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Terroristas mascarados do grupo separatista basco espanhol ETA: levantando os punhos em sinal de uma vitória que nunca houve

Três figuras sinistras, cobertas de preto, com máscaras brancas e, por detrás, sobre um fundo azul, seu símbolo – sinal de morte, covardia e terrorismo na Espanha durante 43 anos.

O mascarado do meio leu um comunicado e, ao final, os três levantaram os punhos, em sinal de vitória.

Com essa encenação gravada em vídeo e transmitida na noite desta quinta, 20, os terroristas da organização separatista ETA – que significa, em idioma basco, Pátria Basca e Liberdade – declararam o “cessar definitivo” de sua “ação armada”.

O último foco dessa maldição de violência na Europa civilizada anunciava o que parece ser seu fim.

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29 de julho de 2009: um carro-bomba explode num edifício residencial da Guarda Civil em Burgos: 69 parentes de policiais feridos  (Foto: Cesar Manso / AFP)

Um rastro de sangue e uma vitória da democracia

Os punhos levantados em sinal de vitória, como outros episódios da virada histórica nessa dolorosa questão centrada no País Basco — ou Euskadi, na língua basca –, que já dura meio século, eram uma pantomima: não há vitória alguma da ETA, que deixou um pavoroso rastro de violência, sangue e crime desde sua primeira ação em 1968, resumido em 829 pessoas assassinadas, mais de 2 mil feridos, 46 sequestros — alguns que duraram anos –e nada menos que 41.650 pessoas ameaçadas de morte elas mesmas ou membros de suas famílias.

A ETA foi derrotada no plano policial, no plano judiciário, no plano político e no plano social, repudiada pela esmagadora maioria da sociedade basca.

Vitória houve, sim, da democracia e das leis – e nisso concordam todas as principais forças políticas do país.

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Zapatero compartiu o triunfo do Estado democrático com seus antecessores desde o fim da ditadura: Adolfo Suárez (1976-1981), da extinta e centrista União do Centro Democrático, o falecido Leopoldo Calvo-Sotelo (1981-1982), da mesma UCD, Felipe González (1982-1996), socialista, e seu feroz adversário e acérrimo crítico José María Aznar (1996-2004), do Partido Popular, de centro-direita

O primeiro-ministro socialista José Luís Rodríguez Zapatero, em final de mandato e que não se candidatará às eleições do próximo dia 20, num gesto de cavalheirismo e grande significado, compartiu o “triunfo do Estado de Direito” com os seus quatro antecessores desde o fim da ditadura franquista na Espanha.

Independentemente de partidos, e sempre com o apoio da respectiva oposição nos chamados “pactos de Estado”, todos eles se empenharam em enfrentar e derrotar o terrorismo, tendo firme cooperação do Ministério Público e de magistrados independentes e corajosos: Adolfo Suárez (1976-1981), da extinta e centrista União do Centro Democrático, o falecido Leopoldo Calvo-Sotelo (1981-1982), da mesma UCD, Felipe González (1982-1996), do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), e José María Aznar (1996-2004), feroz adversário e acérrimo crítico de Zapatero, do Partido Popular (PP), de centro-direita.

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Rodríguez Zapatero: fracasso na economia, sucesso na luta contra o terrorismo

O ministro que morava no Ministério e asfixiou a ETA

A Zapatero, que sai do poder com o rabo entre as pernas, esmagado pela crise econômica, pelas altas taxas de desemprego, pelo insucesso das medidas que tomou para enfrentar o tsunami e a impopularidade, cabe, porém, um papel que ele próprio deixou de exaltar: nenhum governo anterior teve tanto êxito no combate à ETA quanto o seu (2004-2011).

Sim, Zapatero quebrou a cara ao promover negociações diretas com o bando terrorista, que em dezembro de 2006 rompeu a trégua que havia prometido com um brutal atentado a bomba contra um terminal no Aeroporto de Barajas, em Madri, deixando o governo com a cara no chão.

Mas seu ex-ministro do Interior e depois vice-primeiro-ministro, e agora candidato à sucessão, Alfredo Pérez Rubalcaba, foi progressivamente asfixiando a ETA, sempre com o auxílio da polícia autônoma, vejam só, do próprio País Basco, a eficiente e bem equipada Ertzaintza — cujos agentes em geral atuam mascarados, para não terem as fisionomias fixadas pelos terroristas.

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Agentes mascarados da “Ertzaintza”, a polícia basca: importante no combate aos terroristas da ETA (Foto: Ertzaintza)

Durante seus cinco anos à frente do Ministério do Interior, Rubalcaba – político experiente e matreiro, e um incansável chefe dos órgãos policiais e de informação que, por razões de segurança, passou a morar com a família na própria sede do Ministério, em Madri – logrou êxitos espetaculares: cerca de 800 etarras, ou militantes da ação armada, foram encarcerados, e quatro chefes supremos da organização terrorista sucessivamente localizados e presos. Nunca, em período algum de governos democráticos na Espanha, iniciados em 1976, ocorrera algo parecido.

A preciosa ajuda de Sarkozy

Como a ETA abriga delírios independentistas para o que chama de “Euskal Herría”, um mítico País Basco que inclui um pedaço da Gasconha francesa, e mantinham núcleos em diferentes pontos da França, Zapatero e Rubalcaba passaram a contar com a preciosa ajuda e a mão duríssima do presidente francês Nicolas Sarkozy desde sua posse, em 2007. A cooperação existiu em governos anteriores, mas Sarkozy — que prometeu ajudar a “erradicar” a ETA — a elevou a um nível de prioridade.

