em 14 de setembro de 2010

Olá Ricardo! Seja bem vindo. Só o fato de vc chegar ancorado nas recomendações de Nunes, já lhe dá as credenciais de boa pessoa e bom profissional. Seja vc mesmo, como sempre,e nos faça viajar em grandes aventuras vividas por vc, sendo que não deve se importar com nossas opiniões, mas faça valer a sua, de grande profissional que é. Meu Pai já dizia, que devemos dar as pessoas o respeito que merecem, e não o respeito que desejam. Sinta-se em casa. Marcio Manoel. Caro Marcio Manoel, Obrigado por seu email e por sua gentileza. Vou, sim, me importar com a opinião de leitores como você. Espero contar com você como leitor. Um abraço do Ricardo Setti

f tavares em 14 de setembro de 2010

caro ricardo setti, respeito muito as pessoas que aos quarenta anos de profissão, encaram com alegria uma empreitada como essa que você inaugura hoje (ontem). aconselhado por seu fiel amigo augusto nunes, vim conhecer seu trabalho e desejar muito sucesso. o grande AN tem razão. FT Caro amigo, Muito obrigado por seu email tão simpático e atencioso. Uma das coisas que me animaram a voltar à grande correria e trabalho que significa ter um blog das dimensões do que estou iniciando foi, justamente, constatar a animação e o entusiasmo quase juvenis do Augusto com seu trabalho na Web. Obrigado por sua leitura. Conto com ela! Se possível, também nas seções que tratam de outros assuntos que não política, que são "Vasto Mundo" (temas internacionais), "Tema Livre" (de TV a futebol, passando por viagens, música e outros assuntos) e "Bytes de Memória" (histórias de bastidores de reportagens e trabalhos feitos ao longo da vida). Um grande abraço do Ricardo Setti

Emilio Mansur em 14 de setembro de 2010

Parabéns Ricardo. Nós leitores sabemos que um texto é bom quando o lemos por completo até o fim sem perceber. Mr.K. começou a acabar com o comunismo quando pediu ao Bob Fischer não desistir do campeonato contra o russo Spassky, A vitória de Bob foi graças ao Mr. K . Obrigado, pois faz um bom tempo que queria elogiar um jornalista. Puxa, Emílio, que bacana! Você se lembra desses fatos dos tempos dos grandes embates Fischer x Spassky! Espero que continue prestigiando meu blog, inclusive a seção internacional, que se chama "Vasto Mundo". Obrigado pelos parabéns e pelos elogios ao texto. Espero por você aqui! Abração do Ricardo Setti

Aldo em 14 de setembro de 2010

Mestre!!! Pronto, mais um blog de sobrenome Setti (o terceiro!!!) que contribui para a drástica redução da minha produtividade laboral...excellent!!! Fato curioso: meu outro avô (o também Aldo) foi um dos empresários brasileiros que coordenou essa vinda do Mr. K ao Brasil vía a falecida Associação de Empresários Brasileiros para a Integração no Mercosul (ADEBIM), da qual ele era presidente. Muito provavelmente ele estava sentado numa dessas mesas redondas ao teu lado! Um grande abraço desde o deserto e "enhorabuena" pelo blog! Aldo-Fã-dos-Setti Labaki. Querido amigo Aldo, Que fantástico, saber que você está lendo o blog aí de Dubai! E que incrível essa história, de seu avô Aldo Raia ter participado dessa vinda do Kissinger ao Brasil, em 1987. O mundo é mesmo pequeno, não? Aos leitores que não sabem porque o Aldo se refere ao terceiro blog da família, aproveito para dizer que meus dois filhos, Adriana e Daniel, são jornalistas, vivem em Barcelona, na Espanha, e mantêm blogs. O link para o da Adriana é http://viajeaqui.abril.com.br/blog/achados/ O link para o do Daniel é http://lavemomaladalista.blogspot.com/ Muito obrigado pelas boas palavras. Um abraço saudoso do Ricardo Setti

Felipe Flexa em 13 de setembro de 2010

Ricardo, vá se acostumando com esses comentários como o tal José Afonso. É coisa de petista. Só aparecem para perturbar... Bem-vindo.

Memyself em 13 de setembro de 2010

Que delícia de história e que delícia de texto. Espero que nos presenteie com outras. Bem vindo à blogosfera. Caro leitor, Obrigado por seu e-mail. Como a carreira é longa, tenho muitas histórias interessantes que, acredito, poderão interessá-lo. Um grande abraço do Ricardo Setti

Mario Dolnikoff em 13 de setembro de 2010

Prezado Ricardo Sempre fui teu fã de carteirinha. Mesmo não usando adequadamente o computador, não deixarei de acessar teu blog, especialmente os comentários de política nacional. Sucesso. Mario Caro Mario, Muito obrigado por sua mensagem tão gentil. Vou fazer o possível para merecer sua constante leitura. Um abração.

Claudio Versiani em 13 de setembro de 2010

Caro Ricardo Setti, muito legal, história pura, anotações de um belo repórter. E muito legal ter o seu talento à disposição na pródiga rede. Já fiquei freguês. Gostei do "nada de azedume". Um abraço fraterno desde Barcelona. Ah, como se dizia nas redaçoes de antigamente, esse Mr. K, não vale meia Cibalena. Querido amigo Claudio, É uma honra receber esses elogios de um grande fotógrafo e grande repórter como você, que conta com minha admiração e minha amizade. Um abraço saudoso do Ricardo Setti

luiz antonio - rj em 13 de setembro de 2010

Seja benvindo. É bom ver que a "turma do bem" esta aumentando. Voce se acostumará , pois sempre há um desgostoso da vida que gosta das baixarias do Lula e resolve aparecer para distribuir baixarias de que gosta. Quanto a comer antes, só se deve esperar se o prato for frio, tipo saladas, senão todos os convidados comerão a comida fria. Grande abraço e novamente bem vindo(vim a convite do AN) Caro Luiz, se você é amigo do grande Augusto Nunes, já é também meu amigo. Espero que goste da coluna. Um grande abraço

Americo A. em 13 de setembro de 2010

Fantástico! Nada como mais um jornalista com grande bagagem para contar as suas histórias. E se o senhor José Afonso Camargo Souza não se interessa, que mergulhe no mar de abobrinhas que há na internet dedicado a um público tosco como a sua pessoa. Obrigada e seja bem-vindo, Ricardo Setti. Caro Americo, Obrigado pelo elogio. Tentarei fazer jus à sua confiança. Quanto ao leitor José Afonso, bem, ele tem o direito de não gostar, não é mesmo? Ainda bem que há outros, como você, que gostaram. Espero continuar contando com sua atenção e leitura. Um abraço do Ricardo Setti

José Afonso Camargo Souza em 13 de setembro de 2010

Muito bem, Ricardo Setti, e daí? Em que é que essa história acrescenta alguma coisa? Não tem mais nada importante a dizer? Meu caro José Afonso, você tem todo o direito de criticar o blog e manifestar sua opinião. Pena que não gostou dessa nota. Vamos ver, caso você continue acompanhando meu blog, se você gosta das próximas desta seção "Bytes de Memória". Obrigado pela leitura. Um abraço do SETTI

Mariluce Ventura em 13 de setembro de 2010

Boa história. Quem diria, o Kissinger roendo unha, como uma criança. Obrigado pela leitura, cara Mariluce. Um abraço do Ricardo Setti

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