Pinheiro Guimarães, o homem pró-bomba atômica, vai para o Mercosul — e deixa a política externa brasileira em paz

Não se justificam as caras fechadas da oposição e de críticos do governo na mídia à designação, pela presidente Dilma, do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, ex-secretário-geral do Itamaraty e ex-ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, para o cargo de Alto Representante-Geral do Mercosul.

O cargo, criado no ano passado, significa que o embaixador será uma espécie de porta-voz internacional do grupo. Ele também vai coordenar os programas das áreas de saúde, educação e cultura do bloco.

Ora, Pinheiro Guimarães – um dos responsáveis pela política externa do ex-presidente, sobretudo na sua permanente hostilidade aos Estados Unidos, que ele pessoalmente parece odiar, e a aliados europeus tradicionais do Brasil – tem um mandato de três anos.

Vai viajar muito, estará envolvido em foros internacionais… Durante três anos, a política externa brasileira estará livre de sua influência, no meu modesto entendimento, nefasta.

O embaixador, além do que expus acima, é defensor da tese de que o Brasil deveria ter a bomba atômica, apesar de o país ser signatário do Tratado sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e ter posição histórica em favor do desarmamento nuclear. (Veja a este a respeito link do Itamaraty). E, exatamente por ser membro do TNP, o Brasil está impedido de possuir armamento nuclear por cláusula pétrea — que não pode ser modificada — da Constituição.

Diz o parágrafo 2º do artigo 5º da Constituição que “os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte”.

Como signatário do TNP, o Brasil é submetido ao controle da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Portanto, gostei da nomeação da presidente Dilma.

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3 Comentários

  • Caio S

    Ricardo, não tem nada ver com o assunto! Mas me chamou atenção a reação de Maurício de Souza (aquele da turma da Mônica) a um vídeo que está fazendo sucesso no You Tube. O vídeo traz uma moça fantasiada (um tanto grotescamente) de Magali e fazendo propaganda de uma loja (claro que dando umas reboladas). Na nota que publicou o… o… o… (afinal o que ele é? Cartunista? Escritor? Desenhista?) o… Maurício usa tantos salamaleques para dizer que aquilo desrespeita a lei autoral e desqualifica os profissionais que trabalham seriamente que dá dó. É tanto o medo da patrulha esquerdista-terceiro mundista-politicamente correta que beira o ridículo. São parágrafos para dizer que entende a necessidade, que respeita o trabalho dos “artistas” do povo, que acredita que não há má-fé, que ele é bom, que ele vai oferecer assistência à moça (só se ela quiser, é claro), que isso, que aquilo… Enfim, o moço ficou mais enrolado que o Zé Carioca. Pergunta: Precisa disso? Ele não pode simplesmente dizer que aquilo é um crime, que merece (e vai) ser punido? Porque tanto medo da patrulha?

    Caro Caio, não me cabe responder pelo Maurício de Sousa. O que posso dizer é que ele é um grande, um fabuloso profissional.

    Abração

  • cleide bragliollo

    É Ricardo.
    Só não conseguimos nos livrar do desdenhoso sorriso amarelo (no sentido literal, não figurado) do lamentável Marco Aurélio “top-top” Garcia.
    Se Dilma queria mantê-lo no governo, porque não o nomeou embaixador? Ele merecia, por exemplo… viver em Cuba!

  • gabriel brito

    mais um embuste, cheio de ódio direitoso. o verdadeiro problema do samuel é ser de esquerda, progressista e ter ajudado a implantar uma política externa mto mais autonoma, mesmo q ainda imperfeita e tendo os negocios como pano de fundo – o que supera a sua alçada também.
    enfim, é isso q vcs odeiam. nao esse irreal anti-americanismo. vcs enganam cada vez menos com suas empulhaçoes fanáticas, ainda mais uma revistinha desqualificada dessa, sustentada por dinheiro de corporação pro-apartheid sul-africano.
    obviamente, td q vcs escrevem é sob encomenda, com um escandaloso interesse político.
    foi uma das raras vezes q tivemos política externa de nível, num país em q poko ou nada funciona, portanto, só o ódio barato dos defensores do brasil-colônia explica tamanha perseguição a samuel guimaraes e celso amorim.

    palavras de alguém q tb detesta o governo pt, mas nao pelos motivos imorais de vcs, da mídia anti-brasil.

    Você acertou, Gabriel. Defendo o Brasil colônia, quero a destruição e a desmoralização do país em que nasci, para onde meus bisavôs emigraram, onde nasceram meu avô, meus pais, meus irmãos, minha filha e meu filho, sou contra a felicidade do povo brasileiro. Sou um agente infiltrado do imperialismo americano, mas tenho também vínculos com o Mossad de Israel, com o serviço secreto da China. Acordo todo dia pensando no que vou fazer de mal para meu próprio país, isso desde há muitos anos, eu que já passei dos 60. Todo mundo que me conhece sabe disso tudo.

    E também sabem que a Editora Abril não tem sucesso algum, que VEJA é uma revista sem leitores e por aí vai.

    Gabriel, peço um favorzinho a você: vá embora, vá procurar a sua turma, abrace o fanático embaixador Samuel e o rastejante ex-chanceler, coloque o ex-presidente no altar de seu fanatismo e deixe o blog em paz.