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A polícia francesa anti-terrorismo em ação: colaboração decisiva com a Espanha no esmagamento da ETA

As autoridades francesas, com um rigor até então inédito, procederam ao monitoramento dos movimentos dos bandidos em seu território, prenderam dezenas de terroristas, deportando-os para a Espanha, capturaram um ou outro de nacionalidade francesa, descobriram depósitos de explosivos e munições, obrigando a ETA a tentar, sem êxito, estabelecer pontos de apoio em Portugal e até na Inglaterra, igualmente desmantelados. Zapatero declarou que a Espanha contraiu com a França “uma eterna dívida de gratidão”.

Matando, ameaçando e extorquindo em nome da independência

Chamei os etarras de “bandidos”, e usei a palavra certa: nunca houve um “conflito armado” no País Basco, como a ETA e seus simpatizantes gostam de afirmar. Nunca houve nada nem de longe semelhante a uma rebelião de uma parte da população, que se levantou contra o Estado espanhol ou o próprio governo local basco. A ETA, embora, sim, sempre haja tido simpatizantes, viu-se inúmeras vezes alvo de repúdio popular, em manifestações com centenas de milhares de pessoas.

O que havia (e ainda há), isto sim, é uma organização criminosa que, em nome da independência basca, em plena Espanha democrática, matava inocentes – em atentados a bomba ou, seletivamente, à traição, com tiros na nuca –, cujos integrantes invariavelmente se rendiam, sem resistir, quando apanhados pela polícia, inteiramente esquecidos da valentia que proclamavam quando no anonimato, extorquiam sob ameaça de morte empresários com o chamado “imposto revolucionário” e criaram um clima de terror, de medo e, portanto, de falta de liberdade que tornou a região uma exceção não apenas no país como um todo, mas também no seio da Europa.

Do outro lado, postava-se – como continua fazendo – um Estado de Direito que combateu os criminosos usando a lei, submetendo-os a julgamentos públicos em tribunais, dando-lhes pleno direito de defesa, e, por meio de sentenças de magistrados e tribunais corajosos ante a constante ameaça de morte, colocando-os na cadeia, em regime carcerário duro, como cabe a a bandidos cruéis e impenitentes.

Restou “meia centena de pistoleiros”

Seris risível, se não fosse trágico, que os três palhaços mascarados tenham levantado o punho em sinal de vitória, quando os órgãos de segurança da Espanha e da França calculam que haja em atividade, atualmente, “meia centena de pistoleiros”, todos eles escondidos em pontos remotos do território francês.

De todo modo, a vida das pessoas no País Basco vem melhorando. Há dois anos a ETA não assassina mais ninguém. Também encerrou a extorsão dos empresários, bem como a violência de rua, com quebra-quebras, depredações, incêndios e conflitos com a polícia — a chamada cale borroka –, que incentivava jovens simpatizantes a promover.

Desde 2009 não mais governa o Partido Nacionalista Basco (PNV, pelas iniciais em espanhol), que, com coligações, mandou em Euskadi por 30 anos e, embora conservador de forma geral, sempre agiu com extrema ambiguidade em relação à questão da independência do território e fechou os olhos para todo tipo de absurdos pró-ETA, sem contar os que ele próprio praticava — como o de jamais haver hasteado a bandeira da Espanha na residência oficial do chefe do governo local, o lehendakari.

O atual governo, liderado pelo lehendakari socialista Patxi López, tem o apoio do arquirrival PP, que lhe conferiu maioria no Parlamento basco e alijou os nacionalistas. López vem lentamente desmanchando o que chama de “anormalidades” na região, a começar por uma desvalorização, no serviço público e nas escolas, do idioma espanhol numa população em que apenas 34% dominam o euskera, a dificílima língua basca.

Agora, abre-se um período de incertezas.

Ainda falta muito para a paz efetiva

Ainda falta um longo caminho para a paz efetiva em Euskadi. Ainda levará tempo para que muitas centenas de pessoas na região — políticos, intelectuais, jornalistas, sindicalistas — possam viver sem escolta armada permanente, paga pelo governo, por terem sido ameaçados de morte. Alguns vivem assim há dez, quinze, vinte anos.

A ETA anunciou o fim de suas ações armadas, mas não atendeu a outras exigências do Estado espanhol, de grande parte da opinião pública, das associações de vítimas do terror e de todos os partidos democráticos, como: 1) dissolver-se, e não apenas parar de praticar crimes; 2) entregar seu arsenal; 3) pedir perdão às vítimas – inteiramente deixadas de lado na declaração lida pelos encapuzados.

Apesar do reconhecimento generalizado dos partidos políticos e da mídia espanhola (e de outros países europeus) de que se tratou de uma vitória do Estado de Direito, a rendição – sem que se tenha usado essa palavra – da ETA está sendo faturada e será mais ainda, nas eleições, por uma recém-fundada coligação política, Amaiur.

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A “conferência de paz” em San Sebastián: no pódio, o ex-primeiro-ministro da Irlanda Berti Ahern; à direita, Kofi Anan; à esquerda, a ex-primeira-ministra da Dinamarca Gro Brundtland e o ex-dirigente político do IRA na Irlanda do Norte, Gerry Adams

Essa aliança congrega dois pequenos partidos independentistas, um partido independentista recente que teve boa votação nas eleições regionais de março, Bildu, e mais o que se chama no País Basco de esquerda abertzale (palavra que significa “lutador” em basco), formada por independentistas que já simpatizaram ou mesmo militaram na organização criminosa mas, de uns tempos para cá, passaram a defender uma “solução política para o conflito basco”, a condenar, genericamente “toda forma de violência” — uma maneira implícita de reclamar da ação legítima das autoridades, a quem acusam de tortura e outros crimes — e resolveram agir dentro do sistema. Sem, porém, em nenhum momento condenarem diretamente a ETA. Muitos dos abertzales estão no Bildu.

O ponto máximo a que chegaram os abertzales foi a declaração do dirigente Arnaldo Otegi – atualmente na cadeia, e que já cumpriu anteriormente outras penas – segundo a qual a ETA “estorva” o processo de paz no País Basco.

Uma “conferência de paz” e uma grande mentira

Os dirigentes abertzales estiveram por trás da recente “conferência de paz” que reuniu ex-governantes, o ex-dirigente político do grupo terrorista irlandês IRA e o ex-secretário-geral da ONU Kofi Anan em San Sebastián, a segunda maior cidade do País Basco. Do encontro, o governo espanhol e o partido favorito às próximas eleições, o PP, prudentemente mantiveram-se à margem, por considerarem que o evento legitimava os criminosos da ETA e sua reivindicação de independência do País Basco fora do marco da Constituição espanhola (qualquer referendo como os que pleiteiam setores independentistas bascos teria que incluir todos os eleitores espanhóis, e não apenas os de Euskadi).

Não por coincidência, a ETA fez seu gesto em grande parte propagandístico três dias depois das propostas feitas pela conferência, todas elas em linha com o projeto do Bildu.

Esse partido independentista, então, cujos integrantes militaram no terror, ajudaram-no ou simpatizaram publicamente com ele, está aparecendo como a entidade que ajudou de forma decisiva a “finalmente trazer a paz a Euskadi”, o que é uma cínica e redondíssima mentira.

Mas as mentiras, como sabemos, funcionam muito bem em eleições, como essas eleições gerais na Espanha — e no País Basco — que ocorrerão dia 20.

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Feniano em 05 de abril de 2012

Nire Aitaren Etxea/Defenderei a Casa de Meu Pai ( Gabriel Aresti ). Nire Aitaren Etxea Defendituko Dut. Otsoen Kontra, Sikatearen Kontra, Lukurreriaren Kontra, Juztiziaren Kontra, Defenditu Eginen Dut Nire Aitaren Etxea. Galdako Ditut Aziendak, Soloak, Pinudiak; Galdako Ditut Korrituak, Errentak, Interesak, Baina Nire Aitaren Etxea Defendituko Dut. Harmak Kenduko Dizkidate, Eta Eskuarekin Defendituko Dut. Nire Aitaren Etxea; Eskuak Ebakiko Dizkidate, Eta Besoarekin Defendituko Dut Nire Aitaren Etxea; Besorik Gabe, Sorbaldik Gabe, Bularrik Gabe Utziko Naute, Eta Arimarekin Defendituko Dut Nire Aitaren Etxea. Ni Hilen Naiz, Nire Arima Galduko Da, Nire Askazia Galduko Da, Baina Nire Aitaren Etxeak Iraunen Du Zutik.

Ricardo Sanchez ( Highlander ). em 28 de fevereiro de 2012

Vá te catar, suma daqui.

Ricardo Sanchez ( Highlander ). em 28 de fevereiro de 2012

Suma daqui.

Ricardo Sanchez ( Highlander ). em 27 de fevereiro de 2012

Liberdade de expressão não é para xingar, como você acaba de fazer. Retribuo em triplo o adjetivo com que você me brindou. Suma daqui!

Ricardo Sanchez ( Highlander ). em 27 de fevereiro de 2012

Vou cara,mas antes tu vai vender picolé na praia(aproveita o finzinho do verão),porque de jornalismo se vê que tu não entende nada. kkkkk É, eu não entendo nada de jornalismo. Estou há mais de 35 anos enganando todo mundo, inclusive aqui no site de VEJA. Mas não espalha, não conte pra ninguém, porque ninguém percebeu.

Ricardo Sanchez ( Highlander ). em 25 de fevereiro de 2012

Um Último esclarecimento: não se trata simplismente de``não gostar do seu blog´´(este argumento é pra lá de Simplório ),mas de não compactuar com ésta mídia oficial & reaça,da qual tu fazes parte,que enfia Suas inverdades(aquí demonizando a mais que justa Questão da Autodeterminação dos Povos)goela abaixo do povo,do zé povinho(o assim chamado``cidadão comum´´,à quem é proibido pensar/ questionar e têm mais é que``tocar´´ às suas vidinhas ),ou seja,o panis et circensis,em um pacote que inclúi novelas, carnaval(o maior caso de histería coletiva que se têm notícia),big brother e etc. . É a mesma velha história - quanto mais alienado & sedado melhor(sistema). Finalmente,deixo claro que sim ricardo setti,detesto(como Minhas Raízes dexam claro) a tua espanha,e Não Minha como tentastes provocar(que teve uma atuação Nefanda na História),e tudo que ela representa(lamento se ferí a tua sensibilidade de``democrata´´):colonialismo,escravidão & exploração,touradas covardes(fiquei sabendo de mais uma estátistica da sua querída espanha: é um dos lugares em que mais abundam casos de violência contra à Mulher/machismo: que valentes são esses gajos,os``terroristas devem ser os Bascos.. rssrrrs). Também Me oponho à todas as``potências´´(reino unido,frança,china e etc.)que invadem, sufocam & tentam impor seu jugo às demai Nações,gostes tu ou não. Câmbio-Desligo: agur! Vá passear, vá abraçar os terroristas covardes e assassinos da ETA, vá divulgar suas frustrações pessoais e seu racismo contra os espanhóis em outro lugar.

Ricardo Sanchez ( Highlander ). em 24 de fevereiro de 2012

Além do mais,aprenda comigo, o Patronímico Sanchez,veja só.. também têm Origem Basca: Sanchez - Descendente de Sancho - Rei de Navarra(que compõe Euskal Herria).. tsc tsc Informe-se mais Mr. Setti. Agur! O rei Sancho reinou sobre Aragón, também. Não seja por isso. E vou esperar sentado para ver Navarra fazer parte de um "Euskal Herria"...

Ricardo Sanchez ( Highlander ). em 24 de fevereiro de 2012

Agora, és tu quem Me fazes rir à socapa: um Não-Basco,que se atreve à dar pitaco em uma questão(que de longe não conhece,se nota)alheia à sua descendência,à quem não devo nenhuma satisfação(provavelmente italo-descendente)que especula sobre as Minhas Raízes( das quáis Me Orgulho) sem ao menos Me conhecer: pois agora(não que Eu Te deva satisfação) exponho aquí Meus Sobrenomes(Bascos,sim Sr.)que,se tiveres um mínimo de Cultura: de tuas viagens e dos``bascos´´com que convivestes,irás reconhecer e,se tiveres um mínimo desse espírito democrático,por tí tão decantado,irás publicar,sem bancar o censor: pois tentastes Me ofender no Pessoal e tenho Direito à replicar. Eís aquí os Meus Patronímicos e o Sangue que corre na Minha veia: Archondo,Lezika(além de Descendência Irlandesa & Galega por parte da Família de Minha Mãe,Orgulhosamente). O Sanchez assino pelas seguintes contingências: Meu Tataravô,de Origem Indígena(Charrua/Lado Paterno)foi Batizado com Este Nome Cristão,que não o pertencia e que, infelizmente, carrego(provavelmente por algum invasor dessa canalha espanhola),ou seja provocador,não corre em Minha veia uma gota de sangue hispânico.. Graças aos Céus. Já quanto à tí(agora que esclarecemos à provocação quanto ao sobrenome)te deixo aquí uma lembrança: ACORDA,TU NÃO ÉS BASCO!! Agur! Obs: também tenho Descendência Italiana(Calabresa)imigrada para a Argentina,ok? Melhor sorte da próxima vez.. Eu me "atrevo", sim, prezado Ricardo. Se não gostas do blog, há muitos outros à sua disposição. Inclusive, certamente, alguns que defendam o terrorismo covarde dos assassinos da ETA. Ou que pratiquem racismo contra os espanhóis, coisa que você tanto aprecia.

Ricardo Sanchez ( Highlander ). em 23 de fevereiro de 2012

E outra: porque dar tanta opinião(imprecisa)à respeito de Euskal Herria se nem Basco - Descendente tu é ? Está Questão,que Eu saiba, interessa somente à Nós: Os Descendentes de Bascos.Exatamente como diz o Glorioso Partido Sinn Fein= Nós Sozinhos ou Só Nós em Língua Gaélica. E encerro por aquí. Gora Euskadi Askatuta! Gora Eusko Gudariak! Agur! Achei que Sánchez fosse um nome espanhol. Você odeia suas próprias raízes?

Ricardo Sanchez ( Highlander ). em 23 de fevereiro de 2012

Será que o real motivo para tu não teres publicado Meu comentário foi este mesmo ou tu,que exaltas tanto a Democracía não passa de um CENSOR(deu o tapa e escondeu a mão,como todo bom franquista/hispanista) que,ainda por cima,não teve a capacidade de provar quais foram,dentre os fatos Históricos citados, as tais``irracionalidades´´à que tu te referiu.. AHAHAHAHAHAHAHAHAHA DIGO Eu ! Saudações Celto/Irlando/Bascas: Agur Mr. Setti,Agur: rsrssrsrsrsrss. Não sou censor, não, mas comentário racista, como o seu, não sai aqui de jeito nenhum. A não digo quem é franquista porque minha mãe me deu educação. Vai lá, abraçar os terroristas covardes da ETA, que matam pelas costas e se borram de medo da polícia, que eu fico com a democracia e o Estado de Direito.

Ricardo Sanchez ( Highlander ). em 23 de fevereiro de 2012

Seu comentário é racista e não será publicado

Ricardo Sanchez ( Highlander ). em 17 de fevereiro de 2012

Kaixo! Respeita?!! Gosta?!!! Seja razoável.. é uma estranha forma de demonstrar respeito ésta,pois o que estás afirmando não é verdade. Veja: nenhum Gudari(que quer dizer Lutador ou Soldado em Idioma Euskara,caso não saiba)é covarde(pois devotam a Vida de forma abnegada pela Causa/Nacionalismo Euzko) e sim os vís espanhoizinhos(considerados os cafres atrasados da Europa) que durante a História só fizeram verdadeiros estragos no Mundo e realizam touradas repugnantes(com minúscula mesmo).. veja só Sr. que coragem: Roubaram,destruiram Civilizações avançadíssimas(deveriam ser levados à Tribunal Internacional: Haya etc. por seus crimes),desterraram e escravizaram populações inteiras da África( ou será que ignoras isto também??!) como os seus vizinhos ibéricos,os portugueses(que assim como os castelhanos são pródigos em não trabalhar/produzir,deixando toda a mão de obra à cargo de escravos) entre outras atrocidades. Saiba que em Países como Argentina,Uruguay, Chile ou mesmo nos Estados Unidos(Estados de Nevada ou de Idaho,por exemplo) à uma enorme Colônia Basca(da qual Eu Descendo)e pergunto: porque será que,assim como na Irlanda, houve tal diápora? Será que Os Filhos dos Pirineus(que amam profundamente Sua Terra,ao contrário dos torpes Mouros espanhóis)estavam fazendo turismo? Não,foram banidos por uma Invasão estrangeira perpetrada pela espanha: a verdade está nos fatos.O óbvio ululante,neste caso,como diría Nélson Rodrigues,é que à espanha não quer perder os Nortenõs(Euskal Herria,Catalunya,Galícia)por serem as Regiões mais Progressistas,Prósperas e Férteis. Para terminar,não sei que classe de Bascos era ésta com que travastes conhecimento em tua suposta viagem a Euskal Herria,mas posso afirmar desde já que não eram verdadeiros Nacionalistas. Agur! Minha "suposta viagem"? Hahahahahahaha, não me faça rir. Felizmente meus amigos bascos não têm o racismo que você manifesta contra os espanhóis não-bascos. E pode despejar as irracionalidades que quiser aqui, meu caro. O fato incontestável é que a grande maioria, a esmagadora maioria do povo no País Basco não quer saber de se separar da Espanha. Quanto aos bascos franceses, bem, lamento informar que também tenho amigos bascos franceses e que todos são franceses até o último átomo. Lá, então, se fosse realizado algum plebiscito, 99,9% votariam por permanecer sendo o que são: franceses.

Ricardo Sanchez ( Highlander ). em 15 de fevereiro de 2012

Kaixo! Por favor Sr Setti: o Idioma é chamado Euskera,certo? Agur!! Respeito os bascos, Euskadi, o euskera, visitei o país, conheço e gosto, tenho amigos bascos. Mas repudio os terroristas assassinos e covardes -- matam pelas costas, morrem de medo de enfrentar a polícia -- da ETA.

Ricardo Sanchez ( Highlander ). em 14 de fevereiro de 2012

Não publico mensagens terroristas, mesmo em idioma basco.

Ricardo Sanchez ( Highlander ). em 13 de fevereiro de 2012

Finalmente,Parabéns Companheiro Raphael Tsavkko pela Cultura,bem como pelo Brilhante conteúdo de Sua argumentação: conte Comigo Sempre! Sem embargo,as Pessoas comuns,sempre enganadas pela Mídia oficial(que demoniza a Sagrada Luta dos Povos Livres),devem ser esclarecidas e melhor informadas acerca de Questões como a do Povo Basco/Euzko,que têm feito Grandes coisas ao longo da História(nunca,ao contrário da invadida espanha, se deixou invadir. Seja por romanos,árabes/mouros etc.,mantendo assim a Sua pureza como um dos Povos de Linhagem mais Antiga da Europa),mas não às divulga,tendo que viver sempre atrelados a franceses,espanhóis e madrid(estes sim,os verdadeiros palhaços)e não conquistando Seu lugar,tão merecido,na História,segundo afirmou o Grande líder Sabino Arana. Gora Euskadi Askatuta! Tiocfaidh Ár Lá! Obs:porque razão ou circunstância devería o Lehendakari ou mesmo o PNV(No qual Eu Milito),hastear a vergonhosa bandeira da espanha??!! E por quê razão o Povo Basco devería preferir esta lingua espanhola/castelhana ao invés do Complexo & Nativo Euskara??!! Espero resposta.

Ricardo Sanchez ( Highlander ). em 13 de fevereiro de 2012

Sim esta``população´´sente se britânica graças à uma invasão estrangeira(império britânico que atualmente têm atacado covardemente até mesmo,vejam só,a vizinha Argentina,com a questão das Ilhas Malvinas/Falklands),que incluiu os seguintes & horripilantes métodos:desterro da população nativa(Irlandesa/Celta & Católica)dando lugar à colonos Presbiterianos de origem inglesa Escocesa e galesa(o que tornou a Provincia do Ulster uma cidadela Protestante),os Planters,esquadrões da morte(Black and Tans etc.),discriminação(não só religiosa como é lugar comum afirmar,mas racial: saxão invasor contra Celta oprimido)e fim dos Direitos da população Católica,política de internação(Prisão de Long Kesh/H-Block : Bobby Sands & os Hunger Strikers),paramilitares(Red Hand,UVF),entre outras barbaridades, que houveram e ainda existem,por exemplo, em Euskal Herria(que é o assunto em questão)cujA maioría do Povo,Filhos dos Pirineus(que alguns ainda têm a audácia de chamar de``terrorista´´), nada mais busca,seja pela Luta Armada seja pela vía Política dos dias atuais, por Justiça e Independência.. e ainda que indivíduos julguem,erroneamente, esta Missão Sagrada um delírio:é lamentável. Para finalizar quero ressaltar aquí outras Campanhas Heróicas pela Liberdade: Povo Palestino,Galícia(Celtas Ibéricos),Catalunya,Sikhs entre outros! Não existe razão mais Nobre para Lutar que a Liberdade.

Ricardo Sanchez ( Highlander ). em 11 de fevereiro de 2012

Sr. Ricardo Setti: nunca ví tamanha demonstração de falta de conhecimento em alguém que se propõe a escrever sobre assunto tão complexo,e que devería ser respeitado, como a Autodeterminação dos Povos. Ora Sr. Setti Euskal Herria não é uma questão mítica como você de forma equivocada afirma , e sim um País com Povo e Cultura diferenciados(do qual Eu descendo)e distinto desse aglomerado que chamamos espanha,que destruiu e torturou em nome do saque Civilizações muitíssimo mais avançadas que eles( Povos Maia , Asteca e Incas entre outros). E por falar em covardia,que dizer de um povo,dos mais atrasados do continente Europeu, que legitima e matança de Animais em espetáculos medonhos e deploráveis(Touradas)? Como dizer que uma Raça(das mais Antigas da Europa),que não se quer vítima,pois têm grande espírito de luta,mas sempre injustiçada não se organize em pról da Independência longe do jugo de castelhanista de madrid? Democracía??!! Pois este país paupérrimo & totalitário chamado espanha esta anos - luz de vír à ser uma. Assim como na Irlanda do Norte onde o Império Britânico é a raiz de todos os males o Povo Basco Luta e isto não têm nada de mítico. Finalmente,afirmo que quem deveria pedir perdão é a própria espanha pela sua atuação sempre patética na História: a Luta pela Independência(seja ela onde for: Tibete,Irlanda do Norte/Ulster ou Euskal Herria,Uyghur etc.),mais que um Direito Supremo é um dever Sr. Setti. Pense nisso. Todas as pesquisas de opinião publica minimamente independentes, ao longo dos anos, vêm mostrando que a maioria dos bascos NÃO quer se separar da Espanha. A Irlanda do Norte tem uma população que, majoritariamente, pretende continuar pertencendo ao Reino Unido. Os protestantes são quase dois terços da população e sentem-se britânicos. São fatos da vida, e não opinião minha.

Oiram em 10 de janeiro de 2012

Por aqui tem muita gente chorando pelo ETA ter parado com o terrorismo, os mesmos que ficam contrariados quando a Colômbia manda para o inferno os traficantes e sequestradores das Farcs.

Raphael Tsavkko em 05 de novembro de 2011

ME refiro ao rei que assassinou seu irmão quando o pai iria lhe retirar os direitos dinásticos, que foi criado por Franco e o admirava e que teve papel central na Operação Galaxia, e não foi a de desmantelar, mas a de usá-la para ganhar popularidade depois que viu que nãofuncionaria. E viva tmabém com as condenações internacionais à espanha, ou você faz vista grossa à Torturas reconhecidas pela ONU?

Raphael Tsavkko em 04 de novembro de 2011

Impecável? Vc tá falando sério? O que tem de impecável em um estado em que o chefe de estado é um franquista, em que os crimes franquistas nunca foram julgados, em que os crimes da extrema-direita ficaram impunes, em que Fraga assumiu provisoriamente o governo e matou bascos a rodo, desceu porrada em greves e manifestações e em que a tortura continua sendo prática cotidiana (vide ONU)? Isso é democracia? E, pior, impecável? E, se as ilegalizações foram feitas à luz do "Estado de Direito" que criou tribunais de exceção, aliás, porque organismos internacionais não cansaram de condenar estes tribunais e estes julgamentos? Aliá,s leis e tribunais constituídos por gente que fazia parte do regime ditatorial e assassino de Franco. Realmente, legítimos! Meu lado está claro sim, estou do lado daqueles que defendem o direito de autodeterminação dos povos, daqueles que defendem que franquista deveria estar preso. Rei "franquista"? Você se refere ao rei que impediu o golpe de Estado fascista do coronel Tejero? Fique com seus terroristas bascos, e me deixe sossegado com a democracia e a Constituição da Espanha, elaborada por representantes livremente eleitos pelo povo e, depois, aprovada em plebiscito.

Raphael Tsavkko em 03 de novembro de 2011

Não há conflito militar, fato, os GAL, grupo terrorista financiado pelo PSOE, assim como BVE, Cristo Rey e outros são só ilusão dos terríves e cruéis bascos. As ilegalizações de mais de 60 mil bascos e quase uma dúzia de partidos nacionalistas então! Conflito? Que nada! Só brincadeira! Este é o combate do Estado de Direito? Estado repudiado pela ONU, por pelo menos 3 representantes da ONU sobre tortura que condenam a Espanha por SISTEMATICAMENTE torturar bascos? Que Estado de Direito é esse? E ue criminosos covardes? Os Fascistas que até hoje matam bascos? Porque a ETA, até a pseudo-democratização era tida como grupo de heróis pelos bascos, catalães, com amrchas de milhares de pessoas nas ruas apoiando, artistas... Virou "terrorista" depois dos anos 80, muita propaganda em cima. Fato, erraram em permanecer na luta armada, mas negar o conflito e o passado do grupo? Infantilidade ideológica. Tente conhecer melhor do que trata sob pena de simplesmente parecer ridículo. Você tirou a máscara ao considerar a impecável volta da Espanha à democracia, com Constituinte e plebiscito, uma "pseudo-democratização". Não precisa dizer mais nada, você já se identificou e disse de que lado está. As ilegalizações de partidos por sua ligação com o terrorismo foi feita de acordo com a Constituição e as leis, por tribunais do Estado de Direito. Mas, repito, já vi de que lado você está. Ficou bem claro. Não preciso de lições de fanáticos.

Raphael Tsavkko em 03 de novembro de 2011

Deixe de ofender? Você ofende o jornalismo com esse artigo lamentável e anti-acadêmico que despreza todo o estudo sobre nacionalismo basco já feito até hoje, com uma opinião parcial, dando apoio a uma luta anti-terrorista genocida que já custou a vida de milhares de bascos e até hoje é responsável por torturar outras centenas. Fiquei sabendo que tem um blog. Portanto, somos de alguma forma colegas. Isso torna ainda mais vil e ignóbil o fato de você vir aqui -- novamente -- me ofender em vez de argumentar com um mínimo de civilidade e respeito. Nunca neguei a existência do nacionalismo basco e suas reivindicações. Acho, porém, como os democratas de vários matizes da Espanha e do próprio País Basco, que isso deve ser tratado no âmbito de uma disputa política. Não há "conflito" militar no País Basco, porque não pode ser assim denominado o combate do Estado de Direito, via polícia e Justiça, a um bando de criminosos e assassinos que mata à traição, em geral por bombas previamente colocadas em carros e edifícios ou, então, por tiros na nuca. Conheço muito bem o País Basco, vivo há anos parte de minha vida na Espanha, tenho amigos bascos de diferentes tendências e sei do que estou falando. Esses criminosos covardes não representam a sociedade basca, tanto que acabam de renunciar às "ações armadas" definitivamente -- ou assim dizem. Foram derrotados sob o ponto de vista policial, judicial, social e político. Só são defendidos por uma parcela ínfima de fanáticos totalitários, entre os quais vejo que você gostosamente se inclui.

Raphael Tsavkko em 02 de novembro de 2011

Tenha mais educação e deixe de ofender. De "pseudo-jornalismo" para baixo, não publico esse tipo de coisa. Conteste o que escrevi sobre o País Basco de forma civilizada e decente, mesmo que muito crítica, que publicarei.

Aboutbc em 01 de novembro de 2011

No mandamos este comentarios para ser publicado, sino para alavar su actitud. Muchas gracias por incluir el enlace de nuestro análisis a su artículo. Como periodistas sabemos el valor que tiene esa decisión y lo bien que habla del que lo hace. Saludos desde el Pais Vasco Soy yo quién os agradezco. Y incluir el enlace es una obligación para mi. Saludos

Aboutbc em 01 de novembro de 2011

Un comentario extenso, al extenso artículo del Sr. Ricardo Setti. leemos con interés su blog, lleno de artículos muy interesante, pero en esta ociasión pensamos que ha errado en su análisis. http://blog.aboutbc.info/2011/11/01/ricardo-setti-escribe-veja-brasil-errores-y-omisiones-al-analizar-el-fin-de-eta/ Saludos desde el Pais Vasco Saludos, caros amigos. Publico sus contestaciones a mi texto.

Aboutbc em 01 de novembro de 2011

Un comentario extenso, al extenso artículo del Sr. Ricardo Setti. leemos con interés su blog, lleno de artículos muy interesante, pero en esta ociasión pensamos que ha errado en su análisis. Saludos desde el Pais Vasco

Bia Blandy em 24 de outubro de 2011

Ótima matéria. Parabéns aos dois! bjs Bia Queridíssima, obrigado você pela visita e pela leitura. Beijos

clarimundo em 22 de outubro de 2011

Caro Ricardo Setti : Se não me falha a memória isto, de três mascarados se apresentarem para comunicar o fim dos atos terroristas do ETA já aconteceu há uns dois ou três anos. Ou estou enganado ? Acho que não ! Vou pesquisar e creio que acharei ! Houve anúncios anteriores de "tréguas", mas não de fim de ações armadas --- que é como eles chama os crimes covardes que cometeram.

José Ignacio García Medrano em 22 de outubro de 2011

Ricardo, sou espanhol e gostaria parabenizar vc por seu bom senso e profunda informação da sociedade espanhola. Na imprensa internacional só consigo ler "independentistas vascos", "lutadores vascos" e bobagems similares, mostrando um profundo desconhecimdento da realidade espanhola e da autentica atividade do "grupo politico": quasi um millar de pessoas asesinadas. Crianças, mulheres, trabalhaodres, polícias ... a violencia da eta não conhece limites nem faz diferenças. ñE indiscriminada. A degradação moral na Espanha atingio seu nivel mais alto com o partido socialista no governo: a organização terrorista encontra-se hoje legalizada a traves de um "partido politico" criado pelos amigos dos assesinos e avalado pelo Tribunal Constitucional. As vezes tenho vontade de renunciar a cidadanis espanhola. Obrigado pelos parabéns, caro José Ignacio. E não fique tão pessimista em relação a se país, não -- ele já passou por crises pavorosas, situações inenarráveis e conseguiu ser a grande nação que é. Um grande abraço e obrigado por sua visita.

edgar gholmia em 22 de outubro de 2011

combater terrorismo nossa obrigaçao

Marcelus G. Zalotti em 22 de outubro de 2011

Será que só eu acho que vai além da mera coincidência o ETA estar “fechando a lojinha” no mesmo momento em que Kadafi — cujo um dos passatempos era financiar e repassar armas a grupos separatistas-terroristas europeus — era morto nas ruas de Sirte?

Bruno em 22 de outubro de 2011

Foi um prazer ler o texto. Obrigado. Caro Bruno, quem agradece sou eu. Volte sempre! Abraços

Reynaldo-BH em 21 de outubro de 2011

Faço minhas as palavras do Caio Blinder. Sem acréscimo de uma vírgula. E sem almoço... Hehehe! Valeu, mestre!

alexandre em 21 de outubro de 2011

patrícia m Então tá. Vamos supor que o objetivo dos militares eram salvar do objetivo do governo brasileiro, no caso João Goulart, de entregar o poder aos russos. Derrubaram o Jango e ficaram 25 anos no poder. Não seria mais crível sua hipótese se os militares derrubassem o Jango e logo depois convocassem novas eleições presidenciais ? Precisavam 25 anos para "evitar que o Jango passasse o poder para os russos" ? Não foi tempo demais ? Volto a repetir : grande exemplo da Espanha, Itália, Alemanha Ocidental e Colômbia, que enfrentaram o terrorismo sem se afastar da democracia (aliás eu estou contrariando inclusive a esquerda, que defendeu o Battisti, por dizer que a Itália vivia num período de exceção nos anos 70) Quem delira dizendo que a Itália viveu um "período de exceção" os anos 70 -- como se tivesse saído dos ditames constitucionais -- para combater o terrorismo não tem ideia do que está dizendo. Exceção, sim, naquele período foi a barbárie do terror, de extrema esquerda e também de extrema direita fascista. Ele foi combatido e vencido dentro de diretrizes democráticas, em estrito cumprimento da lei. Os magistrados italianos, muitos deles assassinados covardemente, não se intimidaram em julgar e condenar os criminosos que matavam em nome de um "projeto" maluco de sociedade que nem eles sabiam definir.

caioblinder em 21 de outubro de 2011

Mestre, aula no texto e aula nos comentários, abração, Caio Obrigado, Caio. Seu elogio conta muito pra mim, pelo enorme respeito que lhe tenho. Já estou com saudades do nosso almoço. Amizade desde criancinha é assim... Vc chegou a ver as duas histórias que publiquei sobre prisioneiras palestinas, assassinas, que foram libertadas agora nessa leva? Abração

patricia m. em 21 de outubro de 2011

A Espanha, depois de Franco, arrumou a cama e deitou nela, se eh que vc me entende - ou o ditado. Eu nao defendo o terrorismo basco, e nem defendo o separatismo catalao. Acontece que ate o final da ditadura franquista era proibido ensinar e falar qq dialeto na Espanha a nao ser o oficial, o castelhano de Madrid que os brazucas conhecem como espanhol. Depois que Franco caiu fora, ai veio a socialistada toda e abriram-se todas as torneiras: todo estado la eh autonomo, todo mundo fala a lingua que quiser, etc etc etc. Fomentou-se o clima de separatismo - os bascos do ETA so apelaram para a violencia, ao contrario dos catalaes. Tudo isso para ser contra Madrid e contra a ditadura franquista. . Agora meu caro compara a situacao da Espanha com a da Franca. TAMBEM havia na Franca varios dialetos (sendo o basco um deles) - mas em PERMANENTE DECLINIO. Isso porque o governo frances foi duro o bastante de 1) nao permitir o ensino de outra lingua nas escolas que nao o frances e 2) nao dar autonomia nenhuma a regiao nenhuma. . Um pais UNIDO fala uma lingua so. A Espanha devia ter reparado nisso la desde o inicio. Patrícia, você vive me puxando orelha por coisas que escrevo sobre os EUA, que já visitei unas 50 vezes mas em que nunca morei. Agora é minha vez de dar uma puxadinha, bem de leve, na sua. Você está mais por fora do que não sei o quê em relação à Espanha. Começa que o catalão e o basco não são dialetos. São IDIOMAS. O basco é absolutamente diferente de tudo o que se conhece, tem alguns traços até do japonês, ninguém sabe de onde veio. É um idioma inteiramente distinto não apenas do espanhol, mas de todos os demais que existem. O catalão não é dialeto. É um IDIOMA, derivado do latim vulgar falado pelos legionários romanos quando Hispania era província do Império. O castelhano, ou espanhol, vem do latim falado pelas elites. O catalão tem parentesco com o francês, com o provençal, com o italiano e com o português. Não foi "a socialistada" que "abriu torneiras", como você imagina. As regiões autônomas foram concebidas pela Constituinte que formulou a Constituição de 1978, quando governava o "presidente de gobierno" Adolfo Suárez, do centrista e extinto partido União do Centro Democrático. A Constituição foi aprovada por todas as forças políticas, por meio de um CONSENSO poucas vezes visto em outros países. Felipe González, o primeiro socialista eleito para governar a Espanha, só assumiu no final de 1982, mais de 4 anos depois de a Constituição estar em vigor. Quanto a um país falar uma língua só, você se esquece da Suíça, onde há 4 idiomas oficiais, e nem por isso o país acabou -- muito pelo contrário. Se esquece da Bélgica, onde se fala francês e holandês. Se esquece do gigante Canadá, onde se fala inglês e francês. Se esquece de pelo menos 15 países europeus, onde se fala um idioma nacional principal, mas com regiões bilíngues: há minorias que falam o lituano e o russo na Lituânia, o letão e o russo na Letônia, o alemão e o checo na República checa, o alemão, o italiano e o esloveno na Esolvênia, o croata e o italiano na Croácia -- e por aí vai. E, embora viva nos Estados Unidos, talvez você tenha se esquecido que nesse grande país o inglês NÃO É o idioma oficial. Os Estados Unidos NÃO TÊM idioma oficial, e as tentativas de fazer do inglês a língua do país -- que eu, pessoalmente, acho mais do que razoável -- vem sendo sucessivamente rechadadas pelo Congresso. Posso estar enganado, mas creio que a Suprema Corte já considerou inconstitucionais leis estaduais que tentaram tornar o idioma de Shakespeare oficial em seus territórios. Um abração

patricia m. em 21 de outubro de 2011

Alexandre: diferentemente da Espanha, onde o ETA nunca foi governo eleito nem pra prefeitura de interior, no Brasil (e no Chile, por exemplo) o governo eleito queria entregar o pais de bandeja para o comunismo russo. Nao tem comparacao, meu amigo. Compara banana com banana e maça com maça, faca-me o favor!!!!!

alexandre em 21 de outubro de 2011

Mais uma prova que podemos combater o terrorismo dentro do ambiente democrático como fizeram Colômbia, Alemanha e Itália. Depois vem uma galera defender o golpe militar no Brasil em 1964 por uma "suposta ameça terrorista"! Taí a Espanha para mostrar que não precisamos de ditadura para derrotar "supostas ameaças terroristas". Concordo inteiramente com seu comentário, caro Alexandre. Obrigado por sua visita e volte sempre!

Egon Schütz em 21 de outubro de 2011

Ainda duvido de que esses canalhas tenham mesmo abandonado o terrorismo. Pau neles!

Gomide Luttenbarch em 21 de outubro de 2011

E aida está cheio de esquerdinhas no Brasil que torcem para esses criminosos da Eta, muito bem definidos por você como bandidos.

Tania Choueiiri Costa em 21 de outubro de 2011

Parabéns pelo post. Leio há anos sobre o País Basco e nunca tinha entendido muito bem a situação. Você me ajudou nisso, sou uma pessoa curiosa sobre a situação internacional.Saudações

